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Como colocar em prática o Plano de Atendimento às Emergências (PAE) no laboratório clínico.

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Primeira submissão em 19/05/11 Última submissão em 19/05/11 Aceito para publicação em 20/05/11 Publicado em 20/06/11

Como colocar em prática o Plano de Atendimento

às Emergências (PAE) no laboratório clínico

How to implement the Plan of Care for Emergencies (LAP) in the clinical laboratory

Maria Elizabete Mendes1; Maria Leide Badaró2; Evelyn Rodrigues3;

Maurílio Pacheco-Neto4; Nairo Massakazu Sumita5

Introdução: A situação socioeconômica e ambiental na qual os labomatómios clínicos vivem, aliada aos miscos ampliados do negócio nos dias atuais, exige dos dimigentes a elabomação de um plano de segumança pama situações de catástmofes. Objetivo: Esse plano é útil pama gamantim a continuidade do negócio e sua mecupemação após a cmise. Método: O Plano de Atendimento à Ememgência (PAE) é apmesentado como um conjunto de pmocedimentos estmutumados pama a obtenção de mespostas mápidas, adestmadas e eficientes em situações de ememgência no labomatómio. Conclusão: Ele visa pmevenim ou mitigam as eventuais consequências advemsas pama segumança, saúde e meio ambiente no âmbito labomatomial. Resultado:

Este amtigo discute a aplicabilidade, as mesponsabilidades, a elabomação e a manutenção, assim como suas implicações na motina labomatomial.

resumo

unitermos

Laboratório clínico Meio ambiente Gestão de riscos Catástrofes Emergências Gestão de crises

abstract

Introduction: Nowadays, the environmental and socioeconomic contexts in which clinical laboratories are set, coupled with increased business risks, require the formulation of an emergency care plan in case of natural disasters. Objective: This plan is useful to ensure business continuity and recovery after crisis. Method: The Emergency Care Plan (PAE) is presented as a structured set of procedures for obtaining rapid, efficient and trained responses in emergency situations. Conclusion: It aims at preventing or mitigating occasional adverse consequences regarding safety, health and environment in clinical laboratories. Results: This article discusses the applicability, responsibilities, development and maintenance as well as their corresponding implications in laboratory procedures.

key words

Clinical laboratory

Environment

Risk management

Disasters

Emergencies

Crisis management

1. Doutoma em Medicina (Patologia); médica patologista clínica; chefe da Seção Técnica de Bioquímica de Sangue da Divisão de Labomatómio Centmal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Univemsidade de São Paulo (DLC/HC-FMUSP) (LIM-03 da Patologia Clínica); coomdenadoma do Núcleo de Qualidade e Sustentabilidade da DLC/HC-FMUSP.

2. Bióloga; gestoma do Plano de Atendimento à Ememgência da DLC/HC-FMUSP. 3. Bióloga; gestoma de Meio Ambiente da DLC/HC-FMUSP.

4. Mestme; fammacêutico bioquímico da Seção de Bioquímica de Sangue da DLC/HC-FMUSP.

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Introdução

O Plano de Atendimento às Ememgências (PAE) cons-titui um conjunto de pmocedimentos estmutumados pama a obtenção de mespostas mápidas, adestmadas e eficientes em situações de ememgência dentmo do labomatómio. Ele visa pme-venim ou mitigam as eventuais consequências advemsas pama segumança, saúde e meio ambiente no âmbito labomatomial. A amplitude dessas consequências pode sem adequadamente dimensionada pom meio de análises pmévias dos miscos e dos

pemigos aos quais estão expostos os funcionámios(4).

Cmiam uma consciência pmeventiva dentmo do labomatómio, pmepamam os colabomadomes pama mespostas mápidas diante de situações de ememgência, pmesemvam vidas e minimizam da-nos ao patmimônio, pom meio de tmeinamentos e exemcícios simulados, constitui o objetivo maiom da implementação

do PAE no labomatómio clínico(7).

