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NewsCHECK!N11 2011

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Academic year: 2021

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Check!

news

11’11

Check!n

é um projecto que cria espaços em festas procurando informar e

apoiar a Gestão de Prazeres e Riscos no consumo de substâncias psicoactivas e

sexualidade... Sem moralismos e sem tabus!!

NEWSLETTER Check

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Check!

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Risco auditivos: Tás a ouvir??

Drogas, Direitos Humanos e Ambiente.

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Press conference: Legal Highs

“Relatório Anual 2011 do OEDT”

“Seminário CHECK!N: Noite e redução de riscos”

Livro “Alucinações Verdadeiras”

Documentário “Alex James in Colombia”

Série “Breaking Bad “

Salviai-nos, um blog sobre legal highs.

Portal da Juventude, sexo e sexualidade.

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Check

info

Drogas, Direitos Humanos e Ambiente

Os riscos referentes à produção, tráfico e consumo de drogas vão para além dos riscos individuais (problemas físicos e sociais) normalmente referidos. Olhando para um nível mais macro, para factores sociais, económicos e ambientais apercebemo-nos do real âmbito do risco deste mercado a um nível mais global.

As políticas de drogas têm investido um maior esforço em estratégias de combate ao tráfico e erradi-cação de plantações nos países produtores de matéria-prima, em vez de tentar controlar a distribuição de drogas internamente nos países onde é consumida. Por exemplo, nos países andinos a folha de coca - matéria-prima da cocaína, é uma planta usada milenarmente, sendo considerada sagrada e de uso cultural e medicinal por diversas etnias sul-americanas, sendo também o sustento dos cam-poneses locais. A partir da folha de coca é possível extrair a cocaína, substância com fins comerciais,

que circula no mercado e mobiliza o tráfico. O uso de cocaína tem vindo a globalizar-se, principalmente entre alguns países ocidentais, aumentando conse-quentemente a procura desta substância.

Já em 1961, preocupações com o uso desta substân-cia levaram à consideração da folha de coca como uma substância psicoativa ilegal, o que se expres-sou em medidas como a militarização do combate às drogas e que permitiu a entrada das forças arma-das contra o narcotráfico nos países sul-americanos, produzindo consequentemente um clima extremamente tenso, que deteriorou as relações sociais e a vida quotidiana. Para além disso, a tentativa de erradicação da planta de coca aumentou a tensão devi-do à crise que emergiu pela ausência de alternativas rentáveis ao cultivo de coca, fonte de rendimento dos camponeses locais. Por outro lado, a continuidade dos programas de erradicação tem atingindo muitas plantações que não são destinadas ao tráfico. A estratégia de fumigação aérea das plantações com herbicida, tem envenenado as águas (utilizadas para agricultura e consumo humano e animal) e destruído outras plantações (milho, banana, mandioca).

Apesar de continuamente os diversos países trazerem a público valores que demonstram a diminuição da produção de coca, os resultados destas medidas têm sido a passagem das plantações para as áreas vizinhas menos vigiadas e o aumento da violência e

das violações dos direitos humanos.

No que diz respeito aos riscos ambientais, a mas-sificação do consumo de cocaína e a pressão exer-cida pelos traficantes sobre os agricultores têm sido responsáveis pela desflorestação em algumas áreas, como a Floresta da Amazónia. Para produzir 1 Kg de cocaína, são necessários 600 a 750 Kg de folha de coca, ou seja o consumo de 2g de cocaína equivale à destruição de 8m2 de floresta tropical. Para além

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info

resultantes das fumigações aéreas (recentemente proibidas), adubos agrotóxicos e outros produtos químicos tóxicos uti-lizados pelos cultivadores de coca e pelos refinadores de co-caína.

Assim, o cultivo excessivo de folha de coca, substância sagrada para os andinos, tem vindo a provocar em vários países sul-americanos danos irreparáveis nas condições de vida e de saúde das populações camponesas; danos incal-culáveis ao meio ambiente; continuas violações aos direitos humanos; e sérias transgressões a culturas milenares que vivem do cultivo da folha de coca … e mesmo assim, con-tinua a haver tráfico, concon-tinua a haver consumo!

