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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAI

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Academic year: 2023

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É explorada a utilização de técnicas de alocação de recursos em um ambiente que confere autonomia à gestão financeira. Para responder questões sobre o financiamento e a autonomia da gestão financeira das universidades estaduais paranaenses, esta pesquisa tem como objetivo:

Objetivos da pesquisa

Objetivo geral

Porém, recentemente o governo do estado determinou a criação de um grupo de trabalho para avaliar a ampliação da autonomia financeira das universidades estaduais paranaenses, tendo como modelo as universidades de São Paulo, que aceitam a distribuição de recursos com base em um percentual das receitas provenientes o ICMS Estadual. O tema é sem dúvida difícil, polêmico, instigante, mas muito importante para as instituições de ensino superior, especialmente para a Universidade Estadual do Paraná.

Objetivos Específicos

Avalie a alocação de recursos usando o método de rateio e o método de indicadores de desempenho. Simulação de alocação de recursos para IES/PR com base no modelo de cotas e no modelo de indicadores de desempenho, considerando um cenário de concessão de autonomia de gestão financeira.

Justificativa

Por outro lado, conceder autonomia de gestão financeira às instituições de ensino superior, com base em critérios técnicos e de desempenho, permitirá também maior transparência na distribuição de recursos.

Delimitações da Pesquisa

Políticas Públicas e Políticas Educacionais

Segundo o autor, “as políticas públicas recebem informações e demandas dos partidos, da mídia e de grupos de interesse”, que influenciam seus resultados e efeitos. A eficiência, aliada ao fator credibilidade e à delegação de políticas públicas, passaria a ser o principal objetivo das políticas públicas (SOUZA, 2006).

A reforma do Estado e da Educação Superior na década de 1990

A nova Lei de Diretrizes e Fundamentos da Educação Nacional – LDB (Lei 9.394/96) propôs uma reorganização do sistema educacional brasileiro. O plano de desenvolvimento da educação – PDE – teve seu desenvolvimento apoiado em seis pilares: visão para a educação como um todo; territorialidade;

Avaliação de Desempenho e da Qualidade da Educação Superior

A regulação da Avaliação da Educação Superior

Estabelecer programas de desenvolvimento para que as instituições de ensino superior possam estabelecer os seus próprios sistemas de avaliação institucional e de cursos, de preferência alinhados com o sistema nacional. Avaliação dos principais indicadores globais de desempenho do sistema de ensino superior nacional […] definidos no sistema de avaliação.

Políticas de Financiamento da Educação Superior

Financiamento das Instituições Públicas de Ensino Superior

Isso nos leva a uma questão: qual volume de recursos será necessário para manter as atividades de ensino, pesquisa e extensão e promover o desenvolvimento das instituições de ensino superior paranaenses. Amaral (2008) afirma que encontrar um mecanismo de financiamento que responda à demanda por recursos suficientes para manter e desenvolver as atividades universitárias tornou-se uma das tarefas mais complexas a serem enfrentadas na implementação da autonomia prevista no artigo 207 da Constituição.

Autonomia Universitária

Dimensões da Autonomia Universitária

A dimensão da autonomia universitária, na concepção de Durham, deriva primeiro da organização do trabalho, uma vez que a universidade é o resultado da associação de trabalhadores que possuem o conhecimento necessário à produção e a responsabilidade de garantir a qualidade dos bens que fornecem. produz ou pelos serviços que presta (DURHAM, 1989). Ranieri (1994) entende que a autonomia administrativa é instrumento, resultado e condição da autonomia didático-científica e pressuposto da autonomia financeira e de gestão patrimonial. O autor reconhece que a auto-organização e a padronização das atividades centrais da universidade ocorrem por meio da autonomia administrativa.

Ranieri (1994, p. 129) reconhece que a autonomia financeira e de gestão patrimonial é “a ação da universidade na administração dos recursos públicos, financeiros e materiais, colocados à sua disposição”, o que implica na capacidade de preparar, executar e reestruturar orçamentos ; constituir ativos e aliená-los. Com base em tais argumentos, há necessidade de tecer outras considerações a seguir sobre a autonomia da gestão financeira, foco principal do objeto investigado.

Autonomia de Gestão Financeira Patrimonial

Portanto, autonomia de gestão financeira é a capacidade das universidades de gerir um orçamento global, com liberdade para movimentar recursos entre grupos de gastos, tais como: pessoal, financiamento e capital. Quanto à autonomia da gestão financeira, remetemos às considerações do ilustre ministro Celso de Mello, contidas no relatório do desembargador. Nesse sentido, as universidades paulistas gozam, desde 1989, de um modelo de autonomia de gestão financeira e orçamentária, viabilizado por um decreto do governo estadual, que permitiu às universidades uma possibilidade efetiva de autogestão, criando um fluxo de recursos de cotas. -parte da arrecadação do ICMS do Estado de São Paulo (RANIERI, 1994).

No estado do Paraná, a iniciativa mais eficaz de autonomia de gestão financeira ocorreu em 1999 com a assinatura do contrato de autonomia temporária do IEES Paraná durante o governo de Jaime Lerner. A questão da autonomia na gestão financeira e patrimonial há muito é reivindicada pelas universidades públicas brasileiras, mas nada mais tem sido do que reflexões e discussões sobre um modelo de gestão que atenda às demandas das universidades e aos interesses do governo.

