• Nenhum resultado encontrado

Importância da orientação educacional no processo educativo

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2017

Share "Importância da orientação educacional no processo educativo"

Copied!
428
0
0

Texto

(1)

A

I~PORTÃNCli , UA O~iENTAÇ~O

EDUCACIONAL

NO PROCESSO EDUCATIVO

·

(2)

PROCESSO

EDUCATIVO

Mlrian Paura Sabrosü

Zip~in

.Grinspun

Tese submetida como requisito parcial

para obtenção do grau de

Mestre em

Educação.

In stituto de

Oepartamento

Rio

de

Janeiro

Functação

Getulio

Vargas

Estudos Avançados em Educação

de

PSicologia da

Educação

(3)

Ao

Erick,

meu

esposo.

amigo

e

colaborador .

I

!

••

, ,

,

.' , /

I

J

f

..

A meus pais,

por toda

a orientação

propiciada na busca de minhas opções.

(4)

Ã

minha família - participante ativa de todos 05

minutos da realização deste trabalho, agradeço 8 ajuda e estímulo.

Ã

Lia Kauffmann Elliott, minha orientadora de dis sertação, pela colaboração constante e o apoio para a rea-lização deste trabalho.

Ã

Direçio e aos Corpos Docellte e Discente do ln5-tituta de Estudos Avançados em Educação

Getúlio Vargas.

IESAE, Fundação

I

Coordenação do Aperfeiçoa mento de Pessoal de Eo sino Superior - CAPES, pela bolsa

cOllcedida

em 1975, para

8 realização deste trabalho.

Ao Centro de Documentação do Instituto de Estudos Avançados em Educação - IESAE, Fundação Getúlio Vargas, es pecialmente a :

Cecília Dornell e s

Nair Teixeira da Costa por toda atenção dispensada.

I

Assessoria de Orientaçio Educacional do Estado do Rio de Janeiro e do Municrpio do ~io de Janeiro, nas pessoas de:

Maria Rita Passere Salamio Regina Maria Leite Garcia

pela colaboraçio quando do levantamento dos dados.

(5)

Ao Dr. Carlo$ Manoel Cotrim por toda

que me foi prestada.

cooperaçao

Aos Orientadores Educacionais consultados prestimosidade das suas respostas.

pela

Aos meus orientandos, aluno:; do Centro

Interesco-lar Ferreira Viana, que me fizeram, ~emprel acreditar na

Importância da Orientação Educacional.

Ã

datilógrafa Lêda da Silva Torres, pela grande

colaboração.

r

Às demais pessoas que. direta ou indiretamente-ainda que em pequena parcela - colaboraram ao longo da ela

boraçã~ deste trabalho,

meu muito obrigada.

Mírian Paura Sabrosa Zippin Grinspun

v

. .

(6)
(7)

5

t;

II

Á

R I O

PREFÁCIO

pág. INTRODUÇÃO

1. Justificativa

. . .

. . .

.

. . ... .

1

-2. Problema .•••••••••••

'. ?-P... ...

5

3. Objetivos . . • . . . . • • • • . •

0.0 0.0 ... 0.0...

14

4. Metodologia • • . • . • • • . . . . • . . • • • ~ . . ... 18

~. Referincias Bibliográficas .•••.•.•••.•••.•.... . 22

CAPITULO I.

EVOLUÇÃO HISTÕRICA DA ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL... 23 1.1. Movimentos propulsores da Orientaçio

Educacional . . . .. . , .. .•.•••.••. .• 26

1.1.1. Movimento Psicom~tri(:o. ...••••.•••••• 26 1.1.2. Movimento Psicopedag~gico • . • . . • . . . 0 . 0 32

1.1.3. Movimento Psicanãlit i co • . • • . . . 0 . 0 35

1.1.4. Movimento em prol da Higiene Mental.. 36 1.1.5. A Revoluçio Industrial. ..•.••.. ..•..• 38 1.1.6. Sintesc do estudo evolutivo cia

orientaçio educacion~l... 41 1.2. Hist5rico da Orientaçio Edueaciona1 no

B r a s i l . . . ... . . 50 1.2.1. Legis1açio da Orienteçio Educacional

no Brasil (1942 • 1976)... 63 1.2.2. Legislação da Orientaçao Educacional

no Estado do Rio de Janei ro (1960 a

1976) . . . • . . . • . . • . . . o . o . 67

1.2.3. Pronunciamentos sobre a Orientaçio

Educacional . . . ' 0 • • • • • • o • • o o • • • • o • • • • 71

1.3. Nece~sidades da Orientaçio Educacional . . . 0 . 0 77

(8)

2.2. Implicações na formação da Orientação

Educacional. . . .. . .. . . .. .. . . .•. . .•.. 90

2.3. Diferentes enfoques teóricos... .•••.•••..••• 93

2.3 . l . Enfoque de Parsoos .•• .•. •• .• •. . . ••• 93

2.3.2. Orientação

IC!entificada

como Orientação 94

2 . 3 . 3 . Orientação como Proc

.'0

científico •. 96

2.3.4. Orien t ação como De5en~olvimento . . . . .. 97

2.3.5. Orientação como Planejamento Pessoal . 98

2.3.6. Orientação como Processo de Decisão .. 99

2.3 .7 . Orientação como Ciência de

Ação

Intencional . .•••. . • . .'. . . .. . ..•••• 100

2 . 3 . 8. Orientação como Reconstrução Social •• 101

2 . 3.9. Orientação como Desenvolvimento

Pessoal. . . • • • . • . • . • . • . . • • . • . . • • • • • . . . 102

2.3 . l0.0rientação como Constelação do Serviço 103

2 . 3.ll.Enfoque Traço e Fato ••. .. • ..•• •.•. .. 104

2.3 . '12.Enfoque Ec1etico •.•••••.•.••. . .• •••• • 106

2.3.l3.Enfoque Comportamenta1 • . . . • . . • . . . . • . • 109

2.3.14.0rientação Centrada no Orientando . . . . 11 2

2 . 3.l5.Enfoque Existencial ••.•• . ••.• • •• •..•• 115

2.3.16.Enfoque Desenvolvimentista .. ..• •.• .• • 115

2.3.l7.Enfoque Multidimensional ...•.••• ••• •• 118

2.3.18.Comparação dos diversos enfoques de

Orientação .. . . • . . . • •• . .•• .•. 122

2.4. Enfoques teóricos da Escolha Vocacional ..••• 125

2.4.1 . A escolha enquanto objetivo da

Orientação Educacional . . . 126

2.4.2 . Escolha Vocacional ..• . •• . ••.•••.•••.. 127

2.5. Algumas Teorias atuais da Escolha Vocacional 128

2.5.1. Classificaçio de ~am~os e NIveis

P r o f i s s i o n a i s . . . 1 29

2.5.2. Estratégia C1Inica .•.••.••••..••••••. 130

(9)

pâg. 2.5.3. Tipologia das Carreiras ..•••...•.•.•. 133 2.5.4. Maturiãade Vocacional •.•..••. • • •• ••.. 136 2.5.5. Concepção Operacional do

Desenvo1vi-mento Vocaciona1 •.•..•.•.••.•• . •...•• 139 2.6. Referências Bibliográficas ...•..••.•..•.•••• 145

CAPITULO III.

CONCEITUAÇAO. • • • • . . • . . . • • . • • . . • . • • . • • . • • . • •• . • • . . 155 3.1 . Diferentes interpretações d conceito de

Orient6çio Educacional •. •.•• ~ ••••••.•••••. .. 155 3.1.1. Orientaç~~ e Aconselhamento .••...•.•• 166 3.1.2. Orientação. Aconselhamento e

P s i c o t e r a p i a . . . 171 3.2. Evolução do Conceito de Orientação

Educacional... . . . 176 3.3. O Conceito de Orientação Educacional no

Brasil ..••..•.• ~ .••...•..•••••••..• . •••••. 181 3.4. Principios da Orientação Ed c8cional •.•.••• . 186

3.5. Objetivos da Orientação Edu 189

3.6. Funç~es da Orientaçio Educa · onal .•• • •..••.. 194

3.6.1. Função de

3.6.2. Função de

3.6.3 . Função de

Coordenação

... . . . .

