LIVRO
DE
TESTES
MATERIAL EXCLUSIVOProfessor
– 7.
o
ANO
Português
Teste 1 . . . 2 Teste 2 . . . 10 Teste 3 . . . 19 Teste 4. . . 27 Teste 5 . . . 35 Teste 6. . . 43 Cenários de resposta. . . 51
ÍNDICE
Narrativa 1
TESTE
1
GRUPO I
Antes de iniciares a audição da notícia, lê as perguntas.
Em seguida, ouve atentamente a notícia radiofónica, tira os apontamentos que con-sideres necessários e responde às questões.
1.
Completa as afirmações, selecionando a alternativa correta.1.1.
O prémio referido na notícia vai ser atribuídoa)
a dezassete escritores de contos.b)
a diversos contadores de histórias.c)
a vários arqueólogos.d)
a Alexandre Parafita.1.2.
Os premiados foram distinguidosa)
pela Câmara Municipal de Peso da Régua.b)
pela Câmara Municipal do Porto.c)
por um museu português.d)
pela comunidade de investigadores do Douro.1.3.
A iniciativa noticiada realiza-se no âmbito da conservação do patrimónioa)
museológico.b)
científico.c)
escrito.d)
oral.2.
Explica por que razão os premiados são designados como «narradores da memória».3.
Refere os locais onde vivem as pessoas premiadas.(6 pontos) NOME: ________________________________________________________________________________________________________ TURMA: _____________ N.O : _____________ (2 pontos) (2 pontos) Áudio• Faixa 22 Entrega de diplomas a contadores de histórias
GRUPO II
Parte ALê o texto. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado.
O príncipe que casou com uma rã
Era uma vez um rei que tinha três filhos em idade de casar. Para não surgirem rivalidades sobre a escolha das três noivas, disse:
– Lançai com a funda1 o mais longe que puderdes: onde cair a pedra
tomareis mulher.
Os três filhos pegaram nas fundas e atiraram.
O mais velho atirou e a pedra foi parar ao teto de um forno; e ele ficou com a padeira. O segundo atirou e a pedra chegou à casa de uma tecedeira. Ao mais pequeno a pedra caiu num fosso.
Assim que atiravam, cada um corria a levar o anel à noiva. Ao mais
velho deparou-se uma jovem bela e tenra como uma fogaça2, o do meio
encontrou uma rapariga pálida, fina como um fio, e o mais pequeno procurou, procurou naquele fosso e só achou uma rã.
Tornaram para junto do rei a contar como eram as suas noivas.
– Agora – disse o rei –, quem tiver a noiva melhor herdará o reino. Façamos as provas.
E deu a cada um cânhamo3 para lho trazerem daí a três dias fiado
pelas noivas, para ver quem fiava melhor.
Os filhos foram ter com as noivas e recomendaram que fiassem na perfeição; e o mais pequeno, muito aflito com aquele cânhamo na mão, foi à beira do fosso e pôs-se a chamar:
– Rã, rã!
– Quem me chama?
– O teu amor que pouco te ama. – Se não me ama amará
Um dia que bela me verá.
E a rã saltou para fora da água em cima de uma folha. O filho do rei deu --lhe o cânhamo e disse que voltaria para o levar todo fiado daí a três dias.
Passados três dias os irmãos mais velhos correram todos ansiosos à padeira e à tecedeira para buscar o cânhamo. A padeira fizera um bom trabalho, mas a tecedeira – era o seu ofício – fiara-o que parecia seda. E o mais pequeno? Foi ao fosso:
– Rã, rã!
Saltou para uma folha e tinha na boca uma noz. Ele tinha uma certa ver-gonha de se apresentar ao pai com uma noz enquanto os irmãos levavam o 5 10 15 20 25 30
cânhamo fiado; mas ganhou coragem e foi. O rei, que já tinha visto do avesso e do direito o trabalho da padeira e da tecedeira, abriu a noz do
mais pequeno, e entretanto os irmãos faziam chacota4. Ao abrir-se a noz,
saiu uma tela tão fina que parecia teia de aranha, e puxa, puxa, desdobra, desdobra, nunca mais acabava, e já toda a sala do trono estava cheia.
– Mas esta tela nunca mais acaba! – disse o rei, e mal pronunciou estas palavras a tela acabou.
O pai, à ideia de uma rã se tornar rainha, não se resignava. Tinham nascido três crias à sua cadela de caça preferida, e deu-as aos três filhos:
– Levai-os às vossas noivas e voltareis a buscá-los daqui a um mês: quem a tiver criado melhor será rainha.
Passado um mês viu-se que o cão da padeira se tornara um molosso5
enorme, porque o pão não lhe faltara; o da tecedeira, com a comida mais apertada, tornara-se um famélico mastim. O mais pequeno chegou com uma caixinha; o rei abriu a caixinha e saiu um pequeno cão-d´água todo enfeitado, penteado, perfumado, que se punha em pé nas patas traseiras e sabia fazer os exercícios militares e fazer de conta.
O rei disse:
– Não há dúvida; será rei o meu filho mais novo e a rã será rainha. Marcaram-se as bodas, os três irmãos no mesmo dia. Os irmãos mais velhos foram buscar as noivas com coches floridos puxados por quatro cavalos, e as noivas vieram todas carregadas de plumas e de joias.
O mais pequeno foi ao fosso, e a rã esperava-o numa carruagem feita de uma folha de figueira puxada por quatro caracóis. Começaram a andar: ele ia à frente, e os caracóis seguiam-no puxando a folha com a rã. De vez em quando parava à espera, e uma vez até adormeceu. Quando acordou, tinha parado à sua frente um coche de ouro, forrado a veludo, com dois cavalos brancos e lá dentro estava uma rapariga bela como o Sol com um vestido verde-esmeralda.
– Quem sois? – perguntou o filho mais novo.
– Sou a rã! – E como ele não queria acreditar, a rapariga abriu um cofre onde estava a folha de figueira, a pele de rã e quatro cascas de caracol. – Eu era uma princesa transformada em rã, e só se um filho de um rei consentisse em casar comigo, sem saber se eu era bela, é que retomaria a forma humana.
O rei ficou todo contente e aos filhos mais velhos, que se roíam de inveja, disse que quem não era sequer capaz de escolher mulher não merecia a coroa. Rei e rainha foram o mais pequeno e a sua esposa.
Italo Calvino, Fábulas e Contos, Editorial Teorema, (texto adaptado)
VOCABULÁRIO
1funda– arma de arremesso, fisga. 3cânhamo– planta, fibra. 5molosso–cão forte.
35 40 45 50 55 60 65 70
Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.
1.
As afirmações de a) a g) referem-se a informações contidas no texto.Escreve a sequência de letras que corresponde à ordem dos acontecimentos narrados. Começa a sequência pela letra d).
a)
O filho mais pequeno lançou uma pedra que foi parar a um fosso.b)
A princesa provou ao noivo que era a rã.c)
Os irmãos mais velhos ridicularizaram o mais novo, no momento em que apre-sentaram os resultados do primeiro desafio colocado às noivas.d)
O rei fez um pedido aos três filhos.e)
O filho do meio encontrou uma noiva pálida, que era tecedeira.f)
O rei declarou, pela primeira vez, que o filho mais novo seria o herdeiro do trono.g)
O rei entregou a cada filho uma planta para ser fiada pelas respetivas noivas.2.
O conto desenvolve-se a partir de uma situação inicial. Identifica-a.3.
Refere duas peripécias importantes para o desenvolvimento da ação.4.
Identifica a personagem principal desta narrativa, justificando a tua opção.5.
Seleciona, para responderes a cada item, a alínea correta.5.1.
O rei apresentou um segundo desafio aos filhos vistoa)
considerar todas as tarefas mal executadas.b)
desejar que fosse o filho mais velho a assumir o trono.c)
não aceitar o facto de ter sido a rã a vencer o desafio.d)
não querer ceder o trono a nenhum dos três filhos.5.2.
