i,
DEDALUS-Acervo-lGC
ilrilr ilril ilililtil il|il illll lllllllillill ]il1 lllil llil llll
30900004630
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'l,ii,::iiO
Prc,
4gb?
' 9''uÃ
May,ia Cz,ístína
minha esposa
e
CarLos ALbento
Cav.Los Rodrigo
SUITARIO
INTR ODUç¡ O
p.
I 2
3
4 GTNERALIDADES
ÃnER ESTUDADA
E OBJ ET I VOS
MITODOLOG IA DT TRABALHO
MATTRIAL UTILIZADO
ESTUDOS ANTERIORES
CONTTXTO RTGIONAL
l0
l6
GEOLOG IA LOCAL . 'tol¿
LITOLOGIA 2?.
22
Xistos...
....;
....i
22Filitos....
23Meta ren i
tos
fi
nos . . . .METAM0RFTT0S D0 GRUP0 SÃ0 R0QUE
Quartzi tos
25 27
Rcrchas carbonãti cas metamórficas: Dolomiticos e Calciticos. .
.
28Rochas
calcossilicãticas....
3lAnfi bol i tos. .
ROCHAS GRANITTIDIS
ROCHAS
CATACLASTICAS
37COBTRTURAS
SEDiMTNTARTS...
38Sedimentos quaternários antigos (Pleistoceno
?)...
39Sedimentos aluv'ionares
(Holoceno)....
40TSTRUTURAS
33 35
METAMORF I SMO
p. ESTRUTURAS.StCUNDARIAS0UTtCT0NIcAS....
Foljações
...
Lineações...
50Dobras....
...
...:.
5lGrupo de dobras
D-1....
...
54Grupo de dobras
D-2....
57Grupo de dobras
D-3...'.
6lFases de
dobramento...
...
62Fal has. . .
MAGMAT I SMO 66
67
69
'70
72
74
77
80
B2 RECURSOS MINERAIS
Bens mi nera
Bens mi nera
is
is
metãlicos....
não metãl i cos.'. ....ó.
EVOLUÇÃO GEOLOGICA NO PRE-CAMBRIANO
CONCLUSÕES
RE SUMO
AGRADEC IMINTOS
REFERENCIAS
BIBLIOGRÃFICAS
.... ¡"
83SUITÃRIt) DAS ILUSTRAçOES.
FOTO S
l5
fotografias
e 4 fotomicrografias intercaladase
numeradasde
I
a
l9F I GURAS
:l
.
Mapa de 'l oca I i zação da área de es tudo2.
Ar"ticuìação das folhasl:10
0003.
Mapeamentos geoìõgicos anteriores4.
Parte da 'legenda do Mapa Geol ógi co do tstado de São pau1o,I :500 000, referente ao Grupo Sãö Roque
5.
compar^timentação tectônica do pré-cambriano ea
ãreaestu-dada
6.
Anãl i se estruturalQUAD R O
-
Dominiosl,
2e
3I
.
Evoì ução do Prã-Cambri ano napora
ANTXOS
l.
lulapa dedistribuição
de af l2.
Mapa geoì õgi co da regi ão do3.
Seção geológico-estrutural4.
Mapa de contorno estnutura Iregião do
Sinclinório
de Pjraoramentos descri tos
Si ncl i nori o de Pi rapora, SP
esquemáti ca
da cl ivagem ardosiana (Sa)
rN.JRopUÇÃo
G-ENERAL,IDADES E OBJETIVOS
0 qu adro gera
I
da evol ução tectôni ca da Pl ataformaSul-Americana passou
a
ser del inea.do princ'i palmente apartir
de trabal.hos desintese,
cada vez mais completos,que puderam ser desenvol vìdos com base em numefosos es
tudos em
nivel
de reconhecimento.Foi
apartir
dos trabalhos de A'lmeida (1967
e
ì969) g de Almeidaet
aLií(1976) que.
a
Plataforma Sul-American.a passoua ter
suahi'stõria
evolutiva melhor esboçada.0
embasamento dessaplatafornla, como exposto em São Paulo,
6
constituido pela
Reg'ião de Dobramentos Sudeste, quefoi objeto
de estudos por Hasui
et aLii
(1975), Hasuiet aLíí
(1g78a),l,/erni ck
et aLii
( I 978 ),
Hasu'iet aLùi
(1 982 ),
dentre outro s
0
Prõ-Cambriano paulista
tem sido objetode
ìevantamentoö geolõgicos em
nivel
de reconhecimentoe
de
semidetal
he
diversos, bem como de i nvest'igaçõessob
osmais variados enfoques visando
definir suas
caracteril
ticas
gerais.
Na ãrea do Grupo São Roquedispõe-se
demapeamen!os geoìõgicos de semidetalhe em escala l:100 000,
al õm db äx i s
ti
rem vãri os tra ba I hos de j nterpretação genérica de sua estruturação e evolução geo'lõgìca. contu
do,
ã
necessãrio realizar
mapeamento I ito-estrutural
demaior detal he, bem como estudos mai
s
detidos de
aspectos
diversos para se al cançar uma compreensão clara
doGrupo São Roque e do seu desenvoJ vìmento.
Dentro desse contexto se el aborou um programa j nte
grado de pesqu'isas do Grupo São Roquê (Análise Estrutural do Gru
poSão Roque), no qual se inclui o presente estudo sobre a geologia
da região cio Sincl inõrio de p j rapora r QUê se constl'.tui na mais des tacada macro-es
trutura
reconhec i da.
0s resultados
apre
-2-contudo as investigações ai'nda prossegem
0 estudo ora apresentado. obietivou:
a)
o mapeamento geoì-ogico emescala de
.semi-detalhe('l :50 000), consubstanciando os
tipos
I itolõgicos
eestru turas presente.s ;
b) reunir
os dados sobre asestruturasi
nagmatismo e metanrorfismo d.e modo
a
subsidiara
reconstitu'i ção dasmodi.ficações sofridas pe'l as rochas.
ÃREA tsluDiq.pA
.
A ãrea estudada situa-sea
oest'e dacapital
pau'l ista,
sendoba.lizada
g?osso ¡nodo pelas cidadesde
Santana de Parnaiba
e
Pirapora do Bom Jesus,a
leste
e oeste
respectivamente;a
sul
peì o maciço granitõide
da Serra
do Itaqu'i ea
norte pelo,paralelo que passa por Caiamar. A
principal via
de acesso ã ã.reaé a
Estrada
dosRonreiros (SP-312) que
a
cor'ta obl iquamente.Uma
mal haregu'l
ar
de estradas secundãri as dã bom acessoa
toda
aãrea,
.ot
exceção da partesul
da Serra do Voturuna.0
rel evo desta regiãoé
caracterizado
por
morrospouco el evados, com al
ti
tudes méd i as aoredor de
750-800 metros, embora alguns espigões, rìormalmente susten
tados.porr
quartzitos,
possam chegar aaltìtudes
maioresda ordenl'de 900 metros. As maiores elevações
são
representadas pe'l as serras do Vçturuna e do Itaqui
, que
seel evam
a I
200e
I
100 metros t:especti vanlente.A
redede drenagem
é
representada pelosrios
Tietê
e Juqueri eseus pequenos
tri
butãrios,
dentre os quaÍs se
destacamos cõrregos do Caracol e Tanqui nho, e os
ri
bejnões
Penunduva e Santo And16. A ãrea ocupada pelos
rios
principais
constitui
na. verdade unt lago representado peìos reservatõrios das barragens do Rasgão e de
Pirapora,
Si230S
-3-A Figura
I
mostraa
local ização geral da area estudada.
