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PT/AMGDL/CCGDL

Nível de descrição F

Código de referência PT/AMGDL/CCGDL

Tipo de título Formal

Título Celeiro Comum de Grândola

Datas de produção 1683-00-00 - 1884-00-00

Dimensão e suporte 4 m.l.; papel.

Entidade detentora Arquivo Municipal de Grândola

Produtor Celeiro Comum de Grândola

História

administrativa/biográfica/familiar

O celeiro comum, instituição criada no terceiro quartel do século XVI, era “a casa de recolher trigos, e outros grãos”, e tinha como funções a realização de operações nos domínios do crédito agrícola e dos socorros mútuos. Estes organismos destinavam-se a auxiliar a agricultura. Dispunham-se a ajudar pequenos e grandes lavradores, com o fornecimento de sementes a crédito, mediante a restituição da mesma porção de cereal emprestada e do pagamento de um juro relativamente baixo, que, numa primeira fase, eram remunerados nos mesmos géneros.

Os celeiros comuns, de carácter público ou privado, encontram-se entre as mais antigas fontes de crédito do mercado económico. Equivaliam aos “monti frumentarii” de Itália e aos “positos” ou “montes de piedade” espanhóis. Ainda que com carácter semelhante, é possível distinguir dois tipos de celeiros comuns: aqueles que foram criados por intervenção régia, pelos concelhos e pelas paróquias (de propriedade comum) e os fundados por particulares.

Nas Cortes de Outubro de 1562, durante a regência da Rainha D. Catarina, os povos apresentaram petição para que “…onde houver rendas do Concelho se fação celleiros de pão para os tempos de necessidade”. No entanto, o primeiro celeiro comum do Reino só veio a ser instituído pelo regimento de 20 de Julho de 1576 de D. Sebastião, em Évora, e o segundo foi criado em Beja, por provisão régia de 1579 do Cardeal D. Henrique. Estes foram os únicos celeiros comuns fundados nesta centúria.

O Celeiro Comum de Grândola surge referenciado por alguns autores como o terceiro celeiro comum criado no Reino, em 1579. Porém, a documentação do fundo Celeiro Comum de Grândola não permite confirmar a sua criação na data referida.

Germesindo Silva, investigador grandolense e coordenador do Sector do Património Cultural da Câmara Municipal de Grândola, na transcrição da Visitação da Ordem de Santiago ao lugar de Grândola de 1540, menciona que entre os bens e rendimentos da Ordem de Santiago se incluía uma casa térrea “…

lladrilhada, çerue agora de çilleiro e tem huma genella pera o terreiro per onde Se mete o pão…”, referindo-se ao celeiro da comenda de Grândola. Tudo indica que este terá sido o primeiro celeiro a existir em Grândola. Operava como espaço de recolha de cereal proveniente das rendas da comenda,

permanecendo esta, ou o seu rendeiro, com a obrigação de guardar o terço do cereal, caso a Câmara Municipal assim o desejasse, funcionando este como reserva cerealífera, que poderia ser vendida à população. Segundo o mesmo investigador, é possível que a data de instituição do Celeiro Comum tenha sido confundida com a criação do celeiro da comenda, uma vez que a Câmara exerceu efectivamente controlo sobre este, no sentido de impedir carências cerealíferas no concelho, provocadas pela saída de cereal.

A descrição da Vila de Grândola de 1712, efectuada pelo Padre António Carvalho da Costa, na Corografia Portugueza, e descripçam topografica do famoso reyno de Portugal, dá conta da existência de “…hum deposito commum de pão, assim de trigo, como de centeyo, que a sua industria eregio para remédio dos Lavradores, & necessidades do povo, de cujo exemplo se puderão valer as do Reyno. Este pão se dá por empréstimo, para se pagar na mesma espécie, dandose de lucro em cada moyo seis alqueyres; & sendo seu principio no anno de 79”. O autor não identificou inequivocamente a data de criação do Celeiro Comum de Grândola (desconhece-se a fonte que o levou a apontar o ano de 79). Porém, através desta descrição, é possível concluir que em 1712 a instituição já existia e que, certamente, o autor se reportava ao ano do século anterior, isto é, ao ano de 1679.