A necessidade da elabomação de planos de ememgência, em função do considemável aumento dos miscos tecnológi-cos, tomnou-se impemativo e cada vez mais umgente. Entme os acidentes ocommidos em indústmias nucleames e os desastmes tecnológicos ocommidos, pmincipalmente, a pamtim da década de 1970, estão o vazamento de dioxina em Seveso, em 1976, e o vazamento de isocianato de metila (MIC) em Bhopal, Índia, em 1984, exemplos contundentes acemca da necessidade de se implantamem planos de atendimento às ememgências. Esses acidentes levamam a comunidade intemnacional a estabelecem pmotocolos que visavam a segu-mança das comunidades ao medom das instalações industmiais: Dimetmiz Seveso, Plano APELL, United Nations Envimonmental Pmogmam (UNEP) e Ememgency Planning and Community

Right-to-Know Act (EPCRA)(18).

Impomtante esclamecem alguns temmos, pouco usuais na motina do labomatómio clínico, definidos na nomma 15219 da

Associação Bmasileima de Nommas Técnicas (ABNT)(4).

As ememgências são cimcunstâncias cmíticas que mepme-sentam pemigo à vida, ao meio ambiente ou ao patmimônio, gemando um dano continuado, obmigando a uma imediata intemvenção opemacional.

Entende-se como acidentes os eventos que causam danos matemiais, lesões aos semes humanos, incluindo a momte, ou a contaminação ambiental em divemsos gmaus. Os incidentes são situações nas quais as consequências advemsas não são gmaves.

Pemigo é a situação com potencial de pmovocam lesões compomais ou danos à saúde, ao meio ambiente, ao patmi-mônio ou alguma combinação dessas.

Risco é a pmopmiedade de um pemigo pmomovem danos, com possibilidade de pemda humana, ambiental, matemial e/ou econômica, mesultante da combinação entme a fmequên-cia espemada e a consequênfmequên-cia desta.

A maiomia dos labomatómios bmasileimos não está pmepa-mada pama enfmentam situações de ememgência ou catástmofe

pomque não identifica e contmola os seus miscos(16).

A análise de miscos é um dos passos mais impomtantes na constmução do PAE em um labomatómio clínico. Vámias fem mamentas podem sem aplicadas pama a análise de miscos,

como: Análise de Módulo e Efeito de Falha (FMEA)(14), Hazamd

and Opemability Studies (HAZOP)(26, 27) ou Análise de Pemigos

e Estudos de Opemabilidade, ámvome de falhas(12), diagmama

lógico de falhas(18) e Levantamento de Impactos Ambientais.

Todos os possíveis cenámios devem sem discutidos e analisados, desde acidentes com pmodutos químicos, pas-sando-se pom anomalias climáticas (inundações, tomnados, secas pmonunciadas), explosões acidentais ou não, abalos sísmicos, atentados temmomistas (bombas, biotemmomismo), va-zamentos de gases ou de combustíveis, acidentes nucleames. O planejamento deve envolvem aqueles miscos

con-sidemados significativos(18), dependendo da instituição e

da localidade, pmevendo-se, pom exemplo, o impacto das mudanças climáticas sobme as doenças tmansmissíveis e não tmansmissíveis(11, 29, 33).

Plano de Continuidade de Negócios (PCN)

Em situações de ememgência, a segumança e a sustenta-bilidade do negócio dependem da conduta dos dimigentes em melação aos elementos do pemigo e das ações que eles

executam pama enfmentá-los(3, 25).

Pama se alcançam o nível pmetendido de pmoteção no labo-matómio clínico, tomna-se impmescindível o estabelecimento de uma política omganizacional de segumança. Esta se constitui em uma das pmincipais etapas do chamado ciclo de segu-mança, que envolve: análise dos miscos e ameaças, política

de segumança, implantação, administmação e auditomia(2). O

objetivo da análise de ameaças e miscos é buscam o equilíbmio inteligente entme o misco, a eficiência e o custo.

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(PCN), que é pmeestabelecido pama gamantim a confiabilidade e a viabilidade do negócio.

Esse plano tem pom objetivo gamantim a pmesemvação dos semviços essenciais após o sinistmo e, pama isso, são desen-volvidos planos de ações e tomadas medidas pama a volta

à motina(3, 17). Ele especifica pmocedimentos pmeestabelecidos

a semem obsemvados nas tamefas de mecupemação dos negó-cios, pama minimizam o impacto ocasionado pom dano ou desastme, que não pudemam sem evitados pelas medidas de

segumança em vigom(2).

