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PAULO CÉSAR POLISELI

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Academic year: 2021

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PAULO CÉSAR POLISELI

ANÁLISE E CARTOGRAFIA GEOAMBIENTAL DO PLANALTO BASÁLTICO MERIDIONAL PARA A ADEQUAÇÃO DE USO RURAL –

ÁREA TESTE DE GUARAPUAVA-PR

Tese apresentada como requisito parcial à obtenção do grau de Doutor. Curso de Pós- Graduação em Geologia, Área de Concentração em Geologia Ambiental, Departamento de Geologia, Setor de Ciências da Terra, Universidade Federal do Paraná.

Orientador: Prof. Dr. Luiz Eduardo Mantovani

CURITIBA

2007

(2)

ii

A Universidade Federal do Paraná, por intermédio do Departamento de Solos, Setor de Ciências Agrárias, divulgou no ano 2000 a abertura de inscrições para o Curso de Doutorado em Monitoramento, Modelagem e Gestão Ambiental, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Agronomia. A criação desse curso foi aprovada por unanimidade de votos pelo Conselho Universitário em 15 de julho de 1999, conforme Resolução 024/99-COUN, tendo sido fixado seu currículo através da Resolução Nº 58/99 do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão. Após avaliar a grade curricular e dialogar com vários professores acabei me identificando muito com o trabalho do Professor Dr. Luiz Eduardo Mantovani do Departamento de Geologia. Após esta análise, resolvi me inscrever no Programa e fazer o teste seletivo. Elaborei o Projeto de Pesquisa intitulado “Uso do Sistema de Informações Geográficas (SIG) na Avaliação Regional da Aptidão Agrícola para a Agricultura Familiar”

tema de grande interesse para minha instituição de origem, ou seja, o Instituto Nacional de

Colonização e Reforma Agrária – INCRA, conjugando perfeitamente com o interesse pessoal

e do orientador pelo tema. Tendo sido aprovado no teste seletivo iniciei a montagem do

processo junto ao INCRA objetivando obter um licenciamento para realizar o Curso e, em

maio de 2000, a então Diretora de Recursos Humanos Sra. Maria Shirlenalda Reis dos Santos,

deferiu o pedido concedendo a licença. Após todos os trâmites legais, e já licenciado pelo

INCRA, iniciei o curso em agosto de 2000 e, após alguns meses, fomos informados pelo

então Coordenador do Programa de Doutorado, na época o Professor Dr. Celso Luiz

Prevedello, que houve uma decisão do Conselho Universitário, informando que a

Universidade Federal do Paraná não emitiria diploma aos doutorandos até que o Curso fosse

reconhecido pela CAPES, mas o Professor Celso manifestou a todos os alunos que acreditava

(3)

iii

trabalhos, fazendo as disciplinas de interesse e desenvolvendo os trabalhos relativos à tese de doutoramento.

Após dois anos do ingresso no curso, já com os créditos concluídos e em pleno desenvolvimento da tese, ficamos sabendo do parecer oficial da CAPES datado em 29 de julho de 2002 informando a decisão de não recomendar o programa. De posse desse parecer foi realizado uma reunião na Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, envolvendo todos os alunos e a coordenação do curso. Nessa reunião, face às dificuldades de ajuste no processo de credenciamento aliando-se ao prazo de término dos trabalhos acadêmicos do corpo discente, chegou-se à conclusão, e assim fomos orientados, de que o melhor caminho, e solução para o impasse gerado, seria a transferência dos alunos para outros programas de doutorado, no âmbito da UFPR.

A escolha, para a solicitação de transferência, do Programa de Pós-Graduação em Geologia foi praticamente automática, devido ao orientador pertencer ao quadro docente e, além disso, por estar desenvolvendo há vários anos linha de pesquisa na temática proposta, e da Área de Concentração em Geologia Ambiental poder comportar temas como o proposto.

O Projeto de Pesquisa foi apresentado conforme elaborado inicialmente ao curso de origem.

Não foi, contudo, aprovado pelo Colegiado do Programa de Pós-Graduação em Geologia por

não se adequar às linhas de pesquisa do Programa. Por isso, o projeto inicial foi todo

reformulado, mas ainda perseguindo os mesmos objetivos de poder apresentar um

instrumental de análise ambiental para a agricultura familiar. Em 11 de dezembro de 2002 o

Colegiado do Programa de Pós-Graduação em Geologia deferiu a transferência e o Projeto de

Pesquisa ficou plenamente aderido à Linha de Pesquisa em Recursos Hídricos,

(4)

iv

A princípio, podemos pensar no grande desgaste que todo esse processo trouxe, certamente não foi fácil passar por ele, houve necessidade de fazer várias disciplinas do Programa de Geologia, além de adaptar o projeto inicial, sem contar toda a insegurança por possíveis desdobramentos. Mas a interpretação que, sinceramente, levo comigo é que tive uma oportunidade ímpar de transitar em várias disciplinas, de vislumbrar variadas metodologias e, principalmente, poder trazer para o projeto inicial um amadurecimento maior com a incorporação de uma visão mais abrangente do meio ambiente e, acredito, mais adequada ao caráter multifinalitário da agricultura familiar. Afinal de contas, parafraseando a citação que a Dra. Maria Cristina Motta de Toledo do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo fez no Atlas Geológico do Estado do Paraná (MINEROPAR, 2001); “Geologia é a ciência natural que, através das ciências exatas e básicas – matemática, física e química – e de todas as suas ferramentas, investiga o meio natural do planeta, interagindo com a biologia em vários aspectos. Geologia e biologia são as ciências naturais básicas que permitem conhecer o nosso habitat e, por conseqüência, agir de modo responsável nas atividades humanas de ocupar, utilizar e controlar os materiais e os fenômenos naturais”.

Por fim, não poderia deixar de manifestar meu profundo sentimento de

gratidão aos professores do Programa de Pós-Graduação em Geologia por todos os

ensinamentos recebidos, por acreditarem nesta proposta de trabalho e pela aceitação da

solicitação de transferência.

(5)

v

“Já viu vosmecê que na linha do trem A gente receia avançar mais além Pois lá no horizonte, pro fim da coxilha, Os trilhos se juntam e o trem descarrilha.

Dispara o comboio, parece brinquedo.

O bom maquinista prossegue sem medo E olhando agora o lugar mais de perto Se vê que o caminho ficou mais aberto.

Assim, todos nós vemos lá no futuro Fechar-se o atalho. Estreito, inseguro;

Não dá pra passar. Mas a vida espanta:

De perto, se vê que até passa jamanta.”

Lord Baden-Powell Of Gilwell

Fundador do Movimento Escoteiro

(6)

vi Aos meus pais, Nelson e Helena,

OFEREÇO

À minha querida esposa Cláudia e aos nossos filhos Natália e Lucas.

DEDICO

(7)

vii

Em especial ao Professor Dr. Luiz Eduardo Mantovani pela valiosa orientação, apoio e amizade.

Aos meus irmãos Marco e Cristiane, por todo apoio e incentivo.

Aos familiares que sempre estiveram me apoiando: Sra. Avani, Sr. Francisco, Ortiz e Meire.

À Universidade Federal do Paraná, pela oportunidade de realização do curso.

Ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, pela licença remunerada concedida, sem o qual não seria possível a realização deste trabalho.

Ao Professor Dr. Luiz Cláudio de Paula Souza, Departamento de Solos, que abriu as portas do Laboratório de Fotointerpretação e que sempre apresentou importantes sugestões e palavras de apoio e motivação.

À Professora Dra. Nerilde Favaretto e ao Professor Dr. Luiz A.C. Lucchesi Departamento de Solos, pela gratuidade das análises físicas e químicas dos solos.

À EMBRAPA, Centro Nacional de Pesquisa de Solos – CNPS, pela gratuidade das análises com ataque sulfúrico.

À ENGESAT por gentilmente ter cedido às imagens de satélite.