5 20W
et"s
{-440 W 220 S
240S 440W
480W
Fig. l - MAPA DE LOCALTZAçÀO DA Ánea Oe ESTUDO
MAT.E&IAL UTILIZADO
"
Paraa
real i zação dos trabalhos foram
utj I ì zadasas f ol has pl ani -al t'imétri cas do GEGRAN/StPLAN
(SF-23-Y-c-II-4-SË-8,
SF-23-y-C-II-4-SE-D, SF-23-y-C-III-3-S0-A,SF-23-Y-C-III-3-S0-8, SF-23-Y-C-III-3-S0-C
e
SF-23-y-CIII-3-S0-D),
na escaìal:10
000, elaboradas peìo Consõrcio
VASP/CRUZtIR0/PR0SPEC /ïEAF0T0/AER0MAPA em j975
(F1gura
2)
efolhas
topogrãficas na escalal:50
000de
Cabreüva (SF-23-Y-C-II-4) do IBGE
e
de Santanade
Parnaîba (SF-23-Y-C-III-3) do IcG, publicadas em 1973
e
l97trespecti vamente.
530W
-4-aToo¡'at"w a?coo'oo'w a6ca6\¡¡r a 6ô{9r45'w
Eoir ro Lorcnlo A¿cdo sF-23 - Y -C -¡t -4.S€ -A
¿Ðôaz'!o"s
a!o ar'oo's
aro3o'oô"s
Fig. 2-ARTtCUL/ÀçÃO DAS FOLHAS l:lO OOO
Foram
utilizadas
fotografias
a6reas d.a escala aproxÍmada
l:25
000(faixa
279G- fotos
38443 a38448, fai
xa
27gJ-
fotos
38575 a 3B58l,faixa
280G- fotos
3870;a 38707,
faixa
280F- fotos
38558 a 38563,faixa
2BOJfotos
38981 a 38985 efaixa
28lF-
fotos
38530 a 38535)do IBC-GERCA, obt'idas em 1972
e
fotografias
aêreas
naescala aproxinrada
l:60
000 (50705a
50708, 52798a
52800e
1 4l 25a
14127) tomadas em 1964/65 pel o võo ATS-l0
daFAB/USAF. Utilizararn-se tamb-em fotomosãicos
de
radaF, €.g_cal
a
I : I 00 000 do RADAMBRASIL (SF-23-Y-C-II e SF-23-Y-C-III).MTTODOLOGiA DE TRABALHO
A metodologìa
utiìizada
visou est.abelecera
estrutura
geral do Grupo São Roque na reg'iãodo
Sincl i nõriode Pirapora. Dessa forma foram jdeal i zadas
e
real i zadastrês
fases para o desenvol vimento dos trabal hos. Umaprime.ira fase constando do reconhejcinrento da
ãrea e
oestabe'lecimento de
critérios
para o mapeamentoe
anãl ise estrutural;.unra segunda fase constando do mapeamento
Piroæro do
fjorn Jrsu¡ sF-23-Y-C-II -4 -SE-B
Rcpreco d. Piroporo' sF- 23-Y-C-II[,-5-SO-A
Vdrzao do sôuro
sr-¿¡-v -c-m-s-so-e
Arogorigrromo I
sF-23-Y-C-¡I -4-SE-C sF- //23-Y-C-tr-4- SE- D
7//,
Copolo VolhosF-23-Y-C-III-3-SO-C
8oirro Rio Acimo
sF-23-Y-C-II-4- SE -E
Fo2sndo Sonlo Anlo¡¡o sF-23-Y-C-If-4 -SE -F
Curuquoro.
sF-23-Y-C-Itr-3-SO-E
-5-geolõgico sistemãtico e finalmente uma
terceira
fasecompreen.dendo os estudos
finais,
abrangendo anãl i ses deìaboratõrio,
tratamento dos.dados obtidos nasfases
anteriore.s e
a
interpretação dos resultados.0s e.studos prel in'i nares consistiram-se basicamente em
pesquisa
bibliogrãfica
sistemãtica.e
de
documentaçãocartogrãfica,
bem como de reconhecimentógeoìógico
da ãrea. Estes trabalhos foram real izados em paraleloe ti
veram como objeti vo a el aboráção de ma pa
geolõgico
prgliminar
e o, aprofundamento metodolõgico.A.pesquisa
bibliogrãfica foi realizada dentro
dasistemãtica usual para esse f
im,
atravésdo
estabe lecimento de uma malha dg nefez,âncdae,
ìsto
-e,a
partir
dãartigos mais recentes, procurou-se
recuperar
os
tra balhos mai.s antigos. Uma vez recuperados
estes
artigos,repetiu-se
o
procedirnento!
a.té que fosse c.ompletada
amalha. Ao
final
desta ativ i dade, admi te-se que todos
ostrabal hos mais importantes, i'ncluindo os mai
s
antigosdevarn
ter
si do identificados,A par ti
r
desta atividade foram el aboradas duaslis
tas:
uma constituida detitulos
de interessegeral
e outra
detîtul
os de i nteresse especîfico,
reg i onaì .A ppsquisa
bibliogrãfica
detitulos de
interessegeral
teve importante carãter metodolõgìco, do ponto devi
sta
concei tuaì,
enquanto que a detitulos
regionais perrnitiu um mel hor co n hec i me nto do Grupo São Roque.A coleta de documentação de.
cartografia
geolõgicaseguìu uma orientação seme'l hante, visando
recuperar
todos os mapeamentos anteriores realizacios na ãrea
de
interes
se,
A Figura 3 mo stra
todos os mapeamentos Ievantados na ãrea estud-ada,
0 re co n hec i me nto geolõgico co ns tou do levantamento
de
perfis
bãsicos que cortassem as estruturas regionais,objetivando a .identificação das
principais
unidadesli
¡À
\ -\.---\\
-'\\ \.\\\ \\ . ... ... . r\
\\ \\ \ \\\ \\.\\ '- \\. \ +-+ -6-+
\* I
+
+'\+
+ l-47030'\r/ñt
E=
m
L]
F=
lT--r-r-ll.r- + +l
I-;l
Í=-"-_"1
tr;l
Tr---rl
l-l
f-f RIDEG'. P. - "Geology ond structure of o porlion of the Serro do Mor in Eostern Sõo poulo"
I v l(1s74) -r:rooooo
suculo, K. & MARTIN, L. - Mopo do cenozóico coståiro (r978) -'¡:rooooo
EMPLASA - corto ceorcígico do Regio-o Metropolitoiroo" so¡ pouto (l 9Bo) - l:looooo
I J IPT - Mopo Geolósico do Estodo de Sõo Pouto (t98t) - I:5OOOOO
[-n--- n I
I IPETROBRAS - Geologio de Semi-detolhe do Centro Leste de Sõo Poulo (.|971 ) - ì:ZSOOOO
L-¡ I
CPRM/DNPM - Projeto Sudeste do Estodo de Sôo pouto (1 974) - I:ZSOOOO
CPRM/ONPM - Projeto Sudetpo (t975) - t:250000
hASUl, Y. A SADOWSKI, c. R. - Mopo Geotdgico do Regiõo de Sôo poulo (1976) - l:2SOOOO
CPRM/DNPM - Projero sontos-tguope (ì977) -'l :25OOOO
IPT -.Mopos Geolóçicos do Pr.oielo "lnle^rpreloçõo clos Estruturos do Regldo Pré-Combriono poulistq (...)"
(l98l) - 1:25OOOO - Retoldrio tPT ne"l5565
IPT - Mopo Geotdgico do Regiõo Adminislrotivo 3 (Vole do poroíbo) o Regiõo Administrotivo z (L¡torot)
porciol (1978) - I:2OOOOO
SADOWSKI, c. R. - Tectõnico do Serro de Cubotôo (1974) - l.166OOO
l-{|U-lr Y.i TOGNON, A A.; SOARES, L.¡ CSORDAST. S. M. - Geologio e Tectönico do Serro do Jopi
(r978) - l: t66 000
HASUI, Y¡ PENALVA, Ei HENNIES, W. T. - Geologio do Grupo Sõo Roque (1969) -'l:160OOO HASUI, Y - Tectônico dcs óreos dos folhos de Sõo Roque e pilor do Sul (1923) - l:.IOOOOO
2 3000 s
-7-tolõgicas e
o
levantamento. geraì das es.truturas mesoscõpicas presentes, com detal hamento geolõgi
co en
cêr.tospontos
As atividades anteriormente
referidas
permitiramuma ìnterpretação fotogeolõgica pnel int
inar
ea
elaboração do ma pa geoìõgico correspondente. Nesta ta
refa
uti
lizou-se
fotografias
aéreas .emescala
aproximada,l:60
000 e mapas bãsicos emt:50
000.A segunda fase constou do levantarnento geoìdgico,
que seguiu duas linhas
orientativas.
