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UNIANDRADE N.4, 2010

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Academic year: 2023

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6 Diálogos intermídias: A importância do cuidado, de Oscar Wilde, e o filme homônimo, de Anthony Asquith Cristiane Oliveira Cunha de Paiva Rocha. A Importância de Ser Sábio, de Wilde, pode ser classificado como algo entre a autoparódia irreverente e a comédia situacional.

RESUMO: Este ensaio tem como objetivo fornecer um estudo aprofundado dos elementos do tradicional teatro Nō japonês encontrados na caracterização dos vilões Asaji de Bloodstained Throne e Kaede de Ran. Além disso, nesta forma teatral, as máscaras conectam os personagens principais de Bloodstained Throne e também entrelaçam os dois vilões numa relação intratextual.

INTRODUÇÃO

Existem três adaptações de Shakespeare: Macbeth, Hamlet e King Lear, que se tornaram Bloodstained Throne, The Bad Man Sleeps Well (Warui yatsu hodo yoku nemuru, 1960) e Ran (1985), respectivamente. Conclui-se, portanto, que Bloodstained Throne e Ran são filmes de época, o que cria outra conexão intratextual11.

O TEATRO TRADICIONAL NŌ

Esta flauta – nōkan ou flauta Nō – é um elemento que promove uma relação de intratextualidade entre os três filmes. A escolha do Nō como fator de identidade japonesa nas adaptações cinematográficas do diretor é expressa por Kurosawa: “Fundamentalmente, sou muito japonês.

TEXTOS-FONTE E TEXTOS-ALVO

MACBETH E TRONO MANCHADO DE SANGUE

A semelhança do seu rosto com uma máscara, cuja natureza se revela ambígua nas representações, confere-lhe uma aura de mistério quanto às suas intenções. A visão de seu rosto perturbado lembra a máscara do personagem masculino Kurohigue, “Bigode Preto” (SUZUKI, 1977, p.80) à medida que seu descontrole começa a aparecer.

REI LEAR E RAN

Uma das diferenças mais importantes é a mudança de gênero dos descendentes dos protagonistas: as filhas de Rei Lear tornam-se filhos de Hidetora em A Ferida. Kyōgen, que existia isoladamente, foi "incluída na performance de Nō" (Associação de Artistas Nōgaku, p. 2).

CONCLUSÃO

DE BOCCACCIO A PASOLINI: A TRANSPOSIÇÃO DAS NOVELAS DE DECAMERON PARA O CINEMA 1

A mistura de religioso e profano na obra de Boccaccio, que causou sua perseguição pela Igreja, inspirou o diretor de fotografia Pier Paolo Pasolini a transpor o Decameron para a linguagem cinematográfica, expondo, por meio de imagens, sátiras e provocações contra a Igreja Católica. Uma centena de histórias, contadas pelo autor medieval, expõem, ora de forma crítica, ora de forma picante, as relações humanas vividas numa época em que a Igreja já era questionada.

DECAMERON: BREVE ANÁLISE DA OBRA DE BOCCACCIO

Ele absorve elementos culturais do espaço e do tempo em que insere, projetando-os em sua obra, o que fica mais evidente na literatura. E o cinema, ao se apropriar de obras literárias, acaba por introduzir os elementos culturais do momento em que é criado, resultando assim numa transposição espaço-temporal.

ADAPTAÇÃO: UMA QUESTÃO DE ESCOLHA

Pode-se dizer, assim, que a obra literária expõe principalmente de forma mais clara o imaginário presente no momento em que foi criada. Dessa forma, a adaptação de um meio a outro muitas vezes faz com que a narrativa do texto fonte como um todo se perca.

TRANSTEXTUALIDADES: DE BOCCACCIO A PASOLINI

Além das relações hipertextuais e intertextuais já claras entre as obras de Boccaccio e Pasolini, podemos citar também a relação metatextual entre elas quando percebemos a tentativa do diretor de construir um ambiente medieval em seu filme, cujas características estão constantemente presentes em a narração do escritor. Em relação aos títulos, pode-se concluir que existem mais duas relações paratextuais distintas entre livro e filme: uma na obra de Boccaccio e outra na de Pasolini.

