• Nenhum resultado encontrado

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ"

Copied!
156
0
0

Texto

Setores de risco de deslizamento delineados pela CPRM e proteção civil municipal, com foco na SR-15, zona sul do município de Brusque/SC. Níveis/notas de risco (1 a 4) associados a cada atributo avaliado (tipo de feição, elevação, declividade, morfologia, litologia, textura do solo, evidências de movimento e transporte de massa, vegetação, cortes, obras de retenção, drenagem de águas pluviais e residuais, o número de casas e residências fechadas).

Objetivos

Geral

Específicos

Movimentos de Massa

  • Rastejos (creeps)
  • Corridas (flows)
  • Escorregamentos (slides)
  • Quedas (falls)

Comparação entre algumas propostas brasileiras de classificação dos movimentos de massa: Freire (1965), Guidicini & Nieble (1984) e IPT (1991). Os autores explicam que o fenômeno de expansão e contração da massa material, provocado pela variação térmica, interfere no movimento, numa espessura proporcional àquela alcançada por essa variação, e abaixo desta profundidade apenas a ação da gravidade intervirá no processo.

Fatores condicionantes dos movimentos de massa

  • Geologia
  • Solos
  • Erosão
  • Geomorfologia
  • Cobertura vegetal
  • Pluviosidade
  • Intervenção humana

1 Iluviação refere-se ao processo de deposição de material de solo que foi removido de um horizonte superior para um horizonte inferior, no perfil do solo (IBGE, 1999). Quanto maior a inclinação de uma encosta, maior a velocidade do escoamento superficial, o que implica em maior capacidade erosiva, removendo do solo partículas e materiais mais grossos que areia e silte (TOMINAGA et al, 2012).

Intervenções para o tratamento do risco

Gusmão Filho et al (1993 apud ALHEIROS, 1998) investigam que uma intervenção que vise reduzir ou mitigar o grau de risco como as citadas pode reduzir o risco de deslizamentos em até 50% dependendo da região. A nível local, um sistema de microdrenagem consiste em valas, calhas e canais, concebidos para recolher e conduzir a água de escoamento superficial para caixas de recolha;

Movimentos de massa no Brasil

O pico de chuvas (intensas e concentradas) ocorrido nos dias 22 e 23 de novembro foi precedido por um período de cerca de três meses de chuvas contínuas que provocaram a saturação do solo e subsequentes movimentos de massa. Os movimentos de massa foram classificados pelo CEPED (2009) de acordo com parâmetros de velocidade e mecanismos de movimento, tipo de material, geometria do movimento e teor de água, podendo-se observar que o tipo de movimento mais comum foi o deslizamento. a) Localização e (b) tipologia dos movimentos de massa ocorridos no Vale do Itajaí/SC no desastre de 2008.

As pastagens possuem solo compactado e sistema radicular superficial que não desempenha a função de ancoragem profunda do solo nas encostas, e em períodos de fortes chuvas a água escorre principalmente pela superfície, o que promove erosão e inundação das terras baixas. Segundo o INPE, a estação INMET registrou 166 milímetros de chuva em Nova Friburgo em dois dias, valor superior a 70% da média histórica do mês (BANCO MUNDIAL, 2012).

Mapeamento de Risco

Metodologias de mapeamento de riscos

O Anexo A apresenta o formato da pesquisa fatorial de análise de risco utilizada na cidade do Recife. O Anexo B apresenta o detalhamento das características dos fatores de acordo com os níveis de risco utilizados na cidade do Recife.

Sistema de Informações Geográficas (SIG)

Legislação pertinente ao uso e ocupação do solo

Código Florestal

Plano Diretor do Município de Brusque

A Defesa Civil

Histórico

Em Brusque, a Proteção Civil funcionou inicialmente em conjunto com o Corpo de Bombeiros, e foi estruturada pela lei 2.399, do ano 2000, que criou a Comissão Municipal de Proteção Civil. Por exemplo, o Brasil está preparando a Política Nacional de Proteção Civil (PNDC), que estabelece objetivos e programas a serem alcançados. Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNDEC), organização do Sistema Nacional de Proteção Civil (SINPDEC).

Instrumentos aplicados aos municípios

O governo federal estabelecerá um registro nacional de municípios com áreas regulamentadas por regulamentos como suscetíveis a deslizamentos de terra de alto impacto, inundações repentinas ou processos geológicos ou hidrológicos associados. I - mapear áreas suscetíveis à ocorrência de deslizamentos de grande escala, inundações repentinas ou processos geológicos ou hidrológicos associados; IV – criar mecanismos de controle e fiscalização para prevenir obras em áreas propensas a grandes deslizamentos, enchentes ou processos geológicos ou hidrológicos associados; e V - estabelecer mapa geotécnico de aptidão à urbanização, estabelecendo diretrizes urbanísticas voltadas à segurança de novos loteamentos e à utilização de agregados para construção civil.

