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Preparatório Resmulti - Enfermagem

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Academic year: 2022

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PROFESSORA: DRA. ALBERTINA A. S. DE SOUSA TEMA: ENFERMAGEM EM SAÚDE MENTAL

REFORMA PSIQUIÁTRICA E REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (RAPS)

✔ Lei no 10.216, de 6 de abril de 2001. Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.

Pontos importantes:

1) Reforço aos direitos da pessoa portadora de transtorno mental: (I) ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas necessidades; (II) ser tratada com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar sua saúde, visando alcançar sua recuperação pela inserção na família, no trabalho e na comunidade; (III) ser protegida contra qualquer forma de abuso e exploração; (IV) ter garantia de sigilo nas informações prestadas; (V) ter direito à presença médica, em qualquer tempo, para esclarecer a necessidade ou não de sua hospitalização involuntária; (VI) ter livre acesso aos meios de comunicação disponíveis; (VII) receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento;

(VIII) ser tratada em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis; (X) ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental.

2) A internação, em qualquer de suas modalidades, só será indicada quando os recursos extra hospitalares se mostrarem insuficientes, e deverá ser acompanhada por equipe multiprofissional. Além disso, somente será realizada mediante laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos, podendo ser classificada como: internação voluntária (que se dá com o consentimento do usuário); internação involuntária (se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro); e internação compulsória (determinada pela Justiça).

OBS: A internação psiquiátrica involuntária deverá, no prazo de 72 horas, ser comunicada ao Ministério Público Estadual pelo responsável técnico do estabelecimento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo procedimento ser adotado quando da respectiva alta.

OBS: A internação compulsória é determinada, de acordo com a legislação vigente, pelo juiz competente, que levará em conta as condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários.

REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (RAPS)

Instituída pela Portaria nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011, que traz o modelo de atenção em saúde mental a partir do acesso, na promoção de direitos das pessoas baseada na convivência dessas pessoas dentro da sociedade, por meio da articulação de ações e serviços de saúde em diferentes níveis de complexidade, de forma gratuita. Baseia-se na ampliação do acesso da população à atenção psicossocial através do acolhimento, acompanhamento contínuo e atenção às urgências e emergências.

Na Atenção Básica, aqueles que têm necessidade de atendimento devido a transtornos mentais e/ou uso decorrente de álcool e outras drogas podem receber atendimento tanto nas Unidades Básicas de Saúde, como nos Núcleos de Apoio à Saúde da Família e Consultórios na Rua. Isso permite um primeiro acesso ao sistema de saúde antes de um encaminhamento para os demais serviços que compõem a Rede de Atenção.

ELEMENTOS DA RAPS

1) Centros de Atenção Psicossocial (CAPS): São pontos de atenção estratégicos da RAPS, constituindo-se em serviços de saúde de caráter aberto e comunitário composto por equipe multiprofissional e que atua sob a ótica interdisciplinar e realiza prioritariamente atendimento às pessoas com sofrimento ou transtorno

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mental, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, em sua área territorial, seja em situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial e são substitutivos ao modelo asilar. Portarias importantes: Portaria nº 336, de 19 de fevereiro de 2002 (Estabelece as modalidades de CAPS e equipe mínima); Portaria nº 130, de 26 de janeiro de 2012 (republicada) (Redefine o CAPS AD III e os incentivos financeiros) e Portaria n.º 3588, de 21 de dezembro de 2017 (que Institui a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) no âmbito do Sistema Único de Saúde).

CAPS AD IV: atende pessoas com quadros graves e intenso sofrimento decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas. Sua implantação deve ser planejada junto a cenas de uso em municípios com mais de 500.000 habitantes e capitais de Estado, de forma a maximizar a assistência a essa parcela da população. Tem como objetivos atender pessoas de todas as faixas etárias; proporcionar serviços de atenção contínua, com funcionamento vinte e quatro horas, incluindo feriados e finais de semana; e ofertar assistência a urgências e emergências, contando com leitos de observação.

2) Serviço Residencial Terapêutico (SRT) ou Residências Terapêuticas: são casas localizadas no espaço urbano, constituídas para responder às necessidades de moradia de pessoas portadoras de transtornos mentais graves, institucionalizadas ou não. O número de usuários pode variar desde 1 indivíduo até um pequeno grupo de, no máximo, 10 pessoas, com o objetivo de inserção do usuário na rede de serviços, organizações e relações sociais da comunidade. O SRT foi introduzido como serviço substitutivo no âmbito do SUS por meio da Portaria n.º 106/2000 e alterado pela portaria n.º 3588, de 21 de dezembro de 2017, do Ministério da Saúde, porém não são considerados serviços de saúde. Com a nova portaria, os SRT também passam a acolher pacientes com transtornos mentais em outras situações de vulnerabilidade, como por exemplo, em situação de rua e egressos de unidades prisionais comuns.

3) Unidades de Acolhimento (UA): são serviços residenciais de caráter transitório (até seis meses) que, articulados aos outros pontos de atendimento da RAPS, tem como objetivo oferecer acolhimento e cuidados contínuos de saúde (adulto e infanto-juvenil). Funcionam 24 horas, 7 dias por semana, e são voltadas para pessoas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, de ambos os sexos, que apresentem acentuada vulnerabilidade social e/ou familiar e precisam de acompanhamento terapêutico e proteção temporária.

4) Enfermarias Especializadas em Hospital Geral: o principal objetivo é oferecer cuidado hospitalar para pessoas com transtornos mentais e/ou com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, para que sejam realizadas a avaliação diagnóstica e a discriminação de patologias somáticas e/ou psiquiátricas;

manejo de situações de crise e/ou vulnerabilidade extrema que apresentem risco de vida para o usuário, com caráter de curta duração. Preconiza-se, segundo o Ministério da Saúde, incentivar e habilitar somente

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unidades especializadas em saúde mental/psiquiatria em hospitais gerais, com mínimo de 8 e máximo de 30 leitos por enfermaria, até 20% da capacidade total instalada, exigindo equipe multiprofissional mínima completa, incluindo psiquiatra.

5) Situações de Urgência e Emergência: o SAMU 192, UPA 24 horas, salas de estabilização, Prontos Socorros e portas de urgência hospitalares devem atender o paciente que possui transtornos mentais e/ou sofrimentos decorrentes do uso de álcool e outras drogas. Nesse caso não é necessário que o serviço seja exclusivo para atendimento da RAPS.

6) Hospital Psiquiátrico: a partir da nova normativa (NOTA TÉCNICA Nº 11/2019 do MS), o Hospital Psiquiátrico passa a ser incluído na RAPS e não mais se incentiva o seu fechamento. Em caso de fechamento ou descredenciamento de tais Serviços (mesmo contrariando as novas diretrizes do Ministério da Saúde), o Ministério deve ser notificado e aprovar a nova destinação deste recurso federal, que deverá ser aplicado necessariamente na RAPS. Foram criados dois novos procedimentos para faturamento hospitalar – um para internações curtas (até 90 dias) e outro para internações prolongadas (mais de 90 dias) ou reinternações antes de 30 dias da última alta hospitalar.

7) Hospital-dia: É a assistência intermediária entre a internação e o atendimento ambulatorial, para realização de procedimentos clínicos, cirúrgicos, diagnósticos e terapêuticos, que requeiram a permanência do paciente na Unidade por um período máximo de 12 horas.

8) Comunidades terapêuticas: São serviços destinados a oferecer cuidados contínuos de saúde, de caráter residencial transitório para pacientes com necessidades clínicas estáveis decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas.

