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Scripta Alumni

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Academic year: 2023

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A história atinge seu momento mais tenso, seu ápice, quando o herói se senta à mesa na manhã do quarto dia e escreve: “Vássia arrastou a caneta vazia pelo papel e folheou as páginas em branco uma a uma. a outra, como se eu estivesse realmente produzindo alguma coisa”. Primeiro dia (Réveillon): tarde – Vassia chega em casa às seis; noite – visita à noiva/tentativa de trabalho.

AS IMPLICAÇÕES CRÍTICAS DA SÁTIRA E DA CARNAVALIZAÇÃO EM

Helena Arcoverde I

Maria Alexandrovna não conseguia acreditar no que seus olhos viam e seus ouvidos ouviam. Assim, o príncipe foi destituído de seu prestígio de nobre, de suposto noivo, de amigo de Maria Alexandrovna.

O TRÍPTICO TEMÁTICO DE LEONID GROSSMAN COMO PRINCÍPIO CONSTRUTIVO

NOITES BRANCAS DE DOSTOIÉVSKI 1

Lucimara Vasconcelos I

Fyodor Dostoyevsky nasceu em Moscou em 1821, filho de um médico respeitado e de uma mãe amorosa. Ainda segundo Grossman, a segunda e a terceira noites coincidem com um segundo momento de um tríptico temático, em que os personagens se conhecem e passam a mostrar traços mais profundos de suas personalidades.

DOSTOIÉVSKI: A FUNÇÃO DO ENTRELAÇAMENTO DE PERSONAGENS E NARRATIVAS EM

INTRODUÇÃO

Os dois primeiros volumes de Netotchka Niezvanova foram publicados na edição de janeiro/fevereiro de 1849 da Otiétchestvienie zapiski. Niétochka Niezvânova é uma história que, em forma de memórias e na perspectiva de um adulto, leva a narradora-protagonista à sua infância e parte da sua adolescência.

Dostoiévski começou a construir esses dois tipos dominantes a partir de 1846, durante o processo de criação de Netotchka Niezvanova. Esses dois tipos dominantes refletem-se na luta interior de Nietzsche decorrente da solidão e das escolhas afetivas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Sem dúvida, a afirmação acima é correta e válida, mas as artes que o romance de Dostoiévski utiliza para reconstruir uma pessoa, para configurar, para apresentar o entrelaçamento psicológico e dialógico dos personagens, levam à compreensão de um aspecto essencial de seu método criativo, além para esclarecer a textura rígida de seus romances. Portanto, o leitor de Dostoiévski ficará quase imune à experiência causada pela sensação de que seus personagens estão conectados entre si, como se existissem fora do plano das relações sociais comuns, conectados entre si, o que confere uma peculiaridade à narrativa. e a intensa intensidade dos hipnóticos.

Paulo Sérgio Pestana I

Em A cor da ternura os adjetivos pejorativos não param de aparecer, mas com menor intensidade que em Nó na quilha. Vista até agora (ainda que de forma simplificada) a relação texto/imagem na obra de Ziraldo e nas histórias em quadrinhos, ou mesmo considerando o que Márcia Arbex (2006, p. 46) traduz como iconotexto, é possível visualizar a análise que se pretende . a partir das ilustrações presentes em Nó na garganta e A cor da suavidade.

Figura 1: monstruosidade na representação da menina  Fonte: A cor da ternura, 1998, p
Figura 1: monstruosidade na representação da menina Fonte: A cor da ternura, 1998, p

AMOR, ESTRATÉGIAS E MANIPULAÇÕES NO TEXTO FICCIONAL

NARRATIVA DE GUERRA” EM ORGULHO E PRECONCEITO 1

Julián Bargueño I

Mas igualmente clara é a noção de que o mundo não é governado pura e simplesmente por sentimentos belos, leves e sublimes. A ironia reside justamente no fato de que esse interesse faz parte de quase todos os personagens de Orgulho e Preconceito de uma forma ou de outra. É logo no início do trabalho que surge a possibilidade de que seja Jane e não Elizabeth quem num futuro próximo se casará com o Sr.

