• Nenhum resultado encontrado

michelle serrantola

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "michelle serrantola"

Copied!
123
0
0

Texto

(1)MICHELLE REGINA SERRANTOLA. PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU DE GESTÃO ESTRATÉGICA EM COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL E RELAÇÕES PÚBLICAS. A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE PRODUTOS QUÍMICOS. São Paulo-SP, 2009   .  .

(2) MICHELLE REGINA SERRANTOLA. PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU DE GESTÃO ESTRATÉGICA EM COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL E RELAÇÕES PÚBLICAS. A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE PRODUTOS QUÍMICOS. Projeto apresentado ao Curso de Pós Graduação Lato Sensu em Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP) em cumprimento à exigência parcial para obtenção do título de Especialista em Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas, sob orientação da Profª Ms. Mariângela Furlan Haswani.. São Paulo-SP, 2008   .  .

(3) FOLHA DE APROVAÇÃO   TÍTULO: A Importância da Comunicação no Transporte Rodoviário de Produtos Químicos. AUTORA: Michelle Regina Serrantola DATA DA APRESENTAÇÃO: 08 de Junho de 2009..         Profª Ms. Mariângela Furlan Haswani – Orientadora.   .  .

(4) DEDICATÓRIA.             Dedico esta obra à Deus, meus pais e irmãos – pessoas especiais e que amo muito -, minha prima Juliana e amigos verdadeiros.                       .  .

(5)      . AGRADECIMENTOS                    . Agradeço aos colaboradores da Cargoquimica que me ajudaram no que precisei, a Raquel, gerente de qualidade, que me deu todo o apoio durante o trabalho e o Diogo, presidente da Cargoquimica..            .   .  .

(6) RESUMO.  . O trabalho aborda o tema sobre a importância da comunicação no transporte rodoviário de produtos químicos. Tem-se como objetivo a verificação da comunicação como um todo: indústrias químicas, transportadoras, comunidade e órgãos responsáveis. Segue-se um estudo de caso sobre a transportadora Cargoquimica: a responsabilidade social na prática. São propostas situações que envolvem a comunidade local, melhorando a comunicação entre empresa e comunidade, para alertá-la sobre os riscos e os instruír sobre os procedimentos apropriados para lidar com eles.. Palavras- chaves: Comunicação e Transporte Químico.   .  .

(7) ABSTRACT. The work deals with the importance of communication in the transport of chemicals. It has as objective the verification of communication as a whole: the chemical, transport, community and responsible bodies. Here is a case study on the carrier Cargoquimica: social responsibility in practice. There are proposals for situations that involve the local community, improving communication between company and community, to alert to risks and instruct them on the appropriate procedures for dealing with them.. Key word: Communication and Transport Chemical.   .  .

(8) SUMÁRIO. INTRODUÇÃO.........................................................................................09 CAPÍTULO I – COMUNICAÇÃO..........................................................11 CAPÍTULO II – PRODUTO QUÍMICO E O TRANSPORTE QUÍMICO.....................................................................15 CAPÍTULO III – MEIO AMBIENTE....................................................28 CAPITULO IV – OS PÚBLICOS E A COMUNICAÇÃO..................37 CAPÍTULO V – ESTUDO DE CASO.....................................................44 CONSIDERAÇÕES FINAIS..............................................................................53 REFERÊNCIAS.......................................................................................................54 APÊNDICE................................................................................................56. ANEXOS...................................................................................................57.  .   .  .

(9) 9   . INTRODUÇÃO. Este trabalho mostrará a importância da comunicação e da responsabilidade social no transporte de produtos químicos. O objetivo da presente pesquisa é para verificação da comunicação no processo como um todo: indústrias químicas, transportadoras, comunidade e órgãos responsáveis. Para tanto, optou-se pelo estudo de caso de uma transportadora, vivenciando na prática os processos e situações de envolvimento entre a organização e a comunidade. A quantidade de indústrias químicas no Brasil é muito grande e vem crescendo a cada dia. A natureza das matérias com que trabalham, transformam-nas em potenciais predadoras do meio ambiente e da vida. Com o aumento da quantidade e da produção destas indústrias, o ramo de logística para esses tipos de produtos também vem crescendo e é preciso que seja feita com muita responsabilidade. A existência de regulamentação não impede que muitas empresas deixem de se preocupar com os danos causados por um vazamento, por exemplo. Ainda há muita inexperiência dos órgãos competentes, em saber como agir e de forma rápida quando necessário e pouco discernimento por parte de algumas empresas, que não levam a sério a gravidade de transportar produtos químicos. Para o transporte de produtos químicos, são necessárias algumas licenças e certificações. Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade (SASSMAQ) é o certificado exigido por todas as indústrias químicas associadas a ABIQUIM, para liberação do carregamento e transporte. Para sua certificação, é preciso seguir várias normas e procedimentos, tornando-as mais conscientes e responsáveis. Muitas transportadoras trabalham como prestadoras de serviços, pois não conseguem a certificação do SASSMAQ. Quem as contrata se torna responsável por qualquer dano causado por elas. Em uma transportadora certificada pelo SASSMAQ, uma das exigências da certificadora são os treinamentos dos funcionários e motoristas. A função dos motoristas não é somente dirigir o caminhão, eles são bem preparados e conscientizados sobre o tipo de produto que estão transportando, sabem do risco de cada produto, como agir em casos de vazamento até chegar o órgão responsável e manter sempre em boas condições seus equipamentos. Os funcionários internos, também são preparados para conhecimento dos tipos de produtos e como agir em casos emergenciais.   .  .

(10) 10   . Foram realizadas visitas aos públicos envolvidos como instrumento de coleta de dados: Polícia Rodoviária Estadual, Secretaria de Estado dos Transportes, Associação Brasileira de Transporte Logístico de Produtos Perigosos (ABTLP) e Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (ABICLOR); público interno da transportadora Cargoquimica. As visitas foram realizadas com o objetivo de adquirir maiores informações sobre o assunto; verificar o grau de treinamento e preparo; acompanhar o dia-a-dia de uma transportadora, conhecendo as legislações obedecidas pelo transporte (decretos de lei, leis, resoluções, portarias, regulamentos técnicos, instruções normativas, normas brasileiras, normas regulamentadoras, regulamentos de avaliação conformidade); parte de segurança (EPI - equipamento de segurança individual, capacitações, manutenções preventivas e corretivas), entre outros, agregando grande conhecimento e experiência e, realizado um estudo de caso sobre a transportadora Cargoquimica: a responsabilidade social na prática. O trabalho será dividido em cinco capítulos: O primeiro capítulo descreverá sobre a comunicação e a responsabilidade social e a comunicação, transporte químico e indústria química. O segundo capitulo descreverá a importância dos produtos químicos e sua utilização; o papel das indústrias químicas e as associações existentes e também sobre o transporte químico; as associações existentes (entrevistas); os órgãos de fiscalização e a importância das certificações, FISPQ, ficha de emergência, simbologias e classificação. O terceiro capítulo falará sobre o meio ambiente, o surgimento de legislações ambientais e a CETESB. O quarto capítulo descreverá definições de públicos e descreverá sobre alguns públicos envolvidos na área química, sendo eles: S.O.S. Cotec, Suatrans, Corpo de Bombeiros, Policia Rodoviária Estadual, comunidade e público interno de transportadoras. O quinto capítulo descreverá um estudo de caso, realizado na Transportadora Cargoquímica, explicitando seu funcionamento interno e seu relacionamento e preocupação com a comunidade..   .  .