Aos amigos do INCRA que sempre me incentivaram e apoiaram na decisão de fazer o doutorado, em especial ao Rossini.

Aos amigos do curso, em especial: Jocelito, Anelissa, Oromar e Sandro, pelos

bons momentos compartilhados, apoio e amizade.

(8)

viii climáticos, série de 30 anos.

Ao Dr. Rogério Teixeira de Faria, do IAPAR, pela disponibilização gratuita do software CLIMA, e pelas orientações de como utilizá-lo.

À Companhia de Saneamento do Paraná – SANEPAR, por gentilmente ter cedido sua base de dados referente às análises de água.

Ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, por tornarem público o software SPRING e em especial ao pesquisador Dr. Carlos Alberto Felgueiras, pela prestatividade no esclarecimento de dúvidas.

Ao Dr. Paulo Teixeira de Faria, do IAPAR, que gentilmente cedeu o software CLIMA, além de diversas orientações e apoio.

Ao Mestre Kang, pelo constante incentivo.

A todos os funcionários, professores e amigos que participaram de minha

convivência.

(9)

ix

LISTA DE TABELAS...xii

LISTA DE QUADROS...xiii

LISTA DE FIGURAS...xvii

LISTA DE FOTOS...xxi

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS...xxiv

RESUMO...….xxvii

ABSTRACT...xxviii

1 INTRODUÇÃO...1

2 REVISÃO DA LITERATURA...7

2.1 ENFOQUE VOLTADO PARA A AGRICULTURA FAMILIAR...7

2.2 SISTEMA DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA (SIG) E SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO DE TERRAS PARA AGRICULTURA...14

2.3 BREVE HISTÓRICO DA REGIÃO DE GUARAPUAVA...23

2.4 TRANSFORMAÇÃO IHS...27

2.5 CARTOGRAFIA DE UNIDADES AMBIENTAIS...28

2.6 ANÁLISE ESTATÍSTICA MULTIVARIADA...30

2.7 EXPOSIÇÃO DAS VERTENTES...31

3 MATERIAL E MÉTODOS...32

3.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS...32

3.2 LOCALIZAÇÃO DA ÁREA E CRITÉRIOS DE ELEGIBILIDADE...33

3.3 BASE CARTOGRÁFICA E ESCALA DE MAPEAMENTO...36

3.4 GEOLOGIA GERAL DA ÁREA...37

(10)

x

3.7 IMAGEM DE SATÉLITE...43

3.8 PROCESSAMENTOS NO SISTEMA SPRING...45

3.9 CARTOGRAFIA DAS UNIDADES GEOAMBIENTAIS...54

3.10 LEVANTAMENTO DE CAMPO – MORFOPEDOLOGIA...56

3.11 PAISAGEM GEOQUÍMICA COMO ELEMENTO DE INTEGRAÇÃO...65

3.12 FERRAMENTAS DE APOIO À ANÁLISE GEOAMBIENTAL...70

3.12.1 ANÁLISES DE SOLO – FERTILIDADE, FÍSICA E ATAQUE SULFÚRICO...70

3.12.2 ESTUDO SÓCIO-ECONÔMICO...72

3.12.3 ANÁLISE ESTATÍSTICA MULTIVARIADA...74

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO...76

4.1 ANÁLISE CLIMÁTICA...76

4.2 CLASSIFICAÇÃO GEOQUÍMICA DA PAISAGEM...109

4.2.1 CARTOGRAFIA MORFOPEDOLÓGICA E UNIDADES DE PAISAGEM...119

4.2..1.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS...119

4.2..1.2 PERFIS MODAIS PORÇÃO DA BACIA DO RIO DAS PEDRAS...124

4.2.1.2.1 PAISAGEM GEOQUÍMICA ELUVIAL...124

4.2.1.2.2 PAISAGEM GEOQUÍMICA TRANS-ELUVIAL...129

4.2.1.2.3 PAISAGEM GEOQUÍMICA ELUVIAL ACUMULAÇÃO...138

4.2.1.3 PERFIS MODAIS PLANALTO BASÁLTICO...141

4.2.1.3.1 PAISAGEM GEOQUÍMICA ELUVIAL...141

(11)

xi

4.2.1.4 PERFIS MODAIS ARENITO...159

4.2.1.4.1 PAISAGEM GEOQUÍMICA ELUVIAL...159

4.2.1.4.2 PAISAGEM GEOQUÍMICA TRANS-ELUVIAL...165

4.2.1.4.3 PAISAGEM GEOQUÍMICA ELUVIAL ACUMULAÇÃO...171

4.2.1.5 PERFIS COMPLEMENTARES...174

4.3 MAPEAMENTO GEOQUÍMICO E AVALIAÇÃO REGIONAL DA APTIDÃO AGRÍCOLA PARA A AGRICULTURA FAMILIAR – UMA PROPOSTA METODOLÓGICA...222

4.4 ESTUDO SÓCIO-ECONÔMICO...241

4.5 PRINCIPAIS IMPACTOS AMBIENTAIS...241

4.6 ANÁLISE ESTATÍSTICA MULTIVARIADA...251

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS...253

6 CONCLUSÕES...257

ANEXOS...258

REFERÊNCIAS...272

(12)

xii

1 Características espectrais das bandas do satélite LANDSAT-7 ETM

+

. Fonte:

NASA (2006)...44 2 Coeficiente médio de cultura, para algumas espécies vegetais, em função do estádio

de desenvolvimento. Estádio I: emergência até 10% do desenvolvimento vegetativo;

Estádio II: 10 a 80% do desenvolvimento vegetativo; Estádio III: 80 a 100% do

desenvolvimento vegetativo e; Estádio IV: Maturação...95 3 Níveis para interpretação dos resultados para pH do solo segundo OLEYNIK et al.

(1998)...265 4 Níveis para interpretação dos resultados para cátions trocáveis. Extração com KCl

– 1,0 N segundo OLEYNIK et al. (1998)...265 5 Níveis para interpretação dos resultados para Carbono e Matéria Orgânica (Walkley

Black) segundo OLEYNIK et al. (1998)...265 6 Níveis para interpretação dos resultados para saturação de bases – V % segundo

OLEYNIK et al. (1998)...265 7 Níveis para interpretação dos resultados para CTC a pH 7 (T) – cmol

c

/dm

3

de solo

segundo OLEYNIK et al. (1998)...266 8 Níveis para interpretação dos resultados para potássio trocável (Mehlich – 1) –

cmol

c

/dm

3

de solo segundo OLEYNIK et al. (1998)...266 9 Níveis para interpretação dos resultados para fósforo extraível (Mehlich – 1)

dados em mg/dm

3

de solo segundo OLEYNIK et al. (1998)...266 10 Níveis para interpretação dos resultados para valores de m % - saturação com

alumínio segundo MALAVOLTA (1987)...266

(13)

xiii

1 Pontos de coletas de informações georreferenciadas...57 2 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 30, nas

profundidades de 0-15 cm e 15-80 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento de Solos da UFPR e no Laboratório de Água, Solos e Plantas da

EMBRAPA-Centro Nacional de Pesquisa de Solos/RJ...126 3 Características físico-químicas de amostra do solo referente ao Ponto 40, na

profundidade de 10-25 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento

de Solos da UFPR...128 4 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 50, na

profundidade de 10-27 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento

de Solos da UFPR...131 5 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 16, na

profundidade de 0-5 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento de

Solos da UFPR...133 6 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 41, nas

profundidades de 0-40 cm e 40-150 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento de Solos da UFPR e no Laboratório de Água, Solos e Plantas da

EMBRAPA-Centro Nacional de Pesquisa de Solos/RJ...136 7 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 20, nas

profundidades de 0-10 cm e 60-170 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento de Solos da UFPR e no Laboratório de Água, Solos e Plantas da

EMBRAPA-Centro Nacional de Pesquisa de Solos/RJ...140 8 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 64, nas

profundidades de 0-10 cm e 10-80 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento de Solos da UFPR e no Laboratório de Água, Solos e Plantas da

