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REGIMENTO INTERNO DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE DE ITABUNA CAPÍTULO I DA FINALIDADE

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Avenida Firmino Alves, 244 A Centro Itabuna – BA CEP: 45600-185 Telefax: (73) 3215-0220

REGIMENTO INTERNO DO CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE DE ITABUNA - 2013

CAPÍTULO I

DA FINALIDADE

Art. 1º - O Conselho Municipal de Saúde de Itabuna (CMSI), órgão colegiado permanente, de caráter consultivo, deliberativo e fiscalizador, criado pela Lei Orgânica Municipal (Cap 3º, Art.208 e 209) e reformulado pela lei 2.233, de 18.06.2013 e em conformidade com a Resolução do Conselho Nacional de Saúde nº 453, de 10 de maio de 2012, tem como objetivo maior a saúde da população Itabunense, tendo nesse sentido a responsabilidade de, em consonância com as políticas estadual e federal para o setor, implementar o Sistema Único de Saúde (SUS). São atribuições específicas do CMSI, o acompanhamento e avaliação da implementação do SUS e o desenvolvimento do processo de municipalização dos serviços de saúde, inclusive nos aspectos econômicos e financeiros cujas decisões serão homologadas pelo Governo Municipal ou seu preposto legalmente autorizado.

Art. 2º - Para fins de garantir o cumprimento do mandamento constitucional de participação da comunidade na organização do sistema, o CMSI articular-se-á com os Conselhos Locais de Saúde.

Parágrafo único – A organização e o funcionamento dos conselhos Locais de Saúde

serão disciplinados em regimento interno comum aprovado pelo CMSI.

CAPÍTULO II

DA COMPETÊNCIA

Art. 3º - Ao Conselho Municipal de Saúde compete:

I. Analisar os indicadores do nível de saúde e de organização e funcionamento dos serviços com vistas à formulação de política da saúde;

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II. Apreciar estudos sobre eficiência e efetividade das ações e serviços de saúde mediante a confrontação dos recursos empregados na produção com os resultados obtidos, de modo a atuar na formulação de diretrizes para o funcionamento, avaliação e controle do SUS municipal;

III. Analisar prioridades para a elaboração do Plano municipal de Saúde, e estratégia de ação em conformidade com a realidade epidemiológica e com a disponibilidade dos recursos humanos, financeiros e materiais;

IV. Discutir e aprovar o Plano Municipal de Saúde;

V. Propor mecanismos de fiscalização, avaliação e controle dos serviços de saúde com vistas ao contínuo aperfeiçoamento do SUS municipal e a integração, cada vez maior, de seus elementos constituídos;

VI. Criar Comissões Técnicas para discussão de temas específicos e para a apresentação de sugestões destinadas a subsidiar decisões das respectivas áreas, visando melhorar o funcionamento do Conselho e do SUS municipal;

VII. Envidar esforços para a coerência das políticas, diretrizes e planos de saúde nos três níveis de governo com a finalidade de otimizar os recursos disponíveis, respeitadas as peculiaridades de cada qual;

VIII. Examinar críticas, sugestões e denúncias encaminhadas aplicando, no que couber, através das autoridades competentes, os dispositivos legais e técnicas pertinentes; IX. Sugerir temas a serem discutidos na Conferência Municipal de saúde;

X. Convocar e organizar a Conferência Municipal de Saúde redigindo o seu Regimento; XI. Convidar representantes de entidades, autoridades, cientistas, técnicos nacionais e

estrangeiros para colaborarem ou assessorarem as Comissões Técnicas instituídas no âmbito do próprio Conselho;

XII. Fiscalizar o cumprimento da legislação pertinente ao Sistema Único de Saúde (SUS);

XIII. Propor a adoção de critérios que definam qualidade e melhor resolutividade, verificando o processo de incorporação dos avanços científicos e tecnológicos da área;

XIV. Apreciar recursos a respeito das deliberações do Conselho;

XV. Acompanhar a movimentação de recursos repassados à Secretaria da Saúde do Município e ou ao Fundo Municipal de Saúde;

