UN1vERs1DADE
FEDERAL
DE
SANTA CATARINA
,
.CENTRO
sÓc1o-EcoNÓM1co
DEPARTAMENTD
DE
CIENCIAS
coNTÁBE1s
~
TRABALHO DE CONCLUSAO DE
CURSO
O
PRINCÍPIO
DA
LEGALIDADE
NO
ÂMBITO
FISCAL E
E
CONTÁBIL
SANDRO
DAMOS
LUIZ
FLORIANÓPQLIS
-sc
DEPARTAMENTO DE
CIÊNCIAS
CONTÁBEIS
L.
O
PRINCÍPIO
DA
LEGALIDADE
No
ÂMBITO
FISCAL
E
CONTÁBIL
Trabalho de Conclusão de Curso submetido ao
Departamento
de Ciências Contábeis,do
Centro SócioEconômico, da
Universidade Federalde
Santa Catarina, '
como
requisito parcial para a obtençãodo
grau de Bacharelem
Ciências Contábeis.Acadêmico:
SANDRO
DAMOS
LUIZ
Orientador: Prof. Alexandre
Zoldan da Veiga
FLORIANÓPOLIS
-sC
1999
o
PR1NcíP1o
DA
LEGALIDADE
No
ÂMBITO
FISCAL
E
S
CONTÁBIL
Autor:
acadêmico
SANDRO
DAMOS
LUIZ
Esta
monografia
foi apresentadacomo
trabalho de Conclusãodo
Curso de CiênciasContábeis
da
Universidade Federal de Santa Catarina, obtendo a notamédia de
atribuída pela
banca
constituída pelos professores abaixo mencionados.Florianópolis,
de
1999.Profí
M.
Sc
Maria
'zeHenrme
CasagrandeCoordenadora
deMonografia
do
epaltamento de Ciências ContábeisProfessores
que
compuseram
abanca
Pof.
Alexan
re -zé a aVeiga
Presid t
Prof”.
M.
Sc Maria
De
'zeHe
que asagrandeMe
broPro íšr-'õ
`
orges
Agradeço
a Deus, de todomeu
coração, pelodom
da
vida eda
saúde e, porestar presente
em
todosmomentos
deminha
vida.Agradeço
muito aosmeus
tios,Ana
Maria
Santos eNelson
Santos por teremme
proporcionado condições de continuarna
luta poruma
vida melhor.i
Agradeço
a todaminha
familia pelo incentivo e disposição parame
ajudarem
todas as situações e por terem acreditadoem
mim,
contribuindo para ocumprimento de
mais
uma
etapa deminha
vida.Agradeço
a todos professoresque
contribuíram para aminha
formação. Especialmente ao professor AlexandreZoldan da
Veiga,que
como
meu
orientador,mesmo
estando
com
vários compromissos,sempre
esteve disponível para contribuirna
elaboraçãode todas etapas desta
monografia,
passando seu vasto conhecimentocom
muita dedicação..
Agradeço minha
esposa Zoleide Aparecida Zandonai,companheira de
todas as horas,
que
sempre esteve disposta a ajudar, etambém
pelas palavras de incentivo,conforto e carinho.
E
por fim, ameus
amigos
e a todos aquelesque
contribuíram diretaou
SUMÁRIO
CAPITULO
11
_
INTRODUÇÃO
... ..1.1
-
Assunto: Princípios Tributários ... ..1.3
-
Problema
... ..1.4
-
Objetivos ... ..1.5
-
Justificativas ... ... ..04
1.6
-
Metodologia
... ..CAPITULO
II2
-
FONTE
DO
DIREITO
TRIBUTÁRIO
... .. 2.1-
Fontes
Reais eFormais
... ..07... _.07 2.1.2
-
Fontes Formais ... _. 2.1.2.1-
Fontes Fomiais Principais ... .. 2.1.1-
Fontes Reais ... .. 2. 1.2. 1.1-
Constituição Federal ... ._ uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu ou ooooooooooooooooooooooooo no 2.l_2.l.2- Emenda
... . i 01 ooooooooooooooooooooooooooo ou01
1.2 -Tema:
O
Princípioda
Legalidade
no
âmbito
fiscal e Contábil ... ..02... ..03 ... ..03 ... ..05
07
O8
O809
10 2.l.2.l.3-
LeiComplementar
... _. 10 2_1_2.1.4-
Lei Ordinária ... ... ._ 2. 1.2. 1.5-
LeiDelegada
... .. 2. 1 .2.l.7-
Decreto Legislativo ... _. z.1.z.1.ó-Mzóâózz
z.1.z.1.s-Rzzøluções 12 13 13 L-››- (AVI2.1.2.2.3
- Norma
Complementares
... .. 17CAPITULO
III 3-
SISTEMA
TRIBUTÁRIO
NACIONAL
... ..193.1
-
Noção
de
sistema ... ..193.2 -- Sistema Tributário ... ..20
3.3
-
Princípios Constitucionais Tributários ... ..2l 3.3.1-
Princípio da legalidade ... ..223.3.2
-
Princípioda
anterioridade ... ..223.3.3
-
Princípioda
irretroatividade ... ..‹...233.3.4
-
Princípioda Uniformidade
Geográfica
... ..233.3.5
-
Princípioda
Isonomia ... ..243.3.6
-
Princípio da Não-Cumulatividade ... ..243.4
~
Competência
Tributária ... ..253.4.1
-Noções
Gerais ... ..253.4.2
-
Distribuiçãoda Competência
... ..253.4.3
-
Limitações deCompetência
tributária ... ..28CAPITULO
IV
4
-
Princípioda
Legalidade
... ..304.1
-
Histórico ... ..304.2
-
Generalidades
... .,304.3
-
Limitaçõesao
Princípioda
legalidade ... ... .... .... ..334.4
~
A
legalidadedo
Direito Tributário Brasileiro ... ..344.4.1
-
Lei Ordinária e a legalidade ... ..344.4.2
-
Medidas
Provisórias e a Legalidade ... ..364.4.3
-
Leis Delegadas e Legalidade ... ..384.5-
A
legalidade e osDeveres
Instrumentais Tributários ... ..39CAPITULO
V
5-
CONTRIBUIÇÕES
SOCIAIS
E
IIVIPOSTO
DE
RENDA
... ..425.1
-
Contribuições Sociais ... ..425.2
-
A
parafiscalidadedas
Contribuições ... ..445.3
-
Espéciesde Contribuição
Social ... .. ... ..445.3.2
-
Contribuições de interesses de Categoria Profissionaisou
Econômica
... ..455.3.3
~
Contribuições de Seguridade Social ... ..465.3.3.1
- Cofins -
Contribuição Social Sobre o Faturamento ... ..465.3.3.2
-
PIS
-
Programa
de Integração Social ... ..485.3.3.3
-
Contribuição Social Sobreo Lucro
... ..5O 5.4-
Princípioda
Legalidade
aplicável as Contribuições Sociais ... ..505.5-
Imposto de
Renda
... ..5lCAPITULO
VI
6-
Classificação contábilde
um
tributoem
discussão, seupagamento, a sua
compensação
e possível restituição ... ..53coNcLUsÃo
... ..s9RECOMENDAÇÕES
... ..õ1Art.
