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Academic year: 2021

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Professor titular de Direito Penal da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Vice-presidente honorário da Associação Internacional de Direito Penal. Corredator dos projetos de reforma do Código Penal (Lei 7.209/1984) e da Lei de Execução Penal (Lei 7.210/1984). Medalha Mérito Legislativo da Câmara dos Deputados (2007). Medalha Santo Ivo – Padroeiro dos Advogados, pelo Instituto dos Advogados Brasileiros (2011). Comenda do Mérito Judiciário do Estado do Paraná (2015). Autor. Advogado. [email protected]

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Doutoranda em Direito do Consumidor e Concorrencial pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre em Direito Econômico e Socioambiental pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Membro dos Grupos de Pesquisa Mercosul, Direito do Consumidor e Globalização da UFRGS e Virada de Copérnico da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Advogada. [email protected] Recebido em: 21.03.2017 Pareceres: 31.03.2017 e 19.04.2017

áReAsDo DiReito: Consumidor; Civil; Penal

Resumo: O presente estudo analisa os direitos dos pacientes em relação aos médicos sob a perspectiva da ordem de proteção ao consumi-dor. É dada especial ênfase à categorização do paciente como um consumidor hipervulnerável e, como corolário positivo da dignidade da pes-soa humana, ao direito elementar do paciente de ser ouvido. Objetiva-se demonstrar de que ma-neira os profissionais devem agir a fim de satis-fazer as exigências do hodierno sistema jurídico brasileiro e quais as medidas da sua responsa-bilidade civil e criminal diante das incertezas da medicina.

ABstRAct: The present study analyzes the pa-tients’ rights opposite to physicians from the perspective of the consumer protection. Partic-ular emphasis is placed on the categorization of the patient as an especially vulnerable consumer and on the elementary right of the patient to be heard. It aims to demonstrate how professionals must act in order to meet the requirements of Brazilian legal system and what are the limits of their civil and criminal liability against the un-certainties of medicine.

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pAlAvRAs-chAve: Consumidor – Paciente – Direi-to de ser ouvido – Responsabilidade médica – Responsabilidade criminal do médico.

KeywoRDs: Consumer – Patient – Right to be heard – Physician – Medical liability.

O Direito não jaz na letra morta das leis: vive na tradição judiciária, que as atrofia, ou desenvolve.

Ruy Barbosa1

SumáRiO: 1. Introdução. 2. O paciente enquanto consumidor hipervulnerável. 3. O direito

elementar do paciente ser ouvido. 4. A responsabilidade civil do médico nas relações de consumo. 5. A responsabilidade criminal do médico nas relações de consumo. 6. Considera-ções finais. 7. Referências bibliográficas.

1. i

ntrodução

A função desempenhada pelos operadores em Direito (advogados, magis-trados, membros do Ministério Público, autoridades policiais e demais prota-gonistas do processo judicial ou administrativo) envolve não apenas a árdua tarefa de dirimir litígios do modo social e economicamente mais justo, mas também a missão de proteger as normas constitucionais e garantir a eficácia (vertical e horizontal) dos Direitos Humanos.

O aumento da complexidade das relações sociais, que está relacionado à aceleração do ritmo das operações econômicas e às transformações vertigino-sas da tecnologia, resultou na necessidade de tutela dos interesses das pessoas vulneráveis, especialmente nos países que, como o Brasil, buscam a construção de uma sociedade livre, justa e solidária como objetivo fundamental da Repú-blica, nos termos da Constituição (art. 3º, I).

Nesse contexto pós-moderno, plural e dinâmico, exsurge uma nova com-preensão sobre a responsabilidade civil e criminal daqueles que, em razão das suas atividades profissionais, contraem obrigações. É o que ocorre, com espe-cial frequência e não raro impacto, nas relações entre médicos e seus pacientes. O presente estudo tem por objeto a análise da responsabilidade civil e cri-minal do médico no exercício de sua profissão perante os pacientes, doravante mencionados como tal ou como consumidores. Aborda-se, em perspectiva ge-ral, os direitos dos pacientes que, em razão de sua especial condição de saúde e

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para a prevenção de litígios. Cabe ao médico, em primeiro lugar, observar o direito elementar do consumidor ser ouvido, abandonando as consultas ex-peditas e dedicando-se a ouvir e informar o seu paciente acerca de todas as relevantes nuances da sua condição físico-psicológica.

7. r

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esquisAs Do

e

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Veja também Doutrina

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• Consentimento e dissentimento informado – limites e questões polêmicas, de Eugênio Facchini Neto – RDC 102/223-256 (DTR\2016\82);

• O paciente hipervulnerável e o princípio da confiança informada na relação médica de consumo, de Maurilio Casas Maia – RDC 86/203-232 (DTR\2013\3074); e

• O risco permitido como critério de imputação do erro médico, de Iberê Anselmo Garcia –

Referências

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