9) Ambulatório Multiprofissional de Saúde Mental: serviços compostos por médico psiquiatra, psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, enfermeiro e outros profissionais que atuam no tratamento de pacientes com transtornos mentais. Devem prestar atendimento integrado e multiprofissional, funcionando em ambulatórios gerais e especializados, policlínicas e/ou em ambulatórios de hospitais (gerais e psiquiátricos), ampliando o acesso à assistência em saúde mental para pessoas de todas as faixas etárias com transtornos mentais mais prevalentes e de gravidade moderada (transtornos de humor ou ansiedade e dependência química), atendendo às necessidades de complexidade intermediária entre a atenção básica e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)

10) Consultórios na Rua: regulamentados pela Portaria nº 122, de 25 de janeiro de 2011, é um equipamento itinerante de saúde que integra a Rede de Atenção Básica e desenvolve ações de atenção psicossocial, devendo seguir os fundamentos e as diretrizes estabelecidas pela Política Nacional de Atenção Básica. Trabalha em parceria com as unidades básicas de saúde e CAPS, priorizando a assistência e o cuidado no próprio território de rua, incluindo ações como a busca ativa e o cuidado aos usuários de álcool, crack e outras drogas.

QUESTÕES

01. (PUC-PR/Prefeitura de São José dos Pinhais - PR 2017) A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) cuja finalidade é a criação, ampliação e articulação de pontos de atenção à saúde para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), é composta pelos seguintes equipamentos de saúde:

A) as unidades básicas de saúde (UBS), salas de estabilização, centros de atenção psicossocial (CAPS), centros de orientação e aconselhamento HIV/AIDS (COA), consultório na rua, comunidades terapêuticas e enfermarias especializadas em hospital geral.

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B) as unidades básicas de saúde (UBS), centros de atenção psicossocial (CAPS), centro de especialidades médicas (CEM), SAMU 192, UPA 24 horas, salas de estabilização e centros de referência especializados em assistência social (CREAS).

C) as unidades básicas de saúde (UBS), os centros de referências especializados em assistência social (CREAS), o consultório na rua, os centros de atenção psicossocial (CAPS), as comunidades terapêuticas, o SAMU 192 e UPA 24 horas.

D) o consultório na rua, serviços residenciais terapêuticos, centros de convivência, centros de atenção psicossocial (CAPS), unidades básicas de saúde (UBS), SAMU 192 e UPA 24 horas.

E) o consultório na rua, os centros de atenção psicossocial (CAPS), unidades básicas de saúde (UBS), SAMU 192, UPA 24 horas, narcóticos anônimos (NA) e alcoólicos anônimos (AA).

02. (FUMARC - Prefeitura de Matozinhos – MG/2016) A Portaria 2840, de 29 de dezembro de 2014, cria o Programa de de Desinstitucionalização da Rede de Atenção Psicossocial no âmbito do SUS, institui o respectivo incentivo financeiro de custeio mensal. Compete à equipe, EXCETO apoiar as equipes de profissionais de hospital psiquiátrico

A) e realizar, quando necessária, a avaliação clínica, psiquiátrica e psicossocial das pessoas em situação de internação de longa permanência em hospitais psiquiátricos, objetivando a elaboração de Projeto Terapêutico Singular (PTS), orientado para a desinstitucionalização e reabilitação psicossocial no território.

B) na transformação da organização institucional, com vistas à reabilitação psicossocial, garantindo-se o respeito aos direitos humanos das pessoas internadas e estimulando a internação compulsória.

C) na reestruturação do funcionamento técnico-operacional da instituição, com implementação e fortalecimento do trabalho em equipe multiprofissional, e a reorganização das enfermarias de acordo com a procedência das pessoas internadas e/ou municípios de residência atual dos familiares, respeitando-se, sempre que possível, os vínculos estabelecidos entre as pessoas internadas no ambiente hospitalar.

D) no desenvolvimento de estratégias ou ações que favoreçam a construção de protagonismo das pessoas internadas, tais como assembleias, espaços coletivos de encontros e trocas, reapropriação do uso dos objetos pessoais.

03. (COPEVE-UFAL - Prefeitura de Barra de São Miguel - AL – 2017) No que se refere aos Componentes da Rede de Atenção Psicossocial, dentro da Política Nacional de Saúde Mental, os Serviços Residenciais Terapêuticos e o Programa de Volta para Casa dizem respeito a

A) Atenção Hospitalar.

B) Atenção Básica em Saúde.

C) Estratégias de Desinstitucionalização.

D) Estratégias de Reabilitação Psicossocial.

E) Atenção Residencial de Caráter Transitório.

COMENTÁRIO: O Programa De Volta Para Casa, criado pelo Ministério da Saúde, dispõe sobre a regulamentação do auxílio-reabilitação psicossocial (Portaria nº 1.511 de 24 de julho de 2013) para assistência, acompanhamento e integração social, fora da unidade hospitalar, de pessoas acometidas de transtornos mentais, com internação psiquiátrica em hospitais cadastrados no SIH-SUS por período igual ou superior a dois anos e cuja situação clínica e social não justifique sua permanência em ambiente hospitalar. O programa também é destinado a pessoas residentes em moradias caracterizadas como serviços residenciais ou terapêuticos ou egressas de hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico, em conformidade com decisão judicial, por período ininterrupto igual ou superior a dois anos. O benefício mensal no valor de R$

412,00 é pago ao próprio beneficiário por um período de 01 (um) ano, podendo ser renovado caso a pessoa não esteja ainda em condições de se reintegrar completamente à sociedade.

04. (INSTITUTO UniFil/Prefeitura de Sertaneja-2020) Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são pontos de atenção estratégicos da Rede de Atenção Psicossocial, formados por unidades que prestam serviços de saúde de caráter aberto e comunitário, com prioridade a indivíduos com transtorno mental. Sobre as

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1. CAPS I 2. CAPS II 3. CAPSi 4. CAPS III 5. CAPSad

( ) Atendimento a crianças e adolescentes, para transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias psicoativas, atende cidades e ou regiões com pelo menos 70 mil habitantes.

( ) Atendimento a todas as faixas etárias, para transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias psicoativas, atende cidades e ou regiões com pelo menos 70 mil habitantes.

( ) Atendimento a todas as faixas etárias, para transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias psicoativas, atende cidades e ou regiões com pelo menos 15 mil habitantes.

( ) Atendimento com até 5 vagas de acolhimento noturno e observação; todas faixas etárias; transtornos mentais graves e persistentes inclusive pelo uso de substâncias psicoativas, atende cidades e ou regiões com pelo menos 150 mil habitantes.

( ) Atendimento a todas faixas etárias, especializado em transtornos pelo uso de álcool e outras drogas, atende cidades e ou regiões com pelo menos 70 mil habitantes.

A) 3 – 2 – 1 – 4 – 5.

B) 1 – 2 – 3 – 4 – 5.

C) 3 – 1 – 2 – 5 – 4.

D) 2 – 3 – 1 – 5 – 4.

05. (FCC/Prefeitura de São José do Rio Preto/SP-2019) Retaguarda especializada que oferece suporte técnicopedagógico às equipes de referências, responsáveis pela condução de um caso individual, familiar ou comunitário.

Esta é a definição de

A) Projetos de Singularidade transdisciplinar.

B) Serviços de Residências Terapêuticas.

C) Projeto Terapêutico Singular.

D) Apoio matricial.

E) Ambiente Terapêutico.

GABARITO- REFORMA PSIQUIÁTRICA E REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL 01-D 02-B 03-C 04-A 05-D

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Assistência de Enfermagem em Saúde Mental

COLETA DE DADOS: EXAME DO ESTADO MENTAL

- Pesquisa sistemática de sinais e sintomas de alterações do funcionamento mental realizada durante a entrevista psiquiátrica;

- Informações obtidas por meio da observação direta da aparência do paciente, da anamnese, do relato de familiares e de outros informantes;

- Deve fazer parte do exame clínico do paciente, independente da sua morbidade 🡪 Essencial não só para o diagnóstico de possíveis transtornos psiquiátricos, mas também de transtornos neurológicos, metabólicos, intoxicações ou de efeitos de drogas.

- Divisão das funções mentais (para fins didáticos):

ENTREVISTA INICIAL: aspectos principais

- Deve conter: descrição sumária sobre o local onde se realiza a entrevista (hospital, posto de saúde, consultório particular); motivo pelo qual está sendo realizada (avaliação para internação hospitalar ou tratamento ambulatorial, diagnóstico, consultoria), e impressões sobre o paciente registradas pelo

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Quesito O que observar

APARÊNCIA

O modo de andar do paciente, postura, roupas, adornos e maquiagem, higiene pessoal, cabelos (alinhados ou em desalinho), atitude (amigável ou hostil), humor ou afeto predominante, modulação afetiva, sinais ou deformidades físicas importantes, idade aparente, expressões faciais e contato visual.