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XVI. Propor critérios para a programação e para as execuções financeiras e orçamentárias do Fundo Municipal de Saúde, acompanhando a movimentação e destinação dos recursos;

XVII. Analisar ou propor critérios e diretrizes quanto à localização e o tipo de unidades prestadoras de serviços de saúde pública e privada no âmbito do SUS;

XVIII. Estimular e promover estudos e pesquisas sobre assunto e temas na área de saúde de interesse para o desenvolvimento do SUS;

XIX. Aprovar ou reformular este Regimento; XX. Exercer outras atividades correlatas.

CAPÍTULO III

DA COMPOSIÇÃO

Art. 4º- O Conselho Municipal de Saúde de Itabuna será composto por 24 (vinte e quatro) representantes, de forma paritária, respeitando o disposto na Resolução nº 453/2012, do Conselho Nacional de Saúde – CNS e da Lei Municipal nº 2233 de 18 de junho de 2013. que determinam a seguinte distribuição percentual:

I - 25% (vinte e cinco por cento) de representação de governo (estadual e municipal), de prestadores

de serviços públicos ou privados conveniados, ou sem fins lucrativos nas áreas de saúde; II - 25% (vinte e cinco por cento) de entidades de representação municipal dos trabalhadores na

área da saúde;

III - 50% (cinquenta por cento) de entidades de representação municipal de usuários. § 1º - Para efeitos da distribuição percentual consideram-se:

I - representantes do Governo:

a) o Secretário de Saúde do Município de Itabuna;

b) 01 (um) representante indicado pelo titular da Secretaria de Assistência Social; c) 01 (um) representante da 7ª DIRES;

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Avenida Firmino Alves, 244 A Centro Itabuna – BA CEP: 45600-185 Telefax: (73) 3215-0220 a) 01 (um) representante dos prestadores de serviços de saúde filantrópicos; b) 01 (um) representante da Comunidade Científica;

c) 01 (um) representante do Hospital Público Municipal; III - representantes de trabalhadores na área de saúde:

a) 03 (três) representantes de entidades congregadas em Sindicatos com atuação na área da saúde;

b) 03 (três) representantes de Conselhos de Classe e demais Associações Profissionais da área da saúde;

IV - representantes de usuários:

a) 01 (um) representante de Entidades de Patologias;

b) 02 (dois) representantes de entidades congregadas em sindicatos de trabalhadores urbanos,exceto entidades da área de saúde;

c) 01 (um) representante de entidades congregadas em sindicato de trabalhadores rurais, exceto entidades da área de saúde;

d) 01 (um) representante de entidades de Pessoas com Deficiências;

e) 01 (um) representante de entidades e Associações Patronais urbanas e rurais, exceto entidades patronais da área da saúde;

f) 01 (um) representante de Entidades Religiosas;

g) 01 (um) representante de entidades de Mulheres Organizadas na área de saúde; h) 01 (um) representante de sindicato de Aposentados ou Pensionistas;

i) 01 (um) representante de movimento e organização de moradores;

j) 01 (um) representante de movimento sociais e populares (negro e LGBT); l) 01 (um) representante de entidades de defesa do consumidor.

§ 2º - Para cada titular corresponderá 01 (um) suplente representativo de cada entidade, ou instituição, obrigatoriamente do mesmo segmento.

§ 3º - A representação dos usuários no Conselho Municipal de Saúde dar-se-á de forma paritária em relação ao conjunto dos demais segmentos, sendo resguardada a proporcionalidade entre os demais

segmentos, nos termos da Resolução nº 453/2012, do Conselho Nacional de Saúde – CNS.

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CAPÍTULO IV

DA ORGANIZAÇÃO

Art. 5º - O CMSI, tem a seguinte organização:

I - Plenário

II – Coordenação Executiva; III - Secretaria Executiva; IV – Comissões Técnicas V - Grupos de Trabalho VI – Comissão de Ética.

Art. 6º A Coordenação executiva terá a seguinte composição I – Presidente;

II – Vice Presidente; III – Secretário Geral; IV – Secretário Adjunto.