Consultoria

... .

.

.

. .

.

. . . .

. .

.

Aconselhamento •.•••.••••.••

194 196 198 3.7. Definição de Orientação Educacional . . . . •.••. 201 3.7.1. Processo educativo indivi du21izado • •• 201 3.7.2. De ajuda • • . . . • . . • • • • • . . • . • • 202 3.7.3. Ao Educando • • . . • . . . • . . • . . . • . •.•.•• 205 3.7.4. Em sua progressiva realizaçno pessoal 205 3.7.5. Atraves de opções racionais e

conscientes... .••.•. . . • . . • . . . . 206 3.7.6. Exercida por todos os educadores... .. 206 3.7.7. Em situaç~cs diversas que favorecem

este desenvolvimento •..•.•.•••••••.•• 20a

(10)

CAPITULO IV .

SERVIÇO DE ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL... . . 222 4 . 1. Tipos de Serviço de Orientação Educacional . . 222 4.2 . A Orientação Educacional no Brasil... . ... . .. 230

4.2.1. Orientação Educacional diante da

Lei 5.692 . . . .. .

...

233 4.3. A Orientação Educacional no ensino de 19 grau 240 4.3 . 1. Informação Profission.al . . . .. . . 240 4 . 3.2. Sondagem de Aptid~es • . . . .••••. . .. 242 4.3 . 3. Iniciação para o trabalho •••••.•.•..• 245 4 . 3 . 4 . Aconselhamento Vocacional • .. •.•..•.. • 246 4.4. A Orientação Educacional no ensino de 29 grau 248 4 . 5. Estrutura e funcionamento d q Sistema de

Orientação Educacional no Estado do Rio de

Janeiro . . . .•.• •• . ••••.••.. 252 4.5 . 1. Estrutura e Funcionamento do Sistema

de Orientação Educacional no Munici-·

pio do Rio de Janeircl.. . . 255 4 . 6. Levantamento quantitativo da Orientação

Educacional no Municipio do Rio de Janeiro - ensino de 19 grau . . . ... . . . .. . .. . 4 . 7. Levantamento quantitativo da Orientação

Educacional nos Municipios clo Estado do Rio de Janeiro - ensino de 29 81:au .•.• . •••.•••. 4.8. Referências Bibliogrãficas.~ ••••....••• . .. .

CAPITULO V.

ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL - UMA VISl\O INTEGRADA •.•. 5.1. Ação integrada: operacional :·zação . . .. . •• • •..

5.1 . 1. Conhecimentc da realidade escolar . . •

5 . 1. 2 . Ação junto a dLreçao •...•••. • ••••• . .

.

-5 . 1.3 . Ação junto ao supervisor pedag~gico.

5 . 1.4. Ação junto .:lOS profelssorcs ....••••.•

X

281

283 289

293

303

303

304

304

(11)

5.1.5 . Ação junto

5.1.6.

Ação

junto

5.1.7.

Ação

junt o 5 . 1.8.

Ação

junt o

aos alunos . . .

aos demais especialistas ..

-

família . . . .. . .

a

-

a comunidade . . .. .. .. • . . . . •

pág.

307 308 308 309

5.2. Pontos Principais . . . 310

5.3 . Referências Bibliográficas . . . .. . . 315

CAPITULO VI . CONCLUSÕES E SUGESTÕES . . . 319

6.1. Conclusoes . . . .. . . • . ..

-

.

319

6.2. Sugcs tões .. . . . 326

BIBLIOGRAFIA. . . 329

AP~NDICE I - Relação dos especialistas consultados 379 APtNDICE 11 - Tabelas. . . .. . . .. 382

APfNDICE 111 - Relação dos Distrito~ de Educação e

Culture da Secretaria Municipal de

Educação e Cultura de Município do

Rio de Janeiro . . . . .. .

Xl

394

(12)

TtTU!.O

- Circunscrições Administrativas •••.•.•.••.•••••

Distribuiçio dos Estabelecimentos (fieiais do Estado do Rio de Janeiro por Re&iões Es colares.

- I! Região Escolar .••.•••••••••••••..••••..••.•

a

.-2- Reg140 Escolar ••.•••••••.••..•• ~ •..•.••••••

- 3! Região Escolar •••••••.•.•••.••. ••••.• ·••·••

4 "

.-- - Reg1.80 Escolar .••••.•

...

"

... .

"

.-- 5.--

Regl80 Escolar . . • . . . .

... . . . .

.

.

6 " . - 1

- - Reglao Esco ar ••••••• ••• •••••••••••••••• • ··

Distribuiçio das Equipes de Orientaç;o Edu cacional nos Estabelecimentos Oficiais de

29 Grau do Estado do Rio de JanE:.in> ••••• ••••••

XI I

TABELA

1

2

3

4

5

6

7

(13)
(14)

o presente trabalho tem como centro de interesse

evidenciar a importância da Orientação Educacional no cnsi

no de 19 e 29 graus. Este estudo tem como objetivo

anali-.

.

sar a Orientação Educacional como parte integrante do

pro-cesso educacional e, portanto, necessária ao desenvolvimen

to deste processo.

A

expressio

ORIENTAÇÃO EVUC CIONAL

apareceu

ofi-cialmente no Brasil no Dec. lei n9 4.073. de 30 de janeiro

de 1942 (Lei Orgânica do Ensino Industrial). Observa-se

u-ma curva progressiva da Orientação Educacional no Brasil,

iniciada pelas diversas realizações isoladas,

a consolidação

promulgação da

po~ meio dos preceitos legais,

seguindo-~c

ate chegar

ã

Lei n9 5.692 de 11 de agosto de 1971. que

institui, obrigatoriamente, a Orientaçio Educacional no en

sino de 19 e 29 graue .

No entanto, apesar da Orientaçio Educacional

con-tar com o amparo legal, a situação de fato, encontrada em

nossa realidade escolar, não corresponde

ã

importância que

a Orientação deveria possuir no pro esso educacional.

Estando envolvida com as funções de orientaçao

e-ducacional,

hi

alguns anos, venho obser~alldo

constantemen-te, e ainda hoje, distorções de percepções a atitudes

des-favoráveis, por parte de professores 6 administradores em

relaçio ao trabalho de Orientaçio Educacional.

A

problemática existe diariamente; pergunta-se:

Por que, apesar da Orientação Educacional ter

amparo leeal, professores, dirp.torps,

aceitam a Orientação Educacional?

Por que o orientador, em tal ou tais

XIII

-ainda

nao

(15)

institui-ções, e chamado de

"advogado do.6 aluP'lo.6" , I/IJLmã

Pauta"

ou "pllo6e..6.6oJL PIl.i.vrif.e.g.i.ado"(pelo fato de

não dar aulas)?

- Por que a Orientação Educacional e considerada

como"

ac'e..6.6ôJL.i.o de.

luxo" na tarefa educativa?

Por que o Orientador

ê

visto, apenas,

"c'on.6e.lhe..tllo da. E.6c,ola.",

que realiza

tas e faz ".6e.6.6õe.6

de.

gll

po"?

E, por outro lado •••

. como o

entrevis-Por que

mudanç.a

o Orientador

é

o -nico responsável pele

de

Orientação

comportamento ~os alunos, como se a

possuísse

"podelle..6 mâg.i..c.o.6",

para re

solver toda a l'pJLoblemit ~ c.a" do aluno?