O documento instituidor e regulamentador do Celeiro Comum de Grândola não foi localizado. Desconhece -se se de facto existiu, qual a sua datação e natureza.

A primeira referência ao Celeiro Comum de Grândola, instituição sob jurisdição régia e de administração municipal, surge no ano de 1679, na documentação do fundo Câmara Municipal de Grândola. Neste ano, inscreveu-se no Livro de receita e despesa o pagamento de 827 réis a Manuel Rodrigues Viçoso, pelos livros que adquirira em Lisboa, a solicitação dos oficiais da Câmara, “…pera asento he saida e fianças do pão do selejro comum…”. Caso a fundação do Celeiro se tivesse concretizado em data anterior, a Câmara referir-se-ia, necessariamente, a ele, uma vez que se encontrava sob administração municipal. Note-se, ainda, que no Registo Geral das Mercês do reinado de D. Afonso VI, o monarca, através de provisão datada de 11 de Julho de 1662, fez “…merce da propriedade do offício de Escrivão da porta do SeLeiro da Villa de GRandolla…” a Matias Guerreiro de Azevedo, na sequência da vacatura do ofício por falecimento de seu pai, Dionísio de Azevedo de Arvellos. Referindo-se a provisão ao “…SeLeiro da Villa…”, sem a necessidade de identificá-lo como pertencente à comenda ou ao município. Sabendo-se que em 1662 existia já o celeiro da comenda, conclui-se que a mercê dizia respeito ao escrivão da porta do celeiro da comenda e que este era o único celeiro existente, naquela data, em Grândola.

Numa primeira fase, a Câmara geriu o Celeiro Comum sem qualquer regimento para a sua administração. Datam de 1684 as primeiras normas de funcionamento desta instituição. Até 1717 o Celeiro não possuiu

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um diploma regulamentador, outorgado ou criado para a sua administração, visto que os assuntos respeitantes à instituição eram remetidos e resolvidos em correição.

Certamente, em consequência da incúria verificada na administração do Celeiro, e decorridos 33 anos sobre as primeiras normas estabelecidas em correição, o corregedor instituiu novas regras para o seu funcionamento, dotando-o de funcionários próprios. Veja-se:

- Ordenou que existissem dois livros, um destinado ao registo das entradas e outro para o averbamento das saídas. O escrivão da Câmara assentaria, no livro das saídas, as verbas devidamente assinadas pelo devedor e pelo fiador. No livro das entradas realizava-se o termo da desobrigação, por parte do devedor e do fiador;

- Estabeleceu a existência de um medidor, pago a expensas do Celeiro Comum, ao qual era atribuída a função de medir o cereal à entrada e à saída e de um depositário do Celeiro, eleito pelos oficiais da Câmara;

- Dispôs que o Celeiro tivesse três chaves, que seriam confiadas ao juiz mais velho, ao procurador e ao referido depositário;

- Após a recolha do cereal, ordenou que o mesmo fosse apregoado na época da sementeira para que os suplicantes apresentassem as suas petições;

- Em caso de se verificar excedente de cereal no tempo da sementeira dever-se-ia reservar “…pera o mes de AbriL e majo e neste mesmo tenpo não ouuer pam o queira Voluntariamente com a obrigação Custumada o tal pam Se repartira por aquelas mesmas pesoas que Se Custumam VaLer delle quando do mesmo neSseçitavam mas não pagarão Couza alguma do acréscimo e So Restituirão aquela quantia de pam que theuerem Leuado cujo pão Se recaderia por todo o mez de Setembro do dito anno…”;

- Ordenou que o trigo entregue ao Celeiro fosse de boa qualidade e estivesse em boas condições sanitárias;

- O procurador receberia as petições e seria o responsável pela cobrança dos acréscimos, dando “…conta delles na forma custumada…”.

O Celeiro Comum de Grândola não possuiu edifício próprio e funcionou em diferentes instalações até finais da década de 1690, sendo as despesas relacionadas com o arrendamento das mesmas, a aquisição de artefactos (como alqueires e cadeados) e a prestação do serviço de medição dos cereais custeados pelo cofre camarário.

