1198700868 1111111111111111111111111111111111111111
ESCOLA DE ADMINIST~AÇÃO
DE EMPRESAS
DE SÃO PAULO
DA
FUNDACÃO
IGETÚLIO
VARGAS
MODELO
PARA PLANEJAMENTO
FINANCEIRO
,
EM AMBIENTES
INFLACIONAR lOS
José Carlos Loureiro
r--co
<,
co co co
1198700868
--_.~---~~--~---
/"Dissertação apresentada ao Curso de Pós-Graduação da EAESP/FGV - área de conceg tração Contábil Financeira, como requisitio para obteg ção do titulo de Mestre em Administração.
Orientador Prof. Antonio Luiz de Campos Gurgel o
MODELO
PARA
PLANEJAMENTO
FINANCEIRO
,
EM AMBIENTES
INFLACIONARIOS
BANCA EXAMINADORA
Prof. Orientador
Prof.
•
!
f
Pelos desafios do curso,
AGRADECIMENTOS
Agradeço aos mestres, em particular ao meu orientador
Professor Antonio Luiz de Campos Gurgel, pela orient~ çao, paciência e gentileza com que sempre me atendeu.
Gostaria de registra~ também, meus agradecimentos a COPEL-Companhia Paranaense de Energia, e a seu Supe-rintendente Administrativo, pelo apoio e recursos fa cultados para realização desta monografia.
Várias outras pessoas cujos nomes evitarei declinar para nao correr o risco de alguma omissão involun-tária, prestaram-me inestimável auxílio, ajudando-me a sUperar as dificuldades que enfrentei durante o
curso, outras vezes com sugestões, críticas e incen-tivos no desenvolvimento deste trabalho e sempre com cordialidade e presteza. A todas essas, manifesto mi nha gratidão.
LOUREIRO, José Carlos , Modelo para planejamento financeiro em ambientes inflacionários, são Paulo,EAESP/FGV, 1986, 178 pág~ nas, (Dissertação de Metrado apresentada ao Curso de Pós-Gradua ção da EAESP/FGV, Ârea de Concentração : Administração Contábil e Financeira )
RESUMO: Enfoca o planejamento financeiro e suas interações com
o ambiente externo e interno das empresas, ressalta a importân-cia do plano financeiro em épocas de inflação. Sumariza e ava-lia os critérios de contadilização a nível de preços, inclusive a sistemática legal de correção monetária. Analisa o efeito da
desvalorização da moeda no capital de giro das empresas, apr~ sentando, também, três métodos para dimensionamento do capital de giro. Discute a otimização do capital de giro e seus
compo-nentes. Apresenta o impacto da inflação na análise de investi-mentos, e as adaptações necessárias
à
equação do Valor Presente Líquildo para reconhecer o efeito inflacionário. Propõe modelo de planejamento cuja variável de resultado é o Valor Presente Líquido. Ilustra o modelo proposto com um exemplo comprinci-pais dados baseados em caso real.
1.0 SUMARIO
2.0
Relacao
de Figuras
.
.
.
. .
.
• • • • • • • • • • • • • • 23 .O INTRODUÇÃO . • • • • • • • • • • • • . • . • . • . • • . . 3
4.0 PLANEJAMENTO FINANCEIRO
· · · ·
· ·
·
.
74.1 AMBIENTE EMPRESARIAL
. . .
.
.
· .
. · ·
·
·
· · .
74.2 O QUE É PLANEJAMENTO FINANCEIRO
·
· · · ·
· ·
· · ·
114.3 PORQUE PLANEJAR
.
.
.
. ·
·
· ·
·
· · ·
134.4 MODELOS DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO
·
· ·
154.5 PLANEJAMENTO FINANCEIRO E INFLAÇÃO
.
·
·
· · ·
175.0 O IMPACTO DA INFLAÇÃO NA EMPRESA 5.1 ASPECTOS GERAIS · . . 20
20 5.2 PRINCÍPIOS DE PRESERVAÇÃO DA SUBSTÂNCIA PATRIMONIAL
5.3 ÍNDICES DE PREÇOS
23 24 5.4
5.5
EFEITO DA DESINCRONIZAÇÃO NO REAJUSTE DE PREÇOS TRATAMENTO DADO PELA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA
25 28 5.6 COMPARAÇÃO ENTRE OS METODOS DE CORREÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES 34
39
41 5.6.1 COMPARATIVO ENTRE OS MÉTODOS
· · ·
·
· · ·
5.6.2 DEMONSTRAÇÕES PELA SISTEMÁTICA LEGAL· · · ·
· ·
5.6.3 CONTABILIDADE A NÍVEL GERAL DE PREÇOS - MOEDA ORTN 5.6.4 CONTABILIDADE A NÍVEL GERAL DE PREÇOS - MOEDA IPCA 5.6.5 CONTABILIDADE A CUSTO CORRENTE CORRIGIDO·
· ·
·
42 43 44
,-",
5.6.6 COMPARATIVO ENTRE OS MÉTODOS
.
. . . .
.
. .
.
6.0 EFEITO DA INFLAÇÃO NAS DECISÕES DE CAPITAL DE GIRO
· · ·
6.1 INTRODUÇÃO.
. . . . .
.
. .
6.2 CONCEITO DE CAPITAL DE GIRO
. . . . .
. .
·
6.3 OTIMIZAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO. . . .
.
.
.
. .
6.4 DlMENSIONAMÊNTO DA NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO
·
· ·
6.4.1 MÉTODO PERCENTUAL SOBRE A VENDAS6.4.2 MÉTODO DA DINÂMICA FINANCEIRA 6.4.3 METODOLOGIA ADOTADA PELA ONU
6.5 EFEITO DA INFLAÇÃO NA NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO 73
6.6 O EFEITO DA INFLAÇÃO NO DISPONíVEL 76
6.7 O EFEITO DA INFLAÇÃO NOS ESTOQUES E CUSTO MATÉRIA PRIMA 80
6.8 EFEITO DA INFLAÇÃO NA RECEITA E EM CONTAS A RECEBER 89
7.0 O EFEITO DA INFLAÇÃO NA DECISÃO DE INVESTIMENTO
7.1 INTRODUÇÃO
. . .
. . .
. .
.
. .
. . . .
. . . .
.
7.2 MÉTODOS PARA AVALIAÇÃO ECONÔMICA DE PROJETOS7.2.1 MÉTODO DO VALOR PRESENTE LíQUIDO
7.3 CAPITAL DE GIRO E A ANÁLISE DE INVESTIMENTOS
7;4 IMPACTO DA INFLAÇÃO NA DECISÃO DE INVESTIMENTOS .. 102 7.5 DISTORÇÃO CAUSADA PELO MÉTODO DO VPL TRADICIONAL .• 106 7.6 ADAPTAÇÕES NECESSÁRIAS NO MÉTODO TRADICIONAL .••• 109
8.0 8.1
APRESENTAÇÃO DO MODELO INTRODUÇÃO
8.2 DEFINIÇÃO DAS VARIÁVEIS · • 115
45
50 50
52 54
60 61 63 71
94
94
96
97
99
8.3
8.4
DIAGRAMA DO MODELO
ESPECIFICAÇÃO DO MODELO
·
.
.
. .
. .
.
• 117· . . • • 119
8.4.1 8.4.2 HORIZONTE DE PLANEJAMENTO
. . . .
