Sustentabilidade para
o Entendimento
Global
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Seque
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Joã
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M
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ro
ISBN
: 978-989-97708-7-4
Sustentabilidade para o
Entendimento Global
Reservados todos os direitos de acordo com o legislação em vigor
©
20
16
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I.
aEdi
ção:
n
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b
ro 20
1
6
ISBN
:
978
-
989
-
97708
-
7
-
4
Conselho Editorial Alice Mártires Amâncio Carvalho Conceição Rainha Cristina Moura Filomena Raimundo Firmino ReisHelena Pena forte Zita Castelo Branco
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PREFÁcio
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4---~
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REPRESENTAÇAO
DA INTERVENÇÃO DO ENFERMEIRO
DO
TRABALHO
NUMA
EMPRESA DE
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~;ã~D:o~~~~~~I~NS:~toS&Hel
enapenafO~e
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LA COMUN
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CACI
ÓN ACTlVA Y
EL ESTADO
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MICO DE LOS PACIENTES
CON
NEOPLASIA
DEL
17S
I
STEMA DIGESTIVO
Andrea Ferreiro; Francisco Atanes; Juan Alves; Martin Fernández; Catarina Sequeira &
Cristina Moura
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MULHER SUBMETIDA A MASTECTOMIA:
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CHAVES,VERIN
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Vítor Machado; Anxela Fernandez; Cristina Guede; Matilde Salgado; Olívia Seixas & Sílvia Rodrigues
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PERCEPCIONDELÃMUJEREMBARAZAOAMÃRRoQul EN EL ENCUENTRO
CULTURAL CON
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ENFERMERO
i José Luis Rodríguez; Helena Penaforte & Catarina Sequeira
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DESXÜ
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TRATAMENTOS
MED
I
CAMENTOSOS
EM IDOSOS DO
CONCELHO DE
MACEDO
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DE CAVALEIROS
Alípio Marcos; Carlos Pires Magalhães & Adília Fernandes
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I NFLUÊNCIA DAS TECNOLOGiAS ilEiNFoRMAÇÃoTcoMUN
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CÃçÃo
NAsATisF
AÇÃO
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PROFISSIONAL DOS ENFERMEIROS
: Catarina Sequeira; Gil Reis & Helena Penaforte i
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AUTO
EXAME DA
MAMA: CONHECIMENTO DAS
ESTUDANTES
DA
ESCOLA
SUPERIOR
DE
90
ENFERMAGEM
DE CHAVES
Delfina Teixeira; Rita Gonçalves; Anaísa Soares; Cátia Dias; Catarina Fernandes & Cristina Moura
---+--,
PROCESSoilEENsiNOAPEssoACoMosTEoPoRoSE:AREAsDEiNTERVENÇÃO
E
'
99
'
i
ESTRATÉGIAS PRI
V
ILEGIADAS
PELO
ENFERMEIRO
i Helena Penaforte; Cristina Nogueiras & Esmeralda Guedella
BIOFILMEBACTERIANoEINFEÇXÜ HOSPITALAR
Maria José Alves; Mara Rebelo; Vânia Gonçalves; Jussara Piedade; Rosiane Rocha; João
Barreira & Isabel Ferreira
Biofilme bacteriano e infe
ç
ão hospitalar
Alves, M.1; Rebelo, M.2; Gonçalves. V.3; Piedade, J.4; Rocha, R.5 ; Barreira, J.6 & Ferreira, 1.7
Resumo -A exislencia de biofilmes resulta num sério problema para a saúde pública devido ao aumento
da resislencia dos microrganismos e ao grande potencial que estes têm de causar infeções em pacientes mais suscetíveis ou portadores de próteses ou implantes. O objetivo deste trabalho consistiu em detetar a prevalência de bactérias produtoras de biofilme em isolados clinicos de diferentes produtos (próteses, cateteres venosos centrais, feridas, hemoculturas e urinas) provenientes dos diversos serviços do Centro Hospitalar de Trás-os-Molltes e Alto Douro - Unidade de Vila Real. A análise de resultados foi aplicada de fanna a verificar a existência de gmpos de pacientes. espécies baclerianas, serviços ou equipamentos médicos que apresentassem risco acrescido de fonllação de biofilme. De um total de 682 isolados foram obtidos 126 produtores de biofibne o que confere uma percentagem de 18,5%. O STAPHYLOCOCCUS AUREUS resistentes à meticilina (MRSA) foi a bacléria mais produtora de biofilme (65,4%) se~tida da SelTaria marcescens (42,9%) e do ST APHYLOCOCCUS AUREUS sensível à meticilina (MSSA) (30,4%). Variáveis como a espécie bacteriana e tipo de produto influenciam a produção de biofibne. As
próteses, sempre que testadas, apresentaram bactérias produtoras de biofilme. enquanto entre as espécies
isoladas de cateteres, 40% apresenlaram essa caracteristica. Em suma, uma parte significativa de isolados clínicos em ambiente hospitalar é produlora de biofilme, estando as bactérias mais produtoras associadas
a elevados perfis de resistência e sendo detetadas em infecções associadas aos cuidados de saúde (IACS). Palavras-chave: Biofilme; dispositivos médicos; isolados clúticos; IACS.