ATIVIDADE PSICOMOTORA E COMPORTAMENTO

Relação da atividade física com o funcionamento psicológico, considerando os aspectos quantitativos e qualitativos do comportamento motor do paciente 🡪 A atividade psicomotora pode ser normal, retardada ou acelerada, assim como podem ocorrer sintomas catatônicos, de agitação, movimentos estereotipados, maneirismos, negativismo (fazer o oposto do que está sendo requisitado), ecopraxia (imitar os movimentos de outra pessoa) e flexibilidade cérea (manter certa posição desagradável por horas apesar do aparente desconforto).

ATITUDE FRENTE AO EXAMINADOR

Pode ser amigável, cooperativa, irônica, hostil, defensiva, sedutora ou ambivalente. É interessante que, além de classificar a atitude do paciente frente ao examinador, realize- se uma descrição sumária da parte do relato do paciente que fez o examinador pensar em tal atitude (exemplificar).

COMUNICAÇÃO COM O EXAMINADOR

Descrição das características da fala do paciente: quantidade, velocidade e qualidade de produção.

O tipo de comunicação pode ser descrito como normalmente responsivo, loquaz, taciturno, prolixo, volúvel, não espontâneo.

A verbalização pode ser rápida, lenta, tensa, hesitante, emotiva, monótona, forte, sussurrada, indistinta.

Defeitos da fala: gagueira e tiques vocais (ecolalia).

SENTIMENTOS DESPERTADOS

Impressão emocional geral transmitida pelo paciente:

sentimentos de tristeza, pena, irritação, desejo de ajudar 🡪 Podem ser uma importante pista para a psicopatologia subjacente e está intimamente relacionado à aparência do paciente.

01. (IMPARH/SMS-SM-2018) No que concerne ao atendimento ao paciente com problemas mental, na etapa de coleta de dados, algumas peculiaridades devem ser levadas em consideração, EXCETO:

A) o profissional deve ter habilidade para estabelecer limites aos pacientes agressivos e, assim, proteger-se e assegurar o contexto da entrevista.

B) o contexto da entrevista varia em função do paciente, do seu estado mental, dos objetivos da entrevista, da personalidade do entrevistador, sem necessariamente considerar o contexto institucional.

C) na anamnese o entrevistador deve se interessar tanto pelos sintomas objetivos como pela vivência subjetiva do paciente, pela cronologia dos fenômenos e dados pessoais e familiares.

D) em casos, por exemplo, de paciente, com quadro demencial ou em estado psicótico grave, que não consegue informar dados sobre sua história, é fundamental a contribuição de um acompanhante que o conheça.

02. (COPEVE-UFAL - Prefeitura de Barra de São Miguel – AL/2017) A avaliação clínica pelo enfermeiro deve ser permeada pela abordagem da clínica ampliada para compreender o indivíduo em sua integralidade contextual e social, fatores determinantes e condicionantes relacionados à saúde e à doença. Para tanto, esse profissional utiliza conhecimentos técnico-científicos e instrumentos para avaliação. A figura representa

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qual instrumento que se baseia na teoria sistêmica para analisar o contexto psicossocial do indivíduo, família e doença e que permite a continuidade do cuidado?

A) Ecomapa.

B) Genograma.

C) Eneagrama.

D) Partograma.

E) Fluxograma.

03 (CURSO MS-2019). No que se refere aos aspectos a serem considerados durante a avaliação do estado mental pelo enfermeiro, relacione as colunas e marque o item correto:

COLUNA I I- Aparência

II- Atividade psicomotora e comportamento III- Atitude frente ao examinador

IV- Comunicação com o examinador V- Sentimentos despertados

COLUNA II

( ) Relação da atividade física com o funcionamento psicológico, considerando os aspectos quantitativos e qualitativos do comportamento motor do paciente. Achados possíveis: atividade psicomotora normal, retardada ou acelerada, sintomas catatônicos, de agitação, movimentos estereotipados, maneirismos, negativismo, ecopraxia e flexibilidade cérea.

( ) Impressão emocional geral transmitida pelo paciente: sentimentos de tristeza, pena, irritação, desejo de ajudar. Pode ser uma importante pista para a psicopatologia subjacente.

( ) Descrição das características da fala do paciente: quantidade, velocidade e qualidade de produção. Pode ser descrita como normalmente responsivo, loquaz, taciturno, prolixo, volúvel, não espontâneo. Já a verbalização pode ser rápida, lenta, tensa, hesitante, emotiva, monótona, forte, sussurrada, indistinta.

( ) O modo de andar do paciente, postura, roupas, adornos e maquiagem, higiene pessoal, arrumação dos cabelos, atitude, humor ou afeto predominante, modulação afetiva, sinais ou deformidades físicas importantes, idade aparente, expressões faciais e contato visual.

( ) Pode ser amigável, cooperativa, irônica, hostil, defensiva, sedutora ou ambivalente. É interessante que, além de classificar este quesito, realize-se uma descrição sumária da parte do relato do paciente que fez o examinador pensar em tal atitude (exemplificar).

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A) II – IV – V – I - III B) II – III – IV – I - V C) II – V – IV – I - III D) III – I – IV – V - II E) II – I – III- V – IV

FUNÇÕES MENTAIS

1) CONSCIÊNCIA: estado de lucidez ou alerta em que a pessoa se encontra  varia da vigília até o coma. É o reconhecimento da realidade externa ou de si mesmo, em determinado momento, e a capacidade de responder aos estímulos.

Avaliação: observação das reações do paciente frente aos estímulos pelo examinador: reação rápida ou lenta; paciente alerta ou sonolento. Utilizar também a escala de coma de Glasgow*.

Alterações:

a) Obnubilação/sonolência: está alterada a capacidade de pensar claramente, para perceber, responder e recordar os estímulos comuns, com a rapidez habitual. O paciente tende a cair em sono quando não estimulado. Às vezes é necessário falar alto ou tocá-lo para que compreenda uma pergunta. Ex.:

traumatismos cranianos, processos infecciosos agudos e efeito colateral de álcool ou drogas.

b) Confusão: caracterizada por um embotamento do sensório, dificuldade de compreensão, atordoamento e perplexidade, juntamente com desorientação, distúrbios das funções associativas e pobreza ideativa. O paciente demora a responder aos estímulos e tem diminuição do interesse no ambiente. A face de um doente confuso apresenta uma expressão ansiosa, enigmática e às vezes de surpresa. É um grau mais acentuado que a obnubilação. Ex.: fase aguda de algumas doenças mentais, nas doenças associadas a fatores tóxicos, infecciosos ou traumáticos, na epilepsia, e em situações de grande estresse emocional.

c) Estupor: estado caracterizado pela ausência ou profunda diminuição de movimentos espontâneos, mutismo. O paciente somente responde a estímulos vigorosos, após os quais retorna ao estupor. Ex.:

esquizofrenia (catatônico), intoxicações, doenças orgânicas, depressão profunda, reações epilépticas e histéricas.

d) Coma: há abolição completa da consciência; o paciente não responde mesmo aos estímulos externos (dolorosos), ou internos (fome, frio, necessidades fisiológicas, outros).

e) Hiperalerta: estado no qual o paciente encontra-se ansioso, com hiperatividade autonômica e respostas aumentadas aos estímulos. Pode ocorrer em consequência ao uso de drogas (anfetaminas, cocaína), abstinência (benzodiazepínicos), ou no stress pós-traumático.

2) ATENÇÃO: dimensão da consciência que designa a capacidade para manter o foco em uma atividade.

Designa, ainda, o esforço voluntário para selecionar certos aspectos de um fato, experiência do mundo interno (p.ex. memórias), ou externo, fazendo com que a atividade mental se volte para eles em detrimento dos demais.