A prìmeira
bu s coua resolução de problernas encontrados na
fase
anterior,medi ante retorno a afl oramentos
jã vjsitados.
À segundaconstou do adensamento das observações através do I evan
tamento de ãreas ai nda não estudadas.
Nes
tes
estudos foram uti l i zadas fotog rafias
aéreasl:25
000 e mapas topogrãficosì:.l0
000, paraa
localização dos pontos de observação e. de col
eta de
amostras,bem como dos
perfis
geol6gicós levantados, Foratn percorridas
as estradasprincipais e
secundãrias que cortam areg i ão
e
real i zados alguns pe rfis
ao ì ongo da drenagem,na região da Serra do Voturuna, onde
não havia
outravia
de acesso.Nes,ta fase dos trabalhos foram. cadastrados 667 pon
tos
de oþservação das I itologias
e estruturas presentes,bem .como de solos (Anexo I
).
Foram coletadas220
amostras
para exames meso-e micro.scõpicos. Nesta fase foramainda cadastradas ocorrônci as mi nerais e lavras.
Devidó ã profunda alteração intemp-erica,
não
existem afloranentos contÍnuos por grandes extensões, o que
vem a
constituir
um obstãculo para omelhor
entendimento
da geologia e dasestruturas,
tanto do pontode
vista
da observação ìndividual .dos afloramentos,como
dacorrelação entre afloranentos
diferentes.
Todavia,
as
-8-mitiram uma segura identificação das I
itoìogias
e
estabelece.r relações entre as estruturas presentes, Iev.an¿ã
por comparaçoes ao estabelecimento dos contatos geoìõgi cos e dos aspectos geomõtrjcos essenciais.
Nesta f ase dos trabal hos os dados f oram 'l ançados
em duas cõpias diferentes das bases topogrãficas l:20 000
(reduzidas dos
originais do
GEGRAN/SEPLAN I :l 0 000),uma cõpia corn a re-presentação dos pontos
de
observaçãog
Iitologias
e outra com os dados estrutura'i s.A medi$a sistemãtica de elementos p'lanares
e
I ineares acompanhou
o
levantamentossjstemãt'ico,
para tratamento
èstatisti co.
Esta col eta de dadosgeralment.
ãreal izada apõs o mapeamento geo'lõg
ico,
por:6m temo
i nconveniente de
exigir
novos e demorados trabalhos
decanrpo,
o
que se pô¿e contornar.Acompanhou estes estudo.s de campo unla interpreta ção de fotograf
ias
a6reas na escala 1:25 900, QUê, al6mde
ter
um carãterorientativo
deste trabal ho, visou através de reinterpretações sucessivas, a el aboração
clo
napa f
inal.
A
terceira
fase compreendeu estudos de amostras derocha, tFatamento dos dados
obtidos e a
i nterpretaçãodos resu,l tados.
0s estudos de amostras de rocha seguiram as tãcni
cas
e
critérios
convencjonais para examesmeso- e
microscõpicos por meio de secções delgadas.
Nestes
estudos. objetivou-se
a
caracterização de paragâneses minerai s das amostras e das microestruturas presentes.
No tratamento
estatîstico
dasestruturas
planarese I ineares
util
jzou-se osprincipios tradicionais
(Turner
e
l^le'iss,
'l 963);l,lhitten,
1966; RamSây, 1967; e Hobbset aLíí,
I 976). Esse tratamentofoi
executado automãticamente,
util
izando-se omicro-computadon
Tektronix4052 e o pl,cttt.cr
digitalizador
Tektronix 4662 instalados
-9-Paulo
- IPT.0
programa uti-lizadofoi
especialm'ente desenvolvido para este
fim
e permiteo
tratamento rãpìdode dados lançados em diagramiis de
igual ãrea
(Schmidt-Lambert )
,
Þor projeção esterogrãf i ca dos pol osde
planos
e
retas.
A anãì i se dadistribuição
depolos
conduziu
ã determinação das orientações preferenciais das estruturas,
bem como suas relações g.eométricas.0s reiu I tados obtidos achan-se representados nos
anexos
2,3
e4,
respectivamente, mapa geolõgico, seçãogeolõgico-estrutural esquemática e mapa
de
forÌnas
estruturais., e
nos caþituìos que são apresentadosa
segu.ir.
A termi noì og ì a uti I i zada
,
quandopassivel de
controvãrsias,
serã definida oureferida
ao autornos
locais
devidos
do texto1
-t0-ESTUDOS
ANTERI()RES
A reg i ão s i tuada entre o Pi co do Jaraguã e as cida
des de
itu
e Sorocaba, onde selocaìiza
a ãrea es tu dada,despertou i nteresse por suas i númeras ocorrênci as de ou
ro,
desde os tempoécoloniais.
Porêm, investigações geo'lõEicas com ca rã
ter
cientifi
co s ome nteti veram
início
a.põs a vi nda da
furíl
i a ReaI
portuguesa
no começo do Século XIX.
Essas i nvesti gàções
ti
verant um impul so i nici al
conlos estuilos pi oneì ros dos i rmãos Andr^ada, rel
atados
no"Diãri o
á.
utu vi agem mineralógìca pela Provincia
deSão Paulo no ano ae lgOS" por Martin Francisco Ribeiro
de Andrada que posteriormente em l820 juntamente com Jo
sé Bonifãcio de Andrada e
Silva realizou
a
"Viagem mineraìõgica na
Provínci a de São Paulo"No. período compreendi do des de
or,",
u, t, dosat6
ofinal
do s6cu I o vãri os traba I hos vers a ndo s obre di ferentes
aspectos da geoìogia foram dadosa
conhecer, reaìizados pri nci pa'l mente por natural i stas estrangei
ros,
dentre
os quais se destacou l,'l.L.Von Es chwege autor da célebre obra "Pluto Brasi.
liensis"
de .l833.Nos 'f i ns do sõculo XIX, em 1886,
foi
criadaa
Comissão Geogrãfica e Geolõgica da Provincia de São Paulo,
que i ni ciou a sistematização de levantamentos cartogrã
ficos
e de reconhecimentos geol6gi.cos. Esses reconhecimentos eram rea I i zados principaìmente ao I ongo dos gran
des ri os e del es parti ci param esiudi osos estrangei ros e
brasileiros.
Em 1889, Derby publjcou umresumo
geraldas contribuições anteri ores
à
cri ação da Comi ssão.A cri ação da Comi ssão
possìbititou
que nos úl timosanos do sãcu I o pass ado
e
nas prirneìras décadasdo
Século
XX, cada vez mais pèsqui sadoredbrasiìeiros,
aindaacompanhados p o'r estrangei
ros,
parli ci passemdos
estuI
i l
1
j
l
-ì I
-dos geoì-ogicos, dàndo ensejo ao acúnulo.