Na expressão «Quem sois?» (linha 64), a palavra «quem» refere-sea)
ao filho mais velho do rei.b)
ao filho mais novo.c)
à princesa vestida de verde-esmeralda.d)
à rã. (6 pontos) (4 pontos) (4 pontos) (6 pontos) (4 pontos)6.
Após ouvirem ler este conto, dois alunos manifestaram opiniões diferentes acerca do mesmo.Diz com qual das opiniões concordas, justificando a tua opção.
Parte B
Observa as três tiras de banda desenhada.
Aluno X
Acho que o provérbio que melhor se aplica a esta história é:
«A beleza está nos olhos de quem a vê».
Aluno Y
Na minha opinião, o provérbio que traduz a lição deste conto é:
«O mundo julga pelas aparências».
Bill Watterson, O Esssencial de Calvin & Hobbes, Uma antologia Calvin & Hobbes, Gradiva
Responde aos itens que se seguem.
7.
Reconta brevemente a situação apresentada nas duas primeiras tiras de BD.8.
Refere em que medida a atitude de Calvin contrasta com o que é socialmenteaceitável no contexto retratado.
9.
Justifica o destaque dado às palavras presentes na primeira vinheta da terceira tira.10.
Explica, por palavras tuas, a mensagem presente na última vinheta.GRUPO III
Responde aos itens que se seguem relativos ao conhecimento da língua.
1.
Na banda desenhada, tanto o Calvin como a Susie desrespeitam o princípio dacortesia ao tentarem comunicar entre si. Prova, com dois exemplos, que o princípio da cortesia não é respeitado pelos dois interlocutores.
2.
Duas das quatro frases seguintes contêm um nome não contável. Escreve as duas letras correspondentes às opções que escolheres.a)
«Ele tinha uma certa vergonha de se apresentar ao pai com uma noz enquanto os irmãos levavam o cânhamo fiado.»b)
«… a rã esperava-o numa carruagem feita de uma folha de figueira puxada por quatro caracóis.»c)
«…as noivas vieram todas carregadas de plumas e de joias.»d)
«E a rã saltou para fora da água em cima de uma folha.»3.
Preenche a coluna B da grelha, indicando um adjetivo que derive dos nomes pre-sentes na coluna A. (4 pontos) (4 pontos) (3 pontos) (4 pontos) (2 pontos) (2 pontos) A. B. Dia Anel (2 pontos) 45 pontosA. B.
a) O filho mais novo atirou a pedra e esta caiu num fosso. 1) Ideia de contraste
b) Ou aceitava a rã como noiva ou abdicava do trono. 2) Ideia de conclusão
c) A tecedeira fez um bom trabalho mas a rã superou o desafio. 3) Ideia de alternativa d) O filho do rei aceitou casar-se com a rã, logo o encantamento quebrou-se. 4) Ideia de adição
4.
«Marcaram-se as bodas, os três irmãos no mesmo dia.»Completa a frase seguinte com um quantificador numeral, de forma a provar que o nome «bodas» é contável.
– Quando nasceram os netos, o rei passou a realizar, no mínimo, _______________ bodas por ano.
5.
Reescreve cada uma das frases, substituindo as expressões destacadas por um dos elementos presentes no quadro apresentado.a)
O filho mais novo trazia com ele a noz dada pela noiva.b)
Comprei este livro para ti e para a Maria.c)
Gostaria de recontar esta história aos meus amigos.d)
Posso ler o texto contigo e com o António.6.
Associa cada uma das ideias presentes na coluna B a cada uma das palavras desta-cadas na coluna A.Escreve as letras e os números correspondentes.
7.
Preenche os espaços em branco com uma das conjunções ou locuçõesconjun-cionais presentes no quadro seguinte. Escreve a alínea e o elemento que lhe corres-ponde.
O Rei reconheceu _____________ a) _____________ o facto de a rã ter tecido a melhor tela _____________ b) _____________ admitiu que esta merecia ser rainha _____________ c) _____________ vencera os dois desafios. Marcaram as bodas, _____________ d) _____________ não esperavam que a rã se transformasse numa princesa.
Não só […] como também
•
pois•
mas consigo•
convosco•
lhes•
vos(2 pontos)
(4 pontos)
(4 pontos)
(4 pontos)
GRUPO IV
Escolhe apenas uma das alternativas apresentadas e realiza a atividade. Escreve um texto de 18 a 25 linhas.
a)
No final do conto de Italo Calvino, a rã afirma:«– Eu era uma princesa transformada em rã, e só se um filho de um rei consentisse em casar comigo, sem saber se eu era bela, é que retomaria a forma humana.»
Imagina um diálogo entre a princesa e o filho mais novo do rei, em que esta relate os acontecimentos que deram origem ao encantamento.
No teu texto deves:
– respeitar as regras da construção do diálogo;
– incluir os sentimentos da princesa relativamente ao encantamento; – incluir a opinião final do filho mais novo face ao relato.
b)
Recorda as tiras de banda desenhada presentes no grupo A.Escreve o convite que Calvin faria a Susie, caso pretendesse desculpar-se pela sua atitude no dia dos namorados, convidando-a para sair. No convite, deves respeitar o princípio da cortesia e referir:
– quem convida;
– o acontecimento em causa; – o destinatário do convite;
– a data e o local da realização do mesmo.
FIM
(25 pontos)
TESTE
2
GRUPO I
Antes de iniciares a audição do programa «Lendas e Calendas», lê as perguntas. Seguidamente, ouve atentamente o reconto da lenda de Santiago e responde às questões.
1.
De acordo com a lenda que ouviste, indica quais as afirmações falsas e quais as ver-dadeiras e apresenta uma alternativa verdadeira para as frases falsas.a)
Esta narrativa oral é dividida em capítulos.b)Todas as lendas portuguesas nasceram em território nacional.
c)
Esta lenda é protagonizada por três cavaleiros oriundos do sul do país.d)
Os cavaleiros deslocam-se a Santiago de Compostela em peregrinação.e)
A basílica para onde se dirigem os peregrinos situa-se na Península Ibérica.2.
Completa as afirmações, selecionando a alternativa correta.2.1.
Relativamente aos motivos que originaram a peregrinação dos três cavaleiros, o narradora)
afirma que são determinantes para a compreensão da lenda.b)
afirma que não têm influência no decorrer dos acontecimentos.c)
afirma que serão revelados no final da narrativa.d)
não faz qualquer tipo de afirmação.2.2.
O narrador da lenda de Santiagoa)
é imparcial.b)
é, por vezes, irónico.c)
é parcial.d)
é muito crítico.Narrativa 1
NOME: ________________________________________________________________________________________________________ TURMA: _____________ N.O : _____________ (5 pontos) (3 pontos) Áudio• Faixa 23 «Lendas e Calendas», programa radiofónico2.3. Inicialmente, os cavaleiros deslocavam-se
a)
a cavalo e levavam muitos mantimentos.b)
a pé e levavam os cavalos carregados de comida.c)
a cavalo, contudo tinham poucos recursos.d)
deslocavam-se a cavalo e levavam dinheiro suficiente para se sustentar.3.
Identifica a personagem que levou o Cavaleiro D. João a descer do seu cavalo econ-tinuar a peregrinação a pé.
GRUPO II
Parte ALê o texto. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado.
Sem limites
A geóloga1 Daniela Teixeira subiu duas montanhas
na Índia: Ekdant, por um itinerário2 novo, e Kartik,
nunca antes escalada. Aventura em perfeita comunhão com a natureza, que a fez questionar tudo aquilo de supérfluo que a rodeia.
Daniela Teixeira escapou a avalanches, tempestades elétricas e outros fenómenos da natureza. Mas conseguiu. Em maio e junho deste ano, esta geóloga de 35 anos abriu duas vias de alpinismo na grande cordilheira dos Himalaias na Índia, por itinerários absolutamente inovadores – zonas de montanha virgem que, ao que se pensa, nunca foram pisadas por algum humano. Fê-lo na companhia de Paulo Roxo, seu parceiro também de vida, e de uma «estrela da sorte» que a protegeu até chegar aos cumes de Ekdant (6 100 m) e Kartik (5 115 m).
