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Aula 05 Partes e procuradores. Direito Processual do Trabalho para TRT-8 Prof. Gabriel Furlan. Prof. Gabriel Furlan Aula 05

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Aula 05 –Partes e procuradores.

Direito Processual do Trabalho para TRT-8

Prof. Gabriel Furlan

(2)

Sumário

Sumário ... 2

1. Partes e Procuradores: ... 3

1.1 Conceito de partes: ... 3

1.2 representação e assistência das partes na justiça do trabalho ... 5

2. Capacidade Postulatória e Jus postulandi ...9

3. Sucessão processual ... 16

4. Substituição Processual ... 18

4.1 substituição processual pelo sindicato ... 19

5. Honorários do Advogado e Assistência Judiciária ... 24

6. Nulidades no Processo, Princípio informador; momento de arguição, preclusão. ... 30

6.1 princípios das nulidades ...31

6.1.1 prejuízo ou transcendência ...31

6.1.2 princípio da instrumentalidade das formas ...31

6.1.3 princípio da convalidação ...31

6.1.4 princípio da renovação dos atos processuais viciados ou saneamento das nulidades ... 32

6.1.5 princípio do aproveitamento dos atos processuais praticados ...33

6.1.6 princípio do interesse ...33

7. Exceções ... 35

8- Questões Comentadas... 36

9 - Lista de questões apresentadas (sem comentário) ... 69

10 - Gabarito ... 83

11- Referencial Bibliográfico ... 84

12 – Resumo Direcionado... 85

(3)

1. Partes e Procuradores:

1.1 Conceito de partes:

No processo do trabalho as partes possuem a denominação de reclamante e reclamado como regra. O correto seria demandante e demandado, pois vem do ato de demandar.

Quanto ao conceito de partes, a doutrina diz que:

Sujeitos do processos são todas as pessoas que nele atuam (partes, juiz, perito, servidores da justiça, etc...). Em sentido processual, partes são quem ajuíza uma ação e em face de quem a ação é ajuizada. É quem pede a tutela jurisdicional trazendo uma pretensão a juízo e quem resiste a esta pretensão. O juiz é sujeito do processo e não parte. (SCHIAVI, 2018, p. 342)

Ultrapassado esse conceito de partes, passamos a análise de capacidade.

A capacidade, segundo a doutrina civil, é a aptidão para adquirir direito e obrigações.

Adquirida a personalidade com o nascimento com vida, toda pessoa passa a ser capaz de direitos e obrigações (SCHIAVI, 2018, p. 343)

Capacidade processual se divide:

a)Capacidade de direito ou de ser parte: toda pessoa que tenha personalidade terá também capacidade de ser parte, ou seja, capacidade para estar em um dos polos da reclamação trabalhista;

b)Capacidade de fato ou ad processum: é a capacidade de estar em juízo, sem a necessidade de representação ou assistência. É estar em juízo sem estar acompanhado.

PARTES

sentido amplo

são os sujeitos do processo (todos que nele

atuam)

sentido processual

é quem ajuíza uma ação e em face de quem é

ajuízada

(4)

Relacionada com a personalidade civil = personalidade inicia-se com o nascimento com vida (segunda a literalidade do Código Civil e doutrina natalista)

Relacionada com a capacidade civil = análise de representação e assistência previsto no Código Civil

Entretanto, sobre a capacidade de fato, caso haja necessidade de estar acompanhado, a divisão será a seguinte: os absolutamente incapazes deverão ser representados e os relativamente incapazes serão assistidos.

Nesse sentido, é necessário saber que a reforma trabalhista REVOGOU o seguinte artigo:

Art 792, CLT – somente tem capacidade para estar em juízo é a partir dos 18 anos, seja autor ou réu. Incapazes sai representados e os relativamente incapazes serão assistidos.

REVOGADO Capacidade

Capacidade de dirieto/de ser parte = capacidade para estar

em um dos polos da demanda

Capacidade de fato/ad processum = capacidade de

estar em juízo, sem a necessidade de representação

ou assistência Aptidão de adquirir

direitos e obrigações

(5)

Entretanto, tanto antes da reforma trabalhista quanto após, continua a ser aplicado o que se dispõe sobre capacidade prevista na capacidade tanto no Código Civil e Código Processual Civil.

1.2 representação e assistência das partes na justiça do trabalho

Representação e substituição processual são conceito diferentes. Nesse tópico trataremos sobre o instituto da representação e assistência das partes. Posteriormente estudaremos a substituição.

Representante é alguém que defende aquele quem não pode praticar o ato processual. Assim, representação é, além do ato ou ação, também pode ser a qualidade atribuída a quem age no lugar de outrem.

Nesse sentido, a doutrina disciplina:

Representante é exatamente aquele que surge no lugar de quem não pode desempenhar. Representação é o ato ou ação, mas também a qualidade atribuída para o fim de agir no lugar de outrem. (NASCIMENTO apud SCHIAVI, 2018, p. 345)

Nessa vereda, conseguimos perceber aquilo que a doutrina muito bem coloca:

Pensamos que a Consolidação adotou o gênero representação (arts 791 e 793, CLT), cujas espécies são a representação stricto sensu, dos incapazes e a assistência, para os relativamente incapazes (SCHIAVI, 2018, p. 345)

Representação

defende aquele quem não pode praticar o ato

processual

atribuída a quem age no lugar de

outrem

(6)

Assim, aplica-se na relação trabalhista o que disciplina a regra geral. Portanto, os relativamente incapazes são assistidos e os absolutamente incapazes são representados. A CLT disciplina:

Art. 791, CLT: Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final.

§ 1º - Nos dissídios individuais os empregados e empregadores poderão fazer-se representar por intermédio do sindicato, advogado, solicitador, ou provisionado, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil.

§ 2º - Nos dissídios coletivos é facultada aos interessados a assistência por advogado.

§ 3o A constituição de procurador com poderes para o foro em geral poderá ser efetivada, mediante simples registro em ata de audiência, a requerimento verbal do advogado interessado, com anuência da parte representada.

Art. 793, CLT: A reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus representantes legais e, na falta destes, pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo sindicato, pelo Ministério Público estadual ou curador nomeado em juízo.

CLT não faz distinção entre representação e assistência. Para o menor de 18 anos = REPRESENTANTES LEGAIS  PROCURADORIA  MPE  CURADOR

Reclamação

dissidio coletivo = assistência por advogado é facultada

poderes do advogado

= foro em geral caso efetivado em registro

em ata tanto empregados quanto

empregadores poderão peticionar pessoalmente

(jus postulandi)

(7)

Sobre o §1º do art 791 da CLT que fala sobre a representação dos empregados e empregadores, a doutrina deixa certo:

O referido dispositivo não trata de representação legal para suprir incapacidade, mas sim da representação voluntária ou convencional, cumprindo as pessoas mencionadas no §1º, do art 791, da CLT, atuar em nome do empregado ou empregador em juízo, desde que autorizadas por ele. (SCHIAVI, 2018, p. 346)

Dessa forma, segundo a disciplina do CLT, o menor de 18 anos proporá a reclamação trabalhista segundo o que disciplina o art 793, CLT.