de
grande cohheciment'o sobre a geoì ogi a do Estado
'
Destacaram-se neåse periodo, Derby, Branner, l^lashburne entre
os
estudi osos estrangei ros e Gonzaga de Campos,
0liveira'
F I orence,
Pacheco' Moraes Rego,Leonardos,
dentre os
brasileiros
Foi
na década de 50 queti
veram i nîci oestudos
regionais que resultaran na publicação de a'l gumas folhas
geol-ogi cás l:100 0OO pelo
lnstítuto
Geogrãfi coe
Geológico do tstado de São Pauìo que sucedeu a Comissão Geo
grãfi ca. e Geoìõgica a parti
r
de 1938''Na década de 60
iniciou-se
uma nova fase¿e
investi
gações com trabal hos real i zados em escalas
regi onai se de semidetalhe. Esses estudos foram intensificados nos
anos 70,.a
partir
dos quais foi
possivela
real i zaçãodos trabalhos de síntese regional divulgados nos últinlos
anòs,
0 pri mei
io
mapa geol õgi co do E s tado deSão
Paulo'datado de I929,
foi
apresentado na escala
1:2 000 000 'tendo si do e I aborado por Fì orence e Pacheco e publicado
como anexo ao bol
etin
22 da Conrissão Geogrãfica e Geolõgica
(.l,lashburne, 'l930). Nesse mapa' os autores retratamos conhepimentos da 6poca e apresentam as rochas
crista
lofilianas
como não di ferenci adas, referi ndo-asao
Arqueano
Em 1930, Moraes Rego separou as
rochas
epimetamõrficas
de São Paulo do ComplexoC.ristalino,
utilizandoa denominação de Série de São Roque' que se'gundo
ele
teria
sido proposta anteriormente por GÓnzaga de Campos ' Foi tambõm Moraes Rego (.l933) qùe procu rou del imitã-las'caracteri zando-as ì i tol õ9i ca
e
estruturalmente '0s mapas geol õg i cos que se segui ram ãquele edi tado
em .l929, foràm pubìicados pelo
Instituto Geogrãfico
eGeol6gì co do Estado de São Paulo na escala
1:l
000 000 '
-12-tram o avanço do con,hecimento da geologia do Estado, em
espe ci a
I
na ãrea do Prõ-Cambri ano,-
Na porção do Prõ-Cambriano, essa evol ução õ mostrada através da del ìmì tação ca da vez mais preci sa das uni
dades ì i
toestratigrãfi
cas e pela dimi nui çãodas
ãreasindivisas
ou não descrimi nadas, ,Jã na edi çãode
197 4,o mapa geoì õgì co ao milionésimo denota um
aparente
retrocesso cartogrãfi
co,
uma vez que para
a
reg i ão p re cambri a na apresenta apenas uma sepafação
titplõgica,
s.em conotação es
trati
grãfi ca ou cronol õg i ca.A publ i cação da fol ha Rio de Janei
ro
(SF.23), Vitór'i
a
(SF.24)e
Iguape (.Sc.23) elaborada porFonseca
et)aLii (l978,
'l979)e
do Mapa Geolõ9ico do Estadode
SãoPaulo, 1:500 000
(Bistri
chiet a'ii,
198ì ) trouxeram modifi
cações cartogrãfi cas .e concei tuais,
procurando re tratar
o
conhecimento geológico através. de legenda compartimentada de acordo com o comportamento geolõgì co e dos
graus de i nformação, Em reì ação aos anteri
ores,
trazencomo informação adicional a "ep?esentação
das
àstrutuz:as maíoree
Estudos regi onai
s,
queti
veram i nîci o a partir
de.l954, com a edição da Folha de
Jundiai
l:lO0
000e
Fg
lha de
Itu
ì:100 000 pelo
Instituto
Geogrãfi coe
Geolõgi
co,
foÉam cada vez mais i ntensifi
càdos, destacando-seaqueles räa I i zados na regi ão a oeste, norte
e
noroesteda
capital
de São Paulo por Henni eset aL¿¿
(1967b),Hasui
et
aLùi
(l 969), Coutinho (1972) e Coutinho(ì980a),al6m dos mapeamentos realizados por Al garte et aLü(1974)
e
Silva
et aLii
(1977') em escalal:250
000,nos
proj_qtos
Su deste
do Es tad o de São Pauloe
S a nto s- I gu ape, respectivamente.
No napa geolõgico do Estado de São Paulo em escala
'l:500 000
(Bìstri clti
et alíi, op.cit.)
e em sua nota expìicativa
(Almeidaet aLíí"
19Blb),o
crupo.São
Roqueõ
individuaiizadotal
como proposto por Hasui¿¿
aLííI I ,l Ì
-13-(1969),
e
se tomando, por base os o^i tõr'i os apresentados por Hasui (1973). A r"epresentação ado tad anesse
mapa,compreendeu uma subd i vi são
litoìõgica
bas e ada Þrincipalmente nb mapa geolõgi co
l:100
000 da reg i ãoda
GrandeSão Paulo (Couti nho, 1980a). A ãrea.do Si ncl i nõrio de Pira
pora acha-se pa rci a ì me nte coberta por es
te
último mapa.A Figura
4
ilustra
a parte da. ì egenda domapa
geoì õgico l:500 000 referente ao Gru po São Roque
A parti
r
dá dé cad a de 40 foram di vuì.gados inú,merostrabalhos sobre esturlos com diferentes enfoques
da
geologia
dessa reg i ão. Assim, dentre ou tros,
foram dados aconhecer estudos sobre a,spectos pet?ogz.á.¡Lcos, ritínez,aló
gicos e de metamonfismo real izados porKnecht
(1943
e1944), Coutinho
(ì953,
I955,l97l,
1972e
1980a), Franco(1956
e i958),
Gomes (196.le ì97.l), Cordani ¿t
aLdi(i963),
Gomeset aLíi
(1964)i yecursosminet,ais
porKnecht
(l950),
Alneida eþ aL¿¿ (198'la); gnoLogiae
azpectos esþyuþura¿s por Aìmeida (1955), Cordani
at
aLií(196t),. Hasui (.l963); Hennies
et
aLt)d (1967ae
I967b),Penalva e Hasui (1970), Hasui
et aLii (1969),
Aigarteet aLii
(.l974)i
sínteses z,egíonais porHasui
(l975a),Hasui e Sadowski
(l976),
Hasuiet aLíi
( 1980)i
eÊtrat¿gnafia por Hasui
et aLii (l976)i
geocronoLogdapor
Cor dani e
Bittencourt
(1967), C ordani e.Kawashita
(1971),Hasui e Hama (1972)" Cordani e
Teixeira
(1979).'Apõs a individualização da S6rie São Roque por Moraes
Rego (1930), esses metamorfitcís foram correlacionados a
rochas similares que ocorrem no Estado do Paranã
e
seestendem para o
sul
de São Paulo,e
queconstituem
oGrupo Açungui (Sõr'ie Assunguy de 0ìiveira, apud ltloraes Re
90,
.l930). Essa divisão geqgrãfi ca se manteve por I ongoperiodo, mas na década de 60, ante.a verificação de apa
rente conti nuidade
fisica e
fa ceã
regrade
prioridadede nomenclatura
estratigrãfica,
o nome São Roque passou-t 4-U' () lL
\<
cÊ,o
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F. u) IJJ âo
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ATLÃNTICOo O ,õ N o K. tL.l z lr o u 'õ N o tll J fI o uJ O{ 9-sÊ =c
lintl ¡,.la$ úa frl¡ânl'¡lot trßîeon,ãIt¡ ùatlù¿not
Su¡l€s Grañlricrs Posrectónica3
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teï2ball2nsñ¡¡ la tochtî naß Àn\$t natano hno en lzciot ,klo
' 're t¿ti¡ hol¡lo duzt lâs¿r d0 delorn¿çt| ttpeeoslzt
s. F---.l ta l I B! IPSìî I
nB
õî
't¡.1 d
i PALEOZÓ|CO
' SUÍTES GRANÍTICAS PÓS-TECTôNICAS
Faclos ltu (€O"yl) - Corpos granilicos a granodioríticos alóctones, isolropos, granula-ção fina a grossâ, com lexlura süb-hipid¡omórf ica e hip¡d¡omórf¡ca granular.
PRÉ.CAMBRIANO
' suíTES GRANlftcÀs srNTEcrÔNrcAs
Facles Cantarelra (PS"yc)- Corpos para-aulóclones e alóctones, foliados, granulação
f¡na a média, textura porl¡rílica freqúenle;contatos parc¡almenle concordantes o compo-siçåo granod¡orll¡ca a granílicâ.
