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tese Pedro Rolo Benetti.pdf

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Academic year: 2023

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Esta tese adota uma das muitas abordagens possíveis para compreender este fenômeno, a persistência da violência em nossa sociedade. Isto significa que a reprodução da violência na nossa sociedade não pode ser compreendida apenas na sua dimensão material ou física.

Tabela 2 – Lista de documentos citados no capítulo 2..........................
Tabela 2 – Lista de documentos citados no capítulo 2..........................

Por que discursos?

Dado que os discursos são inseparáveis ​​do exercício do poder, Foucault observa que existe uma série de mecanismos para o seu controle, organização e seleção. Segundo Foucault, a análise do discurso deve dar atenção especial aos discursos que estão estrategicamente colocados em determinadas disputas de poder.

Violência, poder e luto

A noção de que as leis não se destinam a quem as faz apoia a ideia de que os criminosos são os inimigos da sociedade. Foucault rejeita a ideia hobbesiana de que a guerra civil – a guerra de todos contra todos – representa a manifestação de uma virtualidade inerente a todos os indivíduos.

Ditadura e militarização do Estado

A difusão da doutrina de segurança nacional no Brasil remete à participação dos militares brasileiros na Segunda Guerra Mundial. Com a doutrina de segurança nacional, o conceito de ameaça ganha um novo significado, de modo que inclui também os movimentos internos.

A transição para a democracia

A preocupação com os efeitos que a repressão produziria nas instituições militares pode ser um elemento que se soma aos demais mencionados para explicar por que a segunda metade da década de 1970 assistiu ao desenrolar de um processo de transição. Isto não significa que o processo de transição teve uma direcção unívoca e absolutamente controlada de cima, mas que as forças sociais que durante muitos anos foram críticas ao regime militar não tiveram controlo sobre o processo.

A constituinte 1987-8

Esta estrutura ignorou grande parte do debate que ocorreu na sociedade durante a transição, que se preocupou em tentar desenhar alternativas ao sistema de segurança pública e defesa do Estado herdado da ditadura. A Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos representa um bom exemplo de mobilização em torno da transformação das instituições estatais responsáveis ​​pelo combate ao crime. As questões relacionadas com a organização da segurança pública e dos mecanismos de defesa do Estado estão sobretudo concentradas no título VII do projecto: Defesa do Estado, da sociedade civil, das instituições democráticas.

Os mecanismos de defesa do Estado estabelecidos pela comissão foram o estado de alerta e o estado de sítio. No que diz respeito aos mecanismos de proteção do Estado e da sociedade, o projeto de PT visa limitar as condições sob as quais as autoridades públicas podem utilizar medidas extraordinárias em nome da manutenção da ordem.

Três estratégias de argumentação em defesa da continuidade: a voz das instituições, os exemplos e a tradição

Em seguida, a partir do ponto 4.2, serão apresentados três grupos de argumentos que têm sido recorrentes nos debates sobre o modelo organizacional das instituições de segurança pública e de defesa do Estado. Este argumento está no cerne da narrativa formulada por parlamentares conservadores para defender a sustentabilidade da segurança pública e das instituições de defesa do Estado tal como existiam na época. No que diz respeito à segurança nacional, os eleitores debateram a existência de um capítulo desta natureza na nova carta, questionando a existência do conselho e a definição de um conceito de segurança nacional no novo texto.

Daí a necessidade de um Estado que atue como elemento de integração, única forma de garantir a liberdade civil. Às vezes, os parlamentares aludiam a situações hipotéticas como forma de conscientizar os outros sobre a necessidade de seguir um caminho ou outro na preparação do texto final.

O texto final: subcomissão, comissão e Constituição

Segundo representantes do ESG, tais metas nacionais permanentes serão identificadas pelo Conselho de Segurança Nacional, órgão governamental que se dedicará a estudar e compreender as características da nação e assim determinar os seus objetivos. Uma diferença fundamental é que, com a erradicação do Conselho de Segurança Nacional, o decreto sobre esses estados de emergência passou a exigir consulta ao recém-criado Conselho da República e ao Conselho de Defesa Nacional – proposta que já constava do anteprojeto de Afonso Arino. comissão. Tal como nos projectos preliminares do Subcomité IV-b e da Comissão IV, foi endossada a responsabilidade dos militares de garantir a lei e a ordem.

