• Nenhum resultado encontrado

universidade do vale do itajaí - Univali

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "universidade do vale do itajaí - Univali"

Copied!
42
0
0

Texto

Estes têm sido realizados com diferentes populações e faixas etárias e apresentam inconsistências nos resultados, mostrando principalmente maior incidência de imagem corporal negativa e baixa autoestima na população universitária em comparação à população adolescente. Partindo desse pressuposto, esta pesquisa teve como objetivo investigar o efeito da idade e do estresse nos índices de massa corporal, autoestima e imagem corporal em adolescentes e adultos jovens. Para tanto, foram aplicados instrumentos em estudantes do ensino fundamental e médio entre 15 e 17 anos e universitários maiores de 18 anos, todos voluntários: Escala de Autoestima EPM/Rosenberg, Questionário de Forma Corporal - BSQ, utilizado para avaliar o corpo dos estudantes. avaliação de imagem e ISSL para diagnosticar seu estresse.

Ao analisar os resultados obtidos por meio dos instrumentos citados, foi possível verificar que a autoestima dos adolescentes se relacionou positivamente com a imagem corporal (rho=0,346; p<0,05), indicando relação entre imagem corporal e fatores emocionais. Os escores do BSQ para esta população indicaram que 52,11% das escolares apresentaram algum grau de distorção da imagem corporal, embora 80,4% delas estivessem dentro do padrão considerado normal para índice de massa corporal. Nos universitários, os escores do BSQ apresentaram correlação positiva com o IMC (rho=0,483; p<0,05), demonstrando maior preocupação com a imagem corporal relacionada ao tamanho do próprio corpo.

Nos universitários, os que estavam na fase de alerta tiveram mais danos à imagem corporal (Z=-2,110; p<0,05), e os que estavam na fase resistente tiveram pior autoimagem (Z=-2,144; p<0,05). . Estes resultados permitem-nos levantar a hipótese de que o stress pode perturbar a imagem corporal e a autoestima em mulheres adultas, mas não tem o mesmo efeito em adolescentes.

INTRODUÇÃO

1998 apud ALMEIDA et. al., 2002) apontou que a percepção que uma pessoa tem do seu próprio corpo pode ser mais importante do que a realidade objetiva da sua aparência. Assim, o peso corporal, por si só, não está diretamente relacionado à satisfação ou insatisfação com o próprio corpo. Brenner e Cunningham (1992) revelaram que a baixa autoestima e a falta de satisfação com o próprio corpo levam a hábitos alimentares inadequados, principalmente em mulheres mais suscetíveis aos padrões estéticos corporais.

Apontaram também que esse comportamento alimentar está associado à imagem corporal e à autoestima, mas não tem correlação direta com o IMC. 2002) realizaram um estudo no qual examinaram a imagem corporal, o IMC e outros dados sociodemográficos que os relacionavam a transtornos alimentares. Os resultados mostraram que os transtornos alimentares e a preocupação com o corpo estão positivamente correlacionados com o índice de massa corporal. Pesquisa realizada com estudantes do ensino fundamental e médio revelou menores índices de imagem corporal negativa e baixa autoestima do que os encontrados em estudantes universitários (GONÇALVES, 2005).

Essas diferenças entre faixas etárias (estudantes universitários vs. estudantes do ensino fundamental e médio) podem ser devidas à própria vida acadêmica, como evidenciam estudos sobre estresse na população acadêmica. Esta pesquisa teve como objetivo investigar o efeito da idade, do estresse percebido e do IMC na imagem corporal e na autoestima em estudantes entre 15 e 17 anos e maiores de 18 anos.

EMBASAMENTO TEÓRICO

Pela busca por fatores relacionados a um maior reconhecimento e uma vida melhor, que grande parte da sociedade, principalmente. os jovens buscam uma aparência física idealizada. 1999) observa uma série de estudos que investigaram a relação entre estados subjetivos negativos e imagem corporal. Estes estudos revelam uma ligação significativa entre a imagem corporal negativa e a baixa autoestima, depressão e ansiedade.

Ele descobriu que a depressão era alta entre os indivíduos que tinham uma imagem corporal negativa e que davam grande importância à aparência física. Segundo Rosemberg (1965 apud DINI, 2000) autoestima é o sentimento, avaliação e consideração que uma pessoa sente sobre si mesma, ou seja, o quanto ela gosta de si mesma, como ela se vê e o que pensa sobre si mesma. Para Casch e Deagle (apud SAIKALI et. al., 2004) o distúrbio da imagem corporal é um sintoma central dos transtornos alimentares, caracterizado por uma autoestima negativa dos indivíduos que sofrem desses transtornos, influenciada pela experiência com o peso corporal.