Avaliação:

a) Vigilância: designa a capacidade de voltar o foco da atenção para os estímulos externos. Pode estar:

aumentada - hipervigil - podendo haver, neste caso, um prejuízo da atenção para outros estímulos; ou diminuída - hipovigil - quando o paciente torna-se desatento em relação ao meio.

b) Tenacidade: capacidade de manutenção da atenção ou de uma tarefa específica. c)Concentração: é a capacidade de manter a atenção voluntária em processos internos do pensamento ou em alguma atividade mental  Teste formal: subtração consecutiva do número 7 a partir do número 100.

Alterações:

a) Desatenção: incapacidade de voltar o foco para um determinado estímulo. Ex.: depressões, demências, delirium, efeito adverso de medicamentos, Transtornos de Déficit de Atenção.

b) Distração: incapacidade de manter o foco da atenção em determinado estímulo. Ex.: depressões, mania, retardo mental.

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3) SENSOPERCEPÇÃO: capacidade de perceber e interpretar os estímulos que se apresentam aos órgãos dos sentidos, os quais podem ser: auditivos, visuais, olfativos, táteis e gustativos.

Avaliação: é investigada através da entrevista com o paciente.

Alterações:

a) Ilusões: Ocorrem quando os estímulos sensoriais reais são confundidos ou

interpretados erroneamente; geralmente ocorrem quando há redução de estímulos ou do nível de consciência (delirium). Dismegalopsias:ilusões nas quais os objetos ou pessoas tomam tamanho e/ou distâncias irreais; Macropsias: os objetos parecem mais próximos e maiores; Micropsias: os objetos parecem menores e mais distantes. Ocorrem em descolamento de retina, distúrbios de acomodação visual, lesão temporal posterior e intoxicações por drogas.

b) Alucinações: ocorre a percepção sensorial na ausência de estímulo externo. Podem ser:

- Visuais: mais características de transtornos mentais orgânicos (especialmente delirium), luto normal (visão da pessoa falecida), em depressões psicóticas (ver-se dentro de um caixão)  Hipnagógicas: ocorrem imediatamente antes de dormir e sua ocorrência, quando ocasional, é normal, porém, experiências repetidas representam invasões do sono REM na consciência; Hipnopômpicas: precedem o acordar, geralmente nos estados semicomatosos.

- Auditivas: são classificadas como elementares (ruídos) ou complexas (vozes ou palavras). São comumente relatadas por pacientes psicóticos e nas Síndromes Cerebrais Orgânicas.

- Táteis: geralmente referidas como picadas de insetos na pele (formigamentos); ocorrem na intoxicação por cocaína ou anfetaminas, em psicoses e delirium tremens (abstinência alcóolica)

- Vestibulares: alucinações relacionadas com o equilíbrio e localização do indivíduo no espaço.

- Olfativas.

- De presença: sensação de presença de outra pessoa ou ser vivo que permanece invisível🡪 Alucinações extra-campinas: o indivíduo vê objetos fora do campo sensorial (atrás de sua cabeça); Autoscopia: o paciente visualiza ele próprio projetado no espaço.

- Somáticas: experiências sensoriais irreais envolvendo o corpo do paciente ou seus órgãos internos (Ex.: sentir o fígado apodrecido).

* Tipos específicos de alucinações:

Cinestesias: “escutar cores”, “cheirar músicas”;

Pseudoalucinações: são reconhecidas, percebidas como irreais;

Despersonalização: impressão de que o corpo está mudando, perda da identidade corporal com sensação de estranheza em relação a ele;

Desrealização: sensação de que o ambiente está mudando ou mudou, parece irreal, como se fosse um filme.

4) ORIENTAÇÃO: Capacidade do indivíduo de situar-se no tempo, espaço ou situação e reconhecer sua própria pessoa.

Avaliação: questionar ao paciente sobre tempo e espaço (orientação tempo-espacial), sobre si próprio (orientação autopsíquica) e sobre outros e o mundo (orientação alopsíquica).

Alteração: Desorientação, que pode ser influenciada por alterações na atenção e consciência  A primeira noção de orientação perdida é em relação ao tempo,

depois espaço e por último (e raramente) em relação a si próprio  A recuperação se dá de maneira inversa: inicialmente o paciente orienta-se em relação à própria pessoa, posteriormente em relação ao espaço e por fim ao tempo.

Transtornos mais comuns: Síndromes Cerebrais Orgânicas, psicoses afetivas, esquizofrenia.

5) MEMÓRIA: capacidade de registrar, fixar ou reter, evocar e reconhecer objetos, pessoas e experiências passadas ou estímulos sensoriais. Fixam-se na memória fatos ou situações que evocaram emoções ou que foram significativas para o indivíduo.

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- Memória fotográfica ou automática: reproduz exatamente o registro dos fatos, mesmo que a pessoa não os tenha compreendido;

- Memória lógica: recorda o significado essencial das experiências, sem sua reprodução fiel;

- Memórias auditiva e visual: ocorrem conforme a maior facilidade em reter o que se vê ou se ouve;

- Memória declarativa ou verbal: de fatos, eventos, nomes de pessoas  é acessível à consciência;

- Memória procedural: de habilidades ou procedimentos  é inconsciente ou implícita.

Áreas encefálicas responsáveis pela memória: área de registro  córtex cerebral; área de consolidação ou retenção  hipocampo; área de armazenamento  lobo temporal; e área de recuperação  dorso medial do tálamo.

Para fins de avaliação divide-se a memória em:

a) sensorial: recebe a informação dos órgãos dos sentidos e a retém por breve período de tempo (0,5 segundos);

b) imediata: responsável pelo registro de informações ouvidas nos últimos 15 a 20 segundos;

c) recente: divide-se em de curto prazo (5-10min) e de longo prazo (mais de 30 min);

d) remota: responsável pela retenção permanente de informação selecionada, feita em função do seu significado emocional.

Avaliação: "Mini Mental State Examination" (MMSE); "Span de Palavras"; solicitar ao paciente que fale de eventos importantes com a respectiva data no passado.

Alterações: amnésias ou hipermnésia

a) Amnésia: incapacidade parcial ou total de evocar experiências passadas.

b) Amnésia imediata: geralmente existe um comprometimento cerebral agudo.

c) Amnésia anterógrada: é a perda de memória para eventos que ocorrem posteriormente ao acontecimento da doença, ou seja, é a deficiência em formar novas memórias, como ocorre na doença de Alzheimer.

d) Amnésia retrógrada: esquecimento de situações ocorridas anteriormente a um trauma, doença ou fato importante. Porém o indivíduo é capaz de formar novas memórias.

e) Amnésia lacunar: esquecimento dos fatos ocorridos entre duas datas. É comum a confabulação (preencher as lacunas com inverdades ou situações não ocorridas sem se dar conta) em pacientes com demência.

f) Amnésia remota: esquecimento de fatos ocorridos no passado.

g) Hipermnésia: capacidade aumentada de registrar e evocar os fatos.

Classificação das Amnésias:

a) Pela extensão: parcial: esquecimento de um nome, um local, uma língua; total: perda total das lembranças;

b) Pelo mecanismo: de fixação: por falta de reações lógicas, referenciais cronológicos e memorização; de evocação ou psicogênica: por inibição emocional da evocação; de conservação: por extinção definitiva das lembranças antigas demais;

c) Paramnésias: déjà vu: sensação de familiaridade com uma percepção efetivamente nova e jamais vu:

sensação de estranheza em relação a uma situação familiar.

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04. (EMATER-MG/2018) De acordo com Dalgalarrondo (2000), em diversos quadros neurológicos e psicopatológicos, o nível de consciência diminui de forma progressiva, desde o estado normal, vigil, desperto, até o estado no qual não há qualquer resquício de atividade consciente.

Associe as colunas, relacionando corretamente os graus de rebaixamento da consciência às suas características.

GRAUS DE REBAIXAMENTO DA CONSCIÊNCIA (1) Obnubilação da consciência

(2) Coma

(12)

(3) Sopor

CARACTERÍSTICAS

( ) Nesse estado, não é possível qualquer atividade voluntária consciente.

