Gostaria de expressar minha gratidão a todos aqueles que me ajudaram durante meu doutorado, em especial: Professor Dorivaldo Walmor Poletto, meu orientador, com quem tive o privilégio de discutir este trabalho e cujo apoio e estímulo intelectual foram decisivos para sua conclusão terminação;. Fraquelli, Isabel Noemia Junges Rückert, Flávio Paim Falcetta, Judite Sanson de Bem e Heliane de Sousa Nunes; à Pontifícia Universidade Católica; e à Fundação de Economia e Estatística, na pessoa dos seus diretores e coordenadores, pela concessão da licença que permitiu a realização dos trabalhos e pela permanente troca de ideias.
RESUMO
Palavras-chave
ABSTRACT
Key words
SUMÁRIO
LISTA DE GRÁFICOS
LISTA DE QUADROS
LISTA DE TABELAS
LISTA DE SIGLAS
INTRODUÇÃO
Na verdade, essas questões tentam indicar vários caminhos de pesquisa, que podem ou não ser seguidos. Para responder a essas questões, procuramos identificar padrões contidos nos discursos e documentos da rede Mercocidades.
A estratégia da pesquisa
As etapas do estudo
A rede Mercocidades é ideal para generalizar o comportamento que será apresentado por outras redes urbanas na América Latina. Também analisou outras redes urbanas em todo o mundo para ver até que ponto existe, ou não, semelhança em termos de estrutura e comportamento.
A organização do estudo
Em seguida, apresenta a Teoria Rede de Cidades formulada por Capello (2000) e em seguida sugere um complemento a esta abordagem, privilegiando a análise qualitativa de Bardin (1991). Continuam a ser pontos de referência para um estudo mais amplo e sustentável das redes urbanas.
1 - AS CIDADES LATINO-AMERICANAS
HISTÓRIA, AUTONOMIA E DESCENTRALIZAÇÃO
1.1 - O processo histórico das cidades
Num certo sentido, então, a diferença nos processos históricos das cidades latino-americanas foi bastante marcante. Com base nessas duas considerações, segundo Beyer (1969, p. 97), é possível compreender uma série de aspectos das cidades da América Latina.
1.2 - Aspectos da autonomia dos municípios
Comparando os municípios dos países latino-americanos com os municípios mais desenvolvidos do Mercado Comum Europeu, Canadá e Estados Unidos, Carvajal (1995) mostrou que eles sempre tiveram uma característica de autonomia muito maior do que os dos países latino-americanos. Embora se note que existe um padrão diferente de instituições públicas locais nos países latino-americanos e em outros, teria sido interessante se o autor tivesse apoiado a questão da autonomia de forma mais adequada.
1.3 - A descentralização e a emancipação
A otimização dos recursos próprios dos municípios e o aumento da participação federal têm sido apresentados como uma nova estratégia para o governo local aumentar o processo de descentralização e atingir os seus objetivos. O marco para o início do processo de descentralização foi o Ato Legislativo nº 1, de 1986, que estabeleceu a eleição direta dos prefeitos dos municípios a partir de 1988.
2 - REDES DE CIDADES
CONSIDERAÇÕES SOBRE SUA IMPORTÂNCIA
2.1 - Redes de cidades
As redes das cidades podem ser interligadas globalmente, regionalmente ou mesmo dentro do mesmo país. As redes de cidades que operam a nível regional estão localizadas na mesma região, como na América Latina (Mercocidades), nos países europeus (Comité das Regiões) ou nos países árabes (Organizações de Cidades Árabes).
Tem como objetivo desenvolver projetos de cooperação entre cidades da União Europeia e cidades do centro, nordeste e sudeste da Europa. Para tal, este comité coordena e organiza grupos de trabalho, seminários temáticos e conferências para facilitar a troca de experiências entre as cidades membros.
Na literatura revisada, existem dois estudos que podem fornecer uma boa visão sobre a relação entre redes urbanas e geografia. Sugerem que a presença de redes urbanas no mundo cria uma nova configuração no espaço.
3 - ASPECTOS METODOLÓGICOS NA ANÁLISE DAS REDES
Os dados representam o resultado da pergunta: ''Você é a favor de um governo menor que forneça menos serviços ou de um governo maior que forneça um número maior de serviços?''. NOTA: Os dados representam o resultado da pergunta: ''Você preferiria um governo menor que fornecesse menos serviços ou um governo maior que fornecesse um número maior de serviços?'' (ABC News/The Survey Washington Post e The Los Angeles Times , 1993 e 1995).
