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Onir Mocellin.pdf - Univali

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Academic year: 2023

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Tabela 12 - Conversão do número de resgates e prevenções no valor de 96 Tabela 13 - Comparação do nível de risco público (modelo 1) com o nível ou Tabela 14 – Conversão dos resultados de perigo natural, número de banhistas, dispositivos acessíveis, número de acidentes e prevenção em valores derivados do nível de risco público do modelo empírico.

Objetivo Geral

Objetivos Específicos

A área de estudo mostrada na Figura 1 compreende vinte principais praias do litoral centro e norte de Santa Catarina, onde foram coletados dados sobre morfologia das praias, perigos naturais e riscos públicos. 1996) realizou uma análise dos riscos associados à natação no mar, referindo-se aos níveis de risco público nas praias do litoral central e norte do estado de Santa Catarina.

Figura 1 – Mapas de localização da área de estudo
Figura 1 – Mapas de localização da área de estudo

CONCEITUAÇÃO DE PERIGO E RISCO

2005) propõe um modelo de gestão da segurança das praias em Santa Catarina, analisando os acidentes ocorridos entre as temporadas 1995/1996 e o ​​tipo de praias, localização e intensidade das correntes de retorno. Os trabalhos citados mostram que as correntes de retorno são um dos maiores perigos, conforme já descrito por Short e Hogan (1994).

MORFODINÂMICA DAS PRAIAS ARENOSAS OCEÂNICAS

Zonação morfológica da praia

A linha costeira é o trecho do fundo do oceano onde a onda começa a subir até o início da zona de arrebentação. A meia-praia é o trecho de praia onde as ondas quebram e se estende até a zona de arrebentação, até onde a onda se espalha.

Zonação hidrodinâmica da praia

A zona de surf estende-se desde o ponto onde as ondas quebram até ao ponto onde a água atinge a praia. A zona de propagação pode ser identificada como aquela área da praia que está demarcada entre a deflexão máxima e mínima das ondas ao longo do paredão (ID., IBID.).

Morfologia e hidrodinâmica das correntes de retorno

  • Morfologia da praia na presença de correntes de retorno
  • Hidrodinâmica das correntes de retorno

A velocidade das correntes de retorno é muito variável; numa praia com ondas inferiores a 1,5 metros, é cerca de um metro por segundo (3,5 km/h). A Figura 5 apresenta um esquema de um sistema de circulação celular simplificado, ilustrando a dinâmica das correntes de realimentação.

Figura 3 - Presença de mega-cúspides praiais e correntes de retorno na Praia de Quatro Ilhas -  Bombinhas, SC
Figura 3 - Presença de mega-cúspides praiais e correntes de retorno na Praia de Quatro Ilhas - Bombinhas, SC

CLASSIFICAÇÃO DOS TIPOS DE PRAIA

Praias refletivas

As praias refletivas não têm zona de arrebentação (ou são muito estreitas) e nem bancos de areia. Todas as praias constituídas por cascalho, seixos e pedrinhas são sempre mais ou menos reflexivas, independente da altura das ondas (KRATKO, 2000).

Praias intermediárias

Nos pontos das correntes de retorno, por serem mais profundos, as ondas quebram na superfície da praia. Entre a margem e as restingas existe uma corrente longitudinal que alimenta as correntes de retorno.

Praias dissipativas

Nos intervalos entre as séries de ondas maiores, as correntes ainda estão presentes, mas com menor intensidade (menos de 1 m/s), enquanto, quando as ondas são maiores, podem ultrapassar 2 m/s. As ondas quebram no banco de areia e voltam para o canal e quebram novamente próximo à margem de forma repentina e turbulenta (SHORT, 2000).

RISCOS E PERIGOS ASSOCIADOS ÀS PRAIAS E AO BANHO DE MAR .33

Os componentes das praias que apresentam riscos às pessoas são: profundidade da água, principalmente quando ultrapassa a altura do peito; topografia da área de praia e existência de ondas e barreiras; tamanho da onda; existência de correntes na zona de arrebentação, especialmente correntes de retorno; presença de recifes, rochas, plataformas, estuários e lagoas, ventos costeiros, correntes de maré e água fria. As correntes na zona de arrebentação, especialmente as correntes de retorno, são os maiores perigos para a maioria dos nadadores e representam cerca de 90%.

