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Reforma Tributária Nacional

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(1)

REFORMA

TRIBUTÁRIA

(2)

FUNDAÇÃO GETúLIO VARGAS

Comissão de Reforma do Min' tério da Farzenda

SETOR DE DOCUl\fENTAÇAO E ASSISTi:NCIA TÉCNICA INTERNACIONAL

Rua da Ql1itanda, 19, 11.· andar - Telefones 31-3140 e 31-3089

RIO DE JANEIRO - GB

Coordenador, BENEDICTO S/L V A; Chefe do Sub seto r de D ocumentação, ANA MARIA BERNARDES OOFFI MARQUES/N/; Assistentes, RUY V/ANNA t TE·

REZ/NHA D.':' JESUS SA.'VTOS.

E6/loladas Maio/ 1964 NovEmbrol1964 Abril/1965 Junho/ 1965 Junho/ 1965 Julholl965 Setembro/196 5 Setembro/1965

Em distribuição

Setembro/ 1965 Agosto/ 1965 Agosto/ 1965 Agosto/ 1965 Novembro/ 1965 Dezembro/196 5 Dezembro/ 1965

Abril / 1966

Maio/ 1966

Maio / 1966

No prelo

LISTA DE PUBLICAÇÕES

N .O 1 N.o 2 N.o 3 N.o 4 N .O 5

N .o 6

- N.o 10 - N.O 1 3

-- N.o 4

-- N.o 7

- N.o 8 - N.o 9

- N.o 11

N.o 15 N .o 16

N.O 15

N.O 19

N ,o 17

N.O 18

N.o 20

N.o 12 N.o 1 4 N .o 21

-R elatório Preliminar O Processo Tributário

Anteprojeto de Código do Imposto de Renda O Sistema Tributário Brasileiro

The Tax System of Brazil

Reforma da Discriminação Constitucional de Rendas

Impôsto do S êlo

Regulamento do Imposto de Consumo

O Sistema Tribu t~rio Brasileiro (2.8 impres-são)

Lei do ImpOsto de Consumo Departamento de Arrecadação

Serviço Federal de Processamento de Dadoi Regimento do Departamento do Impôsto de Renda

Arrecadação pela Rêde Bancária

Cadastro Gera l de Contribuintes (Pesaoaa Jurídicas)

Arrecada ção pela R êde Bancária (2 .8 edição aumentada)

Guia Geral do Impôsto de Renda (Pessoas Físicas)

Reforma Tributária Nacional

Serviço Federal de Processamento de Dados ( Organização e Funcionamento)

Regulamento do ImpOsto de Consumo (com anexos)

Impôsto de Renda

(3)

ADVERTmNCIA

AS PUBLICAÇõES DA COMISSÃO DE REFORMA DO MINISTÉRIO DA FAZENDA E AS CLIENTELAS A QUE

SE DESTINAM

As publicações da Comissão

de

Reforma

do

Ministério da

Fazenda dividem-se

em

duas categorias:

1.

Anteprojetos

de

Leis,

de

Regulamentos,

de

Regimentos

e

respectivas Exposições

de

Motivos, que são submetidos, em

primeiro lugar, à aprovação

do

titula1' da pasta

e,

depois, aos

escalões superiores, Presidência da República e Congresso

N

a-cional, conform.e

o

caso;

2. estudos, diplomas legislativos, ementários, manuais

e

outros documentos da mesma família, originàriame1!te

destina-dos às autoridades

e

servidores

do

Ministério da Fazenda

res-ponsáveis pelo cump1'imento das leis fiscais

do

País.

O

critério seguido na distrib1Lição (sempre gratuita e

espon-tânea) das publicações da Comissão baseia-se, obviamente, nas

afinidades entre

o

res pectivo texto

e

a natureza das funções

das entidades, autoridades

e

servidores públicos a que cada

publicação

é

enviada.

De

tôdas as publicações, a Comissão remete exemplares à

Presidência da República, à Casa Civil, ao Gabinete Militar,

ao Serviço Nacional

de

Informações, a todos os Ministros

de

Estado,

às

duas Casas

do

Congresso, aos Órgãos

do

Poder

Judi-ciário (Supremo Tribunal Federal, S uperior Tribunal

de

Re-cursos, Tribunal

de

Contas), assim como aos Governadores

de

Estado, aos Presidentes das Assembléias Legislativas estaduais,

aos Secretários

de

Fazenda

e

aos Prefeitos das Capitais.

Quando se trata

de

Anteprojetos, ou estudos

de

que

pode-rão resultar Anteprojetos

de

Lei) enviam-se exemplares a cada

(4)

Deputado

e

a cada Semdor, assim como às bibliotecas

de

ambas

as Casas

do

Legislativo . Quando · se trata

de

textos

de leis

ou

regulamentos fiscais,

com os

respectivos índices analíticos,

a.

clientela p7'eferencial

compõe-se,

naturalmente,

dos

Agentes

Fii-cais,

dos

Delegados Regionais, enfim,

dos

represent antes

do

Fisco Federal na

Capi ~ al e nos

Estados.

Além

disso, em todos os

casos,

são

distribuídos exemplares

às

principais

biblioteca.s do

País,

assim

como

às

Embaixadas

dos países que mantêm. Telações diplomáticas com

o

Brasil. As

Associações Comerciais, as Federações

de

Indústria, a A

ssocia-ção Brasileira

de

Municípios

e os

S indicatos Profissionais

rece-bem, igualmente, as publicações da Comissão.

Devido a sua natureza especializada

e

ao elevado custo

do

papel

e

mão-de-obra gráfica, a tiragem

de

cada publicação

é

determinada

de

acôrdo com a es timativa

do

númeTO

de

entida-des,

autoridades

e

funcionários que, a

juízo

da Comissão, têm

interêsse

em

conhecer ou pelo menos acompanhar os seU$

trabalhos.

Fora dos círculos oficiais enumerados, a Comissão tem

enviado suas publicações aos p7'incipais jornais

do

País, às

Uni-versidades

e,

excepcionalmente, a escola&, professôres

e

estu-dantes brasileiros

e

estmngeiTos, que manifestam interêsse em

Tecebê-Ias.

A demanda crescente das publicações, que já está

pas-~ ando

a agressiva,

co ~ neça,

entretanto,

a

afetar a sua

distri-buição, dificultando à Comissão

o

cumprimento estrito da

obri-gação

de

documentar

e

expor, à crítica das autoridades

e

dos

órgãos interessados, os estudos, projetos

e

recomendações

de

sua autoria.

Ficam, assim, explicadas as razões

por

que freqüentemente

a Comissão se vê impossibilitada

de

atender, no todo, ou

em

parte, a numerosos peCidos

de

publicações que recebe.

No

caso das publicações esgotadas, cujos números

e

t ítul os

aparecem no alto da lista, tais pedidos, além

de

inteiramente

inúteis, apenas produzem

o

efeito negativo

de

perturb ar

os

tra-balhos da Comissão

e

onerar

o

tempo

de

seu

pessoal.