O autor procurou trabalhar com pesquisas quantitativas e mensurar o impacto da Rede de Cidades Saudáveis7 nas cidades participantes da rede, ou seja, beneficiar a área da economia regional. Tais benefícios refletem o comportamento da rede de cidades: aparecem através do trabalho da rede, mas sua distribuição é diferente nestes três casos.
24 Ata da 1ª Reunião da Unidade Temática de Ciência e Tecnologia 4 25 Boletim da Secretaria Executiva da rede Mercocidades. Além disso, ainda não existe uma maior coordenação entre as cidades participantes da rede Mercocidades.
Hobsbawm (1998) também acredita que a pesquisa quantitativa é uma escola que transforma a história econômica em econometria retrospectiva. Assim, o conhecimento que temos do fenômeno não pode ser reduzido a um relato superficial.
3.4 - Dois tipos de abordagens históricas
Com isto é possível voltar a centrar-se no passado desta rede de cidades e evitar uma visão garantida para o futuro. Considerando que o fenômeno das redes de cidades é muito complexo, seria interessante misturar metodologia quantitativa e qualitativa.
4 - A REDE MERCOCIDADES
4.1 - A origem da Rede Mercocidades
Houve um discurso negativo, de alguns dirigentes sindicais e de alguns partidos, sobre o processo de integração. Há uma grande possibilidade de que isso aconteça através de uma ação do município, porque essa ação do município é uma ação que, além de dar uma vantagem à política do governo e à política municipal, também introduz uma elemento crítico na integração. o processo em si..
4.2 - Rede Mercocidades: criação e evolução
Cada uma das cidades foi responsável pelo desenvolvimento específico do seu tema relacionado dentro da rede Mercocidades. O Estatuto da Rede estipula que as cidades coordenadoras devem formular e propor políticas comuns que sejam propostas no âmbito da rede Mercocidades.
A Tabela 4.1 mostra o número de habitantes e a distância entre as cidades individuais que faziam parte da rede Mercocidades em 1995. A rede Mercocidades de alguma forma transformou Porto Alegre num centro político geográfico de articulação inter-regional e sub-regional da opinião latino-americana.
4.4.1 - O site da Rede Mercocidades
Vale a pena aprofundar a literatura que apoia a análise de sites na Internet, para continuar com um detalhe da homepage da rede Mercocidades. A Tabela 4.3 compara os itens da página inicial da Rede Mercocidades com os de outras redes de cidades.
4.4.2 - O boletim oficial da Rede Mercocidades
Para melhor aproveitamento da homepage, a Secretaria Executiva aguarda novidades das cidades” (Diálogo, 1997a, p. 5). Cada vez que mudava a secretaria executiva da rede (responsável pela publicação do boletim), também mudava a ordem de apresentação dos materiais.9.
Lista de palavras relacionadas ao sucesso da Rede Mercocidades, número de ocorrências nos depoimentos coletados e palavras derivadas, no ano 2000 PALAVRAS NÚMERO DE OCORRÊNCIAS. Lista de palavras relacionadas à falência da Rede Mercocidades, número de ocorrências nos depoimentos coletados e palavras derivadas, em 2000 PALAVRAS NÚMERO DE OCORRÊNCIAS.
4.6 - A sistematização do discurso: a Rede
Na categoria “Benefícios da Rede” foram incluídos discursos sobre estes, principalmente com o objetivo de desenvolver uma maior cooptação dos municípios. Na categoria “autonomia política” incluíram temas que procuravam excluir o Governo Central de qualquer interferência nos assuntos da Rede.
4.6.1 - A exaltação das cidades
Duas declarações elogiando o papel de Porto Alegre: “(..) Porto Alegre é a capital cultural das Mercocidades, e isso pode ser visto em algumas faixas espalhadas pela cidade” (Entrevista A.1 no anexo ). Porto Alegre – Buenos Aires e Buenos Aires – Porto Alegre acontecem até hoje com enorme sucesso.
