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TCC_PoderMemoriaInfancia.pdf

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Academic year: 2023

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This research attempts to identify the characteristics of the exercise of the transition of power within the children's romance of Graciliano Ramos, drawing on the Foucauldian studies on the docilization of the bodies instigated by the criminal trials. The connectors of insights, the election and preservation of the facts to be counted; highlighting the change in power in the institution called the family, and especially in social relations. The childhood of a lonely boy and confusion in the midst of a traditional and patriarchal family and the birth of the great writer.

It brings the colors of his writing into the colors of the universe where he was born, and became docile to the punishments and sanctions to which he was subjected.

INTRODUÇÃO

Na segunda impressão teremos esse retrato de si mesmo, feito pelo homem de hoje, mas visto por quem ele se tornou a partir do seu passado, nesse processo de escrita tratando das ruínas do menino, mas ainda presentes no homem, porque as ruínas que são os sinais da memória do menino estão preservadas dentro do homem. É o autor quem dá voz ao seu passado, numa narrativa que passará o tempo pelo crivo do conhecimento que possui hoje. Nesse processo de reconstrução memorialística que traz sua descontinuidade no tempo, há também os indícios do percurso do exercício do poder, de como a instituição que Foucault chamou de família utiliza o castigo para docilizar o corpo, para 'fazer um corpo inapto, um corpo adequado, para que esse corpo obedeça ao que a sociedade classifica como normal, dentro de uma chamada família.

Graciliano sozinho”, há uma pintura do autor Graciliano Ramos, um autorretrato, que nos dá um vislumbre do homem, descrito ficcionalmente pelo menino de sua criação, com os traços do menino presentes no homem.

CAPÍTULO I

Em 13 de janeiro de 1937, Graciliano Ramos foi libertado por interferência de amigos, entre eles José Lins do Rego. Um dos romances mais famosos e famosos do escritor Graciliano Ramos foi publicado em 1939 no Rio de Janeiro Vidas Secas, também publicado por José Olímpio. Em agosto de 1939, o romancista Graciliano Ramos de Oliveira foi nomeado Inspetor Federal do Ensino Secundário do Rio de Janeiro e publicou o livro "A Terra dos Meninos Pelados" na livraria O Globo, em Porto Alegre.

Em 1950, Graciliano Ramos traduziu o romance A peste do francês Albert Camus, publicado pela Editora José Olímpio.

Graciliano Ramos Por Ele Mesmo

Sua vida contada por historiadores, pesquisadores e estudiosos de sua obra e vida nos mostra como nasceu o homem e o escritor, como se passaram os anos para essa alma lacônica de poeta, mas a seguir apresentaremos um retrato do próprio Graciliano Ramos, e o encanto de ver através dos seus olhos como ele se via. Biografia, segundo o dicionário Houaiss 2011 “Trata do indivíduo, do seu percurso de vida, dos acontecimentos e da linearidade de uma vida, refere-se a toda a extensão da vida da pessoa que está sendo biografada, ou seja, o relato de uma vida". Escrever sobre os acontecimentos de uma vida, da pessoa que ela foi ou ainda é, faz da biografia um compromisso com a verdade, mas num contexto em que a imaginação não pode ser anulada, não pode ser desvalorizada, como é ainda escrito.

A autobiografia segundo Alves 2006 se dá como um discurso em que o autor é ao mesmo tempo destinatário e personagem-objeto da narrativa, ao mesmo tempo em que trata da história de sua vida e de sua personalidade. Seu autorretrato é um poema, um belo texto sobre você, assim como todos os seus escritos são poesia. Manhãs: Graciliano acordava bem cedo, entre 04h00 e 05h00, e começava a trabalhar pela manhã, teve alguns empregos - na imprensa e como inspetor de educação - mas sempre continuou colocando seus livros para escrever pela manhã.

Na falta de material de melhor qualidade, Graciliano Ramos utilizou qualquer tipo de papel, lápis ou caneta, além de livros antigos, papéis timbrados e outros papéis. Também amigo de Getúlio Vargas, chegou a interceder por Graciliano Ramos quando este estava preso, encurtando sua pena de prisão. Seus dois relatórios de prestação de contas ao governador do estado, cheios de humor e ironia, são responsáveis ​​por sua descoberta, pois chamaram a atenção de um editor carioca, Schmidt.

Em seu autorretrato, o autor afirma que “odeia rádio, telefone e campainhas - tem pavor que as pessoas falem sozinhas”. Essa ordem está estabelecida na sociedade que ele já conhecia, mas mesmo assim o menino demonstra preocupação com aqueles que não conseguem se defender, os pequenos como “Adelaide”.

Figura 2 - SELMA: MARCA DO CIGARRO QUE GRACILIANO FUMAVA Figura 1 - CAPA DO LIVRO CAETÉS
Figura 2 - SELMA: MARCA DO CIGARRO QUE GRACILIANO FUMAVA Figura 1 - CAPA DO LIVRO CAETÉS

INFÂNCIA - UM ROMANCE EM FORMA DE CONTOS

O protagonista – o menino, nos conta, na primeira pessoa, os recados, histórias de passagens de sua infância através de uma linha do tempo sutil, à medida que vai desenrolando as páginas de sua memória e revelando dados de sua época, por exemplo, sobre como foram os aprendizados de daquela época, sobre o funcionamento das salas de aula, numa narrativa peculiar, típica da época em que se passava e tão diferente da atualidade. O menino que, ao começar a se encontrar nesse ambiente inóspito, faz uma revelação poderosa, do ponto de vista de uma criança que deveria estar rodeada apenas de amor e carinho - “O medo, foi o medo que me guiou na minha infância anos, medo". Conta-nos com brilhantismo os acontecimentos de uma vida dolorosa no interior do Brasil, descreve a beleza, a fé do povo, de um Nordeste que só com tanta propriedade pode ser narrado por quem lá nasceu e viveu sua herança ali, regionalismo, diriam os críticos, pura poesia, dizem os amantes.