Poderia continuar enumerando uma serie de interro

gações a respeito da Orientação Educacional. Ao procurar,

entretanto, responder a essas perguntas, justapõem-sc a es

te elenco, outras interrogações:

Qual ou quais as causas desta situação encontra

da na realidade escolar?

- Qual a conceituaçio precisa da Orientação?

Existe teoria ou existem teorias que fundamen-tem o trabalho da Orientação Educacional,ou ele,

apenas, se realiza de forme empírica ou

aleató-ria?

Existe, nos COlegios uma est~utura administra ti

va e pedagógica adequada para dar a Orientação

Educacional o dimensionamento devido?

Como, quando e onde podemos detectar os pontos

fundamentais da Orientação, que a torna

indis-pensável ao processo educativo?

Ao procurar responder as p~imeiras perguntas, as

explicações encontradas não me pareciam suficientemente

(16)

e precisas para a discus s ão da problematica inicial.

Foi motivada por essas e outras questões, e que me dediquei ao estudo do que me parece ser o cerne da que~

tão, ou seja, a Orientação Educacional no ensino de 19 e 29 graus, integrada no processo educativo.

Literalmente, orientação si nifica lIato ou arte de

orientar-se".! . A Orientação busca as istir o orientando no seu processo decisôrio, a fim de que ele faça opçoes cons-cientes, de acordo com sua~ possibilidades e limitações . Estas opções não ocorrem num tempo determinado ou pré-est~

belecido, elas ocorre0 durante toda a vida do orientando, ocorrem, pois, durante todo o seu desenvolvimento pessoal.

"Toda orientaciôn es un proceso de ayuda para que uma persona sea capaz de tomar

la deciciôn que cada situaciôn o probl~

ma pide de acucrdo con la dignidad de

h ,,2

la persona ucana • .

"La meta psicolôgica de la orientaciõn es facilitar el desarrollo. De este mo-do, puede considerarse com ,o pa.ltte

de.l

pItOC~O e.duca.t~vo

to t AL,

que va desde los primeiros a~os de la infancia, has-ta los últimos de la vejez".3.

(o grifo

ê

nosso)

A Orientação e a Educação caminham juntas, pois ambas têm, como objetivo, favorecer o desenvolvimento da pessoa humana. Para se falar em orientaçio, deve - se

repor-tar

i

educação, como busca, como fundamentação primordial de seu verdadeiro sentido .

(17)

"la conducci6n y promoci6n de la prole aI estado perfecto deI hombre en cuando hombre que es el estado de

virtude,~4.

Jacques Maritain afirma que a finalidade da educa çao e:

"formar o homem, guiando o seu desenvol-vimento dinimico, para que o homem se forme".5 . .

A idéia implícita de que a educação auxilia o de-senvolvimento da pessoa hu~ana

ê

co oborada por Devey:

"Quando se diz que a educação

i

desenvo! vimento, tudo depende de ~omo se conce-be este desenvolvimento. Nossa cone lu-são essencial

e

que vida

é

desenvolvi-mento, e que o desenvolver-se, o

cer

é

a

vida,,~6

.

cres-A etimologia da palavra ~ducaA mostra, também, e~ te significado de desenvolvimento pessoal, de guiar, diri-gir as possibilidades do homem. A meta da educação se ref~ re, portanto, a este desenvolvimento pessoal do homem. Edu car significa, pois, favorecer este desenvolvimento da pe~

soa humana. criando condições para que isto possa ocorrer. Ao criar estas condições

é

que aparece a orientação,

parte do processo educativo.

"La orientaci6n, poderíamos decir, es la concreción individualizada deI proceso educativo".7.

como

A abordagem da orientação, como parte integrante do processo educativo, esti ratificada, entre outros, nas obras de Maria Victoria Gordilho (1973); Roger

Leona E. Tyler (1972); Patterson (1967); Jones

ler (1971).

Cal (1958).

(18)

Hil-rientação da educação. residem no carater mais gereI, mais abrangente da educação, enquanto a orientação, pelo seu c~ rater específico, procura responder .aos objetivos proclam,! dos pela educação.

"La amplitud de la educación y la orien-tación es la misma; su diferencia estri ba, pues, en el modo de ac '

esta es una conc~eción de

uar y en que

8

quella".

O objeto de estudo deste me ) modesto trabalho - a Orientação - seri tratada neste sentido, isto

i.

como par-te inpar-tegranpar-te da própria educação.

No

19

Capítulo analisa-se a evolução da Orienta-ção Educacional, sob dois pontos de 'Vista: o histórico, pr2, curaudo evidenciar os movimentos que propiciaram as diver sss bases da Orientação; a legislaçã), desrle o ~n~cl.O

.

.

.

da implantaçio legal da Orientação Educgcional no Brasil, sti a promulgação da Lei n9 5.692 de 1971.

Neste capítulo, tenta-sc, ainda, esclarecer as ne cessidades mais relevantes da Orientação Educacional.

A apresentação de hietórico da Orientação Educa-cional se faz necessario, para que Sl~ compreenda o seu pa-pel na escola de hoje. Embora a orielltação, sob forma emPi rica, tenha sempre existido, sua exe!:uçao sistemãtica, a-tribuida a Frank Parsons

(1909),

tevt~ seu l.nl.C10

.

.

.

exclusiva da Orientação Profissional.

lIA expressio Orientaçio Educacional (ou

Educativa)

ê

sinonimia de "Orientation Scolaire" dos franceses e de

Guidance " dos americanos, ambas

"School

t'e~ul-tantes de um desdobramento da

Orienta-- " " 9

çao Prof1ss~onal •

XVII

(19)

No Brasil. ati a Lei n9

4.024.

de

20

de dezecbro de 1961, a maioria dos textos legais se refere

ã

Orienta-çio Educacional e Profissional, quase sem distinçio das mesmas.

Tendo em vista que, na legislação e na realidade brasileira, a expressa0 Orientação Educacional se relacio-na com as tarefas desenvolvidas pelo Orientador relacio-nas esco-las de 19 e 29 graus, este capítulo deter-se-i, na Orienta çao nestes graus de ensino.

Qualquer modo, entretanto, ~ e

çao sup~e uma teoria. Nio hi ativida~e

sem a fundamentação teórica.

exercer a Orienta-tecnica em Educaçã~

Uma teoria, diz Mc Cabe (19 ,58) "constitui um re-curso

ventos

que nos permite f "lO ou atos. .

ver as relaç~es existentes entre

e-As principais 11~~o~ia4" sobre a Oricntaçio Educa-cional sio abordados no 29 capítulo. Não há propriacente ~ ma "~~o~i..a" sobre Orientação Educaci ,onal, há correntes. es

colas, tendências, tentativas de explicação.

Desse modo, a intenção deste capítulo

e

exatamen-te mostrar o que se exatamen-tem escrito, dis utido e realizado Des te campo, para permitir a sistematiz çao e síntese das di-ferentes correntes da Orientação e, em conseqUência, forn~

cer ao orientador material para visão mais profunda de seu trabalho.

Uma das dificuldades encontradas neste campo, foi distinguir em que acepção a Orientaçio foi empregada nas diferentes obras consultadas.

Uma vez realizada a revisão bibliográfica, acerCA da fundamentação teórica da Orientação, há necessidade de analisar-se o conceito de Orientação Educacional. Esta ana lise será feita no 39 capítulo.

A análise dos conceitos de Orientação Educacional

(20)

vo do centro de cçio da Orientaçio Educacional que passa,

da preocupaçio inicial com aspectos isolados da vida do

a-luno, ~ preocupaçio atual de realizar trabalho integrativo

na Escola, de modo a estimular o desenvolvimento

do aluno como pessoa.

integral

Sendo o objetivo da Orienta~io Educacional ajudar

a realização pessoal do aluno, limit r a Orientação a uma

modalidade específica - escolar, profissional ou

vocacio-nal - seria atuar contra a 'natureza ~a pr~pria Orientaçio.

