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A Ásia, novo centro do mundo?

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São Paulo, 22 de Setembro 2009

6o Fórum de Economia

Fundação Getúlio Vargas, “Crise Global e Pós-Crise”

A Ásia, novo centro do mundo?

por

Luiz Awazu Pereira da Silva(*)

(*) Assessor do Economista-Chefe do Banco Mundial. As opiniões expressas aqui são estritamente pessoais. Contato email:

(2)

Sumário da Apresentação

O progresso e a importância da Ásia na economia

global

O modelo asiático de crescimento acelerado

O modelo asiático e a produção global de

manufaturados

Os efeitos das crises no modelo asiático e os desafios da

crise para a China

Consequências para o mundo em desenvolvimento e o

Brasil: desafios e oportunidades

(3)

Cenário Global Mais Provável de Saída de

Crise e Tese da Apresentação

• A crise bancária-financeira no “velho” centro (EUA, Europa), contagia a economia global e questiona as virtudes do modelo Asiático de crescimento, especialmente a China.

• Irônicamente, a dependência (relação simbiótica) excessiva no consumidor de última

instância (os EUA) levou a China a acumular “capacidade excessiva de exportação”,

confundindo componente cíclico (bolha nos EUA) e permanente do crescimento global

• A crise devera trazer um ajuste simétrico nos padrões de consumo privado nos EUA (para menos) e na China (para mais). O patamar sustentável de crescimento global deverá cair em relação ao anterior, pondo mais pressão na necessidade de ajuste do

modelo Asiático (China), para redirecionar seu foco de crescimento para os seu mercado doméstico

• Esse processo deverá ser acompanhado por um acirramento da competição entre China e outros emergentes industrializados (com os mercados terceiros do G7 crescendo menos e com os países em desenvolvimento importadores sendo objeto de disputa comercial).

Esses efeitos negativos poderão ser mitigados por maior demanda por “commodities”. • A crise e seus ajustes terá efeitos ambíguos para países como Brasil na sua relação com

a China, com desafios e oportunidades.

(4)

Recuperacao Rapida (1)

Tendencia Antiga de Crescimento

Novo Patamar de Crescimento

Pos-Crise (2)

Estagnacao (3)

Recessao Dois Tempos (4)

“Green Shoots”

Produto

(5)

O progresso e a importância da Ásia na

economia global

• Crescimento elevado, sustentado, persistente

• Motor exportador com taxas excepcionais de expansão

• Aprofundamento da integração regional e global dos

processos produtivos

• Posição externa supervitária, conta corrente, capital,

acumulação de reservas internacionais

(6)

6 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 10 12 East Asia

Europe & Central Asia Latin America SSA

GDP growth 5y moving average , % p.a. (Source: World Bank)

(7)

7

Changes in Export Patterns in East-Asia (Source: Krumm and

(8)

8

O modelo asiático de crescimento acelerado

• Controvérsias. Acumulação “primitiva” ou produtividade

(TFP)?

• Políticas públicas industriais ativas eficientes ou “pura sorte”?

• Câmbio administrado (viés desvalorizado) ou flutuante?

• Controle da conta capital

• Consensos. Estabilidade macro e investimento (inclusive

IED)

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9

see UNIDO [2009], Growth in exports = (1) Growth in global demand + (2) Geographic shift in production + (3) Change in export propensity where for each product exported by the country:

1.The growth in global demand is given by the rate of increase in world output of the product.

2.The geographical shift in production is given by the difference between the rate of growth of output of the product in each country and the rate of growth of world output of the product.

3.The change in export propensity is given by the difference between the growth rate of exports from each country and the growth rate of production.

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10

• A desindustralização relativa nos países de renda média

com baixo crescimento

• O enfraquecimento relativo da pauta de exportações de

manufaturados nos países de renda média com baixo crescimento

• O circulo virtuosos doLeste asiático, aumentando

intensidade de produção e exportação industrial depois de 1990 nos setores com maior sofisticação tecnólogica

• A fábrica global? Vantagens comparativas, externalidades

de escala, aglomeração, baixo custo, etc.

(11)

11

Países de renda média com

menor crescimento (ex: América Latina), diminuiram de

intensidade de produção

industrial depois da entrada no mercado dos competidores do Leste asiático (ex: China)

(12)

12

Países de renda média com

menor crescimento (ex: América Latina), estagnaram em

intensidade de exportação

industrial depois da entrada no mercado dos competidores do Leste asiático (ex: China)

Países de renda média com maior crescimento (ex: Leste asiático), aumentaram de intensidade de exportação industrial depois de 1990 (ex: China) nos setores com maior sofisticação

(13)

13

Os efeitos das crises no modelo asiático e os

desafios da crise para a China (1)

• Crises passadas (Japão 90, Leste Asiático 97-98) e

recuperações tradicionais via aumento de exportações e desvalorização cambial

• Crise atual e a ironia da “nova dependência” da fábrica

global e da exportação de manufaturados: os dilemas da China

• O verdadeiro fim de Bretton-Woods 2 e o paradoxo da

(14)

14

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15

Os efeitos das crises no modelo asiático e os

desafios da crise para a China (2)

• Desafios chineses: redirecionar o crescimento para o

mercado interno, manter a competitividade industrial com custos (salários, meio-ambiente, externalidades)

tendencialmente subindo

• Desafios chineses: diminuir poupança/aumentar consumo

(16)

16

The 2007-2008 Crisis and China’s Dilemmas: Sources of Growth and Limits to Export Expansion

Premier Wen Jiabao at the National People’s Congress Press conference,

March 2007, "The biggest problem with China's economy is that the growth

is unstable, unbalanced, uncoordinated, and unsustainable."

(17)

17 Asia, Desigualdade e Poupanca

(18)

18

• Crise: ajuste simétrico nos padrões de consumo privado

nos EUA e na China implica menor crescimento global, mais pressão na necessidade de ajuste do modelo Asiático (China)

• Efeitos ambíguos: (a) competição acirrada da China em

mercados terceiros e manufaturados de maior tecnologia: e

(b) maior demanda global por “commodities”

• Resposta Brasil: estabilidade macro com maior poupança

doméstica, aposta em competitividade / produtividade (reformas micro, redução do custo Brasil, pesquisa, infra-estrutura e educação), melhora da qualidade do gasto e das intervenções públicas

Consequências para o mundo em

desenvolvimento e o Brasil: desafios e

(19)

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Referências

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