EMBRAPA-Centro Nacional de Pesquisa de Solos/RJ...144 9 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 68, na

Profundidade de 0-5 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento

de Solos da UFPR...147 10 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 70, na

profundidade de 5-16 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento

de Solos da UFPR...150

(14)

xiv

Centro Nacional de Pesquisa de Solos/RJ...153 12 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 58, nas

profundidades de 0-40 cm e 60-100 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento de Solos da UFPR e no Laboratório de Água, Solos e Plantas da

EMBRAPA-Centro Nacional de Pesquisa de Solos/RJ...156 13 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 53, nas

profundidades de 0-10 cm e 10-40 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do

Departamento de Solos da UFPR...158 14 Características químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 79, nas

Profundidades de 0-20 cm e 20-70 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento de Solos da UFPR e no Laboratório de Água, Solos e Plantas da

EMBRAPA-Centro Nacional de Pesquisa de Solos/RJ...161 15 Características físico-químicas de amostra do solo referentes ao Ponto 78, na

profundidade de 5-15 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento

de Solos da UFPR...164 16 Características físico-químicas de amostra do solo referente ao Ponto 76, na

profundidade de 0-10 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento

de Solos da UFPR...167 17 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 81, nas

profundidades de 0-20 cm e 20-40 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do

Departamento de Solos da UFPR...170 18 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 75, nas

profundidades de 0-35 cm e 35-180 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do

Departamento de Solos da UFPR...173 19 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 9A, na

profundidade de 0-5 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento

de Solos da UFPR...176 20 Características químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 9B, na

profundidade de 0-5 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento

de Solos da UFPR...178 21 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 10A, nas

profundidades de 0-10 cm e 10-20 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento de Solos da UFPR e no Laboratório de Água, Solos e Plantas da

EMBRAPA-Centro Nacional de Pesquisa de Solos/RJ...181

(15)

xv

23 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 33, nas profundidades de 0-40 cm e 40-150 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento de Solos da UFPR e no Laboratório de Água, Solos e Plantas da

EMBRAPA-Centro Nacional de Pesquisa de Solos/RJ...185 24 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 34, nas

profundidades de 0-5 cm e 5-40 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento de Solos da UFPR e no Laboratório de Água, Solos e Plantas da

EMBRAPA-Centro Nacional de Pesquisa de Solos/RJ...188 25 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 38, nas

profundidades de 0-30 cm e 30-85 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento de Solos da UFPR e no Laboratório de Água, Solos e Plantas da

EMBRAPA-Centro Nacional de Pesquisa de Solos/RJ...191 26 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 39, na

profundidade de 0-10 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento

de Solos da UFPR...193 27 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 42, nas

profundidades de 0-10 cm e 10-20 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do

Departamento de Solos da UFPR...196 28 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 43, nas

profundidades de 0-10 cm e 60-150 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento de Solos da UFPR e no Laboratório de Água, Solos e Plantas da

EMBRAPA-Centro Nacional de Pesquisa de Solos/RJ...198 29 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 47, nas

profundidades de 0-10 cm e 60-150 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento de Solos da UFPR e no Laboratório de Água, Solos e Plantas da

EMBRAPA-Centro Nacional de Pesquisa de Solos/RJ...200 30 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 48, na

profundidade de 10-30 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento

de Solos da UFPR...206 31 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 49, nas

profundidades de 0-60 cm e 60-150 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento de Solos da UFPR e no Laboratório de Água, Solos e Plantas da

EMBRAPA-Centro Nacional de Pesquisa de Solos/RJ...208

(16)

xvi

EMBRAPA-Centro Nacional de Pesquisa de Solos/RJ...211 33 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 57, nas

profundidades de 0-15 cm e 15-50 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento de Solos da UFPR e no Laboratório de Água, Solos e Plantas da

EMBRAPA-Centro Nacional de Pesquisa de Solos/RJ...214 34 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 60, nas

profundidades de 0-20 cm e 20-150 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento de Solos da UFPR e no Laboratório de Água, Solos e Plantas da

EMBRAPA-Centro Nacional de Pesquisa de Solos/RJ...216 35 Características físico-químicas de amostras do solo referentes ao Ponto 72, nas

profundidades de 0-20 cm e 60-100 cm. Análises realizadas nos Laboratórios do Departamento de Solos da UFPR e no Laboratório de Água, Solos e Plantas da

EMBRAPA-Centro Nacional de Pesquisa de Solos/RJ...219 36 Pontuação atribuída conforme metodologia descrita no item materiais e métodos, referente à análise multivariada. Do ponto 1 ao 28 refere-se ao ambiente da Bacia do Rio das Pedras; do ponto 29 ao 56 refere-se ao Planalto Basáltico e; do ponto 57 ao 84 refere-se ao ambiente do Arenito. Pontos tomados de maneira totalmente aleatória...269 37 Análise de componentes principais de 5 variáveis: altitude, aptidão, declividade, Exposição das vertentes e classificação geoquímica da paisagem. Apresenta-se

dados dos autovalores, percentual da variância e percentual acumulado...253

(17)

xvii

1 Mapa de localização da área de estudo. Ilustrando o contexto internacional,

nacional, regional e local (figuras sem escala definida, meramente ilustrativas)...35 2 Vista parcial da área. Ampliação ilustra a interface entre o urbano e o rural.

Município de Guarapuava/PR, imagem do satélite LANDSAT 7 de 24/07/2000. Composição colorida, sistema RGB (“red, green and blue”), com a banda 5 no canal R, a banda 4 no canal G, e a banda 3 no canal B.

( figura sem escala definida, meramente ilustrativa)...36 3 Recorte digital, efetuado sobre a Folha de Guarapuava (MINEROPAR,2006).

Demonstra os aspetos geológicos gerais da área estudada. (Figura sem escala

definida, meramente ilustrativa)...38 .

4 Organograma do modelo conceitual utilizado no SPRING...46 5 Parte do banco de dados “Tese Guarapuava” referente à rede de drenagem,

curvas de nível em 20 em 20 metros e pontos cotados. Base Cartográfica:

Folhas SG.22-V-D-III-3 e SG.22-V-D-III-4, ambas na escala 1:50.000, sobrevôo de 1980, Projeção UTM (em metros), datum vertical Imbituva/

SC e datum horizontal SAD 69/MG. Apresentação no ambiente

computacional do SPRING...49 6 Imagem Sombreada, proporcionando análise tridimensional do relevo, originada

no ambiente computacional do SPRING, a partir do modelo digital de inclinação.

Parte do banco de dados “Tese Guarapuava”...49 7 Representação tridimensional do espaço IHS...51 8 Mapa de pontos de coletas de informações georreferenciadas – Setor leste de

Guarapuava...60 9 Pedocomparador utilizado como instrumento de apoio na caracterização dos solos

e material de origem. Proporciona qualidade na visualização das mudanças espaciais, em função do geobiossistema. Da 1º coluna até a 4º, segue-se, sucessivamente, coleta no topo, meia encosta, terço inferior, e inclusão de um solo hidromórfico. Refere-se à primeira toposeqüência, detalhadamente descrita em

anexo...64 10 Visualização em detalhe de amostras de diferentes profundidades e posição na

vertente. A primeira da esquerda para a direita refere-se a 60 cm e a segunda

80-90 cm...65

(18)

xviii

12 Diagrama ilustrando a visão holística e sistêmica do conceito de Paisagem Geo-

química...68 13 Exemplo de uma célula de paisagem geoquímica modal encontrada na região de

estudo. Os números indicam: (1) Paisagem Eluvial (formação de solos com seqüência de horizontes A/B/C/R em áreas de topo); (2) Paisagem Trans-Eluvial (formação de solos com seqüência de horizontes A/C/R em áreas de meia encosta;

