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MEESIP Sandra Costa 5476

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“ Proporcionar à criança oportunidades para que tenha um desenvolvimento adequado é talvez o de mais importante que se pode oferecer à espécie humana”

(4)

AGRADECIMENTOS

À minha orientadora, Professora Manuela Soveral, pela sua

dedicação,disponibilidade e por acreditar sempre em mim, o que tornou este

caminho tãoenriquecedor e mais completo.

Aos vários profissionais de enfermagem com quem tive oportunidade de aprender e

refletir ao longo deste percurso, obrigado por me acolherem tão bem, de coração

aberto e sempre com uma grande alegria em partilhar.

Aos colegas enfermeiros com quem trabalho, pois se não fosse o seu apoio e

esforço redobrado, seria muito mais difícil concluir este percurso.

Ao “Sr. P.” que foi quem mais perdeu de mim com esta minha aventura.

Aos meus amigos, com quem partilhei este percurso, profissional e pessoal tão

conturbado, Obrigada pelo apoio.

A uma amiga especial que me deu abrigo, companhia e a magia do seu sorriso,

Obrigado “M”.

À minha companheira de viagem “Cris”, pelas viagens, pela força partilhada, pela

alegria de viver e os modelos que ainda iremos fazer nesta vida.

À minha mãe e irmão, pela paciência nos dias de mau feitio e rabugice, sem vocês

não teria sido possível.

E à vida por ser tão maravilhosa, e por nos brindar com novos belos caminhos, onde

às vezes a luz parece já não brilhar, mas no fundo eramos só nós a olhar para o

(5)

ACES – Agrupamento de centros de saúde

CCF – Cuidados centrados na família

CNE – Criança com necessidades especiais

CS – Centro de saúde

CSP – Cuidados de saúde primários

DGS –Direção geral de saúde

EESCJ – Enfermeiro especialista de saúde da criança e do jovem

EESIP - Enfermeiro especialista de saúde infantil e pediatria

ELI – Equipa local de intervenção

ESEL – Escola Superior de Enfermagem de Lisboa

FISIO - Fisioterapia

MEESIP – Mestrado de especialização em enfermagem de saúde infantil e

pediátrica

OE - Ordem dos enfermeiros

OMS- Organização mundial de saúde

PNSIJ- Plano nacional de saúde infantil e pediátrica

REPE- Regulamento do Exercício Profissional do Enfermeiro

RN – Recém-nascido

SI – Saúde infantil

SE- Saúde escolar

SU – Serviço de urgência

SNC – Sistema nervoso central

TF – Terapia da fala

TO – Terapia ocupacional

UCC – Unidade de cuidados na comunidade

(6)

O presente relatório,é referente à unidade curricular “estágio com relatório” integrada

no plano de estudos do 5º curso de MEESIP. Tem como objetivo a síntese do

percurso formativo, das aprendizagens e das competências adquiridas numa

dinâmica de reflexão sobre a prática, fundamentada pela evidência científica e

diretrizes emanadas por entidades com responsabilidade na área pediátrica.

O tema que norteou o projeto refere-se à importância de uma prática decuidados

promotores do desenvolvimento infantil harmonioso e do bem-estar da criança e

família. Ao longo do percurso foi dado um enfase especial às crianças vulneráveis e

com um desenvolvimento infantil de risco. Assim como, à compreensão das

respostas existentes quando o desenvolvimento já está comprometido, mas ainda

temos possibilidade de promover a sua funcionalidade e o seu bem-estar, assim

como da sua família.

A visão sistémica da criança e da família, conferida pela adoção do modelo teórico

deBetty Neuman, permitiu a identificação de stressores que podem comprometer

obem-estar do sistema, no que concerne ao desenvolvimento infantil, bem como

deintervenções que o protegem, promovem e reconstituem.

A procurar de estratégias de enfermagem relacionadas com a promoção do

desenvolvimento infantil foi igualmente um dos pontos-chave modeladores do

percurso. Neste sentido, foi mobilizado o Modelo da Promoção da Saúde de Nola

Pender, pois esta promoção é crucial na prestação de cuidados em todas as áreas,

no entanto, nem sempre é efetuada de uma forma sistemática e consciente.

Com este relatório conclui-se mais uma etapa mas não o fim do percurso. Etapa

produtiva e engrandecedora e que possibilita prestar cuidados de maior qualidade às

criançasfamílias que acompanho. Assim como, me possibilita ter outro olhar para o

meu dia-a-dia, procurando oportunidades demelhora e crescimento constantes.

Palavras – chave: desenvolvimento infantil; bem-estar; promoção; risco de

(7)

This report refers to the course "with report stage" integrated into the curriculum of

the 5th course MEESIP. Aims at the synthesis of the training course, the learning and

skills acquired a dynamic of reflection on practice, supported by scientific evidence

and guidelines issued by entities with responsibility in the pediatric area.

The theme that guided the project refers to the importance of a practical promoters

care of harmonious child development and child and family welfare. Along the way

was given a special emphasis on vulnerable children and a child development risk.

As well as the understanding of existing answers when the development is already

committed, but we still have chance to promote their functionality and their well-being

as well as your family.

The systemic view of the child and the family, given the adoption of the theoretical

model of Betty Neuman, allowed the identification of stressors that can compromise

your system well-being, with regard to child development and interventions that

protect, promote and reconstitute.

Searching nursing strategies related to the promotion of child development was also

one of the modelers key points of the route. In this sense, the model of Health

Promotion Nola Pender was mobilized, as this promotion is crucial in providing care

in all areas, however, it is not always conducted in a systematic and conscious way.

With this report concludes another step but not the end of the route. Productive and

aggrandizing and enables provide higher quality care to children who accompany

families stage. As well as enables me to have another look at my day-to-day, looking

for opportunities for improvement and constant growth.

KEY-WORDS: child development; well-being; promote; risk of infant development;

(8)

0. INTRODUÇÃO

10

1. 1. REFERENCIAL TEÓRICO-CONCEPTUAL

1.1. Promoção do desenvolvimento infantil harmonioso e do bem-estar do sistema familiar

12

12

2. UMA TRAJETÓRIA FORMATIVA: O DELINEAR DOS

OBJETIVOS

17

2.1. O iniciar de uma jornada: unidade de cuidados intensivos

neonatais

2.2. Surgir das primeiras pedras e a procura de respostas: centro de

desenvolvimento infantil

2.3. Encarar desafios pulsantes, crescimento constante e

oportunidades discretas: serviço urgência

2.4. Buscar de “teias”, experiências usufruídas e o relembrar de

pilares esquecidos: internamento de pediatria

2.5. Olhar mais longe: conceção de respostas articuladas e

“assalto” consentido ao “habitat” da família: equipa de apoio

domiciliário

2.6. Concluir que… há tesouros em toda a parte e toda a criança tem

os seus: centro de apoio a pessoas com paralisia cerebral

19

23

27

31

35

39

3. AQUISIÇÃO DE COMPETÊNCIAS: NO PERCURSO DE

ENFERMEIRO

GENERALISTA

A

ENFERMEIRO

ESPECIALISTA

3.1. Competências gerais

3.2. Competências específicas

44

45

50

(9)

