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Análise da evolução da oferta de cruzeiros marítimos no Brasil

Analysis of development of tourist cruises in Brazil

Guaracira Borges Ferreira [email protected]

Orientador: Glauber Eduardo de Oliveira Santos

RESUMO

O novo cenário de cruzeiros marítimos tem forçado as companhias armadoras a procurarem novos destinos para que suas frotas não fiquem ociosas e com isso a América do Sul tem sido a grande escolha, e o Brasil, o carro-chefe, em função da sua posição geográfica, extensão da costa e beleza natural. O apelo turístico do país tem favorecido essa escolha. O Brasil oferece boas condições climáticas, sendo este fatore de extrema importância para navegação dos cruzeiros marítimos, além de possuir diversos destinos turísticos. (AMARAL, p. 2002)

Palavras-chave: cruzeiro; temporada; companhia; roteiro; turismo;

ABSTRACT

The new scenario of cruise ships has forced the ship companies to seek new destinations, with the purpose of keep the ships sailing all year long. South America has been a great choice, and Brazil, the flagship thanks to your geographical position, large extension coast and natural beauty. The tourist appeal of the country and your current economic scenario has favored this choice. Brazil offers good weather conditions, and factors of importance to navigation of a cruise ship, besides having several tourist destinations. (AMARAL, p. 2002)

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Introdução

Os anos 1950 foram bem movimentados no Brasil. o país assistiu ao suicídio de Getulio Vargas, ao inicio da construção de Brasília, ao surgimento da Bossa Nova e à conquista da primeira Copa do Mundo de futebol pela seleção. Era também a década em que as viagens aéreas ainda mostravam-se muito eficientes e o porto de Santos recebia os chamados “vapores”, navios de transporte regular de passageiros, de diversas partes do mundo. (AMARAL p.193)

Uma década depois, ocorreu à primeira viagem transatlântica brasileira, em 1963, durou 26 dias e correu a costa do país em direção ao Rio Amazonas, desembarcando em Manaus. (AMARAL p.193)

O Brasil entre os anos de 1963 e 1968 possuía quatro navios (Princesa

Isabel, Princesa Leopoldina, Rosa da Fonseca e Anna Nery), que realizavam

viagens dentro da costa brasileira até Manaus e mesmo para Argentina, Uruguai, os fretamentos eram efetuados pela Lloyd Brasileiro. (PALHARES, P. 261). Em 1970, os navios da Lloyd Brasileiro foram vendidos para companhias internacionais. (AMARAL, p. 197)

A indústria de cruzeiros marítimos se expandiu amplamente nas últimas décadas do século XX, o conceito de viagens “descontraídas” em navios, com o propósito de visitar vários destinos litorâneos, surgiu em meados deste século. (PALHARES, p.233)

O presente artigo visa em explicar o que é um cruzeiro, como foi à liberação da navegação dos cruzeiros marítimos internacionais na costa brasileira, mostrando sua evolução no Brasil e descrever a oferta desde a temporada 2005/2006 a 2011/2012, identificando os pontos positivos e negativos que o país oferece para navegação desses navios. Essas informações são úteis para conhecer a tendência de cruzeiros no mundo e no Brasil.

A metodologia utilizada baseia se na análise dos folhetos das principais empresas marítimas, CVC, MSC Cruzeiros, Costa Cruzeiros, Royal Caribbean, Island Cruises e Ibero Cruzeiros. Foram levantados todos os roteiros realizados por essas empresas visando à caracterização estatística desse mercado. A partir dessa fonte de dados, torna-se possível obter informações sobre as seguintes variáveis:

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analise dos portos mais procurados pelos cruzeiros, evolução dos roteiros, evolução dos cruzeiros, características dos produtos oferecidos, dados de cada cruzeiro que realizou roteiros no país.

1. Cruzeiros Marítimos ao Brasil

Cruzeiro Marítimo pode ser definido como “Resort Flutuante”, além de transportar, alimentar o passageiro, um navio de cruzeiro proporciona inúmeras alternativas de lazer e garantem tranquilidade, conforto e segurança, colocando a disposição todos os elementos necessários para uma boa viagem. (AMARAL 2002, p.6).

O transporte marítimo era até a década de 1950, o único meio de transporte intercontinental realizado em barcos transoceânicos luxuosos. Com o passar do tempo alguns desses navios acabaram como sucata, pois o vapor foi perdendo a importância pouco a pouco devido ao avanço do transporte aéreo em relação ao custo e rapidez. (LA TORRE, p.209)

Passando pelo período da Segunda Guerra Mundial, os navios foram totalmente reformados para o transporte de tropas. (AMARAL 2002, p.3)

Segundo Amaral (2002 p.4), os anos de 1980 marcaram o inicio da expansão das grandes “Cruises Lines”, que começaram a sentir o potencial de um mercado ainda limitado pela oferta de leitos e os benefícios da economia de escala, determinantes em termos de viagens competitivas e atrativos adicionais na ampliação de mercado mundial.