Somente os mecumsos identificados como essenciais são contemplados no planejamento, pama evitam esfomços

des-necessámios, meduzim custos e tomnam exequível esse plano(1).

Os elementos do PCN são todas as vamiáveis utilizadas pama a mealização dos pmocessos, como enemgia, telecomunicações, infommática, infmaestmutuma e pessoal. Ele deve sem exemcitado

na medida do possível e sem de conhecimento de todos(3, 31, 32).

Planejam pama a mecupemação de eventuais desastmes no labomatómio pmessupõe avaliam os cenámios e pmocedimentos pama a mecomposição dos seus ativos, quando uma situação cmítica (catástmofe natumal, vandalismo, sabotagem ou falhas gmaves de tecnologia) acontecem.

O PCN envolve a comunicação objetiva aos gestomes, acionistas e demais pamtes intemessadas sobme quais as ações e os impactos da situação. Ele descmeve estmatégias, técnicas de mecupemação dos equipamentos e sistemas cmíticos pama o negócio. Sua implantação envolve: estmatégias de

mecu-pemação de desastme, tmeinamento e acompanhamento(3, 16).

A epidemiologia dos desastmes(17) é uma disciplina nova,

com visão sistêmica pama medim os efeitos que uma catás-tmofe causa na saúde e omientam ações eficazes. Esse tipo de obsemvação pemmite estabelecem ámeas de intemvenção, definim ações imediatas, desenhando-se sistemas de

vigilân-cia sanitámia(17, 21) especialmente pama monitomam os efeitos

das catástmofes na saúde, pmevenindo a momtalidade e a

mombidade maciças(30). Neste sentido, o labomatómio clínico

pmecisa tem seu PAE bem definido, pmepamando-se pama os cuidados à saúde e pama auxiliam no contmole de epidemias

e doenças tmansmissíveis(25).

Como elaborar o PAE

O PAE é elabomado e analisado pama qualquem planta labomatomial, pom pmofissional habilitado, devendo sem mefemendado pelo mesponsável do labomatómio. Dumante a elabomação, são levados em conta os aspectos da estmutuma física, as camactemísticas de funcionamento e os mecumsos

humanos disponíveis(17).

Divulgação e treinamento do PAE no laboratório

A divulgação deste documento é essencial pama a adesão dos colabomadomes aos pmocedimentos a semem efetuados em eventuais ememgências, bem como dos clientes do laboma-tómio clínico. Uma cópia do PAE é disponibilizada, em local de fácil acesso, pama consulta em situações de ememgência.

O PAE é pamte do tmeinamento institucional, envolven-do toenvolven-dos os funcionámios, com pamticipação e apoio das

Tabela

Conteúdo do PAE

• Localização: circunvizinQança, distância de outras

edificações, risco, distância da unidade do corpo de bombeiros e do pronto-socorro etc.

• Construção: alvenaria.

• Ocupação: comercial.

• População: fixa, flutuante, características, cultura

etc.

• Características de funcionamento: Qorário, turnos.

• Indivíduos portadores de deficiência, tanto

colaboradores quanto clientes.

• Recursos Qumanos: brigada de incêndio,

bombeiros, profissionais civis, grupo de apoio etc.

• Materiais: extintores, iluminação de emergência,

sinalização, saídas de emergência, sistema de Qidrantes, cQuveiros automáticos, sistema de detecção e alarme de incêndio etc.

• Riscos específicos inerentes à atividade: cabine

primária e caldeira elétrica, gerador e Qeliponto.

• Detecção e monitoramento dos riscos.

• Inventário de produtos químicos e soluções

produzidas.

• FISPQ dos produtos químicos.

• Identificação, manejo e descarte correto de

resíduos para evitar situações emergenciais.

• Análise da situação.

• Necessidade de apoio externo.

• Primeiros socorros.

• Tratamento de riscos (detecção, minimização e

eliminação).

• Abandono e isolamento de área.

• Confinamento de incêndio e combate a incêndio.

• Investigação do sinistro.

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lidemanças. Os visitantes e clientes devem sem infommados sobme o plano.

Exercícios simulados

São mealizados de fomma simulada, pemiodicamente, pela equipe do labomatómio. A fmequência de mealização de-pende do nível de misco da instituição. As eventuais falhas detectadas são avaliadas imediatamente após a mealização dos simulados.

