Aulas teóricas:
Introdução à Patologia Lesão celular
Morte celular
Inflamação geral e inflamação aguda
Inflamação crônica, sistêmica e reparo tecidual Distúrbios circulatórios
Distúrbios do crescimento e diferenciação Formação complementar e avaliações
Exercícios de fixação pré-aula com material de apoio Trabalho complementar – Lesão e Morte Celular
Trabalho complementar – Inflamação Avaliação escrita
Tópicos da disciplina
Saúde E Doença
Os conceitos de saúde e doença variam de acordo com as diferentes construções sociais e científicas:
SAÚDE é a ausência de doença (conceito biomédico).
SAÚDE é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade (OMS, 19471).
SAÚDE é uma condição de homeostasia, que é o equilíbrio dinâmico mantido pelos mecanismos de regulação do organismo (Braun e Anderson, 20092).
SAÚDE é um estado de adaptação do organismo ao ambiente físico, psíquico ou
social em que vive, de modo que o indivíduo sente-se bem (saúde subjetiva) e não apresenta sinais ou alterações orgânicas evidentes (saúde objetiva) (Pereira, 20063).
DOENÇA = DOR, SOFRIMENTO (entendimento comum)
DOENÇA é um estado de falta de adaptação do organismo ao ambiente físico,
SAÚDE = ADAPTAÇÃO
DOENÇA = FALTA DE ADAPTAÇÃO
Continuum saúde-doença:
composição dinâmica;
depende percepções individuais; considera alterações físicas;
considera também bem estar psicológico, emocional e espiritual.
SAÚDE ≠ NORMALIDADE, pois normalidade refere-se à situação do indivíduo frente a
parâmetros estruturais ou funcionais do organismo, definidos através da observação de diversos indivíduos e calculados por métodos estatísticos (Pereira, 20063).
https://foradasalablog.wordpress.com/2016/02/25/processo-saude-doenca/
PATOLOGIA pathos = sofrimento, doença
logos = ensino, doutrina
Patologia é a ciência que estuda as causas das doenças, os mecanismos que as produzem, e as alterações morfológicas e funcionais que apresentam (Pereira, 20062).
PATOLOGIA Etiologia = Causas Patogênese = Mecanismos Anatomia Patológica = Lesões Fisiopatologia = Alterações funcionais Semiologia = Sinais e sintomas DIAGNÓSTICO PROGNÓSTICO TERAPÊUTICA Adaptado de Pereira, 20063
Patologia
Por quê estudar patologia?
O conhecimento sobre a doença é uma ferramenta útil para determinar os
mecanismos de prevenção de seu desenvolvimento, ou então, quando este não
puder ser evitado, determinar a prevenção de complicações e a promoção de boa
saúde (adaptado de Braun e Anderson, 20092)
Primária Impede a ocorrência da doença Secundária Detecção precoce e tratamento inicial Terciária Reabilitação do paciente
Evitar complicações e progressão da doença NÍVEIS DE PREVENÇÃO DE DOENÇAS (Braun e Anderson, 20092)
A Prevenção em saúde "exige uma ação antecipada, baseada no conhecimento da história natural a fim de tornar improvável o progresso posterior da doença" (Leavell e Clarck, 19764).
Como determinar as ações de enfermagem para prevenção de doenças nos diferentes níveis?
As ações de enfermagem determinadas para cada um dos níveis de prevenção em cada tipo de doença depende do “Diagnóstico de Enfermagem”.
Diagnóstico de Enfermagem: é o julgamento clínico sobre respostas humanas a problemas de saúde ou processos da vida, e é a base para orientar intervenções para alcançar os resultados pelo qual o enfermeiro é o responsável (Herdman e Kamitsuru, 20155) Primária Impede a ocorrência da doença AÇÃO X Secundária Detecção precoce e tratamento inicial AÇÃO Y Terciária Reabilitação do paciente
Evitar complicações e progressão da doença
AÇÃO Z
NÍVEIS DE PREVENÇÃO DE DOENÇAS (Braun e Anderson, 20092)
Agressões às células e desenvolvimento do processo patológico
AGRESSÃO Ex.: sobrecarga de volume por hipertensão CÉLULA NORMAL (homeostase) Miócito normal ADAPTAÇÃO CELULAR Miócito hipertrofiado LESÃO IRREVERSÍVEL: MORTE CELULAR LESÃO CELULAR LESÃO REVERSÍVELAgressão contínua excede a
capacidade de adaptação Adaptado de Kumar et al., 20087
Ponto de irreversibilidade
PROCESSO PATOLÓGICO
ESTRESSE
ESTRESSE
AGRESSÃO
Ex.: oclusão por trombo
Adaptações celulares ao estresse
Alterações reversíveis no tamanho, número, forma, atividade metabólica ou funcional das células em resposta às alterações do ambiente, que permitem com que as células escapem do processo de lesão.