Ações da Defesa Civil frente aos desastres

Área de Estudo

Histórico de escorregamentos registrados pela Defesa Civil Municipal

Na Figura 14, Medeiros (2013) apresenta o gráfico das precipitações mensais ocorridas em 2008 e 2011 no município, relacionando-o também com as médias mensais da série histórica do período chuvoso da região. Percebe-se que o total pluviométrico do mês anterior aos eventos de 2008 e 2011 (outubro e agosto, respectivamente) supera a média mensal histórica do município. Os dados preliminares obtidos no acesso ao processo Municipal da Proteção Civil são apresentados na tabela 4.

Elaboração do Mapeamento de Risco

  • Visitas de reconhecimento no SR-15
  • Aplicação das fichas de campo
  • Coleta e ensaio de caracterização do solo
  • Elaboração de mapas temáticos
  • Análises e cálculos do grau de risco
  • Elaboração do Mapa de Risco

O formulário de campo adaptado à SR-15 e utilizado no mapa de perigos encontra-se no Apêndice A deste trabalho. Gusmão Filho et al (1993) e Bandeira (2003) tratam o atributo tratamento na avaliação do grau de risco como forma de reduzir o valor em áreas suficientemente ou parcialmente tratadas. Ao aplicar este modelo ao SR-15, obteve-se o nível de risco final para cada subsetor e posteriormente normalizou-se esses valores.

Subsetorização do SR-15

O produto final deste trabalho foi elaborado a partir do mosaico ortofoto do Levantamento Aerofotogramétrico do município em 2011; projeção de coordenadas geográficas para UTM WGS84; plotagem dos pontos delineados em campo com GPS, e delimitação da SR-15, subsetores e habitações fechadas em ambiente GIS; e finalmente a definição dos níveis de risco para cada subsector. Segundo Bandeira (2003), a codificação dos níveis de risco pode utilizar números (1, 2, 3, etc.), termos linguísticos (baixo, médio, etc.), cores ou sombreados. Neste trabalho, os graus de risco serão representados no mapa com as cores verde (Baixo risco – R1), amarelo (Médio risco – R2), laranja (Alto risco – R3) e vermelho (Muito alto risco – R4).

Ensaio granulométrico

Na amostra de solo testada foram obtidas frações de 13,5% de brita, 83,5% de areia e 3% de material fino, indicando um solo arenoso.

Mapas temáticos

  • Modelo Digital de Elevação
  • Declividade
  • Litologia
  • Uso e ocupação do solo
  • Interdições

O Mapa de Uso e Ocupação do Solo SR-15 apresenta 6 classes de uso: vegetação arbórea-arbustiva, vegetação herbácea, espécies exóticas, área de cultivo, solo exposto e área superficial. A Figura 27 apresenta o gráfico que apresenta os percentuais de cobertura de cada classe de uso na RS-15. Classes de uso do solo e seus percentuais de cobertura nos 8 subsetores da SR-15, em Brusque/SC.

Fichas de campo

A posterior avaliação do grau de risco teve em conta o seguinte: dos encerramentos (tanto temporários como permanentes), as habitações ainda ocupadas foram incluídas tanto no atributo número de habitações como no atributo habitações fechadas; as casas vagas foram ignoradas no atributo número de casas e consideradas apenas no atributo casas fechadas. Resultados dos registros de campo aplicados nos oito subsetores da SR-15 em Brusque/SC, onde foram avaliados os atributos tipo de feição, morfologia da encosta, litologia, evidências de movimento e transporte de massa, incisões da encosta, obras de contenção e drenagem em .

Caracterização dos subsetores

Subsetor 1

Ao utilizar o registro de campo, foram observados os seguintes processos erosivos: ravinas superficiais e profundas, voçorocas, erosão no sopé da encosta e deslizamentos de terra (Figura 30).

Subsetor 2

Em termos de vegetação, 29,9% dos terrenos são ocupados por espécies arbustivas e arbóreas, 18,2% por espécies herbáceas e 3,3% por pinheiros exóticos.

