A chegada
Entre afetos e saudades ‘docentesdiscentes’ (parte 1)
Entre afetos e saudades ‘docentesdiscentes’ (partes 2 e 3)
Improvisação musical em dois acordes: a arte de bricolar cotidianos e a
Essas complicações descritas deram frutos que continuam até os momentos desta pesquisa em que recebo um de volta. A perspectiva “Ser Mais” discutida por Freire, P. 2014) dialoga com esse movimento no sentido de que trata desse compromisso do ser individual com o ser coletivo por meio de uma prática revolucionária e transformadora.
Entre inspirações e violões: os dispositivos da pesquisa
- O Diário de Campo e suas melodias formacionais
- As interfaces online e as potencialidades do WhatsApp
Sua fala traz à tona esse problema da exclusão, em que questiona o que significa ser sujeito em meio ao que o nega como pessoa, ao que o ‘objetifica’. Vale ressaltar que este tema de pesquisa é essencial para ilustrar ao leitor o contexto em que este trabalho está inserido, as experiências, problemas, questionamentos e reflexões vivenciadas entre os ‘praticantes pensantes’ e este ‘professor pesquisador’. Com a intenção de situar o leitor no Outro de que estamos falando, no campo de pesquisa e no contexto em que este pesquisador está inserido, apresentamos o Complexo da Maré em sua construção histórica e política e especialmente a partir da construção que desenvolvemos , com base em nossas experiências e no que vivenciamos junto com os praticantes.
Um grupo de professores “praticantes reflexivos” surge no contexto da investigação pandémica, em que a falta de contacto físico com a escola resultou no enredamento com outras pessoas. Neste sentido, os “espaços-tempos” em que (vivemos), dimensionados pela nossa autoria, são movidos pela vontade que é decisiva neste processo. A onipresença marca a era das tecnologias sem fio, nas quais é possível estar em diferentes salas ao mesmo tempo.
Vale considerar que a Educação Online se distingue em três fases, o que não significa que uma exclua a outra, pois são caracterizadas por momentos em que um ambiente de aprendizagem está mais presente que outro no processo de formação. Ao longo do caminho foi necessário pensar em ‘teorias práticas’ que permitissem essas trocas, encontros, conversas onde fosse possível continuar cantando juntos as nossas melodias de ‘aprender a aprender’ de forma colaborativa e coletiva. O termo “sonho” é muitas vezes confundido com uma ideia distante, separada da realidade em que nos encontramos.
O processo de encontro com esses conceitos é uma jornada importante, na qual as histórias que emergem das conversas com 'praticantes pensantes' já possuem significados, e o pesquisador tenta identificar caminhos, fornecer respostas às suas questões de pesquisa e atribuir significados. As professoras praticantes Priscila e Marina apontam questões nesse sentido, onde esta aplicação viabilizou as relações ‘professor-aluno’, assim como os praticantes.
Os timbres e ornamentos da pesquisa: a emergência das noções subsunçoras
Mergulhando nas sinfonias da Maré: sonorizando com a Periferia
- O contexto histórico-periférico do Complexo da Maré
- Os praticantes da pesquisa: as vozes
Assim, lembramos do quinto movimento de pesquisa na vida cotidiana, Ecce femina, que é fundamental identificar e envolver os ‘praticantes do pensamento’ denominados por este termo, pois ao mesmo tempo compreendem o mundo sobre o qual atuam, lidando com as narrativas que produzem em resposta às suas necessidades cotidianas nas múltiplas redes educativas que formam e nas quais se formam. Conforme observado anteriormente em nota de rodapé, o nome da escola e dos praticantes será omitido por questões éticas de pesquisa, mas traremos ao leitor informações que poderão dar uma dimensão da realidade em que entramos e da realidade com a qual dialogamos e produzimos esses escritos. Vale lembrar, nesse sentido, que, segundo a pesquisa do CETIC, as famílias brasileiras têm acesso à Internet, porém, ela está distribuída de forma desigual entre as classes sociais, em que a vulnerabilidade pesa principalmente nas periferias, nosso contexto.