-
artigoCF
-
Constituição FederalCTN
-Código
Tributário NacionalCSL
-
Contribuição Social Sobre oLucro
CSLL-
contribuição Social Sobre oLucro
LíquidoDOU
-
Diário Oficialda União
IR
-
Imposto
deRenda
RIR
-
Regulamento do
Imposto deRenda
STF
- Supremo
Tribunal FederalPIS -
Programa
de Integração SocialCAPITULO
IINTRODUÇÃO
1.1 Assunto: Princípios Tributários
Sao
muitas as situaçõesem
que
encontramos conflitoscom
relação as leisque cercam o
campo
tributário,temos
entãono
direito tributário aforma
de regulamentaras relações entre
o fisco
e os contribuintes. ~Para regulamentar essas .relações surge os princípios tributários,
que
norteiam os assuntos relacionados
com
o
direito tributário,não
permitindoque
a matériaatinja outras áreas
que
se oorrelacionamcom
o
tema. _Dessa forma
tornam-se necessários os princípios paraque
seja possívelcolocar diretrizes a serem seguidas pelos legisladores, administradores, fiscais,
governo
econtribuintes.
O
administrador público para desenvolver suas atividades, atendendo asnecessidades coletivas
da
população e as suas obrigações,obtém
atravésdos
fatostributários,
como
a renda, patrimônio, importação, exportação,consumo,
circulação etc..,meios
para realizar suas funções.Essa obtenção
de
recursos é feita pelo governantecom
base na ConstituiçãoFederal, lei
máxima
de nossa legislação,onde
podemos
observar os princípios tributários,e
que
toma-se necessária para criação denormas
jurídicas relacionadascom
fatostributários.
Muito bem,
dentre os princípios tributáriosque
terão projeção e pertinênciano que
se refere ao assuntoque
faz nossos cuidados,merece
destaqueo
princípioda
legalidade.
1.2
Tema:
O
Princípioda
Legalidade
no âmbito
fiscal e contábilNos
paísesonde
existeo
chamado
Estado-de-direito, a lei,que
é "expressãoda
vontade geral", igual para todos osque
se encontramem
situação jurídica equivalente,provém
do
legislativo,que
possuium
primado
sobre os demais poderes pelo fatode
seusmembros
serem
eleitos pelo povo.O
Estado-de-direito limita os poderes públicosde
modo
anão
permitirque
estes
possam
agirem
desfavor das pessoas e a garantia disso estana
Constituiçãoque
aponta
quem
detém o
poder ecomo
devem
exercitá-lo, indicando a posição dos indivíduosdiante
do
Estado.No
Brasil, só a leipode
obrigar as pessoas a fazeremou
deixaremde
fazeralguma
coisa, definir penas,impor
deveres administrativos, determinar tributos.Todo
ato administrativo tributário esta baseadoem uma
norma
legal, Istoquer dizer
que ninguém pode
ser obrigado a pagarum
tributoou
a cumprirum
dever~
instrumental tributário
que nao tenham
sido criados pormeio de
lei.'
Esta determinação
pode
ser observadana
CF
em
alguns artigos,como
porexemplo,
o
art. 5°, Il, etambém
o
art. 150, I,que
diz"sem
prejuízode
outras garantiasasseguradas
ao
contribuinte, évedado
à união, aos estados, ao distrito federal e aos municípios exigirou
aumentar tributosem
leique
o
estabeleça".O
princípioda
legalidade assegura ao contribuinte a inviolabilidade dos seusdireitos, determinando a necessidade de lei ordinária, criada pelo
poder
legislativo, paracriar a obrigação
de
pagar tributo.Conclui-se então
que
justificativas moraisou
econômicasou
mesmo
a3
1.3
Problema
Como
determinao
Princípio da Legalidadenão
é permitido a criaçãoou
majoraçao
de
um
tributosem
leique
o estabeleça.- Desta
forma
toda intençãodo
governode
aumentar suareceita, através
da
arrecadação de tributos,
não
pode
ser exclusivade
uma
vontade própria.A
Constituição Federal foi criada para sero
pontode
partida das leis,deve
ser respeitada
em
todos os seus dizeres, demodo
que
tenhamos
uma
vivênciaharmônica na
sociedade,
onde
todos são respeitados pelos seus direitos.O
Princípio a ser estudado esta contidoem
todas estas questoes e a suanao
observância nos permite dizer
que
está ocorrendouma
violação das leis econsequentemente
uma
violação dos direitos individuais e coletivo.É
nesse sentidoque
estudaremos a ilegalidade de alguns tributos,no
aspectode sua criação
ou
aumento, constatadoem
alguns casosque
serão citados neste trabalho,observando a incompatibilidade das ações dos legisladores
com
o
Princípioda
Legalidade.1.4 Objetivos
Para estudar
o
Principioda
Legalidade torna-se necessárioum
aprofundamento
nas leis, nos decretos , nos regulamentos, para então ser feitouma
analise pormenorizada desse princípio.~
Essa
analise é feitabuscando na
legislaçao tributária elementosque
justifique
o
processo legal de criaçãode
tributos sua classificação contábil, seupagamento
e, sua possível restituição.