(11) 11   . CAPÍTULO I – COMUNICAÇÃO. 1- COMUNICAÇÃO E RESPONSABILIDADE SOCIAL Lee O. Thayer coloca a comunicação como elemento vital no processamento das funções administrativas. “É a comunicação que ocorre dentro da organização e a comunicação entre ela e o seu meio ambiente que a definem e determinam as condições de sua existência e a direção de seu movimento.” (1976, p. 120). A comunicação é fundamental para o processo das funções internas e do relacionamento das organizações com o meio externo. Segundo Kunsch (2003, p. 70), um processo comunicacional interno, que esteja em sintonia com o sistema social mais amplo, propiciará não apenas um equilíbrio como o surgimento de mecanismos de crescimento organizacional.. Todos esses aspectos fazem com que a comunicação seja extremamente importante nas organizações e nos segmentos organizacionais que precisam lidar com a incerteza, que são complexos e que tem uma tecnologia que não permite uma rotinização fácil. Tanto as características externas quanto as internas afetam a centralidade da comunicação. (Richard Hall, 1984, p. 133). Segundo Kreeps: ... a comunicação intrapessoal é a forma mais extensa e básica da comunicação humana. Em nível intrapessoal pensamos e processamos a informação. A comunicação interpessoal se constrói sobre o nível intrapessoal, somando outra pessoa à situação comunicativa e introduzindo a dupla relação. A comunicação de grupos pequenos, por sua vez, se constrói sobre a interação interpessoal, utilizando vários comunicadores e somando as dimensões das dinâmicas grupais e relações interpessoais múltiplas para a situação de comunicação. A comunicação de multigrupos existe através da combinação dos outros três níveis de comunicação, ao coordenar um grande numero de pessoas para cumprir os objetivos complexos compartidos. (1995, PP. 56-7). Vivemos numa era de transformação, onde é preciso estar sempre conectado e preocupado com a inserção no cenário globalizado. É preciso se adiantar para conhecer os processos, as perspectivas e as idéias que podem alterar o rumo da vida das pessoas e das organizações.   .  .

(12) 12   . A grande importância para as organizações era somente o lucro. Não se preocupavam com os resultados de suas ações em relação à comunidade, meio ambiente e sociedade. Com o aparecimento do termo Responsabilidade Social, as empresas a usavam como status, não se preocupando realmente com o meio ambiente e com a sociedade. Somente a tinham no papel para causarem um impacto positivo. Segue parágrafo de um artigo de Joelmir Betting, “Empresas cidadãs”:. Entenda-se por responsabilidade social das empresas o exercício pleno da forma superior do capitalismo: respeito ao consumidor, ao trabalhador, ao fornecedor, ao distribuidor, ao investidor, à comunidade, ao meio ambiente, aos encargos fiscais e aos programas sociais. Combinação refertilizadora do segundo setor (recursos privados para fins privados) com o terceiro setor (recursos privados para fins públicos). (2000, p. B2). Segundo Richard Eels: A sujeição da responsabilidade social por parte da empresa poderá fazê-la incorrer em risco de “entrar em eclipse”, sofrendo conseqüências imprevisíveis se não acompanhar e atender as inquietudes e as exigências da sociedade livre. Há, por isso, nas ultimas décadas, uma crescente tomada de consciência das empresas, que procuram se direcionar para órbitas socialmente orientadas, como participação política, apoio educacional, relações com as comunidades etc. (1978, p.17). Segundo Oded Grajew:. É preciso entender o conceito de responsabilidade social como o compromisso de cada um com a qualidade de vida, com a preservação da natureza e com uma sociedade mais justa. Também é fundamental que cada líder assuma seu papel como cidadão e como dirigente empresarial, cuidando para que os valores, políticas e praticas da organização se orientem por uma política de responsabilidade diante de toda a sociedade. (2000, p. 31). Hoje, as organizações estão mais conscientes sobre o que realmente é a Responsabilidade Social. É preciso que as pessoas se conscientizem, mude as atitudes, o que não é uma tarefa fácil. A comunicação atua de forma positiva para que as pessoas comecem a rever suas crenças e mudem suas atitudes, sendo essencial na vida de qualquer pessoa e   .  .

(13) 13   . organização; ajuda as organizações a se conscientizarem de sua responsabilidade com a sociedade. Expressá-la de forma clara e objetiva a torna mais confiável. Interpretação e formação de atitude são variáveis, pois dependem da compreensão e crença de cada um. Como exemplo dessa conscientização e da comunicação, cito a Elekeiroz, uma empresa de produtos químicos, localizada em Várzea Paulista - SP. Possui vários programas criados para apoiar entidade e instituições nas áreas de educação, segurança, esportes e serviços públicos no município de Várzea Paulista, entre outros. Também dispõe de atendimento à Comunidade pela brigada de emergência, pois o município não possui Corpo de Bombeiros. A Elekeiroz, juntamente com a empresa Basf e a empresa Kraton, patrocinam o programa Todo Dia com a Química. Na nova fase, serão oito programas com duração de trinta segundos, exibido no canal cultura, no intervalo das programações infantis. A campanha teve início em Julho de 2008 e teve grande sucesso entre o público infantil. Foi criado o personagem Quim e seus amigos, que ensinam a importância dos produtos químicos no cotidiano. São exemplo de empresas como essas, que fazem a diferença e mostram a importância da comunicação para a propagação do conhecimento. (site www.elekeiroz.com.br). 2- Comunicação, Transporte Químico e Indústria Química.  . As indústrias químicas, por estarem se conscientizando cada vez mais sobre os. riscos de lidar com produtos químicos, atualmente, passaram a exigir vários requisitos aos transportadores para garantir a entrega do produto de uma forma mais segura. Apesar da exigência, atuam como comunicadores, oferecendo treinamentos internos e externos. Para explicar de uma forma mais clara, cito a empresa Carbocloro S/A, pois pratica a comunicação e a responsabilidade social. Está situada no Pólo Industrial em Cubatão e respeita o meio ambiente, colaboradores e comunidade. Entre vários programas que realizam, destacam-se o Conselho Comunitário Construtivo Carbocloro e a Fábrica Aberta. O Conselho Comunitário Construtivo foi criado em 2004, com o objetivo de criar um canal de comunicação entre fábrica e comunidade. Existem líderes comunitários que realizam reuniões a cada três meses com a fábrica. O programa Fábrica Aberta foi criado em 1986 e vem sendo um sucesso desde então, trazendo a.   .  .

(14) 14   . comunidade para mais perto da organização. Além de conhecerem o processo de fabricação dos produtos e o uso deles no seu dia-a-dia, os visitantes têm a oportunidade de ver a preocupação da Carbocloro em preservar o meio ambiente e manter a segurança constante dos colaboradores e da população do entorno da fábrica. A Carbocloro dá treinamento aos novos motoristas de transportadoras que prestam serviço para ela. O treinamento é realizado na fábrica de Cubatão, tornando o motorista apto para o transporte. (site www.carbocloro.com.br) Para que as transportadoras sobrevivam no mercado, é preciso se adaptar às exigências das empresas. Também atuam comunicadores, em permanente processo de atualização e realização de treinamentos. No caso do transporte, para exemplificar a comunicação, cito a empresa Contatto, pois é uma grande transportadora de produtos químicos, atuante no mercado desde 1960. Alguns de seus diferenciais no mercado são definidos pela alta qualidade do serviço prestado, treinamentos altamente qualificados e responsabilidade social. Eles possuem parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Americana, no programa de Inclusão Social da empresa; promovem o bem estar de várias instituições da região, investindo 0,5% de seu faturamento mensal; mantêm uma escola em Limeira e patrocinam um time de futebol. Possuem uma moderna estação de tratamento de efluentes e o Programa de Descarte Adequado de Resíduos, entre outros. Todos esses programas demonstram a preocupação e a consciência de uma transportadora de produtos químicos com a sociedade e o meio ambiente, realizando uma comunicação de forma clara e eficaz. (site www.contatto.com.br).   .  .