No mercado mundial de cruzeiros marítimos existem os principais destinos turísticos para navegação. Segundo Palhares (2002, p.142) os principais destinos de cruzeiros marítimos são: do Caribe 36%, Mediterrâneo 12%, Alaska 8,8%, Europa 7,5%, Canal do Panamá 6,6%, Bahamas 6,6%, México Ocidental 5,5%, Bermudas 3,2%, Transatlântico 2,1%, Pacifico Sul 2,1%, Havaí 1,9%, América do Sul 1,4%, demais regiões 5,6%. A região Caribenha, o Mediterrâneo e o Alaska são as regiões com maior oferta de cruzeiros marítimos, sendo responsáveis por 2/4 de todo o mercado mundial.

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A região do Caribe oferece atrativos de diversas nacionalidades que colonizam ilhas reunindo ingleses, franceses, holandeses e outras origens. Para Amaral (2002, p.34) entre todas as regiões do mundo de cruzeiros o Caribe é um dos maiores estimuladores de consumo.

A região Caribenha é a que oferece o maior número de opções de roteiros. Há saídas praticamente diárias para o Sul, Leste e Oeste do Caribe durante todo o ano. (AMARAL 2002, p.33:34).

Na região do Sul do Caribe, temos alguns exemplos de roteiros explorados saindo de San Juan, passando por Ilhas Virgens,St. Maarten, Antigua, St. Lucia, Barbados, navegação retornando para San Juan. No Oeste há roteiro saindo de Fort Lauderdale, Haiti, Jamaica, Cozumel e Fort Lauderdale. No Leste há saida de Porto Canaveral passando por Bahamas, St. Thomas, St. Marteen retornando a Porto Carnaveral. (ROYAL CARIBBEAN, p.51-53).

Outro destino mais procurado pelos cruzeiros marítimos é a região do Alaska, nos roteiros para a região é possível comunidades mais antigas e pitorescas do Alaska, conhecida como a “abertura” para o Kenais Fjords National Park (ROYAL CARIBBEAN 2012, p.75). Segundo Amaral (2002, p.38) o grande atrativo no Alaska são as imagens com enormes geleiras brancas, criando uma fria e emocionante paisagem, que atraem viajantes dando-lhes uma enorme experiência. A temporada no Alaska ocorre entre Maio a Setembro.

Entre os roteiros para o Alaska temos o seguinte exemplo: saída de Seward para Geleira Hubbard, Juneau, Skagway, Icy Strait, Inside Passsage, terminando em Vancouver, esse é um roteiro de 8 dias e 7 noites. (ROYAL CARIBBEAN, p. 82)

A Europa oferece diversos roteiros marítimos espalhados pelo seu continente. Há cruzeiros percorrendo o Norte da Europa, Leste Europeu e Mediterrâneo. Os principais roteiros dos cruzeiros concentram-se nos países às margens do Mediterrâneo. (SOUZA 1999, p.70)

São diversos os roteiros realizados nas margens do Mediterrâneo, como por exemplo, saí de Roma, com passagem por Sicilia, Èfeso, Turquia, Atenas, Chania retonando a Roma, além desses roteiros, existem outras opções para navegar por esse mar europeu. (ROYAL CARIBBEAN p. 35).

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A alta temporada na Europa ocorre de Abril a Outubro, ao encerrar a temporada no continente europeu alguns navios partem para América do Sul para iniciarem a alta temporada de cruzeiros marítimos no Brasil. (PAOLILLO; REJOWSKI 2003, p.30)

A América do Sul é outra região que apresenta boas condições para operação de navios durante o ano, entretanto, os navios operam apenas entre Novembro e Abril. Há a baixa temporada européia, por isso os navios migram para a região. Como a maioria dos cruzeiros marítimos pertencem às empresas norte americanas e européias e como a América do Sul depende da circulação desses navios para a construção de roteiros, não há aqui uma oferta ininterrupta, apesar da existência de condições para fazê-la (AMARAL, 2002).

Até 1995, existia a lei brasileira de cabotagem que não proibia que os navios de bandeira estrangeira navegassem pela costa brasileira transportando turista, porém, havia na lei a seguinte exigência: os passageiros que chegavam ao país vindos de navios estrangeiros seriam os mesmos a retornarem com o navio. A relação era confrontada, naquele porto não poderia desembarcar nenhum passageiro como também embarcar outros que não fizessem parte da relação original do navio.(SOUZA, 1999 p.42)

Em 1995, o Brasil começou a participar efetivamente do mercado de cruzeiros marítimos, quando a Emenda Constitucional n°7 liberou a navegação de cabotagem de passageiros. (PAOLILLO; REJOWSKI, 2003). A nova legislação proporcionou para o país, ano após ano, um aumento do número de cruzeiros marítimos no verão no hemisfério Sul. Segundo Freitas (2002 apud PALHARES, 2002, p.261), o número de escalas de cruzeiros marítimos nos portos brasileiros saltou de 154 escalas na temporada 1997/1998, para 323, na temporada 1999/2000, um aumento de quase 110%.

