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Apostila_Comunicação_Expressão

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(1)

► Comunicação e Expressão

► Comunicação e Expressão

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Seja bem-vindo(a

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) à

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disciplina

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Comunicação e Expressão.

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Apresentamos a você o nosso material de estudo, que tem como

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objeti-vo auxiliá-lo na busc

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a, desenvolvimento e aprimoramento de seu conhecimento.

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Os temas foram organizados em capítulos/atividades, e os conteúdos

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amplamente abordados por meio de textos básicos e de leituras complementares

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sugeridas pelos autores. Ao longo de cada capítulo/atividade você encontrará

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ques-tões para reexão e indicações de fontes de pesquisa e leitura para aprofundar seus

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estudos.

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Em um curso de educação a distância, você é o principal protagonista,

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criando, juntamente com os tutores e colegas de sua rede educacional, possibilidades

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de ser investigador do seu próprio conhecimento e aprendizagem. Por isso, todo o

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material foi elaborado com o intuito de contribuir para a construção, ampliação e

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apli-cação de seu conhecimento.

cação de seu conhecimento.

Assim, faça um planejamento de seus estudo

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s, organize seu tempo e

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que atento à data limite de cada ativi

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dade que você deve cumprir. Recorra, sempre,

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ao seu professor tutor e participe das atividades propostas, interagindo com seus

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colegas.

colegas.

Desejamos que, ao nal da disciplina, você tenha aproveitado ao

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máxi-mo cada item abordado e que seus estudos possam reetir diretamente na busca de

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novos mercados e desenvolvimento pessoal.

novos mercados e desenvolvimento pessoal.

Tenha um ótimo estudo!

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Equipe NEAD.

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COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO

ORTOGRAFIA ...

CE 07

ACENTUAÇÃO GRÁFICA ...

CE 13

SÍNTESE PARA AUTOAVALIAÇÃO ...

CE 15

DICAS DO COTIDIANO OU QUOTIDIANO? ...

CE 17

O EMPREGO DAS MAIÚSCULAS E MINÚSCULAS ...

CE 25

SÍNTESE PARA AUTOAVALIAÇÃO ...

CE 27

PONTUAÇÃO ...

CE 29

ANÁLISE E PRODUÇÃO DE TEXTOS ...

CE 35

SÍNTESE PARA AUTOAVALIAÇÃO ...

CE 39

PRODUÇÃO DE TEXTOS ...

CE 41

REDAÇÃO TÉCNICA ...

CE 45

SÍNTESE PARA AUTOAVALIAÇÃO ...

CE 61

REFORMA ORTOGRÁFICA – PARTE 1 ...

CE 63

REFORMA ORTOGRÁFICA – PARTE 2 ...

CE 67

SÍNTESE PARA AUTOAVALIAÇÃO ...

CE 71

1.

2.

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APOSTILA

INTERNET

CAPÍTULO

ASSUNTO

ATIVIDADE

ASSUNTO

1 ORTOGRAFIA 1 Videoaula 1

2 ACENTUAÇÃO GRÁFICA 2 Videoaula 2

3 AUTOAVALIAÇÃOSÍNTESE PARA 3 Autoavaliação

4 DICAS DO COTIDIANOOU QUOTIDIANO? 4 Videoaula 4 5 O EMPREGO DASMAIÚSCULAS E

MINÚSCULAS 5 Videoaula 5

6 AUTOAVALIAÇÃOSÍNTESE PARA 6 Autoavaliação

7 PONTUAÇÃO 7 Videoaula 7

8 ANÁLISE E PRODUÇÃODE TEXTOS 8 Videoaula 8

9 AUTOAVALIAÇÃOSÍNTESE PARA 9 Autoavaliação

10 PRODUÇÃO DE TEXTOS 10 Videoaula 10

11 REDAÇÃO TÉCNICA 11 Videoaula 11

12 AUTOAVALIAÇÃOSÍNTESE PARA 12 Autoavaliação 13 REFORMA ORTOGRÁFICA – PARTE 1 13 Videoaula 13 14 REFORMA ORTOGRÁFICA – PARTE 2 14 Videoaula 14 15 AUTOAVALIAÇÃOSÍNTESE PARA 15 Autoavaliação

(7)
(8)

CAPÍTULO1

ORTOGRAFIA

OBJETIVOS

Aplicar os conceitos de Ortograa e desvendar os possíveis equívocos grama-ticais que o discente pode cometer se não a ter.

i

ntrodução

A palavraortografavem do grego, sendo: Ortho = correto, direito, reto,

perfeito, adequado;Grafa= Escrita. É o estudo correto das palavras, segundo os padrões

cultos da língua.

O estudo da ortograa permite a adequada articulação. A norma culta exige uma preocupação constante com a correção ortográca. Sem que exista uma correta orga-nização silábica dentro da palavra há o risco de total impossibilidade de entendimento.

A trajetória da Língua Portuguesa mostra várias alterações ortográcas. Elas são ditadas por exibilizações linguísticas e só podem entrar em vigor com a aceitação por  parte.

A Língua Portuguesa é falada no Brasil, Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Cabo Verde, além de Portugal e tem marcas ociais. É importante registrar que parte das populações de Macau, Goa, Damão, Diu, na Ásia e Timor-Leste, na Oceania também falam o português, mas com certas variações e não é considerada língua ocial.

O emprego de uma língua é fator fundamental para a ampliação da condição cultural de uma sociedade. A soberania de um Estado tem ligação plena com o poder de manutenção dos elos de comunicação e a língua ocial fomenta a interação social.

A capacidade de escrever corretamente as palavras é importante facção da gramática.

A pronúncia é muito importante e muitas vezes não é possível alcançar a cor-respondência na graa. As alterações na expressão, na apresentação do discurso são muito dinâmicas. A escrita apresenta, na maioria das vezes, diferenças consideráveis na apresen-tação da escrita com relação à fala.

A Academia Brasileira de Letras é o órgão responsável pela padronização da língua e, consequentemente, da ortograa. Todas as alterações na língua são oriundas da deliberação da Academia.

O alfabeto português tem 26 letras: a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, k, l, m, n, o, p, q, r, s, t, u, v, w, x, y e z. As letras K, W e Y são usadas em abreviaturas, símbolos

(9)

internacio-nais ou nomes estrangeiros e seus termos coligados de acordo com as novas convenções ortográcas.

TEXTO

o

emprego do

s

e

Z.

Em adjetivos derivados de substantivos concretos escrevem-se com S: (ês, esa). Exemplo: Escócia: escocês; França: francês; etc.

Os suxos esa, isa e oso, formadores de feminino, são escritos com S. Exemplos: freguês: freguesa; poeta: poetisa; cheiro: cheirosa.

Na conjugação dos verbos pôr e querer grafam-se com S. Exemplos: pus e quis.

Nas terminações ase, ese, ise e ose grafam-se com S. Exemplos: crase, síntese, análise, osteoporose.

Após ditongo grafa-se com S. Exemplos: maisena, Cleusa, pausa.

Palavras derivadas de outras que tem S. Exemplos: ausência: ausente; base: baseado.

Em verbos formados pelo suxo isar, quando a palavra primitiva contém S. Exemplos: paralisia: paralisar; análise: analisar.

Substantivos derivados de adjetivos escrevem-se com Z (ez, eza). Exemplos: nu: nudez; puro: pureza.

(10)

CAPÍTULO1

Em verbos formados pelo suxo izar , quando a palavra primitiva não contém S. Exemplos: útil: utilizar; real: realizar.

o

emprego do

ss

e

ç.