u
O
objetivo geral desta pesquisa é justamente analisar o Principioda
Como
objetivos específicostemos
os citados abaixo: .- Estudar as contribuições sociais (Pis,
Cofins
e Contribuição Social sobreo lucro) e
o
Imposto deRenda
a luzdo
Principioda
legalidade.° Classificação contábil de
um
tributoem
discussão, seu pagamento, a suacompensação
e possível restituição. «1.5 Justificativa
A
tributação era realizadana época
feudalde
maneira tirana, os súditossuportavam os sacrificios tributários a custa
do
bem
estar dos monarcas.O fim
do
feudalismo
não
livroucompletamente o povo da
exploração dos governantesmesmo
quando
a criação dos tributos passou a dependerda
aprovação dos "conselhosdo
Reino"ou
das "assembléias populares". '_
O
direito dos contribuintescomeçou
a ser garantido, demodo
mais
efetivo,com
o
surgimento dos Estados-de-Direito.A
partir daí,o
"poder de tributar" passou asofrer limitações dentre as quais destacamos o
que
exige seu exercício pormeio de
lei.No
Brasilo
Princípioda
Legalidade passou a limitar a instituição e acobrança dos tributos, sendo aquele
uma
das traves mestrasde
nosso direito.O
Estado-de-Direito limita os poderes públicos, isto é, concretiza-senuma
proibição de agir
em
desfavor das pessoas. _Por
isso, nele, para a melhor defesa dosdireitos individuais, sociais, coletivos e difusos, a Constituição vincula,
não
só oadministrador e
o
juiz,mas
o
próprio legislador.De
fato, tais direitos são protegidostambém
dianteda
lei,que deve
se ajustar aos preceitos constitucionais.A
garantia dissoestá
no
controleda
constitucionalidade,que
na maioria dos .ordenamentos jurídicos, élevada a efeito pelo
Poder
Judiciário.O
Princípioda
Legalidadevem
enunciadono
art. 5°, II,da
CF
1"Art
5°. (..)II -
Ninguém
será obrigado a fazerou
deixarde
fazeralguma
coisa senãoem
virtudede
lei". r
Neste dispositivo encontra-se formulado
o
conceitoda
liberdadede forma
o
mais
ampla
possível. Esta liberdade consiste,no
fatoda
atividade dos indivíduosnão
poder5
Destas lições, extraímos a certeza de
que
a Administração Públicadeve
apenas cumprir a vontade
do
povo, contida na lei.Os
atos praticados pela Administração Pública,que
violarem os direitossubjetivos
ou
os interesses legítimos das pessoas,podem
ser reconduzidos aos limites dasleis, seja
de
oficio, seja mediante provocação dos próprios interessados. Realmente, elespodem
impugnar
tais atos, junto às autoridades administrativas, paraque
elas,conforme o
caso, os
modifiquem,
anulem ou
reformem.Podem,
também,
impugná-los peranteo
Poder
Judiciário. Aliás, a possibilidade de controle judicial dos atos administrativos, constitui-se
num
dos meios
mais eficazes, introduzidosno
moderno
Estado-de-Direito, paramanter
aatividade administrativa nos lindes legais e para garantir a liberdade das pessoas.
Considero, depois desta resumida explanação
do
assunto,que
uma
pesquisana área contábil e fiscal
com
relação a legalidade de certos atosda
administração pública,deva
receberuma
atenção especial, paraque o
interesse dos contribuintestambém
sejamrespeitados.
1.6
Metodologia
O
desconhecido fazo
homem
buscarconhecimento
para entendê-lo,o que
desperta-o para
uma
investigaçãodo
assunto.Essa
investigação necessitade
uma
metodologia para
que o
pesquisador atinjao
seu objetivo.Surge, então, a importância
do
conhecimento cientifico dentre os váriosníveis
de
conhecimento. Gallianodefine conhecimento
cientificoda
seguinte forma: "O
conhecimento
cientifico resultada
investigação metódica, sistemáticada
realidade. Eletranscende os fatos e os
fenômenos
em
simesmo
analisa-os para descobrir suas causas econcluir as leis gerais
que
os regem". ( 1986, p. 19)Para conseguir
o
conhecimento torna-se necessáriouma
pesquisa científicaque deve
ser feita demodo
sistematizado, utilizandométodos
próprios e técnicascientíficas.
Temos
a seguinte definição de pesquisasegundo o
autor Antônio Carlos Gil:" Pesquisa
é
o
processo fonnal e sistemático de desenvolvimentodo
método
cientifico.O
objetivo fundamental
da
pesquisa é descobrir respostas para problemas medianteo
Neste sentido será desenvolvido
uma
pesquisa científica para formaçãode
uma
monografia
exigida ao bacharel de Ciências Contábeis , faz-se então necessário, parauma
melhor
orientaçãodo
trabalho, definir monografia.Salomon
colocao
seguinteconceito de
monografia "Monografia
éum
trabalho científicoque
se caracteriza pelaespecialização,
ou
seja, a reduçãoda abordagem
aum
só assunto, aum
só problema,mantém-se
assimo
sentido etimológicozmonos (um
só) e graphein (escrever) 1 dissertaçãoa respeito
de
um
único assunto.A"(1996,p. 179)O
desenvolvimento dessamonografia
será baseadoem uma
pesquisabibliográfica
onde
obteremos informações a respeitodo
tema
escolhido, atravésda
consulta de livros
que
tratamda
parte teórica,da
Constituição Federal,do Código
Tributário Nacional e das leis
que
regem o
assunto.Com
o
conhecimento prévio sobreo
Princípio
da
Legalidade, adquirido através dessa pesquisa,poderemos
analisá-lo pela su_aCAPITULO
II2 -
FONTES
DO
DIREITO
TRIBUTÁRIO
2.1 -
FONTES
REAIS
E
FORMAIS
Segundo
LÁZARO
DE CAMPOS
JR.1 fontesdo
direito tributário são.Q ~
definida
da
seguinteforma
"Sao os nascedouros dos procedimentos de legislaçao, pelosquais se pautarão conseqüentes procedimentos de arrecadação, fiscalização e
administração".
Assim,
temos que
todanorma
jurídicatem
suaorigem
nas fontesdo
direito. Estas classificam-se,
conforme
LUIZ
EMYGDIO
F.DA
ROSA
IR2.,em
reais e formais.2.1.1 -
FONTES
REAIS
As
fontes reaisou
materiais são asque
exprimem
as situaçõesque
relacionam bens e pessoas, constituindo o fato tributável ao
serem
discriminadasna
legislação tributária.
1 Direito tributário, São Paulo: Angelottfi, 1994, p. 48.
Tais situações,
como
a renda,o
patrimônio, os serviços, a importação, aexportação, a circulação
de
mercadorias não representamnada quando
consideradasem
sua essência, sendo necessário adquirir
uma
forma, atravésda
lei,que
consisteno
procedimento
do
poder legislativo de elaboraruma
lei tributáriacom
basena
fontematerial.
2.1.2 -
FONTES
FORMAIS
São
todas asnormas que
se dispõem, nesseramo
do
direito, para legislarb
d
l “so re tu
o que
diz respeito aos tributos e re açoes jurídicas a eles concernentes.Apresentam-se
no
código tributário nacional, nos arts96
e 100,que
revela adivisao das fontes formais
em
principaisou
primárias e acessórias.~
Fontes principais sao as leis, os tratados e convenções intemacionais e os
decretos. Fontes secundárias sao as
normas
complementares das principais.2.1.2.1
-
FONTES
FORMAIS
PRINCIPAIS
OU
PRIMÁRIAS
No
art. 59 daCF
estão contidas as fontes principais queelencamos
em
seguida: `Emendas
à Constituição Leiscomplementares
Leis ordinárias Leis delegadasMedidas
provisórias Decretos legislativos Resoluções9
2.1.2.1.1 -
coNs'rITUIÇÃo
FEDERAL
A
Constituição da República Federativado
Brasil, de 5-10-88, éuma
leisuperior, soberana e irreformável por
meios
comuns
que
rege todos os atosdo
poderpúblico.