A Consolidação das Leis do Trabalho não faz distinção entre assistência e representação. No entanto, conforme já nos posicionamos, o art 793, CLT adota o gênero representação, que envolve a representação e a assistência. Desse modo, pensamos que o menor entre 16 anos e 18 anos será assistido na Justiça do Trabalho por seus representantes legais e, na falta destes, pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo Ministério Público Estadual ou curador nomeado pelo juízo. O menor de 16 anos será representado em juízo pelas referidas pessoas. (SCHIAVI, 2018, p. 348)

Ademais, parte predominante da doutrina classifica que a emancipação não afeta a relação processual trabalhista.

Segunda parte da doutrina define que a emancipação afeta a área trabalhista, somente em questões processuais e jamais em questões de direito material (ex.: adicional de insalubridade).

Por fim, doutrina minoritária diz que a emancipação afeta direito processual e direito material trabalhista.

Por fim, é necessário saber que o empregado pessoa física atuará no polo ativo da demanda como regra, entretanto, podendo ser o demandado em ações especiais.

Emancipação Civil

Não afeta relações trabalhistas

Doutrina Majoritária

(8)

CONHECIMENTO DOS FATOS Empregador pode ser pessoa física ou jurídica no polo passivo, como regra, e sua representação será nas formas previstas nos parágrafos do art 843, CLT:

Art. 843, CLT: Na audiência de julgamento deverão estar presentes o reclamante e o reclamado, independentemente do comparecimento de seus representantes salvo, nos casos de Reclamatórias Plúrimas ou Ações de Cumprimento, quando os empregados poderão fazer-se representar pelo Sindicato de sua categoria.

§ 1º É facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto que tenha conhecimento do fato, e cujas declarações obrigarão o proponente.

§ 2º Se por doença ou qualquer outro motivo poderoso, devidamente comprovado, não for possível ao empregado comparecer pessoalmente, poderá fazer-se representar por outro empregado que pertença à mesma profissão, ou pelo seu sindicato.

§ 3º O preposto a que se refere o § 1o deste artigo não precisa ser empregado da parte reclamada. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017)

Audiência = presença pessoal

obrigatória:

Reclamado

Gerente

Preposto (não precisa ser empregado)

Reclamante

Se não for possível presença pessoal = faz se

representar por outr empregado

da mesma profissão ou pelo sindicato

(9)

Ademais, em reclamação plúrima é possível que apenas um reclamante compareça em audiência representando os demais, desde que não haja dilação probatória.

Por fim, representação processual previsto do art 75, CPC aplica-se ao processo do trabalho

2. Capacidade Postulatória e Jus postulandi

É a capacidade para postular em juízo, em causa própria ou defendendo terceiros (SCHIAVI, 2018, p. 344).

Capacidade postulatória como regra é atribuída por uma procuração, basta observara regra do processo civil.

Entretanto, no processo do trabalho há regra especifica que se diferenciação, como é o caso do jus postulandi, mandato tácito e mandato em ata de audiência.

Sob o aspecto processual, o jus postulandi é a capacidade de postular em juízo conferida à própria parte na justiça do Trabalho, nos termos do que dispõe o art 791, da CLT (...) (SCHIAVI, 2018, p. 348)

Sobre jus postulandi a doutrina deixa certo:

O jus postulandi é uma das principais características do Processo do Trabalho, uma vez que traduz a possibilidade de as partes (empregado e empregador) postularem pessoalmente na Justiça do Trabalho e acompanharem as suas reclamações até o final, sem necessidade de advogado (art. 791 da CLT). (SILVA JUNIOR, 2017, p. 73)

É o que disciplina o art 791, CLT:

Jus Postulandi

capacidade de postular sozinho na

justiça do trabalho

conferido a reclamante e

reclamado

(10)

Art. 791, CLT: Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final.

Sobre esse assunto a doutrina deixa certo que:

Sempre foi polêmica a questão do jus postulandi da parte na Justiça do Trabalho. Há quem o defenda, argumentado que é uma forma de viabilizar o acesso do trabalhador à Justiça, principalmente aquele que não tem condições de contratar um advogado. Outros defendem sua extinção, argumentando que, diante da complexidade do Direito Material do Trabalho e do processo do Trabalhador, já não é possível a parte a parte postular sem advogado, havendo uma falsa impressão de acesso à justiça deferir à parte a capacidade postulatória. (SCHIAVI, 2018, p.

348/349)

A Sumula 425 do TST completa esse sentido:

SUM-425 JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE: O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho.

POSTULANDIJUS

CABENÃO

Ação

Rescisória Ação Cautelar

Mandado Segurançade

Recurso de competência

do TST

CABE

Varas e TRT

(11)

Além do jus postulandi, há outras peculiaridades que devemos nos ater e estudar.

Nessa vereda, mandato tácito, nada mais é do que o advogado que comparece a audiência sem procuração e atua defendendo os interesses de uma das partes.

Mandato apud acta é o advogado que comparece em audiência sem procuração, defendendo os interesses de uma das partes, mas seus poderes são conferidos em audiência pelo Juiz em um ato forma e solene registrado em audiência.

Sobre o mandato tácito, a jurisprudência do TST já reconhece tal forma e atribui sua jurisprudência, por exemplo, no Agravo de Instrumento:

OJ-SDI1-286 AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRASLADO. MANDATO TÁCITO. ATA DE AUDIÊNCIA. CONFIGURAÇÃO:

I - A juntada da ata de audiência, em que consignada a presença do advogado, desde que não estivesse atuando com mandato expresso, torna dispensável a procuração deste, porque demonstrada a existência de mandato tácito.

II - Configurada a existência de mandato tácito fica suprida a irregularidade detectada no mandato expresso.

Como dito acima, mandato tácito que é aquele que o representante judicial que exerce capacidade postulatória sem procuração, também existe o mandato consignado em ata que é quando o representante consigna em ata de audiência.

Por fim, elenca-se abaixo jurisprudências do TST referente a mandato que são recorrentes em prova:

Mandato Tácito

Poderes conferidos na ata de audiência

Poderes para foro geral

Não precisa apresentar procuração

Mandado Tácito supre irregularidade detectada

em mandato expresso

(12)

SUM-383 RECURSO. MANDATO. IRREGULARIDADE DE REPRESENTAÇÃO. CPC DE 2015, ARTS. 104 E 76, § 2º (nova redação em decorrência do CPC de 2015):

I – É inadmissível recurso firmado por advogado sem procuração juntada aos autos até o momento da sua interposição, salvo mandato tácito. Em caráter excepcional (art. 104 do CPC de 2015), admite-se que o advogado, independentemente de intimação, exiba a procuração no prazo de 5 (cinco) dias após a interposição do recurso, prorrogável por igual período mediante despacho do juiz. Caso não a exiba, considera-se ineficaz o ato praticado e não se conhece do recurso.