PERIGOS QUE AS PRAIAS OFERECEM AOS BANHISTAS

  • Perigos das praias refletivas
  • Perigos das praias de terraço de maré baixa
  • Perigos das praias com bancos transversais e correntes de retorno
  • Perigos das praias com bancos rítmicos
  • Perigos das praias com bancos e cavas longitudinais
  • Perigos das praias dissipativas

Maré baixa – As correntes de retorno intensificam-se ainda mais à medida que a água desvia dos bancos de areia e cai nos canais. Bancos de Areia – Para alcançá-los é necessário atravessar as correntes longitudinais que alimentarão as correntes de retorno.

RISCO PÚBLICO

Público usuário

PRÁTICAS PREVENTIVAS

Escola Piscina Praia Público em geral Baixo risco Campanha educativa na TV Mídia Nadadores locais Risco moderado Campanha educativa na TV. No projeto Praia Segura são desenvolvidas campanhas educativas durante o verão através de vídeos, outdoors e folhetos.

PRÁTICAS MITIGATÓRIAS

Os cidadãos são aconselhados a reconhecer os perigos e riscos locais, a reconhecer a sinalização existente ao longo da praia e nos postos de salva-vidas. Para que as práticas de mitigação sejam eficazes, deve ser feita investigação sobre o número de postos de salva-vidas necessários para cada praia e a infra-estrutura adequada para cada posto (MOCELLIN, 2001).

CLASSIFICAÇÃO DA SEGURANÇA DAS PRAIAS

Classificação dos perigos naturais

Segundo Short (2002), a classificação dos perigos naturais nas praias pode mudar dependendo da altura das ondas e do tipo de praia, conforme pode ser visto na Figura 6. Nota: Toda a classificação do nível de segurança é baseada no banho no início da zona de arrebentação e será aumentado pela profundidade, pelo aumento da altura das ondas ou pela presença de outras características, como barras de rios, promontórios ou recifes nas correntes de retorno.

Classificação do nível de risco público

Hoefel e Klein (1998) apontam que o nível de educação e o comportamento de lavagem podem afetar o nível de risco público. Short (1993) e Mocellin (2001) apontam que medidas de gestão podem reduzir esse nível, incluindo a disponibilização de salva-vidas e equipamentos de acordo com a necessidade de cada praia.

Nível de risco proposto por Klein et al, (2005)

Caucaia, CE Morfodinâmica das praias e suas implicações na geração de riscos no uso das praias de Iparaná e Pacheco, identificando os principais riscos associados ao banho de mar. Cacau, BA Os riscos de nadar no mar nas praias da Costa do Cacau, verificando a associação dos estágios morfodinâmicos das praias e sua relação com os riscos de acidentes aquáticos.

FICHAS DE ACIDENTES

PLANILHAS SOBRE AS PREVENÇÕES

PLANILHAS SOBRE AS CONDIÇÕES DO MAR E NÚMERO DE USUÁRIOS

A recolha de dados para definição das facilidades de acesso às praias foi realizada no local e nas câmaras municipais, tendo em conta os seguintes fatores: tipo de pavimento para chegar à praia, distância dos centros urbanos e existência de transportes públicos regulares. Tipo de praia (morfodinâmica) - Para definir o tipo de praias de Barra Velha, Gravatá, Navegantes, Brava, Balneário Camboriú, Itapema, Meia Praia, Bombas e Mariscal foram utilizados estudos desenvolvidos por Klein e Menezes (2001).

ANÁLISE DAS OCORRÊNCIAS DE SALVAMENTO AQUÁTICO

No caso das demais praias, foram analisadas imagens de satélite para verificar a exposição às ondulações diretas (sem considerar a refração) dos quadrantes leste e sudeste. Tabela 7 - Dados brutos de segurança nas praias do litoral centro-norte de Santa Catarina entre 1995 e 2005 PRAIA Nº Proteção contra ondas de leste e sudeste. Número médio de banhistas por temporada por km praia Número médio de resgates por temporada por km de praia Número médio de prevenções por temporada por km praia Número médio de correntes de retorno por dia.

