• Nenhum resultado encontrado

tese Alessandra Veggi- completa MODIFICADA1

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "tese Alessandra Veggi- completa MODIFICADA1"

Copied!
110
0
0

Texto

Autopercepção do peso corporal e transtornos mentais comuns entre funcionários de uma universidade do Rio de Janeiro: estudo Pró-Saúde. Autopercepção do peso corporal e transtornos mentais comuns entre funcionários de uma universidade do Rio de Janeiro: pesquisa Pró-Saúde, 109f.

Apresentação do Tema

Os resultados mostraram que não era a obesidade em si que estava associada aos transtornos mentais comuns, mas a forma como as mulheres classificavam o peso corporal. Será apresentado um segundo artigo, intitulado "Autopercepção do peso corporal e índice de massa corporal por raça entre funcionários da Universidade do Rio de Janeiro: um estudo pró-saúde", que avaliará dados relativos à linha de base do Pro- Coorte de saúde em 1999. .

Revisão da Literatura

Gênero e saúde

Medir o estado de saúde das mulheres, avaliado pela autopercepção ou pela morbidade relatada, indica que elas sofrem mais doenças que os homens em todas as faixas etárias (PINHEIRO et al., 2002). Esse viés está relacionado à menor tendência dos homens em relatar problemas de saúde do que as mulheres (PINHEIRO et al., 2002).

Autopercepção do peso corporal

As meninas brancas relataram mais preocupação com o peso corporal e sofreram maior pressão social (de familiares e amigos) em relação ao próprio peso (THOMPSON et al., 2003). Freedman e colegas (2004) realizaram um estudo transversal numa amostra de 103 homens (negros e brancos) com o objetivo de avaliar as preferências dos homens relativamente ao corpo feminino ideal.

FIGURA 2- Mudanças temporais na mensuração corporal de modelos de uma  revista masculina
FIGURA 2- Mudanças temporais na mensuração corporal de modelos de uma revista masculina

Autopercepção do peso corporal, Índice de Massa Corporal e Gênero

Scciaca et al (1991) realizaram um estudo transversal com uma amostra de 1.123 estudantes universitários do Arizona, Estados Unidos, comparando o IMC e a autopercepção do peso corporal. No México, Guzmán e Garcia (2001) realizaram um estudo transversal com uma amostra de 351 estudantes universitários de enfermagem com o objetivo de correlacionar a percepção do peso corporal com o IMC.

Transtornos Mentais Comuns

Avaliar a estrutura de concordância entre a autopercepção do peso corporal e as categorias do Índice de Massa Corporal, segundo raça. Autopercepção do peso corporal e transtornos mentais comuns: um estudo de coorte entre funcionários de uma universidade do Rio de Janeiro. Tabela 2 – Risco relativo de transtornos mentais comuns, por sexo, segundo autopercepção do peso corporal em 1999 - pesquisa Pró-Saúde.

Concordância entre autopercepção de peso corporal e Índice de Massa Corporal por raça: Estudo Pró-Saúde. Nossos resultados sugerem que não há diferenças por raça em relação à estrutura de concordância entre o IMC e o peso corporal autopercebido. Concluindo, o presente estudo sugere que não há diferenças de gênero na associação entre a prevalência de transtornos mentais comuns segundo o peso corporal autopercebido.

Transtornos mentais comuns e autopercepção do peso corporal

Justificativa

A evolução progressiva da prevalência da obesidade no mundo tornou esta doença uma epidemia global, transformando-a num dos mais graves problemas de saúde pública da atualidade (BATISTA FILHO & . RISSIN, 2003). Além dos riscos físicos associados à obesidade, existem também problemas psicossociais, dados o preconceito e a discriminação sofridos pelos indivíduos que têm esta doença. A sociedade atual define um padrão de peso “ideal” que está longe tanto do peso médio da população quanto do peso considerado suficiente para a manutenção da saúde no contexto da Saúde Pública.

Em termos de etnia, as percepções do peso corporal parecem seguir um padrão diferente, sendo as mulheres brancas as mais insatisfeitas com a sua figura: querem ser mais magras. As mulheres negras apresentam maior aceitação do peso corporal e tendem a se perceber mais próximas do peso ideal, apesar da obesidade ser mais prevalente nesse grupo. Embora o cenário descrito acima indique a relevância dos dois temas desenvolvidos nesta tese, faltam estudos nacionais que examinem a autopercepção do peso corporal segundo raça ou transtornos mentais comuns.