( ) Estado de turvação da consciência no qual o paciente pode ser apenas despertado por estímulo enérgico, sobretudo de natureza dolorosa.

( ) Há diminuição do grau de clareza do sensório, com lentidão da compreensão e dificuldade de concentração.

( ) Rebaixamento da consciência em grau leve ou moderado.

( ) Neste estado, o paciente pode apresentar reações de defesa, mas é incapaz de qualquer ação espontânea.

A sequência correta dessa associação é A) (1); (1); (3); (2); (2).

B) (2); (2); (1); (1); (3).

C) (2); (3); (1); (1); (3).

D) (3); (2); (3); (3); (1).

05. (UEM/UEM-2018) Assinale a alternativa que completa corretamente a seguinte definição:

“________________” é a função mental que focaliza, de uma só vez, diversos estímulos que estão dispersos espacialmente, realizando uma captação rápida de informações e fornecendo um conhecimento instantâneo para o indivíduo.

A) Atenção difusa

B) Atenção discriminativa C) Atenção seletiva D) Atenção concentrada E) Atenção distribuída

06. (EMATER/MG-2018) Segundo Dalgalarrondo (2000), em relação ao processo temporal de aquisição e de evocação de elementos mnêmicos, a neuropsicologia divide a memória em fases ou tipos.

A esse respeito, é incorreto afirmar que a memória

A) imediata tem capacidade ilimitada de apreensão e independe de treino.

B) remota é a capacidade de evocação de informações e de acontecimentos ocorridos no passado.

C) imediata confunde-se com a atenção, pois é a capacidade de reter o material imediatamente após ser percebido.

D) recente se refere à capacidade de reter a informação por um período curto de tempo e possui capacidade limitada.

07. (IF-PE-2019) As ilusões, as alucinações, a alucinose e a pseudoalucinação são alterações qualitativas da sensopercepção no campo da psicopatologia. Qual das afirmações a seguir descreve CORRETAMENTE as alucinações?

A) Definem-se como a percepção clara e definida de um objeto (voz, ruído, imagem) sem a presença do objeto estimulante real.

B) Caracterizam-se pela percepção deformada, alterada, de um objeto real e presente. Há sempre um objeto externo real, gerador do processo de sensopercepção, mas tal percepção é deformada, adulterada, por fatores patológicos diversos.

C) São um fenômeno de alteração da sensopercepção que não apresenta os aspectos vivos e corpóreos de uma imagem perceptiva real, aproximando-se mais de uma imagem representativa. Assim, a alteração percebida é pouco nítida, de contornos imprecisos, sem vida e corporeidade.

D) São um fenômeno em que o paciente percebe a alteração da sensopercepção como estanha a si mesmo.

Assim, tais alterações são imediatamente criticadas pelo sujeito, que reconhece seu caráter patológico.

E) São uma atividade psíquica, geralmente voluntária, que consiste na evocação de imagens percebidas no passado (imagem mnêmica) ou na criação de novas imagens (imagem criada). Tal processo de produção de imagens geralmente ocorre na ausência de estímulos sensoriais.

(13)

08. (IADES/SEASTER/PA-2019) Indica se o paciente sabe em que momento cronológico está vivendo, a hora do dia, se é manhã, tarde ou noite, o dia da semana, o dia do mês, o mês do ano, a época do ano, bem como o ano corrente.

A definição apresentada refere-se à orientação:

A) espacial.

B) imediata.

C) autopsíquica.

D) neurogênica.

E) temporal.

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6) INTELIGÊNCIA: Capacidade de uma pessoa assimilar conhecimentos factuais, compreender as relações entre eles e integrá-los aos conhecimentos já adquiridos anteriormente; de raciocinar logicamente e de forma abstrata manipulando conceitos, números ou palavras. Capacidade de resolver situações novas com rapidez e com êxito mediante a realização de tarefas que envolvam a apreensão de relações abstratas entre fatos, eventos, antecedentes e consequências, dentre outros.

- Idade Mental: nível intelectual médio de determinada idade;

- Coeficiente de Inteligência (QI): elaborado por Binet para expressar a capacidade intelectual de um sujeito utilizando-se testes padronizados.

- Teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner:

✔ Inteligência linguística: capacidade de utilizar diferentes funções da linguagem com desenvoltura;

✔ Inteligência musical: habilidade para produzir e apreciar timbres, tons, ritmos;

✔ Inteligência lógico-matemática: habilidade para lidar com séries numéricas, categorizar e pensar logicamente;

✔ Inteligência espacial: habilidade para manipular uma forma ou um objeto e apresentá-lo de modo visual e espacial;

✔ Inteligência cinestésica: habilidade para executar movimentos corporais com precisão e arte, utilizando uma ou mais partes do corpo;

✔ Inteligência interpessoal: a capacidade de entender as intenções e os desejos de outras pessoas e agir apropriadamente;

✔ Inteligência intrapessoal: capacidade de autoconhecimento, saber lidar com características próprias, conflitos, desejos e motivações pessoais;

✔ Inteligência naturalista: habilidades para observar, compreender, interpretar, estabelecer relações entre os sistemas de vida;

✔ Inteligência existencial: capacidade para conceber e ponderar sobre questões fundamentais da existência e da subjetividade humana.

Avaliação:

- Histórico sobre o desenvolvimento e rendimento escolar do paciente; avaliação subjetiva das capacidades de adaptação do sujeito ao meio e a novas situações, de aprender com a experiência, de desenvolver atividades coerentes com um objetivo, de utilizar pensamento abstrato e de resolver problemas do cotidiano.

- Desempenho intelectual através de perguntas gerais (Matemática, Geografia, História, conhecimentos Gerais);

- Teste de QI

Alterações e Transtornos mais comuns:

- Deficiência mental: atraso ou insuficiência de desenvolvimento intelectual (QI inferior a 70), com interferência no desempenho social e ocupacional. É classificado como leve (classe espacial), moderado (escola especial), grave e severo.

(14)

- Demência: deterioração global e orgânica do funcionamento intelectual sem alteração no nível de consciência. Frequentemente é acompanhada de: distraibilidade; déficit de memória; dificuldade em cálculos; alteração no humor e afeto; prejuízo no julgamento e abstração; e dificuldades com a linguagem.

7) AFETO E HUMOR: Experiência imediata e subjetiva das emoções sentidas pelo paciente em relação ao que o cerca, abrangendo desde sentimentos em relação a pessoas e ambientes até lembranças de fatos, situações, ou pessoas do passado, bem como expectativas sobre o futuro.

Humor: tonalidade de sentimento predominante e mais constante que pode influenciar a percepção de si mesmo, e do mundo ao redor.

Afeto: experiência da emoção subjetiva e imediata, ligada a ideias ou representações mentais e que pode ser observada por manifestações objetivas: alegre, triste, embotado, expansivo, lábil, inapropriado.

Logo:

Humor  Emoção predominante, mais constante.

Afeto  Expressão do humor, sendo mais flutuante.

* Eutímico: paciente que está com o afeto/humor normal.

Avaliação: observação da expressão facial do paciente, sua postura, o conteúdo afetivo predominante no seu relato (tristeza, euforia, irritabilidade, etc), o tipo de afeto que transmite e que desperta no entrevistador.

Tipos de afeto: achatado, aplainado ou embotado (casos de severa redução na expressão afetiva), e grandiosidade ou expansão (casos de exagero na valorização das próprias capacidades, posses ou importância).

É importante considerar a adequação das respostas emocionais do

paciente, sempre levando em conta o contexto do conteúdo do pensamento em que se inserem  Em casos de disparidade entre o afeto e o conteúdo do pensamento diz-se que o afeto está inapropriado ou incongruente.