Apêndice 1 – Plano de estágio: objetivos e atividades

Apêndice 2 – Cronograma de estágio

Apêndice 3 - Descrição dos contextos de estágio

Apêndice 4 - Cuidados promotores do desenvolvimento e

organização do RN prematuro na UCIN

Apêndice 5 Folheto das atividades promotoras do

desenvolvimento

Apêndice 6 - Paralisia cerebral e a atendimento preconizado no

centro de desenvolvimento

Apêndice 7 – Escalas de avaliação de desenvolvimento: Mary

Sheridan; Escala GrowingSkills II; e Escala de Ruth Griffiths

Apêndice 8 – Preparação da criança para procedimentos com base

da idade e nas características de desenvolvimento

Apêndice 9 – Terapias Alternativas: Hidroterapia; Equoterapia; e

Espaço snoezelen

Apêndice 10 - Plano da sessão: “Promoção do desenvolvimento

infantil como uma janela de oportunidades para a facilitação da

parentalidade”

Apêndice 11 - Plano da sessão: “Promoção do desenvolvimento

infantil - Uma realidade do contexto”

Apêndice 12 – Reflexões sobre a prestação de cuidados

ANEXOS

Anexo 1 – Teste de desenvolvimento Mary Sheridan

Anexo 2- Folha de perfil e de registo da Escala de GrowngSkils II

Anexo 3 – Folha de perfil de competências no jovem e adulto com

(10)

ÍNDICE DE QUADROS

(11)

10

0. INTRODUÇÃO

Cada criança é uma

individualidade... É impo

uma avaliação de desenv

uma intervenção… É im

que somos capazes de

outro com as nossas açõ

especialistas devemos in

para que tenha um des

pode oferecer à espécie

é quem mais precisa d

parte”, e cada criança e

No sentido desta nota in

formativo. Iniciou-se com es

realizados nas unidades cu

esboçar o caminho em está

se assume como o fim de u

Intitulando-se a “Intervenção

do desenvolvimento da cr

aquisição de contributos do

à criança de risco no âmbito

Foram definidos três obje

especialista na promoção

criança; apreender dos vá

melhoria de cuidados à cria

papel do enfermeiro como p

Esta jornada inicia-se na U

recém-nascido (RN) com v

regresso a casa, surge as

procura de centros especia

ao contexto hospitalar que

comprometido ou não, e op

Sandra Sofia Bernardi

a é uma criança,ser com dignidade, direitos e d

de... É importante refletirnas nossas práticas, e no que r

o de desenvolvimento... Se a fazemos por um diagnóstic

É importante saber para onde e como caminhar.

apazes de oferecer e se sabemos dosear as espectativ

nossas ações. Como seres humanos, profissionais de s

devemos incorporar a premissa que “proporcionar à cri

ha um desenvolvimento adequado é talvez o de mais

r à espécie humana”… Assim como, muitas vezes quem

precisa do nosso apoio…E principalmente que “há t

criança e cada família que se cruza no nosso caminho t

sta nota introdutória, surge mais esta etapa do

se com escolha da área de especialidade, as opçõ

unidades curriculares, a escolha da área temática d

nho em estágio, passando por fim à elaboração des

o o fim de uma etapa mas não do percurso…

“Intervenção do enfermeiro especialista na promoçã

ento da criança de risco”, surge como finalidad

ntributos dos vários contextos que visassem a assis

co no âmbito da promoção do desenvolvimento infan

s três objetivos gerais: desenvolver competência

promoção do bem-estar e do harmonioso des

der dos vários contextos de estágio contributos p

idados à criança com risco de desenvolvimento; e

eiro como profissional promotor do desenvolvimento

se na UCIN, durante 3 semanas, primeiro loca

com vários fatores de riscos para o desenvol

a, surge as alterações subtis de desenvolvimento

especializados, como o que estagiei durante 2 s

spitalar que acompanha a criança doente, com

u não, e optei pelos contextos de urgência e intern

Bernardino da Costa nº5476

eitos e deveres, história e

e no que representa fazermos

diagnóstico ou para promover

caminhar. Saber as respostas

espectativas que criamos no

ionais de saúde e enfermeiros

cionar à criança oportunidades

o de mais importante que se

es quemmenos nos procura

há tesouros em toda a

o caminho tem os seus…

ta etapa do meu percurso

de, as opções nos trabalhos

temática do projeto que iria

boração deste relatório. Que

na promoção do bem-estar e

finalidade do estágio a

assistência adequada

imento infantil e bem-estar.

ompetências de enfermeiro

onioso desenvolvimento da

ontributos potenciadores da

vimento; edar visibilidade ao

nvolvimento infantil.

rimeiro local de contacto do

o desenvolvimento. Após o

volvimento e a necessidade

i durante 2 semanas. Passei

ente, com desenvolvimento

(12)

11

resposta ao CS onde pres

semanas. Após estas exp

referência nacional na áre

especiais, e que prestam

Acompanhei aí uma equip

semanas, e estive num cent

4 semanas.

O presente relatório,remete

13 de fevereiro 2015 (cron

Estágio com Relatório in

lavradoconforme o guia orie

obedece à elaboração de r

Tem como objetivo fazer

competências adquiridas nu

pela evidência científica

emanadas por entidades

compilados em apêndice vá

possibilitaram a síntese de t

Sintetizando o seu conteúdo

o tema da promoção de u

familiar, assim como os mo

segundo capítulo, apresenta

a descrição dos objetivo

finalidade ambicionada.

essencialmente referentes

da melhoria de cuidados,

terceiro capítulo apresenta

organizada e segundo o

Competências do Enferme

conhecimentos obtidos e a

foram sendo alvo de reflexã

Sandra Sofia Bernardi onde presto cuidados, permanecendo em ambo

estas experiências, acompanhei duas equipas c

onal na área do cuidar das crianças com necessi

e prestam cuidados, também, na área geográfica

uma equipa hospitalar móvel de apoio no domic

ive num centro de reabilitação da criança com deficiê

remete-nos ao período temporal entre 29 de s

2015 (cronograma em apêndice). Éreferente à u

Relatório integrada no plano de estudos do

o guia orientador para a elaboração de trabalhos e

oração de referências bibliográficas pelas normas AP

fazer a síntese do percurso formativo, das apre

dquiridas numa dinâmica de reflexão sobre a prátic

científica advinda de pesquisa em bases de da

entidades com responsabilidade na área pe

apêndice vários documentos que elaborei ao longo

síntese de temas de interesse, assim como as reflex

eu conteúdo, o primeiro capítulo enquadra teóric

moção de um desenvolvimento infantil e do bem

como os modelos de enfermagem que nortearam o

, apresenta o desenho do percurso de estágio reali

os objetivos específicos elaborados,que visava

. Os seus subcapítulos descrevem os conhe

referentes ao tema do meu trabalho, os contributo

cuidados, e a análise da visibilidade ao papel d

o apresenta as experiências e competências adqu

segundo o documento que lhe dá forma, o

do Enfermeiro Especialista. O último capítulo fará

obtidos e apresenta a síntese das oportunidades p

o de reflexão ao longo do relatório.