. .
• • 120ELABORAÇÃO DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS • • 120 8.4.2.1 DEMANDA PREVISTA
. . . .
·
· · · ·
·
1208.4.2.2 CUSTO MATÉRIA PRIMA
· · · .
· ·
1238.4.2.3 CUSTO DE FABRICAÇÃO
· · · ·
· ·
1258.4.2.4 QUOTA DE DEPRECIAÇÃO
· · · ·
· ·
1268.4.2.5 CUSTOS OPERACIONAIS
· ·
1288.4.2.6 IMPOSTO DE RENDA
· · ·
.
1298.4.2.7 LUCRO LÍQUIDO
·
131 8.4.3 DECISÕES DE CAPITAL DE GIRO·
· · ·
· ·
·
·
1318.4.3.1 SALDO EM ESTOQUE
· . . . .
· • 1328.4.3.2 SALDO CONTAS A RECEBER 8.4.3.3 SALDO CONTAS A PAGAR · • 135 · • 135 8.4.3.4 NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO · 137 8.4.4 BALANÇO PATRIMONIAL 8.4.4.1 SALDO DISPONIVEL · . 137 · . 138 8.4.4.2 ATIVO FIXO · . 138 • 140 8.4.4.3 EMPRÉSTIMOS 8.4.4.4 PATRIMÔNIO LÍQUIDO · 141 8.4.5 VALOR PRESENTE LÍQUIDO • • 141 9.0
APLICAÇÃO DO MODELO-
• 143 9.1 DADOS DA EMPRESA • 14310.
OCONCLUSÃO
• • . • • • • • • • . . • . • • • • • • • • • 170
2.0 RELACAO DE FIGURAS
o
Figura 1. A EMPRESA E O AMBIENTE EXTERNO
.
. . . · .
·
· ·
.
9 Figura 2. ÍNDICE GERAL DE PRECOS-DI5P.INTERNA 1977=100· ·
·
19 Figura 3. VARIAÇÃO ANUAL DO ÍNDICE GERAL DE PRECOS· . ·
21 Figura 4. TAXA ANUAL DECRESCIMENTO DO PIB. . . . ·
22 Figura 5. SISTEMÁTICA BRASILEIRA DE CORREÇÃO MONETÁRIA·
· ·
31 Figura 6. CARACTERIZAÇÃO DO CICLO ECONÔMICO E CICLO FINANCEIRO 51Figura 7. POLÍTICAS DE CAPITAL DE GIRO DE ALTA E BAIXA
LIQUIDEZ 59
Figura 8. DETERMINAÇÃO DA POLÍTICA DE CAPITAL DE GIRO ÔTIMA 60
Figura 9. EFEITO DA INFLAÇÃO NO ORÇAMENTO DE CAPITAL .... 106 Figura 10. DIAGRAMA DO FLUXO DE RECURSOS NA EMPRESA
Figura 11. FLUXO ESQUEMÁTICO DO MODELO PROPOSTO Figura 12 ..MATRIZ DE PATICIPAÇÃO
·
.•
.
· • 114 · . 117 · 1453.0 INTRODUCÃO
As
Empresas nacionais
vem
sofrendo ao
longo
dos anos,
várias
•
turbulências que provocam grandes alterações em seu comportamento.
Estas turbulências
tem origem em uma
série de fatôres,
entre os
quais menciona-se
a inflação, pela sua importância e pelos traumas
que causa às finanças das organizações.
A inflação tornou-se, o principal problema da economia brasileira,
e talvez
por isso é
um tema quase
que permanente
nos
jornais e
revistas e é comentado sem
constrangimentos
em todos os segmentos
da sociedade.
Discutir o tratamento contra a perda no poder aquistivo da moeda,é
um
tema apaixonante
e contraditório,
haja
vista as
diferentes
correntes
do
pensamento
econômico
que
apresentam
diferentes
terapias para erradicar o problema.
Não se objetiva
aqui, discutir a inflação, suas
causas e efeitos
sobre toda a economia,
o que se pretende e analisar
o impacto da
inflaç~o no processo de planejamento
e de decisão financeira.
Em altos patamares
a inflação inibe a
capacidade de investimento
de
uma empresa,
pois
o
amanhã é
incerto,
e
sua previsão
um
esse,
uma empresa
não
pode prescindir
de
um bom
planejamento
financeiro,
pois planejar
não é estabelecer
o
que vai acontecer,
mas
é uma
tentativa de
avaliar o
impacto de
cursos e
medidas
alternativas
diante do efeito do ambiente, em especial, do mercado
e economia
sobre o valor de uma organização.
Na
preparação
do
plano
financeiro
não
pode-se
ignorar
a
desvalorização
da
moeda e, nem mesmo
pode-se supor que
os itens
patrimoniais
ou
de resultado
sofrem idêntica
desvalorização.
Na
realidade,
existem determinadas
variáveis
que
causam ganhos
àempresa, uma
delas é o salario
{devido ao prazo de
reajuste},
e
outra, sao os empréstimos
com correcao
inferior a inflação. Assim,
na
preparação do
planejamento
financeiro,
deve-se considerar
o
impacto específico
da
inflação sôbre itens espeCíficos
do ativo,
passivo ou de resultados.
Este trabalho tem por escopo, o desenvolvimento
de uma metodologia
de planejamento
financeiro,
que considera
o impacto de decisões
de
investimento,
capital
de gIro
e financiamento
sobre o
fluxo de
caixa líquido, bem como o efeito da inflação específica
sobre este
fluxo de caixa.
o
trabalho esta
dividido em
2
partes: A
primeira
envolve
uma
discussão
teórica sôbre a inflação
e seu efeito nas demonstrações
financeiras
e, decisões
de capital
de giro
e investimento.
Na
segunda parte, desenvolve-se
o modelo de planejamento.
•
o
primeiro capítulo discute os principais
aspectos do planejamento
financeiro,
e
sua interação
com o ambiente
interno e
externo a
empresa.
o
primeiro
é
dedicado
a análise
da
sistemática
brasileira
de
correção monetária
das demonstrações
financeiras,
como, também, de
outros metodos
de contabilização
a nível
de preços, ao
final do
capítulo
é
apresentada
uma
comparação
entre
os
critérios
comentados.
No
capítulo
4
enfoca-se o
problema
do efeito
da inflação
nas
decisões
de capital
de giro,
adicionalmente,
apresenta-se
três
metodologias
para dimensionamento
da necessidade
de capital
de
giro, e o impacto da erosão monetária
sôbre o disponivel,
estoques
e,.contas
a receber.
o
quinto
capítulo
analisa
a
decisão
de investimentos
em
uma
economia
inflacionária,
comenta-se
adaptações
no critério do valor
presente
líquido, para que o valor obtido seja o valor real.
No capítulo
6, apresenta-se
o
modelo proposto
pa~a
incorporar a
inflação específica
,
nas demonstrações
financeir~s,
e
na variável
de
resultado básica
que é
o
valor presente
líquido. O
modelo
permite a
respostas a
perguntas
do
tipo 'What
if', produzindo,
o
capítulo
7, contém a aplicação
do
modelo,
a um caso cuja a base
de
dados
foi extraida
de
uma
situação
real,
nesta
aplicação
evidencia-se
o efeito
das decisões
de capital
de
giro e inflação
específica
sobre o valor presente
da empresa.
o
oitavo
capitulo,
encerra
a
monografia,
apresentando
as
conclusões
finais.