O Celeiro terá funcionado no edifício do celeiro da comenda e, posteriormente, funcionou junto à Igreja de São Pedro. Após a extinção da comenda de Grândola, em 1834, e na sequência de representação efectuada pela Câmara à Rainha D. Maria II, na qual “…pedia o Celeiro da extincta Commenda d´essa Villa para o Celeiro Commum d´esse Concelho…”, o Ministério da Fazenda ordenou pela portaria de 23 de Novembro de 1835 “…que à referida Camara seja concecido sómente o que hé propriamente Celeiro para o fim declarado na dita reprezentação”. Porém, se de facto aí funcionou, o Celeiro terá abandonado essas instalações passados poucos anos. Em acta da vereação datada de 31 de Dezembro de 1839 foi registada a recepção de um ofício do administrador do concelho onde “…dava parte que tinha dado posse ao Cidadão Manoel Nunes da Matta como arrematante que foi das antigas Cazas da Commenda sittas na praça d´esta Villa; lembrando á Camara houvessem de mudar o lucal da Caza do Peixe por esta pertencer ao mesmo arrematante”.

Volvidos dez anos, em procuração datada de 27 de Dezembro de 1849, José Vicente Serrano constituiu como seu procurador Joaquim Nunes Martins, para que em seu nome tomasse posse dos bens aí descritos, designadamente “Hum Celeiro pertencente que foi da extinta Comenda desta Villa e tudo ao mesmo Celeiro pertencente”.

Em Fevereiro de 1850, conforme indicação de Manuel da Costa Gaio Tavares de Almeida e de acordo com o Livro da descrição geral dos bens próprios do Câmara, as instalações do Celeiro Comum eram constituídas por duas casas localizadas “atrás da Igreja de São Pedro”, consideradas como bem de raiz de propriedade municipal e pertencentes à junta administrativa do Celeiro Comum.

Fundados por iniciativa particular, por intervenção régia, municipal ou paroquial, entre 1576 e 1852, instituíram-se 38 celeiros comuns em Portugal, sendo que o primeiro criado por um particular datou de 1699.

Através da portaria de 25 de Janeiro de 1812 o centro político incentivou a criação de novas instituições. Assim, até 1820 foram instituídos celeiros comuns e monte-pios em Torres Novas, Alcobaça, Alenquer, Vila de Castanheira, Castelo Branco, Vimioso, Formentãos, Chacim e, apenas um celeiro comum no Alentejo, em Niza.

Em meados do século XIX eram detectados “…graves defeitos no systema da sua organização e administração”, bem como a ineficácia da cobrança das dívidas. Assim, durante o período regenerador, foram tomadas várias medidas com vista à revitalização dos celeiros comuns. A primeira reforma administrativa destas instituições ocorreu em 1852. Os ministros e secretários de Estado de todas as repartições reconhecendo a utilidade dos celeiros comuns, enquanto instituições facilitadoras de empréstimos de cereais pelo preço razoável e efectivo do custo dos géneros, necessários às sementeiras e ao sustento de lavradores “pobres”, apresentaram a concretização de reformas, harmonizadas com a legislação administrativa e fiscal da época, submetendo o projecto do decreto, que veio a ser aprovado em 14 de Outubro de 1852.

O decreto de 14 de Outubro de 1852 do Ministério do Reino reformou e regulou a administração dos celeiros comuns (e dos monte-pios agrícolas ou montes de piedade), entregando a sua gerência a uma administração presidida pelas câmaras municipais. Estabelecia-se como objectivo a conversão dos seus fundos, substituindo os géneros por dinheiro, por forma a transformá-las em “verdadeiras instituições de crédito rural”. Concedeu-se, ainda, um desconto aos devedores que liquidassem a totalidade ou a metade das suas dívidas e outorgou-se competência ao Ministério Público para promover a cobrança de dívidas sumária e executivamente, como se fossem da Fazenda Nacional.

Mantendo a designação de celeiros comuns, a sua gestão ficou a cargo do presidente da câmara, do pároco, do juiz de paz e de dois cidadãos “probos e abonados”, que nomeariam o escrivão e o depositário

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publicação do decreto, elaborassem um regulamento estabelecendo as regras de administração, de fiscalização e de contabilidade das instituições, para submeter à aprovação do Governo.

