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universidade estadual de feira de santana - UEFS

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PARTICIPAÇÃO DO CIDADÃO NO CONSELHO MUNICIPAL E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A GESTÃO DA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. Porém, é por meio do Sistema Único de Assistência Social (SUAS4) que essa rede de serviços transfere a extensão dos seus direitos aos cidadãos, protegendo-os de situações de risco, desde a sua sobrevivência até a necessidade de estreitar relações. Família e sociedade, que também contribuem para a sua participação cívica (BRASIL, 2004).

PERCURSO METODOLÓGICO DA PESQUISA

Posteriormente, a coleta de dados para esta pesquisa caracterizou-se pela obtenção de dados diretamente de. Contudo, a recolha de dados para este estudo baseou-se também em métodos de análise da realidade emergentes da pesquisa documental.

Figura 1: Localização do Conselho de Assistência Social do Município  de Feira de Santana-Ba
Figura 1: Localização do Conselho de Assistência Social do Município de Feira de Santana-Ba

A LIGAÇÃO ENTRE O ESTADO E A SOCIEDADE CIVIL E

A QUESTÃO DO ESTADO AMPLIADO

Essa compreensão sugere a intenção de pensar as relações de poder no âmbito do Conselho de Assistência Social de Feira de Santana como ações (estratégias estabelecidas na busca da concretização dos interesses coletivos) que precisam urgentemente ser refletidas antecipadamente (estudo de alternativas para superação dos problemas sociais) e decidido (seleção de alternativas por ordem de prioridade). Além disso, em 2004 foi elaborada a nova Política Nacional de Assistência Social – PNAS (a primeira foi publicada em 1998). Cartilha SUAS 2 / Implicações do SUAS e da gestão descentralizada na implantação dos conselhos de assistência social.Brasília:, 2013c.

OS DESAFIOS DOS REPRESENTANTES E SUAS EXPERIÊNCIAS NO CONTROLE SOCIAL DAS POLÍTICAS MUNICIPAIS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DE FEIRA DE SANTANA-BA. Cartilha SUAS 1 / Diretrizes sobre Assessoramento e Controle Social da Política Pública de Assistência Social.Brasil:, 2013b. Conselho Nacional de Assistência Social - / Diagnóstico Socioterritorial do Município de Feira de Santana-Ba.Brasília:,2013d.Disponível.

Ato que cria o Conselho Municipal de Assistência Social e o Fundo Municipal de Assistência Social.

SOCIEDADE CIVIL: DOS CLÁSSICOS A REALIDADE

AS RELAÇÕES DE PODER ENTRE INTERESSES E

Fica claro que as manifestações de poder no sentido do autor são possíveis de serem compreendidas, mesmo que de forma mutilada, a partir de um cenário onde as relações entre os sujeitos são decisivas para a descoberta das condições e do sentido que as une. Ao lado do conceito de poder de Weber, o conceito de poder de Parsons encontra convergência em seu significado. Para ser mais específico, vale a pena ao autor defender algumas aplicações para a avaliação e investigação de um sistema relacional de poder.

A multiplicidade de processos sustenta este estudo ao ajudar a esclarecer as fases da pesquisa proposta à luz das relações de poder. Sob estas referências, deve-se concordar que as relações de poder ocorrem em diferentes momentos da sua aplicação. Falamos de arena porque, segundo o pensador, as relações entre classes estão rigorosamente situadas em processos de luta e, portanto, costumam ser caracterizadas por relações de poder. Para o poder, o marxista propõe “a capacidade de uma sociedade de classes realizar os seus interesses e objectivos específicos”. (pág. 100).

Num sentido lato, a ideologia dominante que se inscreve e se materializa no aparelho de poder do Estado implica "precisamente a implementação e o domínio de um saber e de um discurso [...] em que as massas populares são excluídas" da formulação e da sua implementação . (POULANTZAS, 2000, p. 54).

A PARTICIPAÇÃO CIDADÃ NA PERSPECTIVA DA GESTÃO

BREVE HISTÓRICO DA POLÍTICA PÚBLICA DE

A contribuição acima mencionada é um elemento fundamental e relevante para a criação de abordagens à participação cidadã na perspectiva da gestão dos Conselhos Assistenciais. A partir de agora, tentaremos discutir a política pública de assistência social no caso brasileiro como um instrumento privilegiado do Estado, que tem a finalidade fixa de aliviar as tensões sociais decorrentes da relação capital x trabalho, por meio da manutenção assistida da subalternidade e a prestação de serviços mínimos destinados aos condenados à exclusão socioeconómica. 53 A principal barreira manifestada no governo do ex-presidente Itamar Franco foi a aceitação não imediata da prerrogativa do controle social, seja na sua fase deliberativa, consultiva, normativa e fiscalizadora, exercida pela sociedade durante a política de assistência social.

