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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Neves e Lima (2007), em seu estudo com mais de mil sujeitos da Universidade Federal de Sergipe (UFS), também mostram que há uma forte rejeição às cotas raciais por parte dos estudantes universitários. Os estudantes sergipanos manifestaram-se contra as cotas sociais (67%) e as cotas raciais (83%) a favor da introdução de cotas na UFS.

Campo de estudos das Representações Sociais

Quanto à definição do próprio conceito de representações sociais, o autor não demonstrou a importância de tal pedido. As chamadas representações sociais hegemônicas são comparadas com o conceito de representação coletiva, apresentado por Durkheim.

Abordagem Estrutural das Representações Sociais

Assim como o núcleo central, a periferia também possui funções, são elas: função de concretização, onde os indivíduos através da ancoragem podem adaptar a representação à sua realidade de vida; função reguladora que permite a adaptação de novos elementos e contextos à representação, permitindo um caráter evolutivo; e função de defesa, segundo a qual as transformações dos elementos da RS ocorrem na periferia para proteger o centro, apoiando a heterogeneidade do grupo (ABRIC, 2000). Existem também funções de prescrição de comportamentos, onde as ações do indivíduo são realizadas a partir da periferia, tornando mais práticos os elementos simbólicos; e a função de personalização, segundo a qual se percebe certa individualização no comportamento dos sujeitos, mas sempre de forma coerente com o núcleo central (ABRIC, 2003).

Concepções de Justiça e reservas de vaga

A ideia de justiça libertária apresentada por Robert Nozick critica a intervenção estatal que, segundo ele, ultrapassa os limites individuais em diversas situações. A proximidade e a conexão entre os conceitos de justiça e igualdade existem desde Aristóteles, que afirmou que ser justo é tratar com igualdade (VELASCO, 2009). As teorias mais antigas de justiça baseiam-se na noção de virtude (SANDEL, 2012), enquanto as teorias contemporâneas concordam que a igualdade é necessária para alcançar a justiça (NEVES; LIMA, 2007).

Uma análise fatorial das respostas revelou uma ligação entre as representações da justiça e do direito. Segundo pesquisa de Neves e Lima (2007), os pontos de vista estão intrinsecamente ligados à visão de justiça do aluno. As diferentes visões sobre a justiça orientariam, portanto, as representações e, portanto, os posicionamentos quanto à reserva de vagas.

Participantes

Instrumentos

O número de sujeitos neutros (sem posicionamento explícito, porque não sabem em que lado se apoiar, a favor ou contra as cotas raciais para negros, bem como de sujeitos que não têm opinião formada sobre o assunto) é maior por ser limítrofe. e difícil.medição. Vale ressaltar que o número de perguntas do questionário é grande por se tratar de uma pesquisa mais ampla, financiada pelo CNPq, sobre o tema que envolve equidade e cotas, da qual esta tese é apenas um trecho. O conteúdo do questionário inclui, além do termo de consentimento livre e esclarecido, a apresentação da pesquisa e o fornecimento de instruções e informações éticas; elicitações gratuitas de até 5 palavras relacionadas aos conceitos ‘cotas’ e ‘justiça’ respectivamente; 41 itens Likert de sete pontos; 11 questões fechadas com respostas pré-determinadas; e elementos que caracterizam os participantes.

Como já foi mencionado, os termos neste estudo serão ‘quota’ e ‘justiça’, enquanto o número de palavras será cinco. No presente estudo, as escalas são compostas por sete itens de variação e suas afirmações são provenientes de pesquisas sobre o conteúdo de entrevistas realizadas anteriormente. Os itens que caracterizam os participantes da pesquisa podem ser encontrados separadamente no final do questionário.

Análise de dados

Existem também questões directamente ligadas à orientação política, onde é colocada a orientação do aluno e indirectamente, através de questões com objectos como o aborto, o casamento gay e a pena de morte, cujas respostas podem revelar pontos de vista políticos. Para os itens Likert, as análises envolveram o teste t de Student (cento e trinta e dois graus de liberdade). O objetivo é comparar e contrastar participantes cotistas e não cotistas e avaliar como isso se relaciona com a reflexão sobre o sistema de cotas.