Abstract - The existellce of biofilms results in a serious problem for public heallh due to increased resistance of microorganisms and lhe great potential they have is to cause infections in susceptible patiellts or patiellts \\'Íth proslheses or implants. The objective ofthis snldy was to detec! the prevalence of producillg bacterial biofilms in clinicaI isolates of different products (prostheses, central venous catheters. wOlmds, blood CUlnlfes and lU"ine) from lhe varions sef\'Íces of lhe Hospital ofTrás-os-Monles
and Alto Douro -Vila Realllllit. The results of lhe analysis was applied in order lo verify lhe exislence of groups of patiellts, bacterial species. sen'Íces or medicai equipmenl lo presellt risk of biofilm fOffilalion. From a total of 682 isolates were oblained 126 biofilm producers which gives a percenlage of 18.5%. The methicillin-resistant Sfaph)"lococclIs allrells (MR.SA) has beell lhe most biofilm producing bacleria
(65.4%) followed by Serraria marcescens (42.9%) and melhicillin-sensitive SfaphylococclIs allrellS
(MSSA) (30.4%). Variables such as the bacterial species and producl type influence the productioll of biofilm. Dellntres, whell tested, showed producing bacteria biofilm, while among species isolated catheters, 40% had Ihis feanrre. fil short, a significallt portion of clinicai isolates in a hospital envirOllment is producing biofilms, beillg lhe mos! producing bacteria biofilms associated v.'Íth high resistance profiles
and being detected in infections associated with health care (IACS). Keywords: Biofilm; medicai devices; ClinicaI isoIales; IACS.
lMaria José Alves - Centro de Investigação da Montanha (CIMO), ESA., Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, Porlugal - Escola Superior de Saúde. Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, Portugal
1 Mara Rebelo Escola Superior de Saúde -Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, Porlugal 3 Vânia Gonçalves _ Escola Superior de Saúde -Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, Porlugal
4 Jussara Piedade _ Escola Superior de Saúde -Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, Portugal S Rosiane Rocha _ Escola Superior de Saúde -Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, Portugal
6 João C M. BalTeira -Escola Superior de Saúde -Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, Portugal 7 Isabel CF.R Ferreira -Escola Superior de Saúde -Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, Portugal
1 - INTRODUÇÃO
o
biofilme
é
UIllacomunidade
biológica
com
um elevado
grau
de
organização
,
onde
as bactérias formam
estmtmas coordenadas e
funcionais
,
estando estas
,
embebidas em
matrizes poliméricas
produzidas por elas
próprias.
A associação
do
s microrganismos
em
biofilme constitui
Ulllaforma de proteção ao
seu
desenvolvimento
,
favorecendo relações
simbiótica
s
e permitindo a
sobrev
ivência
em ambientes hostis (Davey
&O'toole
,
20DO)
U
m
dos
principai
s
fatore
s
de
vimlência
dos biofihne
s
é a capacidade dos
microrganismos que
o compõem
,
aderirem a superficies
inertes,
e colonizarem
material
médico invasivo
como são o caso dos cateteres e
próteses
(Pavithra
&Doble,
2008).
A
existência
de biofihne
s
re
s
ulta
num
sér
io problema para
a
sa
úde
pública devido ao
aumento
da re
s
i
s
tência do
s
microrgani
s
m
os
a agentes antimicrobianos e ao grande
potencial
que
estes têm de causar
infeçõe
s
em paciente
s
mai
s s
u
sce
tí
ve
i
s
ou portadores
de próteses ou
implante
s
(Donlan
,
2001)
,
estando por i
sso
diretamente
ligado
s
a
IACS
(Adam
,
Baillie
&Dougla
s,
2002). Este tipo
de infe
ção
é
uma
epidemia
s
ilencio
sa,
que
afeta centenas
de milhare
s
de d
oe
nte
s
em
todo
o
mundo
,
causando
in
ca
pa
c
idade
e
obrigando a um aumento
d
o
tempo
de intemamento
e consequentemente a altos custos
associados ao
se
u tratamento
,
para além
de uma rele
va
nte diminuição da qualidade
de
v
ida do
paciente
,
que em
s
itua
ções
extremas
pode
provocar a
morte
(Batista
&RodIigues, 2012
;
Rota
,
2004; Gudlaugsson
,
Gillespie
,
Lee
,
Vande
&
Ru
,
2003).
A
tendência para um aumento
da incidência
das IACS
ligada
s
ao biofilme é notória
,
sen
do
que estas representam a quarta causa
de doença no
s
países
indu
s
trializado
s
(G
uggenbichler
,
Assadian,
Boe
swa
ld
&Kramer
2011).