Alterações:

- Ansiedade e sintomas autonômicos de ansiedade;

- Medo e tensão;

- Irritabilidade, raiva, ódio, desprezo, hostilidade;

- Labilidade afetiva (rápidas alternações de afetos opostos);

- Incontinência emocional (deixar transparecer todas emoções que sente, geralmente sendo estas intensas);

- Indiferença afetiva ou "la belle indiference" (ocorre uma restrição importante na saúde ou vida do paciente, como não conseguir movimentar um membro, e a reação

deste é praticamente indiferente);

- Afeto inapropriado ou incongruente (em relação ao que está sendo relatado);

- Afeto hipomaníaco e maníaco, exaltado, expansivo: euforia e êxtase (sendo este sentimento desproporcional às circunstâncias);

- Afeto deprimido, achatado ou embotado: tristeza, desesperança, baixa autoestima, sentimentos de culpa e apatia (resposta emocional diminuída ou indiferente às alterações dos assuntos).

Transtornos mais comuns: Transtorno Afetivo Bipolar (tristeza e euforia intercaladas); Esquizofrenia (afeto embotado, inapropriado); Transtornos de Ansiedade (medo e ansiedade); Demência (labilidade).

8) PENSAMENTO: Conjunto de funções integrativas capazes de associar conhecimentos novos e antigos, integrar estímulos externos e internos, analisar, abstrair, julgar, concluir, sintetizar e criar. É avaliado em três aspectos:

1) Produção (ou forma): refere-se à concatenação de ideias, se a sequência segue ou não as leis da sintaxe e da lógica;

(15)

2) Curso: quantidade de ideias que vêm ao pensamento e com que velocidade;

3) Conteúdo: são as ideias propriamente ditas, sua conexão ou não com a realidade, refletindo ou não aspectos reais do mundo externo ou interno  Reflete no teste de realidade e no juízo crítico

 Expressa as preocupações do paciente, que podem ser idéias supervalorizadas ou delirantes, delírios, preocupações com a própria doença, problemas alheios, obsessões, fobias, dentre outros.

Avaliação: por meio do discurso do paciente. Atenção para considerar a cultura do paciente ao avaliar-se o conteúdo de seu pensamento!

Alterações:

a) Na produção: ilógica (irreal, difícil ou impossível de seguir a linha de raciocínio, desagregado); mágica (misticismo, poderes, influência à distância);

b) No curso: lento; acelerado; com fuga de ideias (associação de palavras de maneira inapropriada, com base em seu significado; perda de associações (o paciente se perde no meio do discurso, sem saber sobre o quê vinha falando); tangencialidade (não ocorre aprofundamento nos assuntos, o paciente detém-se em detalhes e tem dificuldade de falar sobre o ponto de interesse em si); circunstancialidade (conta coisas desnecessárias, detalhes, ao invés de chegar ao ponto em questão); bloqueio do pensamento (parada súbita e inesperada de seus pensamentos, quando vinham fluindo normalmente, na ausência de ansiedade; é extremamente raro); perseveração (ocorre a permanência no mesmo assunto, mesmo que se tente mudar o tópico, o paciente, sem se dar conta, retoma sempre o determinado assunto); pobreza do pensamento;

associação por rimas (semelhante à fuga de idéias, porém apenas em relação aos sons, p.e. maquinista- fascista);

c) No conteúdo: delírio ou ideia delirante (ideia falsa ou crença irreal com impossibilidade de conteúdo, certeza extraordinária, não compartilhada por outros com a mesma cultura, religião e na mesma sociedade, e impossibilidade de remover esta certeza pela lógica; exemplo: de inserção, irradiação ou roubo do pensamento); ideias supervalorizadas (crença exagerada, como desconfiança, implicância gratuita); ideias de referência (sensação inevitável de que outras pessoas e meios de comunicação referem-se a si, podendo ser interpretações de palavras ou ações, com crítica de que este sentimento origina-se no próprio paciente);

pobreza (pouca informação, repetições vazias, vago); obsessões (ideias, imagens ou impulsos repetitivos desagradáveis que entram involuntariamente na mente do paciente que não consegue livrar-se delas).

Quanto à temática das ideias supervalorizadas ou delirantes (e delírios), elas podem ser persecutórias ou paranoides (está sendo seguido, observado, procurado, vitimizado, traído), de grandeza, desvalia, ruína, infidelidade, erotomania, controle, etc.

Tipos específicos de delírios: Bizarro (crença absurda, totalmente implausível, estranha e falsa); Niilista (o próprio paciente ou outros estão mortos, não existem ou acabaram); Capgras (os familiares foram trocados por impostores); Cotard (as pessoas são bonecos).

Transtornos mais comuns: Esquizofrenia; mania; hipocondria (preocupação exagerada com a própria saúde, interpretação exagerada de sinais e sintomas, crença irreal de que é portador de uma doença grave), TOC (exagerar o risco ou poder do pensamento).

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09. (FCC-TRT 6ª Região-2012) Paratimia ou inadequação afetiva é a A) diminuição da excitabilidade emotiva e afetiva.

B) incapacidade de o paciente modular a resposta afetiva com a situação existencial.

C) reação completamente incongruente a situações existenciais ou a determinados conteúdos ideativos, revelando desarmonia profunda da vida psíquica.

D) perda profunda de todo o tipo de vivência afetiva.

E) incapacidade total ou parcial de obter e sentir prazer com determinadas atividades e experiências da vida.

(16)

10. (FGV/MPE-AL-2018) As alterações na área da sensopercepção estão presentes como sintomas de muitos transtornos mentais, sendo critérios importantes na avaliação clínica, diagnóstico e orientação dos tratamentos.

Sobre as alterações na sensopercepção, assinale a afirmativa correta.

A) Os delírios auditivos na esquizofrenia paranoide são de cunho predominantemente persecutório.

B) O paciente com Transtorno de Déficit de Atenção tem a percepção hipovigil e hipertenaz.

C) As esquizoidias táteis são comuns em pacientes com síndrome de abstinência do álcool.

D) As substâncias sintéticas perturbadoras, como o LSD, são capazes de promover alucinações nos usuários.

E) A característica essencial de um ataque de pânico é uma alucinose de catástrofe ou perigo iminente.

11. A análise semiológica investiga o pensamento na anamnese psiquiátrica quanto à forma, curso e conteúdo. A correta associação entre as perturbações do pensamento e linguagem às suas respectivas descrições ocorre em:

I. Fuga de ideias 1. Repetição de palavras de forma incessante durante dias, semanas ou até meses.

II. Inibição do pensamento 2. Excesso de detalhismo, sem importância.

III. Verbigeração 3. Aceleração excessiva do curso. Leva à perda da linha associativa.

IV. Prolixidade 4. Perda da capacidade criativa, dos conteúdos.

V. Desagregação 5. Pensamento que se impõem ao paciente, contra a sua vontade, e é reconhecido pelo paciente como próprio.

VI. Pensamento obsessivo 6. Perda dos enlaces associativos.

A) I-1; II-6; III-3; IV-5; V-4; VI-2.

B) I-4; II-3; III-1; IV-2; V-6; VI-5.

C) I-2; II-5; III-6; IV-3; V-4; VI-1.

D) I-3; II-4; III-1; IV-2; V-6; VI-5.

E) I-3; II-4; III-1; IV-2; V-5; VI-6.

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9) JUÍZO CRÍTICO: Capacidade para perceber e avaliar adequadamente a realidade externa e separá-la dos aspectos do mundo interno ou subjetivo. Implica separar sentimentos, impulsos e fantasias próprios, de sentimentos e impulsos de outras pessoas  Os distúrbios do julgamento podem ser circunscritos a uma ou mais áreas, como dinheiro ou sexualidade, mantendo as demais áreas adequadas.

Insight: forma complexa de juízo  Grau de compreensão do paciente sobre si mesmo, seu estado emocional, sua doença e as consequências desta sobre si, pessoas que o cercam e sua vida em geral  É reconhecido como um importante mecanismo de mudança psíquica  Insight emocional (mudança na personalidade ou padrão de comportamento que altera ações e experiências no futuro) e insight intelectual (o paciente continua igual, não tira proveito do novo conhecimento para uma melhora).

Alterações: Falar coisas inapropriadas; ser inconveniente; gastar mais do que pode; não medir consequências; não se dar conta da gravidade da doença; não reconhecer limitações.