DIÁLOGOS ENTRE PINTURA, LITERATURA E CINEMA

O Decameron deste cineasta é, portanto, um hipertexto da obra de Boccaccio, e também projeta uma relação intertextual com a pintura de Giotto, que na taxonomia de Genette é chamada de alusão (STAM, 2003). Por fim, algumas das intenções do criador podem ser discernidas a partir de sua alegoria, como a inversão dos papéis de gênero: uma mulher em vez de um homem, como fica evidente no contexto da obra de Pasolini, o propósito de quebrar a ordem.. sexualmente, como o diretor questionou o poder patriarcal enraizado na cultura italiana.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Além disso, satiriza o comportamento hipócrita da sociedade que valoriza a pureza na figura de Madonna, ao mesmo tempo que transgride sexualmente secretamente. Cada uma por sua vez, essas personagens representam, através do olhar crítico do narrador, o estado doméstico e subjugado da sociedade sexista da época.

A PRODUÇÃO DO FILME E OS ANOS DA RETOMADA

Além disso, é preciso levar em conta o fato de que os filmes desse período foram produtos de uma nova política de promoção da produção cinematográfica brasileira e, portanto, de sujeição a regras e jogos de poder. 34;Não é o que está visto na produção que está saindo na tela [...] todo mundo toma cuidado.

A ADAPTAÇÃO: DO TRISTE FIM AO HERÓI DO BRASIL

Quixote, em que a figura central é Brancaleone, um cavaleiro desajeitado que lidera um pequeno e maltrapilho exército que vagueia pela Europa em busca de um feudo, mas sempre não consegue devido às dificuldades que encontra em cada episódio. Através da música, no discurso modernizado do narrador e num processo metalinguístico, são marcados fragmentos dos diferentes episódios da história - numa estrutura que surgiu a partir das intervenções do poeta-cantor Ricardo Coração dos Outros utilizando modins e gritos .

Fig. 1  Fig. 2
Fig. 1 Fig. 2

DA PALAVRA À IMAGEM: UMA PEQUENA ANÁLISE SOBRE A ADAPTAÇÃO FÍLMICA DO ROMANCE O CHEIRO DO RALO 1

Para isso, o objeto de estudo é o romance escrito por Lourenço Mutarelli intitulado Era e kullimi e o filme homônimo dirigido por Heitor Dhalia. As primeiras quatro partes tratam da forma como os pensamentos do protagonista são retratados em termos de imagem, ou seja, quais dispositivos cinematográficos são utilizados para amplificar e expandir seus momentos de introspecção.

O CHEIRO DE LOURENÇO

Esse momento de introspecção do personagem é concretizado pela colagem6 de imagens, que não só proporcionam uma espécie de flashback7, mas também permitem que o espectador se transporte para dentro da mente do protagonista e compartilhe suas impressões. O poder especial da colagem advém da sua capacidade de reunir e associar de uma forma intensamente significativa objetos, imagens e textos aparentemente não relacionados, todos enquadrados num novo espaço de uma totalidade criativa recriada.

TUDO O QUE AS COISAS PODEM LHE OFERECER

Como afirma Sudjic: “Os bens que guardamos durante décadas podem ser considerados espelhos de nossas experiências com a passagem do tempo” (SUDJIC, 2010, p.18), ou seja, os objetos estão ligados à vida do proprietário: “O homem adquire objetos para seu uso, enriquece-se com coisas como experiências.” (MOLES, 2007, p.38). E hoje me sinto muito bem.” (O CHEIRO DO RALO, 2006), as imagens sofrem uma desaceleração, uma espécie de frenagem, que sinaliza o fim do turbilhão de pensamentos.

AUSÊNCIA

A partir daí ouvimos o seu pensamento: “De todas as coisas que tive, as que mais significaram para mim, as que mais sinto falta, são as que não podem ser tocadas. Quando a imagem de Lourenço aparece por trás do fumo. e ouvimos seus pensamentos, visualiza-se um homem triste, que, isolado do mundo, e afastado das coisas que podem ser tocadas, a falta e o valor das "coisas que não podem ser tocadas", das "coisas que não estão ao alcance, reconhecido de nossas mãos” (MUTARELLI, 2002, p.89).

HIGHWAY TO HELL

No ecrã surge uma imagem da fachada da empresa de Lourenço e ouvimos a sua voz a dizer: “E depois ninguém entra nem sai”. (O ODOR DA DRENAGEM, 2006). Esta abertura é justificada pelos sentidos construídos pelo romance de Lourenço Mutarelli, mas é um elemento que não encontra contrapartida numa obra literária.