(15) 15   . CAPÍTULO II - PRODUTO QUÍMICO E O TRANSPORTE QUÍMICO 1- A utilização dos produtos químicos no passado Os produtos químicos já eram utilizados desde o início da civilização.. O. começo do século XVI foi marcado pela publicação de um livro de Hieronymus Brunschwygk (1450 – 1513) com o nome Liber de arte distillandi de simplicibus, tendo grande importância, pois marcou o início da preocupação do homem em preparar produtos químicos, utilizando extratos de plantas, com o objetivo de curar doenças e aliviar a dor. Com o início da 1ª Revolução Industrial (por volta de 1800), mecanizaram a produção devido ao grande avanço tecnológico, através da inserção de máquinas a vapor e de melhorias nos processos produtivos, deixando o preço dos produtos mais baratos e estimulando o consumo. Essa fase foi fundamental para o surgimento da indústria química moderna. O século XIX foi marcado pela grande utilização do aço, considerado matéria prima essencial na produção de máquinas, havendo uma demanda industrial em crescimento, além da produção de bens para meios de transporte. A indústria química começou a ser vista como importante setor de ponta no campo fabril. Entrou-se no século XX com uma visão de universo totalmente transformada pelas possibilidades que viriam ter com o grande avanço tecnológico. As pessoas acreditavam na química, como uma ciência que poderia solucionar todos os problemas existentes. Com isso, houve um crescimento muito grande na utilização de produtos químicos pelo homem, sem pensar nas conseqüências, somente nos benefícios que pretendiam ter, acarretando prejuízos tanto ao meio ambiente como à sua própria saúde. Como. exemplo. no. Brasil,. podemos. citar. o. uso. agrícola. do. DDT. (diclorodifeniltricloroetano). No passado, recomendava-se a diluição com água, a fim de obter maior homogeneidade. O problema a essa exposição somente iria aparecer cerca de 20 a 30 anos depois, devido à baixa absorção pela pele, causando a morte de muitos agricultores, por câncer. Com a criação e Consolidação das Leis do Trabalho – CLT – em 1943, foram criadas formas de determinar tipos de trabalho com maior risco e perigo à exposição e ao uso contínuo de produtos químicos..   .  .

(16) 16   . Em 1978, com a portaria nº 3214, foram aprovadas as NR – Normas Regulamentadoras – da CLT, relativas à segurança e medicina do trabalho. Quanto ao uso de produtos perigosos, pode-se destacar as seguintes normas: • NR-06 – EPI – Equipamento de Proteção Individual, sendo obrigatório o fornecimento e treinamento pelas empresas, de forma gratuita; • NR-15 – Atividades e operações insalubres, determinando os limites de tolerância para exposição sem risco e estipulando uma faixa de 10 a 40% do salário mínimo local adicional ao salário; • NR-16 – Atividades e operações perigosas, onde se empregam produtos explosivos, estipulando como adicional 30% do salário base. Também no início do século XX, havia um consenso entre os fabricantes, de que os produtos químicos deveriam apresentar em seus rótulos, informações ao consumidor em relação à segurança, como por exemplo: toxicidade, se é inflamável ou não e até mesmo os cuidados na sua manipulação. Em 1920, surgiu o símbolo de veneno (ver anexo 3), utilizado até hoje, sendo uma caveira branca sobre um fundo preto. Essa preocupação iniciou-se pela crescente utilização dos produtos químicos por profissionais que, muitas vezes, desconheciam o risco a que estavam se expondo. Muitos produtos de uso pessoal, doméstico e farmacêutico, não apresentavam essas informações, causando sérios riscos às pessoas que os utilizavam. O uso da propaganda para a venda dos produtos era muito forte. A propaganda em cartaz, anúncios e cartões postais, tinha papel importante. O foco principal era conquistar o consumidor, principalmente àqueles que viviam num padrão mais baixo: cura de doenças, controle de pragas, limpeza mais eficiente, menos esforço nos afazeres domésticos e outros.. O envolvimento era o ponto forte para conquistar novos. consumidores, utilizando-se do exagero, prometendo muitas vezes conforto e regalias que não existiam. Pensando no equilíbrio entre saúde, meio ambiente e eficácia do produto, começaram a substituir os produtos agressivos, por outros menos agressivos. (UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO, 2006).   .  .

(17) 17   . 2- A Indústria Química A indústria química é um dos setores mais dinâmicos e importantes da economia industrializada, pois gera produtos finais com ampla demanda e uma infinidade de insumos utilizados por outras indústrias no seu processo de industrialização. Os produtos químicos estão presentes na vida das pessoas de forma direta (produtos farmacêuticos,. fertilizantes, tintas,. plásticos...). ou. indireta. (indústrias. têxtil,. automobilística, eletrônica...) e, na maioria das vezes, elas não se dão conta da sua importância. As pessoas vestem roupas de náilon e poliéster ou a mistura destes com fibras naturais. Suas casas são forradas com carpetes de lã e uma mistura de náilon, a cozinha com folhas de vinil [...] os móveis são de madeira recobertos de verniz [...]o carro conserva o metal em sua estrutura, mas seu interior é de vinil [...] os pesticidas sintéticos controlam a produção agrícola do plantio à estocagem [...] milhares de produtos químicos de limpeza se espalham nos supermercados. É realmente uma era química [...] período em que os sintéticos químicos ocuparam um lugar dominante na nossa economia e no dia-a-dia. (JOHNSON, S/D, p.153). O notável crescimento das indústrias químicas se dá pela capacidade de inovação, oferecendo sempre novos produtos e mudanças no processo. Além desses fatores, ocasionando seu sucesso, têm-se um mercado preparado para consumir esses produtos.. 3- A Indústria Química Brasileira Segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), a indústria química é um dos mais importantes e dinâmicos setores da economia brasileira, fornecedora de matérias primas e produtos para todos os setores produtivos, da agricultura ao aeroespacial, estando entre as 10 maiores do mundo. Os produtos químicos podem ser agrupados em dois blocos: Produtos químicos de uso industrial - produtos inorgânicos (fabricação de cloro e álcalis; intermediários para fertilizantes; adubos e fertilizantes; gases industriais); produtos orgânicos (fabricação de produtos petroquímicos básicos; resinas termofixas; elastômeros); resinas e elastômeros (fabricação de resinas termoplásticas; resinas termofixas; elastômeros); produtos e preparados químicos diversos (fabricação de adesivos e selantes; explosivos;   .  .