Sistema Orçamentário

A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das unidades da administração direta e indireta, em termos de legalidade, legitimidade, finanças, aplicação de subsídios e isenção de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, por meio de controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada potência. A fiscalização contabilística, financeira, orçamental, operacional e patrimonial do Estado e das unidades da administração directa e indirecta em termos de legalidade, legitimidade, economia, utilização de subsídios e isenção de receitas será exercida pela assembleia legislativa através de controlo externo e por sistema de controle interno de todos os poderes. 165 da Constituição Federal, estabelecerá de forma regionalizada as diretrizes, metas e objetivos da Administração Pública Federal para as despesas de capital e outras despesas correntes e para as relativas a programas de duração contínua.

De acordo com o §5º do artigo 165 da Constituição Federal, a lei orçamentária compreende: .. a) o orçamento fiscal, que se refere às competências da União, de seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive as fundações que sejam estabelecido e mantido pelo Power Audience;. A constituição nacional estipula que a lei orçamental anual inclui: orçamento fiscal; orçamento próprio da administração indireta; orçamento de investimento das empresas públicas.

Classificação da Pesquisa

  • Quanto aos Objetivos
  • Quanto à abordagem
  • Quanto à natureza
  • Quanto aos procedimentos técnicos do Estudo

Este estudo caracteriza-se em termos de natureza como pesquisa aplicada, pois tem por finalidade gerar conhecimento para aplicação prática na resolução de determinado problema. Quanto aos procedimentos técnicos, o estudo classifica-se como um estudo de caso tendo como universo de pesquisa o conjunto de sete universidades estaduais do Paraná. Para Gil (2010), o estudo de caso caracteriza-se pelo estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de forma que permita um conhecimento amplo e detalhado, tarefa difícil, considerando a impossibilidade de informações e dados de uma pesquisa específica. objeto.

O estudo de caso é um método utilizado em diversas situações para contribuir para o desenvolvimento do conhecimento sobre fenômenos individuais, grupais, organizacionais, sociais, políticos e similares. Além disso, segundo Yin (2010, p. 39), um estudo de caso é uma investigação empírica que investiga um “fenômeno contemporâneo em seu contexto de vida real”, especialmente quando as fronteiras entre fenômeno e contexto não são claramente visíveis.

Coleta de Dados

Análise e Interpretação dos Dados

Roteiro Metodológico

  • Pesquisa Bibliográfica
  • Elaboração do Instrumento de Mensuração
  • Construção do Método Constante de Cotas
  • Construção do Método Cotas ajustado por Indicadores

O segundo modelo determina o volume de recursos entre IES, com base em elementos estruturais e elementos de avaliação, subdivididos em: Indicadores de Estrutura, Indicadores de Resultados e Indicadores de Desempenho. A utilização de indicadores de desempenho para mensurar os resultados alcançados pelos gestores é uma metodologia relacionada ao conceito de gestão orientada para resultados. Os elementos estão listados em 03 grupos de indicadores: Indicadores de estrutura; Indicadores de resultados; Indicadores de desempenho.

Os Indicadores Estruturais visam medir as necessidades de recursos para a manutenção operacional das instituições, caracterizadas por. Conforme observado no indicador de resultado, os indicadores de desempenho não podem ser linearizados devido a diferenças estruturais.

Figura 1 - Determinação do Índice de Participação das IES Estaduais na RTL
Figura 1 - Determinação do Índice de Participação das IES Estaduais na RTL

Caracterização do objeto de estudo

Instituições integrantes do sistema de ensino superior

Faculdade Estadual de Filosofia, Letras de Londrina; Faculdade Estadual de Odontologia de Londrina; Faculdade de Medicina do Paraná e Faculdade Estadual de Economia e Ciências Contábeis de Londrina. Faculdade Estadual de Ciências Econômicas de Maringá; Faculdade Estadual de Direito de Maringá; Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Maringá e Instituto de Ciências Exatas e Tecnológicas de Maringá. UEPG – Universidade Estadual de Ponta Grossa – instituída pela Lei nº 6.034, de 6 de novembro de 1969 e regulamentada pelo Decreto nº 18.111, de 28 de janeiro de 1970, que resultou da criação das faculdades: Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Ponta Grossa, Faculdade Estadual de Farmácia e Odontologia de Ponta Grossa, Faculdade Estadual de Direito de Ponta Grossa e Faculdade Estadual de Economia e Administração de Ponta Grossa.

A Fundação da Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Guarapuava e a Fundação da Faculdade Estadual de Educação, Ciências e Letras do Irat. UENP – Universidade Estadual do Norte do Paraná – instituída pela lei nº. 15.300, de 28 de setembro de 2006, resultado da fusão das faculdades: Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Cornélio Procópio, Faculdade Estadual de Filosofia de Jacarezinho, Faculdade de Educação Física e Fisioterapia, Faculdade de Direito do Norte Pioneiro, Faculdades Luiz Meneghel.