Bernardino da Costa nº5476 o em ambos no total de 7

s equipas com projetos de

om necessidades de saúde

a geográfica onde trabalho.

io no domiciliário durante 2

com deficiência ao longo de

ntre 29 de setembro 2014 e

ferente à unidade curricular

studos do MEESIP, e é

trabalhos escritos da ESEL,

s normas APA.

vo, das aprendizagens e das

bre a prática, fundamentada

ases de dados,e diretrizes

a área pediátrica. Sendo

ao longo do estágio e me

mo as reflexões realizadas.

dra teórica e concetualmente

e do bem-estar do sistema

nortearam o meu caminho.O

estágio realizado, recorrendo

que visavam responder à

os conhecimentos obtidos

contributos potenciadores

ao papel do enfermeiro. O

ências adquiridas, de forma

, o Regulamento das

capítulo fará conclusão dos

(13)

12

1. REFERENCIAL TEÓR

Neste capítulo realiza-se a

Curricular, apresentando

sustentação para a realiz

cuidados de enfermagem

teóricos norteadores da pre

infantil harmonioso e do bem

1.1. Promoção do desenvo sistema familiar

Quando falamos na arte

Hockenberry& Wilson (2014

a noção de cuidados ce

informação e respeito pela

papel do enfermeiro em ped

Como elemento central des

humano”/“toda a pessoa”

Criança, e RPQCEESCJ).

importância de prestar cuida

o Código Deontológico do

igualdade, liberdade respo

nº111/2009).

Segundo a Organização M

oportunidades para que ten

importante que se pode ofe

crescimento e desenvolvim

obtermos adultos sadios e s

Para a Ordem dos Enferme

jovem confronta-se com d

doença crónica, o elevado

deficiência e com atraso d

Segundo o PNSIJ (2012) a

Sandra Sofia Bernardi

CIAL TEÓRICO-CONCEPTUAL

se a pertinência da temática abordada ao lo

sentando-se os principais conceitos que constituír

a realização das várias atividades inerentes

nfermagem especializados. Por fim apresentam

ores da prestação de cuidados promotores de um

oso e do bem-estar do sistema familiar.

desenvolvimento infantil harmonioso e do be

s na arte da enfermagem pediátrica falamos de

ilson (2014) sintetizam como: a filosofia de cuidad

uidados centrados na família (parceria, colabo

espeito pela dignidade das famílias), cuidados nã

eiro em pediatria e a investigação e prática baseada

central desta arte temos a criança, sendo definida

a pessoa” com menos de 18 anos (Convenção

QCEESCJ). A dimensão ética de ser pessoa rem

prestar cuidados que espelhem o respeito pela Dign

tológico do Enfermeiro acrescenta a importância d

dade responsável, verdade, justiça, altruísmo e s

anização Mundial de Saúde (OMS, 2005) “propor

para que tenha um desenvolvimento adequado é t

se pode oferecer à espécie humana”, sendo import

desenvolvimento saudável a todos na primeira infâ

s sadios e socialmente produtivos.

os Enfermeiros (OE, 2011) a enfermagem da saúde

se com difíceis desafios como o aumento na m

, o elevado nº de crianças abandonadas e negl

om atraso de desenvolvimento necessitando inter

IJ (2012) a deteção e o apoio a estas crianças deve

Bernardino da Costa nº5476 rdada ao longo da Unidade

e constituíram as bases de

inerentes à prestação de

apresentam-se os modelos

de um desenvolvimento

so e do bem-estar do

falamos de conceitos que

a de cuidados. Esta engloba

ria, colaboração, direito à

uidados não traumáticos, o

tica baseada na evidência.

do definida como “todo o ser

Convenção dos Direitos da

soa remete-nos para a

ito pela Dignidade Humana e

portância de valores como:

truísmo e solidariedade (Lei

05) “proporcionar à criança

equado é talvez o de mais

endo importante garantir um

rimeira infância, de modo a

m da saúde da criança e do

o na morbilidade e da

das e negligenciadas, com

itando intervenção precoce.

(14)

13

modo a reduzir desigualdad

dos focos de intervenção e

OE (2007) é o indicador de

desenvolvimento infantil e

conhecimento do prestador

Segundo o PNSIJ (2012),

onde a velocidade de pass

criança. A sequência de aqu

consenso sobre o que cons

quanto à gravidade da situ

encaminhamento. O acomp

na qualidade de vida deverá

criança e a família.

Mary Sheridan foi uma da

deteção precoce dos probl

atenção no recém-nascido.

comunicação, empatia, int

escalas iniciais e que vão a

desenvolvidas escalas e te

saúde infantil (Pinto, 2008

referência da normalidade”.

O desenvolvimento da crian

vida e resulta de processo

Engloba o aperfeiçoar s

cognitivo, emocional, da

desenvolvimento de uma ár

A OMS (2005) refere q

características biológicas d

Fatores adversos a estas d

probabilidade de isso aconte

O sistema nacional de inte

risco de desenvolvimento e

Sandra Sofia Bernardi desigualdades no acesso aos serviços de saúde. N

tervenção em saúde infantil presentes no resumo m

indicador desenvolvimento infantil, que engloba os

o infantil em risco e potencial para o dese

o prestador de cuidados sobre este.

SIJ (2012), desenvolvimento é um processo dinâm

de de passagem de um estádio para o outro varia

ência de aquisições é conhecida e comum a todos.

o que constitui as fronteiras da normalidade o mesm

ade da situação, o que tendem a retardar a ident

to. O acompanhamento das aquisições assim como

vida deverá ter lugar em todos os encontros entre o

foi uma das pioneiras na noção da necessidade

e dos problemas de desenvolvimento, depois Braz

nascido. Desde então têm sido acrescentados a

empatia, interação, emoção e comportamento não

e que vão acrescentando complexidade à vigilância

scalas e testes de rastreio para a aplicação rápida

Pinto, 2008) e estes instrumentos podem servir c

rmalidade”.

nto da criança é particularmente importante nos p

e processos rápidos e rigorosos de evolução do s

erfeiçoar simultaneamente várias condições (m

cional, da linguagem e do desenvolvimento

o de uma área influencia as outras (Aragonez, 2010)

5) refere que o desenvolvimento decorre da

biológicas da criança e das experiências oferecidas

s a estas duas áreas podem alterar o ritmo normal

e isso acontecer chama-se risco para o desenvolvime

onal de intervenção precoce na infância classifica

ento em: crianças com alteração na função

Bernardino da Costa nº5476 de saúde. Neste sentido, um

no resumo mínimo de dados

engloba os diagnósticos de:

ra o desenvolvimento do

cesso dinâmico e contínuo,

outro varia de criança para

m a todos. Apesar de existir

dade o mesmo não se passa

rdar a identificação e o seu

assim como as implicações

ntros entre os profissionais, a

necessidade de vigilância e

depois Brazelton fez focar a

scentados aspetos ligados à

tamento não presentes nas

à vigilância infantil. Têm sido

cação rápida na consulta de

em servir como “padrão de

tante nos primeiros anos de

olução do sistema nervoso.

ndições (motor, sensorial,

olvimento social) onde o

onez, 2010).