(5)

COMISSAO DE REFORMA DO MINISTÉRIO DA FAZENDA

Presidente

Luiz Simões Lopes

Presidenfe-Sllbstifuto

Alim Pedro

Coordenador-Geral

Gerson Augusto da S ilv a

QU!\DRO DJRIGENTE

- Presidente da Fundação Getúlio V argas

- Diretor-Executivo da Fundação Getúlio Vargas

- Técn ico de Economia e Fina nças

~ MF. Representante do Ministé-rio da Fazenda

CONTROLE DA EXECUÇÃO DOS PROJETOS

R esponsável

Benedicto Silva - Assesso r para Ass untos Legi slati-vos - DASP. Professor da Escola Brasilei ra de Adm ini stração Pública - FGV

GRUPO DE TRABALHO DE PESSOAL

Diretor-Executivo

A~ tério Oardeau Viei ra - A ssisten te-Jur ídi co - DASP

Coordenador Werner Grau

Coordenador J3enedicto Silva

SETOR DE ARRECADAÇÃO

- Agente Fiscal de Rendas Internas

~ MP SETOR DE DOCUMENT AÇÂQ

(6)

SETOR DE INSTALAÇOES E EQUIPAMENTOS

Coordenador

Syndoro Carneiro de Souza - Diretor da Divis50 de Edifícios Pú-blicos do DASP

SETOR DE LEGISLAÇÂO

Coordenador

Arthur Ribeiro da Silva Filho - Oficial de Administração - MP

SETOR DE ORGANIZAÇÃO E Mf:TODOS

Coordenador

Moacyr Ribeiro Briggs - E mbaixador - MRE

EQUIPE DE REFORMA DO IMPóSTO ADUANEIRO

Coordenador

Oswaldo da Costa e Silva Agente Fiscal do Impõsto Adua-neiro ~ MP

EQUIPE DE REFORMA DO IMPCSTO DE RENDA

Coordenador

Guilherme dos Santos Deveza - Ag ente Fiscal do Impõsto de Renda - MP

EQUIPE DE REFORMA DOS IMPOSTOS DO S'BLO E DE CONSUMO

Coordenador

Rossini Thalez Couto - Agente Fiscal de Rendas Internas

-MF

SE<":RET ARIA-EXECUTIVA

Secretária-Executiva

Maria Joana de Almeida Fernandes - Ag ente PiscaI do Impôsto de Renda

- MP

!QUADRO TÉCNICO

CONTROLE DA EXECUÇÃO DOS PROJETOS

A.ssesrora

Maria Oeônia Macedo de Cas tro Freire - Pro fessôra da EBAP - FGV

SETOR DE ADMINISTRAÇÃO DE PESSOAL

Assessor

(7)

SETOR DE ARRECADAÇÃO

Assistente

Carmen de Oliveira Santos - Arquivista - MF SETOR DE DOCUMENTAÇÃO

Chefe do Subsefor de D ocumentação

Ana Maria Bcmardes Goffi Marquesini - Assistente d-c Pesquisa - FGV

Assistentes

Ruy Viann a

Tcrezinha de Jesus Santos -- Red ator da Rádio N acbnal Oficial de Administração - MJNI SETOR DE INSTALAÇOES E EQUIPAMENTOS

Assistentes

Antônio José Arêas Ribeiro Lione Spivak

- Desenhista - ETUB - Engenheiro - DASP SETOR DE LEGISLAÇÃO

Assistente

Mílton Acácio de Araújo - Olicia l de Admini stração - MEC

SETOR DE ORGANIZAÇÃO E ME:TODOS Assessor Especial

O thelo Sarmento Serra Lima

Assessôres

Hélio Magalhães Escobar M aria do Carmo Almeida Rohr Maria Lúcia Baena Machado Silva Olga Pio da Silva Santos

- Contador - MF

- T écnico de Administração - DASP - Ag ente Fiscal do Impôsto de

Ren-da - MP

- Agente Fiscal do Impã3to de Ren-da - MF

- Oficial de Administração - MF EQUIPE DE REFORMA DO IMPOSTO ADUANEIRO

Assessóra Especial

Lúcia Marinho Pirajá

Assessôres

Alberto Mano el de Vasconcelos Augusto César Cardoso

Eduardo Abrabão

João Fernandes de Almeida Luiz Emygdio Pinheiro da Câmara Moacir de Matos Peixoto

Néa Lopes Monteiro Sacco

- Estatístico - MF

- Agente Fiscal do ImpOsto Ad uanei-ro - MF

- Funcionário da CACE X - Banco do Brasil

- Estatístico - MF - Estatístico - MP

- Chefe de Setor da Confederação Nacional da Indústria

- Ag ente Fiscal do Impõsto Aduanei-ro - MF

- Agente Fiscal do ImpOsto

(8)

EQUIPE D E REFORMA DO IMPóSTO D E RENDA

A sse.!sor E special

Léo Lei te C osta

A ssessôre.!

C ecilia Lopes da Rocha Bastos Estela Feijó C ardoso

G ermânia Bastos

H elena d a Cos ta Rodrigues H élio Graça C astanheira

M aria I sabel N ogueira da Silva Wilson Barbosa Blanco

- A ge n te Fiscal do Im pôsto Aduanei -ro - MF

- Agente Pisca i do Impôsto de Renda - MP

- A gente Fiscal do Impô~to de Renda - M F

- Agente Fiscal do Impôsto de Renda - M P

- Agente P isca i do Impôsto de Renda - MP

- A gente Fisca l do Impôsto de Renda - MF

- A gente Fiscal do I mpôs to de Renda - MF

- Ag ente Fisca l do Impôs to de Renda - M P

EQUIPE D E REFOR MA DOS IMPOSTOS DO StLO E DE CONSUMO

Assessôre.!

Durval Ferreira de Abreu - Agente Piscai de Rendas Internas - M P

H ernandes de Araújo Pinto - Ag ente Fisca l de R eudas Internas -MP

Mú cio Tôrres C arrilho - Fiscal Auxi lia r de Impostos Inter-nos - MF

O tacílio Silva da Silveira - Agente F is cal de Rendas Internas - M F

O tto Garcindo de Sá - Agente P isca i de Rendas Internas -MF

Sylvio de C a rv alho Santos - Agente F isca l de Rendas Internas - MP

QUADRO l\DM I I'ISTR." H VO

SETOR D E ADMINISTRAÇÃO GERAL NA FUNDAÇÃO GETúLIO VARGAS

Chefe da Divisão de Contabilidade

Luiz Sidney Vidal do Couto

A ssessor C ontábil

(9)

FUN DAÇ ÃO GETÚLIO VA RG AS

COMISSÃO DE REFOR'v1A 00 MINISTtRIO DA " AZ~ I~A

REFORMA

~

TRIBUTARIA

NACIONAL

(10)

APRESENTAÇÃO

Desde o início de seus trabalhos, em outubro de 1963: a Comissão de Reforma do Ministério da Fazenda interpretou,

lato

sensu, as dimensões da tarefa que lhe fôra confiada, pres-sentindo que esta não se limitaria ao levantamento e substi-tuição de rotinas de trabalho, ou reestruturação do órgão e revisão das leis tributárias. Em verdade, sempre estêve nos horizontes da Comissão formular propostas · de maior alcance, que, se aceitas, poderiam envolver emendas constitucionais per-tinentes aos campos financeiro e tributário.

Ocorre que, enquanto prosseguiam os trabalhos da Comis-são, o Excelentíssimo Senhor Presidente da República deter-minou, expressamente, ao Ministro da Fazenda que procedesse a um exame da discriminação constitucional de rendas então em vigor. Firmou-se, assim, a política do Poder Executivo no sentido de levar a efeito uma reforma tributária nacional.

No cumprimento da diretriz presidencial, o Ministro da Fa-zenda e o Ministro Extraordinário para o Planejamento e Coor-denação Econômica designaram, por portaria de n .o GB-30j1965, uma Comissão especial para elaborar o anteprojeto de reforma de discriminação constitucional de rendas.

Presidida pelo Dr.

Luiz Simões

Lopes, Presidente da Co-missão de Reforma do Ministério da Fazenda e da Fundação Getúlio Vargas, e composta dos doutores

Rubens Gomes

de

Souza,

Relator,

Gerson Augusto da Silva,

Secretário-Executivo,

Sebastião Santana e Silva, Gilberto de Ulhôa Canto e Mário

Simonsen,

Membros, a referida Comissão desincumbiu-se da tarefa em duas fases.

(11)

e acompanhado do relatório em

que

se expunham e justifica-vam as medidas recomendadas.

A Comissão de Reforma do Ministério da Fazenda divulgou amplamente êsse documento, incluindo-o na série de suas pu;-blicações, sob o título Re forma da Discáminação Constitucional de Rendas (Anteprojeto) e o número 6.

A segunda fase consistiu na revisão do projeto original

à

luz das críticas suscitadas e sugestões apresentadas pelos seto-res governamentais, pelas classes produtoras, entidades cultu-rais e pessoas versadas na matéria.