Transtornos mais comuns: Transtornos de Personalidade; Demência; estados psicóticos (TAB, Esquizofrenia).

10)CONDUTA: São os comportamentos observáveis do indivíduo: comportamento motor, atitudes, atos, gestos, tiques, impulsos, verbalizações, etc.

(17)

Avaliação: A partir da observação do paciente durante a entrevista, de perguntas objetivas ou de entrevistas com os familiares  Pesquisa-se dados sobre os hábitos do paciente; observa-se a movimentação e a forma como se expressa através da anamnese; e procuram-se outras alterações.

Alterações:

- Inquietação, agitação (hiperatividade, aumento de energia) ou retardo (hipoatividade, diminuição do interesse por atividades, lentificação dos movimentos e da fala) psicomotores;

- Agressividade, sadismo, masoquismo;

- Comportamento catatônico (ficar parado, sem qualquer movimento durante horas, mesmo em posição desagradável, podendo alternar-se com hiperatividade), bizarro (fazer coisas absurdas ou estranhas, como revirar lixo) ou autista (concentrado em si mesmo e independente do mundo ao seu redor);

- Negativismo (fazer o contrário do que é solicitado);

- Tiques e cacoetes;

- Comportamento histriônico (sentimentos expressos de forma exagerada e dramática);

- Risos imotivados;

- Uso/abuso de álcool e drogas, fissura (ou "craving", perda do controle em busca do uso de SPA), roubo, vandalismo, exposição ao perigo;

- Jogo, compras/gastos, comer compulsivos ou excessivos; mesquinhez; anorexia; tentativa de suicídio, suicídio, homicídio; aumento ou diminuição da atividade sexual; impulsividade;

- Compulsões (urgência irresistível de realizar um ato motor aparentemente sem motivo, repetitivo, estereotipado, reconhecido como sem significado; rituais, limpeza e ordem exagerados, evitações);

- Somatizações, estados dissociativos (sintomas físicos persistentes sem explicação plausível), estados de transe;

- Diminuição das habilidades sociais (não se dar conta que está se comportando mal em público), piora dos cuidados pessoais (higiene), isolamento social (evitar encontros com amigos, familiares);

- Aparência excêntrica (diferente do seu grupo sociocultural, com roupas, ornamentos, postura ou trejeitos muito discrepantes).

Transtornos mais comuns: Transtorno de Personalidade Antissocial; Depressão; Mania); Esquizofrenia;

Transtorno Alimentar; Transtorno de Personalidade Borderline, TOC, Fobias.

11) LINGUAGEM: É a maneira como a pessoa se comunica, verbal ou não verbalmente, envolvendo gestos, olhar, expressão facial ou por escrito.

Avaliação: Costuma-se dar mais ênfase à fala, avaliando-se a quantidade, velocidade ou fluxo e qualidade, além do volume, da gramática e sintaxe, e do vocabulário ou escolha de palavras, o que possibilita a realização de inferências sobre a organização do pensamento e cognição.

Alterações:

a) disartria (dificuldade na articulação da palavra);

b) gagueira,

c) bradilalia (falar muito devagar);

d) taquilalia (falar muito rápido);

e) ecolalia (repetir as últimas palavras do interlocutor), f) afasia (não conseguir falar);

g) logorreia (não parar de falar);

h) mutismo (ficar completamente quieto);

i) vulgaridade (usar vocabulário de baixo calão);

j) coprolalia (uso de palavras obscenas);

k) disgrafia (escrever palavras incorretamente);

l) alterações da mímica facial (ausência, exagero, tiques);

m) neologismos (invenção de palavras com significados particulares para o paciente);

n) salada de palavras*;

(18)

o) associação por rimas*

* Refletem um processo de pensamento desagregado.

Transtornos mais comuns: Gilles de la Tourette, Esquizofrenia, SCO e intoxicação por drogas (afasia, disartria), Mania (taquilalia e logorréia).

12. (FCC/ METRÔ-SP – 2010) São características da Esquizofrenia Tipo Catatônico: acentuada perturbação psicomotora, extremo negativismo, mutismo, peculiaridades dos movimentos voluntários, ecolalia ou ecopraxia. A ecolalia é a

A) adoção voluntária de posturas inadequadas ou bizarras ou por trejeitos faciais.

B) repetição patológica, tipo papagaio e aparentemente sem sentido de uma palavra ou frase que outra pessoa acabou de falar.

C) atividade motora excessiva aparentemente desprovida de sentido e não influenciada por estímulos externos.

D) imitação repetitiva dos movimentos de outra pessoa.

E) atividade motora manifestada por cataplexia (flexibilidade cérea) ou estupor.

GABARITO - COLETA DE DADOS: EXAME DO ESTADO MENTAL

01- B 02-B 03-C 04-C 05-A 06-A 07-A 08-E 10-D 11-D 12-B PSICOPATOLOGIAS, EMERGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS E PSICOFÁRMACOS

Psicopatologias

01. (FCC - Câmara Legislativa do DF-2018) Um indivíduo com Transtorno de Personalidade (TP), que se caracteriza por sentimento de dúvida, perfeccionismo, preocupação por pormenores e rigidez excessiva, apresenta personalidade compatível com o TP do tipo

A) Anancástica ou Obsessivo-compulsivo.

B) Esquizoide.

C) Histriônica.

D) Antissocial.

E) Paranoide.

02. (IF/PA-2019) Os transtornos depressivos têm como característica comum a presença de humor triste, vazio ou irritável, acompanhado de alterações somáticas e cognitivas que afetam significativamente a capacidade de funcionamento do indivíduo (DSM-V, 2014). O que difere entre eles são os aspectos de duração, momento ou etiologia presumida. Em relação aos sintomas do transtorno depressivo maior analise as afirmativas a seguir.

I. Humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias, conforme indicado por relato subjetivo (p.

ex., sente-se triste, vazio, sem esperança) ou por observação feita por outras pessoas (p. ex., parece choroso).

II. Envolvimento excessivo em atividades com elevado potencial para consequências dolorosas (p. ex., envolvimento em surtos desenfreados de compras, indiscrições sexuais ou investimentos financeiros insensatos).

III. Acentuada diminuição do interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades na maior parte do dia, quase todos os dias (indicada por relato subjetivo ou observação feita por outras pessoas).

IV. Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele.

V. Perda ou ganho significativo de peso sem estar fazendo dieta (p. ex., uma alteração de mais de 5% do peso corporal em um mês), ou redução ou aumento do apetite quase todos os dias.

Estão CORRETAS:

A) I, II e III. B) I, III e IV. C) II, III e V. D) I, III e V. E) I, III, IV e V.

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03. (CESPE/CEBRASPE-TJ-PA-2020) Um paciente relata medo e ansiedade constantes há mais de um mês em situações corriqueiras da vida. Apresentando semblante bastante triste, relata que tem uma visão constante de estar sendo avaliado negativamente pelas pessoas ao seu redor, que se sente embaraçado e que tem medo de ser humilhado, ou rejeitado, ou ofender os outros. Ele apresenta ataques inesperados de medo e ansiedade recorrentes quando se encontra em festas ou quando apresenta trabalhos na faculdade.

Nesse caso, o paciente apresenta sintomas característicos do A) transtorno de estresse pós-traumático.

B) transtorno de adaptação.

C) transtorno depressivo maior.

D) transtorno de pânico.

E) transtorno de ansiedade social.

04. (AOCP-SUSUPE/PA-2018) Sobre a esquizofrenia e os transtornos psicóticos, seus subtipos e suas características clínicas, relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta.

1. Tipo Paranoide.

2. Tipo Desorganizado.

3. Tipo Catatônico.

4. Tipo Indiferenciado.

( ) Atividade motora excessiva desprovida de propósito ou muito diminuída, estereotipia, negativismo ou mutismo extremos.

( ) Discurso e comportamentos desorganizados, atitudes tolas, risos imotivados, conhecida também como esquizofrenia hebefrênica.

( ) Delírios persecutórios de grandeza, de somatização, místicos e de ciúme; alucinação delirante e agressividade.