Maria Amilia Goldberg

(1974)

afirma que a Orienta

çio Educacional deveri englobar tanto a Orientação Escolar

como a Profissional. Afirma, ainda, que todos os textos le

gais, at~ a Lei n9 5.692, "recochecenl a legitimidade da es

colha profissional como objeto da atllsçio do orientador

e-. ducacional"e-.ll

Não

i

possivel, pois. conceber isoladamente as

i-reas de Orientação Educacional. Elas se inter-relacionam

e se interpenetram no pr~prio objeto da Orientação

Educa-cional.

No 39 capitulo. discute-se a evolução do conceito

de Orientaçio Educacional, com especinl infase

i

modalida-de, Orientação Vocacional.

No

49

capitulo

ê

abordado o funcionamento de um

Serviço de Orientaçio Educacional (5 ,, 0.E.), cujo objetivo

i

a integraçio dos elementos que atU~lm no contexto escola~.

A Lei nQ 5.692 de 11 de ago!lto de 1971, se refere

ã

Orientação no Capítulo

r.

art.

10,

de forma bem

explíci-ta:

"Seri instituída, obrigatoriamente, a

Orientação Educacional, incluindo

Acon-selhamento Vocecional. em cooperaçao

(21)

c'om os professores, a família e a Comuni

d d • e • 11 12

Quando se desej a "~' um SOE. uma série de

ra-zões pode ser apresentada para justificar esta decisão. O

que se procura evidenciar, neste capítulo,

é

que entre,

a-quelas razões,se deve incluir a consideração de que o SOE

ê

indispensivel para uma tarefa educativa, ~til, valiosa e

eficiente.

o

processamento do SOE, no ensino de 19 e 29 graus

ê

apresentado através de quadros ilus rativos. Os dados,

obtidos na Assessoria de Oiientação E~ucacional do Estado

do Rio de Janeiro evidenciam a importância que a

Orienta

-çao vem assumindo nas Escolas de 19 e 29 graus .

No capítulo V trataremos da Orientação

Educacio-nal numa visão integrada. O número insuficiente de orienta

dores educacionais habilitado s , bem Clomc'-,o acreditar que a

Orientação Educacional deve propiciar condições para que o

educando, faça as suas escolha s cons c ientes, levnos a

a-presentar a Orientação Educacional como integração dos

es-forços desenvolvidos pela equipe educativa DO sentido de

tornar significativo as experiências e situações,

ofereci-das por todos aqueles que são responsãveis pe l a tarefa de

educar.

t

bem verdade que a minha própria perspectiva na

abordagem da Orientação Educacional , manifestada através

das hipóteses deste trabalho, influenciaram a seleção bi

-bliográfica do tema em pauta. Esta seleção , evidentemente,

foi realizada com o objetivo de apoiar com argumentos de

maior autoridade no assunto, os pontos por mim analisados,

e defendidos neste estudo.

Esta seleção tem tambem como objetivo,

aos orientadores uma ampla revisão b ~ bliogrãfica

tema - Orientação Educacional.

ofE".recer

sobre o

As conclusões e sugestões que se seguem, ao final

(22)

que a Orientação Educacional oferece contri~uição decisiva para eficiincia e eficácia das instituiç~es educacionais

existentes.

Esperamos eoo tribuir I nao 80 " com o estudo dos

as-suntos aqui tratados, mas sobretudo. com o est1mulo, para

que outros estudos desta natureza, ~~jos assuntos pela sua

vastidão e complexidade não se esgotam neste estudo,se

de-senvolvam sistematicamente. O trahal o sugere continuidade

para que outras informaç~e. sejam dadas, outros campos

se-jam p~squisados, novos procedimentos sejam cri~dos, enfim,

reconhecer plenamente a importância da Orien~ação Educacio

nal no processo educativo.

A Orientação Educacional

ê

tão importante na medi

da em que a,

"Sua atuaçao seri certamente decisiva para

a implantação plena da reforma

educacio-nal brasileira, e para a formaçio de

re-cursos humanos adequados ao processo de

. l ' h . " 13

desenvo V1mento, em que se empen a o pal.S •

Justificamos, tamb~ffi. esta posição por estar

con-soante com o pronunciamento do Prof. Walmir Chaga$, na

In-dicação 70/76 - CEF, que afirma:

l i A Orientaç;o

i

a seleção e iotegraçio das

influincias que incidem sobre o aluno

en-quanto agente do processo E!ducativo, exer

cendo-se mediente sua coortlenação da

ati-vidade dos professores e dll escola em

ge-ral, que sup~e nio apenas o contato

dire-to com os próprios alunos,

individu~lmen-te ou em grupcs como um relacionamento

com as suas famílias e com os setores mais

ampLOS d a comunl a e . ' d d t l 1 4

XXI

(23)

REFERtNClAS BIBLIOCRI,FlCAS

1 - HOLANDA, Aurilio Buarque de.

Novo Vicionitio.

Rio de

Janeiro, Editora Nova Frontei. ra, 1975, p. 1.013.

2 - GARCIA HOZ, V.

Educdci5n

peA40nailzada.

Madrid,

Ed.

Rialp, 1970, p. 17.

3 - TYI.ER, Leona E.

La. 6unc.i.én de.i (ILientadolL.

Mixico, E

ditorial Trillas, 1972, p. 3(.

4 - ALVARE~-VALDtS, Haria ·Victoria ~:ordillo.

La

oJtlen.ta.-c.i.ón

en ei

p~oc e 4o

educ.ativo.

Pamplona. ·Ediciones

Universidade de Navarra. 1973, p. 27.

5 - MARIT.AIN, Jacques.

Rumo, da

Educ~a~ão. Rio de Janeiro,

Agir, 1963. p. 7.

6 -

DEWEY, John. Vemoc~dcid

e

educ'l~io. sio Paulo. Cia.

Editora Nacional, 1959, p. 53.

7 -

ALVAREZ-VALD~S, Maria Victoria Gordilho.

28.

Op. cit. p.

8 - IBIDEM, op. cit. p. 291.

9 -

GOLDBERG, Maria Amelia Azevedo.

A

profissão do Oricn

tador Educacional.

Cade.Jtno4

de. Pe.hqu.L~a.. Fundação

Carlos Chagas. ag. 74, n9 10~ p. 30.

10 - STEFFLRE, Buford & Grant, Harolei

vl.

Teo/t..[ah de Ac.on4e

ihame.nto.

Trad. de Erothildel; M.B . de Souza, Naefi

Safady e Wilma Millan Alves Venteado. S~o Paulo,Hc

Graw-~il1 do Brasil, 1976. p . 2.

11 - GOLDBERG. Meria Amelia Azevedo. Op. cit. p .. 30.

12 - LEI n9 5.692, de 11.008 .. 1971. Fi::e:a as Diretrizes e

Ba-ses para o Ensino de 19 c 29 graus.

(24)

14 - CHAGAS, Walmir. Hinistêrio da Educação e Cultura, eoo

selho Federal de Educ~ção.

Indicação 70/16.

(25)

AOE APGA APA

-Art.

As. Soco

CADES

CAPES

CEE CENAFOR CDO 'CFE DEC

D. O.

.d EUA et alii

FENOE

FGV IESAE IP ISOP INEP LDBEN

ABREVIAT'ORA::i

Assessoria de Orientação Educacional

American Personnel and Gu'dance AS90ciatjon

American Psychology Assoc~ntion

Artigo

Assistente Social

Campanha d~ Aperfeiçoameneo e Difusão do Ensino

Secundário

Campanha de Aperfeiçoamento de Pessoal de

Ensi-no Superior

Conselho Estadual de Educ .Ç80

Centro Nacional de Formaçio de Mão de Obra

Centro Distrital de Orientaçio

Conselho Federal d~ Educaçio

Distrito de Educação e Cultura

Diário Oficial

edição

Estados Unidos da América do Norte

e outros

Federação Nacional dos Orientadores

oElis

Fundação Getulio Vargas

Educacio-Instituto de Estudes Avançados em Educaçio

Inforaação Profissional

Instituto de Seleçio e Orientação Profissional

Instituto Nacional de EstlJdos pedag5gicos

Lei de Dirc~rizes e B3ses da Educaçio Nacional

(26)

O.E.