GRUPO SAO ROOUE (PSs)-Clor¡la xislos, qualzo-m¡ca xislos a b¡olila e/ou musco" v¡la, inc¡uindo inlercalaÇöes de metassiltilos, melagrauvacas, calcár¡os dolomil¡cos, cal cossil¡catadas ê l¡l¡los (PSsX); lil¡los, quartzo lil¡tos e l¡litos gralitosos em sucessóos
r¡l-micâs incluíndo subordinadamenle metassiltitos e qualzo x¡stos, micax¡slos e
quartzi-tos (PSsF); quartzilos, quartzilos ,eldspât¡cos com metarcóçros e metâgrauvacas su-bord¡nadâs (PSsQ); calcários dolom¡ticos, calcit¡cos e horrlols calcossilicálicos €m
auréolas lermo.molamórlicas (PSSC); metacdnglômorados polimíticos e ol¡gomiticos
{PSsH}; anfibolitos, melaqabrcs e ep¡dolo anfibolitos (PSsB); meladioritos s quarlzo
d¡or¡los gnáissicos (PSsO) e migmatitos do estruluras var¡adas (PSsM).
Fic. 4 - PARTE DA LEGÉNDA DO MAPA GEOLdC|CO DO ESTADO DE SÃO pAULO, t:5OO OOO,
-.l5-nota explicativa.que acompanhou o mapa geolõgico
do
Es-tado de 1963, coube a Knecht (t964) res'umir
a
histõria,nomenclatura e
estratigrafia
do Prõ-Cambr.ianoe
sinteti
zar o conhecimento sobre o P16-Cambriano
Inferior,
enquanto {ue Paoìieììo (ì964) descreveu as u n i
dades
doPrõ-Cambrj ano Superi
or
referi ndo-as como GrupoSão
Roque.
Hennies
et
aLLi
(1967b) e Hasuiet
aLi:í
(ì969)
red.ef i nem o São Roque como Grupo, tomando essa designação
pa
ra
os meta,ssedinentos s i tuados a noroeste da
capi ta Ide São Pau I
o,
I ocal i zados entre
as fal has de Taxaquaraa
sul,
è J und i uvira
a norte.
Esses au tores f oranì os primeiros a descrever com algum detalhe.
litologias,
metamorfismo, magmatismo'e
estruturas,
além de estabeleceremuma compartì nentação em bì ocos tectôni cos
e
esboçarema evolução geolõgìca dessa uni dade.
.
Mais recentemente, llasui (1973e
l975a) eHasui
eSadowskj (1976) atravõs de estudos de detalhe e
de
regi onal i zação subdividiram esseis comparti mentos tectoni
cos e¡n b I ocos nenores separados por fal
has
transcorrentes dê menor envergadura. Hasui
et aLii
(1980a) deìinearam as estruturas tectôni cas do Pré-Cambriano
de
SãoPaul o e Paranã.
1
-.l6-CONTIXTO
REGIONAL
0 Prõ-0ambriano do Estado de São
Paulo
si tua-sequase integralrnente na Reg ião de Dobramentos Sudeste
(Hasui
et aLii,
ì978a) tendo como unidadesmaiores
osmaciços de Guaxupõ e de Joi nvì I e
e
as fa'ixasde
dobramento São Roque e 4pi
aí,
No extr'emo nordes!edo
Estadoafl oram por pequena extensão rochas da Faixa
de
Dobrame ntos Brasi I i a da Regi ão de Dobramentos Central.
Den
tro
da Regi ão de Dobramen tos .Sudestetem
des taque a cbmpartimentação del i neada por
grandes
ial hanrentos
transcorrentes que I evou a caraCteri zaçãoda
Zonade Transcorrência de'São Pauìo (Hasui
et aLii,
ì975) incl uída na Fai xa Rúpti
I
Paraíba doSul
(Braun, 1972),posteriormente denominada de Faixa de Cisalhamento São Pag
lo. (Hasui
et a|ii"
.l982).A compartimentação da região Pré-Cambriana paul is
ta
em bl ocos tectôni cos justapostos, I imi tadospor f;
I hame.ntos di reci onai
s foi
pel a pri meira
vez referi do porHennids et;
alií
(.l967),
Estes autores dividi rama
região localizada a oeste da c'idade de São Paulo
nos
blocos Jundi
ai,
São Roqr¡e' e Coti a,
separados pelas
falhas.de Jundi rivi
ra
a
norte e Taxaquara asul.
Po.steri ormente,estudos de semidetaìhe (Hasui,1973)
e
regionais (Hasuie Sadowski, 1976
)
permiti
ram a subdi vi são des s es compartimentos. ern b I ocos separados por fal
has
transcorrentessecundãri as
.
0s compartimentos m¡ii oresforarn
denomi nados de conjuntos, que por suà vez era¡n consti
tuídos
devãri os blocos.
Nos trabal hos mais recentes,
a
subdi vi sãoem
compartimentos e bl ocos tem sido abandonada, uma
u",
qra urede de fa I has tem se mostrado mui'tô mai
s
complexa
doque aã
inîcio
se supun.ha.\
1
I I i I 17
-ter sinclinorial
ea.nticlinorial
têm sidq descritas (Hasui
e Sadowski,ap,ciú.;
Hasuiet alii,
I980).
A
ãreae,studada abrange o
Sinclinõrio
de Pi rapora(HaÉui ..et
alií,
1969),
uma das pri nci pais
dessas feições
es tru turai
s
(Figura 5).7VZa,"" "*"o"o"
1.:..l1jr il Boê,ôs sod¡ñ.nloros lt--l
!+ + lcorpci! eroniróid€! .o ro 20 50¡ñ
[--l ^""n"" c¡{lto ror¡ r ¡onoo
F¡9.ã - COMPARTTMENTAçÄÖ reCrõ¡{ lä¡ OO pRÉ-CarvreR la¡¡o
E A AREA ESTUDADA
( Hô¡u¡ . SocoÍ¡ri, 1976- !irnptit¡ccdo . mod¡t¡codo,
A es tru tu
ra
de Pi rapora é marcantena
representação usualrnente
feita
pelos rnapas geolõgicos, destacando-se como um extenso
e
apertado arqueamentodas litolo
gias do Gru po São Roque, Tai
s
uni dades 'l i to 1õg icas
comestruturas regìonais orientadas segundo ENE.a E-t^j
,
pas
-l8-si ção N-S a oeste de Pi rapora do Bom Jesus,
atê
retomarem novanìente ãque'l a orjentação regionå1. Mac'i ços granî
ticos
envolvema
macro-estrutura .asul
(Batõl ito da
Serra
do Itaqu'i),
a oeste (Batól ito
de São Roque),a
norte(sto<:k de Ponunduva
)
e dão a el a uma magnîf ica
mol duraque a destaca, uma vez que
a
'i sol a das demais ãreas
deocorrência do Grupô São Roque e das outras unidades do
Prã-Cambri ano paul i sta.
.
Nesta reg'ião ocorrem metassedimentos e metabas'i tosdo Grupo Sãq Roque, além de corpos granîti
cos
'i ntrusivos nessas rochas. Ci rcundando a ma'i ori a dos corpos gra
niti
cos ocorrem xi stos
ti
dos como de metamorfisiro
decontato (Hasui
et aLíi,
1969; Coutinho, 1972). Além dessas rochas ocorrem sädimentos cenoz-o'i cos atuais
e
-19-GEOLOGIA
LOCAL
0.Sinclinõrio
de Piraporafoi
reconhecidoe
denominado por Hasu
i ?t
a.Lií
(1969). Tem como Iimites
meri.diona'l e ocidental. os batõl i tos da .Serrq do Itaqu'i e de
São Roque respect jvamente. A
norte õ
del im'itado
pe'locorpo
granitjco
de- Ponunduva e rumoa
I este a .estruturaaparenta. se descaracterizar, gradando
para
seqûlênciasigualmente çobradas e afetadas pela intrusão do Granito Anhangtlera.