Com exceção de pequenas alterações no texto, as Polícias Civil e Militar mantiveram a estrutura desenhada no subcomitê, que imitava basicamente o modelo então existente construído durante a ditadura militar. Embora - assim como a Polícia Civil - estivessem sujeitas à autoridade dos governadores dos estados, mantinham vínculo direto com as Forças Armadas por meio de seu caráter auxiliar e de reserva.

Considerações finais

Por outras palavras, não se pode dizer que em 1987-88 foram utilizados argumentos que garantiam a transição de uma configuração autoritária das instituições armadas do Estado para a democracia e que estas continuassem automaticamente a funcionar independentemente dos seus mecanismos simbólicos de legitimação. . Isto foi possível através de uma narrativa que valorizava muito o lugar da tradição na definição das instituições. A demonstração de valorização das instituições militares resultou sobretudo do reconhecimento da sua organização baseada na hierarquia e na disciplina, o que garantiria não só as condições para a reprodução de um modelo capaz de preservar a ordem, mas também a difusão de uma concepção muito rígida de cidadania...

Daí a defesa da crescente militarização do país, que tem levado a propostas como o envolvimento das forças armadas em programas de alfabetização, a reabilitação de jovens infratores, ou simplesmente alusão aos valores aprendidos durante o serviço militar obrigatório. Daí a necessidade de algum tipo de educação moral, para a qual as forças armadas poderiam dar uma contribuição significativa.

2 PELOS CIDADÃOS DE BEM: OS DEBATES SOBRE O ESTATUDO DO DESARMAMENTO (2003)

O processo de tramitação

No entanto, antes dessa data, tinha havido uma enxurrada de iniciativas em ambas as câmaras do Legislativo para restringir, até certo ponto, o porte, o comércio e a posse de armas pela população civil. Em fevereiro de 1997, após um longo período de tramitação, o Congresso Nacional aprovou a Lei nº. 9.437, que instituiu o Sistema Nacional de Armas (Sinarm). Esta foi a primeira iniciativa aprovada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso para reduzir a circulação de armas de fogo no país.

Um exemplo disto, discutido abaixo, é a defesa de que a posse de armas era limitada, enquanto a posse – a prerrogativa de ter uma arma em casa – permanecia possível. Os proponentes do Estatuto do Desarmamento acreditavam que a nova legislação deveria centrar-se em três aspectos: produção e comércio; posse; e portando armas.

Considerações sobre constitucionalidade

O Projeto de Lei do Senado nº 614/99, de autoria do Senador José Roberto Arruda, fere a norma constitucional do art. 64, que prevê que a discussão e votação de projetos de lei de iniciativa do Presidente da República terão início na Câmara dos Deputados. No que diz respeito à proposta de dar prazo de noventa dias para que “qualquer pessoa que possua ou seja titular de arma de fogo” a recolha na esquadra mais próxima, onde receberá recibo e indemnização em letras do Tesouro, é inconstitucional porque a nossa Magna A Carta dispõe que a desapropriação será mediante justa e prévia indenização em dinheiro (art. 5º, inciso XXIV).

Pelo projeto de lei em tramitação, o Sinarm seria reformulado para que o registro e a concessão da autorização necessária para posse e/ou porte de armas ficassem a cargo da Polícia Federal. Por outro lado, a competência exclusiva da Polícia Federal para conceder certidões e registros para porte de armas necessariamente transforma os crimes previstos no projeto em crimes federais.

O referendo de 23 de outubro de 2005

O presidente e o parlamento que o PSDB lutará até o fim para retirar do projeto a possibilidade de referendo como condição para a eficácia da proibição do comércio de armas. Se à primeira vista parecia que os deputados que defendiam o fim do comércio de armas tinham vantagem (já que conseguiram aprovar o estatuto e o próprio referendo), esta situação vai mudar. A argumentação adotada contra a proibição do comércio de armas e munições foi semelhante à que levou os parlamentares contra o estatuto durante a sua tramitação legislativa em 2003.

