Fundada em 1973, a Orquestra Sinfónica Juvenil
assume-se, hoje, como uma instituição
fundamental no panorama musical em Portugal
O Orquestra Sinfónica Juvenil beneficia do estatuto de Interesse Cultural concedido pelo Secretário de Estado da Cultura estando assim abrangida pelos benefícios fiscais concedidos ao abrigo da Lei do Mecenato.
Em 2013 a Orquestra Sinfónica Juvenil comemora 40 anos de actividade ininterrupta. São quatro décadas ao serviço da formação profissional de excelência, de centenas de jovens músicos. É, actualmente, em Portugal, a única orquestra sinfónica de jovens em funcionamento permanente.
Orquestra
Sinfónica
Juvenil
Em 39 anos de existência, a Orquestra Sinfónica Juvenil viu passar pelos seus quadros muitos dos actuais instrumentistas das nossas orquestras, estendeu a sua acção em favor da cultura musical a todo o país, incentivou e deu a conhecer ao público muitos jovens solistas.
Em permanente renovação, o seu repertório é bastante vasto: mais de 800 obras abrangendo os séculos XVIII, XIX e XX.
A OSJconta nos seus quadros 80 elementos das diversas escolas de música da área de Lisboa. Já se apresentou na Grécia, China e Espanha. Mantém acordos de colaboração com congéneres na Alemanha, Luxemburgo, Espanha e China, com as quais estabelece intercâmbio de jovens músicos.
Nos períodos de férias de Verão, realiza Estágios de aperfeiçoamento orquestral, habitualmente na Madeira e Açores. Colabora regularmente com diversos Coros na apresentação de reportório coral-sinfónico.
Para além dos Maestros-Titulares (Alberto Nunes de 1973 – 83) e Christopher Bochmann (desde 1984) foi dirigida por Francisco d’Orey, Jorge Matta, António Saiote, Roberto Perez, Georges Adjinikos, José Palau, Andrew Swinnerton, Vasco Azevedo, Julius Michalsky, Pedro Amaral e Filipe Carvalheiro.
AOrquestra Sinfónica Juvenil desenvolve as suas actividades com o apoio, fundamentalmente, do SEC | Direção Geral das Artes, Câmara Municipal de Lisboa, IDPJ, RTP e Fundação EDP.
Orquestra
Sinfónica
Juvenil
A OSJ é mais que uma escola de excepcional qualidade: é hoje uma estrutura ímpar no panorama musical português. Este prestígio traduz-se numa enorme afluência de jovens que a desejam integrar. Actualmente a orquestra conta com 80 jovens músicos de enorme talento, com idades compreendias entre os 12 e os 23 anos, selecionados em audições anuais para novos instrumentistas.
o futuro da música passa
Para o processo formativo dos instrumentistas, além do estudo individual, é imprescindível saber fazer música em grupo e, em especial, tocar em orquestra.
A Orquestra Sinfónica Juvenil desempenha uma função notável e insubstituível no desenvolvimento dos novos músicos, proporcionando-lhes a estrutura ideal para atingirem maturidade e poderem aspirar a
outros voos artísticos.
Jorge Vaz de Carvalho Cantor lírico/Professor
Em Portugal, a acção formativa, pedagógica e artística da OSJ é única e exemplar no género. O trabalho exigente que realiza juntos dos jovens, proporcionando-lhes aperfeiçoamento instrumental de alto nível e dando-lhes a preciosa e insubstituível oportunidade de tocarem numa orquestra, assume a maior importância na sua preparação curricular.
António de Almeida, Presidente do Conselho de Administração da Fundação EDP
por aqui...
Christopher Bochmann
Maestro
Maestro titular e Director Artístico da Orquestra Sinfónica Juvenil, Christopher Bochmann é hoje, como maestro, professor e compositor, um nome incontornável no panorama musical português.
Christopher Bochmann, filho de pais violoncelistas, viveu nove anos na Turquia em criança. Cantou no coro de St. George´s Chapel, Castelo de Windsor, continuando os estudos no Radley College.
Estudou particularmente com Nadia Boulanger em Paris antes de entrar para New College, Universidade de Oxford, onde trabalhou com David Lumsden, Kenneth Leighton e Robert Sherlaw Johnson.
Foi em Oxford que adquiriu os graus de B.A.Hons., B.Mus., M.A. e D.Mus. Estudou também particularmente com Richard Rodney Bennett em Londres.
Leccionou na Inglaterra e no Brasil, onde esteve ligado dois anos à Escola de Música de Brasília. Tem leccionado várias vezes no Curso Internacional de Verão de Brasília.