Na análise das questões fechadas, foram contabilizadas frequências tanto no caso de opção única como no caso de múltiplas alternativas.

Resultados acerca do objeto: Justiça

Características dos Corpora

Os dados referentes ao Corpus do termo indutivo Justiça mostram que o número total de chamadas tanto de cotistas quanto de não cotistas, bem como o número de tipos e hapax são muito próximos. Quanto aos índices: o índice de diversidade (0,48) demonstra relativa variedade de termos evocados do objeto Justiça em ambos os grupos. Enquanto o índice de raridade mostra que a proporção de ideias citadas por um único sujeito é relativamente alta entre os cotistas (0,66) e também entre os não cotistas (0,65).

Se ponderarmos os termos comuns aos dois corpora, tendo em conta as suas frequências, e dividirmos pelo número total de elicitações, em vez do número total de tipos, teremos um índice de comunidade ainda maior, pois corresponde a mais de metade das elicitações. as elicitações comuns (0,65).

Análise prototípica

A zona de contraste do quadrante abrange as mesmas frequências (3) para todos os termos: “irmandade”, “injustiça”, “luta” e “oportunidade”. No quadrante dos alunos não cotistas da UERJ (Tabela 2), assim como no caso dos alunos cotistas, o termo “igualdade” apareceu com maior frequência (35) e com mais facilidade. A segunda periferia, por sua vez, traz consigo os termos de baixa frequência e também difíceis de serem lembrados pelos universitários: “governo”, “advogado”.

De modo geral, o quadrante referente aos estudantes não cotistas inclui um pensamento estruturado sobre a justiça, de certa forma teórico, por estar baseado em seus princípios e também relacionado à sua legislação. Os elementos levantados pelos alunos não cotistas se aproximam dos dos alunos cotistas da UERJ, pois o quadrante referente aos alunos não cotistas mistura aspectos legislativos como. A diferença entre cotistas e não cotistas parece estar na avaliação prática dessa justiça, vista pelos cotistas como 'falha' e ligada à 'injustiça', que não está presente no quadrante dos não cotistas .

Diagrama de Venn: a intersecção dos termos centrais para o objeto justiça

O termo está associado a “lei”, “direito” e “tribunal”; e apesar de não ser encontrado na primeira tabela “certo”, também chama a atenção pela sua frequência (31), próxima da “igualdade” (35) e por ter uma ordem média de evocação relativamente pequena (2,9). A intersecção dos principais elementos que podem constituir o núcleo central da representação do objeto da Justiça inclui os termos comuns: “igualdade”, “direito” e “direito*”, pois apesar de terem uma frequência muito elevada e serem rapidamente evocados, isto. foi enquadrado na primeira periferia apenas por questão do ponto de corte (neste caso, a mediana). No caso dos não cotistas, os demais termos centrais são “justiça” e “tribunal”, que apresentam baixa frequência em relação aos demais termos da tabela.

Abric (2003) destaca que duas RS podem representar o mesmo conteúdo, mas podem ser completamente diferentes de acordo com a relação entre os elementos presentes no núcleo central. Assim, é provável que existam duas representações sociais diferentes de um mesmo objeto, a justiça, pois embora sejam formadas pelos mesmos elementos, podem estar relacionadas entre si, o que resultaria em representações diferentes de cotistas e cotistas. Neste caso, quando as expressões são iguais nos dois grupos, seria necessário realizar uma análise de semelhança ou semelhança (FLAMENT, 1985; VÉRGES, 1992), pois isso sugere uma interpretação da organização relacional entre as expressões centrais que os confirma, isto é, isso.