Por fim, existe a noção de que Orgulho e Preconceito é uma história sobre amor – ou pelo menos em nome do amor.

O CONTO “AYOLUWA, A ALEGRIA DO NOSSO POVO”

ENQUANTO REPRESENTAÇÃO DE UMA POÉTICA NEGRA 1

Tássia do Nascimento I

Justamente porque os estigmas relacionados aos afro-brasileiros precisam ser desconstruídos, falamos do surgimento da literatura negra. O conto “Ayoluwa, a alegria do nosso povo”, publicado no volume 28 dos Cadernos Negros, retrata elementos e características de uma comunidade negra em crise. A primeira parte da história refere-se ao momento em que os personagens ficam desamparados e a segunda, que começa com a notícia do nascimento de uma criança (Ayoluwa), é o momento em que a comunidade recupera a esperança.

A análise do conto “Ayoluwa, a alegria do nosso povo” permite observar o surgimento da literatura negra e a revelação de uma poética que busca dar corpo às demandas dos afrodescendentes, e ao processo de afirmação de sua identidade.

DOSSIÊ AUTOBIÓGRAFOS E MEMORIALISTAS

Nas últimas décadas do século XX, uma verdadeira avalanche de escritos autobiográficos – memórias pessoais e autobiografias – de escritores e cientistas ou de pessoas que estiveram durante muito tempo sob os olhos do público ou apenas temporariamente chegaram às livrarias. . Se isto pode ser atribuído à própria curiosidade humana sobre “a vida dos outros”, o impulso de contar a história da própria vida deriva de uma série de causas, -catarse, erupção, autoconhecimento, resistência, preservação da memória - o que, no entanto, pode ser reduzido à preocupação imemorial do ser humano em deixar registros de sua passagem pelo mundo. O desejo de perpetuação, atrativo para quem lê e para quem escreve, seria a motivação do autor que faz uso de narrativas autobiográficas na criação de obras parcial ou totalmente ficcionais.

Pertencem a esse campo as obras que compõem este dossiê, que foram criadas durante o curso e estão divididas em discussões de autobiografias, memórias ou diários de obras de escritores brasileiros (8) e norte-americanos (3).

AUTOBIOGRAFIA DE MINORIAS: UM ESTUDO DE MAYA ANGELOU E GENI GUIMARÃES 1

Juliana Mayorca I

A história de Gena Guimarães mostra as memórias de infância da escritora em um tom altamente subjetivo e poético, em que se detectam a voz do narrador infantil e alguns comentários do narrador adulto que remetem ao passado. Os contrastes continuam em ambas as obras na relação entre o sujeito autobiográfico e a comunidade. A história de Geni Guimarães, que se passa num ambiente rural, mostra que o problema da educação negra para a maioria branca não existe.

Seu livro, símbolo da percepção e da história de injustiça de um povo, é considerado um dos textos canônicos da autobiografia afro-americana.

TESTEMUNHA FICTÍCIA

A AUTOBIOGRAFIA DE ALICE B. TOKLAS 1

Maria Luisa Pretto Pereira I

Frases, não apenas palavras, mas frases e sentenças sempre foram a paixão de toda a vida de Gertrude Stein. Durante este período, Gertrude Stein caminhou com um grande número de escritores e artistas, na sua maioria jovens entusiastas. Então começo a inventar títulos para minha autobiografia: “Minha vida com os grandes”, “Esposas de gênios com quem me sentei”, “Meus vinte e cinco anos com Gertrude Stein”.

Entre as obras de Gertrude Stein, é a leitura mais acessível para um leitor que não se dedica ao estilo experimental de um dos grandes artistas modernistas.

A AVANT-GARDE MODERNISTA EM RELATOS AUTOBIOGRÁFICOS DE GERTRUDE STEIN E

Marcos Aurélio de Assis I

Toklas é um estudo de personalidade de Gertrude Stein; é uma autobiografia de Stein, apresentando-se como a história de vida de Toklas, escrita por Stein e assinada por Toklas. Mesmo que sejam acontecimentos em que só nós estivemos envolvidos e objetos que só nós vimos. Este trabalho centrou-se na análise das obras autobiográficas de Gertrude Stein, A autobiografia de Alice Toklas, e de Ernest Hemingway, Paris é uma festa, de forma a compreender a visão que os dois autores têm da vanguarda modernista que frequenta regularmente o estúdio de Stein, em Paris na década de 1920 – intelectuais, artistas, escritores norte-americanos expatriados e jovens aspirantes a escritores, como o próprio Hemingway.