decorre da interação das

s oferecidas pelo ambiente.

itmo normal do processo e à

esenvolvimento.

a classifica as crianças com

(15)

14

corpo (com atraso de des

anomalia cromossómica, pe

etiologia conhecida - área

emocional, social e adapta

(complicações pré-natais se

crianças expostas a fatores

Hockenberry& Wilson (2014

saúde relacionadas com o

risco, tais como: prematura

em ambientes de pobreza o

psiquiátrica ou portadoras

estas crianças/famílias enf

saúde. Os mesmos autore

deficiência na saúde e n

tendências do cuidar de

desenvolvimento da famíli

cuidados domiciliários, inclu

No que se refere à atuação

que será descrito nos próxim

valorizar no processo de d

Touchpoints de Brazelton a

construção de relações de a

Em todo este processo, o

palavra a dizer. Como refe

começar a aplicar os conhe

repostas humanas. Para Va

associar à prática um mode

da enfermagem, orientação

Alligood (2004) acrescentam

os dados do utente, tomar

os cuidados, prever os resu

Para nortear a minha prát

Pender. O Modelo de Siste

Sandra Sofia Bernardi aso de desenvolvimento associado a patologia

ssómica, perturbação neurológica, malformação con

área motora, física, cognitiva, da linguagem

ial e adaptativa), e crianças expostas a fatores d

natais severas, prematuridade, muito baixo peso

a fatores de risco ambiental (parental e contextua

ilson (2014) referem que, surge cada vez mais, p

das com o desenvolvimento centradas em grupos

: prematuras, com muito baixo peso, institucionaliz

e pobreza ou sem abrigo, filhas de imigrantes, com

portadoras de deficiência. Para além destes fatore

famílias enfrentam também barreiras no acesso a

autores acrescentam que o impacto da doen

saúde e no estado funcional das crianças é

cuidar deve-se manter o foco no seu dese

o da família, nos cuidados centrados na família

iliários, inclusão, intervenção precoce e no gestor de

e à atuação Bellman, Lingam, Aukett (2003) apresen

to nos próximos subcapítulos. A visita domiciliária é,

ocesso de desenvolvimento da criança (OE, 2011

Brazelton acrescenta a importância dos cuidados a

elações de aliança com pais, perspetiva reforçada no

rocesso, o enfermeiro e o enfermeiro especialista

. Como refere Silva (2007), com a enfermagem

ar os conhecimentos da disciplina e usar modelos

Para Vaughan e Pearson (1992), existem vária

ca um modelo de atuação, entre as quais a clarificaç

ação do exercício e identificação do nosso

acrescentam que estes ajudam a organizar, compre

ente, tomar decisões sobre as intervenções de enfe

ever os resultados e avaliá-los.

minha prática, recorri aos modelos de Betty Neu

elo de Sistemas de Neuman permite atuar vendo o

Bernardino da Costa nº5476 patologia - doença crónica,

ormação congénita - ou sem

linguagem e comunicação,

fatores de risco biológico

baixo peso à nascença…) e

e contextual).

vez mais, preocupações de

em grupos de crianças de

stitucionalizadas, que vivem

rantes, com doença crónica,

estes fatores, muitas vezes

o acesso aos cuidados de

cto da doença crónica e da

rianças é profundo. Como

seu desenvolvimento, no

mília, normalização,

o gestor de caso.

03) apresentam um modelo,

miciliária é, uma estratégia a

(OE, 2011). O Modelo de

cuidados antecipatórios e a

reforçada no PNSIJ (2012).

especialista deverá ter uma

fermagem avançada à que

ar modelos com enfase nas

xistem várias vantagens em

cação do significado

o nosso papel. Tomey e

izar, compreender e analisar

ões de enfermagem, planear

e Betty Neuman e de Nola

(16)

15

num sistema, em permane

diversos fatores de stress,

enfermagem desenvolvem

terciária) e visam alcançar o

Este modelo é congruente

família, que é central dos c

cliente do sistema é a crian

la na relação e nas tomada

variáveis socioculturais, de

os cuidados devem ser cult

práticas do sistema familiar

Segundo Neuman e Fawce

as crianças e as suas fam

ideal, isto é, o bem-estar. O

estressores intrapessoais,

ambientes internos e extern

O enfermeiro pediátrico pr

settings, como: nos cuidado

assistência ao bem-estar n

participando em grupos co

publicação de artigos; prom

em vários contextos; e con

comunidade (Neuman e Faw

Pender apresenta o Mode

grandes componentes s

experiências individuais (co

sentimentos e conhecime

barreiras para ação, a autoe

abarca influências interp

comportamento (abrange co

preferências, e comportam

2005).

Sandra Sofia Bernardi m permanente interação com o meio ambiente, se

s de stress, que podem causar desequilíbrio. As

senvolvem-se nos três níveis de prevenção (primá

m alcançar o bem-estar do cliente (George, 2000).

congruente com a perspetiva da filosofia dos cuidad

entral dos cuidados de enfermagem pediátricos con

a é a criança no contexto da família, sendo impres

nas tomadas de decisão. Avaliação holística inclui

ulturais, de desenvolvimento, espirituais, fisiológicas

vem ser culturalmente competentes e congruente c

ma familiar (Neuman e Fawcett, 2011).

an e Fawcett (2011) a finalidade da enfermagem pe

s suas famílias a reter, atingir e manter a estabilid

estar. O seu interesse recai nas reações reais

trapessoais, interpessoais, ou extrapessoais d

nos e externos das crianças e suas famílias.

ediátrico presta ainda cuidados em diversos âmbi

nos cuidados tradicionais em ambiente hospitalar e

estar no ambulatório, escolas e lares; em d

grupos comunitários, sendo consultivo de decisã

artigos; promovendo ações de sensibilização sobre

xtos; e concebendo projetos direcionados a grupos

euman e Fawcett, 2011).

nta o Modelo de Promoção da Saúde, que é co

onentes subdivididos em várias variáveis: c

ividuais (compreende o comportamento anterior e fa

conhecimentos sobre o comportamento (perceb

autoeficácia, e os sentimentos em relação ao

as interpessoais e situacionais); e visa um

(abrange compromisso com o plano de ação; exigên

comportamento de promoção da saúde) (Victor,

Bernardino da Costa nº5476 mbiente, sendo afetado por

uilíbrio. As intervenções de

nção (primária, secundária e

e, 2000).

dos cuidados centrados na

cos contemporâneos. O

endo imprescindível

envolve-lística inclui a avaliação das

icas e psicológicas e

ongruente com as crenças e

rmagem pediátrica é assistir

er a estabilidade do sistema

ações reais ou potenciais ao

pessoais decorrentes dos

versos âmbitos e em vários

hospitalar e domiciliário; na

lares; em defesa da família

o de decisão política ou de

ação sobre a saúde infantil

os a grupos de alto risco na

, que é composto por três

ariáveis: características e

anterior e fatores pessoais);

nto (percebe benefícios e

relação ao comportamento;

e visa um resultado no

ação; exigências imediatas e

(17)