(3) Paisagem Eluvial-Acumulação em áreas de fundo de vale (formação de solos com seqüência de horizontes A/B/C/R); (4) Paisagem Eluvial-Acumulação em áreas de fundo de vale (formação de solos com seqüência de horizontes

Ag/Bg/Cg/R); Paisagem Aqual (rios e lagos)...69 14 Classificação climática do Estado do Paraná (fonte: IAPAR, 2000)...80 15 Precipitação anual de Guarapuava-PR num horizonte temporal de 26 anos, desde

01/01/1976 até 31/12/2001. Dados do IAPAR, série histórica...83 16 Precipitação média mensal de Guarapuava-PR, num horizonte temporal de 26

anos, desde 01/01/1976 até 31/12/2001. Dados do IAPAR, série histórica...83 17 Precipitação média mensal de Guarapuava-PR para o ano de 1983 e média histó-

rica. Dados do IAPAR, série histórica...84 18 Gráfico das médias mensais, construído a partir dos dados diários de 26 anos, da

temperatura média, temperatura mínima e máxima. Estação Climatológica de

Guarapuava, PR...86 19 Gráfico de probabilidade 10% (curva PR10), elaborado para os valores médios

mensais de temperatura mínima, para a média histórica e como exemplo de even

to diferenciado o ano de 2000...87 20 Gráficos da média histórica anual das temperaturas máximas e mínimas...88 21 Média mensal da umidade relativa do ar. Dados históricos do IAPAR...89 22 Média mensal da umidade relativa do ar e da velocidade do vento. Dados históri-

cos do IAPAR...91 23 Evapotranspiração potencial mensal, calculada a partir de dados históricos do

IAPAR, conforme os modelos de Priestley & Taylor, FAO24-Penman, Penman- Monteith e Thornthwaite, para a Estação Meteorológica em Guarapuava, locali- zada em 25º 21’ de latitude sul e 51º 30’ de longitude oeste, a uma altitude de

1.058,0 metros (elaborado pelo autor a partir dos dados numéricos da estação)...103

(19)

xix

4 diferentes métodos. Estação localizada em 25º 21’ de latitude sul e 51º 30’ de longitude oeste, a uma altitude de 1.058,0 metros (elaborado pelo autor a partir

dos dados numéricos da estação)...106

25 Gráfico com análise combinada do comportamento da umidade relativa do ar (UR %), velocidade do vento (km/dia), chuva total (mm) e evapotranspiração potencial segundo modelo FAO24-Penman. Dados históricos do IAPAR. Estação localizada em 25º 21’ de latitude sul e 51º 30’ de longitude oeste, a uma altitude de 1.058,0 metros (elaborado pelo autor a partir dos dados numéricos da estação)...107

26 Mapa de Paisagens Geoquímicas – Setor Leste de Guarapuava-PR...113

27 Imagem Sombreada - Setor Leste de Guarapuava-PR...114

28 Transformação IHS - Setor Leste de Guarapuava-PR...115

29 Mapa Hispométrico - Setor Leste de Guarapuava-PR...116

30 Mapa Clinográfico - Setor Leste de Guarapuava-PR...117

31 Distribuição percentual dos intervalos de inclinações do terreno para cada um dos três grandes geoambientes cartografados:Arenito, Planalto Basáltico e Rio das Pedras...118

32 Mapa de Exposição das Vertentes – Setor Leste de Guarapuava-PR...237

32.1 Intervalos de exposição de vertentes agrupados em três setores: norte, sul e noroeste...229

32.2 Preenchimento do polígono que representa a classe de aptidão 2bc, do mapeamento da aptidão agrícola do Estado do Paraná, com as informações do mapeamento da aptidão regional para a expansão da agricultura familiar. Nível esquemático, sem escala definida (figura meramente ilustrativa)...232

33 Mapa de Aptidão Regional para a Expansão da Agricultura Familiar – Setor Leste de Guarapuava/PR...238

34 Mapa de Aptidão Agrícola – Setor Leste de Guarapuava – PR...239

35 Mapa Comparativo: Aptidão Regional para a Expansão da Agricultura Familiar Versus Aptidão Agrícola (EMBRAPA,1984) – Setor Leste de Guarapuava-PR...240

36 Mapa de Legislação (Lei 4.771 de 15 de setembro de 1965) – Setor Leste de

Guarapuava/PR...244

(20)

xx

38 Mapa de Conflitos de Uso (Uso e Cobertura de Solo versus Legislação)

Setor Leste de Guarapuava/PR...246

(21)

xxi

1 Localidade entre o Rio das Pedras e o perímetro urbano de Guarapuava.

Coordenadas UTM X=456.437 metros e Y=7.191.602 metros. Esta foto representa o início da estrada que vai a sentido ao Rio das Pedras. Vista ao alto, ao fundo, áreas urbanizadas da cidade de Guarapuava em processo de urbanização nas “cabeceiras” de importantes mananciais de água, inclusive ocorrendo depósito

irregular de esgoto...110 2 Coordenadas UTM X=456.076 metros e Y=7.190.752 metros. A foto abaixo

representa a captação de água pela SANEPAR no Rio das Pedras (região abaixo

da situação representada pela foto 1)...111 3 Localidade entre o perímetro urbano de Guarapuava e o Rio das Pedras, em área

de meia encosta, com coordenadas UTM X= 456.578 metros e Y= 7.191.524 metros. A foto abaixo representa o perfil modal: NEOSSOLO LITÓLICO

Distrófico – Ponto 16...134 4 Localidade conhecida como “Guabiroba”. Coordenadas UTM X=462.636 metros

e Y= 7.190.410 metros. A foto abaixo representa o perfil modal: LATOSSOLO

BRUNO DISTRÓFICO câmbico – Ponto 41...137 5 Localidade entre o perímetro urbano e o Rio das Pedras. Coordenadas UTM X =

456.798 metros e Y=7.191.564 metros. A foto abaixo representa o perfil modal:

LATOSSOLO BRUNO DISTRÓFICO – Ponto 20...141 6 Localidade em que ocorre esbulho possessório por famílias do Movimento dos

Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, em imóvel rural da empresa SWEDISH MATCH. Coordenadas UTM X=468.861 metros e Y=7.191.395 metros. A foto abaixo representa o perfil modal: LATOSSOLO BRUNO ALUMÍNICO – Ponto

64...145 7 Localidade conhecida como “São João” (próximo à BR 277). Coordenadas UTM

X = 478.449 metros e Y = 7.197.045 metros. A foto abaixo representa o perfil

modal: NEOSSOLO LITÓLICO Alumínico – Ponto 68...148 8 Localidade próxima ao “Morro do Chapéu”, nas imediações da BR 277, com

coordenadas UTM X = 482.098 metros e Y = 7.200.435 metros. A foto abaixo

representa o perfil modal: NEOSSOLO LITÓLICO Alumínico típico – Ponto 76...167 9 Localidade conhecida como “Xaxim”, nas proximidades do rio de mesmo nome.

