O objetivo deste trabalho12 é estudar a teoria geral dos contratos e o princípio da boa-fé objetiva. O princípio da boa-fé objetiva nas relações contratuais está protegido em disposições legais e tem fundamento jurídico em doutrinas e jurisprudência;
INTRODUÇÃO À TEORIA GERAL DOS CONTRATOS
O Contrato como Espécie do Negócio Jurídico
Dado o conceito acima, fica claro que um negócio jurídico é um ato jurídico que visa uma finalidade específica. Uma vez compreendido o que é fato jurídico, verifica-se que se trata de um gênero, tanto para o ato quanto para o negócio jurídico.
A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS CONTRATOS
- Na Antiguidade
- Na Idade Média
- Na Idade Moderna
- Na Idade Contemporânea
Portanto, não cabe ao direito romano buscar a gênese histórica da categoria que hoje se chama Contrato36. Já na Idade Média, com o desenvolvimento da burguesia, o Contrato passou a assumir funções distintas daquelas vivenciadas no direito romano.
PRINCÍPIOS CONTRATUAIS
Definição de Princípio
4º, tenta explicar que os Princípios Jurídicos Gerais estão garantidos em dispositivos legais, e serão aplicados nos casos em que a lei é omissa, devendo o juiz decidir com base na analogia, nos costumes e nos Princípios Jurídicos Gerais64. Os Princípios Jurídicos Gerais são, portanto, os fundamentos do ordenamento jurídico, os quais não estão, no entanto, definidos em nenhuma norma jurídica.
Princípios Contratuais
- Princípio da autonomia da vontade
- Princípio da vinculação entre as partes
- Princípio da obrigatoriedade contratual
- Princípio da relatividade dos efeitos
- Princípio da função social
- Princípio da boa-fé-objetiva
Para Kümpel, o princípio da autonomia da vontade é aquele que surge através do livre acordo das partes contratantes. De acordo com o princípio da obrigação contratual, entende-se que o contrato é aquele pelo qual a lei é estabelecida entre as partes. Ressalte-se que o princípio da função social do contrato é uma novidade do Código Civil de 2002 e constitui norma explícita para os contratos civis.
CONCEITO DE CONTRATO
Os contratos são, em suma, todos os tipos de convenções ou disposições que podem ser criadas pelo acordo de vontades e também por outros fatores adicionais 96. O Contrato é um ato jurídico em sentido amplo, no qual existe o elemento condutor da vontade humana . que visa um objetivo de capacidade que constitui um negócio jurídico baseado na dignidade. De acordo com os conceitos discutidos anteriormente, é possível construir a ideia de que o Contrato é o acordo de vontade de duas ou mais partes em uma determinada relação jurídica.
PRESSUPOSTOS DE VALIDADE DO CONTRATO ENQUANTO NEGÓCIO
Nesta etapa, ressalta-se que as premissas devem estar presentes no momento da celebração ou entrada em vigor do Contrato. A idoneidade do objeto pode ser excluída por razões técnicas ou de política legislativa e é apresentada em termos absolutos ou relativos102. A legitimidade tende a ser estendida para abranger os casos em que não aparece como um dos aspectos da idoneidade do objeto, se for entendida como uma simples posição do sujeito em relação ao objeto do Contrato.
REQUISITOS PARA A VALIDADE E EFICÁCIA DO CONTRATO
No tópico a seguir falaremos sobre o Princípio da Confiança Objetiva e sua aplicabilidade e relação no Código de Defesa do Consumidor. O princípio da Boa Fé Objetiva gera deveres instrumentais destinados a servir como meio para alcançar a celebração do Contrato. Pelo exposto, constatou-se que o Princípio da Crença Objetiva rege os Contratos e é aplicável atualmente.
CLASSIFICAÇÃO DOS CONTRATOS
Quanto a Responsabilidade de Obrigação das Partes
- Contratos bilaterais, unilaterais e plurilaterais
- Contratos gratuitos e onerosos
- Contratos cumutativos e aleatórios
- Contratos paritários e por adesão
Neste quadro de ideias, pode-se deixar claro que “Os contratos comutativos são contratos onerosos e bilaterais em que cada parte contratante pode prever o seu desempenho e o do outro e verificar a contrapartida entre eles”. Em relação aos contratos contingentes, é de extrema importância ressaltar que uma das partes está dependente de um risco futuro e incerto quanto ao desempenho. Os contratos de paridade são aqueles em que as partes contratantes estão em absoluta igualdade, exercem plenamente a sua autonomia de vontade e, na fase de policiamento, discutem as cláusulas comerciais, eliminando as diferenças através de compromissos mútuos 126.