Parágrafo único – As demais comissões serão composta de acordo com a Lei Municipal

nº 2.233 de 18 de junho de 2013 e a Resolução nº 453 de maio/2012 do CNS.

CAPITULO V

DO FUNCIONAMENTO

Art. 7º - O CMSI reunir-se-á nas dependências que lhe forem destinadas, em sessões ordinárias mensais, estabelecendo-se as primeiras quartas-feiras e o horário das 17h, com duração máxima de 03h, com 30 minutos de prorrogação.

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Parágrafo único - As sessões plenárias do CMSI instalar-se-ão em primeira convocação

com a presença de pelo menos 1/3 dos seus membros; 20 minutos após em segunda convocação com qualquer numero.

Art. 8º - O Conselho poderá reunir-se extraordinariamente, mediante convocação de seu Presidente ou por requerimento de um terço de seus membros, sempre que necessário, em dia e horário definidos de acordo a necessidade e viabilidade.

Art. 9º - Deixará de ser conselheiro o representante que sem causa justificada, faltar três (03) reuniões ordinárias consecutivas ou seis (06) alternadas no prazo de doze meses.

Art. 10º - As reuniões ordinárias obedecem a seguinte ordem:

1. Verificação do número de conselheiros presentes e abertura dos trabalhos; 2. Leitura, discussão e aprovação da ata anterior quando necessário;

3. Apreciação, discussão e deliberação da pauta do dia. 4. Avisos, apresentação de moções e requerimentos.

Parágrafo Único – Os membros do CMSI deverão ser informados da pauta da

reunião ordinária, com antecedência mínima de 10 dias. A pauta só poderá ser modificada quando fato de grande relevância o justificar, e após aprovado por no mínimo 50% + 1 dos conselheiros.

Art. 11º - Os temas incluídos na pauta que por qualquer motivo não tenham sido discutidos e deliberados, deverão constar necessariamente na pauta da sessão ordinária seguinte.

Art. 12º - Em todas as reuniões do CMSI serão lavradas atas circunstanciais.

Seção II

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Art. 13º - Qualquer pessoa da comunidade poderá participar das reuniões apenas com direito a voz.

Art. 14º - As votações serão em aberto, devendo constar em Ata o resultado da mesma. Art. 15º - O conselheiro presente à assembléia terá direito a abster-se do seu voto.

Art. 16º - A matéria a ser submetida a discussão e votação no Conselho, deverá estar devidamente fundamentada e, se necessário, instruída com documentação disponível à sua apresentação.

CAPÍTULO VI

DAS ATRIBUIÇÕES

Art. 17º - Compete ao Presidente;

I. Cumprir e fazer cumprir este Regimento; II. Dar posse aos Conselheiros;

III. Indicar ao prefeito o(a) secretário(a) executivo(a); IV. Convocar as reuniões do Conselho;

V. Indicar ao secretário executivo os processos e os expedientes que deverão ser encaminhados aos Conselheiros Relatores;

VI. Presidir e encerrar as reuniões, cabendo-lhe a prerrogativa do voto de qualidade; VII. Requisitar elementos, informações e documentos aos diversos órgãos e entidades

intra e intersetoriais quando necessário à elucidação das matérias objetos de apreciação do Conselho;

VIII. Convocar às sessões do Conselho: técnicos, prefeito, ou qualquer outra pessoa considerada necessária à formação do ente de razão dos Conselheiros;

IX. Baixar atos decorrentes de deliberação do Conselho e "ad referendum" deste; X. Nomear os coordenadores e membros eleitos das Comissões Técnicas; XI. Fazer a prestação de contas anualmente;

XII. Representar o Conselho dentro e fora do município;

Art. 18º - Compete ao Vice-Presidente:

1. Substituir o Presidente no seu impedimento;

2. Auxiliar o Presidente em funções que lhe forem atribuídas; 3. Cumprir e fazer cumprir este regimento.

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Avenida Firmino Alves, 244 A Centro Itabuna – BA CEP: 45600-185 Telefax: (73) 3215-0220 Art. 19º - Compete ao Secretário Geral:

1. Secretariar as reuniões Gerais;

2. Auxiliar a secretaria executiva na redação das atas;

3. Providenciar e enviar avisos de reuniões ordinárias e extraordinária; 4. Cumprir outros encargos que lhe forem atribuídos.