Para ser alterada
depende da
aprovação de 3/5(60%) da câmara
edo
senado,
em
duas votações,em
cada casa, gerando aemenda
constitucional.Reveste-se de nulidade toda
nonna
jurídicaque
não
seguir os preceitos eprincípios
da
carta magna.Essa
nulidadedo
ato inconstitucional expressa a hierarquia das leisque
resolve os conflitos existentes
em
casos denormas
situadasem
planos desiguais devalidade. -
Como
lei fundamental aCF
é a fonte formal demaior
valorno
direitotributário.
Assim
sendo, os atosda
legislação tributáriadevem
estarfundamentados
na
leimaior
paranão
tomar
inconstitucional esem
validademedidas
de grande importânciapara regulamentação
da
relação contribuinte e fisco.H
A
Lei maior não cria tributos apenas limita-se a atribuir a competênciatributária
como
sepode
lerno
art. 145 desta.Em
seu bojo encontram-se as principaisnormas
sobre tributosque
irãomoldar
todo Vo restodo
sistema tributário.Contém
a descrição dos vários impostos e a competência das pessoaspolíticas,
além da
referência às taxas e a contribuição de melhoriacom
a explicitação dos casosem
que
são cobradas, os empréstimos compulsórios e as contribuições sociais,além
de
mostrar-se, a CartaMagna,
rica principalmenteem
princípios constitucionais tributários~
2.1.2.1.2 -
EMENDA
CONSTITUCIONAL
A
emenda
constitucional coloca-se hierarquicamente abaixo daCF,
mas
poderá integrar-se a esta, equiparando-se,quando
submetida aexame
e saindo destecom
resultado positivo,
o que
exigeuma
aprovação por maioria qualificadaque
correspondetrês quintos dos votos dos
membros
de cada casado
congresso nacionalcom
votaçãoem
dois turnos.
u
No
que
diz respeito a hierarquia dasnormas
constitucionais apareceno
sistema jurídico fundamental as cláusulas pétreas
que colocam
a Constituiçãoem
posiçãode superioridade
em
relação as emendas.A
CF em
seu art. 60, § 4°, proíbe a emissão de propostas aemenda
que
tendem
a abolir aforma
federativado
Estado, o voto direto, secreto, universal e periódico,~
a separaçao dos poderes e os direitos e garantias individuais.
Portanto pode-se constatar
que
a superioridadeda
cartamagna
é clara eevidente
o que
reforça aindamais
a necessidade de existir obediência aos preceitosconstitucionais para aprovação de emendas.
Como
exemplo
podemos
citar aemenda
constitucional n°20
de 15/12/98-
publicada
no
Diário Oficialda União
em
16/12/98que
alterou os critérios para osbeneficios de aposentadorias.
2.1.2.1.3 -
LEI
COMPLEMENTAR
As
leisque
seguem
os dizeresda
Leimaior
sãochamadas de
constitucionais,
o que não
podemos
dizer das leisque
demodo
direto contrariar a leimaior. Será ilegal a
norma
que de
modo
indiretonão
seguir a CF.A
lei complementar, expressamente previstano
inciso IIdo
art. 59da CF,
versa sobre matéria de sua competência e segue os ditames
da
lei maior para tornar-seválida.
Esta espécie normativa
demanda
um
votação especial para aprovaçãode
11
É
essa característica, extraídado
art.69 da
cartamagna,
que permiteestabelecer
uma
diferença entre a leicomplementar
e outros atos normativoscomo
osdecretos legislativos, a resolução, a lei delegada etc...
Com
tudo issotemos que
as leis complementares são superioreshierarquicamente as leis ordinárias
quando
estas seguindo as diretrizes constitucionais,observar a lei
complementar
para tratar deum
determinado assunto.Mas
no
caso de cada lei atuando exclusivamenteno
seucampo
não
haveráhierarquia entre elas.
Em
matéria tributária a leicomplementar
será instrumento válido paradispor sobre determinados assuntos,
como
pode
ser lidono
art. 146da
CF:“
ART.
146.Cabe
à lei complementar:I - dispor sobre conflitos de competência,
em
matéria tributária, entre a União, os Estados,
o
Distrito Federal e os Municípios;
II - regular as limitações constitucionais
ao
poderde tributar;
III - estabelecer
normas
geraisem
matériade
legislação tributária,
especialmente sobre:
a) definição de tributos e de suas espécies,
bem
como,
em
relação aos impostos discriminadosnesta Constituição, a dos respectivos fatos
geradores, bases
de
cálculo e contribuintes;b)obrigação, lançamento, crédito, prescrição e
decadência tributários;
c)
adequado
tratamento tributárioao
atocooperativo praticado pelas sociedades
cooperativas”.
E
Atualmente
temos o Código
Tributário Nacional, lei n° 5172/66,que
abrange a escrita
do
art. 146 ,que
até1967 não
apresentava-secomo
lei, haja vistoque
a elevaçãode
tal matéria ao nível de leicomplementar
sedeu
com
apromulgação
desta constituição.Ex.: Lei
complementar
70/91, de 30/12/91, que instituiu aCofins
-
contribuição para
financiamento da
seguridade social,que
começou
a vigorarem
2.1.2.1.4 -
LEI
ORDINÁRIA
O
art. 61da
CF
colocaque
as leis ordinárias, assimcomo
as leiscomplementares
podem
partir de proposta emitida por qualquermembro
ou
comissãoda
câmara
dos deputados,do
senado federalou do
congresso nacional, pelo presidente darepública, pelo
supremo
tribunal federal, pelos tribunais superiores, pelo procurador-geralda
república e pelos cidadãosna forma
e nos casos previstosna
Constituição.A
leino
campo
fiscal,que
é objetode
nosso estudo, deve ser entendidacomo
o
atoque
descreveo
fato gerador da obrigação principal, determine a alíquota e a base de cálculo, os sujeitos ativos e passivos dos tributos,chamando
para si todos osaspectos relevantes atinentes à criação, extinção e modificação
da
obrigação tributáriabem
como
as penalidades pelo seunão
cumprimento. 'No
campo
jurídico tributáriotemos
a lei ordinária,com
papelextremamente
saliente
no
sistema tributário nacional,que
institui eaumenta
os tributos.Há
ressalvasna
CF
que determinam
a necessidadede
leicomplementar
para criação de alguns tributos
como
empréstimos compulsórios (art.l48) e os impostosresiduais (art.l54),
mas
que
demodo
algum
afetamo
princípioda
legalidade.O
expostonão
tira a importânciada
lei ordináriano
sistema tributário,apesar
de
estar a leicomplementar
em
degrau superior aquela, poisem
se tratandode
matéria
de
seucampo
de
atuaçãonão
existe hierarquia.Cabe
lembrarque
seguindo as diretrizes constitucionais a lei ordinária serásubordinada a lei
complementar quando
aquela observar esta para tratar de determinadoassunto.