Coordenadas UTM X = 484.400 metros e Y = 7.198.435 metros. A foto abaixo representa o perfil modal: CAMBISSOLO HÁPLICO Tb Eutrófico léptico

ebânico – Ponto 81...171

(22)

xxii

11 Localidade conhecida como “Rio das Pedras”, muito próximo ao leito do rio de mesmo nome. Coletaram-se amostras, referente ao ponto 33, com coordenadas UTM X = 461.373 metros e Y = 7.194.167 metros. Fundo de vale, paisagem

geoquímica eluvial acumulação...186 12 Localidade conhecida como “Rio das Pedras”. A foto ilustra um CAMBISSOLO

HÁPLICO, ponto 34, com coordenadas UTM X= 460.977 metros e Y= 7.194.472

metros. Ocorre associado à NEOSSOLO + Afloramentos...189 13 Localidade próxima ao “Sítio Vale das Palmeiras”. Coletaram-se amostras do

solo, referente ao ponto 47, com coordenadas UTM X= 465.755 metros e Y=

7.190.793 metros. Nesses topos aplainados, freqüentemente, desenvolve LATOSSOLO. Uma das regiões mais altas, permitindo visão panorâmica. Visada

Oeste...201 14 Localidade próxima ao “Sítio Vale das Palmeiras”. Coletaram-se amostras do

solo, referente ao ponto 47, com coordenadas UTM X= 465.755 metros e Y=

7.190.793 metros. Nesses topos aplainados, freqüentemente, desenvolve LATOSSOLO. Uma das regiões mais altas, permitindo visão panorâmica. Visada

Norte...202 15 Localidade próxima ao “Sítio Vale das Palmeiras”. Coletaram-se amostras do

solo, referente ao ponto 47, com coordenadas UTM X= 465.755 metros e Y=

7.190.793 metros. Nesses topos aplainados, freqüentemente, desenvolve LATOSSOLO. Uma das regiões mais altas, permitindo visão panorâmica. Visada

Sudeste...202 16 Localidade próxima ao “Sítio Vale das Palmeiras”. Coletaram-se amostras do

solo, referente ao ponto 47, com coordenadas UTM X= 465.755 metros e Y=

7.190.793 metros. Nesses topos aplainados, freqüentemente, desenvolve LATOSSOLO. Uma das regiões mais altas, permitindo visão panorâmica. Visada Sul...203 17 Localidade próxima ao “Sítio Vale das Palmeiras”. Coletaram-se amostras do

solo, referente ao ponto 47, com coordenadas UTM X = 465.755 metros e Y=

7.190.793 metros. Nesses topos aplainados, freqüentemente, desenvolve LATOSSOLO. Uma das regiões mais altas, permitindo visão panorâmica. Visada

Sudoeste...203 18 Localidade próxima ao “Sítio Vale das Palmeiras”. Coletaram-se amostras do solo,

referente ao ponto 47, com coordenadas UTM X= 465.755 metros e Y= 7.190.793 metros. Nesses topos aplainados, freqüentemente, desenvolve LATOSSOLO. Uma

das regiões mais altas, permitindo visão panorâmica. Visada Leste...204

(23)

xxiii

20 Localidade conhecida como “Bairro dos Tobias”, próximo ao Rio das Pedras, com coordenada UTM X= 458.809 metros e Y=7.190.815 metros. Erosão do solo em

estágio avançado...243 21 Localidade conhecida com “São João”, próximo à “cabeceira” do rio de mesmo nome, com coordenadas UTM X= 478.449 metros e Y= 7.197.045 metros. Aspecto de área queimada. Prática comum em toda a região estudada...247 22 Aspecto de área com solo exposto, horizonte A totalmente erodido, ocorrência de

queimada e desmatamento. (nota: não foi anotada a coordenada deste ponto)...247 23 Localidade conhecida como “GOES” (referenciado no mapa topográfico). Região

localizada ao lado da rodovia BR 277, com coordenadas UTM X= 476.458 metros e Y = 7.195.760 metros. Aspecto de área de preservação permanente queimada e desmatada...248 24 Localidade conhecida como “Bairro dos Limas” (referencia no mapa topográfico).

Região de nascentes que abastecem o Rio das Mortes, com coordenadas UTM X=

460.482 metros e Y = 7.195.272 metros. Ilustra área de preservação permanente

degradada. Visada Norte...248 25 Localidade conhecida como “Bairro dos Limas”. Região de nascentes que

abastecem o Rio das Mortes, com coordenadas UTM X = 460.482 metros Y = 7.195.272 metros. Ilustra área de preservação permanente degradada. Visada

Sul...249 26 Localidade conhecida como “Guabiroba”. Uma das vertentes do morro Guabiroba,

com coordenadas UTM X = 462.833 metros e Y = 7.189.919 metros. Ilustra o processo erosivo em estágio avançado, provocado por estrada planejada no

sentido da declividade. Visada Nordeste...249 27 Localidade próxima ao “Sítio Vale das Palmeiras”. Região da microbacia do rio

Guabiroba, com coordenadas UTM X = 463.588 metros e Y= 7.188.853 metros.

Ilustra área de preservação permanente degradada...250 28 Localidade conhecida como “Guará”, às margens da BR277. A foto ilustra um acampamento de famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), com coordenadas UTM X= 473.132 metros e Y= 7.193.839 metros. Além

do impacto ambiental, um sério problema social e de miserabilidade...250 29 Localidade conhecida como “Guará”. Propriedade rural da empresa Swedish

Match, sob esbulho possessório por famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), com coordenadas UTM X = 468.996 metros e Y =

7.191.525 metros. Ilustra desmatamento ilegal...251

(24)

xxiv COUN - Conselho Universitário

SIG – Sistema de Informações Geográficas

INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária

CAPES – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior UFPR – Universidade Federal do Paraná

MINEROPAR – Minerais do Paraná S/A

EMBRAPA – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária CNPS – Centro Nacional de Pesquisa de Solos

ENGESAT – Imagens de Satélite S/C Ltda.

LAMIR – Laboratório de Análise de Minerais e Rochas IAPAR – Instituto Agronômico do Paraná

SIMEPAR – Sistema Meteorológico do Paraná SANEPAR – Companhia de Saneamento do Paraná INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

SPRING – Sistema de Processamento de Informações Georreferenciadas PR – Estado do Paraná

MEPF – Gabinete do Ministro de Estado de Política Fundiária MA – Ministério da Agricultura e do Abastecimento

SDR – Secretaria de Desenvolvimento Rural

VBN – Valor Bruto da Produção Agropecuária Nacional

CSIRO – Commonwealth Scientifical and Industrial Research Organization DPFS – Divisão de Pedologia e Fertilidade do Solo

IBRA – Instituto Brasileiro de Reforma Agrária

CNLCS – Centro Nacional de Levantamento e Classificação dos Solos SP – São Paulo

SAMPA – Sistema de Análise Ambiental para Planejamento Agrícola IHS – Intensity, Hue, Saturation

UTM – Projeção Universal Transversa de Mercator

(25)

xxv R, G, B – Red, Gren and Blue, composição colorida MG – Minas Gerais

W/m

2

– Radiação solar média ºC – Graus Celsius

m/s – metros por segundo mm – milímetro

hPa – hectopascal – unidade de pressão

% - percentagem

CLIMA – Computação Lógica de Informação para Monitoramento Climático – Software COPEL – Companhia Paranaense de Energia Elétrica

NASA – National Aeronautics and Space Administration ETM+ - Enhanced Thematic Mapper

WRS – Worldwide Reference System

m/m – metro por metro (resolução espacial em) μm – micrometro (1m/1000)

PAN – Pancromática

INPIMA – Software utilizado para leitura de imagens GRIB – Gridded binary

SCARTA – Software para elaboração de cartas PI – Plano de informação

GATE – Programa Informações para Gestão Territorial CPRM – Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais GPS – Global Position System

SR(09) – Superintendência Regional do INCRA no Estado do Paraná cm – centímetro

pH – potencial hidrogeniônico CaCl

2

– cloreto de cálcio

SMP – Inicial dos pesquisadores norte-americanos que desenvolveram método para determinar acidez potencial, Shomaker, Mclean e Pratt