4.0 PLANEJAMENTO FINANCEIRO
4.1 AMBIENTE EMPRESARIAL
As
empresas
constituem
uma
das
mais
complexas
e
admiráveis
instituições
sociais que
a criatividade
e a
engenhos idade humana
puderam conceber. As empresas de hoje
são diferentes
das de ontem
e, seguramente
as empresas do futuro apresentarão
diferenças
ainda
maiores
e mais pro~undas.
Uma empresa
é uma combinação
de
para
produzir
e
trocar
bens
um conjunto de
fatôres reunidos
econômicos,
com
ointuito
e
serviços
com
de
alcançar
outros
agentes
objetivos
de
auto-sustentação
e lucratividade.
Para Kohn
1 ,as empresas diferenciam-se
das demais organizações
humanas através das seguintes caraterísticas
:
1. 2. 3.
As empresas
são orientadas
para o lucro;
As empresas assumem riscos;
As empresas são dirigidas por uma filosofia de negócios;
1
Kohn, Mervin, Dynamic Managing:
Principles,
Process,
Practice
4. As empresas são geralmente avaliadas sob um ponto de vista contábil;
5. As empresas devem ser reconhecidas como negócios;
6.
As empresas constituem propriedade privada.Adicionalmente, uma empresa é um sistema aberto, em continua interação com o ambiente, que representa todo o universo que
envolve externamente uma empresa. Este ambiente é caracterizado por mudanças e por uma multiplicidade de forças diferentes; seu funcionamento tem um caráter eminentemente relativista circunstancial.
oportunidades e
"
É do ambiente externo que surgeme
as as vantagens que a empresa precisa aproveitar, ameaças e coações que a empresa precisa enfrentar ou neutralizar e as contingências que a empresa não pode prever, mas que deve
atender. É do ambiente externo que a empresa obtém seus recursos materiais, financeiros, humanos e mercadológicos e, é no ambiente externo que a empresa coloca e distribui o resultado de suas operações, sejam eleS bens ou serviços. É igualmente do ambiente externo que a empresa obtém as tecnologias adequadas para poder processar da melhor maneira possivel os recursos de que precisa para atingir seus objetivos. "2
Chiavenato, Idalberto, Administacão de Empresas ~ abordagem contingencial , São Paulo, McGraw-Hill, 1982, p. 88
econômicas AMBIENTEpolíticasGERAL sociais
fornecedores bancos regulamentos AMBIENTE TAREFA
acionistas clientes concorrentes
I
EMPRESAI
variáveis
tecnológicas variáveisecológicas
variáveis demográficas
Figura 1. A EMPRESA E O AMBIENTE EXTERNO:
A Figura 1 ilustra a empresa e as variáveis que a circundam e lhe afetam; como são em grande número, elas revestem-se de alto grau de incerteza, que Mack 3 define muito própriamente como a "a
distância entre aquilo que é conhecido e o que necessitamos conhecer para tomar decisões corretas. Lidar com a incerteza não é
um desvio na rota dos negócios da empresa: é o seu aspecto central. "Dado que a incerteza é uma característica do ambiente que permeia a empresa, e que, portanto, não pode ser eliminada, ela deve planejar suas atividades de modo a caracterizar perfeitamente o lugar onde ela se encontra e o lugar onde ela quer chegar.
Mack, Ruth ,P. , Plann ing on Incertai nty , New York, John Wi 1ey
A função de planejar
implica em uma análise dinâmica e contínua do
ambiente, de modo
que se possa selecionar
cursos alternativos
de
ação, a fim
de que os objetivos da empresa
possam ser atingidos.
Planejar, por conseguinte,
torna possível· que se produzam eventos
que de outra
maneira não se produziriam.
Planejar
édecidir com
antecipação
Q ~como, auando, ~
quem deve fazer.
"Ainda que
poucas vezes se
pode predizer o futuro com exatidão,
e ainda que
fatôres
fora
de
controle podem
interferir
com
planos
melhor
elaborados,
se deve ter um plano para não se deixar que os eventos
dependam do .azar. A planificação
éum
processo
intelectualmente
exigente; .requer que se determinem
conscientemente
cursos de ação,
e
que
as decisões
se
baseiem
em propósitos,
conhecimentos
e
estimações racionalmente
elaboradas
".
4Tradicionalmente,
admite-se
que cabe ao
administrador
financeiro
alocar eficientemente
recursos na empresa
e obter
tais recursos
nas
mais favoráveis
condições
pOSSíveis.
Estas funcõe~
são
executadas com o objetivo de maximizar
o valor da empresa para os
acionistas e,
para tanto, podem ser
divididas
em três
grupos de
decisões:
4
Koontz,
Harold,
O'Donnell,
Cyril,
Weinrich,
Heinz,
Essentials QÍ
Management
, San Francisco,
McGraw-Hill,
1982,
3a. ed., p.69
Van
Horne,
James C.
Financial Management
and
policy,
Englewood
Cliffs, New
Jersey, Prentice-Hall,
1980, Sa
ed.,
p.11-12.
•
Decisões de Investimento
;
•
Decisões de Financiamento
;
•
Decisões
de Dividendos.
A administração
financeira
envolve a definição
das
três decisões
acima. Juntas
elas determinam
o valor
da empresa
para os
seus
acionistas.
Dado
que estas
decisões
são
interrelacionadas,
elas
devem
ser
analisadas
conjuntamente.
Para
analisar
e
decidir
acertadamente,
que recursos alocar
o administrador
financeiro
tem
que
fazer
um
planejamento
cuidadoso.
E,
ao
processo
de
planejamento
que considera
o efeito combinado das
tres decisões,
dá-se o nome de planejamento
financeiro.
4.2
º
QUEí
PLANEJAMENTO FINANCEIROo
planejamento
financeiro
é
um
processo
específico
de
se
desenvolver
caminhos alternativos
que levem a maximizar
o valor da
empresa
para os
acionistas,
através
da análise
das
variáveis
ambientais
e
dos seus
diversos
efeitos
sobre as
decisões
de
investimento,
financiamento
e dividendos.
Posto
de outra forma, o
planejamento
financeiro
r~presenta
os esforços
da
empresa
em
exõgenas)
, e se preparar para
enfrentá-los
através de uma melhor
interação das decisões, de modo a se alcançar o objetivo esperado.
Brealey e
Myers
6processo de :
, definem
o planejamento
financeiro como
um
1.
Analisar as
interacões entre
as decisões
de investimento
e
financiamento disponíves
àempresa;
2.
Projetar as
conseqüencias
futuras
de decisões
presentes,
de
modo
a
evitar
surpresas
e
permitir
a
compreensão
do
relacionamento
entre as decisões presentes e futuras;
3.
Decidir quais
alternativas
serão escolhidas
estas decisões
são incorporadas ao plano financeiro
final );
4.
Medir.
a
performance
financeiro.
subseqüente
em
relação
ao
plano
Observam ainda os autores
7que
1.
O planejamento
financeiro
não tenta minimizar
riscos.
Ele é
um processo
de decidir quais
riscos serão assumidos
e quais
são desnecessários
ou irrelevantes;
Brealey, Richard
and Myers,
Stuart, PrincipIes
of Corporate
Finance
, New York, McGraw-Hill,
1981, p. 636-637
.