16

Para George (2000) o meta

da disciplina de cada mode

capítulo com a sua síntese

que cada modeloperca da

preceitos, apresento a minh

Quadro 1:Metaparadigma d

Modelo de Sistemas

P

ES

SO

A

Pode ser um individuo, fam grupo ou questão social,

sempre um comp

dinâmico de inter-relaç entre múltiplos fato estando em consta mudança, como um sist aberto em interação recip com o ambiente

SA

Ú

D

E

Surge como um continuo bem-estar ao mal dinâmico e constanteme sujeito a mudança, ond bem-estar indica que necessidades totais do sist estão satisfeitas A M B IE N TE

São todos os fatores intern externos que interagem co cliente. Os stress (intrapessoais, interpessoa extrapessoais) fazem p deste e definem-se co forças que interagem alteram a estabilidade sistema. Classificados ambientes: interno, extern criado. EN FE R M A G EM

Tem como preocupação aju o sistema do cliente a atin manter ou restabelecer estabilidade do siste através da avaliação respostas reais ou poten aos stressores, visando sem atingir o bem-estar

Fonte: George, 2000 e Tomey

Sandra Sofia Bernardi o metaparadigma da enfermagem identifica o c

cada modelo teórico, pelo que considero importa

sua síntese que apresento em quadro de seguida

perca da sua essência, mas numa tentativa de

ento a minha fusão para cada metaparadigma.

paradigma da enfermagem nos modelosadotados

Modelo de Promoção da Saúde iduo, família,

social, sendo composto relações s fatores, constante um sistema ão reciproca

Aquele que é capaz de tomar decisões, resolver problemas, sendo dada ênfase, ao seu

potencial de mudar

comportamentos de saúde

Criança, f da comun e é ambiente. stressores tomadas adoção d de saúde bem-estar continuo de

mal-estar stantemente ça, onde o a que as is do sistema

Vista sob os aspetos individual, familiar e comunitário, com ênfase na melhoria do bem-estar, no desenvolvimento de capacidades, levando em consideração idade, raça e cultura, numa perspetiva holística.

Continuo bem-estar sujeito a ser favor pelo de capacidad e comunid a sua indiv

es internos e agem com o stressores erpessoais e zem parte se como teragem e bilidade do icados em o, externo e

Deve ser compreendido como resultado das relações entre o indivíduo e o seu acesso a recursos de saúde, sociais e económicos, sendo esta relação proporciona um ambiente saudável

Reflexo d externos q cliente, sistema, cenário. S estabilidad mais saud para a cria

pação ajudar te a atingir, tabelecer a sistema, liação das u potenciais ando sempre

Relacionada com as intervenções e estratégias de que a enfermeira deve dispor para o comportamento de promoção da saúde

Cuidados níveis de i secundaria em vista e

a com

promoção estar da cr

e Tomey&Alligood, 2004

Bernardino da Costa nº5476 identifica o conteúdo nuclear

ero importante finalizar este

e seguida. Não pretendendo

tiva de agregar os seus

adotados

riança, família ou elemento a comunidade, que influencia é influenciado pelo mbiente. Suscetível a vários tressores. Responsável pelas madas de decisão e a doção de comportamentos e saúde tendo em vista o seu

estar

ontinuo dinâmico entre o estar ao mal-estar, ujeito a mudança que pode er favorecida e potenciada elo desenvolvimento de apacidades da criança, família comunidade, respeitando-se sua individualidade

eflexo de fatores internos e xternos que interagem com o liente, influenciando o istema, e fornecendo um enário. Sendo o pretendido a stabilidade do ambiente, o ais saudável possível tanto ara a criança como família

(18)

17

2. UMA TRAJETÓRIA

Para modelar o caminho re

possuía e ambicionava apro

De modo a maximizar as a

por cada contexto, redefin

potenciando o desenvolvime

Surgiu transversalmente a

dinâmica dos serviços na s

para além da minha integra

de intervenção que poderã

onde presto cuidados.Estas

De forma mais orientada

competências técnicas, cien

família internados no serv

criança, do jovem e famí

intervenção junto da criança

na assistência à criança c

refere à promoção do seu

(centro de reabilitação de cr

O objetivo adquirir competê

ao nível da promoção do

centro de desenvolvimento

Analisar a assunção do

enfermeiro na sua pres

transversalmente em todo

desenvolvimento, onde tive

equipa multidisciplinar de a

de internamento e SUonde

ação de formação promovid

Realizar o mapeamento da

Sandra Sofia Bernardi

AJETÓRIA FORMATIVA: O DELINEAR DOS

inho realizado foi importante refletir sobre as co

cionava aprofundar e/ou adquirir, conjugando com o

ximizar as aprendizagens, aproveitando as oportunid

xto, redefiniram-se objetivos e atividades ao

esenvolvimento das competências de enfermeiro es

salmente a todos os contextos, o objetivo especí

erviços na sua vertente funcional e organizacional”

inha integração nos contextos, conhecer novas dinâ

que poderão contribuir, no futuro, para a reorganiz

Estas descrições encontram-se resumidas em

entada aos contextos, foi delineado o objetivo

écnicas, científicas e relacionais: na assistência ao

os no serviço de neonatologia (UCIN); na interv

em e família com necessidade de cuidados urg

to da criança, do jovem e família internados no serviç

à criança com alteração de desenvolvimento e fam

ção do seu bem-estar e seu máximo potencial d

ilitação de crianças com deficiência).

irir competências no rastreio, diagnóstico e interven

omoção do desenvolvimento infantil surge essenc

volvimento infantil e de reabilitação da criançacom

unção do papel de promotor do desenvolvime

sua prestação de cuidados à criança e

te em todos os contextos. Com maior evidênci

o, onde tive oportunidade de refletir sobre este pap

ciplinar de apoio ao desenvolvimento infantil, assim

onde foi fomentada a partilha da equipa

ão promovida.

eamento da rede de recursos, no que se refere

Bernardino da Costa nº5476

NEAR DOS OBJETIVOS

r sobre as competências que

ando com o tema do projeto.

as oportunidades oferecidas

longo do percurso

fermeiro especialista.

tivo específico “conhecer a

anizacional”. Este possibilita

r novas dinâmicas e modelos

a reorganização do serviço

sumidas em apêndice.

o objetivo de desenvolver

istência ao recém-nascido e

); na intervenção junto da

uidados urgentes (SU); na

os no serviço de pediatria; e

imento e família, no que se

potencial de funcionalidade

o e intervenção de crianças

rge essencialmente para o

riançacom deficiência.

senvolvimento infantil pelo

riança e família, ocorreu

ior evidência no centro de

papel no seio duma

antil, assim como no serviço

equipa sobre o tema numa

(19)

18

desenvolvimento infantil, na

criar um suporte que me fal

estágio em internamento

assumido como uma respo

contexto. Assim como a equ

articulação, pois apesar d

atualmente, este faz parte d

Analisar a assistência espec

em contexto de comunidad

equipa móvel. Este estág

compreensão do projeto e d

reflexão em anexo.