Uma vez examinadas as críticas e sugestões recebidas , acei-tando algumas e rejeiacei-tando outra s, a Comissão deu por finda a sua tarefa ao apresentar ao Ministro da Fazenda, em 30 de outubro de 1965, um é'.nteprojeto revisto de Emendas Consti-tucion ais A e B , igualmente expostas e justificadas em rela-tório complementar.

Com algumas modificações introduzidas pelos Ministros da Fazenda e do Planejamento, o projeto revisto de Emenda B foi encaminhado ao Congresso Nacional pelo Chefe do Poder Execu tivo, juntamente com a Mensagem Presidencial n.O 21, de 4 de novembro de 1965, e a Exposição de Motivos do Ministro da Fazenda.

Relatada em Comissão Mista do Congresso Nacional pelo Deputado Raimundo Padilha, a propositura foi aprovada pelo Congresso, com algumas alterações, e promulgada ,a 1.0 de dezembro d e 1965 pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, convertendo-se, assim, na Emenda Constitu-cional n,O 18.

A superveniência do Ato Institucional n ,O 2 tornou insub-sistente o projeto de Emenda Constitucional A.

Ao reunir na presente publicação o texto promulgado e os documentos preliminares acima referidos, a Comissão de Re-forma do Ministério da Fazenda tem em mira dois objetivos: primeiro, registrar as diferentes etapas por que passou o pro-jeto, culminando, finalmente, na reforma tributária nacional; segundo, contribuir para os trabalhos ainda necessários à sua implementação.

(12)

íNDICE

Apresentação ... .... . . . ... . . ... .. . ... .. . .. . . XI

EMENDA CONSTITUCIONAL N · 18 ... . ... ... .. . 5

CAPÍTULO 1 - Disposições Gera is ... .. . .. .. ... .... . . . 5

CAPÍTULO 11 - Dos Impostos . ... .. ... .... .. .. . . .. . .. . .. 6

Seção - Disposições Gerais ... . . .. . ... 6

Seção II - Impostos Sõbre o Comércio Exterior 7 Seção III - Impostos sôbre o Patrimôn io e a Renda 7 Seção IV - Impostos Sôbre a Produção e a C ir~ culação ... .. ... . ... ... . ... 8

Seção V - Impostos Especiais ... . . ... 9

CAPÍTULO I11 - Das Taxas ... . .... ... . .. . ... 9

CAPÍTULO IV - D as Contrib uições de Melhoria . . ... . . .. .. . ... 10

CAPÍTULO V - D as Dis tribuições de R ~ ceit as Tributárias ... . .. 10

CAPÍTULO VI - Disposições Finais e T ra nsitórias . ... 11

DISPOSIÇOES CONSTITUCIONAIS REVOGADAS OU SUBS-TITUfDAS .. ... . .. . ... . . . .... . ... . ... .. .. .... . 15

Constituição da República dos Estados Unidos do Brasi l . . 15

Emenda Constitucional n9 3 . ... ... . .... .. ... 18

Emenda Constitucional n9 5 Em<! nda Constitucional n' JC. ANEXO I PRIMEI RO RELATóRIO DA COMISSÃO 18 2 1 27 I . Orientação Geral . .... ... . . . 29

Critica do Sistema Vigente .. ... ... .... . . . .. .. ... . . 29

Prem issas da Reforma .. . . .... ... ... . . ... .. ... 30

Espírito da Reform a .. ... ... .. .... . .... . ... . ... . . .. 31

Té cnica Ad otada . . .. ... .... . ... . .. . . .. ... .... . ... . . 32

2 . Normas Legislativas .. ... . .... . . . ... . . . . .... . . 33

Leis Complementares . .. ... . . . ... .. . ... . .. ... . . .. ... 33

Resoluções do Senado Federal ... .. . .... .. .. . ... ... .... 35

Deleg ações Legislativas ... . .. . 35

(13)

3. Normas Tributárias . . .. . ...•.... . ...• .. . .. . . . ... . .. . 37

D isposições G erais .. . .. ... . .. .. . .. . . .. ... .. . 37

Dos Impostos .. . . .... . ... .... .. . . . ... . ... . . ... . 'lI D isposições Gerais ... ... .. . . .. .. . .... .. ... . . . .. . ... 41

Impostos Sõbre o Comércio Exterior .... . .... . . . .... .... 43

Impostos Sõbre o Pa trilllÕnio e a R enda . ... . 43

Impostos Sõbre a Produção e a Circulação .. ... .. .. . .. 47

Impostos E speciais .. . ... .. ... .. . .. .... ... . ... 52

T axas e Contribuições de Melhoria ... .. ... . .... . . 54

4 . Distribuições de l?eceitas Tributárias ... .. ... . ... . ... 54

5 . Disposições Finais e Transitórias .... . . .. . ... .... . . .. .. .. . .. 57

PROJETO ORIGINAL DE EMENDA CONSTITUCIONAL "A " 67 PROJETO ORIGINAL DE EMENDA CONSTITUCIONAL "B" 71 CAPÍTULO I - Disposições Gerais . .. . .. ... . . .. .. . ... . . . 71

CAPÍT U LO 11 - Dos Impostos .... . . .. .. ... . ... .. . . . 72

Seçã o I - Disposições Gerais . ... .. ... .. . . .. . . 72

Seção 11 - Impostos Sôbre o Comércio E xterior 73 Seção lU - Impostos Sôbre o Patrimônio e a Renda 73 Seç ão IV - Impostos Sõbre a Produção e a Cir-culação .... . ... ... . . . . .. .. . . 74

Seção V - Impostos Especiais.... ... . . . .. . 75

CAPÍTULO m - D a s Taxas . . . . ... .. .. . . ... . .. .... .. .. . . ... . 76

CAPÍTULO IV - Das Contribuições de Melhoria . ... .. .. . . 76

CAPÍTULO v - D as Distribuições de Receitas Tributárias . .. . .. ... 76

CAPÍTULO VI - Disposições Finais e Transitórias ANEXO II SEGUNDO RELATóRIO DA COMISSAO 78 83 Considerações Gerais ... . .. . . .. .. .. . ... . ... . ... . 83

Sistemá tica do Anteprojeto .. ... .. .. ... . . . . .. ... 85

Leis Complementares ... . . . .... . . .. .... . ... . . ... ... . . . 86

Resolu ç õ ~ s do Senado Federal .. . .... ... .. . .. . . .. .... ... ... . . . 87

Composição do Sistema . . .. .. .. . . .. .. . .. ... . ... .. .. . . . ... . 88

Limitações Constitucionais . ... . ... . . . .. . ... . .. . . . ... . . ... .. 90

Impostos em Gera l. . .. . . .. . . .. . . 91

Impostos Sõbre o Comércio Exterior . ... . .. .. . .... . .. .. . . .. . . .. . 92

Impostos Sõbre o P atrimônio e a Renda . ... . . . ... . .. . . .. .. 92

Impostos Sõbre a Produção e a Circulação . . . 93

Impostos Especiais . .... .... ... .. .. ... . . . .. ... . . 96

(14)

Taxas... ... . ..• . ... . ... . ... .. ...• 97 Contribuições de Melhoria . . .. . . .. . .... . • ... ... . . .. .. . ... . 98 Redistribuições de Receitas Tributárias .. .. .. . .... . . .• . .. .. . .. . .. 98 Disposições Transitórias e Finais . . . 100 Conclusão ... . . ... .... .... . . . ... . . . ... . .. .. .. . . . .. . ...• 100 PROJETO REVISTO DE EMENDA CONSTITUCIONAL U A" 103

PROJETO REVISTO DE EMENDA CONSTITUCIONAL "B" 107

CAPÍTULO I - Disposições Gerais .. . .. .. .. ... .. ... .. . .. .. . .. .• 107

CAPÍTULO U - Dos Impostos . .. . .. . .. . .. . .. . ... . .. . . .. 108

Seção I - Disposições G<!rais . .. . ... . ... . . . ... 108 Seção 11 - Impostos Sôbre o ComérCiO Exterior 109 Seção III - Impostos Sôbre o Patrimônio e a Renda 109 Seção IV - Impostos Sõbre a Produção e a