54 Assistência Social A Proteção Social consiste no conjunto de ações, cuidados, atenção, benefícios e assistências oferecidas pelo SUAS para reduzir e prevenir o impacto das vicissitudes sociais e naturais no ciclo vital, na dignidade humana e na família como núcleo fundamental do apoio afetivo , biológico e relacional (BRASIL, 2004, p. 90). Com efeito, neste período foi desencadeado um processo de reestruturação da política pública de assistência social, com a ambição de uma nova configuração para a mesma, bem como a promoção da construção coletiva do redesenho desta política na perspectiva do Sistema Único de Assistência Social. -DIN. Dessa forma, a PNAS aprovada expressa a essencialidade do conteúdo da Assistência Social, que se caracteriza legitimamente como uma política “responsável por oferecer proteção social à parcela da população afetada por situações, contextos ou processos produtores de vulnerabilidade social” (CARVALHO , 2006, pág. 124).

Na prática, a Assistência Social enquanto política pública estadual propunha a necessária ruptura com o clientelismo e o favoritismo e as políticas de caso.

ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DOS CONSELHOS

Não é por acaso que as atribuições dos Conselhos de Assistência Social trazem essencialmente o caráter de planejar no tratamento dos problemas e sugerir soluções com seu caráter consultivo para uma melhor oferta de serviços, programas e projetos. Abaixo segue uma tabela com a estrutura administrativa dos Conselhos de Assistência Social para melhor compreensão de suas especificidades. Diretrizes gerais do Conselho Nacional de Assistência Social para adequação da lei de criação de conselhos à regulamentação aplicável e implementação do controle social no SUAS.

2º da Lei nº 8.429/92, que tem como uma das principais atribuições o exercício do controle social sobre as políticas públicas de assistência social. Portanto, para esta reflexão, será limitado o entendimento de controle social como o envolvimento da sociedade civil organizada71 nas fases de gestão das ações governamentais, desenvolvidas pelo Conselho de Assistência Social. Um dos destaques desta nova era é a criação de conselhos municipais de assistência social com caráter descentralizado e participativo.

No que diz respeito à sua missão, a CMASFSA tem como principal tarefa mediar a relação entre a sociedade civil e as autoridades públicas locais e proporcionar um controlo social abrangente na implementação do planeamento de políticas públicas de assistência social.

Figura 2 – Competências essenciais para conselheiros e conselheiras
Figura 2 – Competências essenciais para conselheiros e conselheiras

PEDAGOGIA DA PARTICIPAÇÃO

Mas, para além disso, o próximo ponto que se segue procurará esclarecer e apresentar reflexões teóricas e críticas, relacionadas com as diferentes formas de participação. Cada uma dessas legislações estabeleceu a participação de forma diferente, mas a partir da década de 1990, todas essas formas de participação passaram a ser conhecidas como conselhos (AVRITZER, et al. Entre as diferentes formas de participação que surgiram no Brasil imediatamente após o período pós-autoritário, o Orçamento Participativo assumiu uma importância especial pelas suas práticas bem sucedidas, como este estudo já descreveu.

Na tentativa de fortalecer ainda mais o debate sobre as modalidades de participação, utilizou-se Souza (2002), que contribui para a reflexão de 3 (três) graus de participação. Cooptação: Semelhante à cogestão implementada de forma inconsistente; Embora possa ser aceite alguma forma de participação na tomada de decisões, o objectivo geral é envolver a sociedade civil na gestão, a fim de obter maior apoio às acções governamentais, definidas de acordo com canais e formas convencionais. Por outro lado, o conceito de participação política está enraizado em ideologias e é utilizado de diversas formas, como.

Segundo o autor citado acima, a participação cidadã é conceituada como um “processo complexo e contraditório entre a sociedade civil, o Estado e o mercado, em que os papéis são redefinidos através do fortalecimento desta sociedade civil através da ação organizada de indivíduos, grupos e associações " . incluindo e abrangendo todas as outras formas de participação enquanto tais, política, social, popular, entre outras (TEIXEIRA, 2002, p. 30).

OS DESAFIOS DAS REPRESENTAÇÕES E SUAS

CARACTERÍSTICAS SOCIODEMOGRÁFICAS DOS

AS ESTRATÉGIAS DA PARTICIPAÇÃO CIDADÃ NOS

Pela perspectiva escolhida, a discussão que se segue surge a partir das entrevistas realizadas e dos documentos analisados, e tentará obter, analisar e explicar nos limites da pesquisa como os participantes das reuniões do Conselho Municipal de Assistência Social de Feira de Santana - Ba define e identifica as demandas colocadas na agenda de discussão. As ambições em causa estão intimamente ligadas, confirmando e representando as forças sociais originadas nas décadas de 1970 e 1980, que apelavam ao reconhecimento das políticas de assistência social como um direito do cidadão e um dever do Estado. Tanto o nível federal como o estadual têm a oportunidade de expressar as suas opiniões sobre a agenda de discussão quando se trata de questões mais prementes relacionadas com o pacto para melhorar a gestão da política de ajuda.