Fica, então, impossibilitada de alterá-la
ou
revogá-la sobpena
de nulidadeda
matériaque
contraria disposição daquela.Ex.: Lei 9718/98, de 27/ l 1/98
~
DOU
de 28/ l 1/98que
elevou a alíquotada
.13
2.1.2.l.5 -
LEI
DELEGADA
É
o ato normativo baixado pelo executivoque
precisada
apreciaçãodo
legislativo para ter eficácia.
u
Essa apreciação é feita através
de
resolução,que
deve conter os termos desua execução, emitida pelo Congresso Nacional.
A
cada poder (Legislativo, Executivo e Judiciário) cabe a sua competênciaque
é indelegável,mas
que no
caso da lei delegada ocorreuma
exceção, por exemplo,no
caso de permitir
que
o
congresso se desejar invistao
presidente da repúblicado
poder deeditar a legislação de
um
detenninado tributo, declarandona
resolução.O
art.68 da
CF
elenca as matériasque não
podem
ser objetoda
espécienormativa
em
questão, oque
nos leva a pensarque
em
se tratando de matéria tributária alei delegada
pode
ter grande aplicação, jáque
o
art. citado não faz referência ao assunto.«
Podemos
considerar tudo issomas
deve se colocarque
existemalgumas
matérias referentes a tributos, cuja delegação é vedada,
como
aquelas de competênciaprivativa
do
senado e as reservadas a lei complementar.De
acordocom
a doutrina a lei delegada encontra-seem
posiçãohierárquica idêntica à
da
lei ordinária,com
a diferença de que são editadas pelo presidenteda
república depois de receber delegaçãodo
congresso nacional.2.1.2.1.õ _
MEm1›As
PROVISÓRIAS
É
fonte formal primáriado
direito tributário. Surgiramem
substituição aosdecretos-lei
na
CF
de 1988.A
sua natureza jurídica, observadana
essênciado
art.62
daCF
, envolveo
"Art. 62.
Em
caso de relevância e urgência, oPresidente
da
República poderá adotarmedidas
provisórias,
com
força de lei,devendo
submetê-las de imediato ao Congresso Nacional,
que
estando
em
recesso, seráconvocado
extraordinariamente para se reunir
no
prazo decinco dias.
Parágrafo único.
As
medidas
provisórias perderãoeficácia, desde a edição, se não
forem
convertidasem
leino
prazo de trinta dias, a partirde
suapublicação,
devendo o
Congresso nacionaldisciplinar as relações jurídicas delas
decorrentes". '
Nasce
de ato administrativo, sendo entregue ao legislativoonde
obteráforça de lei.
Essa força se
mantém
porum
período de até30
dias, a partir da data de suapublicação,
tomando-se
lei se aprovada nesse periodo, se rejeitada perde aeficácia, senão
votada pelo congresso nacional, o executivo poderá reeditá-la por mais
30
dias.A
CF
não
limita
o
número
de reeditações.A
medida
provisóriaque
regulamenta a participação dosempregados
noslucros
ou
resultadosda empresa
foi editada pela primeiraem
30/12/94 evem
sendosistematicamente reeditada a cada
30
dias, até a presente data, 10/99. Portanto a quase 5(cinco) anos após sua primeira edição, ainda
não
foi votada pelo congresso nacional.A
suaúltima edição ocorreu
em
24/9/99-DOU
25/0/99, sobo
número
1878-62.No
caputdo
art.62 da
CF
observa-seo
caso de relevância e urgência paraque o
presidente adotemedidas
provisórias,o que
nos leva a exprimir a .idéia devrTTÓ1uo
CAS
soNE
3z
" Estes pressupostos constitucionais
têm
sidodeixados à livre apreciação
do
presidenteda
república,
o que
nos parece de todo correto, àmedida que
a necessidade é efetivamentede
sabedoria
do
executivo,que
administra a coisapública.
Não,
porém, demodo
exclusivo, quantoà urgência,
que
a nosso verpode
edeve
serapreciada pelo judiciário".
l5
No
casode
relevância,que
traduz-secomo
de grande importância parao
contribuinte, e urgência, assunto
que não pode
esperar para ser discutido, nosremetemos
auma
discussão quanto a instituição e alteraçãode
tributos pormedidas
provisórias, jáque
isto afeta as garantias
que cercam o
contribuinte.Discutiremos
o
assunto mais adianteem
nosso trabalho ao analisarmos asmedidas
provisórias eo
princípio da legalidade.2.1.2.1.7 -
DECRETOS
LEGISLATIVOS
De
competência
exclusivado
poder legislativo,o
decreto legislativo épromulgado
pelo presidente deste poder eo
seu conteúdo abrange as matériasde
competência nacional.
Este
instmmento
ingressa a matériaem
questãono
direito positivo,quando
o congresso manifesta-se positivamente a respeito,
não
sendo necessário aqueleno
casode
indeferimento,
que
pode
ser determinado através de oficio.2.1.2.1.s -
RESOLUÇÕES
É
a espécie legislativaque
cuidade
matéria exclusivamente interna. _Um
relacionamento atravésde
resolução entre os poderes se dásomente no
caso descrito
no
art. 68, § 2°da
CF:"Art.
68
-As
leis delegadas serão elaboradaspelo presidente
da
repúblicaque
deverá solicitaradelegação ao congresso nacional.
§ 2°
A
delegação ao presidente da república teráa
forma
de resoluçãodo
congresso nacional,que
especificará seu conteúdo e os termos
de
seuexercício".
Além
do
conteúdoda
matériado
art. 68, a resoluçãopode
cuidartambém
da
suspensão
de
lei declarada inconstitucional (art.52, X), a fixação de alíquota (art.l55, §2°,As
resoluçõesque
interessam aos nossos estudos são asdo Senado
Federalque
tem
a incumbênciade
baixar resoluçõescom
repercussãoem
matéria tributária.Cabe
aoSenado
Federal, mediante resolução de iniciativado
presidenteda
república
ou
deum
terço dos senadores e aprovada pela maioria absoluta de seusmembros,
estabelecer as alíquotas
do
ICMS
aplicáveis às operações e prestações interestaduais ede
exportação, assim
como
as alíquotasmínimas
ou máximas
para as operações intemas pararesolver conflitos específicos entre estados.
-
Contudo
frisamosque
cabe a leifixar
tributos, as resoluções poderão criaralíquotas dentro dos limites fixados.
