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trabalho de conclusão de curso - BDM

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Academic year: 2023

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As jazidas Quaternárias e Recentes do Rio Amazonas, objeto desta tese (TCC), possuem uma história sedimentar que precisa ser melhor investigada. Assim, pretende-se caracterizar os leitos, a textura dos sedimentos e a procedência, com base em minerais pesados, dos depósitos recentes do canal do Rio Amazonas entre as cidades de Santarém (PA) e Macapá (AM), região centro-leste. da Bacia Amazônica. Esta pesquisa oferece a oportunidade de estudar a composição mineralógica de depósitos recentes ao longo do rio Amazonas, bem como, através da análise de minerais pesados, indicar as prováveis ​​áreas de origem e compará-las com as províncias geocronológicas da Amazônia oriental.

O trabalho realizado por Nordin et al. 1981), descobriram que a distribuição de sedimentos ao longo do leito do rio Amazonas, de Iquitos (Peru) a Macapá (Brasil), a uma distância de aproximadamente 3.500 km, consiste principalmente de partículas finas do tamanho de areia. Analisando o conteúdo de minerais pesados ​​em sedimentos do Rio Amazonas, Landim et al. 1983) constatou que sua carga sedimentar é caracterizada como derivada de rochas andinas. Eles foram coletados de 17 amostras em canais ativos do Rio Amazonas (Figura 2), influenciados principalmente pelo fluxo unidirecional do rio, bem como pelas correntes de maré dependentes (KUSUTH et al. 2009).

Figura 1 -  Mapa de localização da área de estudo, com destaque dentro do continente sul americano
Figura 1 - Mapa de localização da área de estudo, com destaque dentro do continente sul americano

Separação e identificação dos minerais pesados

Morfoscopia e morfometria dos grãos de quartzo

Nos sistemas fluviais, a abundância de minerais instáveis ​​pode diminuir durante os períodos de intemperismo ou durante o seu armazenamento em várzeas (armazenamento aluvial), especialmente nos trópicos úmidos (MORTON; HALLSWORTH, 2007). Nestas circunstâncias, a alteração das condições hidráulicas não afectará a abundância relativa de grãos minerais pesados ​​de tamanho e densidade semelhantes e também reflectirá bem as características da área de origem. Após a montagem das lâminas, os grãos minerais pesados ​​transparentes foram identificados e quantificados em microscópio petrográfico sob luz iluminada.

Para contornar alguns desses problemas, Morton e Hallsworth apresentaram parâmetros que comparavam unidades sedimentares pela proporção de tipos específicos de minerais pesados.

Tabela 1- Ordem de estabilidade dos minerais pesados em relação a diferentes fatores e autores.
Tabela 1- Ordem de estabilidade dos minerais pesados em relação a diferentes fatores e autores.

Assimetria

A curtose reflete o grau de “suavização” da distribuição do tamanho das partículas em comparação com a curva de distribuição normal (curva em sino). Do ponto de vista geológico (FOLK; WARD, 1957), a análise da variação da curtose permitiria determinar o grau de mistura de diferentes populações dentro de um mesmo ambiente sedimentar. 2008) qualifica a curtose como uma ferramenta que pode ser utilizada como parâmetro para diferenciação de ambientes, sugerindo que existe um processo que altera as caudas da distribuição. Os autores mediram o grau de nitidez dos picos nas curvas de distribuição de frequência e constataram que as distribuições leptocúrticas representam sedimentos unimodais, ou seja, bem selecionados na parte central da distribuição, representando um ambiente com maior movimentação.

Constitui uma das maiores áreas cratônicas do mundo, ocorrendo na parte norte da América do Sul, o Cráton Amazônico cobre uma área de aproximadamente 4.300.000 km². Está dividido em dois escudos, o Guaporé e as Guianas, separados pelas rochas sedimentares da bacia amazônica paleozóica (TASSINARI; MACAMBIRA, 2004). O cráton amazônico é representado por uma placa litosférica continental composta por um expressivo núcleo arqueano delimitado por cinturões orogênicos Paleo a Mesoproterozóicos, estabilizado em cerca de (1,0 Ga), (SCHOBBENHAUS; BRITO NEVES, 2003).

O contínuo progresso do conhecimento geológico, paralelo ao crescimento dos dados geocronológicos e isotópicos no Cráton Amazônico, tem permitido a definição de províncias geocronológicas, conceituadas como grandes áreas dentro de áreas cratônicas dominadas por um determinado padrão geocronológico, que este TCC destacará Tassinari e Macambira (1999) e Santos et al.