Brenner e Cunningham (1992) examinaram as diferenças de gênero nas atitudes alimentares, na autoestima e na autoimagem em modelos profissionais e contemporâneos, não modelos. Esse comportamento alimentar está associado à imagem corporal e à autoestima e não tem correlação direta com o índice de massa corporal (IMC). Outro estudo apresentado no V Congresso Nacional sobre Transtornos de la Conducta Aliennatria, realizado em Zaragoza – Espanha, publicado no Diario de Leon em 23 de junho de 2005 (edição eletrônica), também descartou a relação entre IMC e imagem corporal.

Os resultados mostraram que a autoestima e o índice de massa corporal atuam de forma independente na imagem corporal, pois 39% dos estudantes com IMC normal apresentaram alguma distorção da imagem corporal em comparação com 25% daqueles com IMC baixo. O autor constatou neste mesmo estudo que tanto o IMC quanto a autoestima têm se mostrado preditores de distorção corporal (autoimagem negativa), e que estes podem estar ligados a diversos fatores, estando a autoestima ligada a fatores culturais e culturais. . problemas e psicológicos (depressão, por exemplo), enquanto o IMC pode estar ligado a questões culturais. Contudo, a falta de relação entre o índice de massa corporal e a imagem corporal não é consensual entre os investigadores. 2002) contradizem esta falta de associação quando foram realizadas pesquisas que visavam examinar a imagem corporal, o IMC e outros dados sociodemográficos (como sexo, tipo de escola e série estudada) e sua relação com transtornos alimentares em uma população adolescente. idade entre 11 e 18 anos.

A preocupação com a imagem corporal foi de 32,5% entre as mulheres (aumentando com a idade) e 8,9% entre os homens. Em ambos os grupos (mulheres e homens) a preocupação corporal esteve positivamente associada ao IMC. 2000) observam uma boa documentação na literatura sobre a relação entre peso corporal e percepção da imagem corporal. Kakeshita e Almeida (2006) realizaram um estudo com 116 estudantes de uma universidade pública e de uma universidade privada da região de Ribeirão Preto (São Paulo), maiores de 18 anos, com o objetivo de analisar a relação entre o IMC e a percepção da imagem corporal em sujeitos universitários de ambos os sexos, sem histórico de transtornos alimentares.

ASPECTOS METODOLÓGICOS

Para avaliar a imagem corporal foi utilizado o Body Shape Questionnaire – BSQ (validado por Cooper et al.), que mede o grau de preocupação com a forma corporal, a autodepreciação pela aparência física e a sensação de estar gorda. Segundo Cordás e Neves, o questionário distingue dois aspectos específicos da imagem corporal: a precisão da estimativa do tamanho corporal e os sentimentos em relação ao corpo (insatisfação ou desvalorização da forma física). O instrumento é composto por 34 itens, com seis opções de resposta: 1) nunca, 2) raramente, 3) às vezes, 4) frequentemente, 5) muito frequentemente, 6) sempre. Para adolescentes foram utilizadas curvas de referência, de acordo com as normas da OMS (1997).

Segundo o manual ISSL (LIPP, 2000), é composto por três tabelas referentes às quatro fases do estresse, sendo a tabela 2 utilizada para avaliar as fases 2 e 3 (resistência e quase exaustão). Os questionários foram aplicados aos alunos do ensino médio (adolescentes) na própria escola durante as aulas de Educação Física. Após a entrega dos questionários preenchidos, o material coletado foi revisado e iniciou-se o processo de análise individual.

Os escores brutos dos instrumentos de Autoestima, BSQ, ISSL e IMC foram comparados entre as faixas etárias por meio do teste de análise de variância de Mann-Whitney para amostras independentes (SIEGEL, 1976). Para dados padronizados (BSQ, ISSL e IMC), os níveis de sintomas foram calculados e comparados entre grupos e dentro dos grupos, a fim de verificar se os escores de estresse e a idade interferiram significativamente nos resultados.

APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Mais da metade da amostra do ensino médio (52,11%) apresentou algum grau de distorção corporal. Stipp e Oliveira (2003) realizaram um estudo sobre imagem corporal e atitudes alimentares utilizando o BSQ e o EAT-26 respectivamente em estudantes. Os resultados do ISSL mostraram que 58,6% das escolares e 96,1% dos universitários estiveram em alguma fase de estresse no período em que responderam ao referido instrumento.