Através do relatório sobre os celeiros comuns publicado no Boletim do Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria de 1855 é possível conhecer cada uma das instituições, no que respeita à sua origem, natureza e estado financeiro, até ao término do ano de 1852.

Comparativamente aos restantes organismos, a informação relativa ao Celeiro Comum de Grândola apresenta-se ténue e incipiente. Refere-se que era “…o terceiro e ultimo estabelecimento de similhante natureza que existe no districto…” de Lisboa e que as autoridades locais não conseguiram “… subministrar esclarecimentos bastantes para se conhecer a fundo o modo por que o celleiro era administrado, visto que declaram não haver ali quem possa ou saiba ler os livros respectivos que se guardam no archivo da camara e que só por tradição souberam quanto informa…”. Recorreu-se à Corografia Portugueza de 1712, inscrevendo-se a informação que aí constava: o fundo primitivo era constituído por trigo e centeio, num total de 20 moios e em 1712 existiam em depósito 66 moios. As causas que conduziram “a perder muito do seu fundo” de 1712 eram desconhecidas, sendo provável a existência de “incúria” por parte dos administradores do Celeiro ou a falência dos devedores. O Celeiro Comum de Grândola possuía fundos em géneros e em dinheiro, praticando uma taxa de juro de 3 alqueires por moio ou 5% dos géneros mutuados. Existiam 120 alqueires de trigo em depósito, dispunha de 153$950 réis em cofre, os prédios urbanos avaliavam-se em 48$000 réis e encontravam-se mutuados 900 alqueires de trigo e 2280 alqueires de centeio

Em 1852 existiam instituições votadas ao abandono e algumas encontravam-se em falência. De entre as 53 instituições recenseadas pelo relatório, 26 não possuíam cereal em depósito e dinheiro em cofre, assumindo-se unicamente como credoras. Os Celeiros Comuns de Évora, Borba, Beja e Redondo e o Banco Rural de Serpa eram as instituições mais prósperas.

Culpa de uma administração incapaz de desenvolver uma boa gestão, por falência dos devedores, ou por causas relacionadas com guerras e lutas políticas, a conjuntura económica e financeira dos celeiros comuns não era favorável. O incumprimento da liquidação do juro fixo a que eram obrigados os mutuários; a não exigência de hipoteca sobre os empréstimos; o facto da administração dos celeiros ser ocupada pela elite local, negligente nas cobranças dos acréscimos, de acordo com o seu interesse, bem como na aplicação dos capitais nas obras camarárias, poderão ser apontados como as causas responsáveis pelo estado de ruína destas instituições.

A execução do decreto de 14 de Outubro de 1852 foi regulada pelo decreto e regulamento dos celeiros comuns do Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria (MOPCI), promulgado a 20 de Julho de 1854. O regulamento dos celeiros comuns manteve, de modo geral, a finalidade primitiva das instituições, isto é, a realização de operações nos domínios do crédito agrícola a favor da agricultura, e em particular da pequena lavoura e dos lavradores que necessitassem de sementes para a época da sementeira, sublinhando o carácter de beneficência aos pobres, quando para o cultivo não se necessitasse das suas sementes.

O regulamento de 20 de Julho de 1854 teve o principal propósito de desenvolver e dotar os celeiros comuns, monte-pios agrícolas ou montes de piedade de regras de administração para “…os utilíssimos fins da sua instituição…”. Elaborou-se o regulamento onde foram estabelecidas a forma de administração dos celeiros comuns; as atribuições e as obrigações da junta administrativa, criada pelo decreto de 14 de Outubro de 1852; determinaram-se os deveres dos empregados dos celeiros; a constituição dos fundos (em géneros e em dinheiro); os empréstimos em géneros e em dinheiro e respectivas garantias; o processo dos empréstimos, da cobrança e das dívidas; a fiscalização, a escrituração e a contabilidade e as tabelas de vencimento anual dos empregados e de emolumentos aos mesmos.