4.6.2 - Os benefícios da Rede
Esta foi, aliás, uma surpresa importante para a análise da rede Mercocidades, revelada por Ferrer (entrevista A.5 no Anexo), destacando que implícita nesta articulação internacional de Porto Alegre com outras cidades estava a certeza de alcançar uma projeção política interna. Passamos muito tempo organizando a venda de pêssegos e ameixas de Porto Alegre a Montevidéu.
4.6.3 - A autonomia política
No entanto, o reconhecimento pelos governos centrais parece ser um factor importante para os representantes da Rede Mercocidades. Na realidade, o discurso da rede Mercocidades sobrestima a actividade das cidades como factor decisivo para a implementação da democracia no processo de integração da América Latina.
4.6.4 - Omitindo diferenças
Num primeiro nível houve harmonia entre as cidades que integram a rede Mercocidades num contexto de cooperação e troca de informações úteis para cada uma delas. O discurso agregativo da rede Mercocidades optou por criar uma ilusão referencial, capaz de manter a credibilidade do governo local.
4.6.5 - O impasse
Marx (Entrevista A.1 no Apêndice) usou o termo “acordo”: “Então naquele momento ficou acertado que Assunção seria a Secretaria Executiva. Ferrer (Entrevista A.5 no Apêndice) explica muito bem essa questão: “(..) O fato do Prefeito de Porto Alegre ser do PT não tem absolutamente nenhuma importância para o Prefeito de Buenos Aires.
4.6.6 - Considerações sobre o discurso agregador
O tempo de gestão da Secretaria Executiva, eles estavam defendendo cerca de dois ou três anos, e nós estávamos defendendo o rodízio anual, anual. Então foram refinadas essas coisas, que a gente conseguiu meio que aprovar com um perfil mais próximo do que queríamos do que o Assunção.
32 O boletim Diálogo (1997, p. 6) abriu esta matéria com o título Prefeitos da Rede Canal Aberto de Comunicação com o Mercosul. Provavelmente, essa ideia de Urquidi (2002) poderia muito bem servir de referência e contribuir muito, caso fosse utilizada e implementada no discurso oficial da rede Mercocidades.
4.7 - O custo da política internacional do RS
Evolução dos gastos da Agaia, Secar e gastos da função de Relações Exteriores da SEAI em Porto Alegre e RS — 1993-00. Evolução dos gastos em Agaia, Secar e gastos da função de Relações Exteriores da SEAI em Porto Alegre e RS — 1993-00.
As cidades da rede têm, portanto, contato com o conhecimento urbano moderno e eficiente. Portanto, é importante resolver essa visão suave dos problemas e também destacar a intenção da rede Mercocidades.
5 - AS OMISSÕES DO DISCURSO DA REDE MERCOCIDADES
Embora a América Latina inclua 33 países ao sul dos Estados Unidos, eles têm pouca relação entre si, vendo-se mutuamente na perspectiva da secessão. Ishibashi (2002) enfatiza que mesmo o tema da América Latina é pouco discutido nos livros didáticos do ensino secundário, tanto de geografia quanto de história, que foram revisados porque a maior atenção está voltada para a Europa.3.
5.1 - Indícios de rivalidades
Na realidade, a simples visualização da etnia hispânica permite verificar uma heterogeneidade de sujeitos que não se enquadram no conceito. Mas não há consenso na literatura sobre a falta de diálogo e integração entre os países latino-americanos.
5.2 - Os conflitos de fronteira
A área disputada foi incorporada ao território brasileiro e a fronteira entre os dois países foi estabelecida ao longo do curso do rio Peperi-Guaçu. O terceiro conflito surgiu com a invasão dos seringais na região do Rio Acre pelos brasileiros no final do século XIX.
5.3 - A chamada integração da América Latina
O intergovernamentalismo representa a forma como os interesses do Brasil e da Argentina convergem e se articulam no processo de construção e institucionalização do Mercosul. Aponta também para a necessidade de as cidades participarem mais ativamente, inclusive propondo medidas e atividades dentro da estrutura do Mercosul.
Contudo, a história tem mostrado que houve poucos resultados efetivos na unificação da América Latina, mas bons resultados na independência de alguns países latino-americanos. Oitavo, nos livros de História e Geografia do ensino médio, a América Latina raramente é discutida.
6 - CONSIDERAÇÕES FINAIS