II – Verificada a irregularidade de representação da parte em fase recursal, em procuração ou substabelecimento já constante dos autos, o relator ou o órgão competente para julgamento do recurso designará prazo de 5 (cinco) dias para que seja sanado o vício. Descumprida a determinação, o relator não conhecerá do recurso, se a providência couber ao recorrente, ou determinará o desentranhamento das contrarrazões, se a providência couber ao recorrido (art. 76, § 2º, do CPC de 2015).

Sobre procuração e mandato, ainda segue a jurisprudência do TST:

OJ-SDI1-349 MANDATO. JUNTADA DE NOVA PROCURAÇÃO. AUSÊNCIA DE RESSALVA. EFEITOS: A juntada de nova procuração aos autos, sem ressalva de poderes conferidos ao antigo patrono, implica revogação tácita do mandato anterior.

Recurso

Inadmissível

Advogado sem procuração

Salvo mandato tácito

Irregularidade de representação em fase recursal

Relator concede prazo de 5 dias para sanar o vício

(13)

OJ-SDI1-374 AGRAVO DE INSTRUMENTO. REPRESENTAÇÃO

PROCESSUAL. REGULARIDADE. PROCURAÇÃO OU

SUBSTABELECIMENTO COM CLÁUSULA LIMITATIVA DE PODERES AO ÂMBITO DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO: É regular a representação processual do subscritor do agravo de instrumento ou do recurso de revista que detém mandato com poderes de representação limitados ao âmbito do Tribunal Regional do Trabalho, pois, embora a apreciação desse recurso seja realizada pelo Tribunal Superior do Trabalho, a sua interposição é ato praticado perante o Tribunal Regional do Trabalho, circunstância que legitima a atuação do advogado no feito.

OJ-SDI2-151 AÇÃO RESCISÓRIA E MANDADO DE SEGURANÇA.

PROCURAÇÃO. PODERES ESPECÍFICOS PARA AJUIZAMENTO DE RECLAMAÇÃO TRABALHISTA. IRREGULARIDADE DE REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. FASE RECURSAL. VÍCIO PROCESSUAL SANÁVEL: A procuração outorgada com poderes específicos para ajuizamento de reclamação trabalhista não autoriza a propositura de ação rescisória e mandado de segurança. Constatado, todavia, o defeito de representação processual na fase recursal, cumpre ao relator ou ao tribunal conceder prazo de 5 (cinco) dias para a regularização, nos termos da Súmula nº 383, item II, do TST.

Nova procuração sem ressalva

revogação tácita do mandato anterior

Agravo de Instrumento

Mandato com poderes limitados a atuação no TRT

é possível interport Agravo de Instrumento e

Recurso de Revista

Porque a interposição é perante ao TRT

(14)

Ano: 2018 Banca: Gestão Concurso Órgão: EMATER-MG Prova: Gestão Concurso - 2018 - EMATER-MG - Assessor Jurídico

No que tange às nulidades no Processo do Trabalho, assunto previsto na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir.

( ) O juiz ou Tribunal que pronunciar a nulidade declarará os atos a que ela se estende. A nulidade do ato prejudicará todos os atos posteriores ao ato nulo.

( ) Nos processos sujeitos à apreciação da Justiça do Trabalho só haverá nulidade quando resultar dos atos inquinados manifesto prejuízo às partes litigantes.

( ) O juiz ou Tribunal que se julgar incompetente determinará, na mesma ocasião, que se faça remessa do processo, com urgência, à autoridade competente, fundamentando sua decisão.

( ) As nulidades não serão declaradas senão mediante provocação das partes, as quais deverão argui-las à primeira vez em que tiverem de falar em audiência ou nos autos. Deverá, entretanto, ser declarada ex officio a nulidade fundada em incompetência de foro. Nesse caso, serão considerados nulos os atos decisórios.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é A - (F); (F); (V); (V).

B - (V); (V); (F); (F).

C - (V); (F); (F); (F).

D - (F); (V); (V); (V).

Comentários:

1º. FALSA.

Art. 798, CLT - A nulidade do ato não prejudicará senão os posteriores que dele dependam ou sejam conseqüência.

2º. VERDADEIRA

Irregularidade de Representação

Ação Rescisória / Mandado de

Segurança

Poderes específicos para

ajuizar Reclamação

Procuração não autoriza propor

AR ou MS

(15)

Art. 794, CLT, CLT - Nos processos sujeitos à apreciação da Justiça do Trabalho só haverá nulidade quando resultar dos atos inquinados manifesto prejuízo às partes litigantes.

3º. VERDADEIRA

Art. 795, CLT - As nulidades não serão declaradas senão mediante provocação das partes, as quais deverão argüi-las à primeira vez em que tiverem de falar em audiência ou nos autos.

§ 2º - O juiz ou Tribunal que se julgar incompetente determinará, na mesma ocasião, que se faça remessa do processo, com urgência, à autoridade competente, fundamentando sua decisão.

4º. VERDADEIRA

Art. 795, CLT - As nulidades não serão declaradas senão mediante provocação das partes, as quais deverão argüi-las à primeira vez em que tiverem de falar em audiência ou nos autos.

§ 1º - Deverá, entretanto, ser declarada ex officio a nulidade fundada em incompetência de foro.

Nesse caso, serão considerados nulos os atos decisórios.

D

Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: Câmara de Campo Limpo Paulista - SP Prova: VUNESP - 2018 - Câmara de Campo Limpo Paulista - SP - Procurador Jurídico

Considerando às disposições da Consolidação das Leis do Trabalho, é correto afirmar que A - não são devidos honorários de sucumbência na reconvenção.

B - quando forem dois ou mais os litigantes de má-fé, o juízo condenará cada um na proporção de seu respectivo interesse na causa e subsidiariamente aqueles que se coligaram para lesar a parte contrária.

C - para manifestação acerca da exceção de incompetência territorial o reclamante e, se existentes, os litisconsortes, o prazo será de 5 (cinco) dias, sucessivos.

D - na hipótese de procedência parcial, o juízo arbitrará honorários de sucumbência recíproca, vedada a compensação entre os honorários.

E - a nulidade será pronunciada ainda que arguida por quem lhe tiver dado causa.

Comentários:

A) INCORRETA

Art. 791-A, 5º, CLT: São devidos honorários de sucumbência na reconvenção.

B) INCORRETA

Art. 793-C, § 1º, CLT: Quando forem dois ou mais os litigantes de má-fé, o juízo condenará cada um na proporção de seu respectivo interesse na causa ou solidariamente aqueles que se coligaram para lesar a parte contrária.

C) INCORRETA

(16)

Art. 800, § 2º, CLT: Os autos serão imediatamente conclusos ao juiz, que intimará o reclamante e, se existentes, os litisconsortes, para manifestação no prazo comum de cinco dias.

D) CORRETA

Art. 791-A, § 3º, CLT: Na hipótese de procedência parcial, o juízo arbitrará honorários de sucumbência recíproca, vedada a compensação entre os honorários.

E) a INCORRETA

Art. 796, CLT: A nulidade não será pronunciada: a) quando for possível suprir-se a falta ou repetir-se o ato; b) quando argüida por quem lhe tiver dado causa.