Al

+3

– cátion alumínio trivalente

(26)

xxvi Mg

+2

– cátion magnesio bivalente

K

+

- cátion potasio monovalente P – fósforo

C – carbono

CTC ou T – capacidade de troca catiônica V% - índice de saturação de bases

H

2

SO

4

– ácido sulfúrico SiO

2

– óxido de silício Al

2

O

3

– óxido de alumínio Fe

2

O

3

– óxido de ferro TiO

2

– óxido de titânio P

2

O

5

– óxido de fósforo MnO – óxido de manganês

Ki – relação molecular, % de SiO

2

x 1,70 / % de Al

2

O

3

Kr – relação molecular, (% de SiO

2

/0,60)/(% de Al

2

O

3

/1,02)+(% de Fe

2

O

3

/1,60) PNRA – Programa Nacional de Reforma Agrária

MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra

(27)

xxvii

O presente trabalho refere-se à busca de uma base conceitual, junto à ciência

geológica, visando o desenvolvimento de uma proposta metodológica, com o objetivo de

apresentar um instrumental de análise e avaliação do meio físico. Deste modo, produziu-se

um mapeamento de unidades de paisagem, classificadas sob o aspecto geoquímico. Enfocou-

se sua aplicabilidade para a gestão e o monitoramento ambiental, principalmente para a

instrumentalização e planejamento das ações e políticas públicas voltadas para a re-ocupação

do espaço geográfico brasileiro. Isso, tendo em vista a atual dinâmica social no campo da

expansão da agricultura familiar, impulsionada por movimentos sociais e em atual processo

de implantação pelo governo federal, através do Programa Nacional de Reforma Agrária. Os

mapeamentos publicados no Brasil, comumentes utilizados para fins de zoneamento

agrossilvopastoril, foram produzidos em escalas reduzidas, dificultando sua aplicação pelos

órgãos governamentais. Esta proposta de trabalho baseia-se na utilização de uma base

cartográfica na escala 1:50.000, mais apropriada para o planejamento no nível de bacias

hidrográficas, onde a aplicação do conceito de paisagem geoquímica, fundamentado em

critérios morfopedológicos, permitiu a separação de paisagens geoquímicas de caráter eluvial,

trans-eluvial e eluvial acumulação, com validade para o ambiente estudado, ou seja, a porção

leste do município de Guarapuava/PR, representando uma fração do Planalto Basáltico

Meridional. O mapeamento geoquímico foi utilizado como instrumental para a definição da

aptidão agrícola voltada para a expansão da agricultura familiar, adicionando-se as

informações do mapa de declividade e exposição de vertentes, via programação de

computador através da linguagem LEGAL (linguagem espacial para geoprocessamento

algébrico). O modelo mostrou-se ágil, para o mapeamento proposto, definindo porções do

ambiente com aptidão para a expansão da agricultura familiar, áreas com restrição e inaptas,

identificando as limitações e potencialidades de cada unidade mapeada.

(28)

xxviii

This work refers to the search of a conceptual basis for the geosciences, aiming at the development of a methodological purpose so as produce an instrument of analysis and evaluation of the physical environment, resulting in mapping of landscape units, classified under the geochemical aspect and focusing its applicability for environmental management and monitoring, mainly as instrumentation and planning of public actions and policies concerned in the re-occupation of Brazilian geographical space, relying on present social dynamics in the field of expansion of familiar agriculture, driven by social movements and about to be implanted by the Federal Government by means of the Agrarian Reform.

Mappings so far published in Brazil, used for agrosilvorural zoning, have been produced in

reduced scale, which makes it difficult to be used by the Government. This paper aims at

using a cartographic basis of a 1:50.000 scale which is more suitable for planning at the level

of hydrographic basin, in which the application of a concept of a geochemical landscape

based upon morphopedological criteria, and which let geochemical landscape of eluvial,

trans-eluvial and eluvial accumulation to be split, and which was valid for the studied

landscape, that is to say, the eastern part of the municipality of Guarapuava – Paraná State,

that represents a fraction of the Meridional Basaltic Plateau. The geochemical mapping was

used as an instrument for the definition of the agricultural capacity so as to be used in familiar

agriculture, adding the information of proneness and slope exposition mapping, by means of

data processing programs – that is to say – LEGAL (spatial language for algebraic

geoprocessing). The model used was proven to be suitable for the proposed mapping by

defining parts of the environment adequate for familiar agriculture and restricted and inapt

areas as well, and identifying limitations and capacities of each mapped unit.

(29)

O instrumental metodológico apresentado, como uma alternativa e complemento de métodos já consagrados de avaliação da aptidão agrícola, aqui enfocando sua aplicabilidade para a agricultura familiar, e incorporando o conceito de paisagens geoquímicas, constitui-se na Tese.

Tendo-se por base as premissas da construção de uma teoria científica, a observação refere-se à constatação do autor, quanto à necessidade de mapeamentos em escala

1:50.000, ou maiores, para subsidiar mais adequadamente variados procedimentos internos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, principalmente aqueles voltados para o planejamento das ações de obtenção de terras, gestão ambiental e o desenvolvimento dos assentamentos.

A hipótese é que os mapeamentos e sistemas existentes não se adequariam bem ao atual enfoque da agricultura familiar. E quanto à verificação, última etapa da construção da teoria, buscando-se a validação do modelo, elaborou-se um mapeamento da aptidão agrícola, voltado para a análise das possibilidades e riscos quanto à expansão da agricultura familiar de uma região específica do Estado do Paraná.

A região estudada pertence a uma pequena fração do Planalto Basáltico Sul

Brasileiro, que engloba toda uma série de situações de natureza geoambiental diversa

(MANTOVANI et al., 1999). Embora a aparente homogeneidade litológica do Planalto,

formado por extensos derrames de composição predominantemente basáltica, tenha

contribuído para gerar menor interesse em termos de estudos geológicos sobre essa

importante região, cada vez mais se tem patenteado a importância das diferenciações na

(30)

solos e o conjunto do meio edáfico respondem claramente a essas diferenciações.

Outro fator que convergiu no sentido de uma menor quantidade de trabalhos sobre a região foi à escassez de bens minerais existentes nessas rochas que, com a exceção de geodos de quartzo e turmalina, apresentam-se mais ao nível de simples ocorrências. Por outro lado, as pesquisas de prospecção petrolífera na bacia do Paraná, sobretudo na década de 80 e mais recentemente a partir do final dos anos 90 têm se limitado mais aos aspectos estruturais dos capeamentos basálticos e dos diques de dolerito associados.

Paralelamente, são também reduzidos em número os trabalhos geomorfológicos que tratam o relevo chegando ao nível de seus compartimentos menores que caracterizariam unidades geoambientais.

Por outro lado, sobre as porções mais elevadas do Planalto há presença de solos mais rasos, lixiviados e álicos, com influência do clima subtropical de altitude, frio e úmido, no sudoeste paranaense, centro sul catarinense e norte-oriental gaúcho (MELFI &

PÉDRO,1977) e (MELFI & PÉDRO,1978). Conjugando-se esses solos com situações de relevo de maior inclinação, acaba-se configurando situações em que se tornam fatores limitantes ao processo produtivo.

Atualmente, entretanto, muitas áreas até então consideradas de forma marginal

ao processo produtivo, voltadas para formas de uso tais como pecuária extensiva, agricultura

de subsistência, reflorestamentos, áreas de preservação de fragmentos florestais da floresta

ombrófila mista ou mata de araucária (Araucária angustifolia), e pequenos enclaves

relacionados à fruticultura, passaram a ser reivindicadas por grupos de agricultores familiares

sem terra, impulsionados pela atual dinâmica social referente ao campo da reforma agrária

brasileira, com conseqüente expansão da agricultura familiar. Além disso, em determinados

(31)

função de pólos regionais, iniciando um processo de expansão urbano-industrial de escala mais ampla como acontece no caso de Guarapuava-PR.

O conjunto total de atividades anteriormente descritas representa um novo campo de forças atuantes sobre o meio ambiente, caracterizando impactos tanto em termos quantitativos quanto qualitativos.

No caso do espaço rural da área focalizada, as maiores mutações neste momento podem ser atribuídas aos movimentos de agricultores familiares sem terra; a exemplo do que está ocorrendo ao longo de todo o centro-sudoeste paranaense, conforme constatado durante os trabalhos de campo de MENDONÇA (1999) e MENDONÇA et al.

(1999).