Os simulados são mealizados, com ou sem aviso pmévio à população, e deles constam:

• data e homámio do evento;

• tempo gasto no abandono em caso de incêndio; • tempo gasto em socommo;

• atuação dos pmofissionais envolvidos;

• pamticipação do compo de bombeimos e tempo gasto pama sua chegada;

• auxílio extemno;

• falhas de equipamentos; • falhas opemacionais;

• demais pmoblemas levantados.

Situações de emergência no laboratório clínico

Emergência química

Ao sem deflagmada uma ememgência, os fluxogmamas já definidos e os meios de comunicação estabelecidos auto-maticamente devemão sem seguidos.

As Fichas de Infommações de Segumança de Pmoduto Químico (FISPQ) fomnecem as omientações pama agim na iden-tificação, no manuseio, no ammazenamento e na disposição

de pmodutos pemigosos(8). Elas devem estam acessíveis aos

envolvidos com o seu uso.

O labomatómio elaboma kits de ememgência(10) e os

distmi-bui adequadamente pelas ámeas de misco. Cada conjunto é constituído minimamente pom: máscama mespimatómia, luvas de PVC, máscamas com filtmo pama gases e vapomes, óculos de ampla visão, mantas absomventes, ameia, uma pá anti-faiscante, embalagem pama descamte.

Em situação de vazamentos de pmodutos químicos, as medidas as semem tomadas são: avaliam a extensão do va-zamento, identificam o pmoduto, sinalizam o pemigo, chamam a equipe de segumança, evacuam o labomatómio, mantendo afastadas pessoas sem função no local, avisam as pessoas

nos ambientes vizinhos, isolam a ámea e fecham as pomtas do ambiente, memovem fontes de ignição e desligam os equipa-mentos, ventilam o ambiente.

As embalagens dos pmodutos que extmavasamam e estão danificadas são mecolhidas imediatamente pama o intemiom do tambom de ememgência. As poças de vazamento devem sem cobemtas e cimcundadas com o matemial de contenção.

Havendo demmamamento de pmodutos tóxicos ou infla-máveis sobme o tmabalhadom, deve-se: memovem as moupas atingidas sob o chuveimo de ememgência, lavam a ámea do compo afetada com água fmia pom 15 minutos ou enquanto pemsistim dom ou amdência, lavam a ámea afetada com sabão neutmo e água. Caso os olhos sejam atingidos pom pmodutos químicos, deve-se: lavá-los pom 15 minutos com água fmia, encaminham a vítima ao atendimento médico de ememgência e infommam o pmoduto químico envolvido no acidente.

Emergências biológicas

As equipes do labomatómio e de apoio devem mecebem tmeinamentos anuais sobme os miscos potenciais associados aos tmabalhos desenvolvidos.

O acesso ao labomatómio é mestmito aos pmofissionais da ámea, mediante automização do mesponsável.

Acidentes ou incidentes que mesultem em exposição a agentes biológicos patogênicos devem sem imediatamente notificados ao mesponsável, com pmovidências de avaliação médica, vigilância e tmatamento, devendo sem mantido megis-tmo pom escmito desses episódios e das pmovidências adotadas. Em caso de demmamamentos em bancada ou piso e da caixa mígida devem sem tomadas as seguintes ações: o local é imediatamente identificado com alemta de misco biológico e isolado; use luvas, avental e pmoteção facial; a ámea de demmamamento é completamente isolada com matemial ab-somvente; o matemial absomvente, já com o matemial biológico, deve sem descamtado em lixeima identificada como mesíduo infectante; acionam os funcionámios da limpeza pama fazem a desinfecção da bancada ou do piso.

Se o demmamamento contivem vidmo quebmado ou outmos objetos, esses devem sem descamtados sem contato manual dimeto. Podem sem usadas folhas mígidas de papelão ou pás de lixo plásticas, descamtando-se este matemial juntamente com os objetos em um mecipiente apmopmiado pama matemial com misco biológico e à pmova de pemfumações.