Quanto à sua Forma
- Contratos consensuais formais
- Contratos consensuais reais
Kümpel observa que “os contactos consensuais são aqueles que só se aperfeiçoam por acordo, formal ou não, independentemente da tradição, ou seja, a entrega de coisas à outra parte131”. No caso dos contratos materiais, convém sublinhar que “aqueles que terminam com a entrega das coisas por uma das partes contratantes são as outras. Porém, contratos reais são aqueles que prevêem a entrega de coisas, ou seja, a entrega de um contratante a outro.
Quanto à Designação
- Contratos nominados e inominados
A seguir será conceituada a Boa Fé Subjetiva, que tenta esclarecer e estabelecer as diferenças entre o Princípio da Boa Fé Objetiva. 233 SLAWINSKI, Célia Barbosa Abreu: Contornos dogmáticos e efetividade da boa-fé objetiva: o princípio da boa-fé no ordenamento jurídico brasileiro. 235 SLAWINSKI, Célia Barbosa Abreu: Contornos dogmáticos e eficácia da boa-fé objetiva: o princípio da boa-fé no ordenamento jurídico brasileiro.
Quanto ao seu Objetivo
- Contratos patrimoniais, pessoais e sociais
Quanto ao Tempo de Execução
- Contratos de execução (instantânea, deferida, sucessiva)
Em primeiro lugar, destacam-se os contratos com execução imediata (imediata), ou seja, aqueles que são executados de uma só vez, num só momento. A execução diferida são aqueles contratos que são cumpridos de uma só vez, num único momento, mas a prestação é prorrogada no tempo. As implementações sucessivas (contínuas) são contratos que se prolongam no tempo com o pagamento de prestações contínuas, periódicas e consecutivas que são liquidadas ao longo de um período de tempo mais ou menos longo.
Quanto a Coletividade
- Contratos individuais e coletivos
Cada pólo da relação contratual pode ter mais de uma pessoa, mas é fundamental que a vontade de cada indivíduo seja considerada individualmente. Os contratos coletivos são contratos assinados por um grupo de indivíduos, por exemplo uma categoria de pessoas, em que prevalece a vontade do grupo. Os contratos individuais são considerados o elemento determinante da sua celebração, uma vez que a sua influência é decisiva para a vontade de cada indivíduo, e os contratos coletivos são precisamente aqueles contratos em que o acordo de vontade é assinado por um grupo de indivíduos. Esta é a principal diferença entre Contratos Individuais e Coletivos.
Quanto à Transferibilidade
- Contratos derivados ou subcontratos
Uma consequência significativa da derivação é que o subcontrato tem a sua limitação aos direitos contidos no Contrato Básico, uma vez que ninguém pode transferir mais direitos do que possui, e o subcontrato normalmente assume o mesmo conteúdo do Contrato Básico. O subcontrato tem a mesma natureza jurídica do contrato principal, embora possa até ter natureza diferente, como no caso de o locatário celebrar um contrato de mútuo com terceiro.147. Em relação à negociabilidade do contrato, é importante destacar que a existência de outro contrato é a base para a existência desta transferibilidade.
Quanto à Reciprocidade
- Contratos principais e acessórios
Trata-se de subarrendamento, onde o inquilino só pode transferir os direitos que recebeu do senhorio.
DA FORMAÇÃO DOS CONTRATOS
A Manifestação da Vontade
Negociações Preliminares
- Proposta
- Aceitação
A proposta deverá atender todos os elementos essenciais do negócio proposto, como preço, quantidade, forma de pagamento, entre outros. É interessante a observação de Diniz a respeito da proposta, de que “a proposta não traz consequências jurídicas para a parte contrária, mas apenas para o policial, uma vez que ainda não existe contrato163”. Nas informações acima, verifica-se que as negociações preliminares não são propostas, mas sim um meio para chegar às negociações, uma vez que estão em período pré-contratual e não retêm todos os elementos e requisitos essenciais que os vinculariam. clientes.
DA EXTINÇÃO DOS CONTRATOS
Das Causas Anteriores ou Concomitantes de Extinção do Contrato
A nulidade absoluta é a sanção imposta ao contratante que viola um princípio de ordem pública, operando de acordo com a plena lei, de modo que o contrato não seja confirmado nem sanado pela passagem do tempo, da mesma forma que não receberá. efeito desde a sua formação176. Para atingir o exposto, tomamos como exemplo a declaração de nulidade absoluta de uma ação judicial. O contrato é simplesmente um reconhecimento de que o contrato é falho, o que não elimina o seu significado jurídico.
