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universidade estadual de feira de santana - UEFS

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Academic year: 2023

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JOVENS E HOMENS: CONVERSANDO SOBRE GÊNERO COM ALUNOS DE UMA ESCOLA PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE FEIRA DE. À coordenação e equipe do Curso de Pós-Graduação em Educação - PPGE da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), pelo esforço e dedicação.

Estudos sobre masculinidades no contexto escolar

Outra coleção de dados utilizada nesta revisão de literatura sobre masculinidades jovens, relações de gênero e escolaridade foram os artigos do autor. Portanto, o presente estudo, relacionado à linha de pesquisa 3, Culturas, Diversidade e Linguagens do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Feira de Santana, pretende contribuir para a implementação da desnaturalização das formas hegemônicas de pensar o gênero relações e sua violência, refletindo as interações entre culturas juvenis no cotidiano escolar.

Masculinidade hegemônica e masculinidades subordinadas

Em relação à cumplicidade como possibilidade de construção da masculinidade e em relação à masculinidade hegemônica, Connell (1997) questiona se os homens realmente cumprem fielmente as demandas sociais da masculinidade hegemônica. Uma terceira forma de tecer a masculinidade em relação à masculinidade hegemônica, apontada por Connell (1997), seria a marginalização.

Educação, gênero e juventudes: tecendo discussões sobre identidade e

Segundo Lour (2014, p. 26), “o gênero se constrói no âmbito das relações”, e por isso, embora “embora os estudos continuem a favorecer as análises sobre as mulheres, as pesquisas também se concentram nos homens”. (LOURO, 2014, p. 26). A respeito dos estudos de Foucault, Hall afirma que “quanto mais coletiva e organizada for a natureza das instituições da modernidade tardia, maior será o isolamento, o controle e a individualização do sujeito individual” (HALL, 2000, p. 43).

Pesquisando com jovens

Por fim, consideramos que a proposta metodológica não é feita apenas com base em métodos e instrumentos previamente pensados, mas também agradecida e reconstruída a partir do que foi vivenciado no campo da pesquisa. A inserção no campo de pesquisa permite intensificar o diálogo com os sujeitos e provocar mudanças no cotidiano escolar.

A aproximação com o campo e os participantes da pesquisa

O desafio de falar sobre gênero na escola

Nestes dois encontros, os professores trouxeram alguns relatos sobre questões/relações de género. Neste grupo, porém, há professores que pensam e desafiam a heteronormatividade e as formas naturalizadas de pensar as relações de género.

Os sujeitos da pesquisa

Dos jovens e jovens que participaram desta fase da pesquisa, 45,7% moram com pai e mãe e 27,7% moram apenas com a mãe. Para tanto, apresento a seguir as estratégias que foram utilizadas para desenvolver as etapas seguintes da pesquisa.

Estratégias de pesquisa na produção de dados

  • A caixa de opiniões sobre masculinidades e a cantina
  • A aplicação do questionário
  • Os grupos de discussão
  • As entrevistas

Após o contacto com os professores, a minha aproximação aos jovens aconteceu de forma espontânea. Os jovens alegaram que seus pais não permitiam que participassem por causa do assunto em estudo. Contudo, as mulheres jovens demonstraram mais interesse em participar no grupo de discussão do que os homens jovens.

Assim, grupos foram formados após aplicação do questionário aos jovens que tinham interesse em participar da pesquisa. Após esta fase de inscrições, foram realizados 6 encontros com rapazes e moças, com aproximadamente 12 participantes em cada encontro. Este contacto inicial com os jovens proporcionou um início positivo e enriquecedor à fase de discussão em grupo.

As entrevistas com os rapazes e moças que já haviam participado dos grupos de discussão foram facilitadas e fluíram com mais fluidez.