Brealey, Richard
and Myers,
Stuart, PrincipIes
of Corporate
Finance
, New York, MéGraw-Hill,
1981, p. 636 •
2.
O planejamento
financeiro
não
ésó previsão.
A previsão está
centrada sobre
o resultado futuro
mais provável.
Uma pessoa
pode
não
ter
previsto
a
crise
do
petróleo
e
suas
conseqüências,
mas os possíveis
efeitos de uma improvável, mas
extremamente
infeliz,
surpresa
deste
tipo,
devem
ser
considerados
no planejamento
financeiro.
4.3 -PORQUE PLANEJAR
o
planejamento
financeiro não pode predizer o futuro, mas ele pode
auxiliar o administrador
a tratar com
os riscos e incertezas.
As
estimativas elaboradas para o plano financeiro não são melhores do
que
as suposições
nas quais
elas
estão baseadas,
mas uma
boa
metodologia
para
planejamento
financeiro,
pode
aumentar
a
capacidade
do administrador
financeiro de
tratar
e analisar
o
impacto de uma grande variedade de oportunidades
e ameaças gerados
pelo ambiente,
e que produzem
profundos efeitos
àempresa, pois
são as causas dos riscos e incertezas.
Questões podem ser
levantadas se, no contexto
atual, marcado por
profundas
mudanças
ambientais,
e
em que
dada
a
situação
da
economia brasileira, os resultados
dos planos financeiros poderão
estar tão distanciados
do curso futuro da realidade, de modo que o
colocada de uma forma mais direta "não adianta fazer muito esforço mental, porque não vamos mesmo acertar essas projeções"
Roxo 8 observa que o" objetivo precípuo perseguido numa projeção
financeira não é acertar com precisão o valor futuro da variável
projetada; antes, o verdadeiro propósito dos instrumentos de análise prospectiva é fornecer elementos válidos de convicção para a tomada de decisão, no momento em que se tem que decidir"
Assim o papel do instrumental analítico é possibilitar que as
decisões sejam tomadas à luz do maior número possível de informações confiáveis. É obrigação do analista trabalhar no sentido de elevar o nível de qualidade e, confiabilidade das informações que produz.
o
planejamento financeiro não é uma ciência exata, pois o futuro éum alvo móvel e, o ato de planejar faz com que o comportamento da empresa rumo ao futuro não seja uma aventura. Se houver dúvidas quanto ao comportamento de um parâmetro projetado, a solução lógica e racional é a formulação de mais uma hipótese, (pois quando se faz um plano financeiro, na verdade, está se formulando hipóteses ); quanto às condições futuras e o comportamento
a Roxo, Alfredo A.de Oliveira e Araujo, Marcos poggi de,
Planejamento ~ Gestão Empresarial sob Inflacão YID método geral para tratamento das projecões financeiras, Rio de Janeiro, Campus, 1985 •
esperado dos parâmetros projetados
em função da hipótese, no fundo
o responsável pela decisão final vai
fazer uma opção
com base no
que ele
acredita que
irá acontecer
e não
no que
realmente vai
acontecer
( pois não pode adivinhar o futuro ) e assim, para tomar
uma
decisão coerente
deve analisar
o
comportamento
futuro
das
variáveis
ambientais
relevantes.
Ele
deve
saber
quais
os
verdadeiros
reflexos
no
objetivo de
maximização
do
valor
da
empresa, caso as variáveis
tenham o comportamehto
esperado.
4.4 MODELOS DE PLANEJAMENTO FINANCEIRO
Os modelos de planejamento
financeiro são utilizados
para produzir
relatórios financeiros pró-forma e
para atender vários propósitos
entre os quais pode-se mencionar
•
Gestão e Previsão de Caixa
•
Previsões Financeiras
•
Orçamentos
•
Investimentos
de Capital
•
Planejamento
Tributário
•
Análise de fusões e incorporações
o
objetivo
do modelo
tenha
capacidade
de
é permitir
que o
analisar
o efeito
administrador
financeiro
sObre
a
empresa,
dos
impactos causados
pelas variáveis
exõge·nas em
conjunto, com
as
várias politicas alternativas
de investimento.
"Especificamente,
o
administrador
quer
conduzir experimentos
avaliar
o impacto
de diferentes
politicas
ca~xa,
débitos,
acionistas e
da
poiitica
demonstrações
de
resultados,
balanços
demonstrativos
de fontes e usos."'
What
11
1
para
de administração
de
de compra
sobre
as
patrimoniais
e
Criticamente
Brealeye
Myers
10observam que
"existe sempre
a
tentação de se fazer um modelo
grande e muito detalhado,
que pode
acabar em um modelo exaustivo e de dificil operacionalização
••..
A fascinação
do detalhe
distrai a
atenção de
decisões cruciais
tais como emissão de ações,
politicas de dividendos,
politicas de
financiamento
e
alocação
de
capital ...";
apontam
também
que
" .•.muitos modelos
incorporam uma visão
contábil do
mundo, pois
eles são projetados
para ~stimar
demonstrativos
contábeis
e, suas
equações
naturalmente
incorporam
convenções
contábeis
e,
conseqüentemente,
os
modelos
não enfatizam
as
ferramentas
de
análise financeira
tais como
fluxo de
caixa incrementaI,
valor
presente, risco do mercado etc .•.
,
Naylor, Thomas
H. ,
Corporate
Planning Models,
Menlo Park
,California, Addison-Wesley
Pub. Co., 1979, p. 61.
Brealey, Richard
and Myers,
Stuart, PrincipIes
of Corporate
Finance
, New York, McGraw-Hill,
1981, p. 644-645
1o
Os modelos
de planejamento
financeiros
não indicam
caminhos que
conduzem a decisões
financeiras ótimas, eles nem
alternativas
são
importantes de
serem analisadas.
deixado para o usuãrio "
mesmo dizem que
Tudo isso
é
Apesar das observações,
um tanto severas, de Brealey
e Myers, os
modelos de planejamento
permitem:
1.
Maior capacidade em explorar alternativas~
2.
Melhor qualidade
na tomada de decisões;
3.
Planejamento
mais efetivo;
4.
Melhor entendimento
dos negócios;
5.
Agilização da t~mada de decisões.
4.5 PLANEJAMENTO FINANCEIRO ~ INFLACÃO
Uma das variáveis exógenas que afetam
profundamente
a empresa é a
inflação.
Ela cria
toda
urna série de
mudanças
imprevisíveis,
resultantes de fatôres que afetam tanto o consumidor
final, quanto
as empresas envolvidas no processo,
de financiamento e investimentos.
e por conseguinte
as decisões
Correntes
distintas
do
pensamento
fundamentar definições de inflação,
econômico
tem
procurado
um consenso que a inflação
éo
índice de precos, QY seja
•
ª
perda
do poder aquisitivo da moeda.
Keynes
e seus
contemporâneos
11" identificam
duas causas
da
inflação.
A primeira
designada
por
'pressão da
demanda',
que
caracteriza
a
inflação quando
a demanda
total exceder
a oferta
total, criando um
hiáto inflacionário,
o qual
deixará de existir
quando os preços
aumentarem tornando tudo mais caro,
e em termos
monetários,
a oferta total passará a
ser igual a demanda total. A
segunda causa
éa 'sobrecarga de custo', que caracteriza-se
quando
os custos - principalmente
salários e juros - aumentam, provocando
elevação dos
preços de
venda dos
produtos, a
fim de
que estes
acompanhem
a
elevação dos
custos e
ainda proporcionem
um lucro
aceitável:
éa conhecida
'espiral salários-preços'
"
A Figura 2
na pago
19 apresenta
a evolução
do índice
Geral de
Preços - Disponibilidade
Interna, coluna 2, a partir de 1970 tendo
como ano base 1977.
