CONSERVATÓRIO NACIONAL DE LISBOA
LISBOA
PROJECTO DE EXECUÇÃO
VOL. 9 – INSTALAÇÕES, EQUIPAMENTOS E SISTEMAS ELÉTRICOS MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA
autor do projecto:
Projectual, Lda
responsável:
Nuno Oliveira referência do autor:
JLLA-Conservatório-PE2-ELE
data:
Fevereiro de 2021
número de documento:
E L E P E M D 0 0 0 1 A
revisão: descrição: data: aprovou:
A 1ª Emissão Assinado por : NUNO VASCO MONIZ DE OLIVEIRA
Num. de Identificação: BI105714020 Data: 2021.02.17 22:20:35+00'00'
PARQUE ESCOLAR - EPE
MODERNIZAÇÃO DAS ESCOLAS COM ENSINO SECUNDÁRIO REABILITAÇÃO DO CONSERVATÓRIO NACIONAL DE LISBOA
PROJETO DE EXECUÇÃO
9 – INSTALAÇÕES, EQUIPAMENTOS E SISTEMAS ELÉTRICOS
MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA
ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO ...3
2. ENQUADRAMENTO ...3
3. DESCRIÇÃO GERAL DA INTERVENÇÃO ...4
4. ÂMBITO ...5
5. NORMAS E REGULAMENTAÇÃO ...5
6. CLASSIFICAÇÃO DOS LOCAIS ...6
6.1. Quanto às Influências Externas ...6
6.2. Classificação Quanto à Tipo de Utilização ...6
6.3. Classificação Quanto à Lotação ...6
7. ÍNDICES DE PROTEÇÃO...7
8. BALANÇO DE POTÊNCIA ...7
9. POSTO DE TRANFORMAÇÃO DE CLIENTE ...7
9.1. Celas do QMT – Distribuidor de Energia ...8
9.1.1. Normas ...8
9.1.2. Requisitos dos quadros MT do tipo RM6 24 – BRA ...8
9.1.3. Características gerais dos quadros MT do tipo RM6 ...9
9.1.4. Compacto RM6 24KV ...9
9.1.5. Requisitos dos quadros MT do tipo SM6-24 ...9
9.2. Celas do QMT – Cliente ... 10
9.2.1. Características dos quadros MT do tipo SM6-24 ... 10
9.3. Transformador MT/BT ... 11
9.3.1. Características Gerais ... 11
9.4. Ligações à terra ... 12
9.4.1. Terra de Proteção ... 12
9.4.2. Terra de Serviço ... 12
9.4.3. Terras interiores ... 12
9.5. Instalações Secundárias ... 12
9.5.1. Acessórios regulamentares ... 12
10.DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ... 12
11.CORTE GERAL DE ENERGIA ... 14
12.ILUMINAÇÃO EXTERIOR ... 14
13.PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS ... 15
13.1.Captores ... 15
13.2.Baixada ... 15
14.REDE DE TERRAS ... 15
15.ILUMINAÇÃO NORMAL E DE SEGURANÇA ... 16
15.1.Pressupostos ... 16
15.2.Níveis de Iluminação ... 16
15.3.Descrição da soluções ... 17
15.4.Comando ... 18
16.ILUMINAÇÃO DE SEGURANÇA ... 18
17.TOMADAS DE USOS GERAIS E ALIMENTAÇÃO A EQUIPAMENTOS ... 19
18.CANALIZAÇÕES ... 21
19.CAMINHO DE CABOS ... 21
20.COMPENSAÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA ... 21
21.INSTALAÇÃO DE SEGURANÇA (IT) - PROTEÇÃO DE PESSOAS ... 21
22.PROTEÇÃO DE PESSOAS ... 22
22.1.Contra Contactos Diretos ... 22
22.2.Contra Contactos Indiretos ... 22
22.3.Ligações Equipotenciais ... 23
22.3.1. Ligação Equipotencial Principal ... 23
22.4.Ligação Equipotencial Suplementar ... 23
23.SISTEMA DE INFORMAÇÃO HORÁRIA ... 23
24.SISTEMA DE ALARME PARA IS ... 24
25.CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 24
26.COLABORAÇÃO ... 25
PARQUE ESCOLAR - EPE
MODERNIZAÇÃO DAS ESCOLAS COM ENSINO SECUNDÁRIO REABILITAÇÃO DO CONSERVATÓRIO NACIONAL DE LISBOA
PROJETO DE EXECUÇÃO
9 – INSTALAÇÕES, EQUIPAMENTOS E SISTEMAS ELÉTRICOS
MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA
1. INTRODUÇÃO
O presente texto constitui a memória descritiva e justificativa do projeto de reabilitação do Conservatório Nacional de Lisboa do volume 9 – Instalações, Equipamentos e Sistemas Elétricos, relativo à empreitada de conclusão das obras de reabilitação das Escolas Artísticas de Música e Dança do Conservatório Nacional de Lisboa, que se localiza na Rua dos Caetanos, Bairro Alto em Lisboa, que a Parque Escolar, E.P.E. pretende levar a efeito, no âmbito da renovação e modernização do Parque Escolar Nacional.
2. ENQUADRAMENTO
Por determinação do Senhor Ministro da Educação e Ciência, de abril de 2015, a Parque Escolar foi mandatada para elaborar a proposta de intervenção para a reabilitação do Conservatório Nacional de Lisboa sito na Rua dos Caetanos n.º 29 em Lisboa, que assegurará a instalação do programa acordado entre a Escola de Música do Conservatório Nacional (EMCN) e a Escola de Dança do Conservatório Nacional (EDCN).
Na sequência deste processo, a Parque Escolar em colaboração com as duas escolas elaborou o Programa funcional de referência que espelha as necessidades de espaços para cada uma das escolas em função da atual oferta educativa e capacidade de 800 e 210 alunos respetivamente para a escola de música e a de dança.
O Programa de reabilitação então proposto assentou numa solução de compromisso entre as duas escolas do Conservatório Nacional, para a reabilitação e adequação às necessidades funcionais, pedagógicas e artísticas da EMCN e à manutenção no edifício dos Caetanos dos espaços funcionais dedicados à EDCN e cuja instalação no seu edifício sede na Rua João Pereira da Rosa n.º 22, não se afigura possível.
Em 2018, com base no projeto inicial, foi lançado o concurso e subsequentemente adjudicada a empreitada inicial, que foi no entanto recentemente resolvida por falta de condições do empreiteiro para dar continuidade à mesma, tendo até então sido essencialmente realizados alguns trabalhos de demolições.