Nasce
assim a
nece
ss
idade
de
compreender a formação de
bi
ofi
lme
em ambiente hospitalar com
o
intuito
de o
combater ou me
s
mo
elTadicar. Assim, pretendemos com este estudo:
I)
Detetar a prevalência de ba
c
téria
s
produtoras de biofilme em i
so
lado
s
clinico
s
de
diferentes produtos (próteses
,
cateteres venosos centrais
,
feridas
,
hem
oc
ultma
s
e
minas) provenientes dos vários
se
r
v
iço
s
do
Ce
ntro Ho
sp
italar de Trá
s
-
os
-Montes e Alto Douro -
U
nidade de Vila Real;
lI) Avaliar a relação enh"e produção de biofihne e re
s
i
stê
ncia
a antibióticos;
III)A
va
liar
a relação
de
diferentes
variáveIs
referentes ao doente
(s
exo,
idade
iumno
ssenescê
ncia
,
local de internamento
,
produto
,
espécie
bacteriana)
com a
formação
de biofilme
,
estabelecendo assim as condições
indutora
s
de
maior
prevalência de
ri
sco.
2-MÉTODO
2.1 - Isolados bacterianos
Trata-
se
de
um
estudo
retro
s
peti
vo
,
que
foi
realizado
durante
um
período de
5
me
ses
(fevereiro a
junho de
2016).
Durante
este período
,
foram
identifi
cados
682 isolados
clínicos provenientes de
diferente
s produtos (p
rótese
s,
cateteres
,
ferida
s
,
hemocultura
s e
urina
s)
resultantes
do
s vár
io
s serv
iço
s
do
Ce
ntro Ho
sp
italar de Trá
s
-o
s
-Monte
s
e Alto
Douro (CHTMAD)
-
Un
idade de
V
ila
Real.
E
s
te
estudo
foi de
v
idamente
aprovado pela
Comissão
de Ética de
s
te
Centro
H
osp
italar.
2.2 - Identificação e testes de suscetibilidade
a
antimicrobianos dos isolados clínicos
A
identifi
cação e os testes
de
s
u
scet
ibilidade
foram efetuados
reconendo à metodologia
de
microdiluição
em placa através dos
painéi
s MicroScan (Beckman).
2.3 - Deteção da formação do biofilme
Foi detetada a
produção
de
biofilme
em 682
i
so
lado
s
clíni
cos
re
cOl
Tendo
à
met
o
d
o
l
og
ia
de adesão
do
biofilme aos
tubo
s
de borossilicato
,
seg
undo
a
metodologia de
Christensen e se
u
s colaboradores (1985)
ligeiramente modifi
cada
.
Cada
i
so
lado
puro
foi
inoculado
em
tubo
s
de borossilicato
co
m 10
ml de
meio
de Caldo Soja
Tripti
caseína
TSB
e
incubada
sob
condições aeróbias a 37
°
C
,
durante 24
h
(
Tielen
et aI.
,
2011
;
Ha
ssa
n
et aI.
,
2011). Em seg
uida
,
o
so
b
rena
dante
foi
de
scal
1ado
e os
tubo
s
foram
corados com 3 ml de cristal
de
v
ioleta
(S
igma-Aldrich
)
durante 5
min
.
Seguidamente
foram lavados 3
vezes consec
uti
vas com
água destilada e procedeu-se
à
secage
m
(Al
-Mathkhmy
,
Ali
&Ghafil
,
2011
;
Ha
ssa
n
et aI.
,
2011). Um
re
s
ultado
positivo foi
definido
co
mo
a presença de
uma
camada
de
material corado aderente
à
parede
intema d
o
tubo.
3 -
ANÁLISE
DE RESULTADOS
Os
re
s
ultado
s
foram avaliados através da análise
de tabela
s
de contingência
,
relacionando a
fOITIIação
de
biofilme
co
m
cada
um
dos fatores em estudo:
1
)
género
(masc
ulino
ou feminino)
,
2)
serv
i
ço
ho
sp
italar
(
urg
ênc
ia
,
consulta ou
intemament
o)
,
3)
escalão etário
«
16
,
16-35
,
36-55
,
56-75
, >
75)
,
4) espécie bacteriana
,
5)
produto
(prótese
,
cateter
,
exsudado
de
ferida
,
hemocultura
o
u urina
)
e
imuno
sse
ne
scênc
ia
(imunodeprimido
o
u imull
oco
mpetente)
.
A
determina
ção
da maior
predisposição
de
qualquer um do
s
ní
ve
i
s
de todo
s
os fatores anteriores foi
feita
aplicando o
te
s
te
de qui
quadrado
de
Pear
so
n
.
Em todo
s
os
te
stes
efetuados
f
o
i
considerada
uma
percentagem de
cer1eza de 95%
(
a
=0
,
05).
4 - DISCUÇÃO DE RESULTADOS
o
biofilme é a causa
de uma
grande percentagem
de
IACS (Bryers
&Ratner
,
2004).
Por
s
ua
vez
,
estas
infe
ções são
hoje
,
de
longe
,
as complicações
mai
s
comuns que afetam os
pacientes hospitalizados
(G
uggenbichler
,
Assad
ian
,
B
oeswa
ld
,
&Kramer
,
20
11)
.