Em 24 de Agosto de 1854 as instruções e circular n.º50 emanadas pelo MOPCI tiveram por objectivo “facilitar a observância” do regulamento anterior, ficando habilitada a Repartição da Agricultura para esclarecer a nova administração dos celeiros comuns e remover quaisquer dúvidas na sua execução prática. O regulamento foi considerado como um documento de junção das intrincadas disposições normativas existentes nas provisões régias, estatutos e outros diplomas legais existentes desde a fundação dos vários celeiros comuns, em harmonia com as disposições do decreto de 14 de Outubro de 1852. A presente circular clarificou e aprofundou as disposições do regulamento, porém, denunciou o interesse na conversão dos fundos de géneros dos celeiros comuns, em fundos de dinheiro, pretendendo transformá-los em instituições de prática creditícia. Pretendia-se a conversão “…lenta e gradual dos fundos dos celleiros”, de géneros em dinheiro, aproximando-os de verdadeiros institutos de crédito rural. Em meados do século XIX, afirmava-se em todo o país a necessidade da criação de instituições vocacionadas para a concessão de créditos predial e agrícola, associada a um novo paradigma hipotecário. A criação de um “banco rural”, uma “caixa económica” que emprestasse aos lavradores por um juro módico que pudesse ser coberto pelos lucros do seu cultivo venceria o atraso regional alentejano. Levantaram-se críticas às práticas destes estabelecimentos, considerados estranhos e antiquados. Perante a canalização dos fundos dos celeiros comuns para financiamento de obras camarárias, em 1860 o Governo Civil de Évora exigiu mesmo a sua extinção.

Não obstante a possível acção nociva das câmaras municipais na administração dos celeiros comuns, pela carta de lei de 25 de Junho de 1864, outorgada por D. Luís na sequência de apresentação do decreto de 16 de Junho do mesmo ano nas cortes gerais, foram extintas as juntas dos celeiros comuns (criadas pelo decreto de 1852), atribuindo-se a sua administração às câmaras municipais ou às juntas de paróquia. Determinou-se que os rendimentos dos celeiros passassem a integrar a receita ordinária municipal ou paroquial, e que as câmaras municipais ou as juntas de paróquia assumissem, também, a nomeação dos empregados da instituição.

Em finais do século XIX o poder central tentou, novamente, a reorganização e a renovação destas instituições quinhentistas. A lei de 7 de Julho de 1898 autorizou a possibilidade da administração dos celeiros comuns (até aí a cargo das câmaras municipais ou das juntas de paróquia) ser concedida, pelo Governo, a sociedades já constituídas ou que viessem a constituir-se. A administração dos celeiros comuns era confiada a sociedades particulares, que aplicassem o capital à indústria agrícola. Todavia, esta tentativa de reorganização não se concretizou, uma vez que a lei não foi regulamentada.

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A legislação de 1852, 1854 e (finalmente) de 1898, tentou a reorganização e a renovação dos celeiros comuns. Não obstante o mérito de precursores no mercado de empréstimos em cereais, bem como dos incontestáveis serviços prestados à agricultura, em 1908 foram consideradas instituições decadentes, culpa da deficiente e antiquada organização, incapaz de adaptar-se às práticas creditícias da época. Sob a alçada municipal, na sequência da extinção das juntas administrativas pela carta de lei de 1864, os assuntos respeitantes ao Celeiro Comum de Grândola passaram a tratar-se em reuniões das vereações e a produção documental do Celeiro, em livros próprios para o fim, terá terminado em 1884. A partir do ano de 1864 não se lavraram actas nos livros habituais, a correspondência passou a dar entrada na Câmara Municipal e incluiu-se a receita e despesa do Celeiro na contabilidade municipal, de acordo com a lei em vigor. Não obstante, os termos da saída e da entrada de géneros foram efectuados até 1874 e o livro dos mutuários em dinheiro averbado até 1884.