Hipóteses de estudo

Objetivos do estudo

Artigo 1

Os transtornos mentais comuns (TMC) são caracterizados por sintomas psiquiátricos não psicóticos, que incluem, entre outros, insônia, fadiga, irritabilidade, problemas somáticos (LUDERMIR & MELO FILHO, 2002). Outros estudos avaliaram a associação entre percepção do peso corporal e transtornos mentais na comunidade (KAPLAN et al., 1988; RIERDAN & KOFF, 1997; XIE et al., 2003), o que confirmou os resultados acima mencionados de que a percepção de si mesmo já que o excesso de peso (independentemente do peso real ou de uma medida objetiva como o IMC) está associado a transtornos mentais. Até onde podemos determinar, este é o primeiro estudo longitudinal realizado no Brasil com o objetivo de avaliar o papel da autopercepção do peso corporal na incidência de transtornos mentais comuns.

A autopercepção do peso corporal foi avaliada na fase 1 da pesquisa (1999) com base na autoavaliação do peso atual em relação ao que foi considerado “ideal”. Perceber-se com peso bem abaixo do ideal conferiu maior risco de desenvolver TMC apenas para os homens. Concluindo, este estudo sugere que não há diferenças de gênero na associação entre a incidência de TMC e a obesidade.

Gráfico 1 – Incidência de transtornos mentais comuns (TMC) em 2001 estratificada  por  sexo,  de  acordo  com  autopercepção  do  peso  corporal  e  o  Índice  de  Massa  Corporal em 1999-Estudo Pró-Saúde
Gráfico 1 – Incidência de transtornos mentais comuns (TMC) em 2001 estratificada por sexo, de acordo com autopercepção do peso corporal e o Índice de Massa Corporal em 1999-Estudo Pró-Saúde

Artigo 2

Embora o sobrepeso e a obesidade sejam considerados epidemias globais, certos grupos são afetados de forma desproporcional, incluindo mulheres negras e indivíduos de nível socioeconômico mais baixo (FITZGIBBON et al., 2000; GORDON-LARSEN et al., 2003). As diferenças observadas na autopercepção do peso podem ajudar a explicar essas diferenças, uma vez que as mulheres negras tendem a ser erroneamente classificadas como eutróficas e relatam maior satisfação com seu peso corporal e menos preocupações com peso e dieta do que as mulheres brancas (CARADAS et al, 2001; THOMPSON). e outros, 2003; PADGETT et al., 2003). Por outro lado, indivíduos com sobrepeso que acreditam estar com peso adequado podem não sentir necessidade ou motivação para perder e manter peso e, portanto, apresentam risco de desenvolver obesidade (PAERAKATUL et al, 2002; FITZGIBBON et al., 2000). . ).

A autopercepção do peso corporal foi avaliada por meio de uma questão em que o entrevistado classificava seu peso atual em relação ao considerado. A modelagem log-linear foi utilizada para identificar a estrutura de concordância e discordância entre o IMC e a autopercepção do peso corporal, excluindo aqueles indivíduos com 1º ano incompleto. Como esperado, o modelo de independência não se ajustou bem aos dados, indicando a existência de algum tipo de relação entre o IMC e a autopercepção do peso corporal.

Tabela  2-  Autopercepção  de  peso  corporal  segundo  estado  nutricional  classificado  pelo  Índice  de  Massa  Corporal    (Kg/m2)  estratificada por sexo e raça
Tabela 2- Autopercepção de peso corporal segundo estado nutricional classificado pelo Índice de Massa Corporal (Kg/m2) estratificada por sexo e raça

Descrição geral do Estudo Pró-Saúde

TABELA 1- DISTRIBUIÇÃO DE FUNCIONÁRIOS PERDIDOS NO ESTUDO Pró-Saúde SOBRE PARTICIPAÇÃO POR SEXO, RIO DE JANEIRO, 1999. Tabela 2- Distribuição de Perdas na Participação de Empregados Elegíveis ao Estudo Pró-Saúde por Sexo, Rio de Janeiro, 1999 Em em ambas as fases do estudo foi aplicado um questionário multidimensional autopreenchido, abrangendo informações sobre: ​​variáveis ​​sociodemográficas, prática regular de atividades físicas no tempo livre, histórico de doenças não crônicas.

Além disso, foram realizadas medidas de massa corporal e estatura em ambas as fases do estudo com apoio de equipe treinada.

Trabalho de Campo

Coleta de dados

Vale ressaltar que toda a equipe recebeu treinamento para suas funções e, para garantir a qualidade das operações em campo, foram criados manuais de instrução para todos os procedimentos de pesquisa, com sessões específicas para aplicadores, supervisores, revisores e digitadores. Para padronizar essas atividades, a equipe aplicadora recebeu treinamento específico, composto por sessões de apresentação e discussão sobre os objetivos da pesquisa, enfatizando a importância da adesão dos funcionários. Estas sessões foram seguidas de uma fase prática, com simulações de situações susceptíveis de surgir em trabalho de campo e discussão de possíveis soluções para cada uma dessas situações.