O que é que mais a emocionou durante as cinco semanas de expe-dição? «A consciência de que ambas as ascensões dependeram integral-mente da nossa imaginação, do nosso sentido tanto de planeamento como de improviso, do nosso esforço físico e mental, e, especialmente, do nosso companheirismo», diz Daniela. «Ultrapassámos os nossos próprios limites e capacidades».
(2 pontos)
5
10
15
Logo nas primeiras noites, por exemplo, foi apanhada por uma tempes-tade elétrica e teve de regressar ao campo base. Andou perdida com o companheiro durante mais de hora e meia em plena noite, mas não podia arriscar dormir numa tenda montada junto a uma aresta – zonas perigosas por onde os raios passam frequentemente. Mais tarde, nessa expedição, também se deparou com neve. Recuou. E por pouco não foi apanhada por uma avalanche, que Paulo Roxo, na altura um pouco mais atrás, viu passar literalmente ao lado. A adrenalina faz parte do jogo, assim como o bom senso, «embora por vezes arrisquemos demais», admite. Mas, sobretudo, algo maior: o estado de perfeita comunhão com a natureza. «A beleza envolvente supera-nos».
Daniela não voltou uma pessoa diferente, mas sim mais rica e humilde. «Aprendi um pouco mais acerca de mim própria e também acerca do Paulo, e, sobretudo, que a natureza é muito mais forte do que nós. Pode tratar-se do melhor alpinista do mundo, mas se as condições não o permi-tirem ele nunca conseguirá escalá-la». Sobretudo, retirou destes dias um grande ensinamento: em sociedade vivemos com mais de 90% além do que realmente necessitamos. «Hoje estou bem com o que tenho, mesmo que seja pouco. Lá em cima vivi feliz com muito menos».
Daniela pensa em desbravar, nos próximos tempos, outras montanhas virgens, na Índia. Onde o seu sorriso brotará não da compra do último modelo de telemóvel, mas do sentimento de confiança e companheiris-mo que partilha com Paulo Roxo e da beleza esmagadora da paisagem.
Sara Raquel Silva, Gingko, n.o23, setembro de 2010 (texto adaptado)
VOCABULÁRIO
1geóloga– especialista que estuda a origem e a constituição da Terra.
2itinerário– percurso, caminho.
Responde aos itens que se seguem.
1.
Ordena as frases de (1) a (7), de acordo com a sequência pela qual as informações são apresentadas no texto da revista. Repara que a última frase da sequência já está numerada.______ Nas primeiras noites de caminhada, a protagonista foi surpreendida por uma tempestade elétrica.
______ Ao regressar a Portugal, Daniela Teixeira afirmou ter voltado uma pessoa mais rica e humilde.
20 25 30 35 40 (7 pontos)
______ A montanhista pensa escalar, proximamente, outras montanhas virgens na Índia.
______ Em maio e junho de 2010, a geóloga subiu a duas montanhas da cordilheira dos Himalaias.
______ Na sociedade atual, vive-se com mais de 90% dos bens indispensáveis. ______ Daniela Teixeira e Paulo Roxo estiveram perdidos em plena noite. ______ Durante a expedição, a geóloga enfrentou neve, tendo de recuar.
2.
Relê a frase.«Fê-lo na companhia de Paulo Roxo, seu parceiro também de vida, e de uma "estrela da sorte" que a protegeu até chegar aos cumes de Ekdant...» (linhas 11-13)
Indica a que se refere o pronome «que».
3.
Seleciona, em cada item, a alternativa que permite obter a afirmação adequada ao sentido do texto.3.1.
A expressão «supérfluo» (linha 5) pode ser substituída pora)
desnecessário.b)
essencial.c)
importante.d)
inadequado.3.2.
A palavra destacada na frase: «A consciência de que ambas as ascensõesdependeram integralmente da nossa imaginação» deve ser entendida como
a)
em parte.b)
muitas vezes.c)
totalmente.d)
frequentemente.3.3.
Do ponto de vista de Daniela Teixeira, a aventura relatada no artigo foia)
muito enriquecedora, mas a não repetir.b)
única mas dececionante.c)
inesquecível e uma entre várias a realizar no futuro.d)
diferente mas traumatizante.7
(2 pontos)
Parte B
Lê o excerto do Cavaleiro da Dinamarca de Sophia de Mello Breyner Andresen.
Todas as portas se abriram, e os homens da floresta reconheceram o Cavaleiro que rodearam com grandes saudações.
Este penetrou na cabana maior e sentou-se ao pé do lume enquanto os moradores lhe serviram pão com mel e leite quente.
– Já pensávamos que não voltasses mais – disse um velho de grandes barbas –.
– Demorei mais do que queria – respondeu o peregrino –. Mas graças a Deus cheguei a tempo. Hoje antes da meia-noite estarei em minha casa.
– É tarde - disse o velho – o dia já escureceu, vai nevar e de noite não poderás caminhar.
– Nasci na floresta – respondeu o peregrino – conheço bem todos os seus atalhos. Seguindo ao longo do rio não me posso perder.
– A floresta é grande e na escuridão ninguém a conhece. Fica connosco e dorme esta noite na minha cabana. Amanhã, ao romper do dia, seguirás o teu caminho.
– Não posso – tornou o Cavaleiro – prometi que estaria hoje em minha casa.
– A floresta está cheia de lobos esfomeados. Que farás tu, se uma matilha te assaltar?
Mas o Cavaleiro sorriu e respondeu:
– Não sabes que na noite de Natal as feras não atacam o homem? E tendo dito isto levantou-se, despediu-se dos lenhadores, montou a cavalo e seguiu o seu caminho. Dirigiu-se para a esquerda procurando o curso gelado do rio. Mas mal se afastou um pouco da aldeia a neve começou a cair tão espessa e tão cerrada que o Cavaleiro mal via.
– Depressa – pensava ele –, tenho de chegar depressa ao pé do rio. […]
Mas o rio não aparecia, e a noite começou a avançar. O homem parou e escutou.
– Era mais prudente voltar para trás – pensou ele –. Mas se eu não chegar hoje, a minha mulher, os meus filhos e os meus criados pensarão que morri ou me perdi nas terras estrangeiras. Passarão um Natal de tris-teza e aflição. É preciso que eu chegue hoje.
E continuou para a frente. 5 10 15 20 25 30
Agora nenhum ramo estalava e não se ouvia o menor rumor. Os esqui-los, as raposas e os veados já estavam recolhidos nas suas tocas. O cair da neve parecia multiplicar o silêncio.
E o rio parecia ter-se sumido.
– Talvez me tenha enganado no caminho – pensou o Cavaleiro –, vou mudar de direção. […]
Por mais que se enrolasse no seu capote, o ar arrefecia-o até aos ossos e as suas mãos começavam a gelar. Já não sabia há quanto tempo caminha-va, e a floresta era como um labirinto sem fim onde os caminhos andavam à roda e se cruzavam e desapareciam.
– Estou perdido – murmurou ele baixinho –.
Então a treva encheu-se de pequenos pontos brilhantes, avermelhados e vivos.
Eram os olhos dos lobos.
O Cavaleiro ouvia-os moverem-se em leves passos sobre a neve, sentia a sua respiração ardente e ansiosa, adivinhava o branco cruel dos seus dentes agudos.
Em voz alta disse:
– Hoje é noite de trégua, noite de Natal. E ao som destas palavras os olhos recuaram e desapareceram.
Mais adiante ouviu-se o ronco dum urso. O Cavaleiro estacou a sua montada e a fera aproximou-se. Vinha de pé e pousou as patas de frente no pescoço do cavalo.
O homem ouviu-o respirar, sentiu o seu pelo tocar-lhe a mão e viu a um palmo de si o brilho dos pequenos olhos ferozes.
E em voz alta disse:
– Hoje é noite de trégua, noite de Natal.
Então o bicho recuou pesadamente e grunhindo desapareceu.
E o Cavaleiro entre silêncio e treva continuou a caminhar para a frente. Sophia de Mello Breyner Andresen, O Cavaleiro da Dinamarca, Figueirinhas, (texto com supressões)
Responde aos itens que se seguem.
4.