Fig. 2: Cena de abertura de O cheiro do ralo 10
Fig. 2: Cena de abertura de O cheiro do ralo 10

A SOMBRA DO VAMPIRO COMO METALINGUAGEM NO CINEMA 1

O enredo do filme de Merhige é inusitado porque seus personagens são uma recriação ficcional da história das adaptações da obra de Bram Stoker, já que fazem parte da equipe de filmagem de Murnau, que também esteve envolvida na trama. Porém, nunca é demais lembrar que o Expressionismo Alemão marcou a obra de Murnau e trouxe ecos do romantismo presente em Drácula de Bram Stoker.

DRÁCULA, NOSFERATU E HIPERTEXTUALIDADE

Esta inferência está ligada ao conceito de hipertextualidade, também de Genette, que se divide em diversas categorias, incluindo hipotexto e hipertexto. Segundo Robert Stam, a hipertextualidade é uma categoria que se enquadra perfeitamente nos filmes derivados do gênero romance.

A MORTE DO ROTEIRISTA

Com final diferente do apresentado no filme de 1922, o remake de Nosferatu, de 1979, em que Jonathan Harker se transforma em vampiro e assume o lugar do Conde Drácula, carrega consigo uma metáfora sutil ao mostrar que, assim como a possibilidade do o filme do próprio vampiro Murnau revive em Harker, mas o filme do próprio Murnau revive no de Herzog. A parte do filme de Merhige em que Orlock/Nosferatu faz do roteirista sua primeira vítima reúne literatura e cinema.

O VAMPIRO À SOMBRA DE METONÍMIAS E METÁFORAS

Consciente ou intuitivamente, o diretor Murnau sabia disso, tanto que, ao escolher o livro de Bram Stoker como fonte, passou a tratar metaforicamente as questões cinematográficas. Ou seja, sendo o vampiro a metáfora do filme, o cineasta aborda questões cinematográficas através da história do vampiro.

NOSFERATU, UMA SINFONIA EM METALINGUAGEM

Dentro dessa perspectiva, a linguagem cinematográfica de Shadow of the Vampire se atualiza na direção da estética pós-moderna, especialmente no que diz respeito à metalinguagem. Finalmente, quando Jakobson discute a metalinguagem em relação a A Sombra do Vampiro, isso também ressoa com T.

DIÁLOGOS INTERTEXTUAIS ENTRE GIL VICENTE E ARIANO SUASSUNA 1

Ambas as obras de Gil Vicente e Ariano Suassuna pertencem ao mesmo gênero, portanto são obras. Os arquivos sobreviveram durante toda a Idade Média, atingindo o seu apogeu na Idade de Ouro, até à sua proibição em 1765.

O AUTO ONTEM E HOJE: DE GIL VICENTE A ARIANO SUASSUNA

A história começa com João Grilo fazendo testamento do cachorro morto da mulher do padeiro. João Grilo e Chicó, vendo a tristeza da mulher do padeiro pela perda do seu querido cachorro, desta vez inventam a história do gato que come dinheiro.

CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS SOBRE A INTERTEXTUALIDADE

DIÁLOGOS ENTRE AS FALAS DE JOÃO GRILO, DE ARIANO SUASSUNA, E DE PARVO, DE GIL VICENTE

RESUMO: O objetivo do respectivo artigo é oferecer uma leitura interpretativa das chaves intertextuais apresentadas por Julio Cortázar no ensaio “Assim começa” – texto de abertura de sua coleção A volta ao dia em 80 mundos. Sabe-se que Cortázar se dedicou tanto à ficção quanto à crítica (nem sempre separadamente), facilitando "[..] as análises de sua própria obra que avançou em A volta ao dia em 80 mundos e Última rodada, pondo em jogo uma clara exposição de ingredientes e receitas, de experimentações, dúvidas e reflexões.