D

3. Sucessão processual

Sucessão nada mais é do que quando há a substituição no processo de uma das partes, ou seja, uma das partes daquela demanda acaba saindo daquela relação jurídica processual.

A sucessão das partes configura-se quando há a extinção da pessoa natural pela morte (causa mortis), ou a transferência do direito em que se funda a ação (inter vivos). Há sucessão de empresas quando há a transferência do fundo de comercio para outra empresa ou alteração na sua estrutura jurídica (arts. 10 e 448 da CLT (SCHIAVI, 2018, p. 352)

Sucessão

Substituição no processo de uma das

partes

partes = morte ou transferência de direitos

empresa = transferência do fundo de comercio ou alteração na estrutura jurídica

(17)

Sobre esse aspecto, habilitação dos sucessores é possível aplicação subsidiária e supletiva do CPC, pois com a morte substitui a parte no processo.

Entretanto, na seara trabalhista aplica-se uma previsão especifica sobre sucessão no caso de falecimento.

No caso de falecimento de empregado, há sucessão quanto ao credor trabalhista e essa é a substituição por meio de certidão de dependentes junto à previdência social (art. 1, da lei 6858/1980) ou de alvará judicial obtido na justiça comum:

Lei 6858

Art. 1º - Os valores devidos pelos empregadores aos empregados e os montantes das contas individuais do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e do Fundo de Participação PIS-PASEP, não recebidos em vida pelos respectivos titulares, serão pagos, em quotas iguais, aos dependentes habilitados perante a Previdência Social ou na forma da legislação específica dos servidores civis e militares, e, na sua falta, aos sucessores previstos na lei civil, indicados em alvará judicial, independentemente de inventário ou arrolamento.

§ 1º - As quotas atribuídas a menores ficarão depositadas em caderneta de poupança, rendendo juros e correção monetária, e só serão disponíveis após o menor completar 18 (dezoito) anos, salvo autorização do juiz para aquisição de imóvel destinado à residência do menor e de sua família ou para dispêndio necessário à subsistência e educação do menor.

§ 2º - Inexistindo dependentes ou sucessores, os valores de que trata este artigo reverterão em favor, respectivamente, do Fundo de Previdência e Assistência Social, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ou do Fundo de Participação PIS-PASEP, conforme se tratar de quantias devidas pelo empregador ou de contas de FGTS e do Fundo PIS PASEP.

Valores devidos pelos

empregadores e FGTS não recebidos em

vida

Habitilitados na PREVIDÊNCIA

SOCIAL

Na falta de habilitados na

previdência = sucessores civis

Quotas dos menores

depositado em caderneta de

poupança

(18)

4. Substituição Processual

Primeiramente, precisamos sobre a questão da legitimidade.

Legitimidade ordinária: é coincidência de direito material e a legitimidade para estar em juízo.

Legitimidade extraordinária: é a que dá poder para estar em processo como parte formal, mesmo não se afirmando detentor titular do direito material

Art. 18, CPC: Ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio, salvo quando autorizado pelo ordenamento jurídico.

Parágrafo único. Havendo substituição processual, o substituído poderá intervir como assistente litisconsorcial.

Sobre substituição processual, a doutrina deixa certo que:

Substituição processual, também chamada de legitimidade extraordinária ou anômala, consiste na possibilidade de alguém vir a juízo postular em nome próprio direito alheio. Tal instituto não se confunde com a representação processual, pois o substituto age em nome próprio. (SCHIAVI, 2018, p. 354)

(19)

substituição processual = legitimação extraordinário

- pleitear em nome próprio direito alheio

Substituído pode intervir como assistente litisconsorcial

Nesse sentido, substituto é a possibilidade de alguém postular em nome próprio em juízo defendendo direito alheio. Nesse sentido, defende e age em nome próprio.

Quanto a representação, nada mais é um terceiro defendendo direito alheio, entretanto, não age em nome próprio. É um terceiro agindo em nome de outrem e defendendo direito de outrem. É o caso do sindicato no caso da categoria profissional ou do empregador.

SUBSTITUIÇÃO

Postular em nome próprio direito alheio

REPRESENTAÇÃO

Postular em nome alheio direito alheio

4.1 substituição processual pelo sindicato

Sobre a substituição processual pelo sindicato, primeiro devemos observar a disciplina constitucional:

Legitimidade

Ordinária coincidência com

o direito material

Extraordinária

legitimidade

concede o direito

de se parte formal

(20)

Art 8º, III, CF: ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas;

Percebemos que pelo dispositivo constitucional o sindicato é o substituto na defesa de direitos e interesses coletivos ou individuais.

Desse modo, direitos coletivos sempre foi aceito que o sindicato fosse o considerado substituto processual.

A partir da promulgação da Constituição Federal a doutrina começou a se posicionar sobre a aplicação da substituição em outras naturezas jurídicas.

Hoje entende-se que o sindicato pode ser substituto nos direitos individuais homogêneos.

Sobre a classificação de direito coletivo, difuso e individual homogêneo, apenas a título de conhecimento, esta disciplinado no Código de Defesa do Consumido (CDC):

Art. 81, CDC: A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente, ou a título coletivo.

Parágrafo único. A defesa coletiva será exercida quando se tratar de:

I - interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato;

II - interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza indivisível de que seja titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base;

III - interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os decorrentes de origem comum.

(21)

SENTENÇA ultra partes, mas limitadamente ao grupo, categoria ou classe, salvo

improcedência por insuficiência de provas

SENTENÇA erga omnes, exceto se o pedido for julgado improcedente por insuficiência de provas

SENTENÇA ultra partes, mas limitadamente ao grupo, categoria ou classe, salvo

improcedência por insuficiência de provas

Sobre a defesa dos interesses individuais homogêneos pelo sindicato, a doutrina é no seguinte sentido:

Desse modo, de acordo com a atual posição do STF, pensamos que o art.

8, III consagrou a substituição processual dos membros da categoria (associados e não associados) para os direitos individuais homogêneos dos substituídos, vale dizer: os que têm origem comum, pois se originam da mesma situação fática ou jurídica, cujos titulares são determinados e

DIREITOS

Coletivos

transindividuais indivisível grupo, categoria

ou classe pessoas ligadas entre si ou com a

parte contrária relação jurídica

base

Difusos

transindividuais indivisível

pessoas indeterminadas circunstâncias de

fato

Individuais Homogêneos

decorrentes de origem comum

(22)

o interesse é divisível, não há a necessidade de que as lesões sejam contemporâneas, ou sejam, que ocorram na mesma unidade temporal.

O número de lesões deve ser considerável, vale dizer: deve atingir várias pessoas. Embora a lei não preveja tal requisito, ele vem sendo exigido pelo doutrina e jurisprudência para diferenciá-lo dos institutos dos litisconsórcios e da representação processual. (SCHIAVI, 2018, p.

357/358)

Nesse sentido, antes dessa posição era apenas aplicável aos direitos coletivos.

Posteriormente, aplicou-se aos individuais homogêneos.