(18) 18   . aditivos de uso industrial; catalisadores) e Produtos químicos de uso final: produtos farmacêuticos; higiene pessoal, perfumaria e cosméticos; adubos e fertilizantes; sabões, detergentes e produtos de limpeza; defensivos agrícolas; tintas, esmaltes e vernizes; outros. “A indústria química facilitará ao homem, desenvolver processos e materiais que lhe permitirão assegurar alimento, moradia e conforto às novas gerações.” (site www.abiquim.org.br). 4- ABIQUIM A Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM) foi fundada em 1964 e representa o setor no país e no exterior. Tem como missão promover o desenvolvimento sustentável da indústria química brasileira, faz o acompanhamento estatístico do desempenho no setor, da balança comercial brasileira de produtos químicos e dos projetos de investimentos; gera estudos específicos de interesse das empresas do setor e é responsável pelo desenvolvimento no País do programa Atuação Responsável. As empresas podem se associar independentes de seu tamanho (pequena, média ou grande porte). Também podem se associar os prestadores de serviço ao setor nas áreas de distribuição, logística, transporte e tratamento de resíduos industriais. O programa de atuação Responsável foi desenvolvido para promover o aperfeiçoamento da gestão das empresas químicas brasileiras, de forma a assegurar a sua sustentabilidade, bem como contribuir para a permanente melhoria da qualidade de vida da sociedade, nas áreas de saúde, segurança, meio ambiente, qualidade e responsabilidade social. Esse programa é restrito às empresas associadas, recebendo toda orientação e apoio para a implantação do programa. (ANUÁRIO..., 2008, p. 9) (site www.abiquim.org.br). 5- ABICLOR O cloro é o principal produto utilizado pela saúde pública, por suas ações desinfetantes. É a forma mais barata para tratamento de água, evitando varias doenças e contaminações. Seu consumo para tratamento de água começou a aumentar em 1908, em Jersey City, nos Estados Unidos. Com essa ação, as doenças como a febre tifóide, contraída pela contaminação da água, fazendo cerca de 25.000 vitimas em 1900, caiu.   .  .

(19) 19   . para 20 casos em 1960. À partir daí, outras cidades americanas começaram a utilizar. No Brasil, essa ação começou em 1925. A Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (ABICLOR) foi fundada em 1968 e representa os interesses das produtoras de soda-cloro no país. São 8 plantas produtivas, representando 60% de todo mercado latino americano e participa do Programa Atuação Responsável. (site www.abiclor.com.br) Segundo Nelson Felipe, assessor de Diretoria da ABICLOR, em entrevista (APENDICE C), diz que a indústria representa uma importante fonte geradora de empregos e de pagamento de impostos para o País. A ABICLOR sabe a importância de seus associados e mantém um excelente relacionamento. A abrangência econômica das atividades do setor vai muito além de sua participação de 1% no PIB. Seus produtos são utilizados como matéria prima nas indústrias de grande porte de papel e celulose, alumínio, química, petroquímica, sabão e detergente, têxtil, alimentos, bebidas, embalagens e tratamento de água, entre outras. No campo social, a relevância do setor de cloro-soda é indiscutível. De acordo com varias instituições internacionais de renome, o consumo de cloro reflete o nível de desenvolvimento de um país, uma vez que ele é o principal agente de saúde pública no mundo todo. A ABICLOR. incentiva o elevado padrão de relacionamento entre os associados e, promove a adoção das melhoras práticas e técnicas de produção, manuseio, transporte e estocagem, uso e destinação final de seus produtos. (Nelson Felipe, ABICLOR) Segundo Nelson Felipe, as transportadoras são fundamentais para o setor e cada vez mais, incentivando os programas de excelência, para garantir a segurança do produto até destino final, sendo seu principal problema. Para a ABICLOR, o papel das transportadoras fundamental para o setor. Com cerca de 1.500.000 carregamentos nos últimos 10 anos, o setor de transporte é um dos principais parceiros da ABICLOR. O setor vem cada vez mais, incentivando seus parceiros no transporte a adotar programas de excelência, um deles é o SASSMAQ. Também vem sendo cada vez mais utilizado pelas associadas, o sistema C&F. Creio que o principal (problema) seja o manuseio seguro os produtos enquanto transportado. Esse manuseio passa pelo bom treinamento dos motoristas, condições dos equipamentos, pontualidade, entre outros. O resultado buscado é a Segurança. (Nelson Felipe – ABICLOR).   .  .

(20) 20   . A ABICLOR se relaciona com outros órgãos como ANTT, Secretaria do Transporte, ABTLP, ASSOCIQUIM, entre outros, de forma efetiva e eficaz. E também atuam nas questões envolvendo novas legislações em conjunto com órgãos governamentais (Federal, Estadual e Municipal) e organismos técnicos, como por exemplo o Inmetro.. 6- ABTLP A Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP) é uma entidade empresarial, criada em 1998, para defender os interesses de transportadores e operadores logísticos com atuação no segmento químico. (site www.abtlp.com.br) Segundo Gomes – presidente da ABTLP – em entrevista (APÊNDICE A), diz que em 1976 um grupo se reuniu para estudar regras referentes à simbologia de transporte de produtos perigosos. Depois de um acidente em 1982, que ocasionou a morte de várias pessoas por não haver nenhuma identificação ou instruções de manuseio do produto, nasce a associação através do grupo de estudo, iniciando suas atividades no Rio de Janeiro e vindo para São Paulo em 1998, passando a ter maior visibilidade e uma maior representatividade junto aos órgãos competentes. Diz ser o maior problema enfrentado pela Associação, a não utilização por parte dos associados de toda a força que a associação representa.. O maior problema para a Associação são os associados não utilizarem toda a força que a associação representa, fazendo ações isoladas que não surtem o efeito adequado, frente as necessidades do setor. (Gomes – ABTLP). A associação possui participação ativa com todos os órgãos e defendem os objetivos dos transportadores associados.. 7- ANTT A Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) atua no transporte rodoviário, ferroviário, dutoviário e multimodal..   .  .

(21) 21   . No transporte rodoviário, a ANTT promove estudos e levantamentos relativos à frota de caminhões, empresas constituídas e operadores autônomos; organizam e mantém um registro nacional de transportadores rodoviários de carga (RNTRC). Dessa forma, toda empresa de transporte possui seu RNTRC e toda sua frota precisa ser cadastrada e possuir o adesivo - colado no veículo - exibindo seu número de registro. O não cumprimento pode resultar em multas. (site www.antt.gov.br). 8- Secretaria de Estado dos Transportes A Secretaria dos Transportes foi criada em 1963, na época do crescente desenvolvimento industrial paulista, principalmente do setor automobilístico, o qual exigia uma rede de rodovias cada vez mais sofisticadas. Na época, também estavam surgindo centros populacionais e industriais ao redor das estradas, aumentando a importância do modal para o desenvolvimento do Estado. Já havia sido construído pelo DER (Departamento de Estradas de Rodagem), cerca de 15 mil quilômetros de rodovias, entre elas, a Via Anchieta, Via Anhanguera, Oswaldo Cruz e Marechal Randon. Hoje, totaliza-se 35 mil quilômetros, sendo 22 mil estaduais, 1050 federais e 12 mil estradas vicinais. Com o atual sistema rodoviário, mais de 90% da população do Estado está a menos de 5 km de uma rodovia pavimentada. (site www.transportes.sp.gov.br) Segundo Abreu, assessor técnico da Secretaria dos Transportes, em entrevista (APÊNDICE B), diz que o objetivo da Secretaria dos Transportes é montar a infraestrutura para que o transporte se realize. A grande preocupação é com os acidentes e o Estado tem feito um grande esforço para reduzir esse numero. Mas além da qualidade física, considera a educação e o comportamento das pessoas, como grande culpada pelos acidentes. Nós cuidamos do transporte de carga, independente disso, nós cuidamos da infra-estrutura do transporte de carga, que quer dizer das rodovias, ferrovias, hidrovias, dutos. Nós temos que montar a infra-estrutura para que o transporte se realize. A grande preocupação da secretaria é com os acidentes. Existem 2 tipos de acidentes: com veículos de uma forma geral e os acidentes com carga. Nos acidentes com carga têm-se basicamente uma preocupação maior como transporte de cargas perigosas, porque embora ela não seja um menor numero de caminhões em relação ao transporte de cargas em geral, as conseqüências são bem piores. Fisicamente afetam as pessoas..   .  .