Desde 1980, vive e trabalha em Lisboa. Foi professor do Instituto Gregoriano de Lisboa e do Conservatório Nacional. De 1985 a 2006, foi professor da Escola Superior de Música de Lisboa, da qual foi Director durante seis anos e onde, por quase 20 anos, coordenou o Curso de Composição.
Actualmente, é Professor Catedrático da Universidade de Évora. Em 2003, publicou o livro “Linguagem Harmónica do Tonalismo” (JMP).
Desde 1984 é Maestro Titular da Orquestra Sinfónica Juvenil com a qual já dirigiu mais de 400 concertos. Com esta orquestra, gravou três CD com obras suas, para além de ter estreado várias outras.
Ganhou vários prémios de composição: entre outros, o Prémio Lili Boulanger (duas vezes) e o Clements Memorial Prize. Em 2004 foi-lhe atribuída a Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura (Portugal) e, em Junho de 2005, foi agraciado com a “Order of the British Empire” pela Rainha Isabel II (Reino Unido).
Christopher Bochmann tem uma ampla lista de obras para quase todos os géneros, para além de numerosos arranjos e orquestrações.
Orquestra
Sinfónica
Juvenil
Uma rotina de desafios
A Orquestra Sinfónica Juvenil desenvolve a sua actividade formativa e ensaística em sede própria, em Lisboa.
Para além das aulas e ensaios durante todo o período lectivo, a OSJ realiza um vasto conjunto de actividades formativas complementares que são, no seu projecto pedagógico, peças fundamentais para dotar estes jovens músicos de conhecimentos e experiências para o fortalecimento do talento e para aquisição de competências, apenas possíveis a partir da prática artística dentro de uma formação orquestral de alto nível.
Cada temporada na OSJ é preenchida, para além das aulas e ensaios regulares, com um Estágio de Verão, aberto à participação de jovens instrumentistas de todo o país, e por um significativo programa de concertos sinfónicos, coral sinfónicos e galas de ópera.
A OSJ é espaço, igualmente, de ensaio e aperfeiçoamento de grupos de câmara surgidos no seio da orquestra: agrupamentos de cordas e sopros ensaiam regulamente na sede da OSJ. Destes, destacamos a Camerata da OSJ, orquestra de Câmara formada por 15 instrumentistas de corda que, para além de inúmeras actuações em Portugal, se apresentou em Espanha e China.
Para além da imprescindível prática de alto nível que estas práticas e concertos propiciam a todos os jovens instrumentistas da OSJ, a temporada de concertos é, igualmente, um mecanismo de descentralização e divulgação da música clássica junto de diferentes e vastos públicos.
A irreverência de jovens instrumentistas e intérpretes, o seu encontro com o mais exigente repertório mundial aliados ao rigor e à classe do maestro Christopher Bockmann transformam cada concerto da OSJ numa festa da música a que ninguém fica indiferente.
A OSJ tem vindo a realizar concertos em todo o país, em teatros e espaços não convencionais como Igrejas e outro tipo de edifícios históricos. Os Estágios de Verão realizados habitualmente nos Açores são, igualmente, outro destino privilegiado para a realização de concertos.
É em Lisboa, contudo, que decorrem as mais relevantes apresentações da Orquestra: as Galas de Ópera (que se realiza há mais de dez anos na Aula Magna da Universidade de Lisboa) o Concerto dos Bolseiros (Central Tejo / Fundação EDP) ou outros concertos em espaços como a Igreja de São Roque (Festival de Música de São Roque), Ruinas do Carmo, Largo de São Carlos (Festival ao Largo), Palácio Foz, entre outros.
A grande qualidade da Orquestra Sinfónica Juvenil é reconhecida por todos quantos aceitam, de bom grado, com ela colaborar. Maestros convidados, coros e os mais prestigiados solistas têm sido parceiros excepcionais neste longo caminho em prol da música e dos instrumentistas portugueses.
Testemunhos
As experiências que tive convosco foram fantásticas quer em qualidade e desempenho quer no rigor e compromisso dedicado a cada projeto. A OSJ não só tem estado presente em inúmeros projetos de extraordinária importância, como também, graças ao seu extraordinário maestro titular Christopher Bochmann, tem ajudado a formar alguns dos melhores instrumentistas do nosso país.
Paulo Matos Actor e encenador
A experiência de ver e ouvir uma actuação da Sinfónica Juvenil num palco de ar livre de uma festa popular, numa ilha do Atlântico, dá-nos toda a dimensão da sua singularidade: profissionalismo, generosidade e amor pela música.
Carlos Alberto Machado Escritor
É significante que maestro e Orquestra tenham assumido o risco de executar pela primeira vez em Portugal, com uma orquestra juvenil, a 9ª Sinfonia de Beethoven.