Também, conforme foi possível averiguar em levantamentos de campo, a situação sócio-ambiental chega a atingir níveis críticos, como ocorre na bacia do rio Bananas, onde a ação de famílias de trabalhadores rurais sem terra, em áreas objeto de esbulho possessório, tem sido altamente predatória em relação aos recursos naturais. Essas famílias vêm obtendo rendimentos através de intenso desmatamento ilegal, incluindo áreas de preservação permanente, ao longo de importantes mananciais de água. Mesmo assim, vivendo em condições de extrema miserabilidade, com sérios problemas de ordem sanitária. A falta de orientação técnica e a pouca especificidade de diretrizes técnicas para lidar com este tipo de problema no ambiente em questão, são notórias.

É nesse contexto que se insere o objetivo geral do presente trabalho, ou seja,

propor um instrumental de análise ambiental sistêmica deste importante espaço geográfico

brasileiro, produzindo um mapeamento regional que contribua para o aprofundamento da

compreensão das relações entre as atividades agrossilvopastoris, especialmente a agricultura

(32)

diagnóstico da sua relação com o meio ambiente, particularmente no que tange o meio físico enfocado de forma ampla, permitirão subsidiar as políticas públicas para o desenvolvimento regional sustentável, reordenamento fundiário, gestão e monitoramento ambiental.

Como objetivo específico buscou-se avaliar a aptidão agrícola voltada para a expansão da agricultura familiar da porção leste do Município de Guarapuava/PR. Essa região foi eleita por apresentar facilidade de acesso em termos de estradas, além de existir acampamentos de trabalhadores rurais sem terra e projetos de assentamentos do INCRA, sendo uma região de intenso conflito fundiário.

Com este estudo, abre-se a possibilidade de extrapolar os resultados obtidos para ambientes semelhantes, além do já mencionado território brasileiro, como também os ambientes de clima subtropical úmido, influenciados pelo regime dos ventos alísios no Sudeste da China, Sudeste dos Estados Unidos e Sudeste da Austrália.

Para integrar os dados utilizou-se como instrumental o Sistema de Informações Geográficas (SIG), utilizando-se o programa SPRING (CAMARA et al., 1996), levando-se em consideração as variáveis do meio físico e incorporando na análise o conceito de paisagem geoquímica.

Neste contexto, considerando assim os aspectos mais amplos que um sistema de avaliação deve abordar para englobar as diversas variáveis físicas que incidem sobre uma exploração de caráter multifinalitário, como é o caso da agricultura familiar, a maior amplitude de circunstâncias abrangidas por um sistema de levantamento geoambiental pode contribuir para que esse enfoque se torne um importante instrumental metodológico.

A princípio, deve-se realçar que a “agricultura familiar”, constitui o objetivo

deste estudo e não objeto. Ela, assim como outras atividades, poderão ser subsidiadas com os

(33)

realmente ambiental deve levar em conta os ambientados, sejam eles pertencentes aos ecossistemas naturais ou modificados.

No espaço geográfico em tela, como também em muitas outras situações diversas, tem ocorrido tendência na expansão da agricultura familiar, impulsionada pela atual dinâmica social brasileira, no campo dos assuntos relacionados à reforma agrária e desigualdade social, caracterizando importante situação no que se refere à pressão exercida sobre o meio ambiente.

Acrescenta-se também que essa especificidade no uso da terra esta relacionada ao campo da ecologia que estuda os ecossistemas e nesse estudo enfoca-se um agroecossistema pois, conforme ODUM (1988), os agroecossistemas diferem dos ecossistemas naturais que utilizam a energia solar, tais como lagos, florestas, etc., em três maneiras básicas: a) a energia auxiliar que aumenta ou subsidia a entrada de energia solar está sob controle do homem, consistindo em trabalho humano e animal, fertilizantes, pesticidas, água de irrigação, combustível para mover maquinaria, etc.; b) a diversidade de organismos está muito reduzida (novamente pela ação humana) para maximizar a produção de um determinado alimento ou outro produto e; c) as plantas e animais dominantes sofrem a seleção artificial e não a seleção natural.

Em outras palavras, os agroecossistemas são projetados e gerenciados para

canalizar uma conversão máxima de energia solar e de outros tipos de energia em produtos

que servem de alimentos, através de um duplo processo: a) empregando energia auxiliar para

executar trabalho de manutenção que, em sistemas naturais, seria realizado pela energia solar,

permitindo assim que mais energia solar seja convertida diretamente em alimento; e b) pela

(34)

produção nesse ambiente especializado e subsidiado com energia.

Como ocorre em todo uso intensivo e especializado da terra, além dos benefícios, existem custos, que incluem a erosão do solo, a poluição pelo escoamento de agrotóxicos e fertilizantes, o alto custo dos subsídios de combustível e a aumentada vulnerabilidade às mudanças meteorológicas e às pragas e doenças, além da perda de biodiversidade..

Conforme o exposto depreende-se pela necessidade de diagnóstico ambiental que proporcione a compreensão da relação ambiente versus ambientado, no caso deste estudo, a agricultura familiar e parcela do ambiente subtropical úmido de altitude da região de Guarapuava, PR, de forma a subsidiar adequadamente as ações de políticas públicas enfocando a sustentabilidade social, econômica e ambiental.

Deste modo, procurou-se realizar uma análise integrada dos dados ambientais,

identificando as potencialidades e limitações das diferentes porções da paisagem em

contrapartida com as formas atuais de uso e ocupação dos solos e tendo em vista possíveis

cenários futuros, voltados para uma ocupação mais racional do espaço geográfico.

(35)

2.1 O ENFOQUE VOLTADO PARA A AGRICULTURA FAMILIAR

Independentemente de quais sejam os sistemas sóciopolíticos, as formações sociais ou as evoluções históricas, em todos os países onde o mercado organiza as trocas, a produção agrícola é sempre, em maior ou menor grau, assegurada por explorações familiares, ou seja, por explorações nas quais a família participa na produção (LAMARCHE, 1993).

No Brasil, a discussão sobre a importância e o papel da agricultura familiar no desenvolvimento vem ganhando força nos últimos anos, impulsionada pelo debate sobre geração de emprego e renda, segurança alimentar, meio ambiente e desenvolvimento local.

Neste contexto é que, em meados de março de 1999, o Governo Federal lançou

o Programa denominado “Novo Mundo Rural” (INCRA,1999), objetivando implantar uma

política de desenvolvimento rural com base na expansão da agricultura familiar e sua inserção

no mercado, numa ação conjunta com o então Gabinete do Ministro de Estado de Política

Fundiária - MEPF (hoje substituído pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário), Ministério

da Agricultura e do Abastecimento - MA, Instituto Nacional de Colonização e Reforma

Agrária - INCRA e Secretaria de Desenvolvimento Rural - SDR. A proposição central do

programa é a de promover o desenvolvimento local e regional sustentável, por meio da

desconcentração da base produtiva e da dinamização da vida econômica, social, política e

cultural dos espaços rurais, usando como vetores estratégicos o investimento na expansão e

fortalecimento da Agricultura Familiar. A criação deste programa fundamentou-se na

necessidade de unificação das políticas públicas para os trabalhadores rurais assentados pela

reforma agrária e para os agricultores familiares em geral, argumentando-se que só ocorre

(36)

primeiros quanto à capitalização e, na maioria, quanto aos conhecimentos necessários para o manejo da terra e da produção. Essa unificação de políticas públicas conceitua os agricultores familiares brasileiros, sem distinção, se integrantes ou não dos projetos de reforma agrária, de forma a evitar duplicidade de instrumentos, paralelismo de esforços, superposição de ações e desperdício de recursos públicos. Atualmente, com a mudança do cenário político brasileiro, observa-se grande ênfase na importância da Agricultura Familiar e da Reforma Agrária, onde a política para o setor encontra-se norteada pelo II Plano Nacional de Reforma Agrária (MDA

& INCRA, 2005) , apresentando-se como vetor estratégico para a nação.