(22) 22    O Estado concentra um esforço muito grande para reduzir isso, tem campanhas enormes, campanhas de todo tipo, tem punição, é uma questão de educação, de comportamento.. (Abreu – Secretaria do Transporte) Um dos maiores problemas enfrentados pelas transportadoras, são os pontos de descanso, para que os motoristas possam parar, descansar e fazer sua higiene pessoal. Abreu diz também que os pontos de descanso são de obrigação das concessionárias concedidas e, as que não fizerem parte, são de responsabilidade do governo, também considerando um problema de educação.. 9- Certificações. No segmento químico, existem algumas ferramentas que contribuem para que o transporte e as indústrias químicas tenham um modelo de gestão de qualidade e melhores condições para aumentar a segurança.. a) ISO 9001. A expressão ISO 9001 designa um grupo de normas técnicas que estabelecem um modelo de gestão da qualidade, para todas as organizações.. As normas foram elaboradas através de um consenso internacional acerca das práticas que uma empresa deve tomar a fim de atender plenamente os requisitos da qualidade total. A ISO 9000 não fixa metas a serem atingidas pelas organizações a serem certificadas; as próprias organizações é quem estabelecem essas metas. (site pt.wikipedia.org/wiki/iso_9000). Esse grupo de normas estabelece requisitos que ajudam na melhoria dos processos internos, numa maior capacitação dos colaboradores, no monitoramento do ambiente de trabalho, na verificação da satisfação dos clientes, colaboradores e fornecedores, sendo um processo continuo de melhoria do sistema de gestão da qualidade. (site pt.wikipedia.org/wiki/iso_9000).   .  .

(23) 23   . b) ISO 14001 Os grandes impactos ambientais gerados pelo desenvolvimento industrial e econômico do mundo se tornaram um dos maiores problemas para as autoridades e organizações ambientais. No inicio da década de 90, a ISO viu a necessidade de se desenvolverem normas que cuidem da questão ambiental, padronizando os processos de empresas que utilizam o recurso da natureza. Com essa necessidade, em 1993, a ISO reuniu diversos profissionais e criaram o Comitê Técnico TC 207, o qual desenvolveria normas nas áreas relacionadas ao meio ambiente, sendo dividido em 9 subcomitês, onde cada um seria responsável por um determinado ponto. Para obtenção e manutenção desse certificado, a organização passa por auditorias periódicas, realizada por uma empresa certificadora, credenciada e reconhecida pelos organismos nacionais e internacionais. A organização que tem o certificado da ISO 14001, é vista de uma forma mais positiva pelas pessoas e pela sociedade, pois atesta a responsabilidade ambiental no desenvolvimento de suas atividades. (site pt.wikipedia.org/wiki/iso_14000). c) OHSAS 18001. A OHSAS 18001 é um sistema de gestão com o foco voltado para a saúde e segurança ocupacional. É uma ferramenta que permite a empresa controlar e melhorar o nível de desempenho da Saúde e Segurança do Trabalho. O objetivo dessa certificação é a preocupação da organização com a integridade física de seus colaboradores e parceiros. No Brasil, o cumprimento da legislação trabalhista, em especial às Normas Regulamentadoras (NR) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), é muito forte. Na questão do transporte de produtos perigosos, há um cuidado especial quanto à capacitação dos motoristas e exames a serem efetuados, que devem estar contemplados nos documentos previstos nas NR7 – Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional, NR9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, além dos previstos pela ABIQUIM através do SASSMAQ (Sistema de Avaliação de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Qualidade). (site pt.wikipedia.org/wiki/iso_ohsas).   .  .

(24) 24   . d) TRANSQUALIT É uma norma de qualificação para empresas de transporte de cargas, desenvolvida pela NTC em parceria com a Fundação Carlos Alberto Vanzolini e com o Comitê Brasileiro de Transportes e Tráfego da ABNT. O objetivo do projeto é assegurar a qualificação de serviços prestados pelos fornecedores de transporte, criando um diferencial no mercado para as empresas certificadas. O TRANSQUALIT pode ser implantado por fases, facilitando a absorção pela cultura da organização. (www.patrus.com.br/transqualit.asp). 10-. SASSMAQ. O Sistema de Avaliação de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Qualidade (SASSMAQ) foi criado pela ABIQUIM - Associação Brasileira de Indústrias Químicas - e passou a ser exigido por todas as empresas afiliadas a ABIQUIM. A primeira versão foi expedida em 2001, focando especificamente o transporte rodoviário de cargas. Foi estabelecido para regularizar e definir critérios mínimos para o transporte de produtos perigosos, que no início deste século, possuía precariedade nas questões relacionadas à contaminação de produtos, manutenção de veículos, documentação de motoristas e equipamentos utilizados no transporte, assim como o atendimento às legislações de transportes nos diversos modais e legislações ambientais existentes. (site pt.wikipedia.org/wiki/sassmaq). 11-. FISPQ. Baseada na NBR 14725:2005, a FISPQ – Ficha de informações de segurança de produtos químicos (ver anexo 1 e 2) - fornece informações sobre vários aspectos dos produtos químicos quanto à proteção, à segurança, à saúde e ao meio ambiente, alem de recomendações sobre medidas de proteções e ações em situação de emergência. É uma forma dos fornecedores passarem as informações necessárias sobre os produtos que serão transportados (ANEXO1 e ANEXO 2). A FISPQ contém as seguintes informações: • Identificação do produto e da empresa;.   .  .

(25) 25   . • Composição e informações sobre os ingredientes; • Identificação de perigos; • Medidas de primeiros socorros; • Medidas de combate a incêndios; • Medidas de controle para derramamento ou vazamento; • Manuseio e armazenamento; • Controle de exposição e proteção individual; • Propriedades físico-químicas; • Estabilidade e reatividade; • Informações toxicológicas; • Informações ecológicas; • Considerações sobre tratamento e disposição; • Informações sobre transporte; • Regulamentações; • Outras informações.. 12-. Ficha de Emergência. A ficha de emergência é um documento de porte obrigatório para o transporte de produtos perigosos, conforme prevê o art. 22 do RTPP (regulamento para o transporte de produtos perigosos) aprovado pelo Dec. 96.044/88 e é prevista ainda na Resolução 420/04 da ANTT. A ficha de emergência é regulada pela NBR7503 da ABNT e acompanha o produto desde o seu acondicionamento da carga até o destinatário do produto. A NBR 7503 especifica os requisitos e as dimensões para a confecção da ficha de emergência e do envelope para o transporte terrestre de produtos perigosos, bem como instruções para o preenchimento da ficha e do envelope. A ficha de emergência é um resumo da FISPQ, pois contém as informações essenciais ao transporte de produtos perigosos, como: classe e sub-classe de produtos, nº ONU, compatibilidade de produtos, EPIs necessários para casos de emergência, principais telefones nestas ocorrências; informações essenciais ao motorista e às equipes de atendimento emergencial sobre características do produto..   .  .