Através da investigação realizada não foi possível conhecer a data de extinção do Celeiro Comum de Grândola. Em 3 de Março de 1876 deliberou-se a realização de consertos nos telhados do edifício da administração do concelho e do Celeiro Comum, “…os quaes ameaçavam grande estrago nos respectivos madeiramentos”. A partir de 1878, pelo menos, o Celeiro Comum passou a ser considerado como um pelouro, sendo na acta de tomada de posse aos vereadores eleitos para o biénio de 1878/1879 confiado ao vice-presidente Manuel Espada, ao qual foram, ainda, distribuídos os pelouros do açougue, da casa do peixe e da iluminação. Em 16 de Agosto de 1880, nos Registos dos mandados e ordens de pagamento em relação a cada ano económico pertencentes ao fundo Câmara Municipal de Grândola, foi inscrito o pagamento da quantia de 3$850 réis a Francisco Lourenço, pela limpeza e consertos realizados no edifício do Celeiro.

A última informação sobre esta instituição data de 1911. Na sequência do ofício da Junta de Crédito Agrícola dirigido à Câmara Municipal, recebido em 5 de Março desse ano, onde “…pedia para se lhe dizer se n`este concelho existe algum Celleiro Commum e em caso affirmativo, qual a situação actual do seu fundo.” o vice-presidente da Câmara respondeu em ofício datado de 11 de Maio do mesmo ano “…que existiu em tempos, na sede d`este concelho um celleiro commum, o qual foi extincto ha muitos annos…”. Os celeiros comuns foram extintos aquando da instituição e organização do Crédito Agrícola em Portugal, pelo decreto de 1 de Março de 1911. No fundo especial do Crédito Agrícola foi incorporada a liquidação dos fundos dos extintos celeiros comuns municipais e paroquiais. À Junta de Crédito Agrícola competia proceder a esta liquidação. O produto daí resultante seria depositado no Banco de Portugal e distribuído por empréstimos às Caixas de Crédito Agrícola Mútuo, que funcionassem nas freguesias, no concelho ou concelhos que o celeiro anteriormente servira. Quando não existisse, na área de acção dos antigos celeiros comuns, Caixa de Crédito Agrícola Mútuo, os capitais seriam mutuados a outras Caixas, beneficiando os concelhos mais próximos. Na distribuição de capitais pelos sócios da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo teriam preferência os agricultores mais pobres e necessitados.

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História custodial e arquivística O fundo ficou disponível para consulta pública após o tratamento efectuado em 1987 por Joaquim Manuel Ferreira Boiça e Luís Manuel Alves da Silva, equipa coordenada por José Mariz, no âmbito do Programa de recuperação de arquivos e documentação para a História de Grândola integrado no Plano de Apoio aos Arquivos Municipais da Associação de Municípios do Distrito de Setúbal, projecto de inventariação, de preservação e de divulgação da documentação de interesse histórico da Câmara Municipal de Grândola. O programa referido visou a organização dos documentos que se encontravam instalados num depósito da Câmara Municipal, com datas extremas compreendidas entre o século XVI e o ano de 1926.

O trabalho concluído em 1987 principiou com a constituição e a organização dos fundos Câmara Municipal de Grândola, Celeiro Comum de Grândola e Administração do Concelho de Grândola e culminou com a produção de “um ficheiro para consulta”, relativo a cada documento, e de três catálogos, onde se inscreveram os títulos das secções e das séries criadas pelos arquivistas, acompanhadas dos respectivos códigos de referência. Identificaram-se, no catálogo do fundo Celeiro Comum, as designações e as datas extremas dos documentos, cujos códigos de referência alfanuméricos constituíam, também, as suas cotas. As cotas atribuídas aos documentos foram, ainda, inscritas nas respectivas unidades de instalação. O fundo não se encontra completo, concorrendo, possivelmente, para esta situação a sua transferência de espaços físicos e a depredação de algumas espécies documentais.

O relatório, intitulado Arquivos Históricos no Concelho de Grândola - Relatório sobre a situação actual, elaborado por José Mariz na sequência da intervenção realizada, datado de Janeiro de 1988, informa que o tratamento em causa não foi concluído, mas procedeu-se “…à arrumação das espécies seleccionadas, à sua classificação segundo a grelha criada para o Arquivo Histórico Municipal de Serpa e à apresentação de catálogo do material classificado”. As secções e as séries documentais foram, possivelmente, constituídas tendo por base os títulos constantes nas capas dos livros e nos respectivos termos de abertura, não se verificando, de forma absoluta, a adopção da “grelha de classificação” do Arquivo Municipal de Serpa. Optou-se, ainda, pela criação de uma secção e série intituladas Diversos, não se descrevendo a documentação que fora aí incluída

Por último, no que respeita ao tratamento arquivístico realizado em 1987, há a referir a omissão dos documentos compostos e simples acondicionados nos livros, designadamente uma colecção de petições, uma colecção do rol dos devedores e um mandado executivo.