Programação do orçamento-programa

Execução do Orçamento-programa

A Tabela 2 abaixo mostra a evolução nominal da execução orçamentária no ensino superior no Paraná, no período de 2003 a 2013. Fica claro que houve uma evolução percentual nominal bastante inconsistente a cada ano, em comparação com os anos anteriores. ano. Para melhor visualizar a comparação da evolução da receita tributária líquida do Estado do Paraná e dos recursos repassados ​​pelo Estado do Paraná ao IEES no período de 2003 a 2013, a Tabela 3 apresenta os valores arrecadados da RTL. , os valores que o Estado transferiu para o IEES e o percentual dessa participação no período.

Este aumento já se verifica na evolução nominal do orçamento, apresentada na tabela 2, que se deve à reorganização da carreira técnica administrativa e à concessão de reajustes salariais na tabela salarial para a carreira docente. A evolução da receita tributária líquida do estado e das despesas com recursos do tesouro estadual no ensino superior, de 2003 a 2013, pode ser observada comparativamente no gráfico 1, que mostra o crescimento linear.

Tabela 2 - Evolução Nominal dos Recursos do Tesouro executados pelas IEES
Tabela 2 - Evolução Nominal dos Recursos do Tesouro executados pelas IEES

A distribuição de recursos às IEES com base em Indicadores

Modelo Constante de Cotas

Esse método baseou-se na determinação de uma participação percentual das Instituições de Ensino Superior do Estado do Paraná na receita tributária líquida do Estado do Paraná, conforme. Esse atraso ocorre entre a data de obtenção das informações - ano 0 - e a data de disponibilização dos recursos - ano 1. As Tabelas 4 e 5 trazem dados relativos ao RTL do Estado do Paraná e aos repasses dos recursos no IEES, de 2003 a 2013.

Após a determinação da quota de participação do IEES, em termos do montante de recursos provenientes do RTL do Estado, segue-se o mesmo critério na redistribuição dos recursos entre instituições de ensino superior, ou seja, comparando a participação relativa dos fundos recebidos por cada recursos das instituições, em relação aos totais de recursos repassados ​​às instituições de ensino superior, conforme Figura 2 (ilustrada). Se aplicarmos os índices de cada IEES para realocar os recursos do ano 1 (2014), obtemos as cotas, conforme mostra a Tabela 07.

Figura  1  -  Determinação  do  Índice  de  Participação  das  IES  Estaduais  na  Receita  Tributária Líquida do Estado do Paraná
Figura 1 - Determinação do Índice de Participação das IES Estaduais na Receita Tributária Líquida do Estado do Paraná

Método Constante de Cotas Ajustado por Indicadores

Portanto, o nível de recursos a atribuir por este indicador é hipoteticamente assumido como sendo de 8% do total de recursos transferidos pelo Estado para o IEES. Os resultados obtidos neste estudo, tanto no método de cotas constantes (subcotas) quanto no método de cotas ajustadas por indicadores, foram bastante positivos no sentido de evidenciarem as diferenças estruturais do IEES/PR para a implementação de uma matriz de distribuição . de recursos. Este modelo foi realizado simplesmente para avaliar a dinâmica da distribuição de recursos entre os IEES, considerando a utilização de indicadores como o principal fator na distribuição dos recursos orçamentários.

Os índices identificados fornecem uma dimensão da necessidade de reduzir a heterogeneidade entre IEES/PR para implementar um método de distribuição baseado em recursos. Uma proposta de simulação e avaliação da alocação de recursos utilizando o método de compartilhamento e o método de indicadores de desempenho foi desenvolvida no Capítulo 4 com base nos modelos propostos no Capítulo 3.

Figura 3 - Simulação do peso dos Indicadores do Modelo de Cotas ajustado
Figura 3 - Simulação do peso dos Indicadores do Modelo de Cotas ajustado

Recomendações para trabalhos futuros

Determina a análise e anuência do CRAFE aos procedimentos destinados à realização de gastos por órgãos diretos e indiretos do Poder Executivo, inclusive instituições de ensino superior. Altera a denominação da carreira de pessoal técnico administrativo das instituições de ensino superior estaduais do Estado do Paraná para carreira técnica universitária e dá outras providências. Determina o número de cargos em comissão específica para fins de regularização, que se destina ao desempenho de funções de direção, direção e assessoria superior nas instituições de ensino superior estaduais - IEES, e dá outras providências.

Concede aumento da escala salarial para profissões docentes de ensino superior em instituições de ensino superior estaduais. Fontes de financiamento e gastos por categoria econômica no ensino superior: uma análise comparativa em três universidades federais da região Sul.

Imagem

Figura 1 - Determinação do Índice de Participação das IES Estaduais na RTL
Figura 2 - Redistribuição dos recursos do Estado entre as IES pelo modelo de Cotas
Figura 3 – Diagrama do Modelo Constante de Cotas
Figura 4 - Estrutura ou Tripé do Ensino Superior
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Referências

Documentos relacionados

A análise das representações sociais de resíduos sólidos dos docentes da UNICENTRO, objetivo também proposto neste trabalho, requereu a utilização de uma