Podemos observar que na obra Infância – 1945 há o retrato de uma família sertaneja, oligárquica e tradicional, onde se percebe todo o poder e brutalidade de um homem de família. Essas formas de apresentação de poder podem e mudam ao longo da história, aqui estamos tratando de uma família nordestina de meados de 1892. O menino vive em uma família dita normal, sofre os castigos impostos pela padronização da educação, mas que são aceitos pela família e pela sociedade como normais.

O patriarca, com o poder historicamente legado ao homem, é pai de uma família numerosa (outro legado do compatriota). Ele tratava seus filhos, empregados, empregados e esposa com gritos e desgosto. “Meu pai era terrivelmente poderoso e essencialmente poderoso. Meu pai os observava, exigia que se movimentassem para um lado ou para outro e nunca ficava satisfeito, desaprovava tudo, com insultos e desentendimentos (RAMOS, 1995, p.26). Para uma criança que se desenvolve dentro da família o carinho dos pais é muito importante, o carinho de mãe é essencial e necessário, um alívio em meio à dificuldade de ser criança, de ser pequeno diante de um mundo imenso , um alívio para a aprendizagem das crianças, pois todos esses processos de aprendizagem são processos lentos e dolorosos.

E o narrador mostra as formas dolorosas de aprender na infância, o que significa fazer uma análise negativa de si mesmo, quando se considera a forma como ele é tratado, devido a uma doença que o afetou na infância, o filho teve. suportar o tratamento duro de sua mãe, que se aborrecia facilmente e o chamava de nomes depreciativos. Esta voz que narra o passado com o conhecimento de hoje, diz do seu pai que ele agiu assim porque também ele foi vítima dos acontecimentos, que se a situação fosse diferente, ou a escassez ao mesmo tempo, ou pelo contrário, a prosperidade, que talvez até o comportamento dele era diferente, mas o fato do pai estar entre eles o incomodava e ele tirava isso dos pequenos seres, ou seja, o menino e o menino José.Seu Afro, vítima de um acidente que só percebi muito depois, ele não se achava infeliz, não parecia infeliz: era um menino vermelho, forte e sorridente.

Quebrar paradigmas e comportamentos pré-estabelecidos é a tarefa mais difícil, os comportamentos na sociedade devem ser seguidos por todos ou então, as punições para quem não os segue são severas, para o menino, o Sr. . jovens, eles eram. Eles eram lindos e aparentemente felizes e isso bastava, mas para a sociedade normativa da época, eles eram marginais, estavam no limite.

ONDE ESTAVA O CINTURÃO?

Para que o escritor se reconcilie com o tempo que passou por ele, e que o marcou, como marca todos os homens, será necessário que ele faça uma seleção dos traços que sua memória preservou, a fim de mostrar de forma fantástica o que ele foi, visto pelos olhos de quem ele é. São esses segmentos que o autor vai usar para te guiar, guiar pela narrativa, preencher as lacunas com o conhecimento que agora possui. Ele traz os fatos à tona de sua memória, ele agora, já homem, escritor, vai ao seu passado para escrever o eu que foi.

Neste processo de recuperação do passado, que se apresenta na obra Infância, o autor olhará para o que é no presente, para o que conhece, com. Ao escrever uma autobiografia, o autor que “[.] Nomeadamente a coincidência entre narrador, autor e personagem” (MATHIAS, 1997, p. 41) utilizará conexões para olhar para trás com o que ele é agora, com o que ele sabe agora e com a experiência de vida que acumulou. Seu antigo eu, passou pelo filtro do conhecimento que agora possui, com o que agora sabe sobre si mesmo, sua realidade e a passagem do tempo.

Nesse contexto, a memória que é sua preserva as memórias que também são suas, sob o foco do seu olhar em si mesmo e em quem você é no momento em que escreve. E o que ele é tem muita transição entre o que ele foi e deixou de ser, e o que ele reteve da sua identidade, ou seja, o que ele se tornou por causa do que foi. Nesse contexto, a memória que é sua, que guarda suas lembranças, sob o foco do olhar para si mesmo, tem o peso das suas escolhas e do que ele é no momento em que escreve.

No processo de seleção da memória, o autobiógrafo lidará com a verdade do que ele é em detrimento do que gostaria de ter sido, mas em última análise o que o autor escolhe contar sobre si mesmo é como ele se vê, e nesse processo de seleções e eliminações, o que domina é apenas a sua visão. Essas afirmações do autor de que ele ainda “hoje […] desperta coisas adormecidas dentro de si” mostram as marcas da passagem do tempo, ou seja, as marcas de quem ele não é mais, mas que ainda fere quem ele é. hoje porque o passado e o presente “registram [seus] diferentes eus movendo-se por diferentes épocas” às quais o autobiógrafo dará voz e conceito a quem ele foi.

CONCLUSÃO

RAMOS, Graciliano, Autorretrato aos 56, 4 de julho de 2015. Disponível em: http://graciliano.com.br/site/autorretrato/.

Imagem

Figura 2 - SELMA: MARCA DO CIGARRO QUE GRACILIANO FUMAVA Figura 1 - CAPA DO LIVRO CAETÉS

Referências

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Os interessados foram: Diretor e Vice-Diretor: Denise Maria Varella Martinez e Marcos Cardoso Rodriguez, Coordenador e Vice-Coordenador do Curso de Matemática Aplicada: Leandro Sebben