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Academic year: 2023

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Dessa forma, levanta-se a hipótese de que o exercício da autoria narrativa sobre as memórias pode contribuir para melhorar a relação dos alunos com a escrita. O objeto de investigação da pesquisa de mestrado foi a relação dos alunos do PARFOR2/UENF com a escrita, levando em consideração o medo de escrever, e como a autoria narrativa pode ser vivenciada pelos alunos do PARFOR/UENF no sentido da busca pelo 'n' mais amigável". com a escrita.

O QUE A ESCRITA DEVERIA SER NA ESCOLA

É importante chamar a atenção para o fato de que a frase medo de escrever tem norteado minha busca por pesquisas sobre esse tema. Em Preconceito Linguístico (2003), Marcos Bagno aponta para uma reflexão sobre a visão avaliativa do professor de português sobre o texto: “É uma preocupação quase exclusiva com a forma, qualquer que seja o conteúdo nela contido” (BAGNO, 2003, p. 131).

O MEDO DE ESCREVER : RESULTADO DO QUE ACONTECE NA ESCOLA ?

O mundo das regras impõe uma escrita “de fora”, externamente, apenas a partir de uma dimensão do outro, e o sujeito não se encontra, portanto, nesta possibilidade de texto. Os professores enfatizam a falta de motivação e o hábito da escrita dos alunos como parte dos problemas no desenvolvimento da escrita na escola, por isso acabam se responsabilizando pelos problemas de escrita dos alunos fora da sala de aula.

A LGUNS ASPECTOS HISTÓRICOS SOBRE A NOÇÃO DE AUTOR

Em sua série de exemplos, Furetière demonstra atenção semelhante à presença da mulher entre as escritoras: “Isso também se diz de uma mulher que se firmou como escritora ao escrever um livro ou uma peça. Para Chartier (1998, p. 7): “o sonho de uma biblioteca universal, real ou intangível, contendo todas as obras já escritas, o surgimento de uma nova definição do livro, que é um objeto, um texto e um autor indissociavelmente associado. algumas invenções que mudaram as relações com os textos desde Gutenberg”.

O CONCEITO DE FUNÇÃO - AUTOR

A função-autor na perspectiva de Michel Foucault

Dessa forma, a função autoral não se constrói espontaneamente como uma associação da fala com uma pessoa: “É o resultado de uma operação complexa que constrói um determinado ser da razão denominado autor. Para ser reconhecido como autor de um livro ou texto, esse sujeito deve corresponder à característica principal do discurso que carrega a função autoral (idem, p. 275).

A perspectiva da função-autor de Eni Orlandi

Através das respostas dos alunos, pudemos constatar que o medo da escrita e a insegurança são problemas recorrentes na formação docente. A ideia de criar um livro junto com os alunos-professores fazia parte do planejamento da disciplina, mas naquele momento surgiu a ideia de que o medo dos alunos em escrever poderia se tornar objeto de pesquisa. O fato de escrever sobre uma experiência através da memória vivida traz a possibilidade de uma escrita significativa, presente em cada indivíduo.

Sobre o hábito de escrever entre os 17 participantes da pesquisa, 5 deles responderam afirmativamente que possuem esse hábito de escrever, e 12 deles responderam que não possuem o hábito de escrever. Para analisar os resultados, os alunos foram divididos em dois grupos que apresentavam motivos distintos para terem medo de escrever. A análise levou à conclusão de que se todas as manifestações elencadas relacionadas ao medo de escrever estivessem presentes nas respostas dos alunos investigados, antes e depois.

Portanto, destacamos que o medo de escrever é muito forte entre as estudantes e muito precisa ser feito no processo de desconstrução desse sentimento. Programa de Pós-Graduação Mestrado em Cognição e Linguagem - PGCL/UENF Pesquisa: O MEDO DE ESCREVER: QUESTÕES DE AUTORIA NARRATIVA. Programa de Pós-Graduação Mestrado em Cognição e Linguagem - PGCL/UENF Pesquisa: O MEDO DE ESCREVER: problemas de autoria narrativa entre alunos/professores do PARFOR/UENF.

Diante da atividade de escrever essa história, você já pensou: “por que e por que vou escrever essa história?”.