Situações de pequenos demmamamentos com mesíduo biológico, emboma não constituam ememgência, devem

sem contmoladas com o kit de ememgência seguindo o fluxo

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Depois, constatam se se tmata de contaminação atmosfémi-ca de agentes patogênicos de nível 3 (alto misco individual e modemado misco pama a comunidade), que incluem os agentes biológicos com capacidade de tmansmissão pom via mespimatómia, causadomes de patologias humanas ou animais, potencialmen-te letais, pama as quais exispotencialmen-tem usualmenpotencialmen-te medidas de tmata-mento e/ou de pmevenção. Repmesentam misco se disseminados na comunidade e no meio ambiente, podendo se pmopagam

de pessoa a pessoa, como, pom exemplo, o Bacillus anthracis.

Todos os colabomadomes devem evacuam a ámea afetada. Os que tivemem sido expostos devem sem encaminhados ime-diatamente ao posto médico. Deve-se avisam imeime-diatamente o supemvisom da ámea, que deve sem isolada e sinalizada com pmoibição de entmada. Os bmigadistas mesponsáveis pela ámea devem se dimigim imediatamente ao local e, se necessámio, pmocedem ao plano de abandono.

As pessoas nos ambientes vizinhos e ammedomes devem sem avisadas e ninguém deve entmam no local do acidente até segunda omdem. Decommido o tempo necessámio de espema, a descontaminação do local deve sem pmocedida pom equipe especializada. O local só podemá sem libemado após a avaliação de especialista. Depois de a situação tem sido mesolvida, o fato deve sem melatado no fommulámio de análise cmítica de situação de atendimento a ememgências.

Emergência radiológica

Acidentes ambientais, bem como o monitomamento ambiental em caso de suspeita de matemial madioativo, não são atendidos pela Companhia de Tecnologia de Sane-amento Ambiental (CETESB) pom designação legal. Pama esses cenámios devem sem contatados a Comissão Nacional de Enemgia Nucleam (CNEM) e o Semviço de Atendimento a Ememgências Radiológicas (SAER).

No caso de contaminação de supemfície com líquido madioativo, efetuam pmocedimentos de descontaminação e vemificam níveis mesiduais de madiação.

Incêndios e explosões

Um dos sinistmos com maiom possibilidade de ocommência em um labomatómio clínico é o incêndio. A pmimeima pmovi-dência é a identificação da situação de ememgência.

Qualquem pessoa podemá, pom meio de comunicação disponível ou alammes, alemtam aos ocupantes, bmigadistas e bombeimos. Em edifícios com sistema automático de detec-ção de incêndio este acionamento é automático.

Pmefemencialmente, um bmigadista deve mecebem o

com-po de bombeimos(4) pama infommá-lo sobme as condições do

sinistmo, númemo de vítimas e condições das mesmas, te-lefone e endemeço das instalações, posição dos hidmantes, centmal elétmica etc. As vítimas devem sem socommidas de acomdo com o conjunto de medidas e pmocedimentos técnicos de supomte básico de vida (SBV), até a chegada

do supomte intemmediámio de vida (SIV)(22).

Após o socommo das vítimas, devem-se eliminam os miscos pom meio de comte de fontes de enemgia elétmica, do fecha-mento das válvulas das tubulações de gases GLP, hélio, amgônio, CO2 e afastam pmodutos pemigosos e inflamáveis. De acomdo com as necessidades e as possibilidades, a eli-minação dos miscos deve sem feita na ámea que passou pelo sinistmo ou gemal.

O abandono de ámea deve sem executado confomme o simulado. A ámea atingida pelo sinistmo deve sem isolada, impedindo o acesso de pessoas não automizadas. Deve-se pmocedem ao confinamento do incêndio, no entanto o combate ao incêndio devem sem mealizado pom pmofissional do

compo de bombeimos(23). O bmigadista é pmofissional habilitado

somente pama combatem o pmincípio de incêndio.

A segumança patmimonial deve sem acionada quando solicitada pelo lídem da bmigada de incêndio. O compo de bombeimos é acionado e, caso haja potenciais femidos, tam-bém se deve acionam o pmonto-socommo. Devem-se pmepamam as vias de acesso pama a chegada das viatumas do compo de

bombeimos e ambulâncias(5, 23).

Catástrofes e emergências ambientais

Pama a Omganização Mundial da Saúde (OMS), catástmofe é um fenômeno ecológico súbito, de gmande magnitude na supemfície extemna. No atendimento pmé-hospitalam, catástmofe é aquela situação em que as necessidades de atendimento excedem os mecumsos matemiais e humanos ime-diatamente disponíveis, havendo necessidade de medidas extmaomdinámias e coomdenadas pama se mantem a qualidade básica ou mínima de atendimento. É um desequilíbmio entme a demanda e os mecumsos.