O texto relata o regresso do Cavaleiro da Dinamarca ao seu país natal, após uma longa viagem. Caracteriza, através de um adjetivo, a forma como o Cavaleiro foi recebido pelos lenhadores.5.
O Cavaleiro quer chegar a sua casa naquela mesma noite, contudo o velho lenhador aconselha-o a ficar. Apresenta dois argumentos utilizados pelo velho de longas bar-bas para convencer o Cavaleiro.35 40 45 50 55 60 (4 pontos) (5 pontos)
6.
Refere dois contra-argumentos apresentados pelo Cavaleiro para fundamentar a necessidade de partir.7.
A partir do momento em que se afasta da aldeia dos lenhadores, o Cavaleiroenfrenta diversos obstáculos.
Indica dois desses obstáculos, mantendo a ordem pela qual aparecem no texto.
8.
A forma como o Cavaleiro vai agindo na sua caminhada pela floresta permitecarac-terizá-lo.
Indica dois traços de caráter do Cavaleiro, visíveis através das suas atitudes.
9.
Transcreve uma expressão que permita localizar a ação no tempo.10.
Uma editora está a organizar duas antologias de textos narrativos com os títulos seguintes:Diz em qual destas antologias incluirias o texto que acabaste de ler, justificando a tua resposta.
GRUPO III
Responde aos itens que se seguem de acordo com as orientações que te são dadas.
1.
Tendo em conta o artigo de dicionário que se segue para a entrada «trégua»,clas-sifica cada afirmação como verdadeira ou falsa. Corrige as frases falsas.
José Pedro Machado, Grande Dicionário da Língua Portuguesa, Ediclube (adaptado)
a)
A palavra trégua é um nome feminino de origem latina.b)
A palavra trégua pode ser sinónima de intervalo.c)
A palavra trégua usa-se minoritariamente no plural.Contos e lendas portuguesas Narrativas de autores portugueses
(5 pontos)
(4 pontos)
(4 pontos)
(2 pontos)
(6 pontos)
trégua, n. f. (lat. tranga) 1 Suspensão temporária de armas e hostilidades (usa-se mais no plural). // 2 Descanso; interrupção. // 3 Intervalo, cessação transitória. // 4Guerra sem tréguas, guerra contínua, sem interrupção, guerra impiedosa. // 5Não dar tréguas, não conceder descanso. // 6 Não ter paz nem tré-guas, não ter um momento de descanso. // 7 Pôr tréguas a, interromper. // 8 Sem trétré-guas, constantemen-te, sem intervalo, sem cessar. // 9 (Hist). Trégua de Deus, lei religiosa, aprovada em 1041, a qual proibia qualquer ato de violência, desde segunda-feira à tarde até quarta-feira de manhã.
(6 pontos)
d)
No artigo do dicionário, a palavra trégua está integrada em seis expressões.e)
A palavra trégua possui um significado específico na área da História.f)
Descanso surge como antónimo de trégua.2.
Identifica nas frases seguintes os pronomes relativos.a)
O lenhador que falou tinha grandes barbas.b)
Todos observaram o Cavaleiro, a quem admiravam profundamente.c)
O Cavaleiro acariciou o seu cavalo, que o acompanhara na viagem.3.
Identifica o nome para o qual remete cada um dos pronomes relativos que iden-tificaste em 2.Escreve a alínea e a palavra respetiva.
4.
Completa cada uma das frases seguintes, usando quatro das formas verbais apre-sentadas no quadro.O Cavaleiro da Dinamarca ________ durante horas seguidas. Na realidade já se ________ muito cansado mas já ________ que não ia desistir. Amanhã, ________ o final desta narrativa.
5. Estabelece a correspondência entre as duas colunas, através da letra adequada, de modo a identificar corretamente a função sintática da expressão destacada.
decidiu caminhava caminhou reveláramos sentiu revelaremos decidira sentia
1. Cavaleiro, ficai esta noite na minha cabana. – disse o lenhador. 2. Calmamente, o Cavaleiro bebeu o leite quente.
3. Não poderei aceitar tão honroso convite, amigo lenhador. 4. O velho lenhador temia pela vida do Cavaleiro.
a) Sujeito b) Vocativo 5.1. 5.2. 5.3. 5.4. (3 pontos) (3 pontos) (4 pontos) (4 pontos) 20 pontos a) b) c) d)
GRUPO IV
Escolhe apenas uma das alternativas apresentadas e realiza a atividade. Escreve um texto de 18 a 25 linhas.
a)
O Cavaleiro tinha decidido partir para Jerusalém, em peregrinação, prometendo que voltaria na noite de Natal, dois anos depois. Na viagem, fez muitos amigos, conheceu deslumbrantes cidades europeias e ouviu histórias maravilhosas. Agora, precisa de cumprir a promessa que fez à sua família.Como certamente verificaste, o excerto do livro de Sophia de Mello Breyner não nos dá a conhecer qual terá sido o desfecho da situação vivida pela personagem.
Imagina a conclusão desta história.
No teu texto deves:
– ordenar os acontecimentos logicamente;
– caracterizar os sentimentos do Cavaleiro à medida que vai avançando na floresta; – introduzir uma expressão conclusiva no final da história.
ou
b)
Imagina que o Cavaleiro encontra um velho amigo que tinha vindo à sua procura, na tentativa de conduzi-lo à sua casa. No entanto, ao encontrarem-se, ambos concluem que estão perdidos. Perante tal facto, o Cavaleiro considera que deverão continuar o caminho naquela noite, mas o amigo tenta convencê-lo de que será melhor dormirem na floresta e retomar o percurso quando o dia nascer.Dá continuidade à história, incluindo um diálogo entre estas duas persona-gens, onde apresentem os argumentos utilizados para defender os seus pon-tos de vista.
No teu texto deves:
– respeitar as regras do diálogo;
– introduzir as falas das personagens com verbos como dizer, afirmar, assegurar, questionar, entre outros;
– usar o vocativo.
(25 pontos)
TESTE
3
GRUPO I
Antes de iniciares a audição da entrevista ao escritor angolano Ondjaki, lê as per-guntas.
Seguidamente, ouve atentamente a informação presente no vídeo e responde às questões.
1.
Completa as afirmações, selecionando a alternativa correta.1.1.
A apresentação do livro de Ondjaki realizou-sea)
recentemente, na capital portuguesa.b)
no mês passado, em Lisboa.c)
recentemente, no Brasil.d)
no dia 6, na capital angolana.1.2.
Ondjaki optou por esta dupla edição pora)
uma razão revelada na entrevista.b)
duas razões não divulgadas na entrevista.c)
duas razões explicadas pelo escritor na entrevista.d)
uma razão não mencionada na entrevista.1.3.
Um dos títulos incluídos na dupla edição do livro de Ondjaki, chama-sea)
Fora de mim é o sul.b)
Dentro de mim faz sul.c)
Ato de sangue.d)
Factos de sangue.Narrativa 2
NOME: ________________________________________________________________________________________________________ TURMA: _____________ N.O : _____________ (10 pontos) Vídeo Entrevista ao escritor angolano Ondjaki 10 pontos1.4. A carreira de Ondjaki como escritor iniciou-se
a)
em 2000.b)
em 2001.c)
em 2005.d)
em 2010.1.5.
O escritor angolano escrevea)
com grandes intervalos de tempo.b)
semanalmente.c)
mensalmente.d)permanentemente.
GRUPO II
Parte ALê o texto. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado.
O Kazukuta
Para o tio Joaquim
Nós estávamos sempre atentos à queda das nêsperas, das pitangas1 e
das goiabas1, e era mesmo por gritarmos ou por corrermos que o
Kazukuta acordava assim no modo lento de vir nos espreitar, saía da caso-ta dele a ver se alguma frucaso-ta ia sobrar para a fome dele.