Cir-culação . . ... . . ... . .. . .. ...• 110 Seção V - Impostos Especiais .. ... .. ... . . 111

CAPÍTULO W Das Taxas .... . ... .. .. .. .. . . .... . .. ... . . 111 CAPÍTULO IV - Das Contribuições de Melhoria . ... .. . .. .. . . . ... 112 CAPÍTULO V - Das Distribuições de Receitas Tributárias . . . 112

CApiTULO VI - Disposições Finais e Transitórias . . .. ... . ... .. 113

ANExom

MENSAGEM DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA AO CONGRES-SO NACiONAL.... . ... .. .. .. ... . . . .... .. . . .. ... . 119

'- ' \

PROJETO DE EMENDA CONSTITUCIONAL N' 8, DE 1965 .. .. 123

CAPÍTULO I - Disposições Gerais . .. . .. .. .. . . .. ... . . .. ... . 123

CAPÍTULO U - Dos Impostos . .. .. ... . ... . ... . .... . .... 124 Seção I - Disposições Gerais ... .. . . .. . . . ... . . J 24 Seção 11 - Impostos Sôbre o Comércio Exterior 124 Seção IH - Impostos Sôbre o Patrimônio e a Renda 125 Seção IV - Impostos Sôbre a Produção e a

Cir-cu lação . . . .... ... .. . . . .... . . . .. 125 Seção V - Impostos E speciais .. . .... .. ... " . . . 127

CAPÍTULO W - D as Tax as .. . .. . . . .. .. ... . .... . .. . ... .. .. . 127

CAPÍTULO IV - D as Contribuições de Melhoria . . ... .. .. . . .. .. ... 127

CAPÍTULO v - Das D istribuições de Receitas Tributári as . .. .... . 128

CAPÍTULO VI - Disposiçôes Finais e Transitórias . ... . .... . .. . . 129 EXPOSIÇll.O DE MOTIVOS DO MINISTRO DA FAZENDA ... 133 INDICE ANALITICO . ... .. ... .. .... .. . ... .. . ... .. 143

(15)

REFORMA

TRIBUTÁRIA

(16)
(17)

AS MESAS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS E DO SENADO FEDERAL promulgam, nos têrmos do art. 217,

§

4.° da Constitui-ção, a seguinte Emend a Constitucional:

CAPÍTCLO I

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 1.0 O sistema tributário nacional compõe-se de impostos, taxas e contribuições de melhoria, e é regido pelo disposto nesta Emenda, em leis complementares, em resoluções do Senado Federa l, e, nos limites das respectivas competências, em lei fed eral, estadual ou muni cipal.

Art. 2.0 É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federa l e aos Municípios:

I - instituir ou majorar tributo sem que a lei o estabeleça, ressalvados os casos previstos nes ta Emenda;

II - cobrar impôsto sôbrc o p atrimônio e a renda, com base em lei posterior à data inicial do exercício financeiro a que corres-pond a;

lU - estabelecer limitações ao tráfego, no territóri o n ac ional, de pessoas ou mercadorias, por meio de tributos int e r e~ta cluais ou intermunicipais;

IV - cobrar impostos sôbre:

a) o patrimônio, a renda ou os · serviços uns dos outros; b) templos de qualquer culto;

c) o patrimônio, a renda ou serviços de Partidos

políti-cos e de institui~ões de educação ou de assistência

(18)

social, observados os requisitos fixados em lei com-plementar;

d) o papel destinado exclusivamente à impressão de jor-nais, periódicos e livros .

§

1.0 O disposto na letra a do n .O IV é extensivo às autarquias, tão-somente no que se refere ao patrimônio, à renda ou aos serviços vinculados às suas finalidades essenciais, ou delas decorrentes.

§

2.0 O disposto na letra a do n.O IV não é extensivo aos ser-viços públicos concedidos, cujo tratamento u-ibutário é estabelecido pelo poder concedente no que se refere aos tributos de sua compe-tência, ressalvados os serviços públicos federais concedidos, cuja isenção geral de tributos pode ser instituída pela União, por meio de lei especial e tendo em vista o interêsse comum.

Art. 3.° É vedado:

I - à União, instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional, ou que importe di tinção ou preferência em favor de determinado Estado ou Município;

II - aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, estabe-lecer diferença tributária entre bens de qualquer natureza, em razão da sua procedência ou do seu destino.

Art. 4.° Somente a União, em casos excepcionais definidos em lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios.

CAPÍTULO II DOS IMPOSTOS

Seção I

Dtsposiç6es Gerai&

Art. 5.° Os impostos componentes do sistema tributário na-cional são exclusivamente os que constam desta Emenda, com as competências e limitações nela previstas.

Art. 6.° Competem:

I - ao Distrito Federal e aos Estados não divididos em Municí-pios, cumulativamente, os impostos atribuídos aos Estados e aos Municípios;

II - à União, nos Territórios Federais, os impostos atribuídos aos Estados, e, se aquêles não forem divididos em Municípios,

(19)

Seção II

Impostos sôbre o Comércio Exterior

Art. 7.0 Compete à União:

I - o impôsto sôbre a importação de produtos estrangeiros;

11 - o impôs to sôbre a exportação, para o estrangeiro, de pro-dutos naci on ais ou nacionalizados.

§],o O Poder Executivo pode. nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar as a líquo tas ou as bases de cálculo dos impostos a que se refere êste artigo, a fim de ajustá-los aos objetivos da poIí tica cam bi aI e de comércio exterior.

§

2.° A receita líquida do impôs to a que se refere o n.O II dês te artigo destina-se à formação de reservas monetárias, n a forma da lei.

Seção lI!

Impostos sóbre o Patrimônio e a Rlenela Ar t. 8.° Competem à União:

I - o impôs to sôbre a propriedade territorial rural;

II - o impôsto sôbre a renda e proventos de qualquer natureza .

Art. 9.° Compete aos Estados o impôsto sôbre a transmissão, a qualquer título, de bens imóveis por natureza ou por cessão física, como definidos em lei. e de direitos reais sôbre imóveis, exceto os

di-rei tos reais de garantia .

§

1.0 O impôsto incide sôbre a cessão de direitos relativos à

aquisição dos ben s referidos neste artigo.

§ 2.0 O impôs to não incide sôbre a transmissã o dos bens ou direitos referidos neste artigo, para sua incorporação ao capital de pessoas jurídicas, salvo o daquelas cuja atividade preponderante, como definida em lei complementar, seja a venda ou a locação da propriedade imobiliária ' ou a cessão d e direitos relativos à sua aqui-sição.

§ 3.0 O impôsto compete ao Estado da situ ação dei imóvel sô-brC2 que versar a mutação patrimonial, mesmo que esta decorra de sucessão aberta no estrangeiro.

(20)

complementar, e o seu montante será dedutível do devido à União, a título do impôsto de que trata o art. 8.°, n.O lI, sôbre o provento decorrente da mesma transmissã o.

Art. 10. Compete aos ~funi cíp i os o impôsto sôbre a proprie-dade pred ia l e territorial urbana.

Seção IV

I mpostos sóbre a Produção c a Circulação

Art. 11. Compete à Uni ão o impôs to sô bre produ tos indus-trializados .

P arágr a fo umco . O impôsto é seletivo em função da essen-cialid ade dos produ tos, e não-cu mulativo, abatendo-se, em cada ope-ração, o montante cobrado nas anteriores.

Art. 12. Compete aos Estados o impôs to sôbre operaçõ::s rela-tivas à circulação de mercadorias, realizad as por comercia ntes, in-dustriais e produtores.

§

1.0 A alíquota do impôsto é uniforme para tôd as as merca-dori as, não excede ndo, n as operações que as destinem a outro Es-tado, o limite fi xado em resolu ção do Senado Federal, nos têrmos do disposto em lei complementar .

§

2.° O impôsto é n ão-cumulativo, abatendo-se, em cada ope-ração, nos têrmos do dispostO em lei complementar, o mo ntante cobrado n as a nteriores, pelo m esmo ou por outro Estado, e n ão incidirá sôbre a venda a varejo, diretam ente ao consumidor, de gêneros de primeira necessidade, defin id os como tais por ato do Poder Executivo Estadu al .