Art. 20º - Compete ao Secretário Adjunto:

1. Substituir o Secretário Geral no seu impedimento;

2. Auxiliar o Secretário Geral em funções que lhe forem atribuídas; 3. Cumprir e fazer cumprir este Regimento.

Art. 21º - São atribuições dos Conselheiros: I. Comparecer as reuniões do Conselho; II. Pedir a verificação de "quorum" do Plenário;

III. Requerer urgência ou preferência para discussão e votação de qualquer matéria; IV. Solicitar o Presidente qualquer documento que julgue esclarecedor do assunto a

relatar;

V. Redigir o parecer e o voto dos processos que lhe cabe relatar;

VI. Protestar suspeição, fundamentando-a, quando se julgar impedido de relatar ou votar;

VII. Comunicar ao Conselho qualquer irregularidade ou disfunção do Sistema Único de Saúde de que tenham conhecimento;

VIII. Propor a criação de Comissões Técnicas; IX. Propor modificações deste Regimento;

X. Elaborar e aprovar proposta orçamentária anual em conformidade com o artigo 33 da Lei Municipal nº 2.233 de 18/06/2013 e IV diretriz da Resolução 453 de maio/2012 do CNS.

XI. Cumprir e fazer cumprir este Regimento.

Art. 22º - São atribuições dos Coordenadores das Comissões Técnicas: I. Convocar e ordenar as reuniões das Comissões;

II. Assinar as atas das reuniões e os relatórios técnicos elaborados pelas Comissões, encaminhando-as ao Plenário do CMSI para análise e julgamento;

III. Solicitar a secretaria executiva o apoio necessário ao funcionamento das respectivas Comissões Técnicas.

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Avenida Firmino Alves, 244 A Centro Itabuna – BA CEP: 45600-185 Telefax: (73) 3215-0220 Art. 23º - São atribuições da Secretaria Executiva do CMSI:

I. Receber e examinar os processos e expedientes encaminhados ao Conselho e Comissões Técnicas, verificando se os mesmos estão devidamente formados, numerados e instruídos;

II. Despachar os processos e expedientes encaminhados ao Conselho e Comissões Técnicas, conforme determinação do Presidente;

III. Controlar a entrada e a saída dos processos e expedientes do Conselho; IV. Redigir e expedir aos Conselheiros e Relatores o ofício de convocação;

V. Minutar as atas das sessões e lavrá-las para discussão e aprovação;

VI. Providenciar a publicação das resoluções do Conselho no Diário Oficial do município;

VII. Promover e praticar todos os atos de gestão administrativa, requisitando aos órgãos competentes os recursos necessários ao funcionamento do Conselho e das Comissões Técnicas;

VIII. Despachar com o Presidente e os Coordenadores das Comissões Técnicas; IX. Exercer outras atividades inerentes à função;

X. Encaminhar cópias das atas aprovadas a todos os Conselheiros. XI. Cumprir e fazer cumprir este Regimento.

Art. 24º - São atribuições da Comissão de Ética: I – Deliberar sobre questões disciplinares;

II – Apresentar relatórios sobre condutas dos membros do Conselho, quando necessário.

CAPITULO VI

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 25º - A representação do Conselho em seminários, conferências, convenções ou congressos, será definida em plenário.

Art. 26º - As funções de membro do Conselho Municipal de Saúde não serão remuneradas, sendo seu exercício considerado de interesse público relevante.

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Art. 27 º - Os casos omissos e as dúvidas sugeridas na aplicação deste Regimento serão dirimidas pelo Plenário, e de acordo com a Lei Municipal n°2.233 de 18/06/2013 e a Resolução nº 543 de 10 de maio de 2012 do Conselho Nacional de Saúde.

Art. 28º - O presente Regimento poderá ser modificado, no todo ou em parte, por voto favorável de 2/3 dos componentes do Conselho.

Art. 29º - Este Regimento entrará em vigor na data de sua aprovação e será publicado no Diário Oficial do município.

Referências

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