Podem ser fisiológicas, quando em resposta a componentes endógenos, ou patológicas, quando em resposta a um estresse patológico.
Estresse patológico adaptações patológicas Estresse fisiológico adaptações fisiológicas
Visão geral das adaptações que promovem o aumento da massa do tecido/órgão
Tecido estável Estímulo anormal Resposta adaptativa Tecido estável Fim do estímulo
anormal Tecido normal Hipertrofia Hiperplasia Hipertrofia + hiperplasia Remoção da causa Redução do tamanho e número de células Aumento do tamanho das células Aumento do número de células Aumento do tamanho e número de células Aumento da demanda funcional (mais trabalho) Aumento da demanda metabólica (mais nutrientes, sinalização metabólica) Lesão persistente
Tecidos de baixa proliferação
1) sobrecarga funcional, estímulo hormonal
2) síntese de proteínas e organelas
3) HIPERTROFIA E/OU HIPERPLASIA
TECIDO/ÓRGÃO AUMENTA DE TAMANHO
Mecanismos das adaptações que promovem o aumento da massa do tecido/órgão
↑ número de células ↑ volume da célula
HIPERTROFIA FISIOLÓGICA – EXERCÍCIO FÍSICO
Azul: núcleos celulares Rosa: citoplasma
HIPERTROFIA PATOLÓGICA
– CARDIOMIOPATIA HIPERTRÓFICA
Vermelho escuro: núcleos celulares (seta) Rosa: citoplasma
Roxo: núcleos celulares Rosa: citoplasma
Tecido de alta proliferação: hiperplasia + hipertrofia
HIPERPLASIA FISIOLÓGICA DO TIPO COMPENSATÓRIA
Hiperplasia renal contralateral
pós nefrectomia
Hiperplasia hepática pós
ressecção
Roxo: núcleos celulares Rosa: citoplasma
HIPERPLASIA E HIPERTROFIA FISIOLÓGICA/PATOLÓGICA HORMONAL – COLO DO
ÚTERO
HIPERTROFIA
Tecido de alta proliferação: hiperplasia + hipertrofia
Visão geral das adaptações que promovem redução da massa do tecido/órgão
Tecido estável Estímulo anormal Resposta adaptativa Tecido estável Fim do estímulo
anormal Tecido normal Atrofia Hipoplasia Atrofia + hipoplasia Reestimulação Recuperação do tamanho e número de células Redução do tamanho das células Redução do número de células Redução do tamanho e número de células Redução da demanda funcional (menos trabalho) Diminuição da demanda metabólica (menos nutrientes, falta de estimulação hormonal, hipóxia, denervação, envelhecimento)
2) Degradação dos componentes intrecelulares
3) HIPO/ATROFIA E/OU HIPOPLASIA
TECIDO/ÓRGÃO DIMINUI DE TAMANHO
Mecanismos das adaptações que promovem o aumento da massa do tecido/órgão
↓ número de células ↓ volume da célula
1) Redução da movimentação (imobilização/ denervação), desnutrição, hipóxia, perda da estimulação hormonal, senilidade
↓ Fatores de crescimento
HIPOPLASIAS/INVOLUÇÕES FISIOLÓGICAS
HIPOPLASIAS/INVOLUÇÕES FISIOLÓGICAS
HIPOPLASIA DE MEDULA ÓSSEA - PATOLÓGICA
Adaptações que promovem alteração na estrutura ou tipo celular
METAPLASIA E DISPLASIA – EPITÉLIO RESPIRATÓRIO
Metaplasia
Displasia
NEOPLASIA - IRREVERSÍVEL IRRITAÇÃO SEVERA CRÔNICA
Referências
1 www.who.int
2 Braun CA, Anderson CM (2009). Introdução à Fisiopatologia. In: Fisiopatologia:
alterações funcionais na saúde humana. Porto Alegre: Artmed.
3 Pereira FEL (2006) Introdução ao estudo da patologia. In: Filho, GB (ed). Bogliolo,
Patologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.
4Leavell S, Clarck EG (1976). Medicina Preventiva. São Paulo: McGraw-Hill.
5Herdman TH, Kamitsuru S (2015). Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2015-2017. Porto Alegre: Artmed.
6Coleman WB, Tsongalis GJ (eds.) (2009). Molecular pathology: the molecular basis of
human disease. San Diego: Academic Press.