Subsetor 3

Em termos de vegetação, 29,9% do solo é ocupado por espécies arbustivas e arbóreas, 18,2% por espécies herbáceas e 3,3% por espécies exóticas de pinheiro. a) Processo erosivo observado na parte superior de uma encosta. Obra em andamento observada em casa localizada na Rua Germano Klann, ao final do subsetor 3. d) Muros construídos em conjunto multifamiliar localizado na rua. Miguel Comandolli, na parte superior do loteamento 3. (a) Tubulações para escoamento de águas pluviais de uma residência.

Subsetor 4

Foram observadas obras no local, como impermeabilização do talude cimentado e parede da faixa de solo (Figura 39), mas estas foram consideradas insuficientes por estarem danificadas, necessitando de reparos para melhorar sua eficácia como impermeabilização e contenção. Recomenda-se a retirada desta vegetação, seguida da cobertura total da área do talude com a mistura combinada com a tela metálica e drenagem ao longo da superfície. a) Muro de ligação ao solo construído por morador em residência na parte baixa do subsetor 4. b) Impermeabilização de parte do talude em residência na parte baixa do. Observou-se também um muro de blocos de pedra, corretamente construído e com sistema adequado de escoamento de água.

Subsetor 5

As fotos mostram a proximidade das residências com a orla. residência, o morador realizou obras no sopé do aterro, sem plano de execução. Neste subsetor, 12,8% da área é ocupada por vegetação arbórea e arbustiva, 5,5% por vegetação herbácea e 7,2% por bananeiras, que estão presentes em pequenos aglomerados.

Subsetor 6

Nesta área o uso do solo é representado por vegetação arbórea-arbustiva com 51,3%, vegetação herbácea com 11,1% e vegetação exótica com 1,1%, e em menores partes está presente a espécie Musa rosácea. 4 Choque ativo: quando a parede é submetida a movimentos laterais suficientemente grandes no sentido oposto ao aterro, devido à tração ou expansão do solo. Impulso passivo: corresponde ao movimento da parede contra o aterro devido à compressão do solo. a) Imagem mostrando a proximidade de parte da residência ao aterro.

Subsetor 7

Observou-se também, na Rua AC 005, um muro construído com blocos de concreto e tijolos, no qual foram colocados apoios de concreto para contê-lo. Outra obra destinada à contenção foi verificada no final da Rua Germano Klann, onde uma parede de blocos de concreto parecia danificada e inclinada pelo impacto horizontal do impacto (Figura 48). A drenagem de águas pluviais no subsector 7, quando existia, era considerada inadequada por estar incompleta ou danificada (Figura 49). a) Retenção de solo em muro de blocos de concreto e tijolos, observada em residência localizada na rua AC 005.

Subsetor 8

Em relação à drenagem pluvial, foram observadas bueiros e bueiros entupidos e danificados em apenas uma residência, mas sem bacia de captação na extremidade. Algumas obras de contenção foram visíveis no Subsetor 8, como paredes de blocos de concreto e tijolos, mas foram consideradas insuficientes (Figura 52). Também foi observada a proximidade das casas aos aterros, conforme Figura 53. a) (b) (c) Muros de blocos de concreto encontrados no subsetor 8. d) Muro construído em tijolo em casa localizada na Rua Valdir Geratti.

Grau de risco

Em termos de drenagem de águas pluviais, foi considerado suficiente um sistema que possuísse os componentes básicos necessários ao bom direcionamento da água (escala 1); insuficiente (nota 3) quando um sistema estava parcialmente ou incerto em funcionamento; e nos subsetores onde não existia foi atribuído o nível de risco 4. O valor de risco obtido para cada atributo dos três fatores em todos os subsetores é compilado e apresentado na Tabela 11. Os níveis de risco obtidos para cada atributo de topografia, questões geológicas e ambiental nos 8 subsetores, com base na tabela 8.

Mapa de Risco

Por fim, a divisão do setor de perigo 15 em subsetores de acordo com as características das encostas permitiu a não generalização dos níveis de perigo e uma representação mais fiel do perigo real que existe nas encostas da SR-15. Esses valores comprovam que a SR-15 é problemática, onde 82,89% da área é considerada de alto ou muito alto risco. Complementar este mapa de risco com os factores socioeconómicos da RE-15, que são igualmente fundamentais na conceptualização do risco;

ANEXO B – Detalhamento das características por nível de risco utilizadas no Recife por Gusmão Filho et al. (1993). ANEXO D – Graus de risco de acordo com as condições apresentadas, como declive, tipo de terreno, nível de intervenção e sinais de instabilidade.

Referências

Documentos relacionados

Imagem de trabalho sobre pano de prato já com os procedimentos de sobreposição de imagens e