M EMÓRIA , NARRAÇÃO E HISTÓRIA DE VIVIDA COMO “ MATÉRIA PRIMA ” PARA A

O NDE INICIA A PESQUISA : A EXPERIÊNCIA DA AUTORIA COM AS ALUNAS -

Na primeira hora do curso Material didático Alfabetização: criação e aplicação, em março de 2011, os alunos do PARFOR/UENF, logo após a apresentação individual, foram convidados a escrever uma história maravilhosa que viveram em sala de aula. Após a rodada de histórias, a professora pediu aos alunos que escrevessem um título no papel para as cinco histórias que lembraram primeiro. Ficou acertado que as quatro histórias mais lembradas pelos alunos fariam parte de uma história em quadrinhos, feita pelos próprios da Micro Editora Semi Artesanal (MESA) que a professora estava financiando com um projeto do Centro de História Oral do Laboratório de Edukimi e estudos de línguas.

Um ano após o referido “primeiro dia de aula”, o resultado mais visível desta experiência foi a produção de 60 exemplares do livro “Professores Autores: Memórias Profissionais”, com 90 páginas; que, além dos quatro quadrinhos, a. Tabela 1 – Lista de títulos de histórias em quadrinhos dos alunos do PARFOR/UENF do 1º curso de Pedagogia do PARFOR/UENF, turma 2011-1. Essa nomeação das histórias representou por si só uma experiência de deleite para os escritores, diante da surpresa de encontrar uma história pronta em seu passado, “só falta o título”, como disse um dos professores-alunos.

C ONSTRUÇÃO DO INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS

Foi aplicado um questionário de identificação cujo conteúdo focou principalmente na verificação de ‘fatos’ para que pudéssemos conhecer os alunos. Essas perguntas também são categorizadas como “orientadas pelo conteúdo, principalmente para verificação de sentimento” porque se trata de uma autoavaliação. Sobre o que a pessoa sente também é enfatizado como “[..] conteúdos voltados à verificação de crenças sobre os fatos” (SELLTIZ et al., 1974, p.276).

O questionamento está focado em “[..] conteúdos destinados a verificar crenças sobre fatos” (SELLTIZ et al., 1974, p. 276), como cada um dos alunos sentiu que faltava alguma coisa, um aluno respondeu que não tinha o hábito de ler, a outra já respondeu que lhe falta coragem. São questões que surgem quando queremos verificar conteúdos, que visam principalmente verificar crenças sobre fatos. Essa questão também faz parte do conteúdo destinado a verificar crenças sobre fatos (SELLTIZ et al., 1974, p. 276).

O PERFIL DAS ALUNAS PARTICIPANTES DA PESQUISA

Todos os participantes são professores atuantes na rede municipal de ensino das cidades de Campos dos Goytacazes e do município de São João da Barra e Macaé, este é um dos requisitos para poder cursar licenciatura em pedagogia no PARFOR/UENF. Neste grupo, 2 alunos são professores da Secretaria Municipal de Educação de São João da Barra, um total de 14 alunos são professores da Secretaria Municipal de Educação de Campos dos Goytacazes e 1 aluno é professor da Secretaria Municipal de Educação de Macaé. CIEP Pedro Álvares Cabral que está localizado próximo ao aterro municipal do Município de Campos dos Goytacazes.

Ela nasceu em São João da Barra e leciona em Campos dos Goytacazes, tem duas matrículas e diz que não tem tempo para nada, trabalha em duas escolas e tem a vida corrida e ela só escreve o necessário. M não possui ensino superior e relata que “ele não tem o hábito de escrever, não gosta, eu até queria adquirir esse hábito, mas infelizmente não despertou em mim esse prazer”. Como professora do ensino fundamental, ela diz que tem obrigação de escrever corretamente e quando não consegue sofre muito.