Normalmente ele comia as nêsperas meio cansadas ou de pele já escura que ninguém apanhava. Mexia-se sempre devagarinho, bocejava, e era capaz de ir procurar um bocadinho de sol pra lhe acudir as feridas, ou então mesmo buscar regresso na casota dele. Às vezes, mesmo no meio das brincadeiras, meio distraído, e antes de me gritarem com força para eu não estar assim tipo estátua, eu pensava que, se calhar, o Kazukuta naquele olhar dele de ramelas e moscas, às vezes, ele podia estar a pen-sar. Mesmo se a vida dele era só estar ali na casota meio triste, sair e entrar, tomar banho de mangueira com água fraca, apanhar nêsperas podres e voltar a entrar na casota dele, talvez ele estivesse a pensar nas tristezas da vida dele.
Acho que o Kazukuta era um cão triste porque é assim que me lembro 5
10
os mais velhos lhe faziam só uma festinha de vez em quando. Mesmo nós só queríamos que ele saísse do caminho e não nos viesse lamber com a baba dele bem grossa de pingar devagarinho e as feridas quase a nunca sararem. Acho que o Kazukuta nunca apanhou nenhuma vacina, se calhar ele tinha alergia ou medo, não sei, devia perguntar ao tio Joaquim. Também o Kazukuta não passeava na rua e cada vez andava só a dormir mais.
Um dia era de tarde e vi o tio Joaquim dar banho ao Kazukuta. Um banho de demorar. Fiquei espantado: o tio Joaquim que ficava até tarde a ler na sala, o tio Joaquim que nos puxava as orelhas, o tio Joaquim silen-cioso, como é que ele podia ficar meia hora a dar banho ao Kazukuta?
Lembro o Kazukuta a adorar aquele banho, deve ser porque era um banho sincero, deve ser porque o tio punha devagarinho frases ao Kazukuta, e ele depois ia adormecer. Kazukuta: lembro bem os teus olhos doces a brilhar tipo um mar de sonho só porque o tio Joaquim – o tio Joaquim silencioso – veio te dar banho de mangueira e te falou palavras
tranquilas num kimbundu2 assim com cheiros da infância dele.
E demorou. Nós já estávamos quase a parar a nossa brincadeira. Porque afinal a água caía nos pelos do Kazukuta, e os pelos ficavam assim coladinhos ao corpo, e virados para baixo como se já fossem muito pesa-dos, e a água acabou, não tinha mais, e mesmo sem fechar a torneira o tio Joaquim, com a mangueira ainda a pingar as últimas gotas dela, e no regresso do Kazukuta à casota, depois daquele abano tipo chuvisco de nós rirmos, o Tio Joaquim deu a notícia que tinha demorado aquele tempo todo para falar:
– Meninos, a tia Maria morreu.
Até tive medo, não daquela notícia assim muito séria, mas do que alguém perguntou:
– Mas podemos continuar a brincar só mais um bocadinho? O tio largou a mangueira, veio nos fazer festinhas.
– Sim, podem.
Vi um sorriso pequenino na boca dele. Às vezes ele aparecia no quintal sem fazer ruído e espreitava a nossa brincadeira sem corrigir nada. Olhava de longe como se fosse uma criança quieta com inveja de vir brincar connosco também.
O tio Joaquim era muito calado e sorria devagarinho como se nunca soubesse nada das horas e das pressas dos outros adultos. O tio Joaquim gostava muito de dar banho ao Kazukuta.
Ondjaki, Os da Minha Rua, LeYa
VOCABULÁRIO
1pitangas, goiabas– frutos. 2Kimbundu– língua da região de Luanda.
20 25 30 35 40 45 50
Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.
1.
Seleciona, em cada item, a alternativa que permite obter a afirmação adequada aosentido do texto.
1.1.
O Kazukuta acordavaa)
porque tinha fome.b)
devido ao barulho da fruta a cair.c)
visto que o tio Joaquim o chamava.d)
devido aos gritos e à correria das crianças.1.2.
Normalmente, o Kazukutaa)
comia a melhor fruta que caía da árvore.b)
comia os restos da fruta que ninguém queria.c)
devorava a fruta que as crianças lhe davam.d)
não comia fruta.1.3.
De uma forma geral, o sentimento que as crianças e os adultos nutriam por Kazukuta era dea)
indiferença.b)
admiração.c)
preocupação.d)
carinho1.4.
«… eu pensava que, se calhar, o Kazukuta naquele olhar dele de ramelas e moscas, às vezes, ele podia estar a pensar.» (linhas 10-12)Na frase transcrita está presente um recurso expressivo intitulado
a)
anáfora.b)
antítese.c)
personificação.d)
eufemismo.2.
O narrador do conto é participante.Diz se esta afirmação é falsa ou verdadeira, justificando a tua resposta.
3.
Um dia, o narrador foi surpreendido pelo facto de o tio Joaquim dar banho aoKazukuta.
(4 pontos)
(4 pontos)
4.
De acordo com o texto, seleciona as quatro palavras que podem completar a frase seguinte.O tio Joaquim, quando dava banho ao Kazukuta, parecia
a)
dedicado.b)
desinteressado.c)
apressado.d)
paciente.e)
nervoso.f)
terno.g)
indiferente.h)
afetuoso5.
A determinada altura, o narrador dirige-se diretamente a Kazukuta. Transcreve uma passagem do texto que comprove esta afirmação.6.
Ao longo da narrativa, é possível identificar diversas características de Kazukuta. Com base nos dados que o texto te vai fornecendo, elabora o retrato do cão que dá nome a este conto.7.
O narrador recupera, através da memória, um episódio da sua infância. Terá este episódio sido importante para o menino?Apresenta a tua opinião relativamente a esta questão. Justifica a tua resposta.
Parte B
Lê atentamente o texto do cartaz do Diário de Notícias.
Conto musical tem estreia mundial em Viana do Castelo
Viana do Castelo acolhe quarta-feira a estreia mundial de um conto musical assinado pelo compositor francês Jean François Lézé, inspirado numa obra do escritor angolano Ondjaki, informou hoje a Academia de Música da cidade.
Denominada «Estória de mil gotas de sonho», a obra musical baseia-se no conto «Ynari, a menina das cinco tranças», do escritor angolano Ondjaki, que se deslocará a Viana do Castelo expressamente para assistir à estreia.
(2 pontos)
(4 pontos)
(6 pontos)
(6 pontos)
«A história será contada com música, canto, dança e narração», explicou à Lusa Carla Barbosa, diretora da Academia de Música de Viana do Castelo.
A interpretação é do Ensemble da Fundação Átrio da Música, sob a direção musical do maestro Javier Viceiro.
Depois da estreia em Viana do Castelo, será ainda levada ao palco em Ponte de Lima e Paredes de Coura.
Segundo Jean François Lézé, «Estória de mil gotas de sonho» é um conto que «pretende ilustrar musicalmente a inocência, a magia da criança e o poder das palavras (re)descobertas numa viagem ao som da natureza africana».
O compositor destaca a «orquestração sugestiva e ilustrativa» do conto, cuja narrativa musical se baseia no desenvolvimento do tema principal (tema da Ynari), composto numa «Kalimba» e executado pelo piano, «Os djembés representam o coração de África, o flautim o homem muito pequenino, o violoncelo a avó da Ynari, a tuba o velho muito velho e o corne-inglês a velha muito velha», explica.
Este conto integra o projeto «Contos com Música... Música com Contos», que a Academia de Viana do Castelo tem vindo a promover nos últimos quatro meses deste ano.
Iniciado em 2003 e financiado pelo Ministério da Cultura, este projeto combina a música, a literatura, as artes visuais e, pontualmente, o teatro e a dança, com o objetivo de despertar o gosto pela música erudita nas comunidades educativas do distrito de Viana do Castelo. […]
DN Cartaz, 17 de novembro de 2009 (texto com supressões)
8.
Ordena as frases de (1) a (7), fazendo corresponder um número a cada alínea, de acordo com a sequência pela qual as informações presentes na notícia são apresen-tadas.a)
Nome do autor do livro que esteve na base da adaptação.b)
Identificação do grupo de atores.c)
Cidades onde a peça será, posteriormente, colocada em cena.d)
Projeto no qual se integra a peça de teatro musical.e)
Dia da estreia.f)
Título do texto que deu origem à peça de teatro.g)
Compositor do conto musical.9.