No
nosso estudo
,
de
um
total de 682
i
solados
foram obtidos
126
produtores
de
biofilme
o que confere
uma
percentagem de
1
8
,
5%
.
Sa
n
c
hez
e
se
u
s co
laboradore
s (2013)
,
num
estudo
se
melhante
,
obtiveram
uma
percentagem
de biofihne de
6
1,4
%
,
o que
repre
se
nta
uma
percentagem
mai
s s
ignifi
ca
ti
va
do
que
a obtida neste estudo. Esta
di
ve
r
gê
n
c
ia
de
resultados
poderá ter
origem
no
facto de a
pesqui
sa
de
biofihne ter
s
ido
feita
exclusivamente em bactérias potencialmente produtoras como o ST APHYLOCOCCUS
AUREUS
resistentes
à
meticilina
(MRSA)
,
o ST APHYLOCOCCUS
AUREUS
sens
i
vel
à
meti
c
ilina
(MSSA)
,
ACINETOBACTER BAUMANNlI
,
PSEUDOMONAS
AERUGINOSA
,
KLEBSIELLA
PNEUMONIAE
,
e
ESCHERI
C
HIA
CO
LI
,
AO
CONTRÁRIO DO QUE ACONTECEU
NESTE
ESTUDO
,
CUJA
PESQUISA FOI
EFETUADA
SEM UMA
PRÉ-SELEÇÃO DO TIPO DE BACTÉRIA
.
ALEM DISSO
,
NO
ESTUDO
de
Sanchez e
se
u
s
colaboradores,
a
dete
ção
de biofilme
foi efetuada
recoITendo a
mil método de microtitulação
em placa e
micro
scop
ia eletI
ó
nica de
va
lTimento (MEV),
se
ndo
estes mét
o
d
os
mai
s sensíve
i
s
que o de adesão
de biofilme em
tubo de borossilicato
feito no no
sso
estudo. Alves e
se
u
s
colaboradores em
(20
14
)
,
apresentaram
uma
percentagem de produtore
s
de
biofihne
de 37,2
%
,
que
no entanto
não pode
se
r comparada diretamente com o re
s
ultado
atuaL
Ulllavez
que
essa pe
s
qui
sa
se
restringiu apenas a um tipo de
produto biológico (urina).
Os pacientes cujos microrganismos
foram produtore
s
de biofilme (126
i
so
lado
s)
apresentaram
UIlla
média
de idades
de
69 anos
(5
me
ses
a
94 anos) em que o
sexo
feminino
foi
o predominante com61
,
1
%
;
no
entanto
, n
o
n
osso
estudo
não
existe uma
relação estatisticamente
s
ignificati
va
entre o género e produção
de biofilme,
tal como
indicado
pelo
va
lor da
s
ignificância
do
te
s
te
de
qui quadrado de Pear
so
n
(p
=0,845).
Alves e
se
u
s co
laboradore
s (20
14
)
, aquando da
pesquisa de
biofihlle apenas em i
so
lado
s
provenientes de urina, numa
amostra de pacientes em que
se ve
rificou
o predomínio do
sexo
feminino
,
concluíram
que
o
género
tinha uma influência
s
i
g
nificati
va
para
o
desenvolvimento
de
biofilme, com uma
percentagem
s
ignificati
va
mente maior
entre os
pacientes
do
sexo
feminino.
Tal
co
mo no n
osso
estudo
, a
média
de
idade
s
era
ele
vada
(64 anos) entre os doentes com mi
c
rorgani
s
m
os
produtores
de
biofilme.
E
s
ta média
de
idade
s
elevada pode refletir a progressão da imuno
sse
ne
scênc
ia normalmente associada
à
progressão
da idade,
causando a
diminui
ção
da eficiência
da re
sposta
do
s
i
s
tema
imunitário,
e em consequência
uma
maior
v
ulnerabilidade
a
infe
ções
graves (Tonet
&Nobrega, 2008).
No
entanto,
e apesar da
ele
vada
média
de
idade
s
,
apenas
11,
1% do
s
doentes com
micror
ga
ni
s
m
os
produtores de biofilme eram
iumnocomprometido
s
.
Na
realidade,
não
foi
detetada uma
associação
s
ignificati
va
entre a
imuno
ss
upre
ssão
e a produção de
biofilme
(q
ui
quadrado
de Pear
so
n
:
1,505
;
p=0
,
102
)
,
o que
s
ugere
que a formação
de
biofilme é independente do estado imunológico do paciente.
Relativamente ao
serv
i
ço
, a urgência
apresentou maior número
de bactérias produtoras
de
biofihlle
(38
,9%),
seg
uida da
consulta extel1la
(31%) e
d
o
intel1lamento
(30
,2%).
Porém, mai
s
uma
vez
não foi
ve
rifi
ca
da uma
relação estatisticamente
s
ignifi
ca
ti
va
entre
o loca
l
de
in
te
r
namento do doente e a produ
çã
o de biofihne
(p
=
0,458)
,
à semelha
n
ça
do
resultado obtido num estudo
similar
(Al
ves
et aI.