DEFINIÇÃO DO NÍVEL DE RISCO DAS PRAIAS

  • Classificação dos perigos naturais
  • Nível de perigos naturais
  • Número de banhistas e facilidades de acesso
  • Nível de risco (modelo 1)
  • Levantamento do número de salvamentos e de prevenções
  • Nível de risco (modelo empírico)

Para avaliar o nível de perigos naturais foram tidos em conta o número de correntes de retorno, a exposição das praias às ondas dos quadrantes leste e sudeste, a altura da onda, a largura da zona de arrebentação e o tipo de praia. obtendo uma pontuação total. Para avaliar o nível de risco relacionado com o número de banhistas e facilidade de acesso, foram tidos em conta o número de banhistas e a facilidade de acesso às praias. A análise do número de ações de resgate e prevenção considerou a média de registros durante uma temporada para cada mil metros de praia.

ANÁLISE DAS OCORRÊNCIAS DE SALVAMENTO AQUÁTICO

Ocorrências por praia

Reunimos aqui dados resultantes de pesquisas realizadas no litoral centro-norte de Santa Catarina. Porém, analisando os dados da figura 9, percebe-se que a praia com mais ocorrências por quilômetro linear de praia, por temporada, é Atalaia, seguida por Balneário Camboriú, Brava, Bombas, Praia Central de Barra Velha e Itapema. Estudos conduzidos primeiro por Hoefel e (1998) e posteriormente por Berribilli et al. 2004) na Praia do Atalaia confirmam que é de alto risco, pois 1,2% das pessoas que a visitaram na temporada 2001/2002 sofreram acidente hídrico, sendo registrados 200 acidentes em 68 dias de pesquisa. 2003), analisando 54 praias do litoral catarinense, constatou que, daquelas localizadas na região centro-norte, a que registrou maior número de ocorrências foi Balneário Camboriú, seguida pela Praia Brava e Atalaia, confirmando os dados aqui apresentados . .

Figura 8 – Número de ocorrências por praia entre 1995 e 2005
Figura 8 – Número de ocorrências por praia entre 1995 e 2005

Ocorrências por dia do ano

Santos (2000) afirma que o pico dos eventos ocorre nas duas primeiras semanas de janeiro, mas no presente estudo verifica-se que o pico se dá entre os dias 25 de dezembro (Natal) e 5 de janeiro, com grande número de eventos durante todo o período do primeiro mês do ano.

Ocorrências por dia da semana

Berribilli et al. chegaram a conclusões semelhantes. 2005) quando constataram que na Praia do Atalaia o número de ocorrências aos domingos era 12 vezes maior que nos dias de semana.

Ocorrências por temporada

Diferentemente de Santa Catarina, Angelotti (2004) não observou aumento significativo no número de incidentes no litoral paranaense entre as temporadas 1997/1998 e 2003/2004.

Ocorrências por horário

Entre a primeira temporada analisada e a última, o aumento foi de apenas 12%. deduzindo que esta é uma das variáveis ​​que mais afeta o número de acidentes. 1993) afirmam que nas praias australianas, 46,7% dos acidentes ocorrem entre as 14h00 e as 17h00, o que coincide com os dados apresentados neste artigo.

Ocorrências por modalidade

Dados da vítima

  • Ocorrências por sexo
  • Idade das vítimas
  • Familiaridade com a praia
  • Tipo de usuário
  • Habilidade de natação
  • Uso de drogas
  • Comportamento da vítima
  • Lesões associadas ao acidente

Os resultados são semelhantes aos de Santos (2000), que encontrou o maior número de casos entre 11 e 20 anos. Tais dados divergem um pouco da realidade do litoral centro-norte catarinense no que diz respeito ao número de visitantes ocasionais. Surfistas e nadadores formam um grupo bem menor nas praias e o número de mergulhadores é insignificante.

Figura 15 – Número de ocorrências por sexo da vítima
Figura 15 – Número de ocorrências por sexo da vítima

Dados do resgate

  • Local do resgate quanto ao patrulhamento
  • Local do resgate quanto à quebra das ondas
  • Salva-vidas envolvidos no resgate
  • Equipamento empregado no resgate
  • Cor da bandeira utilizada no posto
  • Sinalização do local do acidente
  • Perigo da praia associado ao acidente

Mais da metade (57%) dos resgates realizados necessitaram de dois socorristas para resgatar a vítima, conforme pode ser observado na Figura 27. Para compensar a redução de militares (efetivamente), o número de civis aumentou (temporariamente), com o total variando de 96 socorristas em uma temporada. Vale destacar também o uso de prancha ou bóia (3%), e a cultura do uso desse tipo de equipamento também cresce entre os socorristas, que acreditam que facilita o resgate.