Art. 13. Compete aos Municípios cobrar o impôsto referido no artigo anterior, com base n a legislação estadual a êle relativa, e por alíquota não superior a 30% (trinta por ce nto) da instituíd .. pelo Estado.

Parágrafo único. A cobrança prevista neste artigo é limitada às operações ocorridas no território do Município, m as independen te da efetiva arrecadação, pelo Estado, do impôs to a que se refere o

artigo anterior.

Art. ]4 . Compe te à União o impôsto:

I - sôbre operações de crédito, câmbio e seguro, e sôbre ope-rações relativas a títulos e valôres mobiliários;

11 - sôbre serviços de tra nsportes

e

comunicações, salvQ Q~

de

(21)

§

1.0 O Poder Executivo pode, nas condições e nos limites es-tabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases do cálculo do impôsto, nos casos do 11. 0 I dêstc artigo, a fim de ajustá-lo aos

obje-tivos

da política monet~íria.

§

2.0 A r eceita liquida do impôsto, nos casos do n.O I dêste artigo" desti na-se à form ação de reservas monetárias.

Art. 15. Compete aos Municípios o impôsto sôbre serviços de qualqu er n ature za, não compreendidos na competência tributá-ria da União e cIos Estados .

Parágrafo ún ico. Lei complementar estabeleced critérios para distinguir as atividades a que se refere êste artigo elas pre\'istas no art. 12.

Seção V

Impostos Especiais

Art. 16. Compe te à União o impôs to sôbre:

I - produção, importação, circulação, distribui ção ou consumo de combustíveis e lubrificantes líquidos ou gasosos de qualquer ori-gem ou natureza;

II - produção, importaçã o, distribuição ou consumo de ener-gia elétrica;

IH - produção, circulação ou consumo de minerais do País.

P arágrafo ún ico . O impôsto incide uma só vez, sôbre uma dentre as operações previstas em, cada inciso dêste artigo e exclui quaisquer outros tributos, sejam quais forem sua natureza ou com-petênci a, incide ntes sôbre aquelas operações .

Art, 17, Compete à União, na imin ência ou no C,ISO de guerra externa , instituir, temporàriamente, impostos extraordinários, com-preendidos ou não na enumeração constante dos artigos 8.0 a 16, suprimidos, gradativamente, no prazo máximo de cinco anos, con-tados da celebração da paz,

CAPíTULO lU

DAS TAXAS

(22)

Parágrafo tmico. As taxas não terão base de cálculo idêntica à que corresponda a impôsto referido nesta Emenda.

CAPÍTULO IV

DAS CO.NTRIBUIÇÕES DE MELHORIA

Art. 19. Compete à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, cobrar contribuição de melhoria para fazer face ao custo de obras públicas de que d ecorra valorização imobiliária , lendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado.

CAPíTULO V

DAS DISTRIBUIÇÕES DE RECEITAS TRIBUTÁRIAS

Art. 20. Serão distribuídos pela União:

I - aos Municípios da localização dos imóveis, o produto da arrecadação do impôsto a que se refere o art. 8.0, n.O I;

II - aos Estados e aos Municípios, o produto da arrecadação, na fonte, do impôsto a que se refere o art. 8.0 , n.O lI, incidente sôbre

a renda déls obrigações de sua dívida pública e sôbre os proventos dos seus servidores e dos de suas autarquias.

P arágrafo único. As autoridades arrecadadoras dos tributos a que se refere êste artigo farão entrega, aos Estados e Municípios, das importâncias recebidas correspondentes a êstes impostos, à me-dida em que forem sendo arrecadadas, independentemente da ordem d as autoridades superiores, em prazo não maior de trinta dias, a contar da data do recolhimento dos mesmos tributos, sob pena de demissão.

Art. 2 I . Do produto da arrecadação dos impostos a que se referem o art. 8.0, n .O II, e o aH. lI, 80% (oitenta por cento) constituem receita da União e o restante distribuir-se-á à razão de

10% (dez por cento) ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal , e 10% (dez por cento) ao Fundo de Participação dos Municípios.

(23)

§

2.0 Do total recebido nos tênnos do parágrafo anterior, cada entidade participante destinará obrigatoriamente 50% (cinqüenta por cento), pelo menos, ao seu orçamento de capital.

§

3.° Para os efeitos de cálculo da percentagem destinada aos Fundos de Participação exclui-se, do produto da arrecadação do impôsto a que se refere o art. 8.°, n.O IJ, a parcela distribuída nos têrmos do art. 20, n.O II .

Art. 22. Sem prejuízo do disposto no art. 2 I , os Estados e Municípi os que celebrem com a União convênios destinados a asse-gurar ampla e eficiente coordenação dos respectivos programas de investimentos e serviços públicos, especialmente no campo da polí-tica tributária, poderão participar de até 10% (dez por cento) da arrecadação efetuada, nos respectivos territórios, proveniente do impôsto referido no art. 8.°, n.O II, incidente sôbre o rendimento das pessoas físicas, e no art. 11 , excluído o incidente sôbre fumo e be bidas alcoólicas.

Arl. 23. Do produto da arrecadação do impôs to a que se refere o art. 16 ser~o distribuídos aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios 60 % (sessenta por cento) do que incidir sôbre opera· ções relativas a combustíveis, lubrificantes e energia elétrica, e 90 %

(noventa por cento) do que incidir sôbre operações relativas a minerais do País.

Parágrafo único. A distribuição prevista neste artigo será re-gulada em resolução do Senado Federal, nos têrmos do disposto em lei complementar, proporcionalmente à superfície, à produção e ao consumo, nos respectivos territórios, dos produtos a que se

refere o impôs to .

Ar!. 24. A lei federal pode cometer aos Estados, ao Distrito Federal, ou aos Municípios o encargo de arrecadar os impostos de competência da União, cujo produto lhes seja distribuído no todo ou em parte.

Parágrafo único. ção dos impostos de venham a distribuir, cípios .

o

disposto neste artigo aplica-se à arrecada-competência dos Estados, cujo produto êstes no todo ou em parte, aos respectivos

I\{uni-CAPÍTULO VI

DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITóRIAS

(24)

pará-grafo único, o art. 32, o

§

34 do 3rt. 14 1, o art. 202 e o art. 203 da Constituição, o art. 5.0 da Emenda Const itu cional n.O 3, a Emen-d a Constitucional n.O 5 e os art igos 2.° e 3.° da Emenda ConstÍlu-cional n.O 10.

Art. 26 . Os tributos .de competência da União, dos E tados, do Distrito Federa l e dos l'vlunicípi o , vigentes à d a ta da promulga-ção desta Emenda, sa h'o o impôs tO d e ex por tapromulga-ção, poderão continuar a ser cobrados até 31 de d ezembro de 1966, devendo, n esse prazo, se r revogados, alteraclos ou su bstitu íd os por ou tros, na conformi dade do disposto n e ta Emenda.

§

1.0 A lei complem entar poderá estabelece r que as altera-ções e sub tituialtera-ções tributárias, na co nformidade do di sposto nesta Emenda, entrem grad llalm ente em vigor n os exercícios de 1967, 1968 e 1969.

§

2.° O a rt. 20 da Co nstitui ção fi ca d r ev0gado, em relação a ca da E stado, na da ta da en trad a em vigor d a lei q ue nêle instituir o impôsto previsto no art . 12 des ta Emenda.

§

3.° Entrará em vi gor a L° de janeiro do a no seguinte ao d a promulgaçã o des ta Emenda o di spos to 110 a rtigo 7. °, 11. ° IT, 110 seu

§

2.° e, qu a nto ao impôsto de exportação, o p revisto 110 seu

§

1.° . Art. 27. São extensi vos à R egião Amazônica todos os incen-tivos fi scais, favores creditícios e d ema is vantagens concedidas pela legislação à Reg ião Nordeste do Brasil.