Província Amazônia Central

Província Maroni-Itacaiúnas

Província Ventuari-Tapajós

Modelo De Santos et al. (2000)

Instalado nas rochas do Cráton Amazônico, ocupa parte dos estados do Amazonas e do Pará, no norte do Brasil, com uma área de cerca de 500.000 km², (CUNHA et al., 1994) (Figura- 5) . Um dos modelos propostos para a instalação da Bacia Amazônica relaciona a geração de falhas e material vulcânico no intervalo do Éon Neoproterozóico/Cambriano a processos de rifting com posterior preenchimento de sedimentos flúvio-lacustres (ALMEIDA et al. O Arco Purus possui a deposição de as primeiras unidades Paleozóicas (Grupo Trombetas) da Bacia Amazônica, pois impediu a ligação dos sedimentos com a Bacia do Solimões, que foi depositada em sobreposição ao longo do arco (Figura 6) (CUNHA et al., 1994).

A deposição na bacia (unidades paleozóicas) iniciou-se em ambientes continentais e marinhos e foi caracterizada por tectônica calma e ausência de magmatismo (ALMEIDA et al. 2000). Com base na coluna estratigráfica proposta por Cunha et al., 1994) (Figura 7), os grupos paleozóicos foram classificados no grupo Trombetas, composto pelos Autás-Mirim (arenitos neo-ordovicianos e folhelhos neríticos), Nhamundá (arenitos neríticos e folhelhos glacigênicos). jazidas), Pitinga (folhelhos marinhos e diamictitos) e formações Manacapuru (arenitos, pelitos neríticos e costeiros). Este cenário resultou na formação de estruturas NS, preenchidas por vulcanismo fundamental, na forma de diques e soleiras associadas, afetando os sedimentos paleozóicos (CUNHA et al. 1994; ZALÁN, 2004).

O relaxamento das tensões compressivas criou sítios deposicionais que abrigaram as unidades Cretáceas e Cenozóicas da Bacia Amazônica representadas pelo Grupo Javari (CUNHA et al. 1994). A borda ocidental da bacia expõe um embasamento Fanerozóico constituído principalmente por rochas ígneas e metamórficas, enquanto a parte central e oriental do rio expõe um embasamento pré-cambriano, levando a assinaturas de proveniência distintas relacionadas à geografia. Mudanças de regime podem ocorrer durante a migração das dunas de Barchan. 1859, Sobre as estruturas produzidas pelas correntes durante a deposição de rochas estratificadas, Geólogo, II, 137–. Figura 9 - Variação na granulometria e coloração dos sedimentos coletados, com suas respectivas nomenclaturas, ao longo da área de estudo.

Para a caracterização textural dos sedimentos recentes do canal do rio Amazonas foram utilizadas a curtose e a assimetria, além do diâmetro médio dos grãos, que foi comparado ao encontrado por Nordin et al. 1981) que analisaram cerca de 1.977 amostras ao longo do rio Amazonas de Iquitos (Peru) a Macapá (Brasil), numa distância de cerca de 3.500 km. Como resultado, uma comparação dos dados sobre a distribuição espacial desses sedimentos, além de sua comparação com as partículas do rio Mississippi, é apresentada na (Figura 14), reiterando a predominância de partículas do tamanho de areia fina. Figura 14 - Comparação entre os diâmetros médios de partículas dos rios Mississípi e Amazonas, A) de Santarém (PA) diminuição do tamanho médio de partículas para Macapá (AP); B) De Iquitos até a foz do Amazonas, flutuação de tamanho médio, sem evidência de redução de tamanho de partícula, e C) Padrão de grandes cursos d'água aluviais, partículas menores e mais homogêneas em direção à foz, por exemplo, Rio Mississippi.

Figura 4- Províncias geocronológicas do Cráton Amazônico.
Figura 4- Províncias geocronológicas do Cráton Amazônico.

Assimetria

Quantificação

Índice Zircão, Turmalina e Rutilo (ZTR), relacionado com a Estaurolita

Os índices analisados ​​foram plotados com seus respectivos valores na (Figura 19), além da relação entre minerais opacos e não transparentes. A relação entre minerais opacos e não transparentes responde positivamente a questões como maturidade, acompanhando o comportamento do índice ZTR.

Piroxênios e Anfibólios

Não foram observadas texturas superficiais indicativas da ação de um agente de intemperismo, portanto é considerada intemperizada. A antofilita mineral é encontrada em apenas cinco amostras, mas é mais importante na amostra 13, onde representa cerca de 1% do total. É o piroxênio mais comum do grupo e ocorre como grânulos verde-creme claros e às vezes acastanhados com pleocroísmo fraco.

Além disso, apresentam texturas superficiais semelhantes às mamilares, sugerindo que na maioria dos casos esse mineral é encontrado em estágios avançados de intemperismo, como profundamente gravado no esqueleto. Representa cerca de 40% do total da amostra 15, a augita costuma ser encontrada em cerca de 25% por amostra e só falta na amostra 03. São interpretadas como pertencentes ao estágio corroído, encontrado apenas na amostra 15, com valores que não exceda 0,5.