Hoje discute-se a questão dos direitos difusos, já que são indeterminados, entretanto prevalece a aplicabilidade tanto nos interesses coletivos quanto difusos.

Para a defesa dos interesses coletivos e difusos, a doutrina tem se posicionado no sentido de ser autônoma a legitimação do sindicato por força do inciso III, do art. 8º, da CF, vale dizer: para atuar o Sindicato como representante legal da categoria, cujo mandato é dado pela lei (ad litiem).

Já para a defesa dos direitos individuais homogêneos, por serem disponíveis e os titulares determinados, a legitimidade do Sindicato é extraordinário, vale dizer atua como substituto processual, uma vez que o direito discutido em juízo não lhe pertence (SCHIAVI, 2018, p. 362)

Portanto, hoje entende-se que o sindicato possa substituir tanto em direitos coletivos, quanto difusos e homogêneos.

SINDICATO

Defesa dos direitos individuais homogêneos

São direitos disponíveis

legitimidade extraordinário

(direito nao pertence ao sindicato, mas

sim do substituído)

interesses coletivos e

difusos

Legitimação Autônoma (mandato pela

lei)

(23)

Sindicato não tem legitimidade para representar um único trabalhador = para isso

tem

representação/assistência

Ademais, discute a legitimidade do sindicato no caso da substituição processual de um único empregado:

Ao contrário do que entendem alguns, acreditamos que o Sindicato não possa substituir processualmente um único trabalhador, pois é missão instituição e constitucional do Sindicato defender os interesses individuais e coletivos da categoria (art 8, III, da CF), e não um único trabalhador. Para tal desiderato, existe o instituto de representação processual (art 791, §1º, da CLT) e também a prestação da assistência judiciária pelo Sindicato. (SCHIAVI, 2018, p. 364)

Portanto, como bem se observa acima, grande parte da doutrina defende a ideia de que o sindicato não possui a legitimidade de substituir um único trabalhador já que para isso o instituto seria o instituto da representação ou assistência judiciaria.

Por fim, a doutrina e jurisprudência mais moderna já abandonaram a ideia da necessidade do rol de necessidade, como bem observa do cancelamento do item V da Sumula 310 do TST:

SUM-310 SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. SINDICATO (cancelamento mantido): V - Em qualquer ação proposta pelo sindicato como substituto processual, todos os substituídos serão individualizados na petição inicial e, para o início da execução, devidamente identificados pelo número da Carteira de Trabalho e Previdência Social ou de qualquer documento de identidade

Sobre esse aspecto a doutrina deixa certo:

Não precisa de rol de substituídos, inclusive direitos individuais homogêneos. Não há efetividade em se exigir a individualização dos substituídos na inicial, pois tal acontecera na liquidação e execução. De outro lado, a finalidade da substituição é a obtenção de sentença genérica, não obstando o direito individual de ação do substituído (SCHIAVI, 2018, p. 366)

(24)

Desse modo, a doutrina deixa certo que “ação desenvolve-se de forma abstrata e despersonalizada, em caráter eminentemente coletivo; sem necessidade de nominação dos beneficiários ou apresentação do rol de substituídos; somente nas fases de liquidação e execução que se identificam os lesados individualmente” (SANTOS apud SCHIAVI, 2018, p. 366)

5. Honorários do Advogado e Assistência Judiciária

Aplica-se hoje o que está disciplinado no art 791 da CLT:

Art. 791-A, CLT: Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbência, fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze por cento) sobre o valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa.

§ 1o Os honorários são devidos também nas ações contra a Fazenda Pública e nas ações em que a parte estiver assistida ou substituída pelo sindicato de sua categoria.

§ 2o Ao fixar os honorários, o juízo observará:

I - o grau de zelo do profissional;

II - o lugar de prestação do serviço;

III - a natureza e a importância da causa;

IV - o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço.

§ 3o Na hipótese de procedência parcial, o juízo arbitrará honorários de sucumbência recíproca, vedada a compensação entre os honorários.

§ 5o São devidos honorários de sucumbência na reconvenção.

Rol de legitimados Desnecessidade

(25)

Procedência Parcial = sucumbência recíproca + vedado

compensação

São devidos honorários na reconvenção

Honorários sucumbênciais

5% a 15%

valor da liquidação; ou

proveito econômico; ou

valor atualizado da causa.

Fixação

zelo

lugar

natureza e a importância

trabalho realizado

(26)

Art. 791-A, CLT:

§ 4o Vencido o beneficiário da justiça gratuita, desde que não tenha obtido em juízo, ainda que em outro processo, créditos capazes de suportar a despesa, as obrigações decorrentes de sua sucumbência ficarão sob condição suspensiva de exigibilidade e somente poderão ser executadas se, nos dois anos subsequentes ao trânsito em julgado da decisão que as certificou, o credor demonstrar que deixou de existir a situação de insuficiência de recursos que justificou a concessão de gratuidade, extinguindo-se, passado esse prazo, tais obrigações do beneficiário.

É possível hoje o deferimento da assistência judiciaria gratuita, entretanto, houve nova disposição pela reforma trabalhista:

Art. 790, CLT: Nas Varas do Trabalho, nos Juízos de Direito, nos Tribunais e no Tribunal Superior do Trabalho, a forma de pagamento das custas e emolumentos obedecerá às instruções que serão expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho.

§ 1o Tratando-se de empregado que não tenha obtido o benefício da justiça gratuita, ou isenção de custas, o sindicato que houver intervindo no processo responderá solidariamente pelo pagamento das custas devidas.

§ 2o No caso de não-pagamento das custas, far-se-á execução da respectiva importância, segundo o procedimento estabelecido no Capítulo V deste Título.

§ 3o É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior a 40%

(quarenta por cento) do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017)

§ 4o O benefício da justiça gratuita será concedido à parte que comprovar

insuficiência de recursos para o pagamento das custas do processo.

(Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017)

(27)

ATENÇÃO

Caso não tenha obtido o benefício da justiça gratuita ou isenção de custas, o sindicato que houver intervindo no processo responderá solidariamente

Com a reforma trabalhista e novas disposições sobre honorários advocatícios e assistência judiciaria gratuita abandona-se as ideias das sumulas 219 e 329 do TST que confrontam com a lei 13467 do TST, prevalecendo o disposto na lei.

A título de conhecimento, as sumulas do TST afirmam que (cuidado que atualmente a jurisprudência do TST não foi atualizada = responder de acordo com a nova lei da reforma trabalhista):

SUM-219 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.

CABIMENTO:

I - Na Justiça do Trabalho, a condenação ao pagamento de honorários advocatícios não decorre pura

SUM-329 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ART. 133 DA CF/1988:

Beneficiários da Justiça Gratuíta

requerimento ou de ofício

salário igual ou inferior a 40% do limite máximo dos

benefícios do RGPS

ou insuficiência de recursos para pagamento custas

Caso vencido no processo

Se não conseguir crédito para

supotar as despesas = sucumbência suspensa por dois

anos

(28)

DESATUALIZADO:

I, IV e V e simplesmente da sucumbência, devendo a parte,

concomitantemente: a) estar assistida por sindicato da categoria profissional; b) comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do salário mínimo ou encontrar- se em situação econômica que não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família

II - É cabível a condenação ao pagamento de honorários advocatícios em ação rescisória no processo trabalhista.