O sucesso desta apresentação na Aula Magna da Universidade de Lisboa, em Março de 2011, em que participaram, igualmente, o coro do Instituto Gregoriano, Coros das Universidade de Lisboa e de Évora e os cantores líricos Sandra Medeiros, Laryssa Savchenko, João Queirós e Armando Possante, com mais de 1800 espectadores, é relevador da capacidade artística destes músicos que ultrapassaram este exigente desafio com distinção.
Ao longo da sua existência e muito para além do público especializado, a OSJ tem sabido fomentar junto do grande público, em centenas de concertos por todo o país, e no estrangeiro, a fruição da música clássica (sinfónica, coral e operática) através dos seus grandes compositores e das grandes obras da história da música.
Cumpre-se também, assim, uma relevante acção de divulgação e formação de novos públicos, sensibilizando novas gerações de espectadores e ouvintes para a música clássica.
Testemunhos
A atividade da Orquestra Sinfónica Juvenil tem sido, sem dúvida, um excelente meio de formação para muitos dos músicos portugueses que por lá têm passado.
Tenho acompanhado, de perto, muitos dos estágios de verão e alguns concertos de fim de ano que, abrindo as portas aos jovens músicos estudantes, e no que respeita aos alunos do Conservatório Regional de Ponta Delgada, permite-lhes uma aproximação à realidade musical nacional (encurtando assim a distância da insularidade) e uma experiência fantástica como músico de orquestra num contexto pré-profissionalizante. É de salientar, também, o excelente trabalho didático do mae-stro C. Bochmann, não só aos jovens músicos durantes os estágios, mas também, e em especial, ao público que assiste aos vários concertos realizados pela orquestra nas diferentes
localidades.
Ana Paula Andrade Constância Presidente do Conselho Executivo do Conservatório de Música de Ponta Delgada
Orquestra
Sinfónica
Juvenil
Novos desafios | Novos mecenas
Ao longo de quase quarenta anos de actividade ininterrupta a Orquestra Sinfónica Juvenil tem conquistado apoios concedidos por prestigiadas instituições, empresas e fundações:
Mecenas que se revem nos propósitos culturais e sociais desta estrutura e a eles aderem solidariamente, contribuindo e apoiando a sua acção e os seus propósitos focados, sobretudo, na formação musical de excelência, e na juventude dos seus membros.
Patrocinadores que se associam activamente a este projecto pedagógico e cultural de excepção, ao prestígio da Sinfónica Juvenil e ao seu programa plurianual de formação, actividades e concertos, apresentando-se como parceiro estratégico na formação musical, social e cultural dos mais promissores músicos de orquestra portugueses, retirando, desta parceria, em contrapartida, notoriedade junto dos vasto público da orquestra ou associando a OSJ a estratégias próprias de marketing definidas e acordadas previamente.
Só assim foi possível à OSJ atingir o nível que hoje lhe é reconhecido, nacional e internacionalmente, resultado de um trabalho sustentado, sério e rigoroso, no ensino musical avançado dirigido sobretudo aos jovens, à sua formação técnica, artística e profissional, dignificando a música, os músicos e instrumentistas portugueses, dignificando, em duas palavras, a cultura portuguesa.
Beneficiando do estatuto de “Interesse Cultural”, mecenas e patrocinadores da Orquestra Sinfónica Juvenil são abrangidos pela Lei do Mecenato(1) e pelos respectivos benefícios fiscais aí consagrados.
1) - Decreto - Lei n.º 74/99 (D.R. n.º 63, Série I-A de 1999-03-16)
Para assegurar a continuidade da Orquestra Sinfónica Juvenil e a prossecução do seu projecto pedagógico, social e cultural é necessário convocar novos apoios e novos mecenas.
A OSJ, ano após ano desde a sua fundação, há mais de três décadas, tem vindo a crescer em qualidade
musical – sendo hoje uma orquestra sinfónica adulta, capaz de interpretar a alto nível o reportório
mais exigente, ainda que constituída por apenas jovens – a prestar continuadamente grandes serviços
culturais ao país (pela acção divulgadora e pedagógica que desenvolve, formativa dos seus músicos
como do público em geral, com elevados padrões de exigência no seu desempenho técnico e
artístico) e a provar que é um dos melhores exemplos de bom emprego dos dinheiros públicos e
do mecenato em Portugal.
João David Zink
Historiador de Arte
ORQUESTRA SINFÓNICA JUVENIL ORQUESTRA SINFÓNICA JUVENIL ORQUESTRA SINFÓNICA JUVENIL ORQUESTRA SINFÓNICA JUVENIL ORQUESTRA SINFÓNICA JUVENIL
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