Or. E.

O.V.

p.

Par.

Psie.

pue

s. d •

SENAC

SENAI

SEEC

SMEC

SOE

Tab.

UEG

UFRJ

UTRAMIG

UNES CO

Orientação Educacional

Orientador Educacional

Orientação Vocacional

p5gina

Parecer

Ps ieólogo

Pontificia Universirlade Católica

sem data

Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial

Serviço Nacional de Aprendizagem In~ustrial

Serviço Estadual de Educa o e Cultura

Serviço Muni~ipal de Educ çêo e Ccltura

Serviço de OrientaçÃo Educacional

Tabela

Universidade do ESt3do da Guanabara

Universidade Federal do Estado do Rio de

Janei-ro

Universidade do Trabalho de Minas Gerais

Organizacão das Nações Unidas para a Educação, a

Ciência e & Cultura.

(27)

..

'

R E S U H O

Este trabalho s obr e a Impor ~ incia da Orientaçio

Educacionel no processo educativo, t.::ve como principal o~

jetivo analisar aspectos fundamentai i da orientação que

justificassem a posição assumida.

o

pro~lema de nosso estudo prende-se, sobremodo,

a dois aspectos que consideramos fundamentais: 19 - a Orientaçio Educacional, como parte

grante do processo educativo;

inte- ,

29 - a Orienta~ãc Vocacional como sendo area da

OrientaçÃo Educacional.

Na Qetodologia utilizamos o tratamento descriti-vo crítico dos dados dL revisão bibliográfica dos

tos mais importantes tratados nesta proposiçÃo.

Bssun-PrOC1JrOU-Se levantar dados, sobre a Orientação E

-

-ducacional. com o objetivo de uao 50 realizar a nossa pe~

quisa, mas tambim, contribuir para subsidiar os orientado res educacionais com uma ampla revisio bibliogrifica .

A escolha dos topicos, calc~da nas hipóteses do trabalho, deve-se

ã

importância dada a aqueles

estudados, pelos autores consultados e, também, a própria experiência no campo da orientação.

aspectos minha

Objetivando o desenvolvimc to da presente pesqui sa, procuramos na evolução historica da Orientação Educa-cional o maTCO inicial de nossos estudos. ~

Visando a importância, para o trabalho do orien-tador de uma fundamentação teórica, elecionamos. segundo certos critirios os enfoques que maLa tem influenciad0 os estudos e trabalhos sobre ori~nt~çã educacional .

Procuramos, te~bÉm, mostrar

ã

importância da o-rientação Educacional do ponto de v i sta da Lei 5.692 que

XXVI

(28)

Partindo deste campo para o estudo do Serviço da

Orientação Educacion~l, procuramos analisar a

"pJtax.u"

dos

fundam e ntos teóricos jã assinalados.

Neste estudo, a título de ilustração foram leva0

tados elementos que esclarecessem a situação da

Orienta-çao DO Estado do Rio de Janeiro.

-Observa-se que o numero de rientadores óas esco

las, cumprimento de uma exigência le aI, longe ainda está

de uma situação que favoreça totalme te

ã

consecução de

seus objetivos.

No sentido de alcançar os objetivos da

Orienta-çao Educacional como nos parecem, particularmente releva~

tes, sugerimos uma visão integrada da pJtdxih da

Orienta-çao Educacional nas escolas.

Assim sendo, para satisfazer, não só o

imperati-vo legal. como também, as necessidades da própria escola,

torna-se mister que. a Orientação E ucacional assuma uma

posiçio integrada - posição esta fu damental e

imprescin-dível - para o resultado eficaz no p ocesso educativo.

(29)

SUMMARY

This dissertation 00 the importance af Educatio

nal Guidance in Education had as its objective :he an81y-sis of the fundamental aspects of guidance in ord~r to justify the major assumption of the work .

The p~oblem of cur study

i5

related to wo funda-mental aspects:

1 - Educational Guidance as ao integraded of the Educational proc&&s;

part

2 - Vocational guidance as part of Educational Guidance. The research ulethodology followed a criticai and descript i ve approach of the

data collccted in the r&view of litcrature.

The review of literature wa~ treated in depth

with the intention bcth to collect data for this work and to allow for useful information for 4uidance Covnsellors. The choice of topic~ based on the bypcthesis is particularly related to the importanc~ given to them by the various authors, as wall as to our own profeésional experienee.

The starting point of the study was the histori-cal developmer.t of Educstional Guidatee.

In order to stress the impoLcance of a thecreti-cal ba~is for the work of the Guidance Counsellor we se-lected for analysis the theoretic~l !lpproaches w6ich have mostly influeneed studies in this fiE!ld.

We also sought to show the i.mportance of the Edu cationsl Guidance irom the point

Clt

vie", of Law 5692/71. which cade Guidanee compulsory in al1 primary and secon-dary senools.

lhe

"pJtaxi..l>"

of Educationo"ll Guidance ::Ir the .

(30)

situation of the S~rvices in Rio de Janeiro were brought together as an illustration.

It is important to stress tlle number of Guidance Counsellors is for from being sufficient for the satisfac tory development of the objectives of the Law itself.

An

integrated view of Guidauce was suggested in this dissertation as a means for meeting the objectives of Guidance because they seem to us be particulary

vant.

rele-Therefore, in order to satiHfy both the recomme,!!. dation of the Law and the needs of the school, it is imp! rative that Educational Guidance shoJld develop in the di rection of an integraded Educational, this position being fundamental to the efficacy of the Educational Processo

(31)

OU ISTO

OU AQUilO

Ou se rem chuva e nõo se tem sol ou se tem sol e nõo se tem chuva!

Ou se calça a luva e nõo se põe o anel, ou se pÕe o anel e não se calça o luva!

Quem sobe nos ares nõo fica no chõo, quem fico no ch60 nõo sobe nos ores!

É

uma grande pena que nõo se possa estar ao mesmo tempo nos dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e nõo compro o doce, ou compro o doce e nõo guardo o dinheiro I

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo ...

.fi vivo escolhendo o dia inteIro I

.Nõo sei se brinco, não sei se estudo, se solo correndo ou fico franquilo .

Mos não consegui entender ainda qual o melhor : se isto ou aquilo.

,

CECILIA

DIANTE DI!, VIDA rEREMOS DUAS OPÇOES:

OU ISTO OU AQU I LO. SABER ESCOLHER. .

NISTO CONSISTE A GRANDE SABEDCRIA DO HOMEM.

(32)

I - JUSTIFICATIVA

Propusemo-nos. no presente estudo. pesquisar e

a-nalisar os diversos aspectos que atuam na formação da

Ori-entaçio Educacional. dada a importincia, no processo educa

tivo.

Um grande numero dê pesquisadores tcm se dedicado

ao estudo da Orientação Educacional,

diversos as?ectos, a enorme gama de

ao seu desenvolvimento. O interesse

os trando-nos. em seus

pertin,,=ntes

de-monstra a preocupaçao que todos educadores que se dedicam

às atividades de Orientação Educacional possuem em aperfei

çoar, cada vez mais. o estudo pela irea.

A nossa proposta de trabalho

ê

estudar a

Orienta

-çao em seu sentido mais amplo. mais global, tratando-a

co-mo parte integrante do processo educativo.