Na temporada 98/99, quatro anos após a liberação da emenda constitucional, o Brasil recebeu seis cruzeiros nacionais operando na costa brasileira e quinze internacionais que passaram pelos principais portos do país: Santos e Rio de Janeiro. (1999, p.160)

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Segundo Souza (1999), para que os cruzeiros marítimos incrementassem as costas brasileiras seria necessário primeiramente promover o Brasil junto à indústria internacional de linhas de cruzeiro, afinal o país possui 7408 km de litoral com ilhas.

Segundo Amaral (2001), uma empresa de cruzeiro marítimo não faz sucesso sozinha. O Brasil precisa melhorar seus portos, sua infraestrutura, promover seus destinos e atrativos. Para o autor, o país poderá ser o grande pólo dos cruzeiros marítimos deste terceiro milênio.

2. Temporadas - Roteiros

Os roteiros dos cruzeiros no Brasil ocorrem normalmente entre Novembro e Abril, período da baixa temporada européia. Os navios vêm da Europa por volta de Novembro e Dezembro e retornam durante os meses de Março e Abril (às vezes maio). Quando os navios chegam ao Brasil, são realizados diversos roteiros de 3 a 9 dias de navegação. Entre eles, há roteiros nacionais, internacionais para o continente sul-americano e transatlânticos.

Foi realizado um levantamento de todos os roteiros das companhias que operaram durante as temporadas 2005/2006 a 2011/2012. No quadro 01 é possível analisar os roteiros que tiveram maiores frequências durante esse período. O recorte temporal definido para análise se deve à disponibilidade de informações.

Quadro 01: Principais roteiros de cada temporada desde 2005/2006 a 2011/2012 Principais

roteiros Quantidade de vezes

de cada temporada 2005/2006 2006/2007 2007/2008 2008/2009 2009/2010 2010/2011 2011/2012 Total Recife 1 10 20 1 3 7 4 13 58 Recife 2 - - 19 7 10 11 - 47 Recife 3 - 17 9 - - - - 26 Santos 1 3 16 11 - - - - 30 Santos 2 - 18 9 - - - - 27 Santos 3 - - - 13 14 18 15 60 Transatlântico 8 8 6 14 10 8 25 79 Internacionais 9 6 14 22 21 31 26 129 Outros roteiros 43 36 57 51 56 71 80 394 Total 73 121 126 110 118 143 159 850

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Os roteiros serão nomeados conforme a descrição abaixo:

1) Recife 1: Recife, Natal, Fernando de Noronha, Fernando de Noronha, Recife. O roteiro Recife 1, é de cinco dias e 4 noites. Desde a temporada 2005/2006 a 2011/2012, conforme o quadro01, esse roteiro se repetiu 58 vezes, tendo uma frequência maior na temporada 2006/2007. Percebe-se o roteiro nas temporadas seguintes, após a de 2006/2007 teve uma frequência menor de repetições, somente em 2011/2012 ele se repetirá com um número maior de vezes.

2) Recife2: Recife, Natal, Fortaleza, Fernando de Noronha, Fernando de Noronha, Recife.

Houve na temporada 2007/ 2008 outro roteiro frequente para o Nordeste, também saindo de Recife, chamado de Recife 2, roteiro de 7 dias e 6 noites, que na mesma temporada foi o mais freqüente, repetindo-se 19 vezes. Ele voltou a se repetir nas outras temporadas com uma freqüência menor.

3) Recife 3: Recife, Fernando de Noronha, Fernando de Noronha, Recife.

Nas temporadas 2006/2007, 2007/2008 esteve em destaque o roteiro chamado de Recife 3, de 4 dias e 3 noites saindo de Recife ficando 2 dias atracado em Fernando de Noronha retornando a Recife. Nas temporadas seguintes o roteiro Recife 3 não deixou de ser operado pelos cruzeiros marítimos.

Nos roteiros para Fernando de Noronha, o navio é obrigado a ficar atracado por dois dias no arquipélago, pois somente é permitido 700 passageiros a bordo, independente da capacidade do navio. No primeiro dia de atracação, desembarcam apenas 350 passageiros para fazerem em terra passeios e excursões, os outros 350 exploram ilhas por meio de barcos, no dia seguinte, invertem-se as posições.

4) Santos 1: Santos, Búzios, Angra, Santos.

5) Santos 2: Santos, Búzios, Cabo Frio, Angra, Santos.