,
2014).
Em rela
ção
à
percentagem de produtores de biofilme no tota
l
de
is
olados de cada
e
s
pécie bacteriana
(Tabela
1
)
,
pode
verificar-se
por e
s
pécie
UIllapredominância do
MRSA
(65
,
4
%) segu
ido da Serraria lIIar
cescens(42
,
9%)
e do
MSSA (30,4%).
De um
t
o
t
a
l
de
26
bac
t
é
r
ia
s
i
dent
i
ficada
s
como MRSA
,
1
7 (65%)
foram produtora
s
de
biofi
l
me
,
s
endo esta percen
t
agem
in
ferior
à
dete
t
ada
por Barsoumian
e se
us
co
l
aboradores
(2
0
1
5)
,
que demon
s
traram
Ulllapercentagem de MRSA
s
produtore
s
de
biofi
l
me de
87
,
5%.
O microrgan
is
mo mai
s
produtor de b
i
ofi
l
me entre
os
Gram negativo
fo
i
a
PseUdOIllOIlGS aemgillosa(
22,4%)
s
eguida do
P
roteus
mirabilis e
Morg
allella
morganii
com
16
,
7%. Num
e
s
tudo rea
l
izado apena
s
em ú
l
ceras
do pe d
i
abeti
co
(Zubair
et a
l.
,
20
11),
a
s
bacteria
s
Gram negativo produtora
s
de biofilme i
sol
ada
s
com
maior
fi:equência foram
a
E
scherich
ia
coli
(42,2%), a
P
seudomonas aemg
i
nosa
(23
,
7%)
,
a
Klebsiella oxytoca
(11
,
3
%)
,
a
Klebsiella pneumonia
(9
,
2%),
o
Prot
eus
vu
lgaris
(5
,
1
%)
,
a
Aci
netobac
t
er sp
(5
,
1
%)
,
o
Proteu
s
mi
rab
ili
s
(2%)
e a Morganella morganii
(1
,
0
%).
Ao
anali
sa
rmo
s
a
relação
entre especie
bacteria
n
a e
a var
i
áve
l
produção de b
i
ofilme
cons
tatamo
s
a
existênc
i
a
de uma relação
estatisticamente
s
ignificativa
(qui
quadrado de
Pear
so
n
:
51
,
966
;
p
<
O
,
OOl)
,
de
onde
pode concluir-
s
e que a espécie bac
t
eriana
influencia
s
ignificat
iv
amente a probabi
li
dade de
formação
de b
i
ofihne.
Tabe-Ia 1.
Bactérias produtoras e não produtoras de biofilme por espécie
Bactérias Produtoras Não produtoras Totat
"
0/. N %MRSA 17 65,4 9 34,6 26
Serrana marcescens 3 42,9 4 57,1 7
Staphylococcus aureus 7 30,4 16 69,6 23
Enterococcus faecalis 10 27,0 27 73,0 37
Pseudomonas aeruginosa 11 22,4 38 77,6 49
Staphylococcus epidermidis 2 18,2 9 81,8 11
Proteus mirabilis 5 16,7 25 83,3 30 Morganella morganii 16,7 5 83,3 6 Escherichia coli 48 15,2 268 84,8 316 Klebsiella pneumoniae 15 11,8 112 88,2 127 Outras espécies 7 14,0 43 86,0 50 Total 126 556 682
11
5
Ao avaliarmos
a influ
ê
ncia do tipo de produto na forma
ção
de biofilme
,
p
o
de também
constatar
-
se a
influ
ê
ncia
s
i
g
nifi
ca
ti
va
de
s
te
fator
na
ocoITência
de forma
ção
de
b
i
ofilme
(
qui
quadrado
de P
e
ar
s
on: 1
,
586
;
p
<
O
,
OO
l
).
T
o
d
os
os
microrgani
s
m
os
i
so
l
ados em
proté
ses (
Tabela
2)
foram produtore
s
de biofilme
(
100
%)
.
N
o
nosso estudo o MRSA
foi
o mi
cro
r
ga
ni
s
m
o
produtor de biofilme mai
s
i
so
lad
o
em
próte
ses
,
s
imilarmente
ao
que
foi
ver
ificado num
o
ut
ro est
ud
o
,
embora ne
ss
e
caso o
StaphylococclIs epiderlllid
i
s
t
a
mbém
tenha s
ido i
so
l
a
d
o co
m b
as
t
ante
frequ
ênc
ia
(Ge
or
gopa
p
a
dakou
,
2005).