De imediato pode parecer proposta simples e õbvi~

visto que:

ficil admitir-se a ação educativa inclui uma

atitude orientadora. sempre que se desenvolve

intencional-mente. visando auxiliar o educando 8 cumprir determinada~

finalidade s . Não se poderia. entretanto. afirmar que toda

ação orientadora

ê

educativa, depende do essa qualidade da

1

natureza dos objetivos propostosll

"Ao anunciarmos tais proposiç~es fica im~lr

cito que o processo educati o se d~fine p~

la natureza das metas que visa,

represen-tando estas os valores mais altos e sign

i-ficativos da condição humana vivida na pl~

nitude de sua dignidade " .2

"Siendo la educaci~n u~e obra ~adicalmente

humana necesariamente ha de estar ap9yada

en el conocimiento raciona~. Cualquer aeto

educativo se justifica por una idea de la

realidad en que se roueve y de la finalidad

que l e guia. La necesidad de un fundamento

(33)

parado-gicamente, eo la orientaci~n. Porque la funcion orientadora no se desenvuelve eo el marco sist e mstico de la ciencia elabora da, sino que se apoya eo ' 1 conocimiento

de la realidad singular que es cada

perso-na y dei mundo cambiante q~c eo torno suyo

tiene; precisamente po r esba singularidad del mundQ, se necesitan crit~rios mis fir-mes ideas más cl a ra s , para evitar el

ries-d d " ' d , , 3

go e tomar eC1S1ones equ voea as .

2

Se o desenvolvim e nto das pe ~ soas ocorresse da mes

ma maneira, passando por diferentes E!tapas desse

desenvol-vimento, de forma nat~r a lJ se a conq lista de escala de

va-leres, constituísse uma tarefa fácil. se as solicitações externas oao trouxessem influincias para o individuo,

haveria necessidade que a complexidacle da vida atual,

-nao

a

a-celeraçio tecnico cientí f ica, as transformaç~es sociais e econBmicas via pouco a pouco ampliando e modificando a po-sição do indivíduo no mundo moderno . Assim e, que, os cami

h , ', 1 1

n os tornaram-se progressIvamente ma :lS comp exos ,e rep e -tos de obstáculos.

Aqui , tambem, amplia - se e mldifica - se o papel dos educadores, das instituições educaci~nais ante os desafios que se apresentam na manutenção de uma unidade, na coerin-cia de seus procedimentos. na precis ;io de seus resultados.

o

campo educacional cresce, fazendo com que sur-jam novos recursos, apareçam outros especialistas, que

a-.

tendendo a prog=essiva complexidade , o proceDso educativo exerceria funç~es próprias e especificas, todos, porém, i~

tegrados no mesmo campo de ação. Entre esses especialistas é que colocamos aqueles que terão _a função de orientar.

Não se trata aqui, entr e tanto, de verificar as a-tribuições especificas desse s especialistas, definir os campos de atuação, levantar fronteiras. Todos os especia-listas t~m atividades próprias e características específi-cas e, também, 8S $U& S fun ç ões d e vem ser delimitadas para

(34)

du-zirmos, o processo educativo, estritamente as atÍ)'idaóes deste ou daquele campo, correremos o risco de responsabi!l zar, apenas, este ou aquele campo pelo desenvolvimento des te processo.

A Orientação Educacional está em todo o desenvol-vimento do individuo, compreendendo' educaçio como

conquis-ta permanente no transcorrer da existincia humana .

A Orientação Educacional atua em diversas areas, como a escola , família e comunidade . Assume modalidades pr.§. prias de acordo com seu campo de açãc ou com os objetivos que pretende alcançar, sendo, porém,'" única,

"radicalmente personal aún cuando puede te-ner y de hecho tiene manifestaciones par-ciales que puedem dar lugar a distintas ad jetivaciones, tal por ejem(,lo la orienta -cion escolar la orientación profesional, la orientación familiar". 4

As fronteiras da Orientaçio Educacional se abrem comunicando-se com diferentes setore~ que participam do processo educativo, procurando oferecer condiç~es que per-mitam ao aluno enfrentar o

" amanhi"

de uma forma mais ama-durecida, e, portanto, mais consciente de suas resoluç~es.

o

Orientador Educacional, ertretanto, ainda oao possui um consenso geral quanto

ã

suu aceitação.

No que diz respeito

i

realidade brasileira, o nu-mero insuficiente de orientadores educacionais para o exe~

cício desta profissio (a Lei que provi sobre o exercício de profissão data de 1968), permitiu que a seleção dos ele

m~nt~s que atuariam na Orientação ficassem a criterio dos diretores dos Estabelecimentos de Enllino.

ciona1

Assim

e

que, para o serviço de Orientação Educa-eram deslocados professores que "POIt.

plt.emio

'l ou aI

guma razão especifica deveriam

"6ai4"

das salas de aulas (muito tempo de serviço, l'cniado4 de caóoó" nas turmas,pr~

(35)

4

oao foi mais oferecida sua disciplina na escola, traz "pJL~

blcm a.h"

para a direção do colegio, etc.).

Podemos levantar estes fatos, entre outros, como aGlleles que trouxeram uma imagem distorcida e dificultaram a presença da Orientação Educacional nas escolas. O Orien-tador visto anteriorment~ como pouco competente ou privil~

giado, vai definindo, pouco a pouco , as suas funções, rea-gindo, integradamente, com todos aq les que participam do processo como educadores : administr ~ores, professores, co ordenadores, supervisores, pais e to as as demais

que por ele se responsabiliza.

pessoas

Assim, o nosso trabalho procura, partindo dos fu~

damentos teóricos, do histórico que o situa no panorama e-ducacional, dos confrontos de ordem co~ceitual, justificar como o próprio titulo indica, a importância da Orientação Educacional no processo educativo.

A situação atual da Orientação Educacional, face is exig;ncias da Lei 5692/71, suiere o repensa~ das bases

~eõricas em busca dos procedimentos tenicos

ã

educaçso br~ sileira. Enfim, pretendemos conciliar a teoria e a pr~tic&

A Orientação, hoje, apresenta um trabalho mais di namico no qual procura estabelecer

significativas , e procura envolver

clações interpessoais oda equipe educativa num trabalho integrado. Se e óbvio que o trabalho

integra-do

"JLende"

maiores frutos, como trabalhar _ integ~adamente?

~ ' Como cumprir o art. 10 da Lei 5692/71, que institui obri gatoriamente a Orientação Educacional em estabelecimentos de ensino?

(36)

·2 - O PROBLEMA

De acordo com o eAposto ~ anteriormente, identifi-co identifi-com o problema essencial desta dissertação:

analisar a importincia da Orientação

Educacio-nal como parte integrante e indispensavel ao pr~

cesso educacional.

o

tema, Orientação Educacional, poderia ser abor-dado por diferentes enfoques, cujos t abalhos. também, aj~

dariam a desenvolver estudos posteriores desta area. Pode-riamos ter selecionado, nesta dissertação. outros enfoques da Orientação Educacional, cujo objeto de estudo, atraves

da analise de suas ocorrcncias e da , ~aliação crítica dos resultados obtidos, me levaria aos seguintes objetivos:

fundamentar, teoricamente, o desempenho da Ori-entação Educacional atravis de uma reflexio so" bre a sua

"plta.xi.4",

abrangendo uma visão psico-pedagógica do aluno e de sua realidade escolar;

obter uma sistema tização que atinja o conjunto unitário de objetivos de um estabelecimento de ensino e as características da realidade psico-social, cultural e econômica de sua clientela;

examinar a formação do Orientador Educacional, investigando a relação existente entre seu de-sempenho pessoal e a formação recebida;

investigar o relacionamento, o rientPd or - aluno , em função do aconselhamento utilizado;

investigar o relacionament o ~ professor-orienta-dor, em função do tipo de estratigia _utilizada pelo orientador: centrada no professor o~

trada no aluno;

cen··

(37)

neces-6

sidades s5ci o -econ om icas da comunidade, onde es

ti

inserI~~

o c o l i gia e as ne cessidades e

aspi-rações dos alunos.