2.1.2.2 -
FONTES FORMAIS SECUNDÁRIAS
As
fontes secundáriasvão
viabilizar as determinações das fontes principais,por isso apresentam-se seguindo estas.
2.l.2.2.1 -
DECRETOS
E
REGULAMENTOS
São
instrumentos expedidos pelo chefedo Poder
Executivo para fielexecução das leis e
que
podem também
ser utilizados para criação de obrigaçõesacessórias,
mas
limitando-se aum
campo
reduzido de atuação.Excepcionalmente a Constituição confere ao poder executivo poderes para
alterar as alíquotas dos impostos previstos
no
art. 153, I, II,IV
eV,
pormeio de
decreto,obedecidas as condições e limitações
da
lei.Mas
os decretos destinam-se a completar as disposiçõesda
lei, detalhandoo
modo como
deve ser aplicadosem
jamais contrariá-la,o que
o tomaria nulo.Ex.:
O
Decreto n°3000 de
29/3/99, reeditadoem
17/6/99 refere-se aoRIR
-Regulamento do
Irnposto de renda,que
revogouo
decreto 1.041/94que
era oRIR
vigenteaté então.
O
decretonão
modifica
a legislaçãodo
imposto de renda, apenas coloca os seus,aproximadamente 1000
artigos,em
acordocom
a legislação atual.O
que
altera alegislação
do
IR
são asemendas
constitucionais, a lei complementar, a lei ordinária, as17
2.1.2.2.2 -
INSTRUÇÕES
MINISTERIAIS
O
art. 87,H
parágrafo único, daCF
falada
competência dos ministros deestados de "Expedir instruções para execução das leis, decretos e regulamentos".
Pelo exposto
acima
verifica-seque
as instruções estão hierarquicamenteabaixo dos decretos e regulamentos.
2.1.2.2.3 -
NORMAS
COMPLEMENTARES
São
as fontesdo
direitoque surgem
para completar as leis, os tratados econvençoes internacionais e os decretos.
Apresentam-se
no
quarto degrauda
pirâmide normativa, abaixoda
CF
esuas emendas,
no
primeiro, das leis,no
segundo e dos decretos regulamentaresno
terceirodegrau.
O
código tributário nacional,em
seu art. 100 , elenca os atosque
seenquadram
como
normas
complementares:"Art. 100.
Sao normas
complementares dasleis, dos tratados e das convenções internacionais
e dos decretos:
I - os atos normativos expedidos pelas
autoridades administrativas;
II - as decisões dos órgãos singulares
ou
coletivosde
jurisdição administrativa, aque
a lei atribuaeficácia normativa;
III - as práticas reiteradamente observadas pelas
autoridades administrativas;
IV
- os convêniosque
entre si celebrem a União,os Estados,
o
Distrito Federal e os Municípios.Parágrafo único.
A
observância dasnormas
referidas neste artigo exclui a imposição
de
penalidades, a cobrança de juros
de
mora
e aatualização
do
valor monetárioda
basede
cálculodo
tributo".Os
atos normativoscomo
as circulares, as ordensde
serviço, as instruções,entendimento
do fisco
sobre determinado assunto,embora na
pratica,no
Brasil,em
determinados casos estão falando mais alto
que
a legislaçãoem
vigor.As
decisões dos órgãos singularesou
coletivos, que a lei atribuinormatividade, se aplica a todos os casos análogos ao que resultou
o
surgimento de talnorma.
As
práticas reiteradas sãonormas que
podem
ser seguidas pelas autoridadesa partir de uso e costumes
o que
afetao
PRINCÍPIO
DA
LEGALIDADE,
mas
que
vinculam a administração até revogação expressa..
O
convênios celebrados entre as pessoas políticastem
a intençãode
oferecer
uma
maior
eficiência dos serviçosna
execuçãoda
lei,tomando-se
dessemodo
CAPÍTULO
ru
3
-SISTEMA TRIBUTÁRIQ
NACIONAL
3.1 -
NoÇÃo
DE SISTEMA
Quando
temos
vários elementosformando
um
conjunto ordenado,criterioso, organizado, de
forma que
a alteração deum
componente
afete toda a estruturado
agrupamento, se conseguemontar
um
sistema.Então, dizemos
que
para existirum
sistema torna-se necessário regrasou
princípios
que
confira tal qualidade aum
conjunto de partesformando
um
todo.Cada
parte é representada pelo todo aque
pertence, damesma
maneiraque
uma
modificação nas partes queformam
o
conjunto repercute sobre o todo.O
sistema tributário engloba asnormas
criadas a partirdo
conceitode
tributo.
No
sistema jurídico global,que
abarca todas asnormas
jurídicas, isola-se aquelasque
tratam de tributos.Assim
para trabalharcom
o
sistema constitucional tributáriodevemos
procurarna
Constituiçãoo que
diz respeito aos impostos, taxas, contribuições de melhoria etc...1
Para chegar ao atual sistema tributário
houve
necessidadede
semontar
uma
estrutura capaz de delimitar a competência para tributar.
Até
então, pela própria característicada
federação brasileira, osgovemantes
se
incumbiam
apenasem
criar despesas que seriam cobertas pelas receitas fiscais.O
arbítrio dos governosgeravam
a impunidade, os abusos, a ilegalidade,Tudo
isso incentivava a injustiça por parte dos cobradores de tributosque
levavam
vantagensem
cima
dos pagadores de tributos.Estes por sua vez, faziam a sua parte
no
caosque
se instalaráem
toda vidaeconômica, pois a própria justiça era lenta e ineficiente
na
cobrança dos tributos legaisem
atraso
ou
sonegados.Para dificultar mais ainda a situação, inexistia
um
sistema constitucionaltributário
que
pudesse abrandar os problemas existentes entre os fiscais e contribuintes.A
economia
brasileiraem
virtudedo
crescimento nacional carecia deuma
reforma constitucional, jáque
a constituição de1946
trazia alguns princípiosconstitucionais
que
veiculavamde forma
inadequada .A
reforma iniciou-secom
a percepçãodo
fenômeno
federativoque
constituiu
o
primeiro elemento estruturaldo
sistema.j
E
então, para regular a federação e permitirum
desenvolvimento destanasce a
emenda
constitucional n°18/65.A
partir daemenda
surgeo
código tributário nacional,que
era consideradoordinária
na
épocamas
que
passou a categoria de leicomplementar
com
a constituição de1967.
Código
Tributário Nacionalmanteve
o seu papel relevante e indispensávelno
seguimentodo
sistema nacional tributário,o que
podemos
observar até hoje, jáque
foiconservado pela Constituição atual.
3.2 -
SISTEMA TRIBUTÁRIO
O
Código
Tributário Nacionalem
seu art. 2° dispõeque
"O
Sistema TributárioNacional é regido pelo disposto
na
Emenda
Constitucional n. 18, de 1° dedezembro de
1965,
em
leis complementares,em
resoluçõesdo
senado federal e, nos limites dasrespectivas competências,
em
leis federais, nas constituições eem
leis estaduais, eem
leismunicipais."