Dessa forma, as narrativas aluno-professor-responsável relacionam-se com o contexto vivido, onde as ‘palavras de sentimento’ se entrelaçam e se tornam mais poderosas do que sozinhas. Desta forma, mantemos o nosso objetivo de preservar situações e conversas, muitas vezes de carácter intimista, onde o objetivo principal é proporcionar reflexão sem inibir a sua liberdade de expressão. No contexto do contexto pandémico, foi possível manter conversas, estabelecer contacto através de ambientes online, principalmente através do telemóvel, com 11 alunos da turma que lidero, crianças do 4º ano do ensino básico.
É importante ressaltar que as relações de parentesco com os alunos da turma são diferentes, pois três dos filhos são mães, uma é tia e a outra é avó.
O tempo e o espaço – grandezas indissociáveis na vida (e na música)
Da mesma forma, as relações humanas acontecem, entrelaçando-se nessas trajetórias temporais e fazendo nascer a História, através de movimentos cotidianos, que não assumem uma hierarquia de acontecimentos, situações de maior ou menor importância. Essas diversidades de ‘produção de conhecimento’ constituem diferentes humanidades, como afirma Krenak97 (2019), que destaca a heterogeneidade presente na humanidade na tentativa de desmistificar o discurso homogêneo que desfigura a diferença. 2009, pág. 8) confirma esse conceito, quando diz que a cultura “trata da humanidade como um todo e ao mesmo tempo de cada um dos povos, nações, sociedades e grupos humanos”, na percepção de que os diferentes modos de vida existentes têm o seu espaço e deve ser apreciado. Ainda refletindo sobre a perspectiva temporal da mudança social, ao longo do tempo, o ser humano transformou o espaço em que vive através dos artefatos tecnológicos à sua disposição, colmatando distâncias e reconfigurando padrões de comunicação, mudanças que evidenciam o caráter dinâmico da sociedade. LARAIA, 2001).
Nesse sentido, “o tempo constitui um elemento importante na análise de uma cultura” (LARAIA, 2001, p. 51), afirma o autor, enfatizando as adaptações ao ambiente em que vive que muda a cada século. Estamos imersos em um momento em que os usos que fazemos da tecnologia digital mudam completamente as nossas relações com os ‘espaços-tempos’ de trabalho, estudo e pesquisa, e é fundamental que compreendamos o potencial de estarmos presentes em diferentes momentos com o mesma intensidade, proporcionada por esses tempos onipresentes (MACEDO, 2020). 2018, pág. 200) alerta-nos também para o ‘tempo de fundação’, aquele que se abre à profundidade, que se baseia nas nossas experiências, nas reflexões, nas atitudes de vida, nas nossas posições.
Na verdade, as tecnologias digitais em rede enfatizam uma cibercultura, interligada por acontecimentos que alteram as nossas relações com os diferentes ‘espaços-tempos’ que vivenciamos, convidando-nos a refletir sobre: como nos relacionamos com este ‘talismã’.
Os fenômenos da cibercultura: movimentos rítmicos da atualidade
- Dançar ao ritmo da Mobilidade Ubíqua
- Saindo do ritmo: os impactos das fake news
Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues- brasileira/fenomeno Acesso em: 08 mai. 109 Um Brasil dividido e alimentado por notícias falsas: uma semana dentro de 272 grupos políticos no WhatsApp – Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45666742. 110Mestre de capoeira é morto a facadas após defender Haddad – Disponível em: https://www.terra.com.br/.
Neste sentido, este esforço não pode ser feito isoladamente; deve ser realizada coletivamente e estar cada vez mais presente nos “espaços-tempos” educativos. 115Entrevista concedida ao Estadão por Bruno Sartori em 24 de março. https://www.youtube.com/watch?.Acessado em: 21 jan. 116 memes sobre coronavírus chegaram à internet: piada pode ser educativa – Disponível em:. https://oglobo.globo.com/sociedade/coronavirus/memes-sobre-coronavirus-caem-na-internet-brincadeira-podeser-educativa-24309804. Acesso em: 21 jan.
120 Sobre esse momento: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia crivella-volta-a-gaviná-a-retomada-das-aulas-presíveis-no-rio.ghtml.