Em 2006/2007, dois roteiros chamados de Santos 1 e Santos 2 tiveram maiores frequências durante a temporada. O roteiro Santos 1 era de quatro dias e três noites, saindo da cidade de Santos, indo para Búzios, Angra retornando a Santos. O chamado de Santos 2 era de 5 dias e 4 noites, partia também da cidade

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de Santos, passando por Búzios, Cabo Frio, Angra, encerrando em Santos. Ambos roteiros após a temporada 2006/2007 tiveram frequencia menor nas temporas seguintes.

6) Santos 3: Santos, Búzios, Praia Privada, Santos.

A partir da temporada 2008/2009 recebe destaque um mini cruzeiro de 4 dias e 3 noites chamado de Santos 3. Em 2011/2012, esse roteiro teve uma freqüência maior, repetindo 18 vezes.

Os roteiros chamados de internacionais são aqueles que saem de portos nacionais com destino aos países do próprio continente. Por exemplo: quando os cruzeiros saem de Santos ou Rio de Janeiro descolam-se em direção a Punta Del Leste, Buenos Aires e Montevidéu. Desde a temporada 2005/2006, a cada temporada, os roteiros internacionais aumentaram, conforme o quadro 01. Somente na temporada 2011/2012, há uma diminuição desses roteiros.

As companhias marítimas oferecem os roteiros chamados de transatlânticos indicados no quadro 01, esses roteiros são aqueles que saem da Europa para o Brasil para iniciarem a temporada na costa brasileira, ao se encerrarem eles retornam para o continente europeu fazendo o roteiro Brasil – Europa, basicamente esse tipo de roteiro é de aproximadamente 14 dias e 13 noites. É possível observar que esse tipo de roteiro teve um aumento da temporada 2005/2006 a 2011/2012, porém nem todos os navios oferecem esse tipo de roteiro para vendas.

É possível analisar também o aumento dos roteiros nacionais. No quadro 01, há um item chamado de outros roteiros, esses são outros tipos de roteiros além dos mencionados nas tabelas, como Recife 1, Recife 2 .... Por exemplo, na temporada 2005/2006 eram 43 roteiros, um diferente do outro. Em 2011/2012 serão 80 roteiros, entre eles, alguns repetidos em temporadas anteriores, outros inovadores.

Esse crescimento de roteiros na costa brasileira deve-se ao aumento da demanda de cruzeiros marítimos vindos ao Brasil, pois na temporada 2005/2006 havia quatro companhias armadoras. A partir da temporada 2008/2009, chegou ao Brasil à companhia Royal Caribbean e a Ibero Cruzeiros, consequentemente, expandiu-se a quantidade de navios e roteiros, pois as novas armadoras, ao chegarem, trouxeram novidades para atrair seu publico alvo.

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3. Produtos oferecidos

3.1 Principais pontos e atrativos.

No Brasil, há portos de embarque e desembarque de passageiros, os principais de cada região estão: na região Sudeste: Santos, Rio de Janeiro e Vitória; no Nordeste: Salvador, Recife, Natal, Fortaleza e Maceió; No sul: Itajaí.

No quadro 02, temos os dois principais portos do Brasil, o porto de Santos e o do Rio de Janeiro.

O porto de Santos é o maior da América do Sul, sua operação iniciou-se em 1998, tendo instalações ocupando o Armazém 25 da região portuária, arredondado para exploração da iniciativa privada, através do consórcio CONCAIS S.A. (SOUZA p.126)

Os investimentos realizados desde 1998 foram um fator alavancador na indústria

brasileira de cruzeiros marítimos.

Como destaque, em 2007, os investimentos permitiram ampliar as áreas operacionais do Terminal do Concais de 11.800 metros quadrados para 19.500 metros quadrados, expansão de 65%. Disponível em < http://www.concais.com/pt-br/perspectivas-e-consolidacao> Acesso em: 08 janeiro 2012).

Um dos pontos fortes do Terminal Marítimo de Passageiros do porto de Santos é a localização, em termos geográficos e econômicos. Este é um dos fatores que faz com que operadoras de cruzeiros marítimos definam- no como o maior porto de embarque e desembarque dos passageiros de navio. Ele é privilegiado por sua localização, pois fica a 80 quilômetros de São Paulo, principal centro financeiro do País e quinta maior cidade do mundo. Disponível em < http://www.concais.com/pt-br/localizacao-privilegiada> Acesso em: 08 janeiro 2012).

O Porto de Santos também oferece ás companhias marítimas toda a infra-estrutura para atender às necessidades de abastecimento e reparo naval dos transatlânticos que escolhem a cidade como ponto de partida e término das viagens ou como passagem. Disponível em < http://www.concais.com/pt-br/perspectivas-e-consolidacao> Acesso em: 08 janeiro 2012).