A
CF
de 1988 tratado
sistema tributário nos arts. 145 a 162,onde
cuidados princípios gerais, das limitações constitucionais
do
poderde
tributar, dos impostos decada competência, da União, dos Estados,
do
Distrito Federal e dos Municípios e ainda21
Encontramos
nesses dispositivos a basedo
sistema tributário, tudoque
segue
em
direção contrária aos ditames desse elementos jurídicosfogem
a regrado
DireitoTributário.
Como
conseqüência,do
disposto acima, nasce as infraçõesque
serao7conforme
os dizeresda
lei, cabíveis de penalidades e nulidades de atos.Nos
sistemas dasnormas
constata-se a existência de dois tipos denormas
que
deum
modo
geral envolve tudo que esta sendo estudado.A
norma
que
abrange toda hipótesede
incidência para qual foi criadadenomina-se norma-regra e a
norma
que
abstratamente atuaem
um
campo
extensode
outras
normas
constituindo verdadeiros princípios,forma
um
outro tipo.'
A
norma-princípio resultada implementação
das outrasnormas
contudonão há
hierarquia entre asnormas
e os princípios. Estesganham
maior eficácia a partirda
interpretação das
normas
regras. _~
Os
princípios irao determinar as diretrizes básicas dos textos constitucionaisirradiando-se por todo sistema constitucional, para permitir
uma
adequada
interpretaçãoda
carta magna.
3.3
_
PRINCÍPIOS
coNsT1TUc1oNA1s
TRIBUTÁRIOS
Os
princípios constitucionais tributários estão voltados especificamenteao
sistema tributário. '
Aparecem
ao
lado dos princípios constitucionais geraiscom
a intenção delimitar o poder
de
tributar.São
princípios tributários:- princípio
da
estrita legalidade;- princípio
da
anterioridade;- princípio
da
irretroatividade;- princípio
da
uniformidade geográfica;- princípio
da
isonomia;3.3.1
_
PRINCÍPIQ
DA
LEGALIDADE
A
legalidade éum
princípio constitucional geralque
dizque
ninguém
seráobrigado a fazer
ou
deixarde
fazeralguma
coisa senãoem
virtude de lei _ ( art. 5° , II).Este principio, por ser
o tema
deste trabalho serámelhor
estudado adiante.3.3.2
-
PRINCIPIO
DA
ANTERIORIDADE
Esta consubstanciado
no
art. 150, HI, b,que
dispõeo
seguinte:“Art. 150
- Sem
prejuízo de outras garantiasasseguradas ao contribuinte, é
vedado
à União,aos Estados, ao Distrito federal e aos Municípios:
III
~
cobrar tributos;b)
no
mesmo
exercício financeiroem
que
hajasido publicada a lei
que
os instituiuou
aumentou”. '
O
art. supracitado deixa claroque
a cobrança deum
tributo sópode
serexigida
no
exercício posterior aqueleem
que
foi publicada a leique
o
instituiuou
aumentou.
Contudo, há
algumas
exceções ao principioda
anterioridadeque
estãoenunciados
no
§1°~do art. 150. “§ 1° a vedação
do
inciso III, b,não
se aplica aos impostos previstos nosarts. 153, I, II,
IV
eV,
e 154 , II ”.Além
desses, aCF
menciona
outros tiibutosque não seguem
o
ditoprincípio,
como
os impostos extraordinários de guerra ( art. 154, I ), os empréstimoscompulsórios para atender as despesas extraordinárias decorrentes de calamidade pública
de guerra
extema ou
sua iminência ( art. 148, I).As
contribuições sociais deque
tratao
art. 195da CF,
também
são23
tempo
para vigência apenasquando não forem
decorridos noventa diasda
datada
leique
as houver instituídoou
modificado
para serem exigidas,conforme
§ 6°do
art. supracitado.Não
podemos
deixarde
mencionarque
o princípioem
questão nasceu parasubstituir o princípio
da
anualidadeque
exigia prévia autorização orçamentária paraque
pudesse ser cobrado
em
um
exercício. 'Mas,
ainda aquem
empregue o denominado
princípio da anualidadecomo
sinônimo
do
princípio da anterioridade, apesar de, parao
atual sistema, só existir este.3.3.3
-
PRINCIPIO
DA
IRRETROATIVIDADE
A
Constituição Federal de 1988 refere-seao
princípio da irretroatividadeno
seu art. 5°, inciso
XXXVI,
e agasalhao
mesmo
princípio, deforma
específicano que
dizrespeito a matéria tributária,
no
art. 150, HI, a _i
Lê-se
no
art. 5°'X)O(VI, que
“ a leinão
prejudicaráo
direito adquirido,o
ato jurídico perfeito e a coisa julgada” , logo a irretroatividade
da
leie' regra e as
que
retroagem são exceção,
como
alei interpretativa, lei penal mais benigna, etc..O
contribuintecom
o seu direito adquiridonão
pode
ser atingido pela lei eessa regra deve ser seguida tanto pelo legislador
como
pelo aplicadorda
lei sobpena de
quebra
da
segurança jurídica.3.3.4
-
PRINCIPIO
DA
UNIFORMIDADE GEOGRÁFICA
O
princípioem
questão regra a uniformidade dos tributos para todas asunidade da federação.
`
Nesse
sentido aUnião quando
criaum
tributo,não
pode
fazer de maneiradiferente de
um
Estado para outroou
deum
Município para outro.Entretanto
pode
conceder incentivos fiscais parauma
determinadaunidade para
“promover o
equilíbriodo
desenvolvimento sócio-econômico entre asdiferentes regiões
do
país”. (CF
art. 151, I) ATambém
évedado
àUnião
“ tributar a renda das obrigaçõesda
dívidaproventos dos respectivos agente públicos,
em
níveis superiores aosque fixar
para suasobrigações e para seus agentes”. (
CF
art. 151, II)O
art. 151,no
inciso III,da
CF, diz respeito ao dito princípio declarandoque
aUnião não
poderá instituir isenções de tributosda
competência das outras pessoaspolíticas.
O
princípioda
uniformidade apresenta-seno
seu universo ligado a outrosprincípios
como
o da
não-discriminação tributáriaem
razão da procedênciaou
destino dosbens,
da
territoriedadeda
tributação,da
equiparaçãodo
Distrito Federal aos Estados-Membros
para certosfins
tributários e oda
indelegabilidade da competência tributária.3.3.5
- PRINCÍPIO
DA
ISGNOMIA
Vemos
no
art. 5°, I,que
reza sobreo
princípioda
isonomia:“Art. 5° -
Todos
são iguais perante alei,sem
distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes
no
País ainviolabilidade
do
direito à vida, à liberdade, àigualdade, à segurança e à propriedade, nos
tennos seguintes:
I
-
homens
e mulheres são iguaisem
direitos eobrigações, os termos desta constituição”.