Na região estudada se expõenr rochas
do
Grupo SãoRoque que foram afet,adas por metamorfismos
regìonal,
decontato e dinâmico.0 metamorfismo regional
se deu
emfacies
xisto
verde a anfi bol ito,
origi nando desdefi
I itos
atã
micaxistos com paragênesesminerais
compatîvei
s
com f aci es arif i bol i to0 metamorfismo de contato, segundo
Hasui
et
aLíi(l 969) pode ser notado sobretudo ao redor dos bat6l i tos de São Roque e da Serra do I taqu'i
. Esse
metamorf i smo,essenciaJmente t-ermico, afetou os metamorfitos
de
modorelativamente
discreto e
com intensidadevariãvel.
Nasproximid,ades dos corpos
graníticos,
alãm dos efe'itos daaurãola de metamorfismo, podem também
ser
constatadosefeitos
pneumatoliticos, atravãs da presençade
veiose
bol sões de quartzo, pegmatitos
ou ap'l i tos.0 metamorfi smo dJnãmico desenvolveu-se essencialmente
ao longo das zonas de f al has transcorrentes d'e l4airinque,
Araçariguama e Morro Grande. Este metdmorfismo, desen
volvido apõs o metamorfismo
regional,
afetoutanto
asrochas metamõrfi cas, como grani tóides
.
0sprodutos
deste
processo são mel hor observados. nos grani tõjdes,
ten do sido descritos
com detalhe por Hennieset alií
(.l967)
-20-0s metabasi
tos
e rochds granitõides representam omagmatismo que afetou as robhas do Grupo
São
Roque nareg ião do sincl
inõrio
de Pirapora.0s netabasi
tos
são representados por corpos com diversas espessuras e extensões, qu.e se apresentam tanio
concordantes, como di dcordantes com a es tra ti
fi
cação' reìiquiar
dos m e t a s s e d ì m e n t o s.
0s co rpos
de
Pirapora
doBom Jesus, Vau Novo, Santana de Parnaíba e Cri
stal
Park são os de maiores dirnensões. Figuei redo et'aLii
(ì 982), apartir
do reconhecimento de estr"uturas de piLLou .Lauasno metabasito de Pirapora do Bom Jesus, nelas viram evi
dência
dei magmatismo efusivo no Grupo São Roqu'e.Esses corpos representariam um magnratismo pré-tec
tônico,
uma vez que foram afetados pelo metamorfismo regionaì,
quefoi
sintectônico (Hasui,ì975a).
-As rochas grani tõides ionsti tuem os batól i
tos
deSão Roque
e Itaquj
e stoeks dos quais o maioré
o de Ponunduva. 0s corpos majores são f orrnados por
rochas
predominantemente
porfirõides,
queapresentam
comumenteuma matriz
foliada.
Variaçõestexturaìs
de granulação ecomposição são comuns nestes corpos. Comuns
são
temb6mas presenças de auréol a de metamorfi smo de
contato,
eaìteraçãp nas encaixantes, devidas ãs i ntrusões.
0s corpos descritos foram classificados como tardi
cinemãticos por Hasui ¿á
aLií
(op,cít.)
e reinterpretados como sintectõnicos par;utõctones por Hasui
¿t aLii
(re78).
Uma tentati va de di vi são es tra t i grãfi
ca do
GrupoSão Roque
foi
esboçada por Hasuiet alii (i976).
0s auto res reco nh ece ram
a
ex i stência. de uma uni dade i nferi orrepresentada por metapel i
tos
cornpostos de fii
itos
se.riciticos,
com intercalações de ,quartzitos
na
porção
basal
e
rochas carbonãticas no topo (Formação Boturuna)
euma uni dade superi
or
em que predom i namfi
I itos
rîtmi costil
I
I I ì -?1
-filitos
(Formação PJragibu). 0s autoresainda
reconhecem rochas de
facies
anfibolito
na regiãotimitrofe
doigranitos de São Roque e da Serra do
Itaqui, que
passamgradat,ivanìente para rochas de
fãcies
xisto
verde. Suger_ì_ram que pelo menos em parte essas'rochas. de
grau
metamõrfico mais elevado, possam
pertencer
ao
embasamentopr6-são Roque.
0s parcos.dados geocronol6gicos referentes
ao
Grupo São Roque foram s i n t e t i z a d o s ' p o r . C o r.d à n
.i e
Teixei ra(1979) e mostram uma idade Rb,/Sr de 600-650
n.a.
paraas rochas grani t6ides si ntectônicas, compatível. com as
datações K/Ar dos netamorfi
tos,
permitj ndo
reconhecer--se
a
incidôncia do eventobrasiliano
na ãrea do þ4 e rupo São Roque.
As
prìncipais
caracteristi
cas da distribu.ição es pacial
.dasprincipais
Iitologias
e es tru tu ras
es tão repreI
i
I i
i
-22-LrrÕtoeln
.
Na rêgião do Sinc.l inõrici de Piraporaforam distin
guidas qu a
tro
unidadeslitolõgicas
pri nci pais:.
metamorfitos
do Grupo São Roque, rochab granit-oideis,rochas
çatacìãsticas
e
sed imentosquaternãrios.
A
distribuiçãodessas unidades litol-ogicas
6
apresentada no anexo 2,. Na descr'ição das l
itoìogias
procurar-se-ã f reqtlentemente
fazer
referênci as a.locais
e specîficos,
adotando-se ioponîmias ou nomes de
locais
que se encontram nabase topogrãfica, a
fim
de tornarmaii clara
a
expìanaçqo.
IqETAM0RFTT0S p0 cRUP0:Ã0 R0QUE
xistp¡_
tll!e[)
0s
xistos
ocorrem pri ni i pal mentea sul
daãrea
estudada na porção I imitrofe .metafolfitos/granito
da
Serra
do Itaqui,
e numa es tre ita faixa
I i ndeira
ao granitode São Roque a oeste.
Apresentam-se sempre parcialmente decomposto de
modo que não
foi
posslvel examinar-se rochasã.
Essa decomposição dã ã rocha uma coloração avermeìhada, algu
mas veze,s pintalgada de branco ou vermelho, dependendo
do
tipo
de porf
irobì asto pre sente.0s minerais essenciais
são moscovita-sericita
equartzo, embora a
biotita
formando porfirobìastos quasesempre
esteja
presente. Miner:ais opacos,turmalìna,
hidrõxidos de
ferro
são encontrados em 1âminas.
Eventua_1.mente podem ocorrer granada
,
estaurol ita
ou si I I imani ta.Destaca-se a presença de xi stos com
carãter
cal cossi I icãt i co observados. prõx i mo a San'tana de Parnaiba (ponto
ee ) .
0s
xistos
são de granulaçãofina
a mêdiae
apresen
-23-São caracterizados pela alternância de
leitos iicos
emquartzo e micas, que eventualmente podem corresponder a
u-nì a camame n
to
reliquiar
da rochafoi
constatadaa
presença declorita xisto
prõximoãs cabeceiras do
ribeirão
Cavetãa-sul
da Serra do Voturuna (ponto 427
),
A rochaé
constituîda
exclusivamentede c l o r ì t a .m a g n e s i a n a e quartzo dispostos em
l.eitos
aiternados e apresentando tambãm alternância das texturas
ìepido- e granoblãstica. Amostra semelhante
foi
descrìtapor Coutìnho (t972)
e,
devidoa
sua forma de ocorrênciae
textura,
'l evou aquele autora sugerir
umaorigem
detufo
bãsico
para aguela rocha.A xistosidade
6
conspicua nes tas
"o.hus,
sendo
comum a pres ença de porfi robl astos de minerais mi cãceos ,
principaìmente
bìotita,
muitas vezes sem orientação preferenciai,
Freqtlentementes os
xistos
apresentamclivagem
decrenu I ação que deforma a xi stosi dade, podend.o desenvol
ver-se uma nova fol iação, como pode ser
visto
a
sul
d;Morro do Botu ru na (ponto 113).
Associados aos
xistos
ocorremanfibolitos
e rochas c a I c o s s i I i c ã t i c a s,
que se apresentam como i ntercal ações.A passagem dos
fi
litos
para osxistos
sedã de
formagradual, 'enquanto que
o
contato comos
anfi bol itos
êbrus
co.