Indica as informações mais importantes da notícia para alguém que pretende assis-tir a esta peça de teatro.10 15 20 25 (7 pontos) (3 pontos)
10.
O último parágrafo deste texto jornalístico foi retirado.Mantendo a coerência da notícia, escreve o parágrafo final, sabendo que deves incluir a referência a um projeto futuro da Academia de Música de Viana do Castelo. Não deves ultrapassar as 3 linhas.
GRUPO III
Responde aos itens de conhecimento da língua que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.
1.
Identifica os advérbios presentes na seguinte frase.«… o tio punha devagarinho frases ao Kazukuta, e ele depois ia adormecer.»
2.
Identifica qual o valor semântico de cada um dos advérbios que identificaste em 1. (tempo, lugar ou modo).3.
Expande as seguintes frases, acrescentando-lhes um advérbio de predicado.a)
O cão saiu da casota.b)
O tio Joaquim apareceu no quintal.4.
Completa os espaços seguintes, usando as preposições e contrações presentes no quadro.Não deves repetir nenhuma palavra.
Nós estávamos sempre ________ espera ________ ver a fruta cair. Acordado ________ nós, o Kazukuta caminhava ________ junto ________ árvore ________ fazer nenhum barulho.
5.
Estabelece a correspondência entre as duas colunas, de modo a identificar correta-mente o tipo de sujeito presente nas frases.a)
Olhávamos espantados para o tio Joaquim.(1
) Sujeito simples.b)
Anoiteceu cedo, naquele dia.(2)
Sujeito composto.c)
O tio Joaquim dava banho ao Kazukuta.(3)
Sujeito nulo subentendido.d)
Tanto nós como o Kazukuta aguardávamos(4)
Sujeito nulo expletivo.a queda das nêsperas.
sem
•
de•
até•
à•
da•
por(3 pontos) (2 pontos) (2 pontos) (2 pontos) (3 pontos) (4 pontos) 45 pontos a) b) c) d) e) f)
6.
Observa os grupos verbais destacados nas frases presentes no quadro.Identifica, atribuindo um número a cada alínea, um grupo verbal constituído
1)
por um verbo e por um grupo adjetival.2)
por um verbo e por um grupo adverbial.3)
por um verbo e por um grupo preposicional.4)
apenas pelo verbo.7.
Observa os predicados destacados em cada frase e indica o item (de 1 a 3) que permite identificar a sua constituição.a)
O tio Joaquim sorria devagarinho.(1)
Verbo+complemento oblíquo.b)
O tio gostava do Kazukuta.(2)
Verbo+complementodireto+complemento indireto.
c)
Eu ofereci-lhe este livro.(3)
Verbo+modificador.GRUPO IV
Todos nós guardamos na memória episódios que recordamos porque nos marcaram e continuam a fazer parte do nosso imaginário, por uma ou outra razão.
Escreve um texto narrativo onde recordes um episódio da tua infância, real ou ima-ginado, respeitando os seguintes aspetos:
– escreve o texto na primeira pessoa;
– identifica e caracteriza as personagens intervenientes; – localiza as ações no espaço e no tempo;
– sequencia corretamente as ações.
Escreve um texto correto e bem estruturado entre 20 e 30 linhas. a)A brincadeira começara.
b)Os meninos estavam alegres.
c)O Kazukuta ficara ali.
d)O cão gostava de carinhos.
(4 pontos)
(3 pontos)
20 pontos
TESTE
4
GRUPO I
Antes de iniciares a audição da entrevista ao aventureiro dos ares, Nuno Virgílio, lê as perguntas.
Depois, ouve atentamente a informação e responde às questões.
1.
De acordo com a informação que ouviste, classifica cada afirmação comover-dadeira ou falsa, justificando as frases falsas.
a)
Nuno Virgílio começou a praticar parapente por iniciativa própria.b)
O piloto iniciou a atividade desportiva na juventude.c)
Na opinião do entrevistador, o sonho de voar é recorrente durante a infância.d)
O parapente permite explorar um elemento desconhecido para a maior partedas pessoas.
e)
O piloto de parapente assume-se como alguém que tem realizado alguns dosseus sonhos.
f)
O entrevistado afirma que a subida da adrenalina é a melhor sensação durante o voo.g)
Segundo o entrevistado, na prática do parapente há espírito de competição.h)
Nuno Virgílio é engenheiro aeronáutico.i)
Os conhecimentos adquiridos por Nuno Virgílio na universidade são úteis na sua prática desportiva.j)
O piloto atingiu o seu recorde pessoal através de um voo em território português.Narrativa 2
NOME: ________________________________________________________________________________________________________ TURMA: _____________ N.O : _____________ Áudio• Faixa 24 Entrevista de Valter Madureira a Nuno Virgílio, praticante de parapente (10 pontos) 10 pontosGRUPO II
Parte ALê o texto. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado.
A Composição do Ar
É de crer que logo no início da sua presença na Terra os primeiros homens tivessem percebido que viviam mergulhados num meio (o ar) que lhes era indispensável à vida. Na sua mente ainda confusa, mas já desperta, reconheceriam o prazer de assomar ao buraco da caverna que lhes servia de habitação protetora, e de aspirar profundamente o ar circun-dante. Qualquer coisa lhes penetrava pela boca e pelas narinas, coisa agradável, reconfortante, e que, segundo lhes deveria parecer, tornava a sair pelas mesmas entradas, esvaziando-lhes a ta xa toráxica. Reconheceriam também que os mortos já não praticavam essa função (não respiravam) e que certamente ela estava associada a toda a ativi-dade do homem, pois bastaria tapar-lhe a boca e apertar-lhe as narinas demoradamente para que a morte se apoderasse dele.
Não admira que durante milénios o ar, que ninguém vê, fosse imagina-do como um ser sobrenatural que penetrava no corpo imagina-dos homens e lhes concedia a vida. Um deus, portanto. Assim foi considerado o ar como um deus muito temido, umas vezes protetor, quando se deixava aspirar em haustos1 reconfortantes, outras vezes terrível, quando bramia2, soprava,
assobiava, fazia estremecer as robustas árvores e as arrancava do solo, tombando-as. Um deus que merecia toda a veneração e respeito.
Depois, à medida que os milhares de anos se forem sucedendo, quan-do os homens começaram a olhar para a Natureza diriginquan-do-lhes pergun-tas de resposta difícil – quem fez o Universo?, como é que tudo foi construído? Que materiais teriam sido utilizados na sua formação? – o ar passou a ter um papel importante na interpretação de muitos factos observados. Assim, há 25 séculos, pensavam os filósofos que o Universo fora todo construído a partir de quatro «materiais», dos quais um deles era exatamente o ar. Os outros três eram a água, a terra e o fogo. Não pen-savam bem esses homens, como depois se tornou evidente, mas vive-ram-se largas centenas de anos com essa errada convicção.
Rómulo de Carvalho, A Composição do Ar, Coleção Cadernos de Iniciação Científica 10, Sá da Costa
VOCABULÁRIO 5 10 15 20 25
Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.
1.
As afirmações de a) a g) referem-se a informações contidas no texto.Escreve a sequência de letras que corresponde à ordem dos factos descritos. Começa a sequência pela letra f).
a)
Os homens concluíram que a sensação de respirar era agradável.b)
A partir de determinada altura os homens começaram a interrogar-se sobre a origem do Universo.c)
Os primeiros homens associavam o ar a um ser sobrenatural.d)
Progressivamente, o ar passou a ter um papel importante na interpretação dos factos observados.e)
Os homens concluíram que a respiração estava diretamente associada à vidahumana.
f)
Provavelmente, os primeiros homens a habitar a Terra aperceberam-se desdecedo da importância do ar para a sobrevivência da espécie.
g)
Os primeiros homens viviam em cavernas.2.
Indica a expressão do texto a que se refere o pronome «lhes» (linha 6).Parte B
Lê o texto. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado.
A distância entre as duas margens não era grande e João Sem Medo morria de fome. Não hesitou, pois. Despiu-se e com a trouxa de roupa à
cabeça penetrou no líquido esverdinhado de limos1, crente de que
alcançaria facilmente a nado o laranjal apetecido.