III - São devidos os honorários advocatícios nas causas em que o ente sindical figure como substituto processual e nas lides que não derivem da relação de emprego.

IV - Na ação rescisória e nas lides que não derivem de relação de emprego, a responsabilidade pelo pagamento dos honorários advocatícios da sucumbência submete-se à disciplina do Código de Processo Civil (arts.

85, 86, 87 e 90).

V - Em caso de assistência judiciária sindical ou de substituição processual sindical, excetuados os processos em que a Fazenda Pública for parte, os honorários advocatícios são devidos entre o mínimo de dez e o máximo de vinte por cento sobre o valor da condenação, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa (CPC de 2015, art. 85, § 2º).

VI - Nas causas em que a Fazenda Pública for parte, aplicar-se-ão os percentuais específicos de honorários advocatícios contemplados no Código de Processo Civil.

Mesmo após a promulgação da CF/1988, permanece válido o entendimento consubstanciado na Súmula nº 219 do Tribunal Superior do Trabalho

CUIDADO

São devidos honorários advocatícios em Ação Rescisória e nas lides que não derivem da relação de emprego

São devidos honorários nas lides que sindicato figurem como substituto

(29)

Sobre a forma de alegação e se há a necessidade de comprovação da necessidade para concessão da justiça gratuita, parte da doutrina afirma que o §3º do art 791 da CLT não há a necessidade de comprovação já que é automática, diferentemente do que dispõe o §4º do mesmo dispositivo.

Sobre esse aspecto é necessário observar o entendido na Sumula 363 do TST:

SUM-463 ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. COMPROVAÇÃO:

I – A partir de 26.06.2017, para a concessão da assistência judiciária gratuita à pessoa natural, basta a declaração de hipossuficiência econômica firmada pela parte ou por seu advogado, desde que munido de procuração com poderes específicos para esse fim (art. 105 do CPC de 2015);

II – No caso de pessoa jurídica, não basta a mera declaração: é necessária a demonstração cabal de impossibilidade de a parte arcar com as despesas do processo.

Assistência Judiciária

Pessoa Fisíca

Basta declaração

Parte ou advogado

Pessoa Jurídica não basta declaração + deve

demonstrar

(30)

6. Nulidades no Processo, Princípio

informador; momento de arguição, preclusão.

Sobre nulidade, a doutrina deixa certo que:

Nulidade, segundo a melhor doutrina, é a privação dos efeitos de um ato jurídico. Na esfera processual, a nulidade acarreta perda do efeito de um ato processual, vale dizer: o ato processual não produzirá os efeitos pretendidos (SCHIAVI, 2018, p. 507)

Nulidade pode se classificar em três espécies:

a) Atos de nulidade absoluta – são os atos nulos por serem atos processuais que violam normas de ordem pública. Não gera preclusão e pode ser de oficio.

b) Atos de nulidade relativa - são as que não violam normas de ordem pública. São dadas pela iniciativa das partes, não podendo ser conhecidas de oficio

c) Atos inexistentes - contem vício que não chegam a ter produzidos os efeitos. Os efeitos são cassados por decisão judicial.

Seguem a nulidades absolutas.

Nulidade perda do efeito de um ato processual

Absoluta = violam norma de ordem

pública

Relativa = dado iniciativa das

partes

Ato Inexistente = atos nem emsmo

geram efeitos

(31)

6.1 princípios das nulidades 6.1.1 prejuízo ou transcendência

Sobre esse princípio a doutrina deixa certo que o ato processual que não cause prejuízo a nenhuma das partes não deverá ser anulado, ou seja, só se anula o ato prejudicial:

O eixo central da declaração das nulidades, tanto no Direito Processual Civil como no Processual do Trabalho, é a existência de prejuízo (pas de nullite sans grief). Este princípio é oriundo do art 114, segunda parte, Código de Processo Civil francês. Se o ato processual, embora defeituoso e contenha vícios, não causou prejuízo a uma das partes, não deve ser anulado. A regra vale tanto para as hipóteses de nulidade como anulabilidade.

6.1.2 princípio da instrumentalidade das formas

Sobre esse princípio é entendido que o processo nada mais é do que uma sequência de atos voltados a uma finalidade. Se a finalidade foi atingida por outro ator que não aquele previsto na lei, não deve ser anulado portanto:

O princípio da instrumentalidade das formas, também chamado pela doutrina de princípio da finalidade, tem por objetivo conservar os atos processuais praticados de forma diversa da prescrita na leia, mas que atingiram sua finalidade e produziram os efeitos processuais previstos na lei. Tal princípio se assenta no fato e o processo não ser um fim em si mesmo, mas um instrumento de realização da justiça (SCHIAVI, 2018, p.

509)

6.1.3 princípio da convalidação

Para esse princípio as nulidades devem ser invocadas no momento especifico, pois caso não exercidas as suas alegações elas se convalidarão:

(32)

Pelo presente princípio, se as nulidades não forem invocadas no momento processual oportuno, haverá a convalidação do ato invalido, também chamada pela doutrina de preclusão de se invocar a nulidade.

(SCHIAVI, 2018, p. 510)

Sobre nulidade relativa, aquelas que interessa apenas a parte, deve ser invocada no momento oportuno, o que não ocorre com a absoluta.

Assim, as nulidades absolutas podem ser invocada a qualquer tempo, o que pode ocorrer inclusive de oficio, não sendo agasalhado no princípio da convalidação:

Art. 795, CLT: As nulidades não serão declaradas senão mediante provocação das partes, as quais deverão argüi-las à primeira vez em que tiverem de falar em audiência ou nos autos.

§ 1º - Deverá, entretanto, ser declarada ex officio a nulidade fundada em incompetência de foro. Nesse caso, serão considerados nulos os atos decisórios.

§ 2º - O juiz ou Tribunal que se julgar incompetente determinará, na mesma ocasião, que se faça remessa do processo, com urgência, à autoridade competente, fundamentando sua decisão.

6.1.4 princípio da renovação dos atos processuais viciados ou saneamento das nulidades

Sobre tal princípio somente serão renovados os atos viciados ou nulos, aproveitando todos os outros:

Convalidação/pre clusão

deve ser alegado

primeira oportunidade

(protestos antipreclusivos)

sob pena de preclusão

incompetência de

foro ex officio

(33)

O presente princípio também é denominado pela doutrina princípio da economia processual, pois visa aproveitar ao máximo a relação jurídica processual, renovando os atos processuais defeituosos, sem a necessidade de extinção prematura do processo. (SCHIAVI, 2018, p. 512)

Sobre tal princípio prevê a CLT:

Art. 796, CLT: A nulidade não será pronunciada:

a) quando for possível suprir-se a falta ou repetir-se o ato;

b) quando argüida por quem lhe tiver dado causa.