Embora as empresas nacionais de armas e munições tenham sido as principais financiadoras do NO (Taurus e CBC, num total de R$ 5 milhões), o YES recebeu contribuições mais generalizadas (por exemplo, Ambev, CBF e Prestadora de Serviços Estruturar, num total de R$ 2,4 milhões). ). Ao longo da campanha, as sondagens de opinião começaram a registar uma mudança de tendência entre o eleitorado, que anteriormente tinha manifestado apoio à proibição do comércio de armas e munições e agora começava a inclinar-se para o número 1.

Seis argumentos contra o desarmamento civil

Não há nenhuma evidência empírica de que a venda ou posse legal de armas esteja correlacionada com o crime. Uma de suas aplicações diz respeito às consequências econômicas da adoção de restrições rígidas à circulação de armas no país. Assim, os parlamentares brasileiros levantam a suspeita de que os verdadeiros organizadores do desarmamento civil no Brasil seriam os fabricantes de armas americanos, interessados ​​em eliminar a concorrência brasileira em seu país e na América Latina.

Mas em todos os casos o argumento é saber o que acontecerá aos cidadãos cumpridores da lei se forem aprovadas novas regulamentações sobre a posse, posse, comércio e fabrico de armas no país. O que pretendem é declarar que os cidadãos honestos que possuem armas de fogo são potenciais criminosos, o que é um absurdo inaceitável.

Considerações finais

Os debates sobre a redução da maioridade penal já mostram claramente as ações organizadas do chamado bullet bank ou banco de segurança. O que se observa aqui, nos debates sobre a redução da maioridade penal, é que os indivíduos estão escolhendo de que lado querem participar nesta guerra. Para tanto, será brevemente revista a trajetória das propostas de redução da maioridade penal na Câmara dos Deputados brasileira.

O processo de redução da maioridade penal, se analisado em paralelo com o desenvolvimento de um sistema de proteção a crianças e adolescentes, pode ser considerado emblemático de reorganização. Pouco menos de um mês após assumir a presidência da Câmara, Cunha elegeu a redução da maioridade penal como uma das pautas que ilustrariam a nova forma de funcionamento da Câmara dos Deputados, com agendas independentes do governo (a maioria da época em oposição às posições do governo). ) e votação extremamente rápida.

As discussões em torno da constitucionalidade

Ambos defenderam a ideia de que a arte. O parágrafo quarto do artigo 60 da Constituição, que define as disposições essenciais da Constituição, não limita as garantias individuais no art. Os dois advogados concordaram que o artigo 228 é uma dessas garantias individuais que devem ser preservadas. Ao formular esse argumento, Juliano enfatizou a necessidade de preservação do espaço político diante do que considerou rigidez nas interpretações constitucionais.

Quase nenhum deles65 mencionou o diagnóstico de que o artigo 228 seria uma cláusula permanente, mas sempre enfatizaram que a constituição não poderia permanecer rígida se a maioria da população tivesse uma vontade forte, que seria avaliada pelos institutos de pesquisa. . Em vez de falar na modulação de cláusula permanente, Rogério afirmou que o artigo 228 não constitui uma das cláusulas permanentes da Constituição.

Seis argumentos a favor da redução da maioridade penal

  • Do que é útil ou necessário: argumentos conjunturais 1 A falência do ECA
  • Do que é justo: argumentos permanentes 1 O jovem de ontem e o jovem de hoje

Contra esta linha de argumentação, os defensores da redução apresentam uma série de postulados que se relacionam mais diretamente com a situação. Concordo aqui com vários pontos de vista de que a solução não é diminuir a maioridade penal. Contudo, esta foi a ligação que os defensores reducionistas pretendiam construir com base em inquéritos publicados.

A maioria da população brasileira, em sua narrativa, não seria apenas a favor da redução da maioridade penal. Do ponto de vista dos deputados que mobilizam este argumento, há algo de contingente na defesa da redução da maioridade penal, considerando que a capacidade de compreensão depende de uma série de transformações na sociedade.

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Tabela 2 – Lista de documentos citados no capítulo 2..........................

Referências

Documentos relacionados

Interestingly, although in the direct stimulation protocol ALOX mice resembled GATA-1 mice, in their absence of monocyte/macrophage accumulation by 4 h, it is likely that