Mas aconteceu então este fenómeno incrível: à medida que o nadador se aproximava da outra margem, a água aumentava de volume e a lagoa dilatava-se. Por mais esforços que despendesse para fincar as mãos na orla do lago, só encontrava água, água unicamente. A terra afastava-se.
– Bonito! Estou dentro dum lago elástico – descobriu João Sem Medo, esbaforido.
Mas fiel ao seu sistema de persistência enérgica não renunciou ao combate.
As margens desviavam-se, mas o rapaz nadava, nadava sempre, com confiança plena nos seus braços, na força de vontade e no desejo de vencer. 5 10 15 (9 pontos) (3 pontos)
– Eh!, alma do diabo, sofre! – instigou-o por fim uma onda a deitar os bofes de espuma pela boca fora.
Um peixe insurgiu-se com voz mole:
– Assim não vale! Vê se acabas com isso. Eu e os meus camaradas peixes queremos dormir em sossego. Vamos, chora!
Uma gaivota baixava de vez em quando para lhe insinuar, baixinho: – Então? Toma-te infeliz. Soluça. Berra. Chora. Lembra-te de que seguiste o Caminho da Infelicidade. Não faças essa cara de quem ganhou a sorte grande.
Por último, uma coruja de mitra2 pequenina na cabeça e venda nos
olhos – para voar de dia e de noite em perpétua escuridão – segredou --lhe ao ouvido:
– Queres laranjinhas? Ouve a minha sugestão: representa a comédia da dor. Finge que sofres muito, sê hipócrita. Mente. Pede a esmolinha de uma laranja por amor de Deus. Vá! Não sejas tolo. Chora.
Como única resposta, João Sem Medo repeliu a coruja, fez das tripas coração e desatou a cantar à sobreposse3.
Então, ao som do seu canto, por fora tão vibrante e viril, a fúria das
águas amainou4. O rugir das ondas amorteceu lentamente. Um murmúrio
de desistência soprou pela superfície do lago. E João Sem Medo, com algumas braçadas vigorosas e seguras, logrou pôr o pé em terra perto do laranjal carregado de pomos de ouro.
Claro, correu logo como um doido para a árvore mais próxima, sôfrego de engolir meia dúzia de laranjas. Mas, num lance espetacular, os frutos diminuíram rapidamente de volume até atingirem o tamanho de berlindes e – zás! – com um estoiro despedaçaram-se no ar.
Humilhado, e a contar com nova surpresa desagradável, abeirou-se de outra laranjeira. Desta vez, porém, as laranjas transformaram-se em cabeças de bonecas doiradas e deitaram-lhe a língua de fora.
– A partida anterior teve mais graça! – observou João Sem Medo. […] Então, numa tentativa suprema, João Sem Medo acercou-se de outra árvore, sorrateiramente, em bicos de pés.
Tudo inútil. Como se estivessem combinadas, as laranjas e as tangeri-nas do pomar desprenderam-se dos troncos, abriram pequenitangeri-nas asas azuis e começaram a subir serenamente no céu.
Apesar da fome, João Sem Medo, com os olhos fixos no espetáculo maravilhoso das bolas de ouro a voarem, não pôde reprimir este clamor de entusiasmo, braços erguidos para o ar:
20 25 30 35 40 45 50
– Parabéns, Mago. Parabéns e obrigado por este instante, o mais belo e bem vivido da minha vida. Obrigado. Mas agora ouve o que te peço: desiste de me perseguir. Convence-te de que, para mim, a felicidade con-siste em resistir com teimosia a todas as infelicidades. E vai maçar outro. Ouviste? Vai maçar outro.
José Gomes Ferreira, Aventuras de João Sem Medo, Diabril, (texto com supressões)
VOCABULÁRIO
1limos – planta da família das algas, que cobre com um tapete verde a superfície das águas estagnadas. 2mitra – cinta, faixa para a cabeça, diadema.
3sobreposse – excessivamente, em desafio. 4amainou – acalmou.
3.
Apresenta a razão pela qual João Sem Medo atravessa a lagoa a nado, apesar do «líquido esverdinhado de limos».4.
Após mergulhar na lagoa, algo de muito invulgar acontece.Transcreve do segundo parágrafo a frase que se refere a esse acontecimento.
5.
Relê a frase «Mas fiel ao seu sistema de persistência enérgica não renunciou aocombate.» (linhas 11-12)
Explica o sentido das palavras do narrador.
6.
Identifica as diversas personagens secundárias que interpelam João sem Medodurante a travessia da lagoa.
6.1. «Transcreve o conector discursivo que introduz a última personagem.
7.
«…Estou dentro dum lago elástico.» (linha 9)Nesta frase, está presente um recurso expressivo que se chama
a)
enumeração.b)
eufemismo.c)
metáfora.d)
comparação.8.
A coruja de mitra dá diversas ordens a João Sem Medo.Transcreve três formas verbais no modo imperativo utilizadas pela personagem secundária. 55 (3 pontos) (3 pontos) (5 pontos) (6 pontos) (2 pontos) (2 pontos) (3 pontos)
9.
Mantendo a sua atitude positiva e persistente, João alcança a margem e tenta deli-ciar-se com as apetitosas laranjas.Enumera os três acontecimentos surpreendentes que impediram João de realizar o seu desejo.
10.
Após as inacreditáveis peripécias, João Sem Medo dirige ao Mago uma mensagem onde apresenta a sua opinião sobre a palavra felicidade.Diz, por palavras tuas, qual a definição apresentada pelo protagonista.
GRUPO III
Responde aos itens de conhecimento da língua que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.
1.
Relê a seguinte fala da coruja, dita quando João Sem Medo estava a atravessar a lagoa a nado.Seleciona a alínea correta para completares a afirmação.
«– Queres laranjinhas? Ouve a minha sugestão: representa a comédia da dor. Finge que sofres muito, sê hipócrita. Mente. Pede a esmolinha de uma laranja por amor de Deus. Vá! Não sejas tolo. Chora.»
Nesta fala,
a)
é respeitado o princípio da cooperação porque a coruja ajuda João a atravessar olago.
b)
é respeitado o princípio da cooperação porque a coruja apenas pretende que João oiça o seu conselho.c)
não é respeitado o princípio da cooperação porque João Sem Medo não querouvir a coruja.
d)
não é respeitado o princípio da cooperação porque a coruja não ajuda o menino desinteressadamente.(4 pontos)
(5 pontos)
(2 pontos)
2.
Lê o excerto transcrito.Transcreve para cada uma das colunas uma palavra correspondente à classe gra-matical referida.
«A distância entre as duas margens não era grande e João Sem Medo morria de fome. Não hesitou, pois. Despiu-se e com a trouxa de roupa à cabeça penetrou no líqui-do esverdinhalíqui-do de limos, crente de que alcançaria facilmente a nalíqui-do o laranjal apete-cido.» (linhas 1-4)
3.
Escolhe o conector adequado para ligares os elementos da coluna A aos elementos da coluna B, de modo a construíres frases complexas. Só podes usar cada palavra uma única vez.4.
Transforma as frases, substituindo o sujeito, o complemento direto e o complemen-to indirecomplemen-to pelos pronomes pessoais adequados.a)
João Sem Medo repeliu a coruja.b)
A gaivota e a coruja segredaram ao menino.5.
Identifica a função sintática dos elementos destacados: modificador ou comple-mento oblíquo.a)
Ele observava as laranjas na outra margem.b)
João nadava furiosamente.c)
O rapaz gostava de desafios.d)
João colocou a trouxa de roupa na cabeça.Adjetivo Determinante Conjunção Nome Preposição Quantificador
pois depois de por consequência
A. a) A lagoa dilatava-se
b) Chegou ao outro lado da lagoa c) Correu como um doido
B.
o rapaz não chegava à margem. muito persistir. estava esfomeado. (3 pontos) (4 pontos) (4 pontos) (3 pontos)
6.