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Assim como o porto de Santos, o porto do Rio de Janeiro também possui uma localização privilegiada, pois é situado bem no “coração da cidade” de modo que o turista, ao desembarcar depara-se com a região central a sua frente, além de ter, devido ao seu posicionamento, várias linhas de ônibus e intermunicipais que ligam o terminal marítimo às regiões norte, sul, leste e oeste da cidade. Fica situado também a dois quilômetros do aeroporto Santos Dumond e a onze quilômetros do aeroporto internacional Tom Jobim. (SOUZA1999, p.134).

A cidade do Rio de Janeiro, apesar de aparecer em destaque como um dos principais destinos, não aparece no quadro dos principais roteiros, devido ao levantamento dos roteiros que foram mais freqüentes em uma determinada temporada. Os roteiros passando pela cidade do Rio de Janeiro eram muito diversificados, não havendo uma grande repetição em uma determinada temporada.

Foi possível analisar os principais portos, cidades, Estados e regiões mais visitados pelos cruzeiros marítimos. Por meio dessa análise, chega-se aos dados, presentes no quadro 2.

Com o material obtido de folhetos de cada uma das temporadas desde 2005/2006 a 2011/2012, foi realizada uma planilha de atracação de cada temporada sendo possível identificar onde cada navio atracou, destacando os principais portos e cidades atrativas.

No quadro 02, é possível analisar além dos principais portos, os principais destinos dos cruzeiros como a cidade de Búzios e Fernando de Noronha.

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11 Quadro 02: Principais destinos dos cruzeiros marítimos desde a temporada 2005/2006 a

2011/2012

Principais destinos Parada

Santos 1500 Búzios 942 Rio de Janeiro 860 Salvador 514 F. Noronha 473 Recife 324 Maceió 222 Natal 213 Fortaleza 158 Itajai 144 Vitória 85 Outros 1873 Total 7308

No quadro 03, são apresentados os estados que mais recebem cruzeiros marítimos no Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo entram em destaque.

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12 Quadro 03: Quantidade de visitas de cruzeiros marítimos aos estados brasileiros desde a

2005/2006 a 2011/2012 Estados Paradas Rio de Janeiro 2478 São Paulo 2059 Pernambuco 797 Bahia 775 Santa Catarina 471 Alagoas 222

Rio Grande do Norte 213

Ceará 158 Espirito Santo 85 Pará 18 Amazonas 16 Paraíba 12 Sergipe 2 Amapá 1 Maranhão 1 Total 7308

Até a temporada 2010/2011, a CVC Brasil Operadora e Agência de Viagens fazia o fretamento dos cruzeiros Pullmantur (companhia marítima espanhola) e operava esses cruzeiros pela costa brasileira. A partir da temporada 2011/2012, a CVC deixa de operar os navios da Pullmantur, a própria companhia armadora chega ao Brasil para operar seus navios. A CVC passa apenas a ser o principal fluxo de vendas dos navios da companhia armadora espanhola.

No quadro 04, é possível analisar que a região do Brasil que menos recebe o fluxo desses navios é a região Norte. Entre as outras regiões do país Sudeste e o Nordeste entram em destaque.

Conforme o quadro 04, que corresponde a quanto cada companhia marítima transitou em uma determinada região do país, é possível analisar que a CVC e a MSC são as que mais trafegam nos mares da costa brasileira. Uma forma de poder explicar esse fato pode ser porque as companhias CVC e MSC, trouxeram mais navios para trafegarem pelo Brasil, ou por realizarem mais roteiros de 4 dias e 3

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noites, pelas quais passará mais vezes por uma determinada região e cidade do país.

Quadro 04: Quantidade de visitas as regiões do Brasil dos cruzeiros marítimos por companhia desde a temporada 2005/2006 a 2011/2012

Quantidade de parada regional/ Temporada 2005/2006 à 2011/2012

Região

Companhias

TOTAL CVC MSC COSTA ISLAND IBERO ROYAL PULLMANTUR

CRUISES Norte 21 0 8 - 11 - 40 Nordeste 1087 533 289 24 117 131 178 2359 Sudeste 1120 1038 696 303 649 266 239 4311 Sul 173 135 100 62 82 25 21 598 Total 2401 1706 1093 389 848 433 438 7308 3.2 Datas festivas.

Todo ano, há algumas saídas em datas comemorativas como Natal, Ano Novo e Carnaval, são as datas festivas em que há cruzeiros marítimos no Brasil. Nesse trabalho, efetivou-se um levantamento de todos os navios que navegaram pela costa brasileira durante essas datas, desde as temporadas 2005/2006 a 2011/2012. A partir disso, realizou-se uma análise da freqüência dos roteiros para Véspera de Natal, Natal, Réveillon e Carnaval, conforme consta nos quadros 05, 06, 07, 08, 09 e 10 presentes a seguir.