Perfil socioeconômico e psicossocial

Questionados, durante o questionário, sobre identidade de género, 72 jovens afirmaram considerar-se cisgénero, 2 jovens afirmaram ser transgénero e 11 não responderam a esta questão. Em relação à identidade sexual; 72 jovens se declararam heterossexuais; 4 responderam que são homossexuais; 2 afirmaram ser bissexuais; 5 não responderam a esta pergunta. Ainda em termos de dados relativos às relações afetivas e sexuais dos jovens, 56,6% responderam que já tinham tido relações sexuais e 42,1% afirmaram não ter tido relações sexuais.

Portanto, 47,58% dos 83 jovens entrevistados afirmaram que gênero não é um tema importante para ser discutido na religião. Em relação ao que os jovens pensam sobre a existência de comportamentos exclusivamente femininos e exclusivamente masculinos e quais seriam esses comportamentos, 16,87% responderam que sim, existe um comportamento tipicamente feminino; 28,92% disseram que não e o restante não respondeu. Sobre qual seria o comportamento feminino, os jovens afirmaram que estariam: usando maquiagem; não use roupas largas; que não é certo que existam padrões.

Quando questionados se alguma vez sofreram discriminação com base na identidade de género e na identidade de género, obtivemos as seguintes respostas: 73,4% responderam que não foram prejudicados, enquanto apenas 3,6% responderam que já sofreram preconceitos relacionados com a identidade de género e identidade de gênero.

Contextos de socialização e a configuração das identidades de gênero

Processos de socialização na família

Nesse sentido, Messeder (2015) enfatiza a importância da desconstrução das relações dicotômicas de gênero com ênfase na relação entre heterossexual e homossexual, problematizando as representações sociais de mulheres reais e de homens reais. É importante notar também que, atualmente, um dos termos mais comentados na mídia e nas redes sociais é ideologia de gênero. A noção de ideologia de género baseia-se numa visão da “lógica comum” da ideologia, como um conjunto de ideias que orientam valores e comportamentos na sociedade.

Ao ser questionado sobre como foi educado para construir sua identidade de gênero e identidade sexual, Diego afirma: Porém, vale ressaltar que os modelos hegemônicos e universais de reprodução das relações de gênero e de constituição de. Os jovens tecem sentidos e sentidos sobre as identidades de gênero e sexuais diferentes das construções identitárias defendidas pelas famílias que se consideram tradicionais, como o relato do jovem Guilherme que aponta:.

Esta intenção articula então as identidades de género. normal” para um único modelo de identidade sexual: a identidade heterossexual.

Processos de socialização juvenil e a religião

Mas é interessante quando a jovem Carol (17 anos, bissexual, afro-brasileira) também utiliza fundamentos religiosos para enfatizar que se a Bíblia fala de amor, o contrário seria a opressão devido às diferentes identidades sexuais e de gênero. Mas eu tenho esse pensamento, não sou obrigado a aceitar, mas sou obrigado a respeitar. Porque sei que meu papel como evangélico não é apontar o dedo, porque não sou Deus, não sou juiz, não tenho que julgar.

Então prefiro não julgar, na verdade prefiro respeitar, mesmo não sendo perfeito. Alguns discursos enfatizaram que Deus criou o homem e a mulher e que outras formas de relacionamento não eram corretas nem naturais. Izabela: Mas fui criada de forma doutrinária, então, para mim, não tenho nada contra, tenho amigas divorciadas, adoro amizade com moças divorciadas, a melhor amizade que existe, mas.

Os discursos religiosos destacados pelos jovens nos grupos de discussão confirmam o atual cenário social e político que tem tentado controlar as relações de gênero, com base em argumentos fundamentalistas, conservadores, moralistas e em nome da religião, a negação e a retirada de direitos que têm sido conquistada na coexistência de diferentes identidades de gênero e sexuais e também no uso do espaço público e da representação política para incentivar práticas excludentes.