(26) 26   . 13-. Simbologia e classificação. Esta simbologia (ANEXO 3) é utilizada mundialmente para a identificação dos produtos químicos perigosos e foi elaborada pelo Comitê de Peritos das Nações Unidas e regulamentada em todo o território nacional através da Resolução nº 420 – Instruções Complementares ao Regulamento de Transporte Terrestre de Produtos Perigosos, de 12 de fevereiro de 2004 e da NBR 7500:2007 – Identificação para Transporte Terrestre, Manuseio, Movimentação e Armazenamento de Produto. A Resolução nº 420 contém orientações quanto à correta denominação dos produtos transportados para uniformizar o cumprimento das exigências regulamentares referentes à documentação. Define responsabilidades, classes, subclasses de produtos e grupos de embalagem, números ONU e nomes apropriados de produtos Divide os produtos em classes de risco, tipos adequados de embalagem, ou contentores. A classificação (ANEXO 3) de um produto perigoso deve ser feita pelo fabricante e é dividido em 9 classes:. 1- Explosivo 2- Gases 3- Líquidos Inflamáveis 4- Sólidos Inflamáveis, Substâncias sujeitas à combustão espontânea, Substâncias que, em contato com água, emitem gases inflamáveis 5- Substâncias Oxidantes e Peróxidos Orgânicos 6- Substâncias Tóxicas e Substancias Infectantes 7- Materiais Radioativos 8- Substancias Corrosivas 9- Substancias e Artigos Perigosos Diversos Todo caminhão que transporta produto perigoso, tem um painel de segurança na carreta, identificado como um adesivo laranja, contendo o número da ONU (numero do produto) e classificação. Cito como exemplos o Ácido Clorídrico: a etiqueta consta o numero da ONU 1789 e a classificação 8 0 – significa que é um produto corrosivo (8) e tem somente uma classe (0) e a Amônia Anidra: numero da ONU 1005 e a classificação 2.3 – gases e líquidos inflamáveis..   .  .

(27) 27   . Conhecer as simbologias, saber seus significados e a qual produto se refere, traz grandes benefícios, podendo evitar problemas de grande extensão. Hoje, somente quem trabalha com produto químico conhece o significado dessas simbologias e classificações de risco. É preciso que mais envolvimento das pessoas para divulgação, mais treinamentos, mais conhecimento. Conhecer esses símbolos e classificações pode evitar grandes acidentes..   .  .

(28) 28   . CAPÍTULO III – MEIO AMBIENTE. 1- O meio ambiente A preservação do Meio Ambiente continua sendo o tema central de diversos debates em todo o mundo. Preocupar-se simplesmente com o Meio Ambiente deixou de ser uma ideologia para se tornar uma realidade cada vez mais sentida na pele de cada ser humano. De forma geral, houve uma mudança na visão da sociedade frente às empresas desde a Revolução Industrial, na década de 50 até hoje. No início, empresas que eram bem vistas por grande parte da população eram aquelas que detinham grandes fábricas com forte ganho comercial e que transmitiam confiança a esse público. No desenrolar dos anos, surgiram novos pilares que alterariam o conceito de uma boa empresa. A sociedade tornou-se curiosa, mais interessada nos produtos e nas atividades desenvolvidas pelas empresas que as cercavam. Surgiram então, entre outras mais, as questões dos riscos gerados à população e os impactos causados ao meio ambiente, fazendo com que as empresas criassem políticas de responsabilidades sócio-ambientais que demonstrassem sua preocupação em resposta as exigências às partes interessadas. Devido ao seu grande volume de produção, devido à sua larga utilização nos mais variamos ramos das indústrias, a Indústria Química sempre foi motivo de preocupação para a sociedade. Dentro de seu processo, uma das atividades mais críticas sempre foi o transporte e movimentações dos produtos e subprodutos de alta periculosidade à saúde humana e com potencial de causar danos irreparáveis ao meio ambiente produzidos pelas indústrias químicas. Dando maior atenção a este processo, foi aprovado em 18 de Maio de 1988, o Decreto Nº 96044 que regularizou o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos no Brasil, aumentando então a responsabilidade dos envolvidos em relação à segurança e, indiretamente, com o Meio Ambiente. Iniciou-se então um movimento das indústrias em busca de parceiros e fornecedores que estivessem alinhados com suas políticas de atuação responsável. Em 2001, a ABIQUIM - Associação Brasileira das Indústrias Químicas elaborou um sistema de avaliação e qualificação das transportadoras, onde requisitos.   .  .

(29) 29   . mínimos de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade são checados através de auditorias periódicas, elevando mais ainda o nível de qualidade e segurança no transporte de produtos perigosos. De forma integrada, a indústria e as empresas de transporte atuam massivamente na comunicação de informações pertinentes a sociedade. Com políticas fortes e direcionadas, buscam melhorar constantemente seus processos, no sentido de atuar de forma cada vez mais responsável sócio, ambiental e economicamente.. 2- CONAMA Inicialmente, as organizações possuíam o foco somente na produção, não se atentando a degradação do meio ambiente. Não existia nenhum órgão a quem deveriam se reportar. Nas décadas de 60 e 70, a preocupação com a degradação do meio ambiente fez com que grupos se formassem e atuassem de forma mais intensificada nessa questão. A primeira lei surgiu nos EUA - National Environmental Policy of ACT (NEPA), tornando obrigatório para as organizações a apresentação de um relatório sobre os impactos ambientais de suas operações. Em resposta a isso, surgem iniciativas legais no sentido de regular as atividades predatórias. Na maioria dos países, a Legislação Ambiental foi feita pela ONU – surge o Programa das Nações Unidas para o meio ambiente (PNUMA). No caso brasileiro, a primeira lei surge em 1972, quando o Banco Mundial exigiu uma Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) para o financiamento da Hidrelétrica de Sobradinho – Nordeste. A constituição federal de 1988 incluiu um capítulo sobre o meio ambiente e autorizou a criação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). A partir disso, surgiram outros órgãos federais, estaduais e municipais. (DEMAJOROVIC, S/D, 2003). 3- CETESB A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB) é responsável pelo controle, fiscalização, monitoramento e licenciamento de atividades.   .  .

(30) 30   . geradoras de poluição, como preocupação fundamental de preservação e recuperação da qualidade das águas, do ar e do solo no Estado de São Paulo. Foi criada em 1968, pelo Decreto nº 50.079. É o principal órgão na gestão ambiental. Devido às conseqüências que os acidentes com produtos químicos podem gerar, é essencial a participação do órgão ambiental nos atendimentos emergenciais, de modo a. garantir. que. os. aspectos. de. proteção. ambiental. sejam. avaliados. e. considerados nas decisões das ações. A CETESB, além de operacionalizar as ações de licenciamento e fiscalização das fontes de poluição de origem industrial, desenvolve atividades preventivas e corretivas aos acidentes ambientais com substâncias químicas, sendo monitorado pela Divisão de Gerenciamento de Riscos. Possuem uma central de emergência, com uma equipe de plantão que atende 24 horas por dia, 365 dias por ano; telefones com discagem gratuita, facilitando o acesso e a comunicação pela população. Todo ano a CETESB apresenta um relatório com dados e informações atualizadas referentes às emergências químicas atendidas no ano anterior. Para que possamos ter uma idéia mais clara sobre os atendimento das emergências químicas, apresento abaixo, alguns gráficos do ano de 2007..   .  .

(31) 31   . Gráfico 3.1 - Distribuição mensal das emergências químicas atendidas pela CETESB em 2007.. O gráfico 3.1 apresenta as emergências químicas atendidas pela CETESB em 2007 segundo a distribuição mensal. Revela uma variação no número de emergências químicas ao longo do ano, com maior incidência de ocorrências nos meses de março, junho, agosto, setembro e outubro, todos com mais de 40 acidentes com acionamento da CETESB..   .  .