Por fim, aliando a necess

educação do meu concelho

desenvolvimento infantil, e

mim e o centro de reabilita

aberta para projetos futuros

da equipa interdisciplinar

a importância do rastreio de

Foram definidas no projeto

longo do percurso, que

concretização destes objetiv

Os conhecimentos e apren

que nos transportam pela tr

As experiências vividas que

aquisição de competências

capítulo 3 de forma organiza

Sandra Sofia Bernardi o infantil, na área geográfica na qual presto cuidados

que me faltava no meu contexto de trabalho, tendo

ernamento e SU. Curiosamente o centro de rea

uma resposta ao nível da informação e apoio na fo

como a equipa de apoio móvel ficou recetiva à min

is apesar de não possuírem nenhuma criança do

e faz parte da sua área de abrangência.

tência especializada à criança com necessidades de

comunidade, foi um objetivo delineado para o aco

Este estágio, de curta duração temporal, surg

o projeto e de observação da sua dinâmica. Estando

necessidade de informação dos profissionais

eu concelho (pré-escolas, ELI, e educação especial)

o infantil, e a oportunidade fomentada pela articula

de reabilitação, surge o ultimo objetivo que tenta d

jetos futuros. Sendo este promover a sensibilização

isciplinar que atua na área geográfica do meu centr

o rastreio de desenvolvimento infantil.

s no projeto várias tarefas e/ou atividades, que fora

, que se descrevem noapêndice1 e que

estes objetivos com sucesso.

tos e aprendizagens adquiridas surgem nos subcap

rtam pela trajetória formativa realizada.

vividas que contribuíram para a minha evolução, n

ompetências de enfermeiro a enfermeiro especial

rganizada.

Bernardino da Costa nº5476 sto cuidados, possibilitou-me

endo esta ocorrido no

ntro de reabilitação têm-se

apoio na formação ao meu

cetiva à minha motivação na

criança do meu concelho

ssidades de saúde especiais

para o acompanhamento à

poral, surge numa lógica

ica. Estando esta análise na

rofissionais de saúde e de

ão especial) sobre o tema do

pela articulação criada entre

enta deixar uma porta

nsibilização dos profissionais

o meu centro de saúde para

que foram redefinidas ao

e que possibilitaram a

nos subcapítulos seguintes,

evolução, neste percurso de

(20)

19

2.1. O iniciar de uma jorna

A promoção do desenvolvim

meu projeto, e um dos risco

muitas vezes no período ne

O meu contacto com esta

sobre cuidados promotore

importante a pesquisa bibl

cientifico transmitidos pe

oportunidades de prestação

Os cuidados intensivos neo

associados a uma melhor

pré-termo” (Hockenberry &

23 semanas aos 28 dia

mortalidade e morbilidade d

Os picos de organização c

gestação e vários anos apó

durante a permanência na U

adiciona tarefas acrescida

cerebral. A separação dos

de procedimentos invas

comprometimento do céreb

das 37 semanas de gestaç

potencialmente desadaptati

que os RN pré-termo,

broncopulmonar, doença

intraventricular, hidrocefalia

um desenvolvimento desfav

Para ambos os autores, a m

de risco, cuidados com enfa

se processe de forma suave

Sandra Sofia Bernardi e uma jornada: unidade de cuidados intensivos n

desenvolvimento infantil e bem-estar da criança e fa

um dos riscos que afetam este desenvolvimento é b

período neonatal, pelo que iniciei o meu percurso n

esta realidade, era reduzido, assim como

promotores de desenvolvimento neste contexto

esquisa bibliográfica sobre o tema, o conheciment

mitidos pelos colegas, e as experiências

e prestação de cuidados possibilitadas.

tensivos neonatais e o rápido aperfeiçoamento da

ma melhor sobrevida dos RN“criticamente doentes

ckenberry & Wilson, 2014, p350), no entanto o RN “

os 28 dias após o nascimento) continua a a

orbilidade do que a média dos restantes.

ganização cerebral da criança situam-se entre as

ios anos após o nascimento, pelo que o SNC de u

anência na UCIN passa rápidas e significativas mud

s acrescidas de crescimento, desenvolvimento

aração dos pais, o excesso de estímulos e a const

ntos invasivos propiciada pelo contexto, p

to do cérebro. O desenvolvimento no ambiente ex

s de gestação, fomenta igualmente trajetórias de

desadaptativas (Santos,2011). Hockenberry & Wilso

termo, com síndrome de dificuldade respir

r, doença pulmonar crónica, sépsis, anem

hidrocefalia, meningite ou convulsões neonatais têm

ento desfavorável.

autores, a melhoria dos resultados surge quando fo

os com enfase no apoio ao desenvolvimento, fome

forma suave e equilibrada prevenindo desadaptaçõe

Bernardino da Costa nº5476 ntensivos neonatais

criança e família é o foco do

lvimento é biológico e surge

percurso numa UCIN.

ssim como o conhecimento

ste contexto. Pelo que foi

onhecimento experiencial e

eriências selecionadas e

amento da tecnologia estão

nte doentes e das crianças

RN “de alto risco” (das

ntinua a apresentar maior

se entre as 20 semanas de

o SNC de um RN pré-termo

icativas mudanças, o que lhe

lvimento e organização

s e a constante experiência

ontexto, pode levar ao

ambiente extrauterino antes

jetórias de desenvolvimento

erry & Wilson (2014) referem

ade respiratória, displasia

sis, anemia, hemorragia

eonatais têm maior risco de

e quando fornecemos ao RN

ento, fomentando que esse

(21)

20

Para cuidar deste cliente pe

me com teorias e programa

É consensual que a obser

respostas ao ambiente físic

aferir os objetivos do d

funcionais e o seu estado

designados por Lourenço (2

autónomo, motor, estado o

do RN, subdividindo-os

autorregulação e equilíbrio.

Hockenberry& Wilson (201

que a observação das respo

fornece informação necessá

ajudando o enfermeiro a a

funcional da criança. Estes

neuro-comportamental dos

Santos (2011) fala-nos no

Centrados no Desenvolvim

ativo colaborador no seu pr

a trajetória de desenvolvi

propiciada pelas suas respo

e prevenir/diminuir sinais de

Para o autor, o processo de

concêntricos, que se inicia

continuamente o outro e

prematuro a “energia” disp

exigências do sistema aut

organização, pois a capacid

sua sobrevivência e é influe

Uma metodologia de trabalh

e organização do RN prema

Sandra Sofia Bernardi cliente pediátrico e refletidos na filosofia daquele

e programas de intervenção que apresento de segui

ue a observação do comportamento do RN prem

mbiente físico e de prestação de cuidados, provide

os do desenvolvimento infantil, monitorizar a

seu estado de equilíbrio. As respostas e os comp

Lourenço (2008) por sinais de stresse que os divide

or, estado organizacional; e Santos (2011) porsina

os sistemas: autónomo, motor, estado orga

e equilíbrio.