A primeira data festiva nacional que os cruzeiros fazem no Brasil é o Natal no dia 25 de dezembro. Foi feita uma análise percentual de onde os cruzeiros marítimos estão na véspera e no Natal. A mesma análise foi feita para o Réveillon.

Na véspera de Natal é possível observar que 11,4% dos cruzeiros marítimos desde a temporada 2005/2006 vão para Búzios a cidade mais procurada nesse período. No Natal 13,8% vão para a cidade de Ilha Bela. Em ambas as datas o Sudeste é a região mais visitada.

O termo usado nos quadros “Navegação” significa quando o cruzeiro não está atracado em uma cidade ou ilha, ou seja, é quando ele está navegando em alto mar para algum destino.

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14 Quadro 05: Percentual das cidades mais freqüentadas na Véspera de Natal e no Natal

temporadas 2005/2006 a 2011/2012

Cidades Véspera Natal Natal

Búzios 11,40% 8,00% Ilhabela 3,40% 13,80% Navegação 46,60% 35,60% Porto Belo - 8,60% Rio de Janeiro 9,10% 2,30% Salvador 8,00% 3,40% Internacional 8,10% 5,70% Outros 13,40% 22,60% Total geral 100,00%

Quadro 06: Percentual das regiões mais freqüentadas na Véspera de Natal e no Natal temporadas 2005/2006 a 2011/2012

Regiões Véspera Natal Natal

Internacional 8,0% 5,7% Navegação 46,6% 35,6% Nordeste 13,6% 12.6% Sudeste 30,7% 34,5% Sul 1,1% 11,5% Total 100,00%

No Réveillon, 50% dos cruzeiros vão para a região Sudeste. O Estado do Rio de Janeiro nessa data é o preferido dos navios 37,5% fazem roteiros nas cidades do Estado, a praia de Copacabana é seu principal atrativo 14,8% dos cruzeiros ficam atracados para ver a queima de fogos em umas das principais praias do Estado. Nessa data também são freqüentes roteiros internacionais para os países do continente Sul Americano, 15,9% vão para cidades como Montevidéu, Punta Del Leste e Buenos Aires.

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15 Quadro 07: Percentual das cidades mais freqüentadas no Reveillon durante as temporadas

2005/2006 a 2011/2012

Reveillon (%)

Angra 10,2%

Armação dos Búzios 9,1% Rio de Janeiro 14,8% Ilhabela 12,5% Navegação 22,7% Internacional 15,9% Outros 14,8% Total 100,0%

Quadro 08: Percentual das regiões mais freqüentadas no Reveillon durante as temporadas 2005/2006 a 2011/2012 Reveillon (%) Internacional 15,9% Navegação 22,7% Nordeste 10,2% Sudeste 50,0% Sul 1,1% Total 100%

No Carnaval, é possível afirmar que o Nordeste é a região mais visitada, 51,2% dos navios fazem roteiros para a região, Salvador é o grande atrativo, 39,0% dos cruzeiros ficam atracados na cidade. São freqüentes também roteiros internacionais para Buenos Aires, Montevidéu e Punta Del Leste, 19,6% fazem roteiros internacionais para as cidades.

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16 Quadro 09: Percentual das cidades mais freqüentadas no Carnaval durante as temporadas

2005/2006 a 2011/2012 Carnaval (%) Navegação 12,0% Rio de Janeiro 8,7% Salvador 35,9% Internacional 19,6% Outros 23,8% Total 100,0%

Quadro 10: Percentual das regiões mais freqüentadas no Carnaval durante as temporadas 2005/2006 a 2011/2012 Carnaval (%) Internacional 19,6% Navegação 12,0% Nordeste 46,7% Sudeste 17,4% Sul 4,3% Total 100% 3.3 Saídas temáticas

Segundo Roná (2002, p.135), os cruzeiros temáticos são uma tendência para atração de passageiros. A expansão da unificação do público em torno de alguma preferência em comum facilita tanto a organização das atividades a bordo quanto o próprio relacionamento entre viajantes.

Os navios quando chegam ao Brasil para iniciarem sua temporada já possuem seus roteiros definidos pelas companhias marítimas. No decorrer da temporada, as companhias marítimas começam a transformar um roteiro qualquer em cruzeiros temáticos, isso acontece para atrair um publico especifico. Há diversos tipos de temas, como: Cruzeiro é o Amor, Universitário, Motorciclye Rock Cruise, Sertanejo, Balé Bochoi, Cruzeiro do Vinho, GLBT. A maioria desses roteiros temáticos são de 4 dias e 3 noites.

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Não temos os roteiros específicos de cada cruzeiro temático, pois as companhias disponibilizam as datas temáticas depois de terem publicado o folheto da 1º edição. Como o material utilizado é da primeira ou segunda edição e algumas datas não são colocadas em folhetos, pois são definidas ao longo da temporada, não há a informação para que sejam identificadas as datas temáticas.