Brasília, 1 de dezembro de 1965

A MESA DA C AM'ARA DOS DEPUTADOS

B ilac P into

P res ide nte

Bat ista Ramos

•• Vice-P res idente

Mário Gomes

2' Vice-Presidente

Nilo Coelho

.0

Sec ret á r io

Henrique La Roque

2. Secre tár io

Emílio Gomes

30 Secretário

Nogueira de Rezend.e

4. Secretário

A MESA DO SENADO

A uro Mou ra Andrade

Pr esidente

Camilo Noguei1'a da Gama

v ice-P r eside nte

D i na ri c lIfariz

.0

Sec retário

AdallJerlo Sena

20 Secretário e m exercício

Catette P inheiro

39 Sec retari o em exer cício

G uido Mondim

(25)
(26)

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA

DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL

Art. 15 . Compete à União decretar impostos sôbre:

I - importação de mercadorias de procedência estrangeira:

11 - consumo de mercadorias;

111 - produção, comércio, distribuição e consumo, e bem assim importação e exportaçã o de lubrificantes e de combustíveis líquidos ou gasosos de qualquer origem ou natureza, estendenuo-se êsse re-gime, no que fôr aplicável, aos minerais do país e à energia elétrica;

IV - renda e proventos de qualquer natureza;

V - transferência de fundos para o exterior;

VI - negócios de sua economia, atos e instrumentos regulados por lei federal;

VII - propriedade territorial rural. (')

§

1.0 São isentos do impôsto de consumo os artigos que a lei classificar como o mínimo indi spe nsável à habitação, vestuário, ali-mentação e tratamento médico das pessoas de restrita capacidade econômica.

§

2.° A tributação de que trata o n,o lU terá a forma ele

impôsto único, que incidirá sôbre cada espécie de produto. Da ren-da resultante, sessenta por cento no mínimo serão entregues aos Es"\ tados, ao Distrito Federal e aos Municípios, proporcionalmente à sua superfície, população, consumo e produção, nos têrmos e para 05 fins estabelecidos em lei federal.

§

3.° A União poderá tr·ibutar a renda das obrigações da dívida pública estadual ou municipal e os proventos elos agentes dos Estadus e dos Municípios; mas não poderá fazê-lo em limi tes superiores aos

1) O inciso VlI foi acrescentado pela Emenda Constitucional n9 10, de 9

de novembro de 1964.

(27)

que fixar pata as suas prÓprias obrígaçôcs e para os proventos dos seus própnos agentes.

§

4.° A União entregará aos municípios 10% (dez por cento) do tu tal yue arrecadar do llUpÓSlO de que trata o n.'" 11, etetuada a distribulçao em partes iguai s, e 1azenuo-se o pagamento de modo integral, de uma só vez, a cada municíplO, durante o quarto tri-mestre de cada ano . (")

§

5.° A União emregará igualmente aos municípios 15% (qumze por cento) do total que arrecadar do impõsto de que trata o nY 1 V, leita a distribuição em partes Jguais, devendo o pagamento a cada município ser feito integralmente, de uma só vez, durante o terceiro trimestre de cada ano. (")

§

6.° Metade, pelo menos, da importância entregue aos mUl1l-cípios, por efeito do disposto no

§

5.0, será aplicado em beneIíci'Js de ordem rural. Para GS efeitos dêste parágralo, entende-se por be-nefício de ordem rural tOdo o serviço que tor instalado ou obra que fôr realizada com o objetivo de melhoria das condições econômicas, sociais, sanitárias ou culturais das populações das zonas rurais.

C)

§

7.° Não se compreendem nas disposições do n.O VI os atos jurídicos ou os seus instrumentos, quando incluídos na competên-cia tributária estabelecida nos arts . 19 e 29. (5)

§

8. ° Na iminência ou no caso de guerra externa, é facultado à União decretar impostos extraordinários, que não serão partilha-dos na forma uo art. 21 e que deverão suprimir-se gradualmente, dentro em cinco anos, contados da data da assinatura da paz . (")

§

9.0 O produto da arrecadação do impôs to territorial rural será entregue, na forma da l ei, pela União aos ~lunicípios onde es-tejam locali zados os imóveis sôbre os quais incida a tributação.

n

Art. 20 . Quando a arrecadação estadual de impostos, salvo a do impôsto de exportação, exceder, em Município que n ão seja o da capital, o total das rendas locais de qualquer natureza, o Estado dar-Ihe-á anualmente trinta por cento do excesso arrecadad o.

2)

3)

4)

5)

6)

7)

16

Redaçi'. o dada pela Emenda Constitucional n' 5. de 21 de novembro de 1961.

Idem . Idem.

O § 7'1 foi acrescentado ao art. 15 pela E me nda Co nstitucioo31 n· 5, de 21 de novembro de 1961.

O § 89 foi acrescentado ao art. 15 pela Emenda Constitucional n· 5, de 21 ~e noveD1bro de 1961.

(28)

Art. 21. A União e os Estados poderão decretar outros tri-butos além dos que lhes são atribuídos por esta Constituição, mas o impôsto federal excluirá o estadual idêntico. Os Estados farão a arrecadação de tais impostos e, à medida que ela se efetuar, entrega-garão vinte por cento do produto à União e quarenta por cento aos Municípios onde se tiver realizado a cobrança.

Art. 26 .. . ... . . ... . .. . .. . .. ... .

§

4.° Ao Distrito Federal cabem os mesmos impostos atribui-dos por esta Constituição aos Estaatribui-dos e aos ~unicípios.

Art. 27. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Fe-deral e aos Municípios estabelecer limitações ao tráfego de qualquc:{ natureza por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de taxas, inclusive pedágio, destinada exclusi-vamente à indenização das despesas de construção, conservação e melhoramento de estradas.

Art . 29. Além da renda que lhes é atribuída por fôrça dos

§§

2.0, 4.°, 5.° e 9.° do art. 15, e dos impostos que, no todo ou em parte, lhes forem transferidos pelo Estado, pertencem aos Munid-pios os impostos: (8)

8) 9)

10)

lI) 12) 13) 1") 15 )

I - sôbre propriedade territorial urbana; (9) II - predial; (10)

In -

sôbre transmissão de propriedade imobiliária inter vivos e sua incorporação ao capi tal de sociedades; (11) IV - de licenças; (tE)

V - de indústrias e profissões; (18) VI - sôbre diversões públicas; (H)

VII - sôbre atos de sua economia ou assuntos de sua compe-tência. (15)

Redação dada pela Emenda Constitucion a l n' lO. de 9 de novembro de 19M.

Idem.

Redação dada pela Emenda Constituciona l n' 5. de 21 de novembro de 1961.

Idem. Idem. Idem.

Inciso acrescentado ao art. 15 pela Emenda Constitucional n' 5. de 21 de now mbro de 1961.

(29)

Parágrafo único. O impõsto territorial rural n ão incidirá sÓ-bre sítios de área não excedente a vinte hectares, quando os cultive. só ou com sua família, o proprietário. (lJ6)

Art.

3q.

I - contribuição de melhoria, quando se verificar valorização do imóvel, em conseqüência de obras públicas;

• 11 - taxas;

Parágrafo único. A contribuição de melhoria não poderá ser exigida em limites superiores à despesa realizada, nem ao acréscimo de valor que da obra decorrer para o imóvel beneficiado.

Art. 32 . Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão estabelecer diferença tributária, em razão da procedência,

entre bens de qualquer natureza.

Art. 141.

§

34. Nenhum tributo será exigido ou aumentado sem que a lei o estabeleça; nenhum será cobrado em cada exercício sem pré-via autorização orçamentária, ressalvada, porém, a tarifa aduaneira e o impõsto lançado por motivo de guerra.

Art. 202. Os tributos terão caráter pessoal sempre que isso fÔr possível, e serão graduadas conforme a capacidade econÔmica do contri buinte.

Art. 203. Nenhum impôsto gravará diretamente os direitos de autor, nem a remuneração de professôres e jornalistas, excetuando· se da isenção os impostos gerais (art. 15, n.O IV). (17)

EMENDA CONSTITUCIONAL N.O 3

Art. 5.° Aos Estados que, depois de 18 de setembro de 1946, se constituírem sem município, em razão de peculiaridades locais, são atribuídos também os impostos previstos no art. 29.