No caso dos cate
tere
s (
Tabela
2)
,
40
%
do
s
i
so
l
ados ca
u
sa
ram infe
ções com
produ
ção de
biofi
lm
e
,
um re
s
ultado
se
melhante
ao
de
Oufi:id, Ghaz
l
ane
,
Jamali
,
El Otmani
e
Tablli
(20
1
5)
,
que obtiveram
uma
ta
xa
de produ
ção
de 4
8,9%. As
bactérias
produtora
s
m
a
i
s
i
soladas
foram
o
SfaphylococclIs 11lgdll1lensis
e
a
Pselldolllonas
aemg
i
llosa,
d
a
do
s
se
melhant
es
aos de
um
estudo
publicad
o
re
cente
m
ente (Sa
mp
a
io
et aI.
,
20
16).
Esta
inform
ação
refor
ça a
idei
a
de
que
a
presença de
um di
s
po
s
iti
vo
m
é
di
c
o
aumenta
s
i
gn
ifi
ca
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va
mente
a probabilidade
de infe
ção
por um
patogénico prod
u
tor
de bi
o
filme.
Por outro
l
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,
reforça
o c
o
n
ce
it
o
d
e
que
os
di
s
po
s
iti
vos
médico
s
de
ve
m
se
r
ev
i
tados
par
a prevenir
infe
ções e
diminuir
as
re
s
i
stê
ncia
s (G
u
gge
nbi
c
hler
e
t
aI.
,
20
11
)
.
Do total
de
i
so
l
ados de
ferida
,
35
,
3%
d
as
bactérias foram
produtor
as
de biofilme
,
se
ndo
o :MRSA
a
b
ac
t
é
ria mai
s
frequ
en
te
,
o que
ve
m
de encontro
aos
dado
s
publicados
recentemente
por Banu
, Noo
rul Ha
ssan
,
RajKumar
e S
rini
vasa (20
1
5)
. De
ve se
r referido
que
entre os exsudados de
ferida
,
6 iso
l
a
do
s
foram pro
ven
iente
s
de
dei
scê
n
c
i
as
de
s
utma
,
dos quais
5 apresentam
ba
c
téria
s
produtora
s
d
e
biofilm
e.
E
s
ta informa
ção
d
eve
se
r
exp
l
orada em estudos
p
os
teriore
s
n
o sent
id
o
de per
cebe
r
o porquê
de
sta
e
l
evada
pre
va
l
ê
ncia de
produtores
de
biofi
lm
e
ne
s
te tipo
de exsudado
de ferida
.
As
hemo
c
ultma
s
apresentam
24
,
1
%
de bactérias
produtora
s
de
biofilme
,
em que o :MRSA
foi
a bactéria
mai
s
produtora.
No
entanto
,
outros estudos
referem
os
SfaphylococclIs
coag
ula
se
negativo como
um d
os
produtores
i
s
ol
a
do
s co
m m
a
ior
frequênc
i
a
(
Bi
ede
nb
ac
h
,
Moe
t
,
Jone
s
.
,
200
4
;
A
lpern
,
Alessandrini
,
Bell
,
Shaw
&McGowa
n
,
2000)
.
Relat
i
va
m
e
nte
à
mina
,
apesar
d
e se
r
o
produto co
m maior núm
ero
de i
sola
d
os (78)
,
foi
também o
que
apresentou
menor per
ce
nta
ge
m de p
rod
utor
es
de
b
i
ofilme (
1
5
,
1
%)
,
com
aI.
,
2014
;
G
u
ggenb
i
chler e
t
aI.
,
2011
;
Nivedi
t
ha
,
Pralllodhin~U
madevi
,
Kumar
&Stephen
,
20
1
2
;
Rona
l
d
,
2002). Esta baixa pe
r
centagem
de prod
u
to
r
es
de b
i
ofil
m
e
li
as
urina
s
poderá de
ve
r-
se
ao fac
t
o
de
g
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ande
par
t
e
da
s
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r
as
se
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m
provenie
n
te
s
da
cons
ulta
externa
,
i
s
t
o
é
,
de infeçõe
s
urinária
s
ocorridas
na
co
munidade
e não em
amb
i
ente hospi
t
ala
r.
o
MRSA (Tabela 2)
é
m
i
crorganismo produtor de bi
o
fi
l
me
i
so
lado
o
ma
i
or
n
úmero de
vezes
em
p
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óteses
,
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u
dados de ferida e
hemocult
ur
as.
Dife
r
e
n
te
s
estudos têm
demons
t
rado elevada
perce
nt
agem
(
>
60%) de
infe
ções
por
MRSA em
in
f
eções
adqu
i
r
i
das em
u
nidade
s
h
osp
i
ta
l
ares
(
Griffin
,
2007
;
Patel
,
H
oes
le
y
,
Mose
r
,
S
tamm
&Badd
l
ey
,
2008).
Do
s
1
26
i
solados
prod
u
tores de
biofi
h
ne
,
22
,
2
%
f
oram
r
esponsáveis
po
r
tulla in
f
eção associada aos c
u
idado
s
de
sa
úde
,
se
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o
o MRSA a
bac
t
éria
produto
r
a
mai
s
iso
l
ada
ne
s
te
grupo. Estes
dado
s
comprovam a preocupação
da
Orga
n
ização
Mu
n
dial
de Saúde
(WHO
,
2005) e
d
o
Centro Europeu
de Pre
ve
n
ção
e Co
n
tro
l
o das
Doen
ças
(ECDPC
,
20
1
4) que
apresentam
o
MRSA
co
mo
o agente
mai
s
preocupante
ent
r
e aq
u
ele
s
dire
t
a
m
e
nt
e associados às IACS e às
r
esistências
bac
t
eria
n
as.