Faz corresponder cada alínea a um número do quadro de modo a classificares as orações.«A distância entre as duas margens não era grande e João Sem Medo morria de fome.» a)
«Finge que sofres muito, sê hipócrita.» b)
As laranjas abriram pequeninas asas azuis que começaram a subir serenamente no céu.
c) d)
GRUPO IV
As aventuras de João Sem Medo não podem terminar por aqui. Agora que saltou o Muro e fugiu da sua aldeia, Chora -Que-Logo-Bebes, o protagonista vai continuar a descobrir a Floresta Branca, que, à entrada, tem o seguinte aviso.
Tendo em conta esta proibição, serás o narrador da nova aventura de João Sem Medo. Escreve um texto narrativo, respeitando os seguintes aspetos:
– mantém o narrador na terceira pessoa; – inclui uma descrição de um local assustador;
– inventa e caracteriza um novo habitante fantástico da Floresta Branca; – mantém a coerência em relação ao texto que leste.
Escreve um texto correto e bem estruturado entre 20 e 30 linhas.
1) Oração subordinante. 2) Oração subordinada relativa. 3) Oração subordinada completiva. 4) Oração coordenada copulativa.
É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR.
(4 pontos)
20 pontos
(25 pontos)
TESTE
5
GRUPO I
Ouve atentamente uma canção da autoria do grupo português Deolinda. Após a audição, responde às questões.
1.
Completa as afirmações, selecionando a alternativa correta.1.1.
No início da canção, o sujeito pede ao destinatário quea)
mude de vida e inicie sozinho um novo desafio.b)
continue a viver do mesmo modo.c)
mude de vida e iniciem juntos um novo desafio.d)
esqueça tudo o que viveu.1.2.
Segundo a canção, a vidaa)
é vivida calmamente.b)
é vivida de forma moderada.c)
é uma luta a favor do tempo.d)
é uma luta contra o tempo.1.3.
Hoje em dia, na generalidade somosa)
solidários.b)
individualistas.c)
compreensivos.d)
violentos.1.4.
O sujeito convida o destinatário aa)
parar, encostar a bicicleta e sair da corrida.b)
entrar no carro e iniciar a corrida.c)
parar, encostar o carro e sair da corrida.d)
parar, entrar no autocarro e desistir da corrida.Poesia
NOME: ________________________________________________________________________________________________________ TURMA: _____________ N.O
: _____________
(9 pontos)
Áudio• Faixa 25
«Um contra o outro» Deolinda
1.5.
Segundo o sujeito, a vida do destinatário éa)
maravilhosa.b)
repetitiva.c)
encantadora.d)
imprevisível.1.6. A primeira frase do refrão da música é:
a)
Sai da casa e vem sozinho para a rua.b)
Fica em casa, não venhas para a rua.c)
Fica em casa comigo.d)
Sai de casa e vem comigo para a rua.2.
Completa os espaços em branco do refrão da música:«vem, que essa vida que ________ /Por mais vidas que tu ________ /é a tua que/ mais ________ se não vens.
(1 ponto)
a) b)
GRUPO II
Parte ALê atentamente o seguinte regulamento.
DIA MUNDIAL DA POESIA
CONCURSO FAÇA LÁ UM POEMA2010-2011
Regulamento
http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/Concursos/upload/ficheiros/regulamento_flp(1).pdf (adaptado)
1. O concurso Faça lá um poema decorrerá entre dezembro de 2010 e março de 2011, destinando-se a premiar poemas escritos por alunos dos seguintes níveis educativos: • 1.oCiclo do Ensino Básico
• 2.oCiclo do Ensino Básico
• 3.oCiclo do Ensino Básico • Ensino Secundário
2. A participação no concurso é individual. 3. Calendarização das atividades
• Seleção dos melhores trabalhos pelas escolas agrupadas (máximo de 1 poema por cada nível de ensino) e respetivo envio para a sede do agrupamento – até 21 de
janeiro de 2011.
• Submissão do formulário pela sede do agrupamento, com os trabalhos sele-cionados. (máximo 4 por sede de agrupa-mento, 1 poema por cada nível de ensino) –
até 4 de fevereiro de 2011.
4. Não há qualquer tema obrigatório para
os poemas a concurso.
5. O formulário do concurso deverá ser
devidamente preenchido no endereço do Plano nacional de leitura e submetido por um professor responsável.
(http://sipnl.planonacionaldeleitura.gov.pt/login.jsp)
6. Só serão consideradas válidas as inscrições
com os dados de identificação da escola e dos participantes e submetidas dentro do prazo.
7. Os trabalhos serão avaliados por um
júri de cinco elementos designados pelo Plano nacional de leitura e pelo Centro Cultural de Belém.
8. Os trabalhos que não corresponderem
às cláusulas do presente regulamento serão desclassificados.
9. Não haverá recurso das decisões do júri. 10. Os prémios a atribuir aos três
pri-meiros classificados de cada nível de ensi-no serão anunciados oportunamente.
11. As escolas dos alunos premiados serão
contempladas com um conjunto de livros.
12. Os trabalhos premiados serão
divulga-dos no Sítio divulga-dos Concursos no Portal do PNL.
13. Os premiados serão convidados a
apre-sentar pessoalmente os seus trabalhos na cerimónia pública de entrega dos prémios, a realizar em 20 de março de 2011 (Dia Mundial da Poesia), no CCB – Centro Cultural de Belém – Lisboa.
14. Os encargos com o transporte e o
alo-jamento dos premiados serão da respon-sabilidade da organização do concurso.
1.
Para cada um dos itens seguintes, indica a letra correspondente à alternativa que completa cada afirmação, de acordo com a informação presente no regulamento.1.1.
Um regulamento éa)
uma narrativa.b)
uma descrição.c)
uma enumeração de normas.d)
um texto de opinião.1.2.
O concurso Faça lá um Poemaa)
decorre no ano de 2010.b)
decorre no ano de 2011.c)
inicia-se em 2010 e termina em 2011.d)
realiza-se em 2012.1.3.
O concurso está abertoa)
a todos os alunos dos ensinos básico e secundário.b)
exclusivamente a alunos do ensino básico.c)
exclusivamente a alunos do ensino secundário.d)
a alunos dos 2.oe 3.ociclos do ensino básico e do ensino secundário.1.4.
O formulário do concurso deveráa)
ser enviado pelo correio.b)
preenchido diretamente na página da internet do Plano nacional de leitura.c)
entregue pessoalmente no Ministério da Educação.d)
ser recolhido por um responsável do Plano nacional de leitura.2.
Identifica as afirmações verdadeiras e falsas, corrigindo as frases falsas.a)
Cada escola pode concorrer, no máximo, com quatro poemas.b)
Os poemas devem obedecer a um tema obrigatório.c)
Não serão aceites trabalhos fora do prazo.d)
Os cinco elementos do júri são designados pela escola.e)
Os concorrentes não podem recorrer da decisão do júri.f)
As escolas pagarão o transporte e o alojamento dos alunos concorrentes.(6 pontos) (8 pontos)
Parte B
Lê o poema de António Gedeão. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado.
Poema do Homem-Rã
Sou feliz por ter nascido no tempo dos homens-rãs que descem ao mar perdido na doçura das manhãs.Mergulham, imponderáveis1,
por entre as águas tranquilas, enquanto singram2, em filas,
peixinhos de cores amáveis. Vão e vêm, serpenteiam, em compassos de ballet. Seus lentos gestos penteiam madeixas que ninguém vê. Com barbatanas calçadas e pulmões a tiracolo,
roçam-se os homens no solo sob um céu de águas paradas.
Sob o luminoso feixe3
correm de um lado para outro, montam no lombo de um peixe
como no dorso de um potro4.
Onde as sereias de espuma? Tritões5 escorrendo babugem6?
E os monstros cor de ferrugem rolando trovões na bruma7?
Eu sou o homem. O Homem. Desço ao mar e subo ao céu. Não há temores que me domem É tudo meu, tudo meu.
António Gedeão, Obra completa, Relógio d’Água
VOCABULÁRIO
1imponderáveis– imprevisíveis. 3feixe– porção de luz. 5Tritões– deuses marinhos. 7bruma– nevoeiro.
2singram– navegam. 4potro– cavalo jovem. 6babugem– espuma.
5
10
15
20