(32) 32   . Gráfico 3.2: Emergências químicas de 2007 classificadas por atividade geradora.. O gráfico 3.2 demonstra a distribuição de emergências químicas por atividade geradora, durante o ano de 2007. Observa-se que o transporte rodoviário é a principal atividade geradora de emergências químicas, representando mais da metade dos acionamentos da CETESB. A atividade classificada como “Nada constatado” refere-se às situações onde o acionamento feito à CETESB indicava uma possível emergência, no entanto, após a avaliação de campo não ficou caracterizada tal situação. No item “Não identificada”, refere-se às emergências em que de fato existia algum produto envolvido, embora sua identificação e a identificação da fonte geradora não tenham sido possíveis. O item “Mancha órfã” refere-se às manchas de óleo que aparecem na superfície do mar ou de outros corpos de água e cuja origem não foi identificada. O item “Outras” referese aos atendimentos realizados em estabelecimentos comerciais, empresas, aterro sanitário, laboratórios de instituições de ensino e outras que não se enquadram nas demais atividades..   .  .

(33) 33   . Gráfico 3.3: Emergências químicas de 2007 classificadas por classe de risco.. O gráfico 3.3 apresenta a distribuição por classe de risco das emergências químicas atendidas pela CETESB em 2007. Pode-se observar que o maior percentual de emergências químicas de 2007 envolveu líquidos inflamáveis (Classe 3), tendência que vem se mantendo ao longo dos anos. Os líqüidos inflamáveis mais comumente envolvidos nas emergências foram os combustíveis automotivos, o óleo diesel, o álcool etílico e a gasolina. Dentre os gases, segunda classe de risco com maior número de atendimentos realizados pela CETESB em 2007 destacam-se os produtos GLP (gás liquefeito de petróleo), gás natural e amônia. Já entre os líqüidos corrosivos, terceira classe de risco mais incidente, destacam-se o ácido sulfúrico, o ácido clorídrico e a soda cáustica..   .  .

(34) 34   . Gráfico 3.4: Distribuição anual das emergências químicas no transporte rodoviário.. O gráfico 3.4 apresenta a distribuição anual das emergências químicas atendidas pela CETESB no transporte rodoviário no período de 1983 a 2007. Demonstra claramente, uma elevação ao longo dos anos no número de atendimentos a acidentes envolvendo o transporte rodoviário realizados pela CETESB, em especial no período compreendido entre 1985 e 1999. À partir de 1999, o número anual de ocorrências se estabilizou em torno de 200 ocorrências anuais, porém em 2007 foram registrados 244 atendimentos emergenciais, o que representa um aumento de 23,2% em relação a 2006. Diversos fatores podem ter contribuído para provocar esse aumento, dentre eles o aumento das importações (37,7% até novembro de 2007, de acordo com a ABIQUIM – Associação Brasileira da Indústria Química) e exportações. Com essa intensa movimentação de produtos perigosos por via terrestre, aumenta-sea probabilidade de ocorrência de acidentes..   .  .

(35) 35   . Gráfico 3.5: Compartimentos ambientais atingidos em decorrência de acidentes no transporte rodoviário em 2007.. O gráfico 3.5 apresenta os compartimentos ambientais atingidos em decorrência de acidentes no transporte rodoviário em 2007. Observa-se que das 244 emergências químicas envolvendo transporte rodoviário atendidas pela CETESB em 2007, 201 casos (82,4%) geraram contaminação de solo, 46 casos (18,9%) geraram contaminação dos recursos hídricos e 47 casos (19,3%) geraram contaminação do ar. É importante ressaltar que um mesmo acidente pode ter ocasionado a contaminação de mais de um compartimento ambiental.. A CETESB disponibiliza em seu site (www.cetesb.org.sp.br) um manual de produtos químicos (ANEXO 5). É uma listagem de produtos químicos e seus sinônimos. O manual surgiu da necessidade dos técnicos do Setor de Operações de Emergência em acessar rapidamente uma única fonte bibliográfica, onde as principais informações sobre substâncias químicas necessárias ao atendimento emergencial estivessem disponíveis. Este manual foi inicialmente desenvolvido na década de 80, tendo sido revisado em 1995 e 2003 pelos Setores de Operações de Emergência e de Análise de Riscos, com o apoio técnico de diversas áreas da Companhia. Ao clicar sobre o nome do produto, abre-se a ficha de informação: para cada produto há uma ficha de informação bastante detalhada, com as seguintes informações: identificação do produto;.   .  .

(36) 36   . medidas de segurança; riscos ao fogo; propriedades físico-químicas; informações ecotoxicológicas; dados gerais. (www.cetesb.sp.gov.br).   .  .

(37) 37   . CAPÍTULO IV – OS PÚBLICOS E A COMUNICAÇÃO O ser humano pensa e age, construindo por meio de seus atos, sua própria realidade social. Sua expressão interior e exterior é feita através da linguagem. É na nossa relação com o outro que nos constituímos, nos reconhecemos, sentimos prazer e sofrimento, satisfação ou não das nossas ações. A comunicação estabelece o diálogo da organização em âmbito interno e externo. Em âmbito interno, o dialogo se configura de acordo com a cultura organizacional, sendo a comunicação indicada para facilitar a cooperação, a credibilidade e o comprometimento, pois são as pessoas – a base da organização – que se comunicam. O relacionamento da organização no âmbito externo será o reflexo da comunicação em âmbito interno. Por isso é importante que as organizações conheçam a si próprias, para melhor se comunicarem com seus públicos externos. O estudo do público é um tema estudado e pesquisado pelos profissionais de comunicação, pois na prática, há inúmeras dúvidas sobre o conceito de público objeto do trabalho de comunicação. As definições tradicionais de público eram definidas como público interno, externo e misto, mas na prática há outra realidade, não satisfazendo as condições atuais de relacionamento das organizações, pois surgiram novas formas de ligação dos diferentes públicos com as empresas, surgindo também vários questionamentos. Exemplos: como classificar os públicos terceirizados que trabalham para a empresa dentro de suas instalações? E os terceirizados que trabalham fora das instalações da empresa? E o acionistas, fornecedores? E os trabalhadores temporários? (KUNSCH, 2004, pags.13, 41 e 42). Em resumo, podemos dizer que a solução pode estar na análise das relações das organizações com seus diversos públicos. Em primeiro lugar, com aqueles que contribuem para a sua constituição, fundamentando sua estrutura como uma organização coesa, produtiva e competitiva. Em seguida, entram em cena os públicos que contribuem para viabilizar os negócios da empresa, fornecendo-lhe tecnologia, matéria-prima, assistência técnica, etc; afinal, os públicos que com ela colaboram e a promovem como organização responsável que contribui de modo positivo para a sociedade, criando empregos, pagando impostos, etc. (KUNSCH, 2004, pag. 14) Conhecer o público envolvido e comunicar de forma eficaz, só traz benefícios e resultados..   .  .