Processo de socialização juvenil e o cotidiano escolar

Deste ponto de vista, é relevante problematizar a forma como os discursos de género são contados na escola e lançar luz sobre os discursos dos jovens sobre a sua experiência escolar relacionada com questões de género. Para tanto, nas entrevistas realizadas com os jovens, foram levantadas algumas questões sobre o tema das relações de gênero na escola, a exemplo do que o jovem Bruno (21 anos, heterossexual, evangélico, homem) disse: rapaz..eu não vejo muito ao falar sobre debates de gênero. A falta de problematização destas questões de género nas escolas sugere uma reflexão sobre as razões que ainda estão por trás de tal silenciamento, mesmo nas expressões juvenis das relações de género, seja do ponto de vista da desconstrução ou do reforço de modelos padrão de ser homem ou mulher. ; Tais questões também dizem respeito às relações de poder e à violência baseadas em funções sociais cristalizadas e naturalizadas como hegemônicas.

Para Diego, as relações de gênero não podem ser entendidas como padrões únicos e determinísticos, mas devem ser vistas na diversidade de suas experiências. Com base no relato de Diego, percebe-se como as relações de gênero aparecem no cotidiano escolar, mas ainda de forma excludente, discriminatória e não problemática. Foi utilizado para explorar a relação com o currículo e as dificuldades da pedagogia neutra em termos de género.

Assim, os homens negros também são convidados a discutir a masculinidade negra e questionar os efeitos do patriarcado, pensando questões de raça e gênero de forma articulada.

Relação com o corpo

Neste encontro, os alunos discutem a existência de diferentes formas de ser homem e ao mesmo tempo “homens que se escondem” por medo do preconceito. Assim, o primeiro grupo, formado por 3 mulheres e 1 homem, enfatizou na fala de uma das meninas que atualmente os homens gostam de ir aos salões de beleza, que cuidam melhor do corpo e se barbeiam, e para finalizar a fala ela disse que “não havia mais homens” e que “todos os homens eram gays”. Guilherme: Porque eu venho dizer ao meu pai que sou gay, ele pensa que estou morta para ele.

Então, se eu for até ele assim, ele vai dizer que estou morto e pensa que estou, ou ele me mata ou eu morro, ou vou sair de casa e morar longe dele. Letícia: Por isso eu sempre digo para não generalizar, mesmo que você destaque uma ou duas pessoas da sociedade, não precisa generalizar nada. Quem olha para ele diz que ele é gay, quem olha para mim diz que sou lésbica.

Ketlyn: Mas também é porque já está na cabeça da sociedade que se você usar roupa curta o homem está brincando.

Relações afetivas e sexualidade

A seguir, discutiremos como os jovens deste estudo estabeleceram relações afetivas e sexuais, levando em consideração a diversidade de identidades de gênero e sexuais. Por outro lado, revelam como os jovens construíram e vivenciaram diferentes experiências emocionais e amizades que estão em conflito com os princípios considerados normativos para as relações de género. Tal controle das identidades de gênero e das identidades sexuais deslegitima outras possibilidades de ser homem e mulher, bem como incentiva práticas.

Este é um contexto de embates entre o que já foi alcançado e a defesa do regresso ao conservadorismo nas relações de género. As relações de género são muitas vezes naturalizadas e vistas de uma perspectiva biológica, e as diferenças são silenciadas. A realização deste estudo proporcionou a oportunidade de aprofundamento teórico e escuta de diferentes realidades relativas às relações de gênero.

O conceito de gênero: uma palestra baseada no trabalho do GT Sociologia da Educação da ANPED. Mirela Figueiredo Santos Iriart, convido você a participar da pesquisa intitulada: Juventudes e Masculinidades: (des)construções das relações de gênero em uma escola pública da cidade de Feira de Santana-BA. Declaro que após ser esclarecido pela pesquisadora, ter lido este termo e entendido tudo o que me foi explicado, concordo em participar da Pesquisa intitulada Juventude e Masculinidade: (des)construções das Relações de Gênero em uma escola pública do município de Feira de Santana-BA.

Referências

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RESUMO A presente pesquisa estuda a relação entre a experiência diplomática de Gabriel González Videla no Brasil 1942-1944, a re formulação de seu pensamento político e seu