Além de fracassar no seu objetivo primário, a guerra às drogas tem sido responsável por enormes danos cometidos por agentes da lei em nome de uma questionável política de segurança pública. Por outro lado, o fortalecimento do mer-cado negro é alimentado pelas nossas opções de consumo, a nível individual. Assim, torna-se necessário agir a nível macro (políticas das drogas) e micro (opções de consumo

a nível individual) através da flexibilização das políticas proibitivas das drogas, e adoptando formas persuasivas de reduzir o seu consumo.

Já conhecias o Check!n? Já alguma vez nos encontraste ou contactaste?

Responde ao nosso questionário! Só assim poderemos melhorar os

nossos serviços!

Clica para acederes ao questionário online!

Opinanço

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Checkin

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Riscos auditivos

A maioria dos frequentadores de festas ou discotecas têm a consciência que há diversos riscos que podem estar associados a estes contextos: o consumo de sub-stâncias psicoactivas, risco de desidratação ou golpe de calor. No entanto, poucos se lembram dos riscos associados ao ruído.

Ouvir música é acima de tudo um prazer! Mas quando o fazemos, repetida-mente, com volumes demasiado elevados podemos correr alguns riscos. Seja no leitor de Mp3, numa festa ao ar livre ou numa discoteca é necessário sempre ter atenção ao volume do som ou à distância a que nos posicionamos das colunas

para evitar danificar estruturas os nossos ouvidos. Usualmente só se dá valor ao sentido da audição quando este nos começa a faltar, no entanto é fácil imaginar como este sentido é importante no nosso dia-a-dia, para a comunicação, socialização, lazer, etc..

Os nossos ouvidos

O som é produzido por ondas de compressão e descompressão alternadas no ar. As ondas sonoras propagam-se no ar da mesma forma que as ondas propagam-se propagam na água. Assim, a compressão do ar provocada por uma

corda de violino faz com que o ar um pouco mais afastado se torne pressionado também. A pressão nessa segunda região comprime o ar ainda mais distante, e esse processo repete-se continuamente até que a onda finalmente alcança a orelha. A orelha humana é um órgão altamente sensível que nos capac-ita a perceber e interpretar ondas sonoras numa gama muito ampla de frequências (16 a 20 000 Hz - Hertz ou ondas por seg-undo). As ondas de som viajam através do canal auditivo até ao tímpano. O tímpano pode ressonar e amplificar sons dentro da amplitude de frequências de 2000Hz a 5500Hz até dez vezes. As sucessivas compressões e descompressões do ar que chegam ao canal auditivo resultam numa variação de pressão entre o ou-vido externo e ouou-vido externo. A trompa de eustáquio mantém o ouvido médio à pressão atmosférica. A diferença de pressão da onda de som que embate na superfície exterior do tímpano e a pressão atmosférica dentro do ouvido médio faz o tímpano vibrar. Dentro do ouvido médio, as vibrações viajam através de três pequenos ossos (martelo, bigorna e estribo) até à cóclea. Na cóclea, as estruturas que se assemelham a finos cabelos (dendrites) ressonam a várias frequências, que estimulam neurónios a produzir impulsos eléctricos que são enviados através do nervo auditório para o cérebro.

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O Som

O som possuí várias características que se podem medir como a Potência (Watts), que é a energia libertada pela fonte de emissão, a Intensidade (Watts/m2) que é a quantidade de energia (Potência) numa determinada área e a Pressão (Pascais). Ao contrário destas características que são mensuráveis, o nível de som é algo

sub-jectivo que depende de como o ouvido percecciona o som e é medido em Decibell (dB). Por convenção foi determinado que o menor som audível (perto do silêncio total) é 0 dB. No entanto, o decibel não varia numa escala linear mas sim numa potência de 10 (logarítmica), por isso um som 10 vezes mais forte ao menor som audível são 10 dB, um som 100 vezes mais forte ao menor som audível são 20 dB, 1000 vezes mais forte são 30 dB e assim sucessivamente. Como facilmente se in-tuí, à medida que nos aproximamos de uma fonte sonora a intensidade de som que percecionamos aumenta. Logo a distância a que estamos das colunas numa festa pode ser determinante para protegermos os nossos ouvidos. Contudo sabe-se que se diminuirmos a distânica a que nos posicionamos da fonte para metade o nível de som diminuí 6 dB, ou seja se estivermos numa festa a uma distância de 1 metro das colunas e o nível de som for de 120 dB se dobrarmos essa distância para 2 metros o nível do som diminuí para 114dB e não para 70dB! Assim a distância a que nos situ-amos das colunas deve ser associada a outras práticas de redução de riscos como o uso de tampões auditivos.