Entretanto,
independentemente
das origens
da inflação,
éevident~
que ela
causa grandes
dificuldades
no
planejamento
empresarial,
haja vista a incerteza quanto ao futuro comportamento
dos preços e
1 1
Friedman,
Irving S.,
Inflacão um desastre mundial
São Paulo,
Melhoramentos,
1979 , p. 26
Figura 2. ÍNDICE GERAL DE PRECOS-DISP.INTERNA 1977=100: Fonte: Conjuntura Econômica
5.0
º
IMPACTO DA INFLACÃO NA EMPRESA5.1 ASPECTOS GERAIS
Os últimos 5 anos foram marcados por uma inflação sem precedentes na história econômica brasileira. E para fazer frente aos problemas econômicos e sociais, provocados por tal situação diversas
politicas foram concebidas sem, no entanto, alcançarem exito.
A severidade das medidas, atingiram profundamente as empresas, pois elas se defrontaram com um fenômeno novo na história das economias contemporâneas, inflação sem crescimento, ou em alguns casos, inflação com recessão.
A inflação era tida até então como um tributo exigido pelo crescimento, cujos males eram minimizados pela redução das taxas de desemprego e, obviamente, pelos próprios beneficios gerados pelo crescimento. Os acontecimentos recentes no entanto, transformaram esta idéia, pois apesar da grande evolução nas taxas de inflação,( vide Figura 3 na pago 21), a economia apresentou taxas negativas de crescimento.( vide Figura 4 na pago 22).
Tal ambiente, trouxe conseqüências muito duras ao nivel das empresas, haja vista o grande número de falências e concordatas
Figura 3. VARIAÇÃO ANUAL DO ÍNDICE GERAL DE PRECOS: Fonte Conjuntura Econômica
registrados no periodo. Por outro lado a gestão financeira das empresas passou a se preocupar mais com os aspectos da liquidez e capitalização. Maior atenção, também, foi dada ao planejamento financeiro, que se antes incluiam apenas quadros de receitas e despesas, agora apresentam
"
não somente novos detalhes dasI
l ..•
Figura 4. TAXA ANUAL DE CRESCIMENTO DO PIB: Fonte
Conjuntura Economica
por produto, capital de giro, e mesmo uma análise dos fatóres de risco. E tais análises sempre envolvem uma análise subjetiva de como é que as metas de vendas serão alcançadas." 12
1l
The Controller Inflation gives him ~ clout with management ,business week, august 15, 1977 , p. 87.
5.2 PRINCÍPIOS DE PRESERVAÇÃO DA SUBSTÂNCIA PATRIMONIAL
Por manutenção da substância patrimonial, considera-se a
manutenção, por parte da empresa, da capacidade de geração contínua de recursos, ou seja, a capacidade de geração de resultados não
deve ser afetada.
Schoeps 1 3
menciona que, na Alemanha após a primeira guerra mundial, durante o periodo de inflação monetária, Schimidt 1 4
procurou sistematizar a análise e as técnicas recomendadas para ajustar os custos e os resultados das empresas que operassem numa economia inflacionária, como era o CÇso da economia alemã após a
12 • guerra mundial. Para tanto, definiu os princípios básicos da manutenção da substância patrimonial das empresas, pois estas estavam sofrendo rápida e violenta descapitalização, como resultado direto do processo inflacionário.
Desta maneira todo o empresário que realiza um investimento em atividade econômica deve guiar-se por dois príncipios básicos:
1 3
Shoeps, Wolfgang,
A
Lucratividade efetiva de Empresas Industriais Brasileiras P.Q..t Ramo de Atividade ,Escola l deAdministração de Empresas de São Paulo da FGV, Relatório de Pesquisas, Set ~974
1 4
Shimidt, Fr itz ,Die Organ ishe Tageswertbi lanz , Wiesbaden, -3'2 •
1. Garantir a segurança do investimento, a fim de evitar qualquer perda em relação ao capital original investido;
2. Obter uma adequada remuneração para seu investimento. Esta
remuneração que normalmente constitui o lucro, deve ter uma determinada relação com o montante total de capital incial em função do risco do empreendimento. Assim quanto maiores forem os fatôres imponderáveis, maior deverá ser a margem prevista para remuneração do capital.
A aplicação destes principios objetiva manter intacto o valor dos 'investimentos de capital próprio da empresa durante a inflação.
Sob o aspecto econômico da empresa e do investidor, a substância patrimonial, ou seja o seu patrimônio liquido, não deve reduzir-se
em conseqüência da inflação, sendo que sua expressão contábil deve acompanhar a real desvalorização da moeda.
5.3 ÍNDICES DE PRECOS
Os indices de preços nada mais são do que uma série de números, que comparados a um número base, expressam a evolução dos precos entre dois periodos. Constituem desta maneira uma base estatistica para o estudo do comportamento dos preços e da atividade econômica.
\.
No Brasil,
as empresas
convivem com
diversos
índices
de preços,
entre os quais
os mais conhecidos
são
o Índice Geral de
Preços-disponibilidade
interna, Índice de variação Obrigações
Reejustáveis
do
Tesouro
Nacional
-ORTN's,
Índice
Nacional
de
Precos
ao
Consumidor
-INPC, e
mais recentemente
em função
do último
'pacote
de medidas econômicas
do governo',
o Índice de Precos ao Consumidor
Ampliado - IPCA.
Os índic~s
acima são considerados
índices gerais de
preços, haja
yista
que representam
o relacionamento
médio
ponderado
entre
o
dinheiro
e
uma
cesta
básica
de
produtos.
Sendo
que
as
discrepâncias
que
existem entre
um
e
outro índice
devem-se
a
metodologia
de apuração dos preços.
Existem outros indices que refletem o
comportamento
do preço de um
determinado
item específico,
este tipo de índice recebe
o nome de
índice de preços específico.
5.4 EFEITO DA DESINCRONIZACÃO NO REAJUSTE DE PRECOS
A partir de
dezembro d~ 1985, os
salários ~ o capital
passaiam
a
ser reajustados por um
mesmo índice chamado de Índice de Preços ao
Consumidor
Ampliado
- IPCA, que
também passou
a medir a
taxa de
diferencia-se
do
INPC, pois
"enquanto o
velho INPC
levantava os
precos entre familias cuja renda ia de um a cinco salarios minimos,
seu
sucessor estende
esse
levantamento
ate
a
faixa dos
trinta
salarios
minimos,
pesquisando
2000
produtos
em
13000
estabelecimentos
comerciais em todo o pais."
15Independentemente
desta nova
situação e,
mesmo
admitindo que
o
reajuste
na
receita e
nos
demais
custos sejam
equivalentes
a
variação do IPCA, a inflação provocará
um efeito positivo no fluxo
de caixa
das empresas,
se a
freqüência de
reajuste no
preço de
vendas for
maior que
a freqüência de
reajuste nos
salários, que
atualmente
é semestral.