Wilson (2014) fala-nos de “Teoria sinativa do dese

ão das respostas ao ambiente de cuidados físicos ou

ção necessária para um planeamento dos cuidados

ermeiro a ajustes nas técnicas de modo a otimiza

ança. Estes cuidados têm efeitos positivos nos result

mental dos RN de alto risco.

nos no “Programa Individualizado de Avalia

esenvolvimento do RN” (NIDCAP), onde RN é enc

or no seu próprio cuidado, lutando de forma determi

desenvolvimento iniciada no útero. A modelaç

s suas respostas devem realçar as competências e f

uir sinais de desconforto, stresse/ou dor.

so de desenvolvimento descreve-se por uma

ue se inicia pelo sistema autónomo, e onde cada s

o outro e em recíproca alimentação com os re

nergia” disponível está distribuída de forma desarm

sistema autónomo são enormes. A palavra-chave

a capacidade de todos sistemas trabalharem em

ia e é influenciada pelas interações com o meio.

ia de trabalho baseada em cuidados promotores do

o RN prematuro envolve pilares como: coordenação

Bernardino da Costa nº5476 fia daquele contexto,

cruzei-nto de seguida.

o RN prematuro e as suas

dos, providencia a forma de

onitorizar as competências

e os comportamentos são

ue os divide por subsistema:

porsinais comunicativos

estado organizacional; e de

iva do desenvolvimento” em

os físicos ou procedimentos,

os cuidados individualizados,

do a otimizar a estabilidade

s nos resultados de saúde e

de Avaliação e Cuidados

RN é encarado como um

rma determinada a continuar

A modelação de cuidados

etências e forças da criança

se por uma série de círculos

onde cada sistema promove

com os restantes. No RN

rma desarmoniosa, pois as

chave passa a ser a

em em harmonia afeta a

motores do desenvolvimento

(22)

21

ambiente tranquilo; agrupa

posicionamento; oportunida

Na UCIN onde desenvolvi

cuidados tendo por base e

concretizei, por não surgir

pois nenhuma criança tinha

contexto, a realização des

famílias. É feito um compr

comprometerem-se a uma

enfermeiros a terem disponi

Destes pilares o que mais

Quando estes pais chega

experiências, dúvidas, me

compreender. Passando pe

estes seres tão vulneráveis

anseios e que acredito que

No que se refere ao man

realizada ao RN estável,

sendo também um procedim

da vinculação e parental

massagem, quando bem a

com aumento de peso, me

tempo de internamento.

comportamentos dos pais

imagem de si no desempen

Apesar da amamentação es

a este contexto, é dada pr

mesmo por sonda ou bi

amamentação possibilita,

disponível e de acordo, agil

sua criança. É disponibilizad

no entanto, o espaço apre

Sandra Sofia Bernardi uilo; agrupamento de cuidados e/ou estrutura

tunidade para contacto pele-com-pele; conforto

desenvolvi estágio, estes pilares estavam presente

por base esta metodologia de trabalho. A única a

não surgir oportunidade, foi a promoção de contat

criança tinha critérios para se realizar a técnica do

lização deste cuidado acarreta uma negociação

um compromisso escrito entre pais e equipa, que

se a uma presença diária de, pelo menos, uma h

rem disponibilidade para os apoiar nessa tarefa.

o que mais se reflete na minha prática é o con

pais chegam ao CS, carregam uma pesada d

úvidas, medos e anseios que às vezes temos

assando pela experiência de estar numa UCIN e pr

vulneráveis, consigo agora ter uma visão mais

credito que me ajudará a dar a estas famílias, uma m

ere ao manuseamento terapêutico, nesta UCIN,

el, pelos enfermeiros após a higiene promov

um procedimento ensinado aos pais, como estratég

e parentalidade. Hockenberry& Wilson (2014)

ndo bem aplicada, a RNs pré termo estáveis, os l

de peso, melhoria dos níveis de desenvolvimento

ernamento. Barcia e Veríssimo (2010), refere

s dos pais potenciando maiores níveis de autoco

o desempenho de papel de pais e menores níveis de

mentação estar potencialmente ameaçada pelas

dada preferência ao leite materno para a alim

nda ou biberon. Visando não se perder a vin

possibilita, se a alimentação se proceder por bib

agiliza-se os horários para que esteja prese

isponibilizada informação e o material necessário à

espaço apresenta privacidade é reduzida. Observe

Bernardino da Costa nº5476 estrutura-los nas 24 horas;

ele; conforto para a família.

m presentes e pude prestar

. A única atividade que não

o de contato pele-com-pele,

a técnica do canguru. Neste

negociação formal com as

equipa, que leva os pais a

nos, uma hora por dia, e os

ica é o conforto da família.

a pesada de bagagem de

zes temos dificuldade em

e prestar cuidados a

são mais concreta dos seus

uma melhor resposta.

esta UCIN, a massagem é

iene promovendo o conforto,

omo estratégia de promoção

on (2014) referem que a

stáveis, os leva a responder

volvimento e diminuição do

10), referem ganhos nos

s de autoconfiança, melhor

es níveis de preocupação.

da pelas condições inerentes

alimentação do RN,

erder a vinculação que a

por biberon, se a mãe

esteja presente e alimente a

ecessário à extração de leite,

(23)

22

cultura indiana) que o fa

observada. Este é um stre

como profissionais temos d

permitindo que as mães tra

resguardado, como o balneá

Um outro contributo do serv

dos cuidados observados

com a intervenção dos vário

O projeto é “Dor na UCIN”

delineamento das medidas

como a sucção não nutritiv

Lourenço (2008), favorece

oxigenação, e diminuí dos s

De evidenciar, também,

vigilância constante é impo

de humidade e temperatura

em determinados decúbito

manipulações são realizei

Para finalizar, Hockenberry

prematuridade e extremo ba

desenvolvimento, pois d

manifestando-se subtilment

ao conhecimento de que

período neonatal podem se

estratégias para promoção

2005). Neste sentido, o s

desenvolvimento infantil

com a sua UCIN. As família

enfermeira do centro, que a

próxima consulta, e fornece

Sandra Sofia Bernardi ) que o fazia escondida atrás das incubadoras

stressor que pode levar ao não sucesso da

emos de tentar minimizar. No serviço facilita

as mães tragam o leite extraído de casa ou o façam

mo o balneário.

buto do serviço, para o meu percurso, foi reconhecer

bservados é fruto de um processo, construído ao

ão dos vários enfermeiros especialista e projetos por

r na UCIN” levou à implementação e aplicação da

as medidas farmacológicas e não farmacológicas do

não nutritiva e o uso da sucrose. A sucção não n

8), favorece a estabilização da frequência cardí

dos sinais de stresse do RN aquando da man

o projeto de a avaliação do risco de úlcera

ante é importante face à imaturidade dos tegumento

eratura de difícil controlo, e de terem de passar

os decúbitos. Em todos os turnos apliquei a NSR

ei intervenções para prevenir estas situaçõe

Hockenberry& Wilson (2014), referem que as crian

e extremo baixo peso devem ser rastreadas cuidado

o, pois deficiências podem manifestar-se m

subtilmente podem ter repercussões na escola e so

to de que a frequência e gravidade de problemas

al podem ser minimizados, é importante os enfermei

a promoção do desenvolvimento e deteção pre

do, o segundo local de estágio escolhido fo

o infantil, noutro centro hospitalar onde ocorre art

s famílias do RN prematuro, recebemainda

entro, que apresenta os objetivos da consulta e o e

a, e fornece um contato telefónico para apoioem cas

Bernardino da Costa nº5476 incubadoras, para não ser

sucesso da amamentação, e

acilita-se esta situação

ou o façam num local mais

reconhecer que a qualidade

nstruído ao longo do tempo,

projetos por eles criados.