Os riscos

Nas discotecas, raves, festivais, concertos, etc. os níveis de som podem ultrapassar os 120 dB. A este nível o som pode danificar os ouvidos em poucos segundos. Níveis como 95 dB podem causar dano se estiveres exposto períodos moderados (1 hora ou mais). Quanto maior for o nível de som menor é o tempo que podes estar exposto.

A generalidade dos leitores de MP3 apresentam um máximo de 103 dB quando regulado o volume no máximo, o que ul-trapassa o mínimo seguro quando se ouve música por várias horas.

Muitas vezes sob o efeito de substâncias a percepção fica al-terada, incluindo a que temos do som, isto poderá fazer com

que nos estejamos a sujeitar a niveis de som mais elevados que numa situação normal aconteceria. Com es-timulantes, por exemplo, muita gente refere a vontade de “entrar dentro das colunas”, ficando muitas vezes co-lados a estas a dançar horas a fio. Sem a devida protecção isto poderá ser perigoso e pôr severamente em risco a saúde dos ouvidos.

Resumindo, os riscos dependem..

- Volume do som;

- Proximidade das colunas; - Tempo de exposição ao som; - Problemas auditivos anteriores.

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Os sinais mais comuns da perda de audição são…

- Tilintar nos ouvidos e sensibilidade a sons com volume altos; - Dificuldade em ouvir os outros quando há barulho de fundo;

- A percepção que as pessoas estão a falar muito rápido ou a balbuciar e pedir várias vezes para repetir as frases; - Ouvir o toque do telemóvel melhor com um ouvido do que com o outro.

Vários problemas podem surgir devido à exposição a niveis de som muito elevados que poderão culminar na perda de audição. Um dos problemas mais comuns é o tinnitus. Dá-se o nome de tinnitus à percepção de ruídos no ouvido, que existem independentemente de ruídos ao redor e por isso não são percebidos por nen-huma outra pessoa além do própio afetado. Há uma grande variedade desses ruídos, que podem aparecer em forma de latejo, murmulho, zumbido, zunido e murgido. Um tinnitus pode ser percebido nos dois ovidos, mas também só em um. Se tiveres algum destes sintomas de forma persistente procura um otorrinolaringologista.

Como reduzir os riscos..

- Se estiveres numa festa, discoteca, concerto mantém-te a pelo menos 3 metros das colunas. Se à distancia de um braço es-ticado não conseguires conversar com quem está ao teu lado afasta-te mais da fonte sonora.

- A cada 30 minutos faz pausas em zonas que tenham níveis de som mais baixos.

- Não grites aos ouvidos de ninguém no dancefloor, podes dan-ificar os ouvidos da outra pessoa.

- Colocares algodão ou bocadinhos de papel nos ouvidos não protege! Usa tampões auditivos! Os de espuma de poliuretano são dos mais eficazes e com melhor relação qualidade/preço no entanto o ideal seria fazeres uns à tua medida. Os que são disponibilizados pelo CHECK!N reduzem até 35 dB e não comprometem a qualidade da música que ouves. Procura-nos!

- Se ouvires música no leitor de MP3 lembra-te que a 80% do volume tens de fazer paragens de 4 em 4 horas. - Seja qual for a fonte sonora, tem atenção que acima de 85 dB há limites de tempo de exposição para que não ocorram danos nos ouvidos.

Links com informação adicional

http://www.cochlea.org http://www.hearnet.com

http://www.dangerousdecibels.org/

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press

Legal Highs: Press conference do Energy Control

Em Julho deste ano o nosso parceiro Energy Control (EC) , Espanha, publicou um press realease sobre “Legal highs em Espanha”. Como em Portugal, o fenómeno das Legal

highs - substâncias psicoactivas vendidas como produtos que “não são para consumo

humano” - atingiu o país vizinho. O sistema de análises do EC analisou 28 amostras statou que a maioria dos produtos vendidos como substituto da cocaína e ecstasy con-tém substâncias do grupo das catinonas e das piperazinas, assim como cafeína e outros estimulantes . Os substitutos da cannabis são constituídos por misturas de ervas pulver-izados com canabinóides sintéticos, como o JW-018 e JW-021. Todas estas estubstân-cias são recentes e foram muito pouco estudadas, não havendo praticamente nenhum estudo sobre o seu impacto no organismo humano. Podes aceder ao press release aqui.