A S PERCEPÇÕES DAS ALUNAS EM RELAÇÃO À ESCRITA

Quando os alunos-professores foram questionados sobre o seu gosto pela escrita, sete responderam que sim, que gostam de escrever e que a escrita lhes permite expressar ideias, sentimentos e emoções. Essa questão tinha 14 opções de resposta e eles poderiam responder mais de uma, apenas 2 responderam que era para ampliar seus conhecimentos, é um número pequeno que se preocupa com o conhecimento. 3 deles foram muito objetivos e responderam que foi para melhorar a escrita, acreditam na prática da escrita como estratégia para ampliar as habilidades e 5 responderam que escreveram para atender às necessidades das aulas; escrever é simplesmente um requisito. A esta questão sobre facilidade de escrita, apenas 4 alunos responderam que sim, e 13 responderam que não têm facilidade para escrever, aluna Ana “Porque me preocupo em escrever bobagens”, aluna Dalva “Às vezes tenho medo de ortografia e concordâncias' , este é o maior medo que assombra todos os alunos.

As alunas Maria, Nélia e Eliane responderam que “É arriscado escrever, porque você não sabe como as pessoas vão entender meus escritos. Nesta questão, 10 responderam sim e 2 responderam não, pois trabalham com Educação Infantil, e um não respondeu. Nesta questão, 11 responderam sim e apenas 4 responderam não que não têm o hábito de reler e reler é o mecanismo para compreender a fala.

P ERCEPÇÕES DAS ALUNAS EM RELAÇÃO AO LIVRO PRONTO

Os alunos estão sempre preocupados com a dificuldade de expressar seus pensamentos, percebendo seus erros e fragilidades. Pode-se afirmar que os alunos ficaram extremamente satisfeitos com o resultado do livro finalizado, ficaram muito emocionados. Através dos questionários utilizados pudemos constatar que os alunos se viam imersos em um mundo novo e cheio de desafios.

Os alunos que participaram da fase exploratória do estudo apresentaram incerteza na escrita; seus sentimentos eram quase sempre medo e incerteza. Percebemos a necessidade de tornar públicas as ações, de conscientizar e refletir nos alunos sobre suas práticas pedagógicas em relação à autoria narrativa. Os dados analisados ​​mostraram a grande necessidade dos alunos se integrarem ao mundo tecnológico, de forma mais aberta às mudanças e adaptações para uma nova educação.

A NÁLISE E REFLEXÕES SOBRE A PRODUÇÃO TEXTUAL DOS PROCESSOS DE MEMÓRIAS

As produções textuais sobre “memória e música” a partir de um trecho inicial

Ana fala das lembranças de quando tinha doze anos, quando ouvia muito as músicas de Rita Lee. Ruana se lembra de quando tinha nove anos, ouvindo muito a música “Mamãe eu Quero”. Hilda lembrou que quando tinha oito anos ela ouvia a música "Jeg skal med taxi" Um dia minha mãe chamou um táxi para irmos à missa de formatura da minha irmã, estávamos atrasados ​​porque às táxi chegou, estava desesperado, eu pequena. ausente!!.

CORRÊA, Jackeline Barcelos; FERREIRA, Laís Rodrigues; Autoria e memórias narrativas como estratégia para melhor relacionamento com a autoria de calouros do PARFOR/UENF. CORRÊA, Jackeline Barcelos, CARMO, Gerson Tavares A escrita literária como estratégia para uma melhor relação com a escrita. Campos dos Goytacazes, RJ: Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Cognição e Linguagem, Universidade Estadual do Norte Fluminense, 2013.

INSTRUMENTO 1 PESQUISA EXPERIMENTAL

INSTRUMENTO 2 - INFORMAÇÕES SOBRE DOCENTES-

O que você acha que é necessário para escrever uma boa história? marque mais de uma opção) ( ) 1- O procedimento não é obrigatório. Quando você quer escrever, mas a palavra ou ideia não vem, o que você faz? Você pode marcar mais de uma opção). Qual é a sua emoção/pensamento/memória/sentimento/comentário/pergunta (pode ser uma ou mais destas) neste momento em que você vê o livro finalizado?

INSTRUMENTO 3 - REAÇÃO DIANTE DO LIVRO PRONTO 91

INSTRUMENTO 5 -PRODUÇÃO TEXTUAL

PRODUÇÃO TEXTUAL DE MEMÓRIA E MÚSICA

PARTES DO LIVRO PRODUZIDO

Referências

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Figura 12 – Tarefas relacionadas a mobilidade funcional nas AVDs Fonte: Dados da pesquisa ➢ Avaliação do critério – Mobilidade Avançada Para Moraes 2009 componentes físicos,