6.1.5 princípio do aproveitamento dos atos processuais praticados

Esse princípio é claro que os atos processuais são aproveitados quando não decorrentes diretos do ato processual nulo:

Este princípio também é denominado conservação dos atos processuais uteis. Conforme o brocardo latino utile per inutile non viciatur: o útil não se vicia pelo inútil. Desse modo, a declaração da nulidade não pode estender-se, tampouco retroagir aos atos validamente praticados.

(SCHIAVI, 2018, p. 513)

Sobre esse aspecto, a CLT disciplina:

Art. 797, CLT: O juiz ou Tribunal que pronunciar a nulidade declarará os atos a que ela se estende.

6.1.6 princípio do interesse

Esse princípio deixa certo que aquele que pratica o ato não pode alegar para gerar a nulidade processual:

Este princípio decorre do princípio geral de direito segundo o qual a ninguém é ilícito alegar a própria torpeza em juízo, sendo um meio de

(34)

moralização da relação jurídica processual, destacando-se o caráter publicista do Processo (SCHIAVI, 2018, p. 514)

Sobre esse aspecto, a CLT disciplina:

Art. 796, CLT: A nulidade não será pronunciada:

b) quando argüida por quem lhe tiver dado causa.

PRINCÍPIOS

prejuízo ou transcendência

ato processual que não cause prejuízo a nenhuma das partes não deverá ser

anulado

instrumentalida de das formas

a finalidade foi atingida não deve ser anulado

convalidação/

preclusão

não exercidas as suas alegações elas se convalidarão (art 795,

CLT) renovação dos

atos processuais

viciados ou saneamento das nulidades

somente serão renovados os atos viciados ou nulos,

aproveitando todos os outros (art 796, CLT)

aproveitamento dos atos processuais

praticados

são aproveitados quando não decorrentes diretos do

ato processual nulo (art 797, CLT)

do interesse

aquele que pratica o ato não pode alegar para gerar

a nulidade processual (art 796, CLT)

(35)

7. Exceções

Exceções nada mais são do que defesas dirigidas contra o processo e não contra o mérito. Nessa toada, não buscam improcedência, mas trancar o processo, provando causa de extinção sem resolução de mérito ou a dilatação do seu curso (SCHIAVI, 2018, p. 672, CLT).

Portanto, são respostas do réu ao processo, ao lado de contestação e reconvenção.

As espécies de exceções são: impedimento ou suspeição; e a de incompetência.

Assim, já foram estudados nessa matéria as exceções – art 799 e seguintes da CLT.

(36)

8- Questões Comentadas

1- Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: FAPESP Prova: VUNESP - 2018 - FAPESP – Procurador

Em reclamação trabalhista, cujo valor da causa correspondeu a R$ 10.000,00, uma Fundação pública estadual pretende a anulação da sentença, sob alegação de cerceamento de defesa, pois teve indeferida a oitiva de sua terceira testemunha, que seria imprescindível à prova de suas alegações. Nesse caso, admitindo a veracidade da alegação de imprescindibilidade da prova,

A) a sentença não pode ser anulada, pois a demanda seguiu o rito sumaríssimo.

B) a sentença deve ser anulada, tendo em vista a flagrante violação do amplo direito de defesa, pois a Fundação poderia ouvir até seis testemunhas.

C) a sentença deve ser anulada, pois não se aplica o rito sumaríssimo à hipótese.

D) a anulação depende do entendimento do Tribunal Regional do Trabalho respectivo, pois o rito sumaríssimo é facultativo na hipótese.

E) a sentença deve ser anulada, pois o direito à oitiva de três testemunhas é uma faculdade da Fundação pública, mesmo que seja observado o rito sumaríssimo.

Comentários:

Art. 821, CLT: Cada uma das partes não poderá indicar mais de 3 (três) testemunhas, salvo quando se tratar de inquérito, caso em que esse número poderá ser elevado a 6 (seis).

Art. 852-A, CLT: Os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo.

Parágrafo único. Estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração Pública direta, autárquica e fundacional.

Gabarito 1: C

2- Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: FAPESP Prova: VUNESP - 2018 - FAPESP – Procurador A nulidade processual trabalhista

A) não será declarada quando a parte concordar em ressarcir o dano da parte contrária.

B) não será declarada quando for possível suprir-se a falta ou repetir-se o ato.

C) pode prejudicar os atos anteriores já praticados.

D) pode ser declarada em favor daquele que lhe deu causa.

E) deve ser declarada ex officio quando fundada na incompetência em razão do valor.

Comentários:

Art. 794, CLT: Nos processos sujeitos à apreciação da Justiça do Trabalho só haverá nulidade quando resultar dos atos inquinados manifesto prejuízo às partes litigantes.

(37)

Art. 795, CLT: As nulidades não serão declaradas senão mediante provocação das partes, as quais deverão argüi-las à primeira vez em que tiverem de falar em audiência ou nos autos.

§ 1º - Deverá, entretanto, ser declarada ex officio a nulidade fundada em incompetência de foro. Nesse caso, serão considerados nulos os atos decisórios.

§ 2º - O juiz ou Tribunal que se julgar incompetente determinará, na mesma ocasião, que se faça remessa do processo, com urgência, à autoridade competente, fundamentando sua decisão.

Art. 796, CLT: A nulidade não será pronunciada:

a) quando for possível suprir-se a falta ou repetir-se o ato;

b) quando argüida por quem lhe tiver dado causa.

Art. 797, CLT: O juiz ou Tribunal que pronunciar a nulidade declarará os atos a que ela se estende.

Art. 798, CLT: - A nulidade do ato não prejudicará senão os posteriores que dele dependam ou sejam conseqüência.

Gabarito 2: B

3- Ano: 2018 Banca: IADES Órgão: CFM Prova: IADES - 2018 - CFM – Advogado

A Justiça do Trabalho tem uma visão diferenciada em relação às nulidades. Com base nessa afirmação e no tema correlato, assinale a alternativa correta.

A) Os atos inquinados geram nulidade mesmo não havendo prejuízo às partes.

B) A nulidade deverá ser pronunciada, sob pena de preclusão, quando for possível suprir-se a falta ou repetir-se o ato.

C) A nulidade declarada por juiz ou tribunal se estende a todos os atos do processo.

D) Os atos posteriores à nulidade que não dependiam do que fora anulado também são prejudicados pela declaração de nulidade.

E) A nulidade não será pronunciada quando for possível suprir-se a falta ou repetir-se o ato.

Comentários:

Princípio da Instrumentalidade das formas (art. 277 NCPC):

Art. 277, CPC/2015: Quando a lei prescrever determinada forma, o juiz considerará válido o ato se, realizado de outro modo, lhe alcançar a finalidade.

Princípio da Transcendência ou prejuízo (art. 794 da CLT):

Art. 794, CLT: Nos processos sujeitos à apreciação da Justiça do Trabalho só haverá nulidade quando resultar dos atos inquinados manifesto prejuízo às partes litigantes

(38)

Princípio da preclusão ou convalidação (art. 795 CLT):

Art. 795, CLT: As nulidades não serão declaradas senão mediante provocação das partes, as quais deverão argüi-las à primeira vez em que tiverem de falar em audiência ou nos autos.