Entre valsas e descompassos: ‘aprenderensinar’ online em tempos de pandemia
Para não aumentar as desigualdades, governos, escolas, professores, estudantes e a sociedade de todos os países procuram soluções para manter as relações e não paralisar os processos de ‘ensino-aprendizagem’; e as práticas remotas estão surgindo com maior intensidade para enfrentar o cenário atual, que contrasta com questões de baixa infraestrutura de conectividade e acesso às tecnologias para a maioria da população mundial. Há, pelo contrário, implicação no processo de ‘ensino-aprendizagem’, há criação, participação, interação, autorização, com professores envolvidos, de forma autónoma, nos percursos de formação, na investigação realizada em conjunto com os profissionais. . A conectividade surge como uma questão muito importante para a manutenção de vínculos e oportunidades de formação neste contexto.
O modelo de ensino híbrido é aquele que mescla atividades presenciais em sala de aula com atividades ‘espaço-tempo’ em rede, buscando proporcionar diferentes experiências de ‘ensino-aprendizagem’ para cada aluno, cujo centro é o processo. aprender a ensinar” está na ação docente. O conceito de educação híbrida é muito abrangente, pois híbrido significa ‘mistura’, que pode ser ‘conhecimentos’, valores, metodologias, ‘conhecimentos e compreensões’. híbrido' pode ir muito além, pois sinaliza "um currículo mais flexível; [..] inclui a articulação de processos [..] de educação aberta e em rede. O papel do Estado na criação de políticas públicas e no investimento em infraestrutura de conectividade para todos, no acesso à tecnologia, trabalhando na formação de 'alunos professores' no contexto da cibercultura é essencial.
Silva, L, Aragão e Pretto (2021), além de abordarem a democratização das redes, chamam a atenção para o poder das grandes corporações com seus mecanismos de mercantilização de dados e para a importância de ‘enfrentar esse poder oligopolista’.
RELAÇÕES ‘DOCENTESDISCENTES’ EM AMBIÊNCIAS ONLINE NA MARÉ
- As diferentes dimensões do afeto e afetividade
- Melodias compostas em tempos pré-pandemia: canções inspiradoras
- Composições em tempos de pandemia: o silêncio nas ausências
- Os usos das tecnologias na periferia em tempos pandêmicos
- Melodias de educação e afeto: notas indissociáveis em uma canção
- O conceito de Relações ‘Afetoeducativas’
- A desigualdade social no acesso: os silêncios da periferia
Entramos em 2020 cheios de expectativas e planos, assim como no início de cada ano letivo, em que nos reunimos com os professores, coordenador e direção da escola para planejarmos nossas ações futuras e objetivos a serem alcançados coletivamente. Utilizando o WhatsApp, tornou-se possível realizar atividades remotas, nas quais enviamos atividades e aguardamos feedback, ou seja, um processo que ocorre de forma assíncrona. Adoro ser humano porque a história que formo com os outros e participo na criação é um tempo de possibilidade, não de determinismo.
Portanto, destacamos que as relações “fetoeducativas” são relações que, movidas pelo sentido da diferença, compreendem o ser em suas experiências individuais e sociais, numa perspectiva integral, em que se assume um compromisso ético com o outro, de forma busca mútua. para a humanização. Como, durante a pandemia, quando o acesso aos meios digitais se tornou fundamental para a continuidade de diversas atividades socioculturais, sobrevivem aqueles que já vivenciam a desigualdade social, pois fazem parte dos grupos mais vulneráveis da sociedade. Por exemplo, na minha turma (Ano 4 - 1401), foi possível organizar reuniões através da aplicação Zoom em que foram criadas narrativas e acontecimentos poderosos.
As palavras acima apontam para a importância das relações ‘amorosas-educativas’ que se constituem atualmente nos ambientes online, lembrando que estas são “aquelas relações que, movidas pelo sentido de alteridade, compreendem a essência em suas experiências individuais e sociais, a partir de um perspectiva integral, em que se assume um compromisso ético com o outro, na busca mútua pela humanização” (o autor, 2022, p. 150). Além disso, foi possível perceber que as conversas desses tempos extraordinários desempenharam um papel papel fundamental na manutenção de práticas educativas, nas quais estratégias e táticas professores-alunos se desenvolvem para se manterem conectados e não paralisarem suas atividades diante dos problemas impostos. Para tanto, foi necessário repetir os problemas causados pela desigualdade social no acesso e a formação, que se apresentaram como questões sérias para pensar e mudar, especialmente em tempos de pandemia, em que a vulnerabilidade social cria a necessidade de criar políticas públicas sobre conectividade à Internet e acesso a meios tecnológicos.