Fig. 1: Ilustrações com as personagens Passepartout e Phileas Fogg, respectivamente,  de A volta ao mundo em 80 dias, e foto do escritor Júlio Verne (CORTÁZAR, 2008, p.8,  10 e12)
Fig. 1: Ilustrações com as personagens Passepartout e Phileas Fogg, respectivamente, de A volta ao mundo em 80 dias, e foto do escritor Júlio Verne (CORTÁZAR, 2008, p.8, 10 e12)

MILTON HATOUM E O MITO DA CIDADE ENCANTADA 1

Órfãos do Eldorado, do escritor amazonense Milton Hatum, publicado em 2008, é uma das versões mais expressivas dessa rica vertente. Dada a importância deste tema em Os Órfãos do Eldorado, o objetivo principal desta pesquisa é esclarecer o papel desempenhado pela transposição dos mitos amazônicos, tomando como referência principal o mito da cidade encantada.

MILTON HATOUM E SUA OBRA

Os Órfãos do Eldorado dá continuidade a vários aspectos dos romances anteriores, como referências a Manaus, uma família desajustada, uma narrativa ficcional intercalada com alusões à história regional e nacional, e o uso do narrador em primeira pessoa. Os Órfãos do Eldorado descreve as memórias de Arminto Cordovil, filho de Amando Cordovil, rico empresário do setor de transporte fluvial da região amazônica.

O MITO DA CIDADE ENCANTADA

Num embate entre o lendário Eldorado, imagem de uma vida verdadeiramente feliz, e o verdadeiro Eldorado, caminhão cujo naufrágio ressalta a transitoriedade da felicidade causada pela riqueza material, Órfãos do Eldorado articula o mito da Cidade Encantada. com história narrada por Arminto Cordovil. O mito da Cidade Encantada está claramente ligado ao espaço como elemento narrativo.

O MITO NO DESTINO E CARÁTER DOS PERSONAGENS

O mito mais presente e mais desenvolvido é o da Cidade Encantada, também chamada de Eldorado. A chave da análise empreendida neste artigo foi a função da transposição dos mitos amazônicos em Órfãos do Eldorado.

A ÂNSIA POÉTICA DE SARAH KANE 1

Na verdade, “o lugar doméstico torna-se uma terra de ninguém metafísica que reflete o medo ontológico e a solidão dos personagens” (p.86). A genialidade de Kane dá espaço até à metalinguagem: “A – E não se esqueça que a poesia é linguagem por si só.

OS ADULTOS MERECEM OUVIR CONTOS DE FADAS 1

É verdade que as histórias têm uma afinidade perfeita com as crianças e os jovens pela sua capacidade inerente de se entregarem plenamente à imaginação. Porém, há necessidade de muitos estudos sobre a mesma estética de recepção observada no ato de ouvir e compartilhar experiências em coletivo.

BREVE REFERENCIAL TEÓRICO

Bruno Bettelheim diz que os contos de fadas ajudam as crianças na difícil tarefa de encontrar o sentido da vida, mas também os adultos. Daí a satisfação interior ou sensação de autorrealização que os contos de fadas ou contos de fadas transmitem.

TEXTO ESPETACULAR

Ao longo da cena de The Wordless File II, há espera do "Nokia tocar", onde é possível ver uma figura atendendo constantemente o telefone, além de diálogo entre Hamm e Clov, em que o primeiro diz que está esperando por o Nokia tocar (trecho de internet). Outra questão que o Grupo Processo move nesta performance é a introdução do hábito, vista na cena Do Without Words I, em que duas figuras repetem ações cotidianas uma após a outra sem parar.

CONEXÕES FINAIS

Eu que não estou onde estou: o teatro de Samuel Beckett – sujeito e palco entre o traço e o apagamento.

O TEXTO E O CORPO NA PEÇA QUE ONDE DE SAMUEL BECKETT – UMA DISCUSSÃO ENVOLVENDO DERRIDA E

DELEUZE ACERCA DAS CONDIÇÕES DA LINGUAGEM CÊNICA 1

A palavra, somada ao seu som e gesto, desembocaria na indeterminação do próprio “campo de batalha” – o que Deleuze imediatamente chama de “Imagem da Imaginação Morta. É muito difícil desfazer todas essas aderências da imagem para chegar ao ponto de” Morto “Imaginação Imagine” (DELEUZE, 2010, p.79) – este, um paroxismo de redescoberta (e esgotante) da palavra em sua própria plasticidade de sentido: “Quando não há mais como. as séries analíticas de Deleuze são: a “linguagem I” – sentido puro decorrente de uma ação combinatória que ainda carece de certa robustez indexical – e a “linguagem II”: a conexão do discurso com sua mecânica sonora.