Para
exemplificar
considere
empresa em
01.01.86 é de cr$
janeiro e julho de cada ano, e
que
o custo
da
mão-de-obra
de
uma
100.000, cujos reajustes
ocorrem em
que os reajustes no preço de vendas
e demais custos, ocorrem mensalmente
também com base na variação do
IPCA, que é estimado
em 10 % ao mes. Com
isso tem-se as seguintes
situações
1 5
Um outro termômetro
,Veja, 4.12.85 p.45
1.SITUAÇÃO SEM INFLAÇÃO
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL
RECEITA 300 300 300 300 300 300 300
MATÉRIA PRIMA 100 100 100 100 100 100 100
MÃO-DE-OBRA 100 100 100 100 100 100 100
FLUXO DE CAIXA 100 100 100 100 100 100 100
2.SITUAÇÃO COM INFLAÇÃO
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL
RECEITA 300 330 363 399 438 483 531
MATÉRIA PRIMA 100 110 121 133 146 161 177
MÃO-DE-OBRA 100 100 100 100 100 100 177
FLUXO DE CAIXA 100 120 142 166 192 222 177
F.C.ADICIONAL O 20 42 66 92 122 O
Admitindo-se que as aplicações no mercado aberto rendam 12.5
%
ao mes, tem-se o seguinte valor presente dos ganhos até 31.07.86, com a defasagem no ajuste dos salários :VP=[20(l.125)5+42(1.125)'+66(1.125)3+ +92(1.125)2+122(1.125)]1.10-7
=[20(1.8020)+42(1.6018)+66(1.4238)+ 92(1.2656)+12~(1.125)]0.43846
= 36+67+94+116+137
Vê-se portanto que o ganho Cr$ 197.000 representa o valor
correspondente ao custo total da mão-de-obra durante dois meses. Se
ao invés de semestral, a freqüência.. ~ fosse trimestral o ganho seria de Cr$ 142.000
5.5 TRATAMENTO DADO PELA LEGISLACÃO BRASILEIRA
Atualmente as demonstrações contábeis brasileiras são, básicamente, regidas pela lei 6404/76, comumente chamada "Lei das SA's". Não
obstante tratar-se de uma lei que regula as sociedades por acões, seus efeitos foram estendidos às demais empresas sujeitas a tributação do imposto de renda, com base no lucro tributável, pelo Decreto-Lei 1598/77.
Três foram os objetivos criados para refletir os efeitos
inflacionários nas demonstrações financeiras: 16
1. Eliminar do balanço e do resultado do exercicio as distorções causadas pela inflação
2. Refletir a perda do poder aquisitivo da moeda sobre o capital de giro próprio da empresa~
1 6 Avaliacão dos lucros sob inflacão elevada, Diário do Comércio
e Indústria, 24.11.81
3. Ajustar a expressão monetária do capital próprio e do custo histórico dos ativos não monetários para a moeda existente na
data do balanço.
Pelo sistema criado, . reconhece-se que o Património Líquido das empresas é representado por ativos monetários líquidos (ativo
monetário - passivo monetário) e ativos não monetários. Com a ocorrência da inflação, os ativos monetários líquidos sofrem a perda do poder aquisitivo da moeda, enquanto que os ativos não monetários acompanharão esse efeito, (isso se a variação nas ORTN's
for igual a variação do IPCA) e, portanto, devem ser atualizados
segundo índices inflacionários.
o
índicerefletir a
inflacionário reconhecido pelo Governo Federal para perda no poder aquisitivo da moeda, é a variação no valor das ORTN's. Assim, na medida em que os ativos não monetários são atualizados, passam a ter nova expressão montária, a fim de manter sua capacidade de troca. Já os itens monetários líquidos
(Caixa, Pagar
Contas a Receber, etc. menos etc.) por estarem expostos à
Fornecedores, Impostos a erosão da moeda e por manterem sua expressão monetária inalterada não sofrem correção.
a correção
monetária
do Ativo Permantente
émaior que
a correção
monetária ·do Patrimônio
Liquido tem-se
nessa conta um saldo credor
que
aumenta o
lucro, do
contrário
tem-se um
saldo devedor
com
efeito
contrário
sobre
o
lucro.
Como
Qcapital
de
giro
éa
diferença
entre
o Patrimônio
Liquido
e
o Ativo
Permanente,
o
resultado do
exercicio
será
aumentado
ou
diminuido
por
um valor
correspondente
às necessidades
de reposição
do poder aquisitivo
do
capital de giro.
Assim, uma
empresa que
tem Patrimônio
Liquido superior
ao Ativo
Permanente
terá
uma redução
do seu lucro,
a titulo
de "correção
monetá~ia
do
Balanço",
que
nada mais
édo
que a perda
no poder
aquisitivo
da parte do patrimônio
exposta à inflação. A diminuição
do lucro
impede que
a empresa distribua
na forma
de dividendos,
recursos necessários
à reposição do
poder aquisitivo
do capital de
giro. Sob o ponto de vista fiscal, essa diminuição
do lucro reduz o
Imposto de Renda,
exatamente
porque o lucro só
éconsiderado
como
tal, em
uma econômia
inflacionária,
quando
ele excede a
perda do
poder
aquisitivo
verificada
com
os
elementos
monetários
à
disposição
da empresa.
Do exposto pode-se resumir gráficamente
o sistema legal de correção
contábil,conforme
a Figura 5 na pago 31, abaixo:
Para
ilustrar o
tratamento
brasileiro
pela correção
monetária,
tem-se o exemplo a seguir:
CM== crédito
...
ATIVO PERMANENTE PATRIMONIO L10UlDO
. .
eM.'" ~o . . CM '" crédito
;. . :..-..
....
.
•...
-,..
Figura 5.
SISTEMÁTICA
BRASILEIRA DE CORREÇÃO MONETÁRIA
Observa-se
um
prejuízo de
Cr$ 2.750,
mesmo sem
a existência
de
operações. Pode parecer que esta
quantia representa simplesmente
a
diferença
contábil entre
as
correções do
Ativo
Permanente
e
o
Patrimônio Líquido, na
realidade tal valor corresponde
a perda do
poder aquisitivo dos itens monetários:
Caixa
Cr$ 1.100 (550 x 2.2)
e
Contas a
Receber
Cr$ 1.650
(750
x 2.2),
que
são as
partes
desprotegidas
do Patrimônio Líquido.
Uma outra situação
éaquela em que
o Capital Próprio
éinferior ao
1.SITUAÇÃO INICIAL
2.000
2.000
A T I V O
Caixa
Contas a Receber
Ativo Permanente
TOTAL
P A S S I V O
Património Liquido
Capital
TOTAL
500
750
750
2.000
2.SITUAÇÃO COM INFLAÇÃO DE 220 % AO ANO
6.400
2.750
3.650
A T I V O
Caixa
Contas a Receber
Ativo Permanente
TOTAL
P A S S I V O
Património Liquido
Capital
Perda c/Inflação
TOTAL
500
750
2.400
3.650
3.DEMONSTRATIVO
DE RESULTADOS
1.650
4.400
2.750
(Credor)
(Devedor)
(per:da )
Correção Ativo Permanente
Correção Patrimônio Liquido
Resultado
% com
Capital Próprio e 50
% com Empréstimos
a juros de 10
% ao
ano, mais correção monetária de 85 % da variação das ORTN's.