( ) Delírios e alucinações de qualquer tipo, incoerência e desorganização do pensamento sem satisfazer os critérios para os outros subtipos.

A) 4 – 2 – 1 – 3. B) 3 – 4 – 1 – 2. C) 4 – 1 – 2 – 3. D) 4 – 3 – 1 – 2. E) 3 – 2 – 1 – 4.

05. (CESPE/CEBRASPE-TJ/PA-2020) Determinado paciente apresenta um padrão persistente e inflexível que abrange uma faixa ampla de situações pessoais e sociais. Ele relata dificuldades de adaptação social que lhe causam prejuízo funcional ou sofrimento subjetivo significativo. Diz que guarda rancores persistentemente, desconfia das pessoas e não se dispõe a perdoar insultos, injúrias ou menosprezo dos quais pensa ter sido alvo. Ele costuma recusar-se a responder perguntas pessoais, afirmando que tais informações não são da conta de ninguém. Também sente, com frequência, que seu caráter ou sua reputação foram atacados e, de alguma forma, desrespeitados. Relata, ainda, difícil convivência e apresenta frequentes problemas em relacionamentos íntimos. Ele diz ter reações raivosas com rápidos contra-ataques quando se sente insultado.

Considerando-se que esse paciente não apresenta outros sintomas além dos mencionados, é correto afirmar que, nesse caso, o diagnóstico mais provável é de transtorno da personalidade

A) esquizotípica.

B) esquizoide.

C) paranoide.

D) borderline.

E) evitativa.

COMENTÁRIO: Classificação dos transtornos de personalidade segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V, 2014).

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Emergências Psiquiátricas (EP)

Basicamente, existem três tipos de situação em atendimentos de EP:

Emergência: distúrbio do pensamento, sentimentos ou ações que envolvem risco de morte ou risco social grave, necessitando de intervenções imediatas e inadiáveis (tempo medido em minutos ou horas).

Exemplos: violência, suicídio ou tentativa de suicídio, estupor depressivo, excitação maníaca, automutilação, juízo crítico acentuadamente comprometido e severa autonegligência.

Urgência: a situação implica riscos menores que necessitam de intervenções em curto prazo (tempo medido em dias ou semanas).

Exemplos: comportamento bizarro, quadros agudos de ansiedade, síndromes conversivas e sintomas psicóticos.

Eletivas: a rapidez da intervenção não é um critério essencialmente importante. Exemplos:

ansiedade leve, distúrbios de relacionamento interpessoal, informações sobre medicações e

(21)

Objetivos de um atendimento de emergência

1) Estabilização do quadro: estabelecer e controlar um sintoma-alvo;

2) Estabelecimento de uma hipótese diagnóstica: definir a causa provável da situação de emergência, mesmo que provisória;

3) Exclusão de uma causa orgânica;

4) Encaminhamento: dar continuidade ao tratamento do evento desencadeante da Emergência (internação hospitalar, hospital-dia, ambulatório, entre outros).

Indicações de internação psiquiátrica - Risco de suicídio;

- Risco de agressão;

- Risco de homicídio;

- Autonegligência grave;

- Refratariedade e patologia de difícil controle em nível ambulatorial;

- Troca de esquema terapêutico que exija cuidados ou que coloque o paciente em situação de risco (piora dos sintomas ou efeitos adversos);

- Paciente sem suporte familiar, necessário para tratamento ideal.

Fonte: QUEVEDO, J.; CARVALHO, A. F. Emergências psiquiátricas. 3. ed. Porto Alegre : Artmed, 2014.

06. (FUNDATEC/ Prefeitura de Porto Xavier - RS-2018) Emergências psiquiátricas podem ser definidas como alterações agudas do pensamento, do humor, do comportamento ou das relações sociais que requerem uma intervenção médica imediata, devido à possibilidade de evolução rápida para um resultado deletério. Entre os possíveis resultados negativos, incluem-se sofrimento psíquico significativo, perda da autonomia, comprometimento do papel social e risco potencial ou evidente à integridade psíquica e física do indivíduo ou de outras pessoas. No atendimento ao paciente na emergência psiquiátrica, é importante agir de forma integrada e planejada. Dessa forma, assinale a resposta INCORRETA quanto aos objetivos no atendimento inicial.

A) Estabelecimento da hipótese diagnóstica.

B) Exclusão de uma causa orgânica.

C) Realização de abordagem de contenção em todos os pacientes, para não se ferirem ou ferirem a equipe.

D) Estabilização do quadro, de forma a realizar o controle dos sintomas.

E) Realização de encaminhamentos: orientar o local ou o retorno para realizar tratamento.

07. (UFRJ-2013) Em uma enfermaria psiquiátrica, com relação à contenção física, podemos airmar:

A) O paciente contido deve ser reavaliado em curto intervalo de tempo (inferior a uma hora). A contenção deve ser considerada o último recurso, e o paciente não poderá ser contido em local isolado.

B) A contenção deverá ser realizada com o objetivo de não permitir que o paciente desenvolva sua crise. Este paciente deverá ser isolado dos demais pacientes.

C) O paciente deverá ser contido pela equipe de segurança local que possui habilidade para tal procedimento.

D) O paciente deverá ser contido sempre que se mostrar inadequado às normas do serviço, principalmente nos casos de agitação psicomotora.

E) O paciente contido deverá ser mantido em jejum enquanto perdurar a necessidade de contenção com o objetivo de se evitar broncoaspiração.

COMENTÁRIO: Contenção mecânica é o emprego de meios físicos externos que interferem na liberdade de movimentos corporais do paciente com a finalidade de impedir que pratique hétero- ou autoagressão, ou após quedas e ferimentos em pacientes com rebaixamento do sensório. É utilizada nos quadros de agitação psicomotora, com objetivo primordial de proteger o paciente, bem como terceiros, sendo escolhida como último recurso.

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O procedimento deve ser prescrito pelo médico, contar com no mínimo cinco pessoas (sendo uma delas o médico, presente durante todo o ato de contenção); o paciente deve ser deve ser informado continuamente dos passos do procedimento e do porquê de ele estar sendo realizado. Após a contenção, que deve ser mantida o mínimo de tempo possível, o paciente deve ser continuamente monitorizado.

08. (IF/TO-2019) A maioria das pessoas que se matam dão avisos sobre suas intenções. Se o paciente se torna quieto e aparenta estar tranquilo, pode ser um sinal importante de que resolveu a ambivalência e decidiu morrer. Como forma de auxiliar na avaliação, há uma série de fatores predisponentes, precipitantes e protetores que devem ser sondados a fim de ajudar na definição de presença ou ausência de risco de suicídio. Analise as proposições seguintes, no que se refere à definição desses fatores, e marque a opção correta.

I. Fatores predisponentes: sexo (masculino: tentativa, feminino: suicídio), idade (mais jovens: suicídio, mais idosos: tentativa), história familiar de comportamento suicida, alcoolismo ou outros transtornos mentais, tentativas prévias, presença de doenças físicas, estado civil: divorciado, viúvo, solteiro e casado, estar desempregado ou aposentado, entre outros.

II. Fatores protetores: ausência de transtorno mental, gestação, senso de responsabilidade para com a família, suporte social positivo, religiosidade, estar empregado, satisfação elevada com a vida, presença de criança na família, capacidade de resolução de problemas positiva, teste de realidade intacto, relação terapêutica positiva.

III. Fatores precipitantes: separação conjugal, ruptura de relação amorosa, rejeição afetiva e/ou social, alta recente de hospitalização psiquiátrica, graves perturbações familiares, perda do emprego, modificação na situação econômica ou financeira, gestação indesejada, vergonha, culpa, ansiedade intensa, insônia global, intoxicação por substâncias psicoativas, temor de ser descoberto (por algo socialmente indesejado).

A) Todas as afirmativas estão corretas.

B) Somente as afirmativas II e III estão corretas.

C) Somente a afirmativa III está correta.

D) Somente as afirmativas II e III estão incorretas E) Somente as afirmativas I e II estão corretas.

Referências

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