Verbos terminados em ceder , primir ,gredir e mitir escrevem-se com SS. Exemplos: conceder: concessão; reprimir: repressão; agredir: agressão; per-mitir: permissão.

Após ditongo, escrevem-se com as letras C e Ç. Exemplos: foice; Conceição.

Escreve-se com Ç nas terminações nominais: AÇA, AÇO, AÇÃO, ANÇA, IÇO, UÇO.

Exemplos: raça, faço, ração, mudança, rebuliço, pinguço.

Palavras terminadas em TO geram seus respectivos substantivos em C ou Ç. Exemplos: exceto: exceção; atento: atencioso.

ATENÇÃO: a palavra MUÇARELA deve ser, obrigatoriamente, grafada com Ç.

o

emprego do X eCH 

.

Após ditongo grafa-se com X. Exemplos: caixa, baixo, faixa, etc. Exceção: recauchutar.

Após a inicial ME e EN grafa-se com X. Exemplos: México, enxada, mexerico etc.

Exceções: charco/encharcar; chumaço/enchumaçar; cheio/encher. Após o contexto inicial EXA-, EXE-, EXI-, EXO-, EXU-.

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o

emprego doG e

.

Palavras terminadas com agem, igem e ugem grafam-se, obrigatoriamente, com G.

Exemplo: viagem, fuligem e lanugem.

ATENÇÃO: A viagem (substantivo). Que eles viajem (verbo).

Substantivos terminados em ágio, égio, ígio, ógio e úgio grafam-se com G. Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio e refúgio.

Grafam-se com J as palavras de origem indígena, árabes ou africanas. Exemplos: pajé, jerimum, jenipapo, feijão.

Nas terminações “JAR”. Exemplo: Beijar.

Nas terminações “-AJE”. Exemplo: Laje.

REFERÊNCIAS

BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. Ampliada e atualizada pelo novo acordo ortográco. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

BRASIL. Presidência da República. Manual de redação da presidência da república. MENDES, G. F.; FORSTER JÚNIOR, N. J. (Orgs.). Brasília: Presidência da República, 2009.

CEGALLA, D. P. Novíssima gramática da língua portuguesa. São Paulo: Cia. Nacional, 2009.

CEREJA, W. R.; MAGALHÃES, T. C.Gramática reexiva: texto, semântica e interação. 2. ed. São

Paulo: Atual, 2005.

CUNHA, C. Gramática moderna. 2. ed. Belo Horizonte: Bernardo Álvares, 1970. FERNANDES, C. Português ao alcance de todos. São Paulo, 2002.

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CAPÍTULO1

GÓES M. S. Capacitação; gramática, análise de texto e redação. JUBILATO, L. C. (Org.). Ribeirão Preto, 2009. (apostila xerocada).

KOCH, I. G. V.; TRAVAGLIA, L. C. A coerência textual . 4. ed. São Paulo: Contexto, 1992.

LETRAS, Academia Brasileira de Letras.Vocabulário ortográco da Língua Portuguesa. 5. ed. São

Paulo: Global, 2009.

LIMA, R. Gramática Normativa da língua portuguesa. 10. ed. Rio de Janeiro: F. Briguiet & Cia, 2009. MESQUITA, R. Gramática da língua portuguesa. 8. ed. Reformulada e atualizada. São Paulo: Saraiva, 2010.

ROSENTHAL, M. Gramática para concursos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.

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CAPÍTULO2

OBJETIVO

Trabalhar a acentuação gráca em textos para mostrar a importância que se há em pontuá-lo adequadamente.

Objetiva-se, ainda, vericar as palavras que quanto ao acento tônico ou átono podem causar confusões e mostrar a real importância que cada uma traz.

TEXTO

a

Centuação

g

ráfiCa

Entende-se por acentuação gráca na língua portuguesa, as palavras que tem duas ou mais sílabas, e que quando pronunciadas recebem sempre o acento tônico em alguma sílaba; porém, nem todas recebem um acento gráco. Na verdade, são acentuadas apenas as que podem gerar algum equívoco quanto à pronúncia.

Oxítonas: são aquelas palavras cuja sílaba tônica recai sobre a última sílaba. Nesse caso, acentuam-se as terminadas em: a(s), e(s), o(s), em (ens).

Exemplos: maracuj á, caf é, cipó, ref ém, armaz éns.

Paroxítonas: são aquelas palavras cuja sílaba tônica recai sobre a penúltima sílaba. Nesse caso, acentuam-se as terminadas em l, n, r, x, os, i, is, us, ã, ao, aos, um, uns e ditongos.

Exemplos: túnel , próton, revólver , fêni  x , bíceps, júr i , lápi s, bônu s, irmã, órf ão, álbum, médi uns.

Proparoxítonas: são aquelas palavras cuja sílaba tônica recai sobre a ante-penúltima sílaba. Neste caso, acentuam-se TODAS proparoxítonas.

Exemplos: máquina, árvore e pássaro.

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REFERÊNCIAS

BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. Ampliada e atualizada pelo novo acordo ortográco. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

BRASIL. Presidência da República. Manual de redação da presidência da república. MENDES, G. F.; FORSTER JÚNIOR, N. J. (Orgs.). Brasília: Presidência da República, 2009.

CEGALLA, D. P. Novíssima gramática da língua portuguesa. São Paulo: Cia. Nacional, 2009.

CEREJA, W. R.; MAGALHÃES, T. C.Gramática reexiva: texto, semântica e interação. 2. ed. São

Paulo: Atual, 2005.

CUNHA, C. Gramática moderna. 2. ed. Belo Horizonte: Bernardo Álvares, 1970. FERNANDES, C. Português ao alcance de todos. São Paulo, 2002.

FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa, 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. GÓES M. S. Capacitação; gramática, análise de texto e redação. JUBILATO, L. C. (Org.). Ribeirão Preto, 2009. (apostila xerocada).

KOCH, I. G. V.; TRAVAGLIA, L. C. A coerência textual . 4. ed. São Paulo: Contexto, 1992.

LETRAS, Academia Brasileira de Letras.Vocabulário ortográco da língua portuguesa. 5. ed. São

Paulo: Global, 2009.

LIMA, R. Gramática normativa da língua portuguesa. 10. ed. Rio de Janeiro: F. Briguiet & Cia, 2009. MESQUITA, R. Gramática da língua portuguesa. 8. ed. Reformulada e atualizada. São Paulo: Saraiva, 2010.

(16)

CAPÍTULO3

OBJETIVO

Objetiva-se, com o estudo e a análise das videoaulas 1 e 2, que o aluno com-preenda como se dar bem com as palavras sem passar por constrangimentos, por exemplo, como escrever se é com “s” ou “z”; vericar, com as regras de acentuação, a maneira correta de articular e acentuar cada palavra, sempre, é claro, baseando-se em teorias.

TEXTO

p

ortuguês Contemporâneo

No português contemporâneo, segue-se a ortograa aprovada pela Aca-demia Brasileira de Letras e 01 de janeiro de 2009.

Apesar das mudanças que promoveu, esse acordo não atingiu o grau de simplicidade desejável, persistindo, pois, algumas outras diculdades. Uma dessas diculdades deve-se ao fato de que muitas graas justicarem-se apenas por razões etimológicas. Assim o h inicial da palavra homem, em-bora não represente som algum, persiste por causa da sua origem:homine (do latim).

Como o conhecimento da origem das palavras não está ao alcance da grande maioria dos usuários da língua, a correta graa passa a depender  da retenção da imagem visual da palavra. (Francisco Platão Savioli)

REFERÊNCIA

SAVIOLI, F. P. Gramática em 44 lições. São Paulo; Ática, 2004.

ANOTAÇÕES

(17)
(18)

CAPÍTULO4

OBJETIVO

Salientar a importância de se reconhecer que, na Língua Portuguesa, tam-bém existem palavras que podem causar dúvidas quanto à correta graa. Chamo de “Dicas do quotidiano ou cotidiano?” porque extraí do nosso quo-tidiano, e, é claro, com auxílio de alguns outros amigos também gramáticos. (Prof. Rafael Vieira da Silva)

TEXTO

e

mprego de algumas palavras e expressões

• Cessão/Sessão/Seção (ou Secção)

Cessão é o ato de ceder.

 A cessão do terreno para a construção de uma creche agradou a todos. Ele fez a cessão de seus direitos autorais àquela instituição.

Sessão é o intervalo de tempo que dura uma reunião, uma assembleia.  A Câmara reuniu-se em sessão extraordinária.

 Assistimos a uma sessão de cinema.

Seção (ou secção) signica parte de um todo, corte, subdivisão. Compramos os presentes na seção de brinquedos.

Lemos na seção de Economia que a gasolina vai aumentar.

• Porquê/Porque/Por quê/Por que

Escreve-se porquê:

Quando for um substantivo. Equivale a: causa, motivo, razão. Vem precedido dos artigos o (os), um (uns).

Não me interessa o porquê de sua ausência.

(19)

Escreve-se porque:

Quando se introduz uma explicação; equivale a: pois. Carlos, venha porque preciso de você.

Escreve-se por quê: No nal de perguntas.  Ademar não veio por quê?

Escreve-se por que: a) Na interrogativa direta: Por que você não veio?

b) Quando equivale a: pelo qual e suas exões.

Essa é a rua por quemeu lho e eu passamos.

c) Na construção igual à anterior. No entanto, ca subentendido o antecedente do pronome relativo (razão, motivo, causa...).

Eis a razão por que não te amo mais.

Observação: lembre-se de que a palavra QUE , em nal de frase, deve ser 

acentuada por ser monossílabo tônico terminado em E. Você vive de quê?

• Onde/Aonde

Emprega-se aonde com os verbos que dão ideia de movimento. Equivale sempre para onde.

 Aonde você nos leva com tal rapidez?  Aonde você vai com tanta pressa?

Caso o verbo não dê ideia de movimento, emprega-se onde. Onde você mora?

(20)

CAPÍTULO4

• Mal/Mau

Mau é sempre um adjetivo (seu antônimo é bom); prefere-se, portanto, a um substantivo. Faz o plural: maus; e a forma feminina: má.

Escolheu um mau momento para sair. O senhor não é mau aluno.

Mal pode ser:

a) advérbio de modo (seu antônimo é bem). Essa carta está mal redigida.

Na festa, ele se comportou mal .

b) conjunção temporal (equivale a assim que) Mal começou a cantar, todos vaiaram.

Mal ela chegou, o casal foi embora.

c) substantivo (nesse caso, virá precedido de artigo ou outro determinante); faz-se o plural males.

Era um mal para o qual não havia remédio. Estava acometida de um mal incurável.

• Há/A

Na indicação de tempo, emprega-se:

a) Há para signicar tempo transcorrido (equivale a faz ) Há dois anos que ela não aparece por aqui.

Luciana formou-se em Psicologia há quatro anos. b) A para indicar futuro.

 A formatura será daqui a duas semanas. Daqui a um mês devo tirar férias.

• Senão/ Se não

a) Senão equivale a caso contrário.

Devemos entregar o trabalho no prazo, senão o contrato será cancelado. Espero que faça bom tempo amanhã, senão não poderemos ir à praia.

(21)

b) Existe também o substantivo senão, que signica mácula, defeito. Nesse caso, vem precedido de artigo ou outro determinante.

Ele só tem um senão: não gosta de trabalhar.

c) Se não equivale a caso não, se por acaso não: inicia orações adverbiais condicionais.

 A festa será amanhã à noite,se não ocorrer nenhum imprevisto. Se não chover amanhã, poderemos ir à praia.

• Ao invés de/Em vez de

 Ao invés de signica ao contrário de.

 Ao invés do que previu a meteorologia, choveu muito ontem. Em vez de signica no lugar de.

Em vez de jogar futebol, preferimos ir ao cinema.

• Ao encontro de/De encontro a

 Ao encontro rege a preposição de e signica estar a favor de, caminhar para.  Aquelas atitudes iamao encontro do que eles pregavam.

De encontro rege a preposição a e signica em sentido oposto, contra. Sua atitude veio de encontro ao que eu desejava: meus planos foram por  “água abaixo”.

• Acerca de/Há cerca de

 Acerca de é uma locução prepositiva, que equivale a respeito de. Discutimos acerca da melhor saída para o caso.

Há cerca de é uma expressão em que o verbo haver indica tempo transcorri-do; equivale a faz .

(22)

CAPÍTULO4

• A fm de/Afm

 A fm deé uma locução prepositiva que indica nalidade.

Ele saiu cedoa fm denão perder a carona.

 Afmé adjetivo e signica semelhante, que apresenta anidade.

O genro é um parenteafm.

Trata-se de ideiasafns.

• Demais/De mais

Demais é advérbio de intensidade e equivale a muito. Elas falam demais.

Demais também pode ser utilizado como substantivo (virá precedido de artigo ou outro determinante), signicando os restantes.

Chamaram onze jogadores para jogar; os demaiscaram no banco.

De mais é locução prepositiva e possui sentido oposto a de menos. Não haviam feito nada de mais.

• À-toa/À toa

 À-toa é um adjetivo (refere-se, pois, a um substantivo) e signica impensado, inútil, desprezível.

Ninguém lhe dava valor, era considerado uma pessoa à-toa.

 À toa é um advérbio de modo; signica a esmo, sem razão, inutilmente.  Andavam à toa pelas ruas.

IMPORTANTE: após o Acordo Ortográco utilizamos apena à toa (sem hífen) para designar  tanto o substantivo quanto o advérbio.

• Dia-a-dia/Dia a dia

(23)

O dia-a-dia do trabalhador é extremamente monótono.

Dia a dia é expressão adverbial e signica todos os dias, cotidianamente. Os preços das mercadorias aumentaram dia a dia.

IMPORTANTE: após o Acordo Ortográco utilizamos apena dia a dia (sem hífen) para designar tanto o substantivo quanto a expressão adverbial.

• Mas/Mais

Mas é uma conjunção que introduz uma contrariedade, uma adversidade. Na dúvida, substitua a conjunção mas pelas conjunções equivalentes: porém, contudo, todavia, entretanto.

Tivemos um aumento salarial, masa inação foi maior.

Mais é, na maioria das vezes, um advérbio (o contrário de menos). Hoje comemos mais verduras e menos carne.

• A par/Ao par 

 A par é usado, normalmente, com o sentido de estar bem informado, ter co-nhecimento.

 Após a conssão, camos a par de tudo.

 Ao par é usado pra indicar equivalência cambial.

O dólar e o marco estão ao par (isto é, têm o mesmo valor).

• Tampouco/Tão pouco

Tampouco é advérbio e signica também não.

Não realizou a tarefa, tampoucoapresentou qualquer justicativa.

Em tão pouco, temos o advérbio de intensidade tão modicando pouco, que pode ser advérbio ou pronome indenido.

(24)

CAPÍTULO

CAPÍTULO44 Estudamos

Estudamostão poucotão poucoesta semana! esta semana! (tão modica o advérbio pouco).(tão modica o advérbio pouco).

Tenho

Tenhotão poucotão poucoentusiasmo pelo trabalho! entusiasmo pelo trabalho! (tão modica o pronome indeni-(tão modica o pronome

indeni-do pouc

do pouco)o)..

•

• TTer de/er de/TTer queer que

Ter de

Ter deindica obrigatoriedade:indica obrigatoriedade:

Para ser aprovado,

Para ser aprovado,tenho detenho defazer o teste.fazer o teste.

Ter que

Ter queindica permissividade:indica permissividade:

Tenho que

Tenho queser eleito para ser respeitado.ser eleito para ser respeitado.(é uma probabilidade, não uma(é uma probabilidade, não uma

imposição).

imposição).

REFERÊNCIAS

REFERÊNCIAS

BECHARA, E.

BECHARA, E.Moderna gramática portuguesaModerna gramática portuguesa. 37. ed. Ampliada e atualizada pelo novo acordo. 37. ed. Ampliada e atualizada pelo novo acordo

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FERNANDES, C.

FERNANDES, C.Português ao alcance de todosPortuguês ao alcance de todos. São Paulo, 2002.. São Paulo, 2002.

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GÓES M. S.

GÓES M. S.Capacitação; gramática, análise de texto e redação.Capacitação; gramática, análise de texto e redação. JUBILATOJUBILATO,,L. C. (Org.). RibeirãoL. C. (Org.). Ribeirão

Preto, 2009. (apostila xerocada).

Preto, 2009. (apostila xerocada).

KOCH, I. G. V.; TRAVA

KOCH, I. G. V.; TRAVAGLIA, GLIA, L. C.L. C. A coerência textual  A coerência textual . 4. ed. São Paulo: Contexto, 1992.. 4. ed. São Paulo: Contexto, 1992.

LETRAS, Academia Brasileira de Letras.

LETRAS, Academia Brasileira de Letras.VocabVocabulário ortográco ulário ortográco da língua portuguesa.da língua portuguesa. 5. ed. São5. ed. São

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LIMA, R.

LIMA, R.Gramática normativa da língua portuguesaGramática normativa da língua portuguesa. 10. ed. Rio de Janeiro: F. Briguiet & Cia, 2009.. 10. ed. Rio de Janeiro: F. Briguiet & Cia, 2009.

MESQUIT

MESQUITA, RA, R..Gramática da língua portuguesaGramática da língua portuguesa. 8. ed. Reformulada e . 8. ed. Reformulada e atualizada. São Paulo: Saraiva,atualizada. São Paulo: Saraiva,

2010.

2010.

ROSENTHAL, M.

(25)

ANOTAÇÕES

(26)

CAPÍTULO

CAPÍTULO55

OBJETIVO

OBJETIVO

Mostrar a importância em sabermos o uso correto das letras maiúsculas e

Mostrar a importância em sabermos o uso correto das letras maiúsculas e

minúsculas.

minúsculas.

TEXTO

TEXTO

e

e

mpregompregodede

m

m

aiúsCulasaiúsCulas

N

Noorrmmaass EExxeemmppllooss OObbsseerrvvaaççõõeess

Começo de frases, orações ou

Começo de frases, orações ou

períodos, versos, citações

períodos, versos, citações

dire-tas e depois de ponto nal.

tas e depois de ponto nal.

Sobre os grandes feitos dos

Sobre os grandes feitos dos

portugueses, em Mensagem,

portugueses, em Mensagem,

diz Fernando Pessoa:

diz Fernando Pessoa: “V“Valeu aaleu a

pena? Tudo vale a pena se a

pena? Tudo vale a pena se a

alma não é pequena.”

alma não é pequena.”

O verso moderno tem

O verso moderno tem

dispensa-do o uso de maiúsculas.

do o uso de maiúsculas.

Nomes próprios de qualquer

Nomes próprios de qualquer

es-pécie: antropônimos, alcunhas,

pécie: antropônimos, alcunhas,

cognomes, topônimos, seres

cognomes, topônimos, seres

fabulosos e divindades.

fabulosos e divindades.

Centro Cultural, avenida

Centro Cultural, avenida

Liberdade, Ninfas, Zeus, Saci

Liberdade, Ninfas, Zeus, Saci

Pererê.

Pererê.

1 - Nomes de povos e de

1 - Nomes de povos e de

lín-guas são escritos com

guas são escritos com

minúscu-la: ingleses, espanhol, caiová.

la: ingleses, espanhol, caiová.

2 - Nomes próprios usados

2 - Nomes próprios usados

como nomes comuns,

como nomes comuns,

inclusi-ve nos compostos unidos por 

ve nos compostos unidos por 

hífen, escrevem-se com

hífen, escrevem-se com

minús-cula: castanha-do-pará,

cula: castanha-do-pará,

pau--brasil, ave-maria.

-brasil, ave-maria.

3 - Nomes comuns empregados

3 - Nomes comuns empregados

como nomes próprios

como nomes próprios

escre-vem-se com maiúscula: o Porto,

vem-se com maiúscula: o Porto,

o Recife.

o Recife.

Títulos em geral (livros, jornais,

Títulos em geral (livros, jornais,

revistas), criações do intelecto

revistas), criações do intelecto

humano, altos cargos e postos

humano, altos cargos e postos

hierárquicos, políticos ou

hierárquicos, políticos ou

reli-giosos, leis, decretos, partidos

giosos, leis, decretos, partidos

políticos e instituições.

políticos e instituições.

Dom Casmurro, Triste m de

Dom Casmurro, Triste m de

Policarpo Quaresma, Governo

Policarpo Quaresma, Governo

da Bahia, Superintendência de da Bahia, Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Desenvolvimento Industrial e Comercial, Projeto-Lei. Comercial, Projeto-Lei.

Em títulos de obras, salvo em

Em títulos de obras, salvo em

nomes próprios, apenas a letra

nomes próprios, apenas a letra

inicial é maiúscula: O primo

inicial é maiúscula: O primo

Basílio.

Basílio.

Nomes de artes, ciências,

Nomes de artes, ciências,

dis-ciplinas, movimentos estéticos,

ciplinas, movimentos estéticos,

losócos ou políticos,

losócos ou políticos,

concei-tos cientícos e religiosos.

tos cientícos e religiosos.

Música, programa de

Música, programa de

Portu-guês, Cubismo, Deus.

guês, Cubismo, Deus. -

-Nomes de eras e períodos

Nomes de eras e períodos

históricos, eventos importantes,

históricos, eventos importantes,

atos ou festas solenes, grandes

atos ou festas solenes, grandes

realizações públicas.

realizações públicas.

Era Medieval, Natal, Primeiro

Era Medieval, Natal, Primeiro

de Maio.

de Maio.

1 - Usa-se minúscula em

1 - Usa-se minúscula em

nomes de meses e dias da

nomes de meses e dias da

semana.

semana.

2 - Usa-se minúscula em

2 - Usa-se minúscula em

nomes de festas populares ou

nomes de festas populares ou

pagãs: carnaval.

pagãs: carnaval.

O EMPREGO DAS MAIÚSCULAS E MINÚSCULAS

(27)

Formas ou expressões de trata-mento, reverência e nos títulos que as acompanham.

Sr., Sra., Prof., Dr., V.S.ª, V. Ex.ª, MM, Juiz de Direito, Sua Alteza Real, o Príncipe Carlos.

-Substantivos comuns, quando individualizados, em sinal de respeito ou deferência, ou em sentido elevado e simbólico.

O Bem, o Mal, o Amor.

-Em abreviaturas ou siglas. TER, Masp.

-Nomes de pontos cardeais

indicando região. Norte, Sul, Sudeste.

Se o ponto cardeal indica loca-lização, emprega-se minúscula: A extremidade norte da ponte caiu.

REFERÊNCIAS

BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. Ampliada e atualizada pelo novo acordo ortográco. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

BRASIL. Presidência da República. Manual de redação da presidência da república. MENDES, G. F.; FORSTER JÚNIOR, N. J. (Orgs.). Brasília: Presidência da República, 2009.

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FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa, 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. GÓES M. S. Capacitação; gramática, análise de texto e redação. JUBILATO, L. C. (Org.). Ribeirão Preto, 2009. (apostila xerocada).

KOCH, I. G. V.; TRAVAGLIA, L. C. A coerência textual . 4. ed. São Paulo: Contexto, 1992.

LETRAS, Academia Brasileira de Letras.Vocabulário ortográco da língua portuguesa. 5. ed. São

Paulo: Global, 2009.

LIMA, R. Gramática Normativa da língua portuguesa. 10. ed. Rio de Janeiro: F. Briguiet & Cia, 2009. MESQUITA, R. Gramática da língua portuguesa. 8. ed. Reformulada e atualizada. São Paulo: Saraiva, 2010.

(28)

CAPÍTULO6

SÍNTESE PARA AUTOAVALIAÇÃO

OBJETIVO

Enfatizar as aulas vistas sobre diculdades do quotidiano e o emprego das maiúsculas e minúsculas.

TEXTO

Nesta aula, você aprenderá as diculdades ainda existem na língua portugue-sa e a uportugue-sar adequadamente as maiúsculas e minúsculas.

(29)
(30)

CAPÍTULO7

OBJETIVO

Deslindar as diculdades que os alunos têm quanto à pontuação, mostrar que em vez de vilã da história, a vírgula, se bem usada, passa a ser uma ótima aliada na vida acadêmica dos discentes.

TEXTO

p

ontuação

Na Língua Portuguesa, os sinais de pontuação são recursos grácos próprios da linguagem escrita. Embora não consigam reproduzir toda a riqueza melódica da lingua-gem oral, eles estruturam os textos e procuram estabelecer as pausas e as entonações da fala. Não podemos denir as regras de pontuação como sendo absolutas, principalmente por só as utilizarmos na linguagem escrita e por não serem uniformes entre os escritores de Língua Portuguesa.

• VÍRGULA

É o sinal de pontuação mais usado pelos alunos. Emprega-se a vírgula nos seguintes casos:

1 - Para separar apostos e vocativos:

Osvaldo, o melhor professor do colégio, foi embora. Menina, venha cá.

2 - Para separar adjuntos adverbiais:  Às vezes, a peça termina muito tarde.

Enviarei, nos próximos dias, a mercadoria solicitada.

3 - Para separar orações subordinadas adverbiais, inclusive as reduzi-das:

Conforme combinamos, jogaremos pôquer.

Sairemos todos hoje à noite, caso ela não se atrase. Terminada a recepção, ele voltou para Paris.

(31)

4 - Para separar orações adjetivas explicativas:

O diretor, que é responsável pelo cumprimento das normas, tem-se mostrado incompetente.

5 - Para separar orações intercaladas:

O vestibular, armou o Sr. Ministro, é essencial para a sobrevivência do ensino

superior.

6 - Para separar as conjunções coordenadas adversativas e explicati-vas:

Ontem houve futebol, hoje, contudo, não haverá. 7 - Para separar expressões explicativas: O debate estava complicado, isto é, veemente.

Eu queria falar, ou melhor, já falei sobre a minha ignorância no assunto. 8 - Para separar palavras nas enumerações de vários termos ou ora-ções:

O jogador, o técnico, o diretor, todos pareciam assustados. Ele chegou, sentou, respondeu à chamada e saiu.

• PONTO E VÍRGULA

Denota uma pausa maior que a vírgula e menor que o ponto nal.

Emprega-se para separar orações da mesma natureza que tenham uma certa extensão:

Pela emoção somos nós; pela inteligência somos alheios (Fernando Pessoa). Era hora do descanso; passeávamos, conversando (Raul Pompéia).

• DOIS-PONTOS

Servem para marcar uma suspensão do pensamento em uma frase não con-cluída. Empregam-se os dois-pontos nos seguintes casos:

1 - Antes de uma citação:

 Assim diz o ditado: Em terra de cego, quem tem um olho é rei. 2 - Antes de uma enumeração explicativa:

(32)

aponta-CAPÍTULO7

3 - Antes de uma pergunta ou uma resposta:

Perguntei-lhe: “Anal, o que quer você?” 

E ele respondeu: “Apenas participar de sua vitória.” 

4 - Antes de um esclarecimento, uma síntese ou uma consequência: Em síntese: mais da metade da classe foi reprovada.

Não sou alegre nem sou triste: sou poeta (Cecília Meireles).

• PONTO-FINAL

Indica uma pausa mais longa e encerra um período de sentido completo:  Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Irace-ma (José de Alencar).

• PONTO DE INTERROGAÇÃO

Usa-se no m de uma palavra ou de um período em que haja uma pergunta direta:

Por quê? Perguntou o professor. Que negócio é esse?

Quem são aqueles coitados?

• PONTO DE EXCLAMAÇÃO

Emprega-se depois de interjeições e orações exclamativas que exprimem espanto, admiração, indignação etc.:

 Até que enm! 

Stop! A vida parou ou foi o automóvel? (Carlos Drummond de Andrade)  Ah! Que bela surpresa! 

• RETICÊNCIAS

Indicam supressão ou interrupção do pensamento ou de uma citação, no início, no meio ou no nal:

O fato é que, especialmente após a Revolução Industrial, o homem..., o siste-ma operacional de um metrô é complicado.

(33)

O homem que diz: “Eu espero...” é como a echa que só se dirige... (Coelho

Neto).

• ASPAS

Usam-se:

1 - Antes e depois de uma citação:

Chico Buarque armou: “Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou 

morreu...” 

2 - Antes e depois de palavras estrangeiras, gírias, nomes de jornais, revistas ou toda expressão que deve ser destacada:

Ele tinha um “hobby” muito caro. Nelson lê “O Estado” todos os dias.

• TRAVESSÃO

Emprega-se:

1 - Para indicar a mudança do interlocutor ou início da fala de uma per-sonagem:

 – Para entenderes bem o que é a morte e a vida, basta contar-te como morreu  minha avó.

 – Como foi?

 – Senta-te (Machado de Assis).

2 - Pra separar palavras ou orações a que queremos enfatizar (equivale à vírgula ou aos parênteses):

 A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus perten-ces: o botão, o pedaço de biscoito e – saíra de casa prevenido – uma moeda de 1 cruzeiro (Fernando Sabino).

• PARÊNTESES

Usam-se para separar palavras ou orações intercaladas no período, que tenham caráter explicativo:

Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoitos, uma chave (onde diabo meteram a chave da dispensa? – a mãe mais tarde irá dizer) (Fernando Sabino).

(34)

CAPÍTULO7

REFERÊNCIAS

BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. Ampliada e atualizada pelo novo acordo ortográco. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

BRASIL. Presidência da República. Manual de redação da presidência da república. MENDES, G. F.; FORSTER JÚNIOR, N. J. (Orgs.). Brasília: Presidência da República, 2009.

CEGALLA, D. P. Novíssima gramática da língua portuguesa. São Paulo: Cia. Nacional, 2009.

CEREJA, W. R.; MAGALHÃES, T. C.Gramática reexiva: texto, semântica e interação. 2. ed. São

Paulo: Atual, 2005.

CUNHA, C. Gramática moderna. 2. ed. Belo Horizonte: Bernardo Álvares, 1970. FERNANDES, C. Português ao alcance de todos. São Paulo, 2002.

FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa, 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. GÓES M. S. Capacitação; gramática, análise de texto e redação. JUBILATO, L. C. (Org.). Ribeirão Preto, 2009. (apostila xerocada).

KOCH, I. G. V.; TRAVAGLIA, L. C. A coerência textual . 4. ed. São Paulo: Contexto, 1992.

LETRAS, Academia Brasileira de Letras.Vocabulário ortográco da língua portuguesa. 5. ed. São

Paulo: Global, 2009.

LIMA, R. Gramática Normativa da língua portuguesa. 10. ed. Rio de Janeiro: F. Briguiet & Cia, 2009. MESQUITA, R. Gramática da língua portuguesa. 8. ed. Reformulada e atualizada. São Paulo: Saraiva, 2010.

ROSENTHAL, M. Gramática para concursos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.

(35)
(36)

CAPÍTULO8

ANÁLISE E PRODUÇÃO DE TEXTOS

OBJETIVO

Mostrar para os discentes que nenhuma área tem vida por si só, se não sou-bermos fazer uma boa análise de textos, não seremos nada ainda, se não sousou-bermos pro-duzir um texto. Por m, até para saber responder a um exercício de matemática necessita-se do conhecimento prévio da interpretação do texto. Bons estudos!

TEXTO

a

nálise e produção de textos

Introdução

O interesse desta atividade é trabalhar com a análise de textos, com a busca de entendimento da leitura. Através da capacidade de interpretar bem os textos é possível fazer com que o entendimento ua de maneira mais clara e permita trabalhar com uma total capacidade de valorização da comunicação. Através de uma plena entrega ao entendimento é que podemos assimilar o todo da comunicação.

As técnicas de leitura serão trabalhadas e o interesse é fazer com que exista uma facilidade de discernimento. O conhecimento de mundo e a capacidade crítica depen-dem da melhor forma de acompanhamento do conteúdo. É imprescindível fazer com que ele seja visto como um conjunto de informações capazes de propiciar o entendimento.

O indivíduo crítico tem a capacidade de fazer mudanças e formar opiniões. É através de uma solidez de entendimento que formar-se-ão as bases de uma tese em relação a qualquer tema. Ela será mais forte com um maior número de informações a respeito de todos os assuntos de interesse no cotidiano.

A possibilidade de fazer da leitura um ato contínuo de prazer faz do indivíduo um ser com maiores perspectivas. A quantidade de informações é importante, mas é uma virtude do leitor saber ser seletivo. As principais informações são aquelas que têm um conte-údo capaz de expressar a rmeza dos fatos e a solidez das opiniões. O modo vazio de pro-dução dos textos deve ser evitado. É possível conceber a fundamentação de vidas em torno de futilidades. Os textos ruins contribuem para a falta de conteúdo das conversas e para uma total perda de força do ato da comunicação total.

O bom redator busca sempre fazer de seu texto um motivo de acréscimo cultural para o leitor. Só através de uma consciência de responsabilidade é que podemos

(37)

ter uma melhor conduta em relação a uma sociedade inclusiva. Ela será mais forte e menos propícia ao desequilíbrio, caso tenhamos uma maior perspectiva de participação. O entendi-mento de mundo propicia a valorização moral, da ética e faz com que o vazio, a frivolidade, desapareçam e só haja ações concretas e sadias, mas sem o domínio da ganância e do medo.

a

leitura

A leitura pode ser dividida em três níveis congruentes: a de reconhecimento, a de aprofundamento e aquela de agregação de cultura pessoal. As três formam um todo que permite o entendimento de uma maneira mais evidente e promissora. Elas são marcadas por  uma possibilidade de produção de entendimento pleno.

O reconhecimento consiste em buscar uma melhor possibilidade de enten-der o vocabulário, de ter uma visão genérica em torno de todos os fatos que compõem a situação, mesmo que ainda não exista uma plenitude de entendimento. Há um presságio de reconhecimento que cria uma perspectiva de descobertas.

O aprofundamento é capaz de mostrar os recônditos, aqueles marcos mais implícitos na composição dos textos. A concentração é fundamental para que exista uma melhor possibilidade de entender o conteúdo.

A terceira fase da leitura é aquela que mostra o potencial de cultura do indiví-duo. Ele consegue traduzir, fazer com que o contexto seja valorizado e insere suas dimen-sões de entendimento na mensagem trabalhada pelo autor.

i

ntertextualidade

A análise de um texto requer habilidade do leitor. É sempre importante lembrar  que o texto tem ligação com o cotidiano. Ele é o reexo do mundo exterior, das ações dos indivíduos. É um organismo vivo e pulsa com o uso das palavras como elemento de vital circulação.

Um texto conhecido pode aparecer dentro de outro movimento criativo. Não estamos falando aqui de plágio. Esse é um crime e como tal deve ser tratado; uma cópia deslavada. O nosso interesse é mostrar que um autor pode perfeitamente usar outro texto como referência. Ela pode, inclusive, ser voluntária. Essas são aquelas que apresentam interesse direto em usar o outro texto. As involuntárias lembram outros textos, embora sejam marcadas por uma situação de distanciamento na forma ou vocabulário.

Exemplo: o cantor e compositor Renato Russo, em sua célebre música Monte Castelo, usou um trecho de um dos sonetos de Camões: “Amor é o fogo que arde sem se ver/É ferida que dói e não se sente/ É um contentamento descontente/ É dor que desatina

(38)

CAPÍTULO8

tuação de pura cópia. Renato trabalhou com a musicalidade e usou o texto em outro contexto. O trabalho criativo existiu e não cou preso apenas na condição de uma mera reprodução.

Os nossos atos mais singelos no cotidiano são frutos de uma intertextualidade contínua. A construção do saber exige que nos espelhemos em outros e tenhamos o cuida-do de nos dedicarmos ao aprendizacuida-do de novos caminhos. Caso eles já tenham sicuida-do trilha-dos por outros indivíduos, é importante que tiremos lições e sejamos humildes para acompa-nhar os bons em suas trajetórias.

t

extos figurativos e textos temátiCos

Os textos temáticos nascem das concepções, das teses e das condutas

losócas. Eles são feitos para discorrerem sobre um determinado ponto polêmico ou pronto para a análise. O texto gurativo, ao contrário, tem como marca a condição de trabalho com uma proposta de teor concreto. Há uma gura, um objeto, e ele trabalha com a perspectiva de uso desse ponto de partida.

Um texto que fale sobre um quadro de Portinari é um texto gurativo, mas um texto que fale sobre a condição da mulher na sociedade, sem qualquer referência gurativa é um texto temático.

t

extos literários

Os textos literários são constituídos a partir de uma condição de valor criati-vo. Estes textos são marcados por uma conduta voltada para a situação de trabalho com a expressão da palavra em seu sentido conotativo. Machado de Assis e Graciliano Ramos são dois exemplos ricos em nossa literatura de homens envolvidos com a condição de plena abordagem literária, com a cção.

t

extos jornalístiCos

Os textos jornalísticos são envolvidos com uma evidência noticiosa. Há quem os qualique como não literários. É melhor entendê-los como mais envolvidos com o sentido literal da palavra, um sentido duro, formal. Eles têm um compromisso maior com a verdade e não estão preocupados com cção.

s

ugestões para interpretar bem

• Evite ler sem a devida concentração.

• Busque ler com a capacidade de juntar elementos conhecidos por você em seu cotidiano.

(39)

• Busque o ponto central, o tópico frasal, dos parágrafos de um texto. Eles são essenciais para evitar que você que perdido dentro da leitura.

• Use a sua cultura pessoal para contextualizar a leitura. É imprescindível visualizar o texto no cotidiano, sua aplicabilidade.

REFERÊNCIAS

BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. Ampliada e atualizada pelo novo acordo ortográco. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

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Paulo: Atual, 2005.

CUNHA, C. Gramática moderna. 2. ed. Belo Horizonte: Bernardo Álvares, 1970. FERNANDES, C. Português ao alcance de todos. São Paulo, 2002.

FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa, 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. GÓES M. S. Capacitação; gramática, análise de texto e redação. JUBILATO, L. C. (Org.). Ribeirão Preto, 2009. (apostila xerocada).

KOCH, I. G. V.; TRAVAGLIA, L. C. A coerência textual . 4. ed. São Paulo: Contexto, 1992.

LETRAS, Academia Brasileira de Letras.Vocabulário ortográco da língua portuguesa. 5. ed. São

Paulo: Global, 2009.

LIMA, R. Gramática Normativa da língua portuguesa. 10. ed. Rio de Janeiro: F. Briguiet & Cia, 2009. MESQUITA, R. Gramática da língua portuguesa. 8. ed. Reformulada e atualizada. São Paulo: Saraiva, 2010.

ROSENTHAL, M. Gramática para concursos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.

Sites para consulta:

www.gramaticaonline.com.br  www.nilc.icmc.usp.br/minigramatica www.radamares.manosso.nom.br 

(40)

CAPÍTULO9

SÍNTESE PARA AUTOAVALIAÇÃO

OBJETIVO

Mostrar aos alunos a importância de se reconhecerem os diversos tipos de textos.

TEXTO

l

íngua

A língua compõe-se de marcas linguísticas e estruturais que estabelecem vínculos entre os enunciados e orientam a leitura dos textos. O desconhecimento da manei-ra como determinados elementos linguísticos remetem-se ao seu referente, ou, da maneimanei-ra como determinados operadores argumentativos e estruturas perifrásticas conduzem a leitura ou orientam a argumentação pode induzir o leitor/produtor a uma atribuição de sentidos

inadequada.

Portanto, é de fundamental importância reconhecer essas marcas linguísticas e estruturais para que o leitor/produtor possa fazer uma leitura/produção correta dos textos.

(41)
(42)

CAPÍTULO10

OBJETIVO

Apresentar aos alunos o ato de produzir bons textos, explicando-lhes as dife-renças que existem entre eles e fazer com que saibam identicá-las.

TEXTO

p

rodução de textos

O ato de produzir um bom texto é o resultado de um conjunto de iniciativas. É impossível escrever bem sem uma leitura de valor crítico. A análise de textos é elemento fundamental para a composição de bons textos. O ato de escrever tem o poder de fazer com que existam elementos para uma produção de texto com rigor técnico e com objetividade.

O texto escrito deve seguir a língua padrão, formal e culta. É através do uso de uma língua formal que podemos fazer com que o entendimento da língua seja universal. A clareza depende de um vocabulário muito bom, mas sem ser “rebuscado” enfeitado.

A organização é um fator fundamental para quem se propõe a escrever. Sem que exista um projeto de texto – uma maneira planejada – é impossível manter um texto com bom nível de coerência.

A manutenção de uma boa construção textual é o resultado, portanto de uma constante vontade de objetividade. É crucial entender que o ato de escrever exige racionalidade. O exagero não mostra equilíbrio, bem como situações generalizantes.

Escrever bem é um conjunto de situações bem controladas e trabalhadas. A frase de Carlos Drummond de Andrade precisa ser retomada neste mo-mento: “ESCREVER BEM É CORTAR PALAVRAS.”

O poeta mineiro tinha plena razão. O excesso não é capaz de fazer com que exista uma situação de plenitude de comunicação. Ao contrário, cria-se um estigma de falta de clareza na composição. A boa escrita, limpa, bem articulada é fundamental para a produção do entendimento. (José Moisés Ribeiro)

f

ormas básiCas de produção de textos

A descrição, a narração e a dissertação são textos básicos para a

(43)

ção de quaisquer outros. Eles são textos capazes de trabalhar a expressão de seu autor em qualquer circunstância.

Os textos são capazes de manter uma situação de comunicação, desde que sejam feitos de maneira esmerada e de forma extremamente envolvida com a objetividade. Os textos prolixos não são capazes de levar ao entendimento e causam um desconforto para os leitores.

d

esCrição

A descrição representa uma forma de retratar os fatos com palavras. A melhor  descrição é aquela que ca mais próxima do projeto a que se propôs mostrar. Através da descrição é possível trabalhar com a conduta de enriquecimento dos demais textos. Descre-ver de maneira bem feita faz dos autores indivíduos com um potencial de valor inestimável.

Os elementos físicos e os elementos psicológicos unidos dão ao texto uma maior possibilidade de controle de suas sequências. Eles mostram um indivíduo como um todo, mas podem ser capazes de exprimir uma situação, um ambiente.

É raro o uso do texto descritivo fora do contexto de outra modalidade de tex-tos. Ele aparece para abrilhantar, para criar a ideia perfeita de uma maior profundidade para outros textos.

A descrição pode ser objetivo, sem a evidência de emoção como base e podem ser também, objetivos, porque não há um envolvimento do modo de ver em particu-lar, sem emoção predominante. Exemplo: A mulher era alta, magra, tinha cabelos longos e  pele clara. Ela andava com os ombros sempre caídos e mostrava toda a sua tristeza, a sua

agonia.

n

arração

A narração é uma forma de trabalho com as palavras que revela a construção de uma cena, de um fato traduzido com palavras. Através do trabalho narrativo é possível fazer com que os fatos ganhem vida. Os verbos são capazes de mostrar a ação e represen-tam a evidência de uma total criação do movimento com o uso das palavras.

Através da construção de uma narração plena é que se pode dizer que uma história é contada com sucesso. A narração envolve aspectos essenciais como: narrador, tempo, espaço, personagens e os fatos. Há, ainda, elementos paralelos, tais como: suspen-se – para prender a atenção do leitor – clímax, para chegar ao máximo da narração.

A narração pode ser objetiva: quando tem a capacidade de trabalhar com a forma de isenção emotiva do autor. Ela é subjetiva ao usar como base o sentimento, a emo-ção e o envolvimento pleno do autor.

(44)

CAPÍTULO10

O uso da descrição é capaz de dar brilho novo ao texto narrativo, mas é preci-so cuidar para que não exista uma dimensão de narrar e não fazer mera descrição.

Exemplo: A madrugada estava fria e marcava o tom de espera. As pessoas eram calmas e belas, mas estavam todas amontoadas dentro de suas casas porque não tinham coragem de olhar a rua e ver a destruição. O mundo havia recebido o troco da nature-za tantas vezes ofendida e massacrada. As consequências eram angustiantes, drásticas.

d

issertação

A dissertação representa à tomada de posição, o parecer, a defesa da tese. Através do texto dissertativo é que se pode dizer que as opiniões cam claras e bem defen-didas. O poder de convencimento é essencial para aquele que trabalha com uma disposição de pleno domínio da palavra em prol de uma exposição de ideias.

A dissertativa é objetiva quando escrita em terceira pessoa. Ela é subjetiva ao ser usada a primeira pessoa do discurso. É importante lembrar que só através do uso de argumentos bem convincentes é que se estrutura um texto dissertativo ecaz. A capacida-de capacida-de organização argumentativa nasce do cabedal capacida-de conhecimento que se constitui em relação ao tema apresentado.

A cultura pessoal é essencial para que haja uma narração plena e de valor  conável. Ela tem como sustento a leitura, a informação de quem consegue discernir o mun-do ao seu remun-dor e produzir crítica equilibrada em relação ao cotidiano.

O planejamento leva em consideração a tese bem trabalhada na introdução; o desenvolvimento capaz de apresentar um bom nível de argumentação e uma proposta de valor conclusivo que busque a concisão textual.

Exemplo: A sociedade harmoniosa prima por uma conduta de respeito à cidadania. A ética e a moral são preceitos de valor inestimável quando há preocupação com a paz. É imprescindível buscar instrumento de garantia para a plenitude da justiça. É preciso ter como pressuposto a humanidade como supremacia, como elemento primordial em uma comunidade.

Observe como há no parágrafo dissertativo, célula de um texto dissertativo, uma estrutura de introdução, desenvolvimento e conclusão.

a

unidade textual

O bom escritor é aquele que faz de seu texto um pleno exercício da humanida-de. Ele deve ter a plena capacidade de atender ao leitor que usará seus requisitos como uma forma de enriquecimento da sua cultura pessoal. É através de um texto bem produzido que teremos a plenitude do entendimento. A forma homogênea de produção nasce,

(45)

impreterivel-mente, de um bom trabalho de coesão – unidade textual – e do uso de uma coerência em todos os pontos de texto.

REFERÊNCIAS

BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. Ampliada e atualizada pelo novo acordo ortográco. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.

BRASIL. Presidência da República. Manual de redação da presidência da república. MENDES, G. F.; FORSTER JÚNIOR, N. J. (Orgs.). Brasília: Presidência da República, 2009.

CEGALLA, D. P. Novíssima gramática da língua portuguesa. São Paulo: Cia. Nacional, 2009.

CEREJA, W. R.; MAGALHÃES, T. C.Gramática reexiva: texto, semântica e interação. 2. ed. São

Paulo: Atual, 2005.

CUNHA, C. Gramática moderna. 2. ed. Belo Horizonte: Bernardo Álvares, 1970. FERNANDES, C. Português ao alcance de todos. São Paulo, 2002.

FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa, 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009. GÓES M. S. Capacitação; gramática, análise de texto e redação. JUBILATO, L. C. (Org.). Ribeirão Preto, 2009. (apostila xerocada).

KOCH, I. G. V.; TRAVAGLIA, L. C. A coerência textual . 4. ed. São Paulo: Contexto, 1992.

LETRAS, Academia Brasileira de Letras.Vocabulário ortográco da língua portuguesa. 5. ed. São

Paulo: Global, 2009.

LIMA, R. Gramática Normativa da língua portuguesa. 10. ed. Rio de Janeiro: F. Briguiet & Cia, 2009. MESQUITA, R. Gramática da língua portuguesa. 8. ed. Reformulada e atualizada. São Paulo: Saraiva, 2010.

ROSENTHAL, M. Gramática para concursos. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.

Sites para consulta:

www.gramaticaonline.com.br  www.nilc.icmc.usp.br/minigramatica www.radamares.manosso.nom.br 

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CAPÍTULO11

OBJETIVOS

Mostrar aos discentes a necessidade que se há, hoje em dia, em saber fazer  bem uma redação técnica, mostrando-lhes, sempre, é claro, a importância e dedicação que se deve ter com cada uma.

TEXTO

r

edação téCniCa

No âmbito acadêmico, tem-se a redação técnica que consiste no uso da lin-guagem escrita em assuntos técnicos ou cientícos de forma estritamente objetiva, ou seja, não havendo preocupação literária propriamente dita, sem que se permita o abandono da necessária correção gramatical. Além das descrições, artigos e teses cientícas, encontra-remos neste tipo de redação aquela conhecida como ocial, à qual nos deteencontra-remos com mais atenção, que os alunos encontram diculdades imediatas tanto na vida escolar quanto na prática.

r

edação ofiCial

Nomes Gerais

CLAREZA – as ideias devem ser expressas de tal forma que não deixem margem a dúvidas.

CONCISÃO – dir-se-á exatamente o que se quer transmitir, evitando minúcias desnecessárias.

PRECISÃO – empregar palavras que tenham sentido exato.

TRATAMENTO – as formas de tratamento mais usuais são os pronomes. ESTRUTURA FÍSICA – obedece frequentemente aos seguintes padrões já convencionados:

1. Margens: esquerda (20 espaços) e direita (de 5 a 7). 2. Parágrafos: iniciam a 15 espaços da margem.

3. Espaço interlinear: dois, ou espaço duplo.

(47)

4. Espaço para as partes: o principal é manter uma proporção adequada entre as partes do documento.

Sugestões: deixar três espaços duplos entre a data e a invocação; três espa-ços entre a invocação e o início do texto, dois espaespa-ços entre o texto e o fecho e a assinatura.

Atenção!

Saiba, com a tabela a seguir, como se deve tratar a cada pessoa com os pro-nomes de tratamento adequados.

Pronomes de tratamento

Abreviatura singular 

Abreviatura

plural Usados para:

Você V. VV. Usado para um tratamento íntimo, familiar. Senhor, Senhora Sr., Sr.ª Srs., Srª.s Pessoas com as quais mantemos um certodistanciamento mais respeitoso.

Vossa Senhoria V. S.ª V. Sª.s

Pessoas com um grau de prestígio maior. Usualmente, os empregamos em textos escritos, como: correspondências, ofícios, requerimentos, etc.

Vossa Excelência V. Ex.ª V. Ex.ªs

Usados para pessoas com alta autoridade, como: Presidente da República, Senado-res, Deputados, EmbaixadoSenado-res, etc. Vossa Eminência V. Em.ª V. Em.ªs Usados para Cardeais.

Vossa Alteza V. A. V V. A A. Príncipes e duques. Vossa Santidade V.S. - Para o Papa.

Vossa Reverendíssima V. Rev.mª V. Rev.mªs Sacerdotes e Religiosos em geral. Vossa Paternidade V. P. VV. PP. Superiores de Ordens Religiosas. Vossa Magnicência V. Mag.ª V. Mag.ªs Reitores de Universidades.

Vossa Majestade V. M. V V. M M. Reis e Rainhas.

r

equerimento

Defnição

Requerimento é uma petição dirigida a uma autoridade pública (direta ou dele-gada). Pode também, ser utilizada para ns acadêmicos.

É o meio de se pedir, exigir ou reclamar perante a autoridade. Estrutura

1. Invocação: com início na primeira linha rente à margem esquerda; Ilmo. Sr. Diretor da Faculdade de Direito.

2. Contexto: deve ser iniciado de 8 a 10 espaços duplos abaixo da invocação. Observação: Em geral, os requerimentos simples já vêm impressos e têm

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