Figura 26 – Número de ocorrências por local do resgate no mar
Figura 26 – Número de ocorrências por local do resgate no mar

Características da praia

  • Condições do tempo
  • Intensidade do vento
  • Direção do vento
  • Altura da onda
  • Tipo de arrebentação
  • Tipo de corrente presente
  • Intensidade da corrente
  • Forma da praia

1993) encontrou uma taxa de 89,3% e Short (1994) descobriu que 95% dos acidentes estavam relacionados com correntes de retorno. Hoefel e Klein (1998) observaram a predominância de acidentes em correntes, sendo 88% em correntes de retorno e 8% em correntes longitudinais. Nas praias australianas, de acordo com Short et al., 1993), as correntes de retorno foram associadas a 89,3% dos acidentes.

Figura 34 – Intensidade do vento nas praias de Santa Catarina
Figura 34 – Intensidade do vento nas praias de Santa Catarina

Perfil do acidente/acidentado

NÍVEL DE RISCO PÚBLICO DAS PRAIAS DO LITORAL CENTRO-NORTE DE

  • Perigos naturais
  • Número de banhistas e facilidades de acesso
  • Classificação do nível de risco público das praias do litoral centro-norte
  • Salvamentos e prevenções ocorridos nas praias do litoral centro-norte de
  • Comparação entre o nível de risco público (modelo 1) com o nível de
  • Classificação do nível de risco público (modelo empírico – incluindo os
  • Comparação entre o modelo 1 e o modelo empírico, referente ao nível de
  • Comparação da classificação do nível de risco público do presente trabalho
  • Comparação do nível de risco público do presente trabalho com o modelo

5 - Praias com nível de risco 5 (alto) - Apenas a Praia de Gravatá em Navegantes apresentou esse nível de risco. Tabela 13 - Comparação do nível de risco público (modelo 1) com o nível de acidentes e prevenção nas praias do litoral centro-norte catarinense. Tabela 15 - Comparação entre o modelo 1 e o modelo empírico relacionado ao nível de risco público nas praias do litoral centro e norte de Santa Catarina.

Figura 41 - Mapa com o nível de risco público ao banho de mar, tipo e  morfodinâmica das praias do litoral centro-norte catarinense.
Figura 41 - Mapa com o nível de risco público ao banho de mar, tipo e morfodinâmica das praias do litoral centro-norte catarinense.

CONCLUSÕES

DIFICULDADES ENCONTRADAS

SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS

PROPOSTA PARA A CONTINUIDADE DO PROJETO PRAIA SEGURA

Análise do processo de qualificação de salva-vidas: abordagem de um modelo ideal para Santa Catarina.

FIGURA 1. FOTOGRAFIA ÁREA E LOCALIZAÇÃO DOS POSTOS SALVA-VIDAS NA  PRAIA CENTRAL DE BARRA VELHA
FIGURA 1. FOTOGRAFIA ÁREA E LOCALIZAÇÃO DOS POSTOS SALVA-VIDAS NA PRAIA CENTRAL DE BARRA VELHA

MODELO DE REGISTRO DOS ACIDENTES AQUÁTICOS

MODELO DE PLANILHA PARA REGISTRAR OS PERIGOS NATURAIS

MODELO DE PLANILHA PARA REGISTRO DE PREVENÇÕES

MATERIAIS E EQUIPAMENTOS RECOMENDADOS PARA O SERVIÇO

EXEMPLO DE MAPA DE PRAIA AFIXADO NOS POSTOS SALVA-

Veículos: Veículo tipo Kombi para distribuição de pessoal e materiais, que poderá atender as demais praias do Município de Barra Velha; Veículo: Veículo tipo Kombi para distribuição de pessoal e materiais, inclusive para a Praia do Gravatá;

Imagem

Figura 2 – Zonação hidrodinâmica e morfológica tipicamente observada em uma praia  arenosa oceânica
Figura 3 - Presença de mega-cúspides praiais e correntes de retorno na Praia de Quatro Ilhas -  Bombinhas, SC
Figura 5 - Esquema de um sistema de circulação celular simplificada  Fonte: Komar (1976 apud ENGLE et al., 2002)
Figura 6 - Classificação das praias quanto aos perigos naturais  Fonte: Adaptado de Short (2002)
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Referências

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