Atualmente o cenário político nacional tem dado ainda mais ênfase à proposta de implementações significativas em projetos sociais como o Programa de Segurança Alimentar ou “Fome Zero”. A estratégia da segurança alimentar está perfeitamente ligada às políticas de desenvolvimento agrícola e intimamente relacionado ao Programa de Reforma Agrária e Programa Nacional de Fomento à Agricultura Familiar, onde planeja-se fomentar a produção dos agricultores familiares e assentados na reforma agrária, em resposta à demanda adicional de alimentos (GOVERNO FEDERAL, 2004). Esse aspecto demonstra claramente a atual visibilidade social quanto ao tema da agricultura familiar, caracterizando sua importância na construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

Conforme dados de GUANZIROLI & CARDIM (2000) os agricultores familiares correspondem a 85,2% do total de estabelecimentos rurais no Brasil e ocupam 77%

da mão de obra do campo, totalizando cerca de 13,8 milhões de pessoas; são responsáveis por

37,9 % do Valor Bruto da Produção Agropecuária Nacional (VBN), e produzem a maior parte

dos alimentos que vão para a mesa do brasileiro, (por exemplo: 67 % do feijão, 84 % da

mandioca, 52% do leite e 58 % dos suínos). Isso tudo apesar de ocuparem apenas 30 % da

(37)

agricultura.

Ademais, acrescenta-se que a importância da agricultura familiar, conforme BRANDENBURG (1999), não pode ser somente enfatizada tendo em vista a ótica de uma análise estritamente econômica, pois na agricultura familiar o interesse econômico e os interesses pessoais e subjetivos podem se realizar ao mesmo tempo, enquanto que na organização empresarial capitalista não há lugar para subjetividades. Para esse mesmo autor, se a racionalidade e a subjetividade pertencem a esferas distintas nas sociedades modernas, a fusão desses dois âmbitos é encontrada de forma mais clara nas sociedades tradicionais e nas sociedades camponesas, encontrando-se aí a raiz do modelo da moderna organização familiar de produção. Nesse sentido conforme ALPHANDERY (1992), junto com o desenvolvimento da atividade agrícola, os agricultores identificam-se com o ritmo da natureza na organização do trabalho, experimentam os sentimentos subjetivos de apego à terra, de liberdade e de autonomia. Por isso, os estudiosos, ao pesquisarem essas categorias, mesmo nas sociedades modernas, identificaram uma certa especificidade, uma racionalidade distinta da racionalidade capitalista, à medida que produzem visando atingir necessidades da família, de construir um patrimônio familiar e não estritamente com o interesse de acumular capital.

Sob o ponto de vista da relação com a natureza, a unidade familiar apresenta

potencial para organizar a produção numa lógica que favorece o desenvolvimento de sistemas

diversificados de produção agrícola, de ecossistemas mais equilibrados em relação ao

consumo de energia e recursos não-renováveis e à preservação da flora e fauna nativas. A

escala de produção da agricultura familiar normalmente privilegia em maior grau a

biodiversidade, maior densidade de áreas verdes, além do que, pode contribuir com um

ambiente que torna a paisagem mais humana.

(38)

agricultura familiar pode ser vivenciado em regiões como Guarapuava onde, segundo o autor, é significativo o contraste quando se deixa de percorrer áreas extensas de monocultura ou de exploração pecuária e se começa a adentrar em locais de pequenas áreas de produção familiar.

Nessas, as características da produção familiar restabelecem o convívio com o ambiente diversificado e rico da natureza, enquanto naquela o ambiente árido torna a paisagem monótona e inóspita. Em contrapartida, THOMAZ (2000a), que desenvolveu estudo referente à relação da agricultura familiar na bacia do Rio Iratim/Guarapuava indica que, parte dos agricultores familiares, foram excluídos pelo processo de modernização agrícola e encontra sérias restrições para garantir sua permanência no campo.

O debate sobre os conceitos e a importância relativa da agricultura familiar é bastante intenso, produzindo inúmeras concepções, interpretações e propostas, oriundas das diferentes entidades representativas dos pequenos agricultores, dos intelectuais que estudam a área rural e dos técnicos governamentais encarregados de elaborar as políticas para o setor rural brasileiro (GUANZIROLI & CARDIM, 2000).

Estudos da FAO/INCRA (1996), baseados na metodologia de sistemas agrários, desenvolvida pela escola francesa de estudos agrários, conforme GUANZIROLI &

CARDIM (2000), vêm permitindo uma melhor compreensão da lógica e dinâmica das

unidades familiares e dos assentados, assim como dos sistemas de produção por eles adotados

nas diversas regiões do país. Os resultados desses estudos indicam que a agricultura brasileira

apresenta uma grande diversidade em relação ao seu meio ambiente, à situação dos

produtores, à aptidão da terra, à disponibilidade de infra-estrutura, etc., não apenas entre as

regiões, mas também dentro de cada região.

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caracterizar os agricultores familiares a partir de suas relações sociais de produção. Isso implica superar a tendência freqüente nas análises sobre o tema de atribuir um limite máximo de área ou de valor de produção à unidade familiar, associando-se, equivocadamente, à pequena produção e, portanto, conceituam a agricultura familiar brasileira a partir de três características centrais:

a) a gestão da unidade produtiva e os investimentos nela realizados são feitos por indivíduos que mantém entre si laços de sangue ou de casamento;

b) a maior parte do trabalho é igualmente fornecida pelos membros da família e;

c) a propriedade dos meios de produção (embora nem sempre da terra) pertence à família e é em seu interior que se realiza sua transmissão em caso de falecimento ou de aposentadoria dos responsáveis pela unidade produtiva.

Nesta perspectiva, segundo dados do INCRA (1999), estima-se em quatro milhões o número de estabelecimentos familiares rurais existentes no Brasil. Desses, cerca de 10 % - 414 mil famílias - correspondem àqueles que participaram de projetos de reforma agrária a partir de 1985, os quais se distribuem por mais de três mil assentamentos em 1.159 municípios brasileiros, totalizando uma área de 16.838.089 hectares.

Ademais, acrescenta-se que, conforme um recente estudo prospectivo da

demanda por terra, efetuado por FAO & INCRA (2000), a agricultura familiar tende a crescer

muito mais nos próximos anos. Nesse estudo, o número de demandantes foi obtido tendo por

base o conjunto da população rural trabalhadora (assalariados permanentes e temporários e

mão de obra familiar) e os produtores incluídos nas categorias de parceiros, arrendatários,

ocupantes e proprietários de estabelecimentos menores que 10 hectares. Foi construído um

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de terra, representando a aspiração da população em se tornar agricultora.

Os cenários para estimativas de demanda por terra no país tiveram números bastante significativos em valores absolutos, considerando-se os horizontes estudados: em 2000, 2.459.181 famílias; 2003, com 2.214.688 famílias e em 2005, 2.065.351 famílias. Esses números caracterizam a intensa necessidade de união de esforços de toda a sociedade brasileira seja de entidades governamentais, não governamentais e sociedade civil, no sentido de promover o desenvolvimento deste grande contingente da população.

Destaca-se ainda, a necessidade premente da aplicação de políticas públicas subsidiadas por diagnóstico técnico-científico que proporcione o conhecimento da complexidade das relações geoambientais, visando o planejamento das ações com qualidade, principalmente quando analisamos o intenso impacto no meio social, econômico e ambiental.

Historicamente, o processo de reforma agrária tem avançado em função das pressões dos movimentos sociais. O Governo Federal agiu mais no sentido de atender demandas emergenciais, principalmente em áreas de conflito agrário sem, muitas vezes, trabalhar adequadamente com a qualidade de vida dos beneficiários pelo programa.

Tal aspecto, quando não proporciona a mudança na condição de vida do assentado, pode levar até a perda da terra, retornando-o às condições iniciais de miserabilidade. Situações, como essa, não são raras de ocorrer, muitas vezes impulsionadas pela pressão dos movimentos sociais, indicando para a desapropriação de latifúndios, que em grande parte são improdutivos porque apresentam limitações de ordem geoambiental, a saber:

a) solos com baixa fertilidade, tidos como ruins sob o ponto de vista da produção, originários

de rochas pobres em componentes minerais); b) limitações de ordem climática; c)

Referências

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