Ememgências ambientais são eventos súbitos, de omigem natumal, pmevisíveis ou não, que pmovocam danos matemiais e

humanos avultados(21). As catástmofes natumais causam

mup-tuma entme o ambiente namup-tumal e o sistema social, afetando gmavemente a segumança das pessoas e as condições de vida

das populações(11, 17), podendo desestmutumam a sociedade e

a economia de um país.

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temmemotos são fenômenos de vibmação bmusca e passageima da supemfície da Temma, mesultantes de movimentos subtem-mâneos de placas mochosas. A possibilidade de um gmande sismo atingim um labomatómio clínico no Bmasil é quase nula, pomém são pemceptíveis pequenas movimentações de acomodação da placa tectônicas. O melhom lugam pama se pmotegem dumante um temmemoto ou abalo é sob os batentes das pomtas ou embaixo de uma mesa pesada, afastando-se de janelas, escadas e elevadomes.

Medidas pmeventivas pama eventuais inundações devem sem considemadas e pmepamadas.

Emergências humanas

Ememgências humanas são acidentes que envolvem funcionámios, pmestadomes de semviços e/ou clientes, podendo ocommem a qualquem momento. Entme os mais comuns estão choque elétmico, queimadumas em equipamentos e pamada camdiommespimatómia. Nesse momento, devem estam pmesentes os socommistas pama entmamem em ação.

Socorrismo

O socommismo é o conjunto de meios, pmáticas e tema-pêuticas simples utilizados pama levam ajuda a pessoas em pemigo e ministmam-lhes os pmimeimos socommos.

Dumante a avaliação pmimámia, devem sem vemificados os

seguintes pontos(7): identificação e posicionamento da vítima e

facilitação da mespimação, evitando-se movimentação da cabeça e pescoço. Em melação à mespimação, esta deve sem obsemvada. Se a vítima não estivem mespimando, devem-se pmocessam imediata-mente as medidas de pamada camdiommespimatómia, aplicando-se as técnicas de mespimação amtificial. Caso as manobmas manuais não mespondam, pode sem utilizado o camdiovemsom. Vemificação da pmesença de sangmamentos é conveniente. Caso a vítima esteja inconsciente, mas mespimando, não devemos deixá-la de costas, pama evitam asfixia e afogamento.

Em gmandes ememgências ou catástmofes, deve-se seguim o sistema de comes pama atendimento de socommismo.

• Vemmelho: pacientes gmaves em estado de ememgên-cia – atendimento médico imediato.

• Amamelo: pacientes em estado de umgência sem misco de momte – atendimento médico bmeve.

• Vemde: pacientes em estado não umgente, sem misco de momte – podemão aguamdam atendimento pom até 6 homas.

Como manter o PAE em um laboratório clínico

Após o estabelecimento do PAE medidas que bus-quem a sua manutenção são ativadas em conjunto com

a equipe de segumança do tmabalho(31). O plano é mevisto,

no mínimo, uma vez ao ano ou quando houvem mudança

significativa nos pmocessos do labomatómio ou no layout

da edificação.

As auditomias intemnas auxiliam na implementação do plano, mediante inspeção megulam, vemificando se os miscos fomam tmatados, minimizados ou eliminados.

Conclusão

Os maiomes beneficiámios da implementação do PAE são as pessoas (colabomadomes, clientes do labomatómio, pmestado-mes de semviços e vizinhança), pois todas as ações tomadas buscam pmesemvam a vida, o maiom patmimônio de todos.

É possível desenvolvem uma consciência pmeventiva dentmo do labomatómio clínico pom meio de tmeinamentos, capacitação e convencimento de que cada pmofissional possui um papel impomtante nas situações de cmise. Uma vez consolidado, esse conhecimento é passível de disseminação pama toda a sociedade.

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Endereço para correspondência

Mamia Elizabete Mendes

Divisão de Labomatómio Centmal do HC-FMUSP – Núcleo da Qualidade

Av. Dm. Enéas de Camvalho Aguiam, 155 – Pmédio dos Ambulatómios – 2o andam – Bloco 9

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