Segundo pesquisa realizada por Gonçalves (2005), com estudantes universitários, quanto maior a distorção corporal observada, maior a correlação com baixa autoestima e IMC elevado. Durante a análise de correlação, os escores do BSQ se relacionaram positivamente com os escores de autoestima (rho=0,346; p<0,05) entre os jovens. Isso significa que para esses estudantes a distorção corporal estava relacionada à redução da autoestima.

De acordo com este resultado, CANPOLAT et. 2005), em estudo sobre a imagem corporal de jovens estudantes (15 a 17 anos), identificou que o ideal de corpo magro estava relacionado à baixa autoestima nessa população. Isso mostra que a distorção corporal tende a estar relacionada ao aumento das proporções corporais, indicando uma relação entre a imagem corporal que está diretamente relacionada à estrutura de seus corpos, para esses estudantes. Gonçalves (2005) aponta que entre os universitários entre 18 e 24 anos, 83,2% dos entrevistados apresentavam autoestima normal.

Essas mudanças e seu ritmo acelerado nesta fase podem ser acompanhadas de elevada autocrítica (também crítica ao corpo), baixa autoeficácia e, consequentemente, baixa autoestima. Como foi encontrada uma diferença altamente significativa nos escores de estresse entre os dois grupos, medimos a variância dos escores de estresse em relação à deterioração da imagem corporal. Para tanto, os escores de autoestima e os dados do BSQ e ISSL, classificados de acordo com o nível de sintomas apresentados, foram submetidos ao teste de Mann-Whitney.

Os resultados mostraram que na população escolar nenhuma fase de estresse (vigilância, resistência e exaustão) esteve relacionada à imagem corporal ou autoestima, apesar de 32,6% estarem na fase de exaustão. Com os universitários houve variação considerável entre as fases indicadas pelo ISSL e a autoestima. Porém, não foi estabelecida correlação entre imagem corporal e autoestima, como a fase de exaustão, onde foram encontrados 53,8% dos entrevistados universitários.

Tabela 1. Distribuição da freqüência e porcentagem do EPM/Rosenberg entre estudantes  colegiais (n=46) e universitárias (n=23).
Tabela 1. Distribuição da freqüência e porcentagem do EPM/Rosenberg entre estudantes colegiais (n=46) e universitárias (n=23).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

É importante ressaltar que não foi estabelecida relação entre IMC e estresse para esse grupo, o que reforça a hipótese de que a imagem corporal distorcida em estudantes universitários não está diretamente ligada a um tamanho corporal diferente do normal. Porém, o estresse esteve relacionado à piora em ambas as medidas (autoimagem e imagem corporal), de acordo com a fase de estresse vivenciada: vigilância com a autoestima (impacto na autoavaliação) e resistência com a imagem corporal (impacto na imagem de seu corpo). Diante dessa situação, outras pesquisas que investiguem essas relações entre diferentes faixas etárias e suas variáveis ​​são importantes para estabelecer sua influência na imagem corporal.

O efeito do índice de massa corporal (IMC) na autoestima e imagem corporal em estudantes universitários. Índice de massa corporal, percepção de peso e transtornos mentais comuns entre funcionários de uma universidade do Rio de Janeiro.

ANEXOS

Anexo 1

Anexo 2

Anexo 3

APÊNDICES

Apêndice 1

Apêndice 2

Imagem

Tabela 1. Distribuição da freqüência e porcentagem do EPM/Rosenberg entre estudantes  colegiais (n=46) e universitárias (n=23).
Tabela 2.  Distribuição das  freqüências  dos  níveis de  distorção  da  imagem  corporal,  apuradas  pelo BSQ, entre estudantes colegiais (n=46) e universitárias (n=23).
Tabela 3. Distribuição dos índices de sintomas positivos para as fases de estresse, de acordo  com o ISSL, presentes na amostra de estudantes colegiais (n=46) e universitárias (n=23)
Tabela 4. Distribuição  do Índice de Massa Corporal (IMC) entre estudantes colegiais (n=46) e  estudantes universitárias (n=23)

Referências

Outline

Documentos relacionados

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ – UNIVALI PRÓ-REITORIA DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO, EXTENSÃO E CULTURA CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E JURÍDICAS - CEJURPS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO