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Você que tem nos acompanhado sabe que temos seguido adiante com o nosso

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Academic year: 2021

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Data da gravação: Produtor: Itamir Neves Locutor: Itamir Neves

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Olá amigo, estamos iniciando mais um programa da série "Através da Bíblia". Você que tem nos acompanhado sabe que temos seguido adiante com o nosso projeto de estudar toda a Palavra de Deus publicando também os comentários dos livro estudados. Fazemos isso porque Deus tem nos chamado para proclamar com integridade a sua Palavra e porque vocês têm escrito compartilhando sobre o privilégio de termos um programa com interpretações seguras e relevantes. As correspondências que vocês enviam demonstram carinho e amizade cristã. Quero incentivá-lo a nos escrever sobre suas boas experiências no estudo da Palavra. Foi sobre essas experiências que recebemos um e-mail do Cosmo da cidade de

Rio Casca em Minas Gerais. Foi essa a sua mensagem:1148 “Pr Itamir Neves,

Graça e Paz. O texto de Romanos 13 fala de potestades (poder, força, aquele que manda). Vejo Paulo orientar a Timóteo (2Tim. 3:1-7) alertando da extrema corrupção dos últimos tempos (apostasia) pedindo que se afastasse destes tais. Orienta Paulo no vs.5. Estou convencido de que o texto sobre autoridade, refere-se a autoridade espiritual. Me dê luz sobre esta autoridade. Um abraço,”Cosmo Moreira- Rio casca- MG Prezado irmão obrigado por suas palavras de apoio e incentivo. Como lhe respondi, o texto de 2Tm refere-se aos dias futuros, e aos dias que já vivemos. Paulo orientou Timóteo e nos orienta sobre o surgimento de falsos mestres que impondo autoridade e declarando que tem a mensagem divina, não só nas igrejas e nas comunidades, mas também nas casas, pregam heresias e falsas doutrinas desviando aqueles que não estão alicerçados no Senhor. Paulo recomenda que nos afastemos deles. Mesmo que não os recebemos pessoalmente em casa, podemos dar-lhes guarida quando ligamos o rádio ou a

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TV e os ouvimos. Com isso, muitos correm o risco de serem iludidos e se desviarem da fé. A nossa grande autoridade é o Senhor Jesus Cristo e a sua Palavra. Ao Senhor e a Palavra, devemos obedecer. Assim como você tem procedido, continue estudando e meditando profundamente nessa Palavra que é viva e eficaz. Mas acompanhe seu estudo colocando sua vida em oração diante de Deus. Essas são as práticas mais saudáveis que um cristão deve desenvolver. E, para orarmos, para falarmos com Deus convido você e a todos que estão me ouvindo nesse momento. Vamos colocar nossas vidas e esse tempo de estudo

nas mãos do Senhor. Vamos orar: “Pai querido, obrigado pela tua direção e pela

misericórdia que tu nos dás. Pedimos a iluminação do Teu Espírito para o programa de hoje. Que ele sirva para edificação de cada um dos nossos ouvintes. Pai, atenda, conforme o teu querer as necessidades de cada um de nós. Senhor, pedimos isso baseados na Tua misericórdia, em nome de Jesus. Amém”.

Querido amigo hoje o nosso alvo é estudarmos a parte final do primeiro capítulo de Naum. Vamos estudar Na 1.9-15. Neste texto vamos considerar especificamente um dos atributos divinos, isto é, a sua justiça. Porém antes de detalharmos esse atributo com base nesses versos, vamos mencionar os demais atributos divinos, aqueles que chamamos de transferíveis, de atributos comunicáveis de Deus

(1) Deus é bom, i. é., Tudo quanto Deus criou originalmente era bom, era uma

extensão da sua própria natureza

(2) Deus é amor, i. é., Seu amor é altruísta, pois abraça o mundo inteiro,

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(3) Deus é misericordioso e clemente, i. é., Ele não extermina o ser humano

conforme merecemos devido aos nossos pecados

(4) Deus é compassivo, i. e., Ser compassivo significa sentir tristeza pelo

sofrimento doutra pessoa, com desejo de ajudar

(5) Deus é paciente e lento em irar-se, i. e., Deus expressou esta característica

pela primeira vez no jardim do Éden após o pecado de Adão e Eva, quando deixou de destruir a raça humana conforme era seu direito

(6) Deus é a verdade, i. e., Jesus chamou-se a si mesmo “a verdade” (Jo 14.6), e

o Espírito é chamado o “Espírito da verdade” (Jo 14.17; cf. 1Jo 5.6).

(7) Deus é fiel, i. e., Deus fará aquilo que ele tem revelado na sua Palavra; Ele

cumprirá tanto as suas promessas, quanto as suas advertências

(8) Deus é justo, i.e., Ser justo significa que Deus mantém a ordem moral do

universo, é reto e sem pecado na sua maneira de tratar a humanidade

(9) Deus é perfeito e santo i.e., Ele é absolutamente isento de pecado e

perfeitamente justo

Tendo um Deus assim, podemos saber que Deus é justo e que atua com justiça. Vamos, nesse estudo, considerar o atributo da justiça de Deus. Vamos considerar a justiça de Deus em retribuir, em recompensar o ser humano pelos seus feitos. Ao considerarmos esse atributo divino devemos perceber o que Naum nos revela. Naum nos mostra um Deus desconhecido por muitos que se dizem seus seguidores. Será que, de fato, conhecemos esse maravilhoso e grande Deus? Vamos conhecer com Naum o caráter desconhecido de Deus, o seu justo caráter.

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Naum nos mostra que ao conhecermos melhor a Deus, nele e no seu juízo vamos encontrar: 1) a justiça e o poder divinos (conf. 2-6). 2) a misericórdia e a ira divinas (conf. 7-11). 3) a destruição dos inimigos de Deus (conf. 12-15).

Vamos aprender que o juízo divino é tão ativo como são o seu amor e a sua graça. O amor de Deus demanda que ele atue com o pecador de uma maneira paciente para agraciá-lo com sua salvação. Porém o juízo de Deus requer que Deus atue com o pecador que nunca se arrepende de sua vida pecaminosa para que ele respeite a sua santidade.

Ora, diante dessas verdades, agora enfatizadas por Naum, podemos estudar esse texto, dando-lhe o seguinte título:

As justas recompensas divinas Na 1.9-15

Introdução

O Perigo de Auto-Justiça

É muito fácil enxergar e condenar as falhas dos outros. O homem que confia na sua própria justiça não reconhece a sua própria necessidade da graça de Deus. Durante o seu ministério, Jesus batalhava contra a arrogância e auto-justiça de seitas como os fariseus (veja Mateus 23:27-28). Paulo, um ex-fariseu, também lutou contra o mesmo orgulho religioso de seus compatriotas.

A auto-justiça traz conseqüências gravíssimas. Quando a pessoa recusa a ajuda oferecida por Deus, não há outro remédio. Vai caminhando para a morte, incapaz de se livrar dos laços da iniqüidade. Tal pessoa acha algum conforto em ver os

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pecados maiores dos outros, e não reconhece que o Deus justo rejeitará todos que praticam a injustiça.

A Bíblia tira as desculpas das pessoas que se julgam boas, mas ao mesmo tempo também oferece esperança. Deus abençoa àqueles que o temem, àqueles que o buscam, àqueles que lhe são submissos e nele esperam. Os pecadores de qualquer nação serão condenados, e os justos de qualquer povo serão abençoados. Deus julgará cada um conforme os seus atos e o seu julgamento não mostram acepção de pessoas.

Os judeus confiaram na lei que Deus lhes deu. Por terem recebido essa revelação especial, acharam-se superiores aos gentios. Mas possuir a lei não salva. Ser ouvinte da lei não salva. Para serem justificados, teriam de obedecer à lei, mas não o fizeram. Por isso foram punidos e castigados.

Deus usou povos gentios para disciplinas e corrigir seu povo. Uma dessas nações foi a Assíria. Ao serem usados por Deus, os assírios se excederam, eles entenderam que era a sua própria força que os tornava poderosos. Os assírios usaram de crueldade para com os seus inimigos e especificamente para com Israel, que foi conquistado em 722 aC., e, para com Judá, que frequentemente sofria com os seus ataques. Embora tivessem sido usados por Deus, a idolatria, a crueldade e a violência, além das diversas oportunidades de arrependimento, não moveram o coração dos assírios para Deus. E, assim, se faziam culpados. Merecedores da justa recompensa divina. Para com Deus, não há acepção de pessoas. Tanto o seu povo sofreu, por seus pecados, como também os ninivitas

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sofreriam por suas maldades e iniqüidades. Deus é um juiz justo. Cabe ao homem se conformar com a vontade do Senhor. Por isso podemos dizer ...

Todos devem estar alertas, pois as justas recompensas divinas não tardam a se manifestar

Neste texto encontramos cinco justas recompensas divinas pelos atos praticados

A 1ª justa recompensa divina se dá contra os que pensam contra o Senhor, vs. 9-10

1.9 Que pensais vós contra o SENHOR? Ele mesmo vos consumirá de todo; não se levantará por duas vezes a angústia. 10 Porque, ainda que eles se entrelaçam como os espinhos e se saturam de vinho como bêbados, serão inteiramente consumidos como palha seca.

Nestes versos o profeta começa a advertir que a retribuição do Senhor é definitiva. Os inimigos podem estar tramando, pensando em fazer algo, porém a intervenção divina é definitiva, as suas ações não se dão em duas etapas. O anuncio da intervenção divina deve alertar a todo ser humano. Ele corrige não só os ímpios, mas corrige também aqueles que são do seu povo.

A palavra profética do verso 11 é específica. Mesmo que tente se livrar, o inimigo de Deus, é considerado como um espinheiro seco, como palha seca que sendo queimada não resta mais nada. Assim como os bêbados não tem domínio sobre si, assim como os embriagados não se controlam e ficam à mercê dos seus opositores, assim os inimigos de Deus não terão reação contra o justo e definitivo juízo de Deus.

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A 2ª justa recompensa divina se dá contra os que maquinam o mal contra o

Senhor, vs.11-12

1.11 De ti, Nínive, saiu um que maquina o mal contra o SENHOR, um conselheiro vil. 12 Assim diz o SENHOR: Por mais seguros que estejam e por mais numerosos que sejam, ainda assim serão exterminados e passarão; eu te afligi, mas não te afligirei mais.

É interessante notarmos que há uma identificação entre planejar o mal contra o Senhor e agir com opressão contra o seu povo (conf. v. 13). Quem trama o mal contra o povo de Deus está tramando o mal contra o próprio Deus (conf. Mt 25.31-46). Conforme a BEV (1998, p.1434), talvez Naum estivesse se referindo a Senaqueribe (705-681 aC.), o rei assírio que desafiou a Deus e ameaçou Judá durante o reinado de Ezequias (conf. 2Rs 18.13-35), ou então Naum estivesse se referindo a Assurbanipal (669-627), também, um soberano assírio que conquistou o Egito e subjugou Manassés, de Judá (conf. 2Cr 33.11-33). Entretanto, conforme alguns comentaristas esse planejamento maléfico contra o Senhor pode se referir a uma potencia espiritual maligna que usaria a Assíria contra Deus e seu povo, pois a palavra hebraica belial, indica um ser perversos, inútil ou perdido, termo usado para descrever essas forças espirituais do mal e o caráter de homens que seguem o inimigo de nossas almas (conf. Dt 13:13; Jz 19:22; 1Sm 2:12 e 2Co 6:15, onde Paulo aplica a um personagem oposto a Cristo). Na literatura apocalíptica esse termo foi usado para se descrever o Anticristo ou Satanás. No verso 12, temos mais uma vez a palavra definitiva. Mesmo que esses planos estivessem em curso, mesmo que os assírios fossem fortes e numerosos, Deus

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que tinha permitido que seu povo que fora afligido, para que aprendesse a depender somente dele, Deus não permitiria que sofressem mais. Por que? Porque Deus é bom e não há poder humano ou espiritual que possa se contrapor ao poderio do Senhor.

A 3ª justa recompensa divina se dá a favor daquele que se submete ao Senhor, v. 13

1.13 Mas de sobre ti, Judá, quebrarei o jugo deles e romperei os teus laços.

A mensagem de restauração que iniciou-se no verso 12, agora, nesse verso 13 se conclui de modo claro e objetivo: Deus prometeu salvar o seu povo dos assírios, Deus prometeu livrar o seu povo da escravidão.

Quando Deus promete que quebrará o jugo dos seus inimigos nos lembramos de um provérbio popular que diz: “Não há mal que dure cem anos nem corpo que o resista”. Provavelmente, o povo de Deus ao ler essa profecia, cheio de fé e esperança dizia: Não há império que dure cem anos sem que Deus o aniquile, sem que Deus o reduza a nada. Essa é uma verdade em que podemos confiar!

A 4ª justa recompensa divina se dá contra os adoradores de falsos deuses e imagens de escultura, por causa da sua vileza, v. 14

1.14 Porém contra ti, Assíria, o SENHOR deu ordem que não haja posteridade que leve o teu nome; da casa dos teus deuses exterminarei as imagens de escultura e de fundição; farei o teu sepulcro, porque és vil.

A fé de Naum nas justas ações do Senhor é a fé que os que estão sofrendo opressões e aflições; é a fé daqueles que confiam no Senhor e nele esperam por

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justiça e por crerem no tempo de Deus receberão a bênção de Deus como resposta à sua fé.

O fim de Nínive é agora colocado de forma clara. Nada sobrará. Também cairá e será destruída toda a linhagem de Senaqueribe. Mas, Naum vai ainda mais longe. Ele diz que serão destruídos todos os deuses e terminarão todos os cultos feitos aos deuses assírios. É digno de nota que Senaqueribe foi assassinado por dois dos seus filhos enquanto rendia culto a Nisrode e outros deuses (conf. 2Rs 19:35-37; Isa. 37:36-38), cumprindo-se literalmente essa profecia.

Vale a pena refletirmos sobre os impérios contemporâneos que adoram os deuses do consumismo, do materialismo e do hedonismo. Certamente, os seus adoradores e eles próprios serão consumidos nos seus próprios templos.

A 5ª justa recompensa divina se dá a favor do que se alegra no Senhor e lhe faz votos, v. 15

1.15 Eis sobre os montes os pés do que anuncia boas-novas, do que anuncia a paz! Celebra as tuas festas, ó Judá, cumpre os teus votos, porque o homem vil já não passará por ti; ele é inteiramente exterminado.

Esse verso pode fazer parte do inicio do capítulo dois, como pode fazer parte desse final de sentenças condenatórias. Quando o consideramos assim vemos nele uma conclusão para o primeiro capítulo.

Aqui temos pela primeira vez a menção do nome de Judá. Assim fica identificado aquele que vai receber as bênçãos do Senhor. Uma idéia que predomina na interpretação dessas palavras é que a ação retributiva do Senhor é uma demonstração a mais da fidelidade de Deus para com Judá.

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Mas, como entender essa fidelidade? Naum apresenta um quadro muito significativo, descrevendo um mensageiro que ao vir pelos montes que rodeiam Jerusalém, vem anunciando a paz (conf. Is 52:7, 40; 40:9; Rm 10:15).

O evangelho, isto é, as boas notícias são uma verdade. Deus já tem atuado na história e ainda continua e continuará agindo poderosamente. Tem-se dito que um império cruel e maldoso como o império assírio significou muita dor e sofrimento para o povo de Deus, porém, Deus, por ser fiel e manter-se firme em seus compromissos com o seu povo, anuncia-lhes a paz.

A chegada da paz não significa a ausência de conflitos e dificuldades, mas certamente, significa aquela tranqüilidade interior de saber que Deus está no controle de todas as situações. Significa também que diante das ações poderosas do Senhor as condições seriam mais favoráveis e motivariam o povo a celebrar suas festas e cumprir os seus votos.

Conclusão

Naum conheceu os efeitos das reformas de Josias, na qual se devolveu os espaços antigamente ocupados pela idolatria, fazendo novamente desses lugares, locais de culto, de celebração e de votos à Yahweh (conf. 2Rs 23.4-11). Foi por essa razão que o profeta viu na destruição dos inimigos a boa mão de Deus e a certeza de que experimentariam a bondade e a restauração do Senhor.

Mesmo que as ações divinas contra os inimigos não sejam aquelas que as vezes desejamos contra os que nos prejudicam, podemos estar certos de que Deus está ciente das injustiças e das dificuldades pelas quais passamos. O que ele requer de nós é nossa confiança e dependência.

Que o Senhor te abençoe, dando-lhe mais fé, mais confiança e segurança. Um forte abraço. Até o próximo programa. 2670

Referências

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