Aìgumas dessas i nterca laçõessão de
dimensões não repres entãveis
na escal a do rnapageolõgico,
sendoentão assìnaladas como ocorrências,
Fil
itos
(PSsF)0s filitos
são muito conuns, sê
constituindo numa das rochas mais f reqtlentes
na ãrea
estudadaJConsti tuem uma Iarga
faixa
que contorna as rochas granìtõides dos batõì i
tos
de São Roque e da Serrado
Itaquì na porção oci dental do Si ncl i n6ri o de Pirapora,
deì asseparadas através de uma
faixa
dexistos. òcorrem
tamr
{
I ì
-24-bãm. em int,ercalações por vezes extensas"
mapeãveis
naseqtlênci.a de ¡retarenitos
fi.nos/filiio.,
no interior
da .ãrea,entre as cjdades de Pirapor.a do'Bom Jesus e Santanà de
Parnaíb.a,
Na grande maioria dos afloramentos acham-se muito
intemperizados, ad.quirindo colorações
avermelhadas
ecastanho amarel adas. Quando sãos, apresentam col oração ci nza.
0s
filitos
são rochas de gr,anuìaçãofìna,
ìocalmente
podendo Ser caracterìzadas como ardõsia,constituidasessenci.aìmente de qu ar
tzo
e seri cita.
Além destes,
podem estar presentes ainda
clorita, biotita,
turmalina,apati
ta
e zircão em ,grãos muito miÚdos. 0casionaìmente,podem conter nraterial carbonoso em
quantidades
variãveis,
pa.ssando osfìlitos
a
ter
uma coloração mais escura
atõ
negra.Aìguns
filitos
alterados. de coloração castanha escura
podem apresentar al ternânci a co¡n outros
de col orações mais cl aras, e apres entam -s
e
ì ntercal ados nosfjlT
tos
iomuns. Duas amostras (pontos 51 2e
532),
situadasa
sudoeste e oeste
de Pi rapora,respectivamente,
apresentaram ao microsc6pio feìdspatos sob a forma de peque
nos augens dissemìnados na
matriz
fìna
(ponto5ì2),
oupossiveis b I a s to f e n o c r i s t a i
s
que poderi amser
corre I acionados a piroðtastos. Embora precãrias, estas observa
ções, sugerem a possibilidade de serem estes
fil itos
derivados de materi
al
vu i cân i co,/ tu fã ceo que representariapa
rte
de uma seqtlência vu l cano-sedimentar. .São f reqtlentes as aìternãncias de lâminas ou camadas
escuras
e
cl arasa
intervalos mi I imétri cos e centim6tricos que conferem -ãs rochas um aspecto
rítmico,
podendo--se denominã-las
metarritmitos.
Rochas destetipo
foramobservadas a sudoeste de Pirapora do Bom Jesus
e
na margem esquerda do
rio
Tietê
entre Santana de'Parnaíba
ePirapora do Boi¡ Jesus.
^25
-Localmente ocorrem
fi
1itos
que apresentam estrutura
gradua'l caracteri zada po.rfi
nos I eitos
a-renosos
asi l.tosos que passäm para
leìtos argilosos,
mostrandouma a iternâncì
a
ritmica.
Por vezes, podem apresentar estruturas
prìmãrias,tais
como pequenas marcasde
onda,laminação cruzada ou feições convolutas. Hasuj
e¿
aLií(.l976) sugerem para rochas deste
tipo
uma correspondência
a depõsitos de fLysch.Entremeados ao!
filitos
normais ocorremfaixas
defilitos
porfiroblãsticos
comcristais milimétricos
esubmilim6.tricos de magnetita e/ou
cìoiitõide
(ottreì
ita),
entre Santana de Parnaíbae
Pirapora. A
'presença.de o
ttrel
ita
nestes
filitos foi
descrita
nofim
do sécu1o passado por Hussak (T890) e tambénr
verificada
por Hasuìet alií
(1969)O acamamento rel iquiar ,é còmumente observado ne:
tas
rochas, sendo destacado por I eitos
submi I im6tri cosa mi t imé
tri
cos cle g rãos finîssimos de qu artzoe
sericita
alternadosr vìsive"is desde a escala mesoscõpica atéa microsc6pica, Grãos
detrîti
cos de quartzo
e
quarti zito
subnilimõtricos podem ocorrer ocasionalmêntenos fi
ì
itos, fato jã
destacado por Hasuìet aLií
(ì969)e
verificadb
na margemdireita
dorio
Juqueri entreVau
Novo. e P.onlunduva (ponto
ll),
ea
norte e sudestede
Pirapora. do Bom Jesus .
l4etaren
jtos finos (PSsS)
.'Estão reunidos. sob esta denominação os metarenitos
finos
propriamenteditos,
e
subordinadamente metareni.tos
arco s i anos,
metaren itos
cong I omerãt i cos, metarcõs i ose metagrauvacas.
Estas roc ha
s
são tanbém abundantes, const.itu.in.doespesso pacote na região de Pirapora do Bom Jesus. Apre
sentam-se en tremeado
s
afil itoö,
qtiartzitos
e cal cãreosna porção
central
da ãrea.0nde nãofoi
possivelindivf
dual i zã-1os dosfilitos
devidoa
seucarãter
transicio1
-26-das gradações de metarenitos para quartzi
tos,. s¡¿a
severificou
a predominãncia dosúì.timos,.eìes
foram.individuaìizados. Transições para
fjlitos.não
sãoraros
e,quando mapeãve i
s
na escal a consideradar
estas rochas foram indi vìdua lizadas.
São 'rochas de textura
fina,
cuja composição mineraìõgica se assemel ha ã dos
fil itos.
Foram separadas destes devido a uma granùl ação maì S grossa.
de
seus constituintes,
princÍpalmenteo
quartzo, ao seu aspecto,u.i
ço e pela fol i ação
incipiente
ou ausente que apresentam, A pre se nça de feldspatos nestas
rochas não6 rara,
aìgumas vezes podendo
conferir
ãs mesmas um carãter.arcoseano como ocorre por exempl
o
nas regiões oestee
sudoestede Pìrapora do Bom J,esus (pontos 545, 546, 574
e
575),Al6m da presença obrigatõr'ia do quartzo
e, sericita,
eeventual. do feldspato, podem
estar
presentesgrãos
de-triticos
de opacos, apatita,. turmalinae
z.ircão..0s metarenitos apresentam-se quase sêmpre intempe
rizados, mostrando tonal idades ciaras de
rosa,
cÍnza
eamarelo.
Localmente! os tertnos rnais
finos
apresentam fragmentos da mesma rocha, como a oeste de Santana
de
pufnaiba, prõximo ao
ribeirão
Itaim
(ponto 257), que conferem
ã
robha um aspecto de brecha. Estefato
parece relacionado a uma estrutura sedimentar herdada, I
evando
asupor que se
trata
de uma brecha i ntraformaci onal.
Nãoõ
rara a. presença de seixos mi I im6tri cosa
centimétricos. de quartzo isolados no
inter.Íor
dos metarenitos, podendo localmente configurar um
carãter
congìomerãtico,0s pontos com a presença de metarenitos conglomerãticos
foram assinal ados no mapa geol-og i co.
Normalmente
îão
se observao
acamamento rel iquiar,devido ao aspecto mac i ços dessas roc ha
s e ao
i ntensointemperismo. Todavia em
vãrios.
pontos
puderam ser-27
-Assim, identiticaram-se
estratificação gradacional
porexemp'lo, nas proximidades do Morro da VacaDgâ, (pontos
219
e
226)e
na região de Duas P'ontés (pontosll6, ll7,
l7l
e
298) e es.tratificações'cruzadas de pequeno porteprõximo ao qu'i 1ômetro 47 da tstrada dos Romeiros (ponto sB).
Quartzitos (PSsQ)
0s quartz i
tos
estão presentes por toda aãrea
mapeada e comumente sustentam as partes mais al
tas
do
relevo.