Como podemos concluir, os textos traçam paralelos de um mesmo período, mas o leitor os lê como complementares, uma vez que as produções foram encenadas em períodos diferentes e Paris é uma festa pode ser uma resposta às afirmações de Stein em A Autobiografia de Alice B.

MAURICE HALBWACHS: A MEMÓRIA COLETIVA 1

Sônia Érika Kátia do Amaral Tognoli I

Na sequência ele chama de “Halbwachs, ou a reconstrução do passado” a parte do capítulo em que aborda o tratamento da memória como fenômeno social, característico do autor. A lembrança é em grande parte uma reconstrução do passado usando dados emprestados do presente. É assim que o conhecimento do passado e a memória do passado se distinguem, são ao mesmo tempo concorrentes e complementares.

Em outras palavras, a história é construída através das memórias do passado dos agentes, metodicamente cruzadas com a pesquisa histórica.

MEMÓRIA E IMAGINAÇÃO: UMA RELEITURA DO PASSADO NA OBRA EM LIBERDADE DE

Edilete Aparecida Padilha I

Em suma, a obra explora como In Freedom questiona a relação entre a memória histórica e a ficção, entre a criação imaginária e a suposta história factual, em oposição ao passado e ao presente. Este é o foco deste trabalho, que explora como Em Liberdade questiona a relação entre memória histórica e ficção, entre criação imaginária e a suposta história real, em oposição ao passado e ao presente. Em liberdade está o retorno de Graciliano Ramos à convivência, livre do pesadelo de Manaus e Ilha Grande.

Resumidamente, este trabalho considera como Em Liberdade questiona a relação entre a memória histórica e a ficção, entre a criação imaginária e o suposto relato factual, em oposição ao passado e ao presente. O romance de Silviano Santiago utiliza a voz de Graciliano Ramo para reavivar uma discussão fundamental para o momento em que Está publicado.

MEMÓRIAS DO CÁRCERE: SUPERPOSIÇÃO DE FATO E FICÇÃO EM NARRATIVA DE MEMÓRIA 1

Rosana Aparecida Ribeiro Santos I

Memórias do Cárcere é um relato autobiográfico dos dez meses e dez dias em que Graciliano Ramos esteve preso e conviveu com presos comuns, bandidos e criminosos, bem como outros presos políticos, intelectuais, escritores e jornalistas, em crueldade física, mental e emocional . condições.. As memórias do personagem-narrador de Memórias do Cárcere estão ligadas ao espaço limitado da prisão e à presença de seus amigos. Memórias do carcere é uma reinvenção promovida por uma realidade extratextual comprovada e conhecida por todos, que, no âmbito da narrativa, é sempre transformada pelo uso da linguagem a serviço da ficção.

Parece que Memórias da Prisão não foi uma obra para agradar, mas para se tornar a palavra de um homem, uma narrativa dramática de uma testemunha real que viveu uma situação real, ainda que esta situação se transforme nas páginas do livro depois de feita isso artisticamente.

QUASE MEMÓRIA, QUASE ROMANCE DE CARLOS HEITOR CONY 1

A começar pelo título, a proposta do livro é a falta de compromisso com o relato factual e exato, o que ainda é um realismo atual, pois vivemos numa época em que as pessoas não acreditam mais na possibilidade de um relato objetivo, ou mesmo uma observação objetiva dos fatos. Embora o narrador afirme que não está em busca do tempo perdido como Proust, ele pode estar em busca de si mesmo. A memória coletiva, segundo a teoria de Halbwachs (2006), é a memória dos membros de um grupo que reconstroem seu passado a partir dos pontos de referência do presente.