16) Idem.

(30)

EMENDA CONSTITUCIONAL N.O 5

Institui nova discriminação de rendas em favor dos municíPios brasileiros.

Redij am·se assim os seguintes parágrafos do art. 15:

§

4.° A União entregará aos municípios 10% (dez por cento) do total que arrecadar do impôs to de que trata o n.O lI, efetuada a distribuição em partes iguais, e fazendo-se o pagamento de modo integral, de uma só vez, a cada município, durante o quarto

trimes-tre de cada ano.

§

5.° A Uniãd entregará igualmente aos municípios 15% (quinze por cento) do total que arrecadar do impôsto de que trata o n.O IV; feita a distribuição em partes iguais, devendo o pagamento a cada município ser feito integralmente, de uma só vez, durante o terceiro trimestre de cada ano.

§

6.° Metade, pelo menos, da importância entregue aos muni-cípios, por efeito do disposto no

§

5.°, será aplicada em benefício de ordem rural. Para os efeitos dêste parágrafo, entende-se por bene-fício de ordem rural todd o serviço que fôr instalado ou obra que fór realizada com o objetivo de melhoria das condições econômicas, sociais, sanitárias ou culturais das populações das zonas rurais.

§

7.° Não se compreendem nas disposições do n.O VI os atos jurídicos ou os seus instrumentos, quando incluídos na competên-cia tributária estabelecida nos arts. 19 e 29.

§ 8.° Na iminência ou no caso de guerra externa, é facultado à União decretar impostds extraordinários, que não serão p

artilha-dos na forma do art. 21 e que deverão suprimir-se gradualmente, dentro em cinco anos, contados da data da assinatura da p az.

Redija-se assim o art. 19:

Art. 19. Compete aos Estados decretar impostos sÔbre:

I - transmissão de propriedade causa mortis;

II - vendas e consignações efetuadas por comerciantes e pro-dutores, inclusive industriais, isenta, porém, a primeira opera~ão do

pequeno produtor, conforme o definir a lei estadual;

111 - exportação de mercadorias de sua produção para o es-trangeiro, até o máximo de 5 % (cinco por cento) ad vaZarem

veda-dos qu aisquer adicionais;

(31)

§

1.0

o

impôsto sôbre transmissão causa mortis de bens cor-póreos cabe ao Estado em cujo território êstes se achem situados.

§

2.° O impõsto sôbre transmissão causa mortis de bens cor-póreos, inclusive títulos e crédi tos pertence, ainda quando a suces-são se tenha aberto no estrangeiro, a o Estado em cujo território os valôres da herança forem liquidados Ou transferidos aos her-deiros.

.

§

3.° Os Estados não poderão tributar títulos da dívida pú-blica emitidos por outras pessoas jurídicas de direito público inter-no, em limite superior ao estabelecido para as suas próprias obri-gações.

§

4.° O impôsto sôbre vendas e consignações será uniforme, sem distinção de procedência ou destino.

§

5.° Em caso excepcional, o Senado Federal poderá autorizar o aumento por determinado tempo, do impôsto de exportação, até

o máximo de 10 % (dez por cento) ad valorem.

Redija-se assim o art. 29:

Art. 29. Além da re nda que lhes é atribuída por fôrça dos

§§

2.°, 4.° e 5.° do art. 15, e dos impostos que, no todo ou em parte, lhes forem transferidos pelo Estado, pertencem aos municí· pios os impostos:

I - sôbre propriedade terrÍlorial urbana e rural;

II - predial;

lU - sôbre transmissão de propriedade imobili ária inter vivos e sua incorporação ao capital de sociedades;

IV - de li cenças;

V - de indústrias e profissões;

VI - sôbre d iversões públicas;

VII - sôbre atos de sua economia ou Jssuntos de sua compe-tência.

Parágrafo único. O impõsto territorial rural não incidirá sôbre sítios de área não excedente a vinte hectares, quando os cultive, sÓ ou com sua família, o proprietário.

20

Brasília, 21 de novembro de 1961.

(32)

EMENDA CONSTITUCIONAL N.O 10

Art. 2.° O art. ]5 é acrescido do item e parágrafo seguintes:

".\ rt. 15. Compete à União decretar impostos sôbre:

VI I - Propriedade terri torial rural.

§!J.O O produto da arrecadação do impôsto territorial rural será entregue, na forma da lei, pela União aos )lunidpios onde estejam localizados os imóveis sôbre os quais incida a tributação."

Art. 3.° O art. 29 da Constituição e o seu inciso I passam .. ter a seguinte redação:

"Art. 29. Além da renda que lhes é atribuída por fôrça dm ~~ 2.°, -1.°, 5.° e 9.° do art. 15, e dos impostos que, no todo ou em p;rrte, lhes {orem transferidos pelo Estado, pertencem aos Municí-pios os impostos:

(33)

Anexo I

PRIMEIRO RELATÓRIO DA COMISSÃO

PROJETO ORIGINAL DE EMENDA

CONSTITUCIONAL "A"

PROJETO ORIGINAL DE EMENDA

(34)
(35)

Exmo . Snr . Dr.

Octávio Gouveia de Bulhões

Ministro de Estado dos Negócios da Faunda.

A P01·taria n.O GB-30, de 27 de janeiro de 1965, expedida por V . Exa. com o co·patrocínio do Exmo . Snr. Ministro Ex traordintÍ-rio para O'S Assuntos do Planejam ento e Coordenação Econômica.

c1'iou esta Comissão e a incumbiu, nos têrmos de expressa fecomen-dação do Exmo. Snr. Presidente da R epública, de elaborar um Anteprojeto de reforma da atual discriminaçãO' constitucional de rendas. Ao apresentar a V . Exa. o trabalho con cluído, a Comissão pede licença a V. Exa. para justificá-lo pelas considerações que passa a expor .

(36)

1. ORIE~TAÇÃO GERAL

Crítica do sistema vigente

1

fI.

A Comissão está convicta de que a causa principal dos defei-tos, por demais conhecidos para serem aqui relembrados porrnenori-zadamente, de que padece a atual discriminação de rendas é o fato de o assunto ser tratado como problema jurídico e não econômico. Desde 1891 vem sendo seguido o critério, peculiar às Constituições brasileiras, de partilhar tributos designados por suas denominações jurídicas usuais, pôs ta que nem sempre pacíficas para os próprbs juristas. ~sse sistema tem provocado ou facili tado distorções econô-micas, e mesmo problemas estritamente jurídicos, que o crescimento das necessidades financeiras do poder público, e a conseqüente com-plexidade e onerosidade dos tributos federais, estaduais e municipais somente tendem a agraYar.

1/2. Exemrlo desta afirmativa é a proliferação de figuras trihu-tárias, concebidas em têrmos puramente jurídico-formais, com que os três governos têm procurado alargar o campo de suas competên-cias e fortale cer o montante de suas arrecadações. Entretanto, ês~es resultados, via de regra, somente são atingidos à custa da infração, mascarada com maior ou menor habilidade, porém

conscientemen-te visada pelo legislador, das limitações impostas pela Constituição

à própria competência impositiva ou à configuração legítima dos tributos nela contidos. Isto sem fal a rmos nas sobreposições de tri-butos, do mesmo ou de outro poder, econômicamente idênticos, e diferençados apenas pelas roupagens jurídicas de que o legislador os reveste. Pode-se mesmo di zer, sem exagêro, que existem hoje, no Brasil, mais tributos formalmente distintos que fatôres econô-micos substancialmente aptos a servir de base à tributação.

(37)

concorreu decididamente o critério formal e nominalista da discri· minação de rendas, ensejando a deformação conceitual, tanto dos impostos privativos, como dos que legitimamente caberiam no cam· po residual, imperfeitamente regulado no art. 21, como ainda das taxas, mencionadas de forma necessàriamente genérica no art. 30.