Apesar dest3 li s ta de objetivo s não ser exaustiv~

como o assunto

é

bem abrangente,

é

fo r çoso restringiro ' pr~ blema a al g uns pontos qu e consider~ relevant~s. Esta sele-ção baseia-se no interesse, na exper ~ êncja profissional na irea e na abordagem da Orientação Educacional e em outros aspectos dos que não foram então est l dados.

Assim sendo, destaco dois

as

e c tos:

19 - a integração da

Orient

~ ção

Educacional, no processo educativo;

29 - A Orientação Vocacional, como parte inerente do próprio processo da Orientação Educacio -nal;

E pOL que conside~o e s tes pontos relevantes?

Em relação ao primeiro aspecto, observo que a ori entaçao

é

a assistênci a fornecida ao indiv~duo para que e-le realize escolhas conscientes e sa ' ba fazer com autono-mia o seu próprio plano de vida.

A Orienta;ão

ê,

pois, um processo contínuo e dinâ mico. Preocupa-se, intencionalmente, com o processo de

ma-turação pessoal de cada educando. Assim, ela deve mobili-zar os esforços de todos os elementos envolvidos na educa-ção, procurando, para êxito de seu trabalho, coordenar es-sas influências, poi s , a rigor, a orientação

ê

exercida por quantos educadores atuam juntos ao aluno.

O objetivo da Orientação Educacional e,

-

segundo o texto da lei que a institui, f6v o rec e r relações com todos os agentes e ducacionais, a fim de in te gri-Ios

operativa, que tem~ como fim único, o aluno.

-numa açao co

(38)

Este aspecto de integração

ê

tão real, que a pro-pria Lei nQ 5.692 atribui ao orientadir, nio a missio de a

tender

".6tlL-ic..tu

.6 e.n.6 U" o aI uno, mas "J~ac.to .6 en6

a"

o Beons e

lh a mento em cooperaçio com os profess()res, fam{lia e comu-nidade .

Além de representar uma abordagem defensivel, do ponto de vista te6rico, ela

ê

coerente com a nossa realida de e com a pr6pria politiea educacional brasileira que in-troduziu a Orientação Educacional, na legislação, como me-canismo auxiliar da tarefa educativa, considerando a esco-la como um todo, partindo da idéia dé cooperaçao com os professores e com a familia. para defini-la como uma inte-graçio das influincias mais pr6ximas que convergem para o aluoo . 5

Em decorrincia disto, a pritica da orientaçio re-sulta de um trabalho conjunto do orientador, dos professo-res, dos pais e lideres da comunidade. Esta integraçio, tem a importincia cada vez maior, para a educaçio,

i

medida em que o individuo saiba fazer, com autonomia, seu pr5prio pl~

no de vida, constituindo-se num SER Guico, artifice do seu próprio SER.

Ilartesio do seu pr5prio ser, no começo, o individuo teri de ser depois artesio de muitos e diversificados fazeres (no pro-jeto existencial ele faz se~ SER e, si-multaneamente, seu SER faz seu FAZER).Hi

uma esp~cie de dialética, pela qual um

fazer inicial instaura o se~, e depcis,o ser. instaurado, realiza os mGltiplos f~

zeres atraves dos quais ele se enriquece

. e consolida.

110 FAZER deve-se prender

is

fontE'.s mais altas do SER e do AGIR. Desaparece o dua lismo de ser-fazer, educação-trabalho , ~ ducaçio geral-educaçio tecnica. O se~ ta

• - • I1 6

(39)

"A Orientaçio Zducaciol1al, ~arte do co-nhecimento do confronto homem-mundo, sob a forma dial~tica do mundo a fazer-se p~

la ação do homem, e do homem a fazer-se o si mesmo, enquanto f~z o ~undo: o reco nhecimento, portanto, de que as preferê~

eias vocacionais resultam de um apelo de dentro e de fora, s imultaneamente educa-cional e profissional: o indivíduo e a

sociedade, o univeTso, e a criaçao do u-niverso de trabaiho. Por isso, em termos filosóficos a orientação e uma 50, com

diferentes nuances, segundo a etapa da e

ducação".7

8

Este aspecto da integração se apresenta com

bas-tante ênfase no discorrer deste traba ho. Não basta reco-nhecer que a orientaçao e o processo educativo devem

".tJLa.-ba..thalL"

integrsd.,:uDente. Há que pesquisar. analisar.

discu-ti~ o método de integração no processo. Trata-se de reunir os agentes educativos num espaço do saber fazer. para fa-zer saber um trabalho integrado de Orientação Educacional .

Como saber e como fazer esta integração? Eis um aspecto relevante do tema em estudo.

"Evid~ntemente. a implantação efetiva desta abor-dagem-integração implica em inumeras dificuldades que de precisa enfrentar. desde aquelas decorrentes da própria es trutura e organização do sistema educacional, ate as difi-culdades que dizem

ã

delimitação de nossa área de atuação,

8

e a definição de uma metodologia adequada de trabalho". Em síntese: neste primeiro aspecto, pretende-se. obSErvar COQO a Orientação Educacional. prevista como obri gatória nas escolas de 19 e 29 graus, pode trahalhar inte-grada. harmoniosamente. no processo educativo.

(40)

Existem diversas modalidadelJ de Orientaçio Educa

cional. Para Jones Arthur. temos: 9 orientação vocacional,

"

"

"

"

"

Para Koas

&

curricular,

moral e cívic8i

do lazer e cultura,

social, e

da liderança. - 10

Kefau~er 880: ...

orientaçao educacional,

"

vocacional,

"

recreativa.

"

sanitária, e

"

moral e cl.vica. •

g impossivel separar uma modalidade da outra. O

que ocorre e que, usualmente, a vocacional ou a educacio-nal lideram a orientação (Myers).

Para Maria Amilia Goldberg admitir a existência

de áreas isoladas da orientação educicional significa

a-ceitar diferentes naturezas para o mesmo processo. o que

não corresponde

i

realidade, "pois a natureza de um

cesso

ê

sempre determinada pelo não c:ontingente e,

1 - . 11 11

pe o seu contexto - que e sempre con~1ngente •

pro-nao,

Se a natureza de um processei de orientaçio se aI

terasse, conforme a modalidade, o termo orientação seria

totalmente vazio, nio havendo nenhume razão para que a 0

-rientaçio vocacional assim se denominasse. Portanto,o que

caracteriza o processo

i

somente a palavra orientaçao, sem

adjetivos: educacional, escolar, prof:issional, vocacional,

recreativa, etc. Para Catti, os adjetivos sao ~teis no

sentido de singularizar o domfnio da ação da orientâçao.

(41)

10

De acordo com seus princ~plO~ bisicos~ a

orienta-çao e universal, o que significa dizer que ela pode acont~

cer em qualquer tempo e em qualquer l 'ugar. Observa-se. na

literatura específica, uma tendência generalizada para

de-signá-la, somente, pelo termo OA~entação, pelo fato de ser

um processo mais abrangente (Jones. H'yers, Koos, etc.).

Isto não elide a possibilidade de haver alguns pr~

fissionais que se especializem em determinadas áreas da 0

-rientaçao.

o cuidado deve residir em n~ ~

deração da personalidade do orientando

substituir a

consi-pela do problema.

Ate a Lei n9 4.024, a maioria dos textos legais

se referem

ã

Orientação Educacional e Profissional (ou Vo-cacional).

Com o advento da nova Lei de Diretrizes e Bases

para o ensino de 19 e 29 graus, passa-se a falar em

Orien-,tação Educacional, a forma mais abrangente, devendo

englo-bar tanto a orientação escolar quanto a profissional.