Das Causas Supervenientes de Extinção do Contrato
- Da resolução
- Da resilição
Neste capítulo procuramos abordar o princípio da boa-fé objetiva e para tal são destacados os seus aspectos mais importantes enquanto conceito, a sua função e a sua aplicabilidade na Teoria Geral dos Contratos regulamentada pelo Código Civil. A boa-fé objetiva é uma questão de extrema importância no direito civil, especialmente no que diz respeito à teoria contratual, uma vez que a boa-fé objetiva é equiparada às regras de conduta, que determinam como o sujeito deve agir. A aplicabilidade da boa-fé objetiva na relação contratual é uma forma de proteção aos contratantes, pois pressupõe lealdade e boas intenções no negócio jurídico192.
CONCEITO DE BOA-FÉ-OBJETIVA
A boa-fé objetiva é avaliada através da análise do cumprimento ou não dos deveres decorrentes das principais obrigações assumidas pelas partes contratantes196. A boa-fé objetiva também dá origem à qualificação de quebra de contrato, mesmo que não haja atraso ou quebra absoluta de contrato. A boa-fé objetiva não se refere ao estado mental subjetivo do agente, mas sim à sua conduta em determinada relação de parceria jurídica.
CONCEITO DE BOA-FÉ-SUBJETIVA
A boa-fé subjetiva é chamada de crença de boa-fé, ou também de boa-fé no sentido psicológico205. A boa-fé subjetiva baseia-se no desconhecimento ou mesmo no erro sobre a real situação jurídica. São muitas as instituições onde se verifica a presença da boa-fé subjetiva, podendo-se destacar: a posse (art.
A BOA-FÉ-OBJETIVA COMO ELEMENTO DO CONTRATO
A Boa-Fé-Objetiva como Cláusula Geral do Contrato
Isso inclui a posição do doutrinador Gonçalves no tratamento da boa-fé – objetivo como cláusula geral dos contratos regidos pelo Código Civil. A esse respeito, Gonçalves216 destaca que “a cláusula geral da boa-fé objetiva é tratada no Código Civil em três dispositivos, sendo que a maior influência é o art. Para finalizar este tópico, vale ressaltar que a positivação do princípio da boa-fé objetiva como cláusula geral do Código Civil Brasileiro certamente contribuiu muito para as relações obrigacionistas, em oposição aos contratos223.
Cláusulas Gerais dos Contratos
Quanto à boa-fé objetiva, existe uma cláusula geral que consubstancia um princípio, conforme exposto no tópico anterior desta pesquisa. Há, por assim dizer, uma hierarquia que privilegia o Princípio em detrimento da cláusula geral – a mesma hierarquia que o destaca em relação às normas jurídicas de qualquer outra natureza. Para concluir esta matéria, entende-se que a aplicação de cláusula geral no direito contratual deve respeitar sempre, antes de mais, os princípios que regem a relação contratual e os princípios jurídicos gerais.
FUNÇÕES DA BOA-FÉ-OBJETIVA
Campo de Aplicação da Boa-Fé-Objetiva
Nesta etapa, será enfatizada a confiança objetiva na fase contratual, ou seja, na celebração dos contratos. Conforme já apontado nesta pesquisa, o Princípio da Confiança Objetiva deve ser preservado mesmo após a extinção do Contrato, em relação aos Contratos que devem ser mantidos em sigilo, entre outros. 422 - O dispositivo apresenta, como aponta o desembargador JONES FIGUEIREDO ALVES, insuficiência e deficiência, na questão objetiva da boa-fé nos Contratos.
A BOA-FÉ-OBJETIVA E O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR
É importante ressaltar que o Código de Defesa do Consumidor foi um dos primeiros códigos a consagrar definitivamente a ideia de boa-fé objetiva no ordenamento jurídico brasileiro. Em resumo, o princípio da boa-fé objetiva, aplicado à Lei de Defesa do Consumidor, tenta trazer mais equilíbrio à relação desequilibrada de consumo. Vale ressaltar aqui que o princípio da boa-fé objetiva e o princípio da equidade têm estreita relação com a Lei de Defesa do Consumidor.
JULGADOS
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais decide com base no Princípio da Boa Fé – objetivamente no que diz respeito às relações de consumo, as decisões demonstraram que o Código de Defesa do Consumidor pode ser aplicado de forma abrangente e protetiva. A elaboração deste capítulo possibilitou um estudo do conhecimento não apenas em relação à Teoria Geral dos Contratos, mas principalmente sobre a ocorrência do princípio da Boa-Fé Objetiva e sua aplicabilidade nas relações jurídicas. Com a elaboração deste estudo foi possível, portanto, descobrir novos aspectos importantes, não só para a Teoria Geral dos Contratos, mas principalmente para a aplicação do princípio da Boa-Fé Objetiva nas relações jurídicas.