No livro de memórias, o autor é personagem e observador privilegiado de uma época singular que passa a ser objeto de seu relato.

NAVA: EXUMAÇÃO E LIBERTAÇÃO DA MEMÓRIA 1

Com base nessas duas obras, pretende-se delinear alguns aspectos centrados na avó materna da autora, configurada, neste estudo, como representante do conhecimento acumulado a partir de uma experiência individual e grupal, que o narrador memorialista tenta virar de cabeça para baixo. de sua experiência individual e visão particular do mundo. Nesse sentido, Maurice Halbwachs busca suporte teórico para contextualizar a memória relacionada à experiência coletiva de um grupo. A memória pode estar relacionada ao conhecimento acumulado e aprovado pelo tempo, tornando-se, em geral, a condição que sinaliza a vivência de um grupo.

Como guardião da intimidade do grupo familiar, o autor se apropria dos rigores do passado fechado contra o qual resiste sua experiência presente para colocar à prova o significado da experiência anterior.

PEDRO NAVA E O TEMPO PERDIDO EM BALÃO CATIVO 1

Apesar de tudo isso, Balão Cativo salva uma parte do passado; o outro está comprometido, envolto numa crosta de subjetividade e devaneio, mágoa e comprometimento pela distância, pelo tempo e pela própria memória, retornando sempre transfigurado. Em Balão cativo, Nava destaca uma série de acontecimentos que povoaram não só o seu mundo, mas o da sua família e das cidades onde viveu. São referências à região onde passou a infância e até ao Rio de Janeiro, a acontecimentos que o caracterizaram.

O encontro com a realidade é quase ficcional, apesar dos velhos cadernos da avó, dos seus próprios, dos testemunhos e da verdade colectiva dos seus contemporâneos.

LIMA BARRETO

DIÁRIO ÍNTIMO E DIÁRIO DO HOSPÍCIO DESABAFO, TESTEMUNHO OU PROTESTO? 1

Delma Aparecida Marçal Maskow I

DIÁRIO DO HOSPÍCIO

O Diário do Hospício abrange o período da segunda internação de Lima Barreto, de 25 de dezembro de 1919 a 2 de fevereiro de 1920. Os diários de Lima Barreto aparecem como instrumento de reflexão, de pensamento, como forma de enfrentar as provações. Parece uma explicação simplista, ao final de uma análise da complexa rede de traços da escrita do diário de Lima Barreto.

Podemos destacar também que os registros do diário de Lima Barreto desempenham um papel importante na compreensão da sociedade brasileira da época, pois descrevem momentos históricos da vida de um escritor reconhecido por seu talento.

RECORDAÇÕES DO ESCRIVÃO ISAÍAS CAMINHA

ENTRELAÇAMENTO DE AUTOBIOGRAFIA E MEMÓRIA NA OBRA FICCIONAL DE LIMA BARRETO 1

Renilda Mara Florencio I

Apelidado de “romancista da primeira república”, Lima Barreto foi um crítico contundente da vida carioca de sua época. Seu primeiro livro, Recordações do escrivão Isaías Caminha, objeto de análise desta obra, só foi publicado em 1909, depois que o amigo do autor Antônio Noronha Santos levou os manuscritos para Lisboa. O próprio Lima Barreto relata em um de seus diários o momento de ansiedade e indecisão que o escrivão Isaías Caminha escreveu antes da publicação de Recordações.

Este trabalho tem como objetivo apresentar uma leitura do romance Recordações do escrivão Isaías Caminha, especificamente a trajetória do personagem-narrador desde, quando.

Imagem

Figura 1: monstruosidade na representação da menina  Fonte: A cor da ternura, 1998, p
Figura 2: deformidade dos lábios e dos braços Fonte: A cor da ternura, 1998, capa.
Figura 4: a menina negra como escada para a menina branca Fonte: Nó na garganta, 1991, p
Figura 3: diferenças sobressaltadas: inferiorização x superiorização.
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Referências

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Tem como objetivo contribuir para o fortalecimento do respeito à diversidade sexual e de gênero na escola; refletir sobre o papel do professor de teatro na escola, bem