(38) 38   . Na área química, podem ser definidos alguns públicos importantes e essenciais para segurança da sociedade e meio ambiente. Se tratando de produtos químicos, a comunicação com os públicos precisam ser de forma rápida e clara.. 1- ATENDIMENTO EMERGENCIAL. O tema sobre o transporte de produtos químicos perigosos vem tendo bastante repercussão, sobretudo a questão legal da atividade, resultando no aumento do interesse de profissionais e empresas sobre o assunto. Em caso de acidentes causados por transporte rodoviário de produtos químicos perigosos é realizado o atendimento emergencial. Esse serviço é feito com a integração de diversos órgãos, incluindo, além do Policiamento Rodoviário, o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil Estadual ou Municipal, o órgão ambiental, o DER ou Concessionárias de Rodovias, podendo ser apoiados pelos órgãos responsáveis pelo abastecimento de água na área da emergência. Normalmente são acionados somente o Corpo de Bombeiros, o órgão ambiental e a Polícia Rodoviária. Em caso de emergências, muitas transportadoras especializadas, empresas de equipamentos e tecnologia voltadas a esse atendimento, entre outras ligadas ao setor, também dão suporte no atendimento emergencial. Segue abaixo, empresas terceirizadas, especializadas no atendimento emergencial.. a) S.O.S. Cotec Devido aos riscos existentes, tanto no armazenamento, como na distribuição e transporte de produtos químicos, a S.O.S. Cotec desenvolveu um sistema que proporcionasse uma resposta a qualquer situação que envolvesse produtos químicos onde houvesse possibilidade de impacto ambiental. Atendem todas as empresas que trabalham com produtos químicos, prestando socorro sempre que necessário. Existe uma central de emergência, tendo sempre uma equipe de plantão. A comunicação feita pela S.O.S. COTEC, é a preparação de sua estrutura e de seus clientes para a prevenção de ocorrências envolvendo produtos químicos. Além do levantamento de rotas e a elaboração de manuais emergenciais para motoristas e encarregados, possibilitam a adequação dos equipamentos ao sistema de transporte, para   .  .

(39) 39   . qualquer tipo de embalagem. Em relação a ação preventiva, o ponto mais importante é o treinamento direcionado a todas as pessoas envolvidas - direta ou indiretamente - na movimentação de produtos perigosos. A fase preventiva inclui-se após a discussão e análise das particularidades do cliente, quando então é elaborado um Plano de Atendimento Emergencial, apoiado por um Call Center 24h direcionado a três áreas distintas, Emergencial, Preventiva e Toxicológica.. b) SUATRANS É uma empresa especializada na prevenção e controle de emergências químicas e gerenciamento ambiental. Atua no mercado de atendimento a emergências químicas desde 1989. Está estruturada tecnicamente para atuar nas emergências envolvendo produtos químicos ou derivados, sendo no transporte rodoviário, marítimo, dutoviário, no armazenamento ou em qualquer outra área onde haja manipulação desses produtos. Possuem um centro de controle e gerenciamento de emergências, informatizado, operando 24 horas por dia, auxiliando no gerenciamento de uma ocorrência e acionando os envolvidos, desde o fabricante do produto até a seguradora, quando for o caso. Para ter eficiência e rapidez, a SUATRANS faz sua comunicação de forma preventiva, fazendo o planejamento das ações e elaborando um Plano de Atendimento Emergencial – PAE – de acordo com cada empresa.. 2- Corpo de Bombeiros Um dos órgãos mais importantes. para as empresas e transporte de produtos. perigosos é o Corpo de Bombeiro. Eles possuem uma equipe para realizar atendimentos emergenciais com produtos perigosos. Essa equipe é treinada na prática, sabendo atuar em casos de emergência com os diversos tipos de produtos químicos. Infelizmente, não são todas as bases que possuem o treinamento adequado. Muito não sabem lidar com a situação e até mesmo, acabam prejudicando em caso de acidentes. Cito como exemplo, dois acidentes ocorridos: um com Ácido Sulfúrico e outro com Ácido Clorídrico. Esses produtos são altamente reativos à água e, nos dois casos, o.   .  .

(40) 40   . corpo de bombeiro sem muito conhecimento jogou água. A reação foi imediata e os prejuízos enormes. A comunicação realizada pelo Corpo de Bombeiros se faz através de palestras em escolas e empresas solicitantes; treinamentos para transportadores e até mesmo indústrias químicas e treinamentos internos para os próprios bombeiros.. 3- Polícia Rodoviária Estadual A Polícia Rodoviária Federal é um dos importantes órgãos no transporte e na indústria química. Preocupada com o treinamento de seus policiais, mantém programas de atualização profissional, estágios e cursos de especialização. Segundo Marcio Antônio Vaz de Oliveira, 1º sargento, em entrevista (APÊNDICE D), diz que o transporte cresce a cada ano, mas o número de acidentes continua estável. Considera os acidentes falhas dos motoristas ao conduzir o veículo, mas reconhece que existem vários fatores relacionados à “motorista”.. A cada ano o transporte vem aumentando o volume, principalmente em razão do Brasil estar aumentando sua capacidade produtiva e em especial por ser um grande exportador de Etano (Álcool Etílico) e nos últimos anos ter aumentado consideravelmente a produção não só do Etano, mas também dos demais produtos químicos e petroquímicos, logo a conseqüência é aumentar o número de veículos transportando produtos perigosos. Notamos que aproximadamente 90% dos acidentes que ocorrem em nossas rodovias estão relacionados ao motorista, ou seja falhas no conduzir do veiculo. Mas é lógico que neste item “motorista” existem vários fatores relacionados onde poderia destacar o número de horas que o mesmo passa dirigindo, cargas com horário programado para entrega reduzidos, motoristas são comissionados... (Oliveira – Polícia Rodoviária Estadual). Os policiais são treinados e, segundo Oliveira, no currículo do Curso que eles realizam, tem uma matéria especifica sobre Legislação e Fiscalização do Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos, sendo treinados e capacitados para fiscalizar e atender os acidentes ocorridos.. A Polícia Rodoviária do Estado de São Paulo possui o currículo do Curso para Especialização em Trânsito Rodoviário de Produtos Perigosos com carga horária de 25 horas, além dos estágios operacionais que ocorrem no decorrer do curso, onde   .  .

Referências

Documentos relacionados

Também seria inadequ ado falar em s of ri m en to psíqu i co, como tem sido fei to em alguns estu do s... O ambi en te on de exerciam suas repe- ti tivas ativi d ades ra ra m en te

Tendo como referência as informações contidas no texto e no gráfico precedentes, julgue os itens subsequentes.. 81 A sensação de frio causada ao se aplicar álcool 70%

Investigando endozoocoria por Podocnemis expansa (Testudines: Podocnemididae) a partir de testes de germinação de sementes recuperadas do trato digestório na Reserva Biológica

Este sinal é utilizado pelo módulo para proteção do motor, verificando a degradação do óleo lubrificante...

A fertilidade pode ser afetada pela exposição a radiação ionizante, e a consequência de exposições de baixas doses, bem como seus mecanismos de interação ainda não estão

OBJETO: Registro de Preços para aquisição de materiais e suprimentos descartáveis e ambulatoriais para os cursos da Área de Saúde Campus Centro do ÓRGÃO GERENCIADOR. VALOR GLOBAL

Óleo para motores diesel Óleo hidráulico Óleo para eixos Óleo para conjunto motriz Super refrigerante AF-NAC Análise de desgaste e combustível/óleo da..

DRENAR FILTRO DE COMBUSTÍVEL VERIFICAR NÍVEL DE ÓLEO LUBRIFICANTE VERIFICAR NÍVEL DA ÁGUA DE ARREFECIMENTO VERIFICAR POSSÍVEIS VAZAMENTOS NO MOTOR VERIFICAR FILTRO DE AR.. TROCAR