Os procedimentos adotados no treinamento e os materiais utilizados nesta investigação foram precedidos de extensa revisão da literatura nacional e internacional para determinação dos materiais e métodos mais adequados.

Questionário

  • Estudo piloto

Esse grupo foi selecionado por apresentar perfil social e funcional comparável ao da população pesquisada, ou seja, os funcionários efetivos da universidade. O reteste do questionário, realizado com intervalo de 15 dias entre as duas aplicações do questionário, contou com a participação de 192 colaboradores.

Banco de Dados

Variáveis de estudo

Variável dependente

Cada item tem quatro respostas categóricas (menos que o normal, não mais que o normal, mais que o normal e muito mais que o normal). O método tradicionalmente utilizado pelo Questionário de Saúde Geral para avaliar TMC baseia-se na escala bimodal (0-0-1-1) ou Likert (0-1-2-3) e considera cada item como presente ou ausente (0 ou 1 ). A utilização do GHQ-12 é adequada para avaliação de transtornos mentais comuns como dimensão contínua e como variável binária (casos e não casos).

Desde o seu surgimento em 1970, o GHQ tornou-se um dos mais importantes questionários de autorrelato utilizados para avaliar transtornos mentais não psicóticos na comunidade. O GHQ-12 foi escolhido por ser um instrumento simples (poucos itens), autoaplicável e de fácil compreensão em termos de perguntas e opções de respostas. Vale ressaltar que este instrumento não se destina a identificar os transtornos mentais como categorias nosológicas (diagnósticos), mas sim a ser utilizado como instrumento de triagem de transtornos mentais comuns.

Variável independente

  • Autopercepção do peso corporal
  • Variáveis sócio-demográficas

Índice de massa corporal (IMC) - Variável contínua obtida através da fórmula Kg/m2 composta pelos valores de massa corporal e altura aferidos na pesquisa, sendo categorizada conforme classificação proposta pela Organização Mundial da Saúde descrita a seguir (OMS, 1997 ). A investigação da estrutura da concordância/discordância dos dados consiste no estudo, na tabela de contingência, das frequências que compõem a concordância perfeita da diagonal principal e em avaliar, adicionalmente, as relações entre as estimativas presentes em os dados (SILVA E PEREIRA, 1998). Os modelos utilizados nesta investigação são os seguintes (MAJ, 1994; SILVA & PEREIRA, 1998; GRAHAM & JACKSON, 1993). a) Modelo 1 - Independência: o pressuposto deste modelo é que existe independência (falta de conexão) entre duas informações.

O modelo de associação linear por linear é limitado pelo fato de não incluir nenhum parâmetro relacionado à diagonal principal. Neste caso, ignorando a diagonal principal, não haverá relação entre as variáveis ​​f) Modelo 6 – Parâmetros triangulares: neste caso, se ignorados os termos da diagonal principal, a tabela de contingência é composta por dois triângulos (abaixo e acima a diagonal principal). Este modelo é útil para estimar situações onde as observações fora da diagonal principal tendem a ser sistematicamente maiores (ou menores) numa variável do que noutra. independência, portanto existem diferentes padrões de concordância entre as principais categorias diagonais e, além disso, há uma correspondência de pontuações altas/baixas entre as duas variáveis.

Limitações do estudo

Aspectos Éticos

Body weight, body image and eating behaviour: relationships with ethnicity and acculturation in a community sample of young Australian women. An ethnic comparison of eating attitudes and associated body image concerns among South African schoolgirls. Predictors of vulnerability to reduced body image satisfaction and psychological well-being in response to exposure to idealized feminine media images in adolescent girls.

IACOPONI E. The detection of emotional disorders by general practitioners: a study in São Paulo, Brazil, University of London, UK, 1989. The elastic body image: the effect of television advertising and programming on body image distortions in young women. Relationship among body size, body image, and self-esteem among middle-class African American, European American, and Mexican American women.

Imagem

FIGURA 2- Mudanças temporais na mensuração corporal de modelos de uma  revista masculina
Gráfico 1 – Incidência de transtornos mentais comuns (TMC) em 2001 estratificada  por  sexo,  de  acordo  com  autopercepção  do  peso  corporal  e  o  Índice  de  Massa  Corporal em 1999-Estudo Pró-Saúde
Tabela  2-  Autopercepção  de  peso  corporal  segundo  estado  nutricional  classificado  pelo  Índice  de  Massa  Corporal    (Kg/m2)  estratificada por sexo e raça

Referências

Documentos relacionados

Tese (Doutorado em Direito Penal) – Faculdade de Direito, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2019. The institute of political crime is mentioned