Relatório Anual do OEDT 2011

Queres ser voluntário do

CHECK!N

?

Gostas de festas? Acreditas neste projecto e nos seus princí-pios? Achas que é possível reduzir riscos? Então provavelmente o voluntariado neste projecto poderá ser do teu interesse. Contacta-nos! Email: [email protected]

És organizador de eventos ou dono de um bar? Gos-tavas de ver o Check!n no teu espaço? Contacta-nos!

Email: [email protected] Tlf. 227531106/07

Tlm. 912441594

O OEDT (Observatório Europeu de Drogas e Toxicodependências) divulgou no dia 15 de outubro o Relatório Anual 2001: a evolução do fenómeno da droga na Eu-ropa. “O relatório revela que o consumo de droga se mantém relativamente estável na Europa, verificando-se alguns sinais positivos de que o consumo de cocaína já terá atingido o seu pico máximo e de que o consumo de cannabis continua a baixar entre os jovens. Contudo, os sinais de estabilidade de algumas das drogas mais conhecidas são contrariados por novas ameaças. O relatório analisa a evolução do mercado de drogas sintéticas, o rápido surgimento de novas drogas e o policonsumo generalizado de drogas. Podes consultar o relatório em português aqui.

O CHECK!N LX está a organizar um seminário em Lisboa com o tema “Noite e redução de riscos” a realizar-se dia 15 de Dezembro na Associação 25 de Abril. Para mais info: [email protected]

Programa brevemente disponível

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Relato hipnoticamente surreal das aventuras bizarras de Terence McKenna, o irmão Dennis e um grupo dos seus amigos. Explorando a Bacia Amazónica em busca de míticos alucinogéneos xam-ânicos, eles encontram uma série de personagens invulgares - incluindo um cogumelo, um disco voador, louva-a-deus piratas do espaço interior, uma aparição de James e Nora Joyce disfarçados de galinhas, e matéria translinguística — e descobrem o elo perdido no desenvolvimento da consciên-cia e da liguagem humanas. Podes encontra-lo aqui.

Livro “Alucinações Verdadeiras”

de Terrence McKenna

Reportagem “Cocaine Diaries: Alex James in Colombia”

do PANORAMA BBC

Esta reportagem conta a história da viagem de Alex James, baixista dos Blur, à Colombia. Após Alex ter confessado numa entrevista que tinha gasto cerca de “um milhão de libras em champagne e cocaína” o presidente da Colombia, Alvaro Uribe, convidou-o a visitar o país para perceber o impacto que a industria da cocaína tem nas populações. “Quando uma pessoa começa a consumir cocaína, todo esse dinheiro vem para cá [Colombia] para financiar minas, terrorismo, sequestros, destruição do ambiente, etc.” Vê no youtube esta reportagem

Série “Breaking Bad”

criado, escrito e produzido por Vince Gilligan

A série dramática é centrada em Walter White (Bryan Cranston) um pacato e educado professor de química que vive no Novo México com sua esposa, Skyler (Anna Gunn) e seu filho adolescente, Walter Jr. (RJ Mitte,), que tem paralisia cerebral. Quando White é diagnosticado com um estágio avançado de cancro e recebe o prognóstico de que terá apenas dois anos de vida, ele começa a temer pelo pior e desenvolve um desejo incansável de garantir o futuro financeiro de sua família a todo custo, entrando no perigoso mundo das drogas e dos crimes. Vê o trailer aqui.

Encontra-nos online..

http://

/

http://juventude.gov.pt

Site promovido pelo portal da juven-tude com informações sobre sexu-alidade. Lá encontras artigos sobre os mais variados temas relacionados com sexo, sexualidade, saúde..etc.

salviainos.blogspot.com

Salviainos é um blog sobre legal

highs que contém informação sobre

vários tipos de substâncias vendidas como legais, como legislação, efei-tos, etc..

Referências

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