Tabela 2.
Percentagem de produtores de biofilme por produto Nào
Produto Produtores ~I'odutorts Total Bactérias Iprodutoras
n % n %
Prótese 2 100 O O 2 MRSA e Kiebsiella pneumoniae
staphylococcus lugdunensis e Pseudomonas
Cateter 2 40,0 3 60 5 aeruginosa
Esxudado de ferida 24 35,3 44 64,7 68 MRSA
Hemocultura 20 24,1 63 75,9 83 MRSA
Urim 78 14,8 446 85,1 524 Escherichia coli
Total 126 556 682
No
que
diz re
spe
ito
às res
i
stê
n
c
i
as a antibió
t
ico
s
por micro
r
ganismos produ
t
ore
s
de
biofi
l
me
(
Tabe
l
a 3)
,
a
Escherichia
co/i
ap
r
esentou res
i
stê
n
c
i
a
s
u
pe
r
ior
a
22%
as
quinolona
s
t
es
t
adas
,
sen
do também
v
i
s
i
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l
alg
u
ma
resistênc
i
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i
b
i
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~l
ac
t
âmicos
,
co
mo
a
A
moxicilina
/
ácido
clav
ul
â
n
i
co
(
20
,
8%)
,
e ao
g
ru
po
do
s
aminog
li
cosídeos
,
como
por
exemplo a gentamicina
(10,4
%)
.
Também
o
Protells
lIIirabi/is
apresentou elevada resis
t
ê
n
c
ia
às
q
u
in
o
l
onas (
>
30%)
,
A
mo
x
icilin
alác
i
do
clavu
l
ânico
(
1
6
,
7%)
e gentamicina (16
,
7 %)
. De
ve ser
referida
t
ambém a elevada
resistência ao e
l
tapenem
(16
,
7%)
.
A
Klesbiella pnellllloniae
s
u
pera a
Escherichia
co/i
e
o
Profeus lIIirabilisque apresentou resistências
muito
elevadas
à
3moxicilina
/
ácido
clavulâmico
(53%); s
uperior
a
46
%
às
quinolon3
s,
llla
s
também
s
uperior
a 33% para os
3minoglicosídeos. Relativamente
à PseudolllonGs aeruginosa
produtora de
biofilme a
resistência ao aztreonan e co-
trimoxazole foi total. De
referir
também
elevada
resistência
à
gentamicina (36,4%) e
à
le
vo
floxacina
(45
,
5%), e de
forma
ainda
mai
s
preocupante
aos carbapenémicos
(
>
18
%)
.
Relativamente aos Gram
po
s
iti
vo
,
é
notória
a
elevada
re
s
i
s
tência
às
quinolona
s
(
>
82%)
pelo
MRSA
,
Illa
s
também
aos
3minoglicosídeos
(
>
17%
)
.
É
possível ainda
ve
rificar
que o
EnferococclIsfaecalis
apresentou
lUIlcomp0l13mento
se
melliante
ao MRSA
relati
va
mente
às
re
s
i
stê
n
c
ia
s
às
quinolona
s
e aos aminoglicosídeos.
De
s
ta forma
,
podemos concluir
que
os
microrgani
s
m
os
que lideram
a
produ
ção
de biofilme como MRSA, a
P
selldolllonas
aeruginosa,
e
EnferococclIS
faecalis
são
os
que
apresentam perfis
de
resistência
mai
s
preocupantes.
Tal
como
no no
sso
estudo
,
Alves
e
se
u
s
colaboradores (2014) constataram
que
as
bactérias produtoras de biofilme apresentam elevados
perfi
s
de
re
s
i
stênc
ia
ao grupo
do
s
antibióticos p-Iactâmicos e
quinolona
s
,
ma
s
também
já
era
v
i
s
í
ve
l lUIl
aumento
da
s
resistências aos aminoglicosídeos.
Diferente
s
estudos
(A
lve
s
et a1.
,
2014; Mishra et aI.
,
2015)
,
apos comparação
de
bactéria
s
produtora
s
de biofihIle
com
bacté
r
ias
não
produtora
s,
constataram elevadas
percentagens
de re
s
i
stê
ncia da
s
produtoras comparativamente com as
não
produtoras.
Num estudo
se
melhan
te
(Sanchez et aI.
,
2013)
,
o perfil
de re
s
i
s
tên
c
ia
aos antibióticos
foi mai
s
elevado,
provavehIlente
pelo
facto
de
se
tratar
de lUIl
país
fora
do teITitório
Emopeu
, que
se
gere por
ponto
s
de
corte
da
ClinicaI and Laboratory Standards
Intitute
(C
LSI) muito
s
uperiore
s
aos
praticado
s
na
Emopa
pela
European Committee on
Antimicrobial Susceptibility Testing (EUCAST).
