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CONTEÚDO EXTRA REVISTA ANFARMAG Nº115

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Academic year: 2022

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CONTEÚDO EXTRA

REVISTA ANFARMAG Nº115

DICAS FARMACOTÉCNICAS

VITAMINA D

Para aviar uma formulação que contenha Vitamina D é necessário realizar uma série de cálculos.

Para sanar eventuais dúvidas, criamos exemplos a seguir.

1.

Considerando a equivalência citada, em uma prescrição na qual a dose posológica seja de 400UI temos:

40.000UI – 1mg 400UI – x x = 0,01mg

Desta forma, 400UI equivale a 0,01mg ou 10mcg (microgramas).

Ainda, vamos supor que foram solicitadas 30 doses, então:

0,01mg x 30 doses = 3mg

Ou seja, para aviar 30 doses de 400UI, é necessário pesar 3mg ou 0,003g de Vitamina D (colecalciferol ou ergocalciferol).

Como a quantidade a ser pesada é muito pequena, é preciso fazer uma diluição prévia para possibilitar uma pesagem segura e adequada. Além disso, a diluição garantirá a uniformidade de conteúdo em cápsulas, uma vez que a vitamina D é formada por cristais e mesmo com a trituração não é possível garantir a uniformidade do tamanho das partículas.

2.

Conversão de unidades: Normalmente 1mg de colecalciferol ou ergocalciferol equivale a 40.000UI de vitamina D; ou seja, 1g de colecalciferol ou ergocalciferol equivale a 40.000.000UI. Essa informação consta no Certificado de Análise e pode mudar lote a lote.

Diluição

A diluição pode ser líquida ou sólida. Recomenda-se utilizar a diluição 1:1000.

2.1. Diluição líquida Para fazer 100ml:

1g vitamina D pura – 1.000ml solução diluída x – 100ml solução diluída

x = 0,1g vitamina D pura Sugestão de fórmula de diluição:

Vitamina D ... 0,1g BHT ... 0,05%

Óleo fixo (amendoim, amêndoa doce, girassol) ... q.s.p.100ml

(2)

CONTEÚDO EXTRA - REVISTA ANFARMAG Nº115 2

3.

4.

Cálculo de quanto utilizar do diluído

Considerando o exemplo citado (400 UI por dose, solicitado 30 doses):

0,1g – 100ml ou g do diluído 0,003g – x

x = 3ml ou g do diluído Calibração de gotas

Sempre utilizar o veículo escolhido para a formulação e a cânula que será utilizada, além de calibrar lote a lote.

Contar quantas gotas são necessárias para preencher o volume de 2ml em uma proveta graduada e calibrada de 10ml.

Supondo que foram necessárias 40 gotas para preencher 2ml, então em 1ml há 20 gotas.

1ml – 20 gotas x – 1 gota x = 0,05ml Neste caso, 1 gota equivale a 0,05ml.

A calibração de gotas é importante para garantir a dose exata principalmente em prescrições que solicitam dose/gota.

Exemplo: Considerando os resultados obtidos anteriormente.

Vitamina D3 _____________________________________________________________ 400UI/gota Solução oleosa ____________________________________________________________ qsp 10ml Cálculo do número de gotas em 10ml:

1 gota – 0,05ml x – 10ml x = 200 gotas 2.2.

É importante solubilizar a Vitamina D e o BHT em um óleo fixo para garantir a uniformidade de conteúdo em formas farmacêuticas sólidas. Em seguida, adiciona-se o aerosil, que é um agente dessecante e, após adicionar a lactose, obtém-se um pó que pode ser encapsulado.

Diluição sólida Para fazer 100g:

1g vitamina D pura – 1.000g de diluído x – 100g de diluído

x = 0,1g vitamina D pura Sugestão de fórmula de diluição:

Vitamina D ... 0,1g BHT ... 0,05%

Óleo fixo ... q.s. para solubilizar a vitamina e o BHT Aerosil® ... 2%

Lactose ... q.s.p. 100g

(3)

Cálculo de quantos UI terá em 10ml:

400 UI – 1 gota x – 200 gotas x = 80.000 UI

Cálculo de conversão de unidade (considerar as informações do Certificado de Análise):

1mg – 40.000UI x – 80.000UI x = 2mg ou 0,002g Cálculo da quantidade do diluído que será necessária:

1g – 1000ml 0,002g – x

x = 2ml

Portanto, para aviar a o medicamento solicitado na prescrição do exemplo citado, será necessário medir 2ml da solução de diluição 1:1000 preparada previamente e completar o volume para 10ml, considerando que cada gota corresponde a 0,05ml de acordo com a calibração do conta gotas.