§ 1º - Deverá, entretanto, ser declarada ex officio a nulidade fundada em incompetência de foro. Nesse caso, serão considerados nulos os atos decisórios.

§ 2º - O juiz ou Tribunal que se julgar incompetente determinará, na mesma ocasião, que se faça remessa do processo, com urgência, à autoridade competente, fundamentando sua decisão.

Princípio da economia processual (art. 796, "a" e 797 CLT):

Art. 796, CLT: A nulidade não será pronunciada:

a) quando for possível suprir-se a falta ou repetir-se o ato;

Art. 797, CLT: O juiz ou Tribunal que pronunciar a nulidade declarará os atos a que ela se estende.

Princípio da utilidade (art. 798 CLT):

Art. 798, CLT: - A nulidade do ato não prejudicará senão os posteriores que dele dependam ou sejam conseqüência.

Princípio do interesse (art. 796, b, CLT):

Art. 796, CLT: A nulidade não será pronunciada:

b) quando argüida por quem lhe tiver dado causa.

Gabarito 3: E

4- Ano: 2018 Banca: Quadrix Órgão: CRM-PR Prova: Quadrix - 2018 - CRM-PR - Advogado

Considerando o entendimento jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho (TST), julgue o item que se segue.

A capacidade postulatória das partes abrange as Varas do Trabalho e os Tribunais Regionais do Trabalho, alcançando inclusive as ações rescisórias, mas não os recursos de competência do TST.

Certo Errado Comentários:

SUM-425 JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE: O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a

(39)

ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho.

Gabarito 4: ERRADO

5- Ano: 2018 Banca: Quadrix Órgão: SEDF Prova: Quadrix - 2018 - SEDF - Professor Substituto - Direito

Com base na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), julgue o item seguinte acerca do processo do trabalho.

A capacidade postulatória do empregado no âmbito da Justiça do Trabalho é ampla, somente não alcançando os recursos cuja competência seja do Tribunal Superior do Trabalho.

Certo Errado Comentários:

SUM-425 JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE: O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho.

Gabarito 5: ERRADO

6- Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: MPU Prova: CESPE - 2018 - MPU - Analista do MPU - Direito Acerca de procedimentos nos dissídios individuais e coletivos e de recursos no processo trabalhista, julgue o próximo item, à luz da CLT e da jurisprudência dos tribunais superiores.

A Procuradoria da Justiça do Trabalho tem legitimidade para recorrer de decisão que, proferida em dissídio coletivo, afete empresa de serviço público.

Certo Errado Comentários:

Art. 898, CLT: Das decisões proferidas em dissídio coletivo que afete empresa de serviço público, ou, em qualquer caso, das proferidas em revisão, poderão recorrer, além dos interessados, o Presidente do Tribunal e a Procuradoria da Justiça do Trabalho.

Gabarito 6: CERTA

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7- Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: MPU Prova: CESPE - 2018 - MPU - Analista do MPU - Direito Acerca de procedimentos nos dissídios individuais e coletivos e de recursos no processo trabalhista, julgue o próximo item, à luz da CLT e da jurisprudência dos tribunais superiores.

O relator do recurso de revista poderá, por decisão monocrática, denegar seguimento ao recurso com irregularidade de representação

Certo Errado Comentários:

SUM-383 RECURSO. MANDATO. IRREGULARIDADE DE REPRESENTAÇÃO. CPC DE 2015, ARTS. 104 E 76, § 2º (nova redação em decorrência do CPC de 2015):

I – É inadmissível recurso firmado por advogado sem procuração juntada aos autos até o momento da sua interposição, salvo mandato tácito. Em caráter excepcional (art. 104 do CPC de 2015), admite-se que o advogado, independentemente de intimação, exiba a procuração no prazo de 5 (cinco) dias após a interposição do recurso, prorrogável por igual período mediante despacho do juiz. Caso não a exiba, considera-se ineficaz o ato praticado e não se conhece do recurso.

II – Verificada a irregularidade de representação da parte em fase recursal, em procuração ou substabelecimento já constante dos autos, o relator ou o órgão competente para julgamento do recurso designará prazo de 5 (cinco) dias para que seja sanado o vício. Descumprida a determinação, o relator não conhecerá do recurso, se a providência couber ao recorrente, ou determinará o desentranhamento das contrarrazões, se a providência couber ao recorrido (art. 76, § 2º, do CPC de 2015).

Gabarito 7: CORRETA

8- Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de São Bernardo do Campo - SP Prova: VUNESP - 2018 - Prefeitura de São Bernardo do Campo - SP - Procurador

Sobre a Responsabilidade por dano processual incluída recentemente na CLT, assinale a alternativa correta.

A) A multa de litigância de má-fé poderá ser aplicada de ofício ou a requerimento.

B) Quando forem dois ou mais os litigantes de má-fé, o juízo condenará cada um na proporção de seu respectivo interesse na causa ou subsidiariamente aqueles que se coligaram para lesar a parte contrária.

C) A execução da multa de litigância de má-fé dar-se-á em autos apartados.

(41)

D) Quando o valor da causa for irrisório ou inestimável, a multa poderá ser fixada em até duas vezes o último salário contratual do ofendido.

E) Não se aplica a multa de litigância de má-fé à testemunha que intencionalmente alterar a verdade dos fatos ou omitir fatos essenciais ao julgamento da causa, pois não é parte na ação.

Comentários:

Art. 793-A, CLT: Responde por perdas e danos aquele que litigar de má- fé como reclamante, reclamado ou interveniente.

Art. 793-C, CLT - De ofício ou a requerimento, o juízo condenará o litigante de má-fé a pagar multa, que deverá ser superior a 1% (um por cento) e inferior a 10% (dez por cento) do valor corrigido da causa, a indenizar a parte contrária pelos prejuízos que esta sofreu e a arcar com os honorários advocatícios e com todas as despesas que efetuou.

§ 1o Quando forem dois ou mais os litigantes de má-fé, o juízo condenará cada um na proporção de seu respectivo interesse na causa ou solidariamente aqueles que se coligaram para lesar a parte contrária.

§ 2o Quando o valor da causa for irrisório ou inestimável, a multa poderá ser fixada em até duas vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.

§ 3o O valor da indenização será fixado pelo juízo ou, caso não seja possível mensurá-lo, liquidado por arbitramento ou pelo procedimento comum, nos próprios autos.

Gabarito 8: A

9- Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Sorocaba - SP Prova: VUNESP - 2018 - Prefeitura de Sorocaba - SP - Procurador do Município

No processo do trabalho, o jus postulandi das partes A) não subsiste a partir da reforma trabalhista B) aplica-se a todos os recursos interpostos.

C) aplica-se ao processo de jurisdição voluntária para homologação de acordo coletivo de trabalho.

D) não se aplica ao processo de jurisdição voluntária para homologação de acordo extrajudicial.

E) não subsiste na fase de liquidação de sentença e execução do julgado.

Comentários:

SUM-425 JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE: O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a

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