Podemo
s
desta fonna constatar que apesar
de
os
perfis
de
resistência não
se
rem
alarmantes
,
temo
s
resistência aos carbapenémicos
,
re
s
ultado
s
que preo
c
upam
a
Tabela 3.
Percentagem de resistência das bactérias produtoras de biofilme aos antibióticos
Isolados produtoru d~ Biofilme Antibiõhcos &cherichia
co/i
Protf!US
m;rabi/is
KJubil,lIa Puudomonas
pn~mon;a" aeruginosa MRSA MSSA
Emllrococcus Faf!calis Amoxicilina/Clavulânico 20,80
Ampicilina 50% Aztreonan NT NT C.,fotaxima 6,30 C.,foxitina 6,30 Cdtazidima 6,30 Cduroxima 8,30 Ciprofloxacina 22,90 Clindamicina NT Dapromicina NT Enap~m 2,10 Fosfomicina 4,20 Gnuamicina 10,40 lmipeonn 2,10 22,90 LinezoLiIk NT Meroptl"m
o
Niuofurantoinao
No.-floltacina 27,10 Oxici1ina NT Pnlicilina NT Pipn3cilinaffazobacram 10,40 TeicopLanina NT Tobramicina 10,40 Co-mmoxazolc 22,90 Vancomicina NTNT= Antibiótico não restado
5 -
CONCLUSÕES
16,70"
NT NT 16,10 16,10o
o
33,30 NT NT 16,70 16,70 16,70 0% 33,30 NT 33,30 100 50 NT NTo
NTo
66,10 NT 53,30 100 NT NT 46,70 13,30 46,70 46,70 53,30 NT NT 20,00 6,70 33,30 6,70 46,70 NT 6,70 NT 6,70 53,30 NT NT 20 NT 33,30 46,70 NT NT NT 100 27,30 100 NT 45,50 NT 21,30 NT NT NT NT 36,40 18,20 45,50 NT 18,20 NT NT NT NT 36,40 27,30 NT 21,30 100 NT 100 100 NT NT NT NT NT NT 82,40 14,30 71,40 NT NT NT NT NT NT 14,30 88,20 85,70 ',90o
5,90o
NTo
17,60 28,60 NT 100 0% NT NT NT NT 100 100 NTo
NT 14,30o
NT NT NT NT 14,30 71,40 NTo
17,60 28,60o
o
o
o
NTo
NT NT NT NT NT NT 80 100o
NT NT NT NT 80o
NT NT NT NT NT 100 NTo
NT 100%o
Em
suma
,
uma
parte
significativa
de
isol
ado
s
clínicos
é produtora
de
biofilme
,
a
s
bactéria
s
mais produtoras
de biofilme são
microrganismo
s
associados a
elevados
perfis
de
resis
t
ência
e isol
adas em
IACS.
É
ainda
importante sa
lientar
que
ser
pOl1ador
de um
disposi
t
ivo médico
t
em
risco
acresc
id
o
,
isto
porque os
microrganismos detetados nestes
dispo
s
iti
v
o
s
qua
se se
mpre
são
produtore
s
de biofihne. E
stas
conclusões permitem-nos
retirar
a ilação de
que
são
nece
ssá
ri
os
estudos
futuro
s
n
o se
ntido de perceber
caracteristicas
intrín
s
eca
s
aos
d
oe
nte
s
e às
bactéria
s
que poderão interferir ne
s
ta
produ
ção
de biofilme e que permitirão perceber e limitar e
s
ta produção de biofihne
pela
s
bactéria
s
em
ambiente ho
s
pitalar.
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M<lfi<l José Alves - Escol<l Superior de S<lúde, Instituto Politécnico de Br<lgtrnç<l, Br<lgtrnç<l, Porttlg<tl
Centro de Investig<lção da Monltmll<l (CIMO), ESA, hlStiMo Polilécnico de Br<lgatlç<l, Bmgatlça,
Portug<ll
m<lri<l.<[email protected]
M<If<l Rebelo - Escol<l Superior de S<lúde - Instituto Politécnico de Br<lgatlç<l, Br<lgatlç<l, POI1Ug<t
I-m.mrebelo@hotlll<lil.com
Vânia Gonçalves - Escola Superior de Saúde - Instituto Politécnico de Bragança, Bragança, [email protected]
Jussara Piedade - Escola Superior de Saúde - Instituto POlitecllico de Bragança, Bragança, Portugal [email protected]
Rosialle Rocha - Escola Superior de Saúde - Inslinllo Politécnico de Bragança, Bragança, Portugal [email protected]
João C. M. Barreira - Cenlro de Investigação da Montanha (CIMO), ESA, hlstinlto POlitecllico de
Bnlgallça. Bragança, [email protected]
Isabel C. F. R. Ferreira - Cenlro de Investigação da Montanha (CIMO), ESA, Instintto POlitecllico de