Inicialmente percebe-se que o Património
Liquido aumentou em Cr$ 43
a
mais que
a simples
correção montetária.
Tal situação
ocorre
porque os encargos
financeiros do emprestimo
totalizaram
215.7 % ao
ano, como a inflação foi de 220 % ao ano houve um ganho de 4.3
%Dos exemplos anteriores,
três observações
devem ser feitas.
•
O prejuizo
inflacionário deve ser
visto como o custo adicional
que a empresa é obrigada a
arcar, por manter capital monetário
em circulação
em.periodos inflacionários:
1.SITUAÇÃO INICIAL
1.000
1.000
2.000
A T I V O
P A S S I V O
Patrimônio Líquido
Capital
Emprestimos
TOTAL
Ativo Permanente
TOTAL
2.000
2.000
2.SITUAÇÃO COM INFLAÇÃO DE 220 % AO ANO
A T I V O
P A S S I V O
Patrimônio Líquido
Capital
Emprestimos
Ganho c/Inflação
TOTAL
3.200
3.157
43
6.400
Ativo Permanente
TOTAL
6.400
6.400
TOTAL
6.400
3.DEMONSTRATIVO
DE RESULTADOS
287
1.870
2.157
1. 400
2.200
43
(Devedor)
(Devedor)
(Devedor)
(Credor)
(Devedor)
(ganho)
Juros
Variação monetária
Resultado Operacional
Correção Ativo Permanente
Correção Patrimônio Líquido
Resultado
•
O lucro inflacionário existirá quando
o Patrimônio
Líquido for
maior
que o
Ativo Permanente
e os
custos financeiros
forem
inferiores a variação das ORTN's;
•
O segundo ponto
a ser observado
éque a lei determina
que as
contas de
receitas e despesas
com variaçôes
monetárias
sejam
classificadas
corno operacionais,
e
que
a
conta
correção
monetária, contrapartida
das atualizações
do Ativo Permanente
e
do Patrimônio
Líquido, seja considerado
corno não operacional,
isto
representa
um defeito da lei,
pois tanto um
corno outro
são
resultados
operacionais,
haja
vista
que
as
empresas
incorrem em perdas ou ganhos por manterem recursos aplicados
na
Trevisan 17 aponta algumas imperfeições existentes na sistemática
de correção monetária do balanço:
1. As contas de receitas e despesas não são corrigidas durante o período de sua formação, refletindo o somatório de valôres com diferentes padrões monetários.
2. Em função do anterior, a conta que registra os efeitos da inflação no resultado do exercício não reflete a perda ou ganho
de poder aquisitivo dos elementos monetários computados no período corrente;
3. O índice utilizado (base ORTN) não reflete a perda do poder aquisitivo da moeda nacional. De 1979 a 1984, a defasagem entre o IGP e a variação da ORTN foi de 117
%
4. Os estoques de mercadorias e produtos não são corrigidos monetáriamente;
5. Os va1ôres publicados para comparação relativos ao ano anterior são apresentados pelos seus valôres históricos dificultando as conclusões sobre o desempenho da empresa;
COMPARACÃO ENTRE OS METODOS DE CORRECÃO DAS DEMONSTRACÕES
1 ?
Trevisan, Antoninho,Lucro Inf1aciongário também ~ lucro ,Bolsa, junho 85, p. 20-21.
Uma das
principais
finalidades
dos demonstrativos
financeiros,
é
fornecer
informações
para
a tomada
de
decisões.
Tomadores
de
decisão, como
investidores, credores, e
gerentes percebem
que as
demonstrações
elaboradas
segundo os princípios
contábeis
geralmente
aceitos, poderão não refletir a realidade econômica atual.
Se
admitir-se
a
realidade
dos
aumentos
de
preços
e,
por
conseguinte,
a
perda
no
poder aquisitivo
da
moeda,
todos
os
relatórios e demonstracões
financeiras
elaborados por princípios
e
critérios
desenvolvidos
dentro
do
"Princípio
do
Denominador
Monetário
Comum"
tornam-se questionáveis,
pois estao
calcados
na
hipotese de precos constantes,
ou pelo ménos na manutenção
do poder
aquisitivo da
moeda. Com
a inflação, os
itens não
monetários
do
balanço são subavaliados
e os itens monetários
estão corretamente
estabelecidos,
excessão feita aos estoques.
Viu-se que a legislação vigente
contempla a incidência de correção
morietária sôbre os
valôres históricos dos Ativos
Permanentes
e do
Patrimônio Líquido, e que a diferença
entre essas duas correções
e
lançada no resultado do periodo.
Martins
e Assaf
18,observam que
"o procedimento
brasileiro é uma forma parcial de produzir balanços
e resultados corrigidos
monetáriamente
já que, na
demonstração
do
resultado, as vendas, os custos dos produtos e serviços vendidos
as
1 8
Martins,
Eliseu
e
Assaf
Neto,
Alexandre,
Financeira,
As
Financas
das
empresas
inflacionárias,
São Paulo, Atlas, 1985, p.9l
Administracão
despesas e
outros componentes permanecem
a valOres
originais
sem
nenhuma forma de indexação".
Além
da sistemática
legal,
existem
outras alternativas
para
a
elaboração
de demonstrações
financeiras
a
preços corrigidos
no
entanto,
discutir-se-á
aqui,
a contabilização
a
nivel geral
de
precos
(IPCA
e
ORTN),
e a
contabilização
a
custos
correntes
corrigidos.
CONTABILIDADE
~ NÍVEL GERAL DE PRECOS
São muitas
as razões
pelas quais
os preços
dos bens
e serviços
mudam de valor ao
longo do tempo. Quando o índice
Geral de Preços
aumenta, o valor do dinheiro diminue. O
índice Geral de Preços é a
média ponderada dos preços dos bens e serviços dentro da economia e
é
medido
por
um
índice
com
base
em
um
ano
arbitrariamente
determinado
com
um valor,de 100.
Atualmente,
no Brasil, é
o IPCA
que mede
a variacão
geral dos preços.
O ajustamento
contábil é
obtido através
da divisão
do índice corrente
pelo índice
do ano
base e então
multiplicado
pelo custo histórico. O total
é o valor
histórico
apurado
para refletir
a
mudança
no índice
Geral
de
Preços.
Uma outra
forma de
contabilização
a
nivel geral
de preços,
é a
contabilização
com
base
na
variação do
valor
das
ORTN's
Tal
processo,
entretanto, pode
conduzir a subavaliações
se
a variação
das ORTN's for inferior a variação do IGP, como ocorreu no per1od~ de 1979 a 1984, onde a diferença foi de 117 % a favor do IGP.
No Brasil, duas empresas publicaram suas demonstrações financeiras
na forma legal e paralelamente em ORTN's. São elas a VASP e a TELE PAR l'
CONTABILIZACÃO
A
CUSTOS CORRENTESA Contabilização a custos correntes precocupa-se com o comportamento de um item específico de custo ou receita, ao passo que a Contabilização a nivel geral de preços baseia-se na variação total nos preços dos bens e serviços. "O custo corrente introduz o uso do preço corrente de mercado ou avaliações, ou ainda índices
específicos para contabilizar cada ativo ou conjunto homogêneos de ativos. "20
CONTABILIZACAO
A
CUSTOS CORRENTES CORRIGIDOS19 Esse assunto é tratado no· Boletim IOB-Temática contábil números
16/85,18/85,19/85,20/85,21/85 e 22/85.