Neste contexto e para a Empreitada de conclusão dos trabalhos verifica-se que as condições iniciais dos trabalhos se alteraram, pelo que foi necessário ajustar o projeto em conformidade, de acordo com o seguinte:
■ Levantamento dos trabalhos que foram executados no âmbito do contrato anterior de empreitada e dos que é necessário retificar, envolvendo nomeadamente as zonas não intervencionadas ou cuja intervenção não ficou concluída, bem como a identificação clara dos trabalhos que estão por realizar e ainda:
Avaliação técnica do estado de execução e conservação de todos os trabalhos executados;
Identificação das situações defeituosas ao nível da execução e do estado de conservação dos materiais e equipamentos instalados e consequente definição dos trabalhos necessários realizar com vista à respetiva correção.
■ Proceder à alteração das peças do projeto de execução elaborado no âmbito do programa de modernização da Escola envolvendo nomeadamente atualização das peças desenhadas e escritas da parte da obra executada, refletindo todas as alterações introduzidas em obra, nomeadamente e ainda:
Materiais e equipamentos aprovados e aplicados em obra;
Alterações (suprimento de erros e omissões e trabalhos a mais) formalizados em ordens de execução;
Alterações decorrentes de respostas e definições prestadas e introduzidas em obra no seguimento de pedidos de esclarecimento do Empreiteiro cujo contrato de empreitada foi resolvido.
Ajustamentos decorrentes da interação com todos os intervenientes no processo;
Trabalhos complementares de Conservação do muro da Rua João Pereira da Rosa;
3. DESCRIÇÃO GERAL DA INTERVENÇÃO
A constituição da escola e o respetivo programa está descrito com detalhe no volume de Arquitetura. De salientar apenas que apesar de ser um único edifício, aqui coabitam duas instituições distintas, a Escola de dança do Conservatório Nacional e a Escola de Musica do Conservatório Nacional. A escola de música está integralmente neste edifico, enquanto a de dança ocupa também um edifício existente a oeste do Anexo 1, estando inclusivamente prevista uma passagem pedonal suspensa a ligar este dois edifícios.
Assim sendo, a distribuição de energia deverá ter em conta a distribuição de consumos por 3 componentes principais:
x Escola de música;
x Escola de dança;
x Serviços Comuns (Cozinha, refeitório).
Contudo, sendo que a escola de música ocupa a maioria do espaço e é em seu nome que estão os contratos de fornecimento de energia, irá incluir no seu âmbito a generalidade dos espaços comuns.
O Anexo I (Pavilhão isolado) e o Anexo II (Cisterna) assumem-se como construções existentes autónomas e com acessos independentes. Atualmente cada um acomoda um estúdio de dança e respetivos apoios, funções que em termos gerais se manterão na futura intervenção.
Prevê-se para ambos obras de conservação e manutenção centradas em introduzir algumas melhorias às condições de salubridade e conforto, em especial aos balneários de apoio já existentes. Além de que será necessário integrar estes espaços nos novos sistemas de segurança e controlo.
Da mesma forma, o Salão Nobre é um espaço de valor patrimonial, histórico e acústico de elevado valor para a Escola de Musica. Pretende-se que a intervenção neste espaço preserve estas caraterísticas e simultaneamente melhore as suas condições de conforto e segurança.
Nos restantes espaços a instalação é integralmente nova.
4. ÂMBITO
Neste volume, apresentam-se de uma forma genérica as diversas opções tomadas para a remodelação da instalação elétrica. Neste âmbito serão abordados os seguintes capítulos organizados por edifícios:
x Desmontagem de equipamentos e canalizações obsoletas;
x Posto de transformação de cliente;
x Alimentação de energia elétrica e quadros elétricos;
x Iluminação Normal e de segurança;
x Tomadas de usos gerais e força motriz;
x Proteção contra descargas atmosféricas;
x Rede de Terras e ligações equipotenciais;
x Proteção das pessoas;
x Sistema de informação horária;
x Sistema de Chamada de Emergência em IS de pessoas de mobilidade condicionada.
5. NORMAS E REGULAMENTAÇÃO
Uma das principais razões que origina esta remodelação é a intenção por parte da Parque Escolar e da Tutela em atualizar e adequar as instalações de ensino públicas às novas exigências legislativas. Por este motivo, esta instalação será preconizada de acordo com as mais recentes alterações regulamentares.
Assim sendo, para a elaboração deste projeto foram tidas em conta as seguintes normas e regulamentos:
x Regras Técnicas de Instalações de Elétricas de Baixa Tensão (RTIEBT);
x Regulamento de Segurança de Redes de Distribuição de Energia Elétrica em Baixa Tensão (RSRDEEBT);
x Projeto-Tipo de Postos de Transformação em Cabine Baixa dos Tipos CBU e CBL;
x Diretiva de Baixa Tensão;
x Norma EN 12464 “Light and lighting. Lighting of work places. Part 1: Indoor work places”
x Normas Portuguesas aplicáveis, as recomendações técnicas da IEC e demais regulamentação aplicável;
x Manual de Projeto – Instalações Técnicas da Parque Escolar (ET-IE) e documentação complementar;
x Manual de Projeto – Arquitetura da Parque Escolar (ET-A) e documentação complementar;
6. CLASSIFICAÇÃO DOS LOCAIS
6.1. QUANTO ÀS INFLUÊNCIAS EXTERNAS
A classificação dos locais quanto às influências Externas consta das peças desenhadas e foi elaborada em conformidade com a Secção 32 das RTIEBT, relativamente a:
x Ambiente x Utilização x Construção
Segundo a secção 801.2.2.1 os seguintes locais devem ser tratados como zonas com risco de incêndio (BE2):
x Locais de arquivo ou armazenamento de papel;
x Economatos;
Nas casas de banho com banheira ou duche (balneários), os volumes devem ser classificados conforme o disposto na Secção 701.32 quadro 701GA.
Volume 0 1 2 3
AA 4 4 4 4
AB 4 4 4 4
AD 7 4 3 2
BB 3 3 2 2
BC 3 3 3 3
Outras condições de influência Externa 3 3 3 3 6.2. CLASSIFICAÇÃO QUANTO À TIPO DE UTILIZAÇÃO
De acordo com o estipulado pela Secção 801.0, trata-se de um estabelecimento recebendo público do tipo escolar.
6.3. CLASSIFICAÇÃO QUANTO À LOTAÇÃO
Para a determinação da lotação do edifício, foram tidas em conta as informações dadas pela direção de ambas as escolas, e o resultado do cálculo do efetivo do projeto de segurança contra incêndio em edifícios, que indicam que a lotação está acima das 5B pessoas mas abaixo das 1B0, o que remete este edifício para a 2ª categoria.
7. ÍNDICES DE PROTEÇÃO
Os Índices de Proteção (IP e IK) mínimos dos invólucros dos aparelhos e dos quadros das instalações de utilização deverão estar de acordo com as normas NP EN 60529 e EN 50102 e em função da classificação atribuída aos locais onde são utilizados.
Para os restantes aparelhos serão considerados como mínimos, de acordo com o local onde são instalados, os índices de proteção indicados em tabela anexa e nas peças desenhadas. Estes índices cumprem com o estipulado pela Secção 4 e Secção 5 das RTIEBT.
Para os locais com duches, como as IS do pessoal e balneários, os índices de proteção são os indicados pela secção 7011.512.2.
Volume IP 0 X7 1 X5 2 X5 3 X5 8. BALANÇO DE POTÊNCIA
Quanto à potência para alimentar, prevê-se o seguinte balanço de cargas:
Potência
EDCN (kVA) 63
Tomadas e equipamentos (kVA) 646
AVAC (kVA) 228
Total Instalado 910 Coeficiente de utilização 0,6
Total Previsto 545
9. POSTO DE TRANFORMAÇÃO DE CLIENTE
Pelas indicações obtidas, existe já um posto de seccionamento e transformação de cliente (PTC) localizado dentro das instalações da escola. Contudo, apesar de já ter sido possível aceder ao seu interior, não foi possível perceber qual a potência instalada e nem o dono de obra conseguiu fornecer dados adicionais sobre as características deste PTC. Foi contatado o distribuidor, mas ainda sem resposta a esta data.
De acordo com o cadastro, o PTC está ligado com a Rede Média Tensão existente de 10kV, embora ainda sujeito a confirmação por parte do distribuidor. De referir ainda, que o espaço existente dispõe apenas de uma porta de entrada, utilizada pelo distribuidor e pelo dono de obra.
A solução prevista visa remodelar o espaço criando uma entrada adicional, separando a zona do distribuidor da do requerente, com o layout indicado nas peças desenhadas. O novo PTC será instalado em anel na rede de média tensão subterrânea existente. Terá um transformador com uma potência prevista de 630 kVA, e as celas MT indicadas no diagrama apresentado, ou outras caso o distribuidor assim o indique.
Por motivos técnicos e legais, optou-se por separar a zona de baixa tensão da de média, restringindo o acesso desta ultima a técnicos qualificados. Esta solução permite ainda que o QGBT esteja em espaço separado do quadro de MT e do transformador, permitindo que a distribuição seja feita diretamente a partir deste quadro.
Será a partir do Quadro Geral de Baixa Tensão deste, que será alimentado todo o recinto escolar.
9.1.CELAS DO QMT – DISTRIBUIDOR DE ENERGIA
O QMT do PS EDP deverão ser da gama RM6 24KV de isolamento integral tipo BRA de acordo com a DMA- C64-420N, ultima edição em vigor e uma cela tipo SM6 de medida
9.1.1. Normas
O quadro MT deverá cumprir os requisitos estabelecidos pelas seguintes recomendações e normas internacionais IEC:
IEC 60694 - Normas e especificações comuns aos disjuntores AT,
IEC 62271-200 - Quadros blindados para correntes AC com tensões estipuladas superiores a 1 kV e inferiores ou iguais a 52 kV,
IEC 60265-1 - Interruptores para tensões estipuladas superiores a 1 kV e inferiores a 52 kV,
IEC 62271-102 – Seccionadores e seccionadores de terra AC em AT,
IEC 62271-100 – Disjuntores AC em AT,
IEC 62271-105 – Combinado interruptor-fusível AC em AT,
IEC 60529 – Grau de proteção dos invólucros (código IP).
IEC 60255 – Relés elétricos.
9.1.2. Requisitos dos quadros MT do tipo RM6 24 – BRA
- Tensão estipulada : 24 KV rms
- Níveis de isolamento estipulados :
- de curta duração a 50 Hz/1 minuto 50 KV eff.
- à onda de choque (1,2/50 μs) 25 KV crista
- Intensidade estipulada da entrada: 630 A
- Intensidade estipulada do disjuntor saída transformador: 200 A - Intensidade estipulada do disjuntor saída linha 630 A - Intensidade estipulada para cela fusível: 200 A - Intensidade estipulada de curta duração admissível:
- Durante 3 segundo 20 KA eff.
- Valor de crista da intensidade estipulada de curta duração admissível:
- 50KA crista i.é. 2.5 vezes a intensidade estipulada de curta duração admissível 9.1.2.1. Aparelhagem
Os interruptores seccionadores apresentam as seguintes arquiteturas:
Um equipamento móvel com 3 posições (fechado, aberto, ligado à terra)
O seccionador de terra dispõe de um poder de fecho em curto-circuito.
A função seccionamento está associada à função corte
O coletor de terra está dimensionado para as caraterísticas da rede
O acesso ao compartimento de cabos é encravável com o seccionador de ligação à terra do interruptor.
9.1.3. Características gerais dos quadros MT do tipo RM6
As características dos seguintes quadros são válidas para as condições gerais seguintes:
Temperatura de funcionamento de -25°C até +40°C,
Altitude da instalação inferior a 1000m,
Humidade relativa média / mês: máx 90% de acordo com a IEC 62271-200 9.1.4. Compacto RM6 24KV
Será constituído por um conjunto compacto tipo RM6 3I, estanque em atmosfera de hexafluoreto de enxofre, equipado com três funções interruptor (duas delas motorizadas 48Vcc), de tensão estipulada 24 KV, Icc=20KA/3s e intensidade estipulada de 630 A, de dimensões:
1.186 mm de largura
710 mm de profundidade
1.142 mm de altura
Peso: 240 kg O compacto RM6 incorporará:
Dispositivos de deteção de presença de tensão em todas as funções
3 sinalizadores luminosos (uma por fase) para ligar aos dispositivos de deteção.
Travessias de tipo aparafusáveis de 630 A.
Braçadeiras para cabos.
9.1.5. Requisitos dos quadros MT do tipo SM6-24
Tensão estipulada 24KV
Tensão de isolamento:
de curta duração a 50 Hz/1 minuto: 50 KV eff.
à onda de choque (1,2/50 μs): 125 KV crista
Intensidade estipulada da entrada: 630 A
Intensidade estipulada do disjuntor: 630 A
Intensidade estipulada para cela fusível: 200 A
Intensidade estipulada de curta duração admissível:
durante 1 segundo 16 KA eff
Valor de crista da intensidade estipulada de curta duração admissível:
40 KA crista i.é. 2.5 vezes a intensidade estipulada de curta duração admissível
Índice de proteção segundo IEC 60259: IP 2X
Ligação à terra.
Coletor de terra
O condutor de ligação à terra estará disposto ao longo de todo o comprimento das celas e estará dimensionado para suportar a intensidade de curta-duração admissível.
9.1.5.1. Influências externas
Classificação da partição: PI (de acordo com a IEC 62271-200)
Classificação da continuidade de serviço: LSC2A (de acordo com a IEC 62271-200)
Índice de proteção: IP2XC 9.1.5.2. Cela de Medida GBC2C
Cela de medida de tensão e corrente com entrada e saída inferiores por cabos SM6 GBC-2C, com dimensões: 750 mm de largura, 1.038 mm de profundidade e 1.600 mm de altura, contendo:
Barramento tripolar de 630 A, 12 KV 20 KA/1s
Entrada e saída inferiores por cabos
Pré-equipada para instalação de TI.s e TT.s EDP
9.2. CELAS DO QMT – CLIENTE
O QMT do PT cliente deverá ser da gama SM6 24 modular e deverão cumprir os seguintes requisitos.
9.2.1. Características dos quadros MT do tipo SM6-24
As características dos seguintes quadros são válidas para as condições gerais seguintes:
Temperatura de funcionamento de -5°C até +40°C,
Altitude da instalação inferior a 1000m,
Humidade relativa média / mês: máx 90% de acordo com a IEC 62271-200 9.2.1.1. Cela ganho de barramento GAME
Cela de ganho de barramento SM6 GAME, com dimensões: 375 mm de largura, 870 mm de profundidade e 1.600 mm de altura, contendo:
Barramento tripolar, 12 KV 630 A 20 KA/s
Ganho de barras de 630 A para ligação superior à esquerda ou à direita com outra cela
Preparada para ligação inferior de cabos unipolares secos
Coletor de terra
9.2.1.2. Cela de proteção com fusíveis QM
Cela de proteção com interruptor e fusíveis combinados SM6 QM, com dimensões: 375 mm de largura, 1.030 mm de profundidade e 1.600 mm de altura, contendo:
Barramento tripolar para ligação superior com celas adjacentes
Interruptor-seccionador em SF6, 12 KV 200 A 20 KA/1s, equipado com bobina de disparo à emissão de tensão a 220 V 50 Hz
Comando CI1 manual
Três corta-circuitos fusíveis de alto poder de corte e baixa dissipação térmica tipo CF, de 40 A Seccionador de ligação à terra duplo (a montante e a jusante dos fusíveis)
Sinalização mecânica de fusão do fusível
Indicadores luminosos de presença de tensão
Preparada para ligação inferior de cabos unipolares secos
Coletor de terra
Resistência aquecimento com termóstato.
Encravamento funcional modelo C1 com a função de Impedir o acesso ao transformador enquanto o seccionador de terra da cela de Média Tensão não estiver fechado e bloqueado na posição de fechado.
Uma fechadura montada no seccionador de terra da cela Média Tensão, com uma chave.
Uma fechadura de porta fornecida como peça solta para montagem em obra no acesso ao transformador.
9.3.TRANSFORMADOR MT/BT 9.3.1. Características Gerais
O transformador a instalar terá o neutro acessível em Baixa Tensão e refrigeração natural, encapsulado em resina epoxy (dielétrico seco) modelo AoAk TRIHAL ou equivalente.
Será uma máquina trifásica redutora de tensão, sendo a tensão entre fases a entrada de 10 KV e a tensão a saída em carga de 400 V entre fases e 230 V entre fases e neutro obedecendo às Normas:
Ecodesign EU 548-2014 – Certificado C3*, E3, F1.
IEC 60076-11
prEN 50541-1
Os transformadores serão fabricados de acordo com:
Sistema de qualidade em conformidade com ISO 9001
Sistema de gestão ambiental em conformidade com ISO 14001,
O fabricante deverá dar uma garantia mínima de 2 anos que poderá ser estendida para 5 anos, sujeita a validação pelo mesmo dos procedimentos do comissionamento inicial, devidamente assinados por técnico responsável. Os procedimentos serão fornecidos com o transformador.
O transformador terá as bobinas encapsuladas e moldadas em vazio em uma resina epoxy com carga ativa composta por alumina trihidratada, conseguindo-se assim um encapsulado ignífugo auto-extinguível.
9.4.LIGAÇÕES À TERRA 9.4.1. Terra de Proteção
Serão ligados à terra de proteção os elementos metálicos da instalação que normalmente não estão em tensão, mas que poderão eventualmente estar, devido a avarias ou circunstâncias externas (defeito de isolamento).
As celas disporão de uma platina de terra que as interligará, constituindo o coletor de terra de proteção.
9.4.2. Terra de Serviço
Ligar-se-ão à terra de serviço o neutro do transformador e os circuitos de Baixa Tensão dos transformadores do equipamento de medida.
9.4.3. Terras interiores
A terra no interior do PT terá como missão pôr em continuidade elétrica todos os elementos que estão ligados à terra exterior.
Nas instalações interiores ou fora do solo, realizar-se-á com condutor de cobre nu de secção não inferior a 16 mm² e nas instalações exteriores com condutor de cobre nu de secção não inferior a 35 mm². Este cabo ligará à terra os elementos indicados no parágrafo 1.6.4.1. Próximo da saída do edifício e dentro deste, mas fora das celas, nas instalações interiores, ou antes da entrada no solo, nas instalações exteriores, deverá existir uma ligação amovível que permita efetuar a medição das resistências de terra dos elétrodos.
9.5.INSTALAÇÕES SECUNDÁRIAS 9.5.1. Acessórios regulamentares
Par de luvas
Extintor de eficácia 89B
Tapete isolante
Cartaz de 1º socorros
Mapa de terras
Lanterna
10. DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA
Conforme já mencionado, a distribuição de energia será realizada de forma a conseguir separar o consumo de energia de forma simplista nos seguintes componentes:
Escola de Musica e zonas comuns;
Escola de Dança;
Serviços comuns ou a concessionar (cozinha, cafetaria);
Nesse sentido, a alimentação de energia ao edifício será efetuada em baixa tensão, através do Quadro Geral de Baixa Tensão do Posto de Seccionamento e Transformação de 630 kVA a dois quadros principais, seguindo a distribuição exemplificada no diagrama de quadros.
A contagem de energia global será efetuada em Média tensão na divisão correspondente ao distribuidor.
A instalação apresentará as seguintes características de funcionamento:
Alimentação: Trifásica com neutro
Tensão nominal: 4B V entre fases
230 V entre fase e neutro
Frequência: 50 Hz
Esquema de ligações à Terra: (TT)
A distribuição dos quadros elétricos seguirá os seguintes pressupostos principais:
x Quadro gerais de piso da Escola de Dança que por sua vez alimentarão os quadros dos respetivos espaços. Em alguns casos alimentam quadros de parciais de zonas corta-fogo destinadas à escola de Musica;
x Quadros de zonas Corta-fogo que não tenham comunicação com o quadro do piso terão quadros elétricos específicos;
Assim sendo e conforme peças desenhadas, cada piso terá o seu quadro geral. Serão estes que farão a distribuição para os restantes quadros parciais do piso. Preferencialmente estes quadros ficarão localizados em áreas técnicas dedicadas. Apenas no piso 0 não será assim, visto que as diversas partes que compõem este piso não são comunicantes.
De acordo com o ET:IE, os seguintes espaços terão quadros próprios:
Salas de aula normal;
Salas TIC;
Sala polivalente/Sala de grandes grupos;
Sala de artes;
Refeitório;
Loja escolar;
Cozinha;
Cafetaria;
Áreas Técnicas;
Biblioteca (no acesso visto que o interior não tem espaço disponível).
Também os seguintes espaços deverão ser equipados com quadro próprio:
Estúdio de Dança;
Sala de Pilates;
Salas de música Tipo 3, 4 e 5;
Salão Nobre e espaços de apoio.
Apesar de não ser solicitado, devido à sua similaridade com os estúdios de dança e à sua posição, também a sala de ginástica da dança terá quadro próprio.
No que diz respeito ao grupo hidropressor de incêndio, a alimentação da eletrobomba virá diretamente do QGBT.
Para desenfumagem ativa da cozinha será necessário instalar uma fonte de energia de segurança, com base numa UPS. Este sistema será descrito mais à frente.
11. CORTE GERAL DE ENERGIA
Serão colocadas botoneiras de corte geral na receção para acionamento ou pelos bombeiros ou por pessoal qualificado e instruído para o efeito. Serão instalados os seguintes cortes:
Geral;
UPS/desenfumagem da cozinha;
Grupo de incêndio;
Além destes, conforme imposição da legislação de segurança contra incêndios, são necessários os seguintes cortes de emergência adicionais:
Corte da Central térmica/Área técnica de AQS do corpo C, no acesso da mesma, com replicação no posto de segurança (receção);
Corte da cozinha no acesso da mesma.
Além dos cortes, a receção terá uma serie de alarmes remotos de alguns equipamentos de segurança:
Alarme grupo hidropressor;
UPS/desenfumagem.
São alarmes generalistas apenas para informar que há um problema, sendo necessário deslocar ao local para aferir qual. Estes alarmes serão replicados na GTC.
12. ILUMINAÇÃO EXTERIOR
A iluminação publica atualmente instalada das fachadas e que é alimentada pela rede pública não será intervencionada. Apenas a que é dependente da instalação do Conservatório será alvo de intervenção, visto que já apresenta algum sinal de desgaste e não está em boas condições de utilização. Serão substituídas por novas, a estudar em conjunto com a arquitetura de forma a integrar e respeitar as caraterísticas
arquitetónicas e patrimoniais do edifício e da zona onde este se insere. Apenas as que se encontram atualmente no pátio interior serão recuperadas por questões patrimoniais e reinstaladas noutra posição A iluminação exterior será comandada pelo sistema de gestão técnica, com base em programação horária e em função da luz natural. Para aumento da eficiência energética serão previstos dois níveis de iluminação, um máximo com a iluminação toda ligada e outro para a situação de crepúsculo e de segurança quando a escola está encerrada.
13. PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS
Conforme ET-IE, a proteção contra descargas atmosféricas será obtida através da instalação de pára-raios do tipo ionizante. A avaliação de risco feita no projeto anterior para a estrutura em causa, determinou a necessidade de implementação de um sistema de proteção contra descargas atmosféricas, a recair na utilização de para-raios com um nível de proteção I. Esta avaliação foi feita com base nas normas NP 4426 e NF C 17-102. Assim sendo, será colocado um único para-raios, que irá cobrir toda a área escolar, conforme indicado na respetiva peça desenhada.
13.1. CAPTORES
A solução preconizada assenta na proteção da estrutura através da implementação de 1 pára-raios ionizante, com tempos de avanço à ignição de 129μs. Este será colocado em mastros de extensão de permitindo que o captor fique 5 m acima a zona a proteger, conferindo um raio de proteção de 79m (tendo em conta o nível de proteção definido). O sistema de fixação será composto por fixações murais ou tripé, de acordo com as peças desenhadas. O pára-raios, mastro e fixações serão em aço inox, pois este apresenta níveis superiores em termos de resistência à corrosão.
13.2. BAIXADA
O traçado das prumadas verticais dos condutores de descarga deverá ser o mais retilíneo possível evitando-se o aparecimento de ângulos ou curvas pronunciadas, entre o elemento captor e a ligação à terra prevista. Serão feitas duas baixadas, de acordo com a norma em vigor.
Será instalado um ligador amovível por baixada (a ser utilizado para medições de terra). Lateralmente a este será colocada uma placa sinalizadora com a indicação de “pára-raios” que permita o registo da data de instalação e próxima manutenção. Para proteção de baixada será instalado uma proteção mecânica em aço inox.
Devido à posição da baixada não será possível ligar à rede geral de terras.
14. REDE DE TERRAS
Uma vez que o PTC permanecerá no mesmo local, pretende-se aproveitar a terra de serviço e de proteção existentes, se estas estiverem em condições. Contudo, caso se verifique que o valor destas não é adequado, deverão ser refeitas. Tendo em conta a localização e configuração do edifício, não é possível fazer uma rede envolvente ao mesmo. Assim sendo, o elétrodo de terra será composto por varetas dispostas em pata de ave, de valor inferior a 10 Ω. Caso haja necessidade de diminuir o valor da
resistência de terra do elétrodo, poderá aumentar-se o comprimento dos elétrodos ou enterrar no solo um número de elementos suficiente para que, uma vez ligados em paralelo, se atinja o valor desejado da resistência de terra, convindo que os vários elementos fiquem a uma distância entre si de cerca de 2 m a 3 m. As dimensões destes elétrodos devem cumprir com o estipulado pelo quadro III do Anexo IV da secção 5 das RTIEBT.
Os elétrodos de terra ficarão enterrados no chão, verticalmente, a uma profundidade tal em que a parte superior do mesmo fique a uma distância mínima da superfície de 0,80 m devendo sempre observar a legislação em vigor.
As interligações de terra devem sempre ser executadas através de terminais e/ou ligadores apropriados, utilizando ligadores bimetálicos quando for necessário ligar metais diferentes.
Serão consideradas ligações equipotenciais a outros elementos condutores tais como:
O condutor principal de proteção;
O condutor principal de terra ou o terminal principal de terra;
Canalizações metálicas de alimentação do edifício e situadas no interior;
Os elementos metálicos da construção, como pilares, vigas, estruturas metálicas;
Bainhas de cabos de outras instalações, como telecomunicações se devidamente autorizados;
15. ILUMINAÇÃO NORMAL E DE SEGURANÇA 15.1. PRESSUPOSTOS
No que respeita às luminárias a instalar, conforme indicações do dono de obra, serão usadas luminárias com leds, visando a maior eficiência energética.
Contudo, com o intuito de preservar o valor patrimonial e histórico deste edifício, pretende-se aproveitar algumas das luminárias existentes nos espaços mais emblemáticos do conservatório, com circulações, biblioteca, salão nobre e respetivo átrio.
Também no sentido de maximizar o valor patrimonial do edifício, em diversos espaços mais “nobres” do edifício, como circulações, átrios, direção e similares, propõe-se iluminação com uma componente decorativa e arquitetónica mais relevante. Esta opção implica também o não comprimento de alguns pontos indicados pelo ET:IE.
15.2. NÍVEIS DE ILUMINAÇÃO
No que concerne aos níveis de iluminação, os cálculos luminotécnicos e a distribuição preconizada tiveram por base a tabela indicada no ET-IE, com destaque para os seguintes locais:
Tipologia Iluminância Média
(Lux)
UGRL
Sala de aula Normal 500 19
Estúdios de dança 500 19
Tipologia Iluminância Média (Lux)
UGRL
Salas de Musica 500 19
Gabinetes, portaria, Locais com postos de trabalho
500 19
Cozinha, copa 500 22
Loja Escolar 300 19
Refeitório 500 22
Biblioteca 500 19
Cafetaria 200 22
Arrecadação 1B 25
Arquivo 200 25
Instalações Sanitárias 200 25
Salas de reunião 500 25
Átrio 200 22
Circulações 150 25
Escadas 150 25
Nos espaços em que serão utilizadas luminárias existentes não é possível controlar ou prever o nível de iluminação.
15.3. DESCRIÇÃO DA SOLUÇÕES
Na generalidade foram preconizadas soluções de iluminação que cumprem com os pressupostos acima indicados e que estão indicadas nas peças desenhadas. Contudo, devido a algumas características destes espaços, como salas de dimensões abaixo do habitual e pés direitos elevados, situações fora do habitual em escolas, as soluções de iluminação preconizadas não cumprem integralmente o exigido pelo IT:IE.
Como é possível verificar pelos estudos luminotécnicos anexos, alguns espaços o valor de iluminação está ligeiramente abaixo do exigido ou a potência por área é superior ao regulamentado.
Em algumas salas com pé direito a rondar os 4m, optou-se por soluções em leds para que o valor da potência instalada não fosse demasiado elevado.
Devido à especificidade do edifício em si, existem alguns espaços ainda em estudo, derivado da necessidade de preservar a imagem histórica do edifício. Nesta situação particular estão o átrio de acesso ao salão nobre e o átrio principal, refeitório, zona da receção e biblioteca, algumas circulações.
Relativamente ao salão nobre será mantida a iluminação existente na zona da plateia, sendo necessário substituir a canalização que alimente estas luminárias e proceder a eventual limpeza e manutenção das mesmas. Na zona do palco, será reforçada tendo em conta algumas queixas de iluminação deficiente por parte da Escola. Este reforço será feito por projetores de led em calha eletrificada, colocados na forma indicada nas peças desenhadas.
No refeitório/sala de aluno, por questões de segurança alimentar serão preconizadas luminárias com difusor fechado para garantir que há detritos de lâmpadas a contaminar as refeições.
Nas zonas de confeção da cozinha e da cafetaria serão instaladas luminárias adequadas a zonas limpas, para evitar a contaminação de produtos alimentares e para garantir uma fácil higienização. Exceção feita na zona de confeção da cozinha onde será instalado um teto ventilado, em que a iluminação será definida pelo fornecedor deste teto, devendo garantir um valor de iluminância médio de 500lux.
Na biblioteca, pretende-se a utilização de luminárias atualmente existentes, com reforço de candeeiros de mesa, para garantia dos níveis mínimos de iluminação de trabalho. Além disso serão colocadas linhas de led no topo das estantes para iluminação indireta reforçando o nível de luz ambiente.
15.4. COMANDO
Nos locais com mais de 50 pessoas, existirão pelo menos 2 circuitos protegidos por proteções contra sobrecargas e diferenciais distintas.
Nas salas de aulas, salas de professores, zonas administrativas e outros locais de ocupação temporária, o comando será local por interruptor ou comutador. Nas salas de salas de aula, a ligações e comandos serão estabelecidos de forma a poder desligar as luminárias instaladas entre o projetor e o quadro interativo.
O comando nas zonas de circulação e de concentração de público e nas zonas de ocupação permanente, o comando será feito através do sistema de gestão técnica centralizado, por programação horária e em função da iluminação natural. Deverão ligar para níveis inferiores a 50 luz desligando com níveis superiores a 100 lux.
Nas instalações sanitárias, balneários, o comando será associado a um detetor de movimento que em caso de deteção de presença, liga a iluminação por 15 minutos. Nas casas de banho com luz natural, o detetor de movimento será também crepuscular.
Todos os espaços de circulação e zonas de convívio poderão ser controlados pela GTC.
16. ILUMINAÇÃO DE SEGURANÇA
No que respeita à iluminação de segurança, será do tipo C, ou seja, a iluminação de circulação e a de ambiente serão obtidas através da instalação de blocos autónomos do tipo permanente. Esta instalação seguirá o estipulado pela Secção 801.2.5.3.3, o que implica a instalação de um sistema de telecomando,
que colocará os blocos em estado de repouso ou vigilância conforme o edifício esteja ou não em horário laboral.
O salão nobre também será equipado com nova iluminação de segurança. Tendo em conta o número de utilizadores deste espaço, há necessidade de instalar iluminação de segurança ambiente. Uma vez que o espaço em si não permite o reforço de blocos autónomos, propõe-se a instalação de réguas de luz em led instalados nas sancas, suportados por um sistema de baterias centralizado. Esta solução garante a luz ambiente em caso de emergência e garante uma adequada integração arquitetónica e patrimonial.
O bloco autónomo deverá possuir:
x robustez mecânica adequada ao local de utilização, bem como, à manutenção (ex: substituição da lâmpada), de forma a garantir as suas características iniciais de instalação ao longo do tempo;
x Uma autonomia que garanta a iluminação de pelo menos 1 hora;
x Um fluxo luminoso estipulado superior a 60 lm;
x Classe II;
x Ser equipado com um sistema de autoteste através de sinalizador do tipo LED;
17. TOMADAS DE USOS GERAIS E ALIMENTAÇÃO A EQUIPAMENTOS
A distribuição de tomadas seguirá o previsto no projeto anterior e conforme indicado nas peças desenhadas. Segundo o ET:IE, para as salas com atividades letivas foram previstas as seguintes distribuições:
x Sala de aulas normal
o 3 tomadas simples na parede ao lado do professor;
o 2 tomadas duplas por parede (do lado dos alunos);
o 1 tomada simples no teto (videoprojector).
x Sala TIC
o 3 tomadas simples na parede ao lado do professor;
o 1 tomada dupla por posto de trabalho (do lado dos alunos);
o 1 tomada dupla por parede perpendicular ao Quadro (reserva) o 1 tomada simples no teto (videoprojector);
Apesar da especificação do ET:IE para espaços do núcleo de ensino artísticos da dança e de música fornecida pela Parque Escolar após entrega do Estudo prévio, a solução de distribuição de tomadas apresentada, resulta da indicação transmitida pelas direções das respetivas escolas e que resulta no seguinte:
Estúdio de Dança e de ginástica;
o 3 tomadas simples na parede ao lado do professor;
o 1 tomadas simples na parede sem espelho;
o 1 tomada simples no teto (para AP);
Sala de Pilates;
o 3 tomadas simples na parede ao lado do professor;
o 1 tomadas simples na parede sem espelho;
o 1 tomada simples no teto (para AP);
Salas de música tipo 1.
o 3 tomadas simples na parede ao lado do professor;
o 1 tomada dupla noutra parede;
o 1 tomada dupla junto à porta de Entrada;
Salas de música tipo 2.
o 3 tomadas simples na parede ao lado do professor;
o 1 tomada duplas noutra parede;
o 1 tomada dupla junto à porta de Entrada;
o 1 tomada simples no teto (videoprojector, nas salas variante ATC);
Salas de música tipo 3.
o 3 tomadas simples na parede ao lado do professor;
o 2 tomadas duplas por parede (do lado dos alunos);
o 1 tomada simples no teto (videoprojector, quando aplicável);
Salas de música tipo 4.
o 3 tomadas simples na parede ao lado do professor;
o 2 tomadas duplas por parede (do lado dos alunos);
o 1 tomada simples no teto (videoprojector);
Salas de música tipo 5.
o 3 tomadas simples na parede ao lado do professor;
o 2 tomadas duplas por parede
o 1 tomada simples no teto (videoprojector);
Nas zonas com postos de trabalho, nomeadamente da secretaria, as tomadas serão instaladas em calha técnica e em caixas de pavimento, prevendo-se a instalação de pelo menos 2 tomadas duplas de energia por posto de trabalho, além de tomadas para usos gerais.
Segundo a Secção 801.2.1.6, as tomadas de intensidade nominal inferior a 16 A terão obturadores e as com corrente estipulada superior deverão ter tampa.
A distribuição de tomadas e alimentação a equipamentos será concretizada com o layout definitivo destes espaços.
Na biblioteca, existem algumas restrições em virtude do mobiliário existente e a manter, não há praticamente espaço para colocação de tomadas. De qualquer forma, conforme instruções transmitidas pela Parque Escolar, o layout desta biblioteca será discutido e elaborada em conjunto com a RBE, sendo a distribuição de tomadas definida posteriormente em função desse layout.
Além das tomadas indicadas, serão colocadas outras para equipamentos específicos, com as características adequadas ao equipamento a que se destinam, como:
x Equipamento Wireless;
x Sistema de pagamento e da Escola digital;
x Bastidores;
x Hottes,
x Sistemas de desenfumagem;
x Sistema de Deteção de Incêndio;
x Sistema de Deteção de Intrusão;
x CCTV;
x Equipamentos de AVAC;
18. CANALIZAÇÕES
Em virtude das alterações arquitetónicas e das novas exigências legislativas, praticamente todas as canalizações serão novas. As novas canalizações serão constituídas por cabos do tipo XG(0H), instalados em esteira metálica em calha técnica ou em tubagem embebida na parede ou no pavimento. Os circuitos de segurança serão em cabo resistente ao fogo.
19. CAMINHO DE CABOS
O caminho de cabos será em esteira metálica instalada nas circulações. No interior das salas a distribuição será em calha técnica, com 2 compartimentos e 2 tampas, um para instalações elétricas, outro para comunicações. Não é permitida a instalação de tubos à vista, com exceção dos instalados acima de tetos falsos.
Em função do layout de mobiliário previsto, existe a necessidade de caixas de pavimento na secretaria, direção na biblioteca. També no salão nobre será colocadas caixas de pavimento interligadas por calha de pavimento, para permitir a colocação de cabos de áudio entre a régie e o palco. Também serão previsto caminhos de cabos entre a régie e o balcão, onde poderá ficar uma mesa de controlo e mistura.
A calha técnica será em PVC com IK mínimo de 09 para a calha e de 07 para o sistema completo com acessórios, colocada a 0,30 m do pavimento, medido ao eixo da calha. Será compartimentada de forma a separar as cablagens de energia e de comunicações, com duas tampas, sendo a aparelhagem instalada nos canais respetivos.
A interligação entre o edifício principal (A) e o Anexo 1 e parte do piso 0 será feita através da rede de caixas e condutas.
20. COMPENSAÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA
Prevê-se a necessidade de instalação de bateria de compensação na ordem dos 150 kVAr, dentro dos valores regulamentares de forma a não ser cobrada energia reativa e minimizar perdas.
21. INSTALAÇÃO DE SEGURANÇA (IT) - PROTEÇÃO DE PESSOAS
Conforme mencionado anteriormente, se necessário para a desenfumagem ativa da cozinha e para fazer cumprir a secção 801.2.1.2.4, o sistema de terra para os circuitos de segurança será do tipo “IT”.
Para este efeito e para garantir o fornecimento de energia aos ventiladores de desenfumagem durante o tempo mínimo necessário de 90 minutos, será instalado uma fonte de segurança autónoma que integra os seguintes equipamentos/funções:
UPS – Fornecimento de energia em caso de corte ou falha de no abastecimento;
Transformador de isolamento – Passagem regime TT para IT;
Controlador de isolamento.
22. PROTEÇÃO DE PESSOAS
22.1. CONTRA CONTACTOS DIRETOS
A proteção de pessoas contra contactos diretos será assegurada pelo cumprimento da secção 412 das RTIEBT nomeadamente através:
x Isolamento das partes ativas (RTIEBT 412.1);
x Barreiras ou de invólucros (RTIEBT 412.2);
x Dispositivos de proteção sensíveis à corrente diferencial-residual (RTIEBT 412.5).
22.2. CONTRA CONTACTOS INDIRETOS
A proteção de pessoas contra contactos indiretos será assegurada pelo cumprimento da secção 413 das RTIEBT nomeadamente através:
x Corte automático da alimentação (RTIEBT 413.1);
x Utilização de equipamentos da classe II ou por isolamento equivalente (RTIEBT 413.2)
A proteção por corte automático da alimentação por dimensionado de forma a limitar tensões de contacto superiores às tensões limites convencionais (UL).
Em virtude do esquema de ligações à terra ser o TT, todas as massas dos equipamentos elétricos protegidos por um mesmo dispositivo de proteção devem ser interligadas por meio de condutores de proteção e ligadas ao mesmo elétrodo de terra.
Adicionalmente e segundo a Secção 413.1.4.2, para o esquema TT, deve verificar-se a seguinte condição:
UL
I n RA. ' d
x RA - Soma das resistências do elétrodo de terra e dos condutores de proteção das massas (:);
x I'n -Corrente diferencial-residual que garante o funcionamento automático do dispositivo de proteção (A).
Desta condição resulta que o valor de RA não deverá ultrapassar:
I''n(mA) UL=50 V UL=25 V
RA (::) RA (::)
30 1666,6 833
3B 166,6 83
De qualquer forma para garantir o correto funcionamento de equipamentos, especialmente os eletrónicos, a rede de terras não deve ser superior a 1 Ω.
22.3. LIGAÇÕES EQUIPOTENCIAIS 22.3.1.Ligação Equipotencial Principal
Devem ser ligados à ligação equipotencial principal os elementos condutores seguintes:
x O condutor principal de proteção;
x O condutor principal de terra ou o terminal principal de terra;
x Canalizações metálicas de alimentação do edifício e situadas no interior;
x Os elementos metálicos da construção, como pilares, vigas, estruturas de suporte de tetos falsos;
x Caminhos de cabos;
x Bainhas de cabos de outras instalações, como telecomunicações se devidamente autorizados.
x Equipamentos de cozinha e bancadas metálicas.
Esta ligação será feita através de condutores com isolamento verde/amarelo, de secção não inferior a 6mm2, conforme RTIEBT 547.1.1, garantindo que todos os elementos metálicos passíveis de contactos, diretos ou indiretos, estejam ligados à rede equipotencial.
22.4. LIGAÇÃO EQUIPOTENCIAL SUPLEMENTAR
Se o valor da terra das massas for baixo e segundo a secção 413.1.6, não se prevê a necessidade de ligações equipotenciais suplementares. Contudo, se em obra se verificar a sua necessidade, conforme previsto nas RTIEBT, a ligação equipotencial suplementar deve interligar todas as partes condutoras simultaneamente acessíveis, quer se trate das massas dos equipamentos fixos quer dos elementos condutores quer, ainda, sempre que possível, das armaduras principais do betão armado utilizadas na construção dos edifícios. Todos os condutores de proteção de todos os equipamentos, incluindo os das fichas e os das tomadas, devem ser ligados a este sistema equipotencial. A secção dos condutores deverá cumprir com a secção 547.1.2.
23. SISTEMA DE INFORMAÇÃO HORÁRIA
O sistema de distribuição horária será baseado na mais recente emissão codificada de sinal ou seja, no mesmo par de condutores é transportado o sinal e também a alimentação, não sendo necessário assim qualquer fonte de energia auxiliar aos relógios secundários da instalação, fazendo o acerto automático dos mesmos independentemente do posicionamento dos ponteiros. A central horária para além do controlo dos relógios terá as seguintes funções adicionais:
x Sincronização dos equipamentos e sistemas interligados na rede informática TCP/IP através do servidor integrado no relógio-mãe, nomeadamente:
x Sistema de controlo de acessos x Sistema de gestão de tempos x Servidores e PC’s
x Relógios ligados diretamente à rede Ethernet
x Distribuição de informação horária (tempo e data) aos relógios analógicos e/ou digitais, assegurando o acerto automático.
x Saída de sincronismo para expansão futura (relógios “wireless”, por exemplo).
x Comando dos toques de campainhas e outras funções de comutação no tempo, quer através dos relés do relógio-mãe quer através de relés remotos instalados nas linhas de distribuição horária (comando de toques em diferentes edifícios).
x Receção GPS para sincronismo da base de tempo interna.
Atendendo a que se trata de um edifício escolar, as emissões de sinais de RF deverão ser extraordinariamente baixas, sendo para isso utilizada uma portadora de 50 Hz, através de 2 pares de condutores de baixa tensão, sem polaridade e sem necessidade de blindagem.
A central horária será para montagem em bastidor, equipada com 1 linha independente de distribuição horária com capacidade para 50 dispositivos (relógios e unidades remotas de relés) e relés locais para as funções de interruptor horário de toques de campainhas, mantendo o relógio interno em funcionamento, e em memória a hora e data do corte de energia, acertando automaticamente todos os relógios após o retorno da alimentação.
Com a finalidade de manter não só toda a instalação rigorosamente certa ao longo dos anos como também a interligação a equipamentos informáticos, considerou-se uma antena GPS ligada á central horária que ficará instalada na cobertura.
Os relógios serão circulares, com ponteiros de horas e minutos, de simples ou de dupla face, com sensor de posicionamento automático dos ponteiros, com diâmetro nominal de 30 cm. A caixa exterior e o quadrante serão em plástico ABS de elevada qualidade, na cor branca, com vidro acrílico de proteção.
Impressão do quadrante a preto com numeração árabe ou por traços a definir pela arquitetura. Na cozinha será instalado relógio idêntico aos anteriores, mas com a característica resistente a vapor.
24. SISTEMA DE ALARME PARA IS
Será instalado um sistema de alarme nas instalações sanitárias de pessoas de mobilidade condicionada com transmissão de alarme na receção.
25. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pela leitura do presente texto e análise das Peças Desenhadas, considera-se que foram abordados os aspetos e questões essenciais associados à apresentação do projeto. Em tudo o que eventualmente possa ainda ser considerado omisso, deverá proceder-se em conformidade com as Normas e Regulamentos em vigor, bem como atender às “Regras de boa execução” dos trabalhos envolvidos.
26. COLABORAÇÃO
Colaboraram neste estudo os seguintes técnicos Coordenação Geral: Nuno Oliveira
Engenharias: Nuno Oliveira
Bruno Rodrigues Nuno Ribeiro Paulo Anjos
Lisboa, Fevereiro de 2020,
Técnico Responsável com a Cédula profissional n.º 63304 (O.E.)