EIS A QUESTÃO 1

4 [..] RU - Nada mudou. Flô vai até o centro do banco, sussurra em seu ouvido RU.RU - (aterrorizado) Nossa. VI - Me pareceu igual (Ru vai até o centro do banco, sussurra no ouvido de Vi) VI - (aterrorizado) Nossa.

COME AND GO E CONTEXTO PÓS-DRAMÁTICO

O título da peça Vai e Vem é traduzido para o português como Ir e vir, invertendo a posição do verbo. As mulheres de Vai e vem, ao falarem, não expressam seu ego, repetem-se em vozes separadas, marcadas por silêncios e pausas, imersas na ausência de comunicação.

ASPECTOS INTERTEXTUAIS

A obra Pridi in pojdi corresponde, portanto, ao estudo de Lehmann sobre o desenvolvimento das formas cênicas e textuais de teatro após os movimentos artísticos de vanguarda do século XX, rejeitando o que ele chama de teatro clássico burguês e enfatizando o surgimento de um novo gênero de teatro que estabelece novos paradigmas de cena e dramaturgia, especialmente a partir da década de 80 do século XX. Assim como os ciclos de vida se repetem em Vai e vem, os estudos teatrais assemelham-se aos mesmos movimentos, pois focam em novas e velhas teorias. , pensando na criação teatral, - Vai e vem ou Vai e vem e vai.

O SILÊNCIO EM DIAS FELIZES, DE SAMUEL BECKETT 1

Em Happy Days, Samuel Beckett utiliza diferentes linguagens e códigos para expor as doenças do homem em confronto com seus abismos interiores com seus medos, preconceitos, experiências, etc.

O SILÊNCIO COMO FORMA DE EXPRESSÃO

Winnie parece estar tentando se convencer de que as coisas não mudam e que ela está muito feliz. O fato de Winnie se mexer e mexer na louça da bolsa e parar em sua rotina diária e na rotina de suas ações a faz se sentir mal;

A TRANSCRIAÇÃO DO TEXTO DE BERTOLT BRECHT A EXCEÇÃO E A REGRA NA CENA CURITIBANA 1

No contexto destas provocações, Bertolt Brecht problematiza as questões da injustiça social e da exploração do homem pelo homem na peça A Exceção e a Regra. A história conta a jornada do explorador, comerciante Karl Langmann e de dois explorados, um guia e um cule.

A PEÇA DIDÁTICA OU PEÇA DE APRENDIZAGEM

Estas obras brechtianas também não devem ser vistas como iniciadores triviais de aprendizagem, nem devem ter como objetivo difundir uma crença ou um tema específico. A definição de jogo didático de Brecht deve ser entendida como um extrato crítico entre diferentes tendências que buscavam a interação entre teatro e pedagogia.

A MÚSICA COMO EFEITO DE ESTRANHAMENTO: A INSERÇÃO DE CANÇÕES

Os trabalhos didáticos não devem ser considerados propostas espetaculares, seu caráter pedagógico deve basear-se no máximo participativo proposto aos participantes do evento. Ao traduzir o termo jogo didático (Lehrstück) para o inglês, Brecht preferiu o termo jogo educativo, o que nos ajuda a entendê-lo como um método de pesquisa que serve como ponto de partida para a produção da aprendizagem, e não como algo inflexível, rígido, fechado às intervenções.

A PEÇA A EXCEÇÃO E A REGRA: O EXPLORADOR E OS EXPLORADOS

Na parte c (BRECHT, 1990, p.149-150) ocorre o clímax da peça: o comerciante mata o cule que pretendia dividir com ele a água do cantil extra que lhe foi dado pelo guia. Na nona cena (BRECHT, 1990, p. 151-160), a viúva do estranho comparece ao julgamento na esperança de que a justiça seja feita: punição ao comerciante assassino e indenização pela vida ceifada ao marido.

A MONTAGEM DE A EXCEÇÃO E A REGRA NA CENA CURITIBANA

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Referências

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Voltados à divulgação de valores fundamentais ao interesse social e à preservação da ordem democrática, os conhecimentos que fazem parte da base nacional comum a que todos devem