4. Duração das temporadas

Utilizando os roteiros de cada navio, foi possível identificar quantos dias cada cruzeiro ficou em navegação na costa brasileira. A contagem começou a partir do primeiro dia em que o navio chegou ao país. Pode-se observar a descrição dos dias de navegação no quadro 11.

Nesse quadro 11, é possível analisar todas as companhias marítimas que fizeram roteiros no Brasil os dias de navegação de cada navio e calcular o quanto em média os cruzeiros marítimos ficaram no país durante cada temporada. É possível identificar também quais navios estiveram trafegando pela costa brasileira em cada temporada.

Quadro 11: Quantidade de dias de navegação de cada cruzeiro marítimo desde a temporada 2005/2006 a 2010/2012

Operadora NAVIOS TEMPORADAS

2005/2006 2006/2007 2007/2008 2008/2009 2009/2010 2010/2011 2011/20112 C V C Pacific 210 363 160 59 - - - Blue Dream 90 180 - - - - Mistral 94 88 96 85 - Sky Wonder - 92 88 - - - - Zenith - - 88 83 88 99 - Voyager - 170 120 - - - - Celebration - - - 46 - - - Soberano - - - 50 72 90 Imperatriz - - - 43 116 98 - Oriente Queen - - - - 115 - - Horizon - - - - 99 - Bleu de France - - - 144 - Média 131 179 110 61 98 106 - Número de navios 3 5 5 6 4 5 0 Total de dias de 394 893 552 366 391 530 0

(18)

18 navegação M SC Armonia 91 91 87 - 70 132 158 Melody 89 - - - - 89 Sinfonia - 107 - 135 - - Opera - - 132 119 174 129 120 Musica - - - 118 118 132 91 Ochestra - - - - 124 174 107 Lirica - - - - 129 97 Média 90 99 110 124 123 126 119 Número de navios 2 2 2 3 5 6 4 Total de dias de navegação 180 198 219 372 615 753 476 Is la n d C ru is e Island Escape 114 102 79 95 - - - Island Star - 92 87 - - - - Média 114 97 83 95 - - - Número de navios 1 2 2 1 - - - Total de dias de navegação 114 194 166 95 - - - C o sta C. Romantica 109 106 - 114 - - C.Victoria 89 - 106 - 104 117 95 C. Fortuna 89 - - - 114 118 C. Mágica - 87 116 179 - 116 C. Classica - - 79 - - - C. Mediterranea - - - 106 - - C. Concordia - - - - 102 - C.Pacifica - - - 98 C. Serena - - - 104 Média 99 98 91 112 128 112 107 Número de navios 2 2 3 3 3 3 4 Total de dias de navegação 198 195 272 336 385 335 427 Ro ya l Splendour - - - 113 104 97 129 Vision - - - - 129 104 145 Mariner - - - 30 Média - - - 113 117 77 137 Número de navios - - - 1 2 3 2 Total de dias de navegação - - - 113 233 231 274 Ib er o Celebration - - - - 139 124 116 Mistral - - - - 115 158 143 Voyager - - - - 137 3 Holiday - - - 101 116 Média - - - - 130 96,5 125,0 Número de navios - - - - 3 4 3 Total de dias de navegação - - - - 391 386 375

(19)

19 Pu llman tu r Zenith - - - 107 Soberano - - - 105 Imperatriz - - - 139 Ocean Dream - - - 204 Média - - - 138,75 Número de navios 4 Total de dias de navegação 555 Média Geral 111 135 101 92 119 106 124

Número de navios geral 8 11 12 14 17 21 17

Dias em navegação geral 886 1480 1209 1282 2015 2235 2107

5.

Dados dos cruzeiros marítimos

No quadro 12, podemos observar os principais dados de todos cruzeiros que navegaram pela costa brasileira a partir da temporada 2005/2006 a 2011/2012. É possível analisa de cada navio o ano em que o navio foi construído, o ano que foi atualizado com reformas, restaurações, tonelagem, bandeira, comprimento e largura.

O conceito de tamanho dos navios de cruzeiros tem sido muito discutido. Os de maior tonelagem são aqueles que provocam maior atração e maior procura. Ao contrário do que muitos possam pensar, a tonelagem não se refere ao peso do navio, mas sim à medida do espaço útil em seu interior. (AMARAL, p. 48)

Quadro 12 : Descritivo de cada cruzeiro que operou no Brasil durante as temporadas 2005/2006 a 2011/2012.