Asul
de Pirapora do Bom Jesus, na Serrado
Voturuna, ìocal iza-se o corpo mais extenso dessa unidade. são no geral metarenitos quar.tzosos
de
coloraçãocinzenta guê, por intemperismo, passam
a
colorações esbranquiçadas ou amareì adas. Apresentam
textura
granoblãstíca e
a granuìação évariãvel
defina
a grossa. com põem-se es sencialmente de quartzo, podendo raramente ertar
presentes feldspatos, minerais opacos,apatita,
turmalina
e zírcão.
Arecristal
ìzaçãoé
pouco comum., estan do pres'ente em af I oramentos da serra do votu ru na,
pFi ncipalmente situados na porção mais elevada da serra.
Lentes ou camadas de quartzitos.conglomerãticos são
comuns nesta unidade
(foto l).
sua constituição6
principalmente
oligomitica,
com seixos m'ilimãtricosa
centimétri cos de quartzo e/ou quar
tzito
com ma'triz
arenosae
raramente sílti ca.
Sempre que encontradas, foram assi naìadas como ocorrãncias pontuais no mapa seolõgicoluma vez que não têm grande expressão em ãr.ea,
e se
encontram sempre intercaladas em quartzitos maciços.
Hasu
i et aLíí
( I 96g) descreverama
passagem gradual de quartzi
tos
para i tabiri tos
no km 65da
tstradados Romei ros
.
Na ãrea do Si ncr i nõrio
foram
ass i na I adasduas ocorrências
restritas
(v.er mapageolõgico)
deita
biritos tal
como descritos por.aqueles autores. uma sl
-28-F0T0
I -
Quartzito cohglornerãtico da sema do voturuna (ponto ssO).ximo a Fazenda vel'ha, no .ont.uto com o
granito
da serrado
Itaqui
(ponto 35).0
acamamento rel iquiarr'embora raramente possa'serobservado,
ã
destacado peìa
presença deestratifi
caçãogradual ou pelo deslizamento de uma camada
sobre
outra(fotos
2 e3)
porefeito
do dobramento.As rochas carbonãticas
constituem
inúmeros corposna região do sincl
inõrio
depirapora.
Nogeral são
cor^pos'pequenós, cujas dimensões por
vezes
foram
exageradas para que pudessem
figurar
nci mapageolõgico. E- ;
caso dos corpcs situados ã margem
direita
dorio
Tietêprõximo
ã
Pirapora do Bom Jesus. corposainda
menores foram assinalados' apenas como ocorrância..0correm na forma de
calcãrioi
dolomîticose
calcî.ticos
'
com predominância dosprimeiros.
São.rochas
degranulação f ina
r
composta.s por caribonatos, pouco. quart&o¡hqs cbrbonãti cas metamõrfi cas Dolomiticos
-29
-F0T0 2
-
Estratificação gradua'|, com passagem de quartzitoglomerãtico para quartzito fino. Þonto 5ti. con
F0T0 3
-
Acamamento reì iquiar
-30-zo e
eventualmentesericita e materiál
carbonoso. 'Essas rochas apresentarn
coloração cinza,
podendãse apresentar mais cl aras oU es curas dependendo da qua n
ti dade de materi a
I
carbonoso presente, sendo queos
doì omi tod apresentam no .geral col orações mai
s
cl aras,
0grau de recri sta I'i zação destas rochas não
.foi
suficiente
para transformã-las em mãrmores,fato este jã
assinalado por Hasui
et aLií
( .l969 ).Localmente mostram-se impuras,
.or qruntìouo",
variãveis
deareia
e mesmo pequenosseixos,
principalmente
nas variedadescalciticas,
comopode
ser visto
porexemplô, na estrada que
liga
Santana de Parnaibaa
Caja rnar.0 acamamento
""liquiar
podeser o¡r""uuAo
principaìmente nos
calcãrios
caìcíticos,
sendorealçado
quando hã intercalações de metap.elitos, ou una variação com
posicional dos
dîferentes
leitos (fotos
4.e
5). Nos
dolonitos
raramente podeser identificado.
i.-\.--i
-
Alternância decarro sr I r coso
mento .Portl and
leitos de caìcãrio puro cinza com cal
bege. Pedreira da Cia. Nacional de Cî
Perus Ltda.
3t
-. F0T0 5
-
Camadas de calcãrios cinza alternadas com camadas decalcãrio impuro ei de
fì'lito
sericítico calcífero cinza.claro, Pedreira da Cia. Nacional de Cimento PoF
tl and Perus Ltda.
As. rochas carbonãticas apresentam conumente vãrios
sistemas de
juntas,
ao iongo dasquais
podé haver o.desenvolvinento de veios de
caìcita
branca
de granulaçãog ro s s a
Nos dolomitos de Pirapora de Bom
Jesus
foram identificadai
estruturas e s t r om a to I í t i c as (Fairchild,
i nformação
verbaì),
que uma vez confirmadasdarão
precio!oauxit
io
paraa
identificação
do topoe
baseda
cada camada dessas rochas, alãm de eventuaimente constituir'um
meio para
a
sua datação.Rochas
calcossilicãticas
(.Cs)Ut
rochas .caì cossi I icãti'cas têm
pouca representatividade na ãrea estudada.. Constituem sempre peque
nas intercaìações em
xistos
eanfiholitos.
concentradasprõiimo ao mac i ço grani tõi de da Serra
do
Itaqui, ou
po
-32-das. 0utras ocorrãnci as de.stas rochas fpram veri
fi
cadastambõm nos metassedimentos
.
Nogeral
são rochas com .granuìação fina
e
tex.tura predom i na ntemente g ra nobl ãsti
caAp.resentam em súa composiCão mineralõ9ica actino'l i
ta-tremolita,
diopsídioe
plagioclãsiocãlcico,
epidoto,apatita e
titanita.
Segundoioutinho ('1972)
poderiamser denominadas de tremol
ita xistos, devido a
predomi nância deanfibõiios
das6rie
a i t i n o I ì t a : t r em o I i t a.
Po dem ocorrer tambãm quartzo, rnicro¿lineo,.sericita
e
clî
nozoisita.'
São rochas que apresentam col.ordção cinzà
em
camadas
ricas
emanfib6lio
e quartzo, e esverdeadasnas
camadas mais
ricas
emdiopsidio
e epidoto(foto 6).
Essavariação composicional'é tambõm
vista ã
escala microscõpica,
com alternãncia deleitos
com.textura granobìãst'ica e
textura lepidoblãstica
(foto
7).Acamanento reì iquiar, en rocha
çado por alternãncia de leitos
cãceos. A fotìação é paraìeìa
99.
cal cossi I icãtica, reaì maciços com I ei
tos
miao acamamento. Pontõ
-33-F0T0 7
-
Fo tom i crogi"afi a (nicõis paralelos, 30x).
Alternânciade textura granonematobìãstica de diopsldìo
e
actino.
lita (l)
e lepidoblãstica de ftogopirâ (2).
ponto 99î.
Para as rochas c a l c o s s i I'i c ã t i c as
prõiìmas,a
granitos¡
Cordaniet
aLíi.
(1963) sùgerem uma origema partir
de cal cãrios magnesianos impuros, sob
ação
de
metamorfismo de contato,
fato
corroborado em parte porCoutinhå-(op
. cít.
') .Essas rochas apresentam acamamento
reìiquiar
bemmarcado 'e uma xistosidade por vezes bem desenvoìvida. ,
em
geral
subparalela .ao acamamento. Quasesempre
mostram ìeve onduìação
e
acham-se muito fraturadas.Na escal a do mapa geot õg i
co,
as ocorrênci as dessasrochas não puderam ser delimitadas, mas foram sempre as
sinaladas por meio de simboìog.ia adequ.ada.
Anfibolitos
(PSsA)0s anfibol
itos
encontramgrande distribuição
naãrea esi,udada. Constituem corpos de dimensões variãveis,
chegándo a representar corpos expressivod como aqueles