plicação da escala NIPs, e o

cológicas do controlo da dor,

cção não nutritiva, segundo

ência cardíaca, melhora a

a manipulação.

co de úlceras de pressão. A

s tegumentos, às condições

m de passar longos períodos

a NSRSA, e após as

tas situações.

ue as crianças de extrema

das cuidadosamente no seu

se mais tarde, ou

a escola e socialmente. Face

problemas neurológicos do

os enfermeiros incorporarem

eteção precoce (Gardener,

escolhido foi um centro de

ocorre articulação entre si

ainda na UCIN a visita da

nsulta e o espaço, agenda a

(24)

23

2.2. Surgir das primeira

desenvolvimento infantil

O centro de desenvolvimen

desenvolvimento de crianç

apresentem um compromi

primeiras pedras e a procu

criança que se detetam o

primeiras pedras com que

centros, apenas, na tentativ

filhos, felizmente, existem t

suas crianças, a ultrapassar

A deteção ou rastreio preco

que potencializem estas alte

possibilita adequar uma inte

especializadas atempadam

Segundo Bellman, Lingam,

num mero trabalho de re

consistente com os resulta

definidas. Quando rastreado

ou desvio do desenvolvime

especialidades. O objetivo

necessidades específicas p

O uso da abordagem in

intervenção reflitam o in

para a intervenção em pr

desenvolvimento. Uma ver

profissionais avaliem o paci

e a família de numerosas

relacionada com a avaliaçã

(Miller, Burklow, Santoro,

abordagem concretiza-se no

Sandra Sofia Bernardi as primeiras pedras e a procura de respos

to infantil

envolvimento infantil é responsável pela realização

crianças, e intervém multidisciplinarmente

compromisso grave. Chamei a este sub-capítul

s e a procura de respostas” pois é nos primeiros

detetam os problemas de desenvolvimento, qu

s com que a família se cruza. Se existem família

, na tentativa de dar um nome àquela falha que iden

te, existem também as que procuram respostas de

ultrapassar estas pedras.

astreio precoce de alterações de desenvolvimento e

m estas alterações, são ações prioritárias em pedia

uar uma intervenção precoce, assim como referencia

atempadamente (Matos 2009), como as realiza

an, Lingam, Aukett (2003), para que o rastreio nã

alho de recolha de dados, deve existir um siste

os resultados obtidos e com opções de encam

do rastreado um problema significativo ou exista a su

esenvolvimento as crianças devem ser observada

O objetivo desta avaliação é o diagnóstico ou a

specíficas proporcionando um acompanhamento esp

ordagem interdisciplinar permite que o diagnóst

nput e a colaboração das múltiplas discipl

ção em problemas complexos, de pacientes com

o. Uma verdadeira abordagem em equipa implica

aliem o paciente durante uma única visita, salvagua

numerosas deslocações, e possibilitando que a

a avaliação inicial, intervenção e follow-up esteja

, Santoro, Kirby, Manson& Rudolph 2001). N

se nos moldes referidos.

Bernardino da Costa nº5476 de respostas: centro de

realização de avaliações de

mente, junto das que

capítulo “O surgir das

s primeiros anos de vida da

vimento, que são como as

tem famílias a recorrer aos

lha que identificam nos seus

espostas de como ajudar as

volvimento e fatores de risco

as em pediatria, pois só isso

o referenciar para consultas

as realizadas no centro.

eio não se transforme

tir um sistema de atuação

s de encaminhamento bem

u exista a suspeita de atraso

r observadas pelas diversas

stico ou a identificação das

amento especializado.

o diagnóstico e plano de

iplas disciplinas necessárias

cientes com problemas de

implica que os vários

ta, salvaguardando a criança

ando que a documentação

up estejam centralizadas

(25)

24

A criança e família vão per

que faz o resumo e registo

criança desde o último ate

facilita a avaliação de outros

do dia, faz o ponto de situa

surgido. A ligação com os

escolas, ou de outras eq

cuidadores”), podendo este

esclarecer alguma dúvida.

comunidade face a cuidado

Um plano de apoio deve ir

participação dos pais é imp

preocupações sempre an

clarificamos com eles as n

relação de parceria, que n

individualidade (Freitas, sd)

É importante desenvolver C

estimulem a participação

esperança de sucesso, tem

identificação dos seus po

multidisciplinares, com a s

amplia o entendimento

individualizados (Papenfus&

que faz a importação da p

restantes profissionais usam

criança, ou mesmo só na pa

A avaliação familiar é im

enfermagem. Inclui fatores

de suporte), da funcional

de resolução de problema

compreensão da família

(Papenfus&Bryan, 1998). N

Sandra Sofia Bernardi ília vão periodicamente ao centro, e são recebidos

mo e registo da evolução da situação e necessida

o último atendimento. Fica atenta ao percurso den

ão de outros técnicos, caso se identifique essa nece

nto de situação com a família, esclarecendo dúvidas

ão com os profissionais da comunidade é constant

outras equipas (ELI; Educação especial; “Pro

odendo estes contactarem o centro sempre que

ma dúvida. O centro age assim como consultor da

e a cuidados específicos às crianças com necessida

oio deve ir ao encontro das necessidades da crianç

s pais é imprescindível, o seu consentimento neces

sempre analisadas com seriedade (Bellmanet

m eles as necessidades reais e dificuldades da fa

eria, que nos possibilita disponibilizar ajuda de ac

(Freitas, sd).

senvolver CCF, com continuidade no meio natural

articipação desta e da familia. Uma intervenção

sucesso, tem como chave a incorporação da

os seus pontos fortes. A integração da enferme

s, com a sua abordagem de CCF, oferece uma

ndimento da equipa e facilita o planeament

(Papenfus&Bryan, 1998). Do observado, é realme

rtação da perspetiva da família para o plano de cu

sionais usam muitas vezes, e apenas, uma abordag

mo só na patologia.

miliar é imprescindível para o planeamento d

fatores estruturais (genograma, ecomapa e iden

funcionalidade (atividades da vida diária, comunicaç

e problemas, crenças, regras e recursos), do

a família face à saúde da criança e das questõ

n, 1998). No centro, assim como na minha pratica d

Bernardino da Costa nº5476 o recebidos pela enfermeira

e necessidades da família e

ercurso dentro do centro e

e essa necessidade. No final

do dúvidas que possam ter

é constante, quer com CS,

pecial; “Projeto cuidar dos

empre que necessário para

consultor das instituições da

necessidades especiais.

es da criança e da família, a

ento necessário, e as suas

(Bellmanet al, 2003). Ao

dades da família, criamos a

ajuda de acordo com a sua

eio natural da criança e que

intervenção que promova a

a sua perspetiva e a

da enfermeira nas equipas

ferece uma perspetiva que

planeamento de cuidados

o, é realmente o enfermeiro

plano de cuidados. Pois os

ma abordagem centrada na

eamento dos cuidados de

mapa e identificação da rede

, comunicação, mecanismos

do desenvolvimento e

das questões educacionais

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