Navios Ano de

Construção Ano de atualização Bandeira Toneladas Comprimento Largura

Armonia jun/01 mai/04 Italiana 58.625 251m 28,8m

Blue de

France jan/82 jun/04 Bahamas 37.301 200m 28,5m

Blue

Dream feb/00 mai/02 Liberia 30.277 181m 25,5m

Celebration mar/87 Panamá 47.262 224m 28m

Classica jan/92 Italiana 52.950 220,6m 30,8m

Concondia jul/06 Italiana 114.500 290m 35,5m

(20)

20

Holiday jul/85 Bahamas 46.052 222m 28m

Horizon mai/90 dec/05 Bahamas 46.811 208m 29m

Imperatriz jun/90 Bahamas 48.563 211m 30m

Island

Scape out/82 mar/02 Bahamas 40.132

Island Star mai/90 dec/05 Bahamas 46.811 207M 29m

Lirica mar/03 Italiana 59.058 251,25m 28,8m

Mágica nov/04 Italiana 102.587 272,m 36m

Melody abr/82 jun/97 Panamá 35.143 204.80 27.40

Mistral jul/99 mai/05

Ilhas

Marshall 48.200 216m 28,8m

Musica jul/06 Italiana 92.409 293,8m 32,2m

Ocean

Dream jan/82 jun/01 Italiana 35.000 200m 27,5m

Opera mar/04 Italiana 59.058 251 m 28,8 m

Orchestra abr/07 Italiana 92.409 293,80m 32,2m

Oriente

Queen fev/72 mai/05

Ilhas

Marshal 15.781

Pacific feb/72 mai/05 Bahamas 20.636 208m 29m

Romantica nov/93 Italiana 53.049 220m 30,8m

Serena jun/07 Italiana 114.50 290m 35,5m

Sinfonia abr/02 mar/05 Italiana 58.600 251m 28.8m

Sky

Wonder mar/84 jun/06 Espanha 46.392 240m 26,7m

Soberano jan/88 Bahamas 73.192 268m 32m

Splendor mar/96 Baha,as 69.130 279m 32m

Victoria jul/96 Italiana 75.200 252,9m 32,2m

Vision mai/98 Bahamas 78.491 279m 32m

Voyager nov/99 Bahamas 137 311m 47m

(21)

21

Considerações finais

Observa-se que após a liberação da cabotagem na costa brasileira para os navios de bandeira estrangeira no ano de 1995, o Brasil passou a se destacar e crescer como destino de cruzeiros marítimos a cada temporada. Fato comprovado através do estudo realizado na temporada 2005/2006, temporada que o país recebeu 8 navios, comparando-se a temporada 2011/2012 com uma frota de 17 cruzeiros marítimos. Com isso, o país atraiu novas companhias marítimas nos últimos anos. Para citar algumas, a Royal Caribbean Internacional em 2008/2009, e a Ibero Cruzeiros na temporada seguinte.

A inserção destas companhias no cenário nacional, instalando escritórios próprios no país, aumentou não só a oferta de cruzeiros marítimos, mas também aumentou a qualidade do serviço prestado, pois obrigou as companhias que já atuavam em nosso mercado como Costa Cruzeiros, MSC Cruzeiros e CVC Cruzeiros a trazerem equipamentos novos e melhorados, privilégio antes só de mercados como EUA e Europa.

O Brasil tem uma extensa área litorânea e uma beleza natural privilegiada para atração dos cruzeiros marítimos, porém é preciso promover muito mais seus destinos, principalmente reformar e preparar seus portos para este possível e provável aumento da oferta e da demanda. Infelizmente as estruturas portuárias são uma das preocupações para o mercado brasileiro se fizermos a comparação com o mercado europeu ou norte americano por exemplo. Com um melhor e maior cuidado de nossas autoridades e se possível um esforço conjunto com as companhias marítimas que já atuam no nosso país, as estruturas de nossos portos poderiam deixar de ser um problema para ser o atrativo que faltava de vez para que novas empresas entrem em nosso mercado acelerando assim o crescimento que já é anunciado, porém só não será maior devido a essa falta de infraestrutura em nossos portos.

Referências

(22)

22 PAOLILLO, André Milton.; REJOWSKI, Miriam. Transportes. 2. ed. São Paulo: Aleph, 2002 SOUZA, José Raul. Aumento do Cruzeiros na costa brasileira. Cabotagem de passageiros: Evolução dos cruzeiros marítimos no Brasil. São Paulo, 1999.195 p. PALHARES, Guilherme Lohamann.Transportes Turísticos, 2º ed. São Paulo: Aleph, 2002 LA TORRE, Franscico. Sistemas de Transportes Turístico, 1º ed. São Paulo: Roca, 2002 SANTINI, Giusfredo. Perspectiva e Consolidação.2012. Disponível em: < http://www.concais.com/pt-br/perspectivas-e-consolidacao>. Acesso em 08 janeiro 2012. SANTINI, Giusfredo. História .2012. Disponível em: < http://www.concais.com/pt-br/historia>. Acesso em 08 janeiro 2012.

SANTINI, Giusfredo. Localização Privilegiada .2012. Disponível em: < http://www.concais.com/pt-br/localizacao-privilegiada>. Acesso em 08 janeiro 2012.

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