Nessa perspectiva, no Conselho Assistencial de Feira de Santana existem representantes com direito a voto, esses conselheiros, com algum tipo de vínculo. Ou seja, a possibilidade de proposição de propostas para a agenda do Conselho Municipal de Assistência Social de Feira de Santana por parte de seus atores, segundo os entrevistados, se deve principalmente a um acervo de conhecimentos (avaliação de laudos, fiscalização in loco, sessões de escuta qualificada dirigidas à comunidade e reclamações) que lhes permitam cumprir determinado direito. Ao contextualizar a realidade do Conselho Municipal de Assistência Social de Feira de Santana, significa que um dos grandes motivos da participação da maioria predominante é a luta para que a letra da lei ganhe vida e se concretize, dificuldade que em grande parte consolidada pelos municípios brasileiros.

Outra questão é a falta de tecnologias de gestão e de equipes multidisciplinares na Secretaria de Assistência Social de Feira de Santana, que auxilie o conselho na tomada de decisões.

A GESTÃO PÚBLICA PARTICIPATIVA E SUA INFLUÊNCIA

Então se a pessoa desconhece o processo de tomada de decisão, isso partirá da lógica de uma pessoa que tem poder de argumentar.” Essa afirmação reforça ainda mais a reflexão já impressa no ponto 4.2 desta pesquisa, que discute a participação omitida. provenientes de conselheiros que representam o governo e usuários de serviços de política de ajuda. Os recortes também destacam as experiências do presidente do conselho, o que exige amplo conhecimento da política de ajuda em sentido estrito. Considerando a complexidade dos debates e conjuntamente os processos de uniformização de opiniões, promessas ou acordos informais101, celebrados no calor das reuniões do conselho para resolver problemas imediatos e menos complexos relacionados com a implementação da política de ajuda, também contribuem para a construção de consensos, como demonstrado nas observações.

Dentro do padrão de análise que constitui este estudo, a contribuição do Conselho de Assistência Social de Feira de Santana na gestão da Política Municipal caracteriza-se pelo acompanhamento periódico desta política, que tem a finalidade fixa de monitorar se serviços, programas, projetos e benefícios são operacionalizados de acordo com a lei, bem como cobram soluções do poder público local quando verificados problemas (FEIRA DE SANTANA, 2011). Para corroborar o exposto, é apresentada a tabela a seguir, que contém informações sobre os principais assuntos discutidos durante as reuniões do conselho. De acordo com a contribuição feita, a concretização de interesses no âmbito da política de ajuda também se dá através de uma modalidade de participação que Nogueira (2005) chamaria de corporativa, que visa, por direito próprio.

A modalidade participativa em questão encontra espaço de atuação no conselho municipal de assistência social devido à maior representatividade das organizações sociais prestadoras de serviços no conselho, pois depende de recursos públicos do estado para manter suas atividades.

O ACOMPANHAMENTO DAS DELIBERAÇÕES EMITIDAS

Esta afirmação remete a outros depoimentos que nos levam à autenticação do conselho como espaço pedagógico dentro da política de assistência social do município de Feira de Santana. O conjunto de questões desta unidade de análise indica a complexidade de compreensão dos obstáculos que a Câmara Municipal enfrenta na gestão da política de assistência social do município de Feira de Santana. De qualquer forma, o objetivo deste momento é obter elementos empíricos e teóricos que lancem luz sobre a compreensão ilegal do poder nos processos de trabalho do Conselho Municipal de Assistência Social.

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Política Nacional de Assistência Social (PNAS) - Brasília, Secretaria Nacional de Assistência Social, novembro de 2005. Caderneta SUAS 2 / Implicações do SUAS e da gestão descentralizada na atuação dos conselhos de assistência social.Brasília:, 2013c. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Esta pesquisa tem como objetivo geral analisar a participação cidadã como ferramenta democrática para a gestão das políticas públicas de assistência social no município de Feira de Santana.

Portanto, convidamos você a participar desta pesquisa por meio de uma entrevista gravada com duração média de 45 minutos, que inclui perguntas sobre como se dá a sua participação nas reuniões do Conselho Municipal de Assistência Social de Feira de Santana – CMASFSA.

Figura 4 – Rede influenciadora de tomadas de decisões da Política de  Assistência Social de Feira de Santana
Figura 4 – Rede influenciadora de tomadas de decisões da Política de Assistência Social de Feira de Santana

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Figura 1: Localização do Conselho de Assistência Social do Município  de Feira de Santana-Ba
Foto 1: Momento de observação no Conselho Municipal de Assistência Social  de Feira de Santana-Ba
Foto 2: Momento de observação no Conselho Municipal de Assistência Social  de Feira de Santana-Ba
Figura 2 – Competências essenciais para conselheiros e conselheiras
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Referências

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