O relatório da autoria de José Mariz caracterizou as instalações onde a documentação se encontrava depositada como uma sala anexa ao edifício do Paços do Concelho com condições “bastante precárias” e exíguas, verificando-se um nível excessivo de humidade relativa e de desarrumação. O acondicionamento de “muitos documentos”, devido às suas dimensões, não se encontrava em boas condições, encontrando-se estes em contacto directo com as paredes da sala.

Numa fase posterior, a documentação em causa foi transferida para o edifício da Biblioteca Municipal, onde se manteve em boas condições de preservação e de conservação, instalada em estantes compactas rolantes, até 2006. No entanto, devido à necessidade de libertação de espaço para o desenvolvimento pleno das actividades da Biblioteca Municipal e para a instalação do seu fundo bibliográfico, o acervo transitou para o depósito do edifício dos Paços do Concelho, onde permaneceu até à sua transferência para as novas instalações do Arquivo Municipal, realizada no dia 15 de Julho de 2009.

Fonte imediata de aquisição ou transferência

Documentação incorporada no Arquivo Municipal na sequência da promulgação da carta de lei de 25 de Junho de 1864, que outorgou a gerência dos celeiros comuns, até então assegurada por juntas administrativas, à tutela das câmaras municipais. Não obstante, a Câmara Municipal já custodiava a documentação, pelo menos, desde 1853.

Âmbito e conteúdo Inclui documentação relativa à administração do Celeiro (actas da junta administrativa; nomeações, juramento, posse e vencimento dos funcionários; registo do expediente e da entrada da correspondência; correspondência recebida; inventário de bens; auto de entrega de objectos ao celeireiro; petições; termos de empréstimo e de entrada de géneros; termos de empréstimo livres de acréscimos; fianças e mandado executivo), à contabilidade (autos de contas do fecho dos anos económicos; livro-caixa; livro dos mutuários em dinheiro; livro dos mutuários em géneros; rol dos devedores; livro da existência, entrada e saída dos géneros; conta de gerência; despesas ordinárias e extraordinárias; relatórios do estado do Celeiro) e à Comissão liquidatária (mapa de devedores para liquidação de dívidas).

Avaliação e seleção A documentação em causa é conservada em virtude do seu valor arquivístico, não foi efectuada qualquer eliminação. Devido ao seu valor informativo reconheceu-se-lhe importância para a História da instituição e para a perpetuação da memória colectiva, o que motivou a sua preservação e conservação permanente no depósito do Arquivo Municipal.

O valor decorrente da informação existente nestes documentos é considerado especialmente relevante uma vez que, independentemente do fim para que foram elaborados, testemunham a constituição e o funcionamento da entidade produtora e fornecem informações sobre pessoas, organizações, locais e assuntos relevantes para a História de Grândola.

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Sistema de organização A organização do fundo obedece a um sistema de classificação orgânico-funcional, estabelecido de acordo com os princípios da proveniência e do respeito pela ordem original e elaborado com base nos seguintes diplomas:

- provimento do corregedor da comarca de Setúbal de 10 de Fevereiro de 1717; - decreto de 14 de Outubro de 1852 do Ministério do Reino;

- decreto e regulamento dos celeiros comuns de 20 de Julho de 1854 do Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria;

- instruções e circular n.º 50 de 24 de Agosto de 1854 do Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria.

O quadro de classificação é composto pelas seguintes secções, subsecção e séries: Secção A – Junta administrativa

Subsecção A-A – Secretaria Série A-A/1 - Livro histórico Série A-A/2 -Tombo dos bens Série A-A/3 -Actas e decisões Série A-A/4 -Auto de entrega

Série A-A/5 -Nomeações, juramento, posse e vencimento dos empregados Série A-A/6 -Registo da correspondência entrada e saída

Série A-A/7 -Correspondência recebida

Série A-A/8 