"Todavia, como a Lei fala em "sondagem de

apti-dões, como objetivo precípuo da parte de formação especial

do currículo em 19 grau (art. 59, t

a tônica da Orientação Escolar seja

ê

de se prever que

e desenvolvimento vocacional. atraves do currículo. do que

propriamente de ' ajustamento escolar " •12

Indiscutível,

é

que todos os textos legais, ate a

Lei 119 5.692. reconhecem a legitimidaCle da

"e..6c.olha plLo6,i;!

.6,ional"

como objeto da atuação do orientador educacional.

Outrossim, se parte de uma concepção genérica de

orientação como ajuda oferecida a um indivíduo para

alcan-çar Reu desenvolvimento pessoal, observa-se que a

o:rienta-ção e una, global cujas modalidades diferem segundo o

mo-mento e as pessoas que estão comprometidas. Assim, limitar

a orientação vocacional a um aconselhamento desta ãrea. s~

ria atuar contra a mesma natureza. que tem como meta a rea

(42)

rico e a unas técnicas de etltudio que no fuesen pesadas, u4ec4eada6"~ de acuerdo con las necessidades deI alumno, es actuar en contra de la misma naturaleza de la

• . - 11 13

orl.entaCl.on .

Considero vilidas para o tema em estudo as segui~

tes colocações:

I!) a escolha vocacional nao

c

um evento isolado

sim, produto d. longo processo de observaçio de atendimento is exig~ncias externas e inter nas do indivíduo;

2!)

a opção profissional nio depende apenas dos interesses e aptid~es do indivídu~ Depende da situaçio em que se encontra e do momento em que ele

i

solicitado a encolher;

3.!) os chamados

".teh.teh

VOc.a.c .

.c.ona.c..s",

por si 50 não são suficientes para decisões vocacionais adequadas;

4.!) a decisio vocacional esti inserida num amplo contexto da vida do indivíduo e como tal, su-jeita as suas condiç~es pessoais. O individuo deve estar ciente que todos os determinantes desta decisio são mobili2ados em direção ao alvo pretendido. Um dado isolado, por si 50,

-não garantir; ao indivídlJO o ~xito no seu de -sempenho futuro;

5!) não

ê

num Serviço de Orientação Educacional, ou quaisquer outros serviçol» especializados, que a decisão vocacional deve ser ".tomada'~. O pro-cesso de decisão ocorre ao longo de todo um caminho de amadurecimento covacional.

(43)

12

facilitad o r de s te processo de am3dure~imento voc&cional.

A posiçio da Orientaçio Vocacional como parte da

Orientação

é,

como

dissemos antericrmente, valorizada

pela Lei 5.692/71 ao citá-las num mesmo e ~nico Artigo em

que trata de Orientação (art . IO).

Entretanto, dada as colocaç~es que a atual Lei,

que traça as Diretrizes e Bases da Edllceção, faz no se

as-pecto de formação especial com vistas a uma sondaeem de

sE

tid~es,iniciação ao trabalho, formaçio profissional, avul

-ta-se ainda mais, a importincia da O~ientação Educacional .

"Uma filosofia da educação traça a

orien-tação geral, flex1vel, cuja

instrumenta-lidade do Sujeito acompanha dialeticamen

te, a instrumentalidade do 0bjeto.

Esta-belece-se a analogia entre o ensino de

19 e 29 graus e a Orientaçio EducacionaL

A educaçio geral germina da educação pr~

fissional~ e a educação profissional se enraíza na educação geral .

A Orientação Educacional nao

-

c so a

busca de preferiucias supostamente

exis-tentes em estado puro dentr( do espaço

psicológico da criança e do adolescente.

porq\le não existe espaço psicológico

pu-ro: o psicológico

i

o social interioriza

d

Ii

14

o •

A Orientação busca não só favorecer o indivíduo

para um Fazer-Saber, mas fazer-se a si mesmo enqu~uto

bus-ca o Saber com a ajuda de outros.

,

A relevincia dos dois a s pectos mcncionados~ no

problema, pOdíamos acrescentar os agentes responsáveis

pe-la realizaçio daquepe-las atividades detectadas no início des

ta exposição.

(44)

que norteiam os currículos dos Cursos de Pe~ügogia, que

o-ferecem entre outras habilitaç;es a formaçio de especiali~

tas para as atividades de orientação educacional. os quaiE

em tio larga escala vim ~e graduando atualmente, percite~

concluir sobre a relevância do tema desenvolvido no prese~

te estudo.

Não pretendemos questionar tudo aquilo que

esses especialistas ou como, por qu~ fazem.

fazem

Pretendemos, isto sim. traçadas nossas

perspecti-vas analisar o objeto central daquilo que fazem - a

Orien-tação Educacionalj como fazem: integradamentej e por que

(45)

14

3 - OBJETIVOS

Mais do que contribuir com estudos sobre a funda-mentaçao teórica da Orientação Educacional e, sobre o seu processamento . 00 ensino de 19 e 29 graus face

ã

Lei 5.692/

71 o que pretendemos

i

ressaltar a importincia da

Orienta-çao Educacional no processo educativo:

Desej~mos mostrar que a Orie tação Educacional nao

deve s~r conceituada apenas cemo um

"4to

educativo"

mas

co-mo parte do ato eduLativo; ela não e # somente uma obra

indi-vidualizada do orienta'dor educacional t mas sim obra

coleti-va de toda a "Equ.i.pe." educ:lticoleti-va; ele não ocorre apenas nos

momentos difrceis ou das "c.It.i..6e..6" (a literatura reporta-se

às

"c.Jt..i.6e.lI"

da adolescência) mas ela deve se processar em

todos os momentos ds vida do individuo.

Desta forma, a Escola seria a instituição mais ade quada para a efetivação deste processo, pois, não

ela o-ferece um grande numero de contatos entre os agentes educa-tivos, e, portanto, tem a possibilidade de programar, ava-liar e interferir sobre os resultados desses contatos, co~o

tambim,

i

na ,Escola, que se realiza, sistematicamente,o pr~

cesso educativo.

Assim, procurando evidenciar, a evolução do concei to de Orientação Educacional na Escola, obser v aremos que, a sua posiçÃo centralizada, apenas, na atividade de Aconselh~

mento lI.tUc..tu ~e.tlllU, cedeu lugar para o desenvolvimento de ctividades que favoreçam a formação ~e um clima educativo.

As funções tradicionais dp. O~icntação Educacional, por sua vez, devem ser substituídas por outras funções que permitam o estabelecimento deste clima educativo, o qual s~

rã alcançado na medida, em, que se tornarem mais favoráveis as relações de ajuda, entre os diversoG agentes educativos e o educando e, entre os primeiros como equipe.

Referências

Documentos relacionados

Nos termos da legislação em vigor, para que a mensagem de correio eletrônico tenha valor documental, isto é, para que possa ser aceito como documento original, é necessário existir

- Este equipamento só poderá ser desembalado e instalado por um técnico autorizado Gnatus, sob pena de perda da garantia, pois somente ele possui as informações, as

Após a limpeza do local com água, bombear a água proveniente da lavagem para tambores.. Evite respirar o vapor proveniente do produto durante

Verifique se há vestígios de cristais de uréia na fixação da mangueira de sucção na unidade do tanque combinado.. K8-

FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ PRÓ-REITORIA DE ADMINISTRAÇÃO.. DIRETORIA DE MATERIAL

Já, na aba Meus Dados, é possível visualizar e editar seus Dados Pessoais, assim como poderá alterar sua senha. Nesta também está disponível a configuração de linguagem com

Ao nível municipal não são contemplados Centros de Coordenação Operacional, no entanto, de acordo com a Directiva Operacional n.º 1/2009 da Autoridade Nacional de Protecção

Sede e Instalações: Rua António Manuel da Costa, n.4, 2815-763 Sobreda - Portugal www.coala.pt E mail: [email protected] Tel... JARDIM INFANTIL