Resultados acerca do objeto: Cotas

Características dos Corpora

Análise prototípica

O quadrante referente ao pensamento cotista dos cotistas não-UERJ é coberto pela Tabela 4, onde pelo menos dois termos chamam a atenção pela alta frequência (16): “igualdade” e “negro”. Além desses, outros possíveis elementos do núcleo central são “desigualdade” e “oportunidade”, ambos com a mesma frequência (11). A primeira periferia inclui os termos “justiça” e “direito”, ambos com elevada frequência (12), o que pode torná-los elementos centrais desta representação.

As pessoas que são contra as cotas tendem a conceituar a igualdade de forma abstrata, enquanto as que são a favor do conceito são substantivas; isto é, a igualdade substancial pode ser vista como uma tentativa de tornar concreta essa igualdade abstrata da população.

Diagrama de Venn: a intersecção dos termos centrais para o objeto cotas

Embora os grupos estudantis compartilhem ideias, eles diferem entre si, pois os estudantes cotistas parecem entender o sistema de cotas como uma forma de “correção”, enquanto os estudantes não cotistas aparecem: “desigualdade” e “negros”. Normalmente, a defesa das cotas está associada à ideia de que elas são uma oportunidade e também o único meio possível para equilibrar as desigualdades que existiam no passado (MOEHLECKE, 2002; OLIVEN, 2007), o que poderia justificar referências à UERJ. cotistas. A ideia de ‘desigualdade’, ‘igualdade’, ‘oportunidade’ e ‘negritude’ podem assumir diversas relações entre si, incluindo a questão da igualdade de oportunidades baseada na noção de justiça individualizante, onde todos os indivíduos devem ser tratados como um todo. igualdade de oportunidades e apenas as suas competências e desempenho devem ser avaliados.

Isso porque a compreensão de justiça compartilhada pelos jovens pode orientar a representação e as atitudes em relação às cotas, como mostra a pesquisa de Neves e Lima (2007). Outra possível relação entre as evocações seria a questão da desigualdade presente na história do povo negro como minoria histórica que sofreu danos ao longo dos anos (MOEHLECKE, 2002; OLIVEN, 2007; ALMEIDA, 2007).

Avaliações das cotas

30 - Como você avalia as cotas para alunos ingressarem em escolas públicas de excelência (ex. Cefet, Pedro II, Caps Uerj, etc.). O acordo entre cotistas e cotistas pode ser verificado nos pontos 27 e 29, que se referem às cotas para negros e indígenas, respectivamente, sujeitas à avaliação de renda. Nos pontos 26 e 39, as cotas apoiam as cotas para vagas em concursos públicos e para matrículas em programas de pós-graduação, enquanto os não cotistas discordam das reivindicações.

É importante notar que os membros das cotas são mais propensos a aceitar a ideia de cotas para deficientes do que os não-membros, enquanto os não-membros são mais propensos a rejeitar as cotas para filhos de policiais, etc. Os dados do item 22 referem-se à opinião de estudantes universitários sobre cotas para filhos de policiais, bombeiros, agentes e fiscais de segurança mortos ou incapacitados. Enquanto os cotistas defendem cotas para alunos do ensino fundamental (0,34) e indígenas (0,38), ambos independentemente da renda e também para alunos de escolas primárias de excelência (0,72), os não cotistas discordam da reserva de vagas para os três grupos: alunos do ensino fundamental (-0,71) e indígenas (-0,67) independentemente da renda e alunos de ensino fundamental excelente (-0,60).

Questões fechadas: frequências

As representações sociais de estudantes universitários sobre o sistema de cotas para negros e estudantes do ensino fundamental. As representações sociais de estudantes universitários sobre cotas para negros e pardos nas universidades públicas brasileiras. Totalmente desfavorável O---O---O---O---O---O---O Totalmente favorável 28 - Como estimar as cotas para negros sem levar em conta.

22 – Como você avalia as cotas para filhos de policiais militares, bombeiros, agentes penitenciários falecidos ou incapacitados? 31 – Como avaliar as cotas para alunos da rede pública sem considerar a renda. Totalmente desfavorável O---O---O---O---O---O---O Totalmente favorável 24 - Como você avalia as cotas para indígenas sem levá-las em consideração.

Referências

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