P1'e missas de reforma

] / 4 . Confrontada com êsse quadro, a Comissão procurou subor· dinar seus trabalhos a duas premissas que adotou como fundamen· tais . A primeira delas é a consolidação dos impostos de idênticas naturezas em figuras unitárias, definidas por via de referência às suas bases econômicas, antes que a uma das modalidades jurídicas que pudessem revestir. A segunda premissa é a concepção do siso tema tributário como integrado no plano econômico e jurídico na· cional, em substituição ao critério, atual e histórico, de origem essencialmente política, da coexistência de três sistemas tributários autônomos, federal, estadual e municipal.

1/5 . Procurou·se dar à primeira premissa uma expressão prática enquadrando todos os impostos componentes do sistema tributário nacional em quatro grupos: o dos impostos sôbre o comércio exte· rior; o dos impostos sôbre o patrimônio e a renda; o dos impostos sôbre a produção e a circulação de bens; e, finalmente, o dos imo postos especiais, que, por suas características técnicas ou pelo seu caráter extraordinário, transcendem os limites de cada um dos três primeiros grupos. Ainda para atuação da primeira premissa, supri. miu-se o campo residual, que hoje recolhe todos os impostos ino-minados, de quaisquer naturezas, mas que não teria razão de ser num sistema que, como o propôsto, procura conter, nos quatro grupos que acabam de ser indicados, tôda a matéria econômica sus· cetível de tributação.

(38)

quer outra, a Constituição deve refletir a realidade, ao invés de pre-tender amoldá-la ou constrangê-la.

1/7 . Sem embargo dessas ressalvas, a atuação da premissa foi pro-curada de diversas maneiras. Em primeiro lugar, a Comissão man-teve e, quando necessário, reforçou as normas constantes do texto atual, que visam a assegurar, no campo tributário, a unidade eco-nômica, política e jurídica do país. como as que proscrevem a tri-butação discriminatória e os entraves fiscais às atividades interes-taduais e intermunicipais. Igualou maior atenção mereceram as normas destinadas a impedir a fO'rmação de pontos de atrito entre os diferentes níveis de govêrno, ou a remover os que ocorram. Cabe exemplificar, neste passo, com o tratamento dado ao impôsto de exportação e ao impôs tO sôbre a circulação mercantil, substitutivo do atual impôsto de vendas e consignações, que sabidamente funcio-nam hoje, principalmente o segundo, como armas de uma verdadeira guerra tributária entre Estados produtores e Estados consumidores.

Espírito da reforma

1/ 8 . Não obstante êsse espírito que a animou, a Comissão ante-Clpa que o seu trabalho será provàvelmente acusado de centTali-zador. Na realidade, porém, a distribuição proposta para os tri-butos federais, estaduais e municipais procurou observar rigorosa-mente a implantação recomendada pela natureza econômica e, quando pertinente, jurídica de cada um dêles, sem esquecer, tam-bém, as características políticas e as condições administrativas pró-prias de cada um dos três governos que integram a Federação.

t

certo que os impostas atribuídos à União são em maior número, mas ao crítico informado e equitativo não escaparão dois aspectos compensatórios dês se aparente desajustamento.

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/9.

O primeiro dêsses aspectos é, cumulativamente, econômico e jurídicO'. Assim, são mantidos no govêrno central, ou a êle devol-vidos, em primeiro lugar, os impostos inseparáveis de atribuições que a Constituição lhe comete, como o de exportação, instrumento regulatório do comércio exterior. Em segundO' lugar, vêm os im-postos que, por suas características jurídicas ou pelos seus efeitos econômicos, são federais por natureza, como os que incidem sôbre atividades privadas de âmbito nacional. Finalmente, é o caso dos impostos, como o que incide sôbre a renda e os ganhos de capital, cuja eficiência, como meios de produção de receita ou de atuação extrafiscal, depende de uma legislação uniforme e sistemática e de uma administração centralizada.

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ressalvada à União a receita necessária para atender a seus pró-prios encargos, os impostos federais têm, no sistema proposto, antes o caráter de tribu tos nacionais, de legislação uniforme e arrecada-ção centralizada, cujo produto é, porém, rateado com as demais entidades políticas por critérios, a um tempo, m enos empíricos e mais seguros que os atualmente previstos quanto a apenas alguns impostos. :r.ste é, aliás, somente um detalhe de um dos problemas a que a Comissão dedicou esfôrço considerável. O atu al sistema de participações na arrecadação é, com efeito, insatisfatório tanto no plano econômico-financeiro como no plano político-juridico; as diretrizes observadas pela Comissão em sua tentativa de corrigir essas deficiências tiveram , portanto, de enfrentar o problema em todos êsses terrenos. '

1/ II . No plano econômico-financeir o, os defeitos do atual siste· ma cifram-se no empirismo da fixação das porcentagens a redistri-buir e no critério antieconômico da sua redistribuição que, em conseqü~n ci a, pode até constituir-se, como no caso do art. 20, em fator desestimulante do desenvolvimento das próprias entidades be-neficiadas. Neste particular, a Comissão valeu-se de dados estatísti-cos fornecidos pelo Ministério da F azenda e pela Fundação Getúlio Vargas, para calcular de maneira m ais próxima da realidade, e me-lhor justificada pela experiência, os montan tes percentuais das re-distribuições. Por outro lado, visou-se atribuir ao critério das redis-tribuições, sem prejuízo da garantia financeira dos governos benefi-ciados, a flexibilidade necessária ao seu reajustamento periódico às condições econômicas efetivamente existentes. Lançou-se mão, para isso, de uma combinação de duas modalidades legislativas, a lei com-plementar da Constituição e a resolução do Senado Federal, que, er.lbora não novas, entretanto não tiveram até hoje a utilização a que se podem prestar.

Técnica adotada

1/12. Feita esta exposlçao preliminar das diretrizes básicas que nortearam seu trabalho, a Comissão passa a justificar, especifica-mente, as disposições propostas, agrupadas, nos dois capítulos se-guintes dêste relatório, sob os títulos "Normas Legislativas" e "Nor-mas Tributárias" _ Cumpre, desde logo, justificar o oferecimento de duas Emendas, a primeira das quais, versando sôbre competên-cia para legislar a elaboração legislativa, poderia até mesmo ser ar-güida de exceder as atribuições da Comissão .

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ptopoSlçao Ul1lca, uividiJa em dois textos apenas por uma quesl:io de técnica legisla tiva. Assim, as modificações a dispositivos já cons-tantes da Constituição, propostas na Emenda "A", integrar-se-ão, uma vez aprovadas, ao texto atualmente em vigor . Já a Emenda "B", consolidando em forma sistemát ica, com as alterações nela propostas, tôda a matéria tributária hoje contida e que se conterá na Constituição, exigiria, para integrar-se ao seu texto, extensas transposições e renumeração de artigos, parágrafos, incisos e alí-neas, com evidente dificuldade para o seu entendimento.

1/ 14. A Comissão considerou, por isso, preferível que a Emenda

"B" se agregasse à Constituição, em lugar de nela inserir-se, e para tanto repetiu, naquela, os dispositivos desta que permanecem inal-terados, revogando os textos atuais correspondentes, de modo que. de futuro, as citações possam ser feitas aos artigos da Emenda "B" .

Mas não é demais repetir que, a não ser por êsse aspecto formal, as

duas Emendas prdpostas são inseparáveis, devendo, portanto, ser submetidas ao Congresso Nacional, e por êste apreciadas e votada~,

conjuntamente, como partes integrantes, que são, de uma única proposi tura.

2. NORMAS LEGISLATIVAS

2/1 . O art. 1.0 da Eme nda "A" propõe aditar ao art . 5.° da Com-tilUi ção, que defjne a competência da União, um nôvo inciso nY XVI, relativo à expedição de leis complementares. Trata-se de di s-posição necessária à implementação ue outra de alcance substancial, que ad ianle será justificada.

2/ 2. O art. 4.° da · Emenda "A" acrescenta ao art. 65 da Consti-tuição, referente às atribuições do Congresso Nacional, um inciso X, relativo às leis cómplementares, cuja expedição, pela União, foi

prevista no inciso XVI, acrescentado ao art. !S.o da Constituição pelo art. 1.0 ela Emenda em exame.

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