Presente na forma de grânulos geralmente prismáticos euédricos a subédricos, raramente com algum grau de globularidade e alta redondeza. As estruturas superficiais identificadas foram: levemente recortadas até as margens esqueléticas e algumas levemente erodidas (Figura 21), incluídas nos estágios iniciais do eed. Ocorrem como um dos minerais mais importantes em termos de abundância, com média de 14,8% por amostra e máximo de 31,6%, ausente apenas na amostra 03.

Foram identificadas duas variedades, uma verde e outra castanha, com texturas superficiais: ligeiramente dentadas a raramente esqueléticas e por vezes ligeiramente enferrujadas (Figura 22). Hornblenda é o mais abundante dos minerais instáveis, ausente apenas na amostra 03, com média de 22,5% por amostra e máximo de 42,4% na amostra 07.

Figura 19- Índices ZTR, Est/ZTR+Est e ZTi, além da razão entre minerais opacos e não opacos
Figura 19- Índices ZTR, Est/ZTR+Est e ZTi, além da razão entre minerais opacos e não opacos

Grupo do Epidoto

Representam grãos com habitus prismático, textura corrosiva e bordas irregulares (Fig. 23), portanto estão incluídos no estágio corroído. De acordo com a distribuição, esse mineral ocorre em quantidades maiores que o epídoto, com média de cerca de 2,5% e máximo de 6,14% na amostra 16.

Titanita (CaTiSiO 4 (OH,F))

Topázio (Al 2 SiO 4 (OH,F) 2 )

Polimorfos (Al 2 SiO5)

Polimorfos de TiO 2

Zircão (ZrSiO 4 )

Sugerimos, assim, que o trecho estudado do rio Amazonas se compara favoravelmente ao padrão seguido pela maioria dos riachos aluviais, onde o material sedimentar torna-se mais fino e uniforme a jusante, como no caso do rio Mississippi (NORDIN et al., 1981). Os grãos de zircão paleoproterozóicos e mais antigos constituem, portanto, uma proporção mais significativa na parte inferior do rio Amazonas do que a montante. Os espectros de idades de areia coletados no curso inferior do rio Amazonas são caracterizados por um aumento na proporção de grãos pré-cambrianos com idade superior a 1,5 Ga.

Da mesma forma, Rino et al. 2004) encontraram sedimentos contendo menos de 1% de zircões fanerozóicos na foz do rio Amazonas, perto de Macapá, embora a amostra tenha sido coletada perto da foz do rio Vila Nova (Anauerapucu) e possa representar a idade de sedimentos de origem local. Para o curso inferior do rio Amazonas, a composição e morfologia dos sedimentos de quartzo analisados ​​por Franzinelli e Potter (1985) indicam aumento na proporção de detritos de origem cratônica, o que confirma o aumento na proporção de grãos de zircão de idade Mesoproterozóica, tendo em conta a progressão do sistema para leste. Em geral, as procedências na parte estudada do Rio Amazonas são mostradas em um diagrama de blocos (Figura 30).

A morfoscopia dos grãos de quartzo forneceu evidências que nos permitiram levantar a hipótese de que o principal mecanismo de transporte dos grãos era fluvial, tanto a partir do rio Amazonas quanto de seus afluentes. A partir das analogias entre os minerais aqui encontrados e as principais litologias da província amazônica central (que são compostas principalmente por rochas ígneas, provavelmente frutos do magmatismo do Uatumã), determinou-se que foi este o que mais contribuiu para a formação de rochas pesadas. magmatismo. comunidades minerais descritas em todo o trecho estudado do Rio Amazonas. Distribuição e origem de minerais detríticos pesados ​​das areias de praias do Holoceno no litoral norte do Rio Grande do Sul.

Late Miocene onset of the Amazon River and the Amazon deep-sea fan: Evidence from the Foz do Amazonas Basin. A zircon-tourmaline-rutile maturity index and the interdependence of the composition of heavy mineral assemblages with the cross-composition and texture of sandstones. Factors affecting the composition of detrital heavy mineral suites in Holocene sands of the Apure River drainage basin, Venezuela.

Distribuição estratigráfica e procedência de minerais pesados ​​das Formações Ipixuna e Barreiras, Região do Rio Capim, sul da Sub-bacia Cametá.

Figura 27- Aspectos morfológicos e texturais dos grãos de A) zircão, B)e C) turmalina, D) polimorfos de (TiO 2 ) e titanita
Figura 27- Aspectos morfológicos e texturais dos grãos de A) zircão, B)e C) turmalina, D) polimorfos de (TiO 2 ) e titanita

Imagem

Figura 1 -  Mapa de localização da área de estudo, com destaque dentro do continente sul americano
Figura 2- Região de Almeirim. A) foto panorâmica de um dos pontos de coleta; B) destaque para o meio de transporte utilizado durante o período de  amostragem e C) procedimento de coleta das amostras
Figura 3 -  Distribuição das províncias geocronológicas do Cráton Amazônico
Figura 4- Províncias geocronológicas do Cráton Amazônico.
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Referências

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