2 o
Revsine, Lawrence e Weygandt,Accounting for inflation the Controversy , The Journal of Accountancy, october 1974,p.74 Sterling, Robert R,Relevant FinanciaI Reporting in -ª.!l s..9..§. of
price changes , The Journal of Accountancy, february 1975,p.51 Horngren, Charles,Introducão
ª
Contabilidade Gerencial , Rio de Janeiro, Prentice/Hall do Brasil, 1985, p.4692 1
Um aperfeiçoamento
do método de contabilização
a custos correntes é
o método de custos correntes corrigidos.
Tal método é considerado por Sterling
21como o único que atende os
critérios de interpretabilidade
e relevância,
e tanto este método,
como o anterior "baseiam~se em
conceitos
físicos e não financeiros
de manutenção do capital investido."
22Obviamente,
se
o objetivo for
manter a substância
patrimonial
de
uma
empresa,
este
é
o
método
que
atende
o
objetivo,
tal
entendimento
é fortalecido por Corbin
23e Revsine
24 ,que afirmam
ser o
enfoque do
custo corrente
corrigido um
substituto para
o
lucro econômico.
Iudícibus
25observa
que a superioridade
informativa
do conceito
de
custo corrente
consiste,
basicamente,
em destacar
do
lucro
realizado,
(e
do realizado
total), a parcela
devida
àadição de
utilidade aos fatôres de produção(lucro
operacional
em vendas
da
parcela de lucro realizada, mas devida
a fatôres de estocagem
e/ou
especulat ivos.'
2 3
Corbin, D.A.
,The Revolution
in Accounting
Review, odtober 1962,p.630
Revsine, Lawrence
,Surrogates
in Income Theory:
b
Comente The
Accounting
Review, january 1976,p.156-159
Iudícibus, Sérgio
,Teoria da
Contabilidade
:ehpl.
São Paulo.
Atlas. 1980. p.264
, The
Accounting
2 4
2 5
5.6.1 COMPARATIVO ENTRE OS MÉTODOS
Para demonstrar o comportamento da correção monetária, legal e sua
comparação com os métodos de contabilização mencionados tem-se o seguinte exemplo:
3 1 COMPORTAMENTO
.
.
DOS ÍNDICES DE PRECOSMES ORTN IPCA IPEl
XO 100 100 100
Xl 109 110 109'
X2 119 122 125
X3 132 138 142
2.BALANCO PATRIMONIAL EM XO
5.000 5.000 10.000 20.000
AIIYQ
Disponível Clientes Estoques Ativo Permanente TOTAL.EAââIYQ
Fornecedores Emprestimos Patrimônio Líquido TOTAL 2.000 4.000 6.000 8.000 20.0003.DADOS REFERENTES ÀS OPERACÕES 3.1 - EMPRÉSTIMOS
JUROS 2
%
a.p.5 %
a.p.CORRECÃO MONETÁRIA plena
85
%
da variação VALOR3.000 2.000
3.2 - ESTOQUE INICIAL E COMPRAS
COMPRA x2 COMPRA x3 350 28.40 ESTOQUE INICIAL 300 20.00 COMPRA Xl 400' 21.80 QUANTIDADE
3.3 - VENDAS
QUANTIDADE VALOR UNITÁRIO
Xl
300 40.00
x2
300 44.00
x3 300 53.00
3.4 -
A política de compras adotadas
éa de pagar
50 %a vista e
50% em
30dias.
3.5 - AS
vendas são recebidas
60% a vista e
40% em
30dias.
3.6 -
A depreciação
e de 1/12 de 10 % do ativo permanente.
5.6.2 DEMONSTRAÇÕES PELA SISTEMÁTICA LEGAL
A.BALANÇO PATRIMONIAL
Xl X2 X3
ATIYQ
DISPONÍVEL 2.167 8.839 16.983
CLIENTES 4.800 5.280 6.360
ESTOQUES 8.720 2.180 4.260
ATIVO PERMANENTE 8.647 9.361 10.296
IMOBILIZADO 8.720 9.520 10.560
(-)DEPRECIAÇÃO
TI
159 264TOTAL ATIVO 24.334 25.660 37.899
fAââlYQ
FORNECEDORES 4.360 O 4.970
EMPRÉSTIMOS 5.423 5.893 6.504
PROVISÃO I.RENDA O O 4.629
PATRIMÔNIO LÍQUIDO 14.551 19.767 21.796
CAPITAL 10.900 11. 900 13.200
LUCRO LÍQUIDO 3.651 7.867 8.596
TOTAL PASSIVO 24.334 25.660 37.899
B.DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS
Xl X2 X3
VENDAS 12.000 25.200 41.100
CPV 6.000 12.540 20.400
LUCRO BRUTO 6.000 12.660 20.700
SALÁRIOS 1. 500 3.000 4.500
DEPRECIAÇÃO 73 159 264
LUCRO PARCIAL 4.427 9.501 15.936
DESPESAS FINANCEIRAS 596 1. 254 2.071
JUROS 173 361 567
VARIACAO MONETÁRIA 423 893 1.504
CORRECAO MONETÁRIA 180 380 640
LUCRO CORRIGIDO 3.651 7.867 13.225
PROVISAO P/I.R. O O 4.629
5.6.3 CONTABILIDADE
A
NÍVEL GERAL DE PRECOS=
MOEDA ORTN A.BALANÇO PATRIMONIALATIYQ
DISPONÍVEL CLIENTES ESTOQUES ATIVO PERMANENTE IMOBILIZADO (-)DEPRECIAÇÃO TOTAL ATIVOfAââlYQ
FORNECEDORES EMPRÉSTIMOS PROVISÃO I.RENDA PATRIMÔNIO LÍQUIDO CAPITAL LUCRO LÍQUIDO TOTAL PASSIVOXO
2.640 5.280 7.920 10.560 10.560 Q 26.400 6.600 6.600 O 13.200 13.200 Q 26.400 Xl 2.167 4.800 8.720 8.647 8.720 73 24.334 4.360 5.423 O 14.551 10.900 3.651 24.334 X2 8.839 5.280 2.180 9.361 9.520 159 25.660o
5.893 O 19.767 11. 900 7.867 25.660 X3 16.983 6.360 4.260 10.296 10.560 264 37.899 4.970 6.504 4.629 21.796 13.200 8.596 37.899B.DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS
Xl X2 X3
VENDAS 12.000 26.301 45.074
CPV 6.540 14.280 23.938
LUCRO BRUTO 5.460 12.021 21.136
SALÁRIOS 1. 500 3.137 4.980
DEPRECIAÇÃO 73 159 264
LUCRO PARCIAL 3.887 8.725 15.892
VARIAÇÃO ITENS MONETÁRIOS 90 538 2.139
PERDA DISPONÍVEL 180 395 1.404
PERDA CLIENTES 360 833 1. 501
PERDA ESTOQUES O 200 222
GANHO FORNECEDORES 450 890 988
DESPESAS FINANCEIRAS 146 320 528
JUROS 173 377 624
GANHOS COM INFLAÇÃO 27 57 96
LUCRO CORRIGIDO 3.651 7.867 13.225
PROVISAO P/I.R. O O 4.629
LUCRO LÍQUIDO 3.651 7.867 8.596
O -IMPACTO DA INFLAÇÃO NA EMPRESA
n