A
igualdade expressano
art.acima não
significa a igualdadede
fatomas
sim a igualdade jurídica, aquela imposta pela lei
que
tratacomo
iguais osque
estãoem
posição de igualdade.
3.3.6
-
PRINCÍPIO
DA
NÃO-CUMULATIVIDADE
O
princípioda
não-cumulatividade aparecequando há
impostoscom
acompensação
dos valores exigidosem
operações anteriores. _A
legislação tributária permite que,no
casodo
IPI edo
ICMS,
seja abatido25
A
este princípiotambém
segue os impostosque
sãoda
competênciaresidual
da
União
previstono
art.154.3.4
-COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA
3.4.1 -
Noções
GeraisA
competência tributária é estabelecida pelaCF
que
,em
seu texto,esclarece quais pessoas políticas
podem
criarum
determinado tributo.Essa capacidade
da
lei maior atribuiuma
característica de rigidez afaculdade
em
questão.'
Cabe
dizerque
para criarum
tributo toma-se necessário ter competência para tal, pois caso contrário a ilegalidade se fará certa.Por
si só a competência tributária não cria tributo, faz-se necessárioque
a pessoa políticaque
apresenta condições para isso, faça através deuma
lei que contenhatodos os requisitos de
uma
lei tributáriacomo
a definiçãoda
hipótese de incidência, a basede cálculo, a alíquota e os sujeitos ativo e passivo.
Quem
criao
tributo geralmente se encarrega das outras atribuições,ficando
para si
com
o
papel de .sujeito ativo,mas
em
alguns casos ocorreuma
delegação de competência.Aparece
então as pessoas políticascom
capacidade tributária, habilitadas a comparecer diantedo
contribuintecomo
seu credor.As
pessoascom
capacidade tributáriapodem
arrecadaro
tributo e depoisentregá-lo a
quem
de direitoou manter
em
sua posse para cumprir as finalidades legais,isso vai depender de autorizaçao.
3.4.2 -
DISTRIBUIÇÃQ
DE
COMPETÊNCIA
A
CF
confere a cada entidadeque
compõe
a Federaçao competência paraÉ
uma
competência tributária privativaque
implicana
individualização dostributos para
que
sejam então repartidos.Esse ato traduz se
em uma
autonomia
dos diversos entesque
compoe
o
Estado lhes oferecendo
uma
independênciaeconômica
e financeira,o que não
seriapossível se a gestão pública dependesse exclusivamente das receitas
que
lhesfossem
doadas.
Cada
pessoa política dispõede
certos tributos,que
podem
instituir earrecadar
sem
que
ocorra a colisãode
modalidadesou
tributosumas
das outras.É
importante observarque
apesardo
sistema deixarbem
claro essadistribuição de tributos e critérios para a sua apropriação, aparece
uma
faculdade para criarimpostos
não
enunciados na constituição,denominada
competência residual, que suavizaa
rigidez na distribuição das competências.
As
modalidades de tributar utilizáveis pelas pessoas políticas estãodiscriminados
no
art. 145da
CF
onde
se observacom
nitidez a distinção entre eles.145
-
a União, os Estados, o Distrito federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos:I -impostos;
II
-
taxas,em
razãodo
exercíciodo
poder depolícia
ou
pela utilização, efetivaou
potencial,de serviços públicos específicos e divisíveis,
prestados ao. contribuinte
ou
postos a suadisposição;
III
-
contribuiçãode
melhoria, decorrente deobras públicas”.(BASTOS, Celso Ribeiro. p 122-
123)
Cabe
observarque
os impostos são tratados pela Constituiçãode
uma
maneira
mas
distinta, reservada, descrevendo claramente quais os fatosque
implicam aum
determinado imposto. Já, as taxas e contribuiçõesde
melhoria são apresentadasde forma
um
tantovaga
quanto aos fatosque
podem
gerar tais tributos.Estas são
comuns
a todas as pessoas políticas, ao contrário dos impostosque
sãovem
discriminados e distribuídos a cadauma
das entidadesda
Federação.Os
dizeres de Sacha
Calmon
abud
Celso Ribeiro Bastos4 nos esclarece nitidamente a matéria:27
“No
concernente aos impostos,não
é suficiente àspessoas políticas a previsão
do
art. 145.Com
esforço nele,
não
lhes seria possível instituir osseus respectivos impostos.
O
alt. 145 não declinaos fatos jurígenos genéricos
que vão
estarna
basefactícia dos impostos, que, precisamente, cada pessoa política recebe
da
constituição.É
que,no
caso dos impostos, a competência para institui-los
é
dada
deforma
privativa sobre fatos específicosdeterminados. Concluindo, as taxas e as
contribuições de melhoria são atribuídas às
pessoas políticas, titulares
do
poder de tributar,de
forma
genérica ecomum
e os impostos deforma
privativa e discriminada.
Como
corolário lógicotemos que
os impostos sãoenumerados
pelonome
e discriminados na Constituição,um
aum.
São nominados
e atribuídos privativamente,portanto, a cada
uma
das pessoas políticas,enquanto as taxas e as contribuições de melhoria
são indiscriminadas, são inominadas e são
atribuídas
em comum
às pessoas políticas.Vale
dizer, os impostos
têm
nome
e são “numerusclausus' ,
em
princípio.As
taxas e ascontribuições de melhoria são
em
número
aberto,“numerus apertus' e são inumeráveis.
Dissemos
que
os impostosem
princípio sãoenumerados
porque, após a Constituinte, outros
podem
sercriados
com
basena
competência residual,excepcionalmente. Tiradas estas três primeiras
conclusões,
sem
dúvida, relevantissimas, cabeindagar quais os
insumos
jurídicos deque
sevaleram os constituintes para operar a repartição
dos tributos através
da
técnicada
atribuição decompetência privativa para impostos e
comum
para taxas e contribuições de melhoria.De
notarque manejando
ora a competência privativa (paraos impostos, os nominados, os restituíveis e os
afetados a finalidades específicas), ora a
competência
comum
(para taxas, de políciaou de
serviços e para as contribuições de melhoria)
o
constituinte
bem
resolveuum
problema
aparentemente intrincado, qual seja,
o de
repartirpor três ordens de
Govemo:
o
federal,o
estaduale
o
municipal, três espécies diferentesde
tributos:impostos, taxas e contribuições de melhoria (o
Distrito Federal
detém
tributariamentecompetência dupla: é Estado e é Município)” (comentários à constituição de 1988, cit., p. 3-4)