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CONTEÚDO EXTRA - REVISTA ANFARMAG Nº115 4

Referências bibliográficas

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Ruiz, K. Nutracêuticos na Prática – Terapias Baseadas em Evidências. Campinas:

Innedita, 2012.

Ruiz, K. Nutracêuticos na Prática – Terapias Baseadas em Evidências, 2º edição. São Paulo: Medfarma, 2017.

Ferreira, A. O. e Souza, G. F. Preparações Orais Líquidas- Formulário, procedimento e prepara, 3ª edição. São Paulo: Pharmabooks, 2011.

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Instrução Normativa nº 28, de 26 de julho de 2018. Estabelece as listas de constituintes, de limites de uso, de alegações e de rotulagem complementar dos suplementos alimentares nas referências. Diário Oficial da União nº 144, Seção 1, p. 141-154.

Ferreira, A. O.; Brandão, M. A. F. e Polonini, H. C. Guia Prático da Farmácia Magistral, 5ª edição. Juiz de Fora: Editar, 2018.

Thompson, J. E.; Davidow, L. W. A Prática Farmacêutica na Manipulação de Medicamentos, 3ª edição. Porto Alegre: Artemed, 2013.

Loyd, V. A. Jr. The Art, Science, and Technology of Pharmaceutical Compounding, 5ª ed.

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Allen Jr., L. V.; Popovich, N. G.; Ansel, C. H. Formas Farmacêuticas e Sistemas de Liberação de Fármacos, 9ª ed. Porto Alegre: 2013.

Aulton, M. E. Delineamento de Formas Farmacêuticas, 2 ª ed. São Paulo: Artmed, 2005.

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução nº 67, de 8 de outubro de 2007. Dispõe sobre Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano em Farmácias.

Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução nº 21, de 20 de maio de 2009. Altera o item 2.7 do Anexo III da Resolução RDC nº 67, de 8 de outubro de 2007.

Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais. Formulário Magistral Anfarmag, 1ª ed. São Paulo: Anfarmag, 2018.

Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais. Guia de Boas Práticas de Manipulação em Farmácias, 2ª edição. São Paulo: Anfarmag, 2012.

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Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/documents/33852/271858/

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BRASIL. Lei nº 13.021, de 8 de agosto de 2014. Dispõe sobre o exercício e a fiscalização das atividades farmacêuticas. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/

_Ato2011-2014/2014/Lei/L13021.htm Acesso em 16 nov.18.

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Referências bibliográficas

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Revista Técnica do Farmacêutico, Ano 4, nº 18. Nota técnica 2: Quando e como aplicar fator de correção de úmida e fator de equivalência. São Paulo: Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais, Outubro/Novembro/Dezembro 2012.

Revista Técnica do Farmacêutico, Ano 1, nº 5. Controle de Qualidade de Embalagens na Farmácia Magistral. São Paulo: Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais, março/abril 2010.

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Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais, Outubro/Novembro/Dezembro 2013.

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4.

Cálculo de quanto utilizar do diluído

Considerando o exemplo citado (400 UI por dose, solicitado 30 doses):

0,1g – 100ml ou g do diluído 0,003g – x

x = 3ml ou g do diluído Calibração de gotas

Sempre utilizar o veículo escolhido para a formulação e a cânula que será utilizada, além de calibrar lote a lote.

Contar quantas gotas são necessárias para preencher o volume de 2ml em uma proveta graduada e calibrada de 10ml.

Supondo que foram necessárias 40 gotas para preencher 2ml, então em 1ml há 20 gotas.

1ml – 20 gotas x – 1 gota x = 0,05ml Neste caso, 1 gota equivale a 0,05ml.

A calibração de gotas é importante para garantir a dose exata principalmente em prescrições que solicitam dose/gota.

Exemplo: Considerando os resultados obtidos anteriormente.

Vitamina D3 _____________________________________________________________ 400UI/gota Solução oleosa ____________________________________________________________ qsp 10ml Cálculo do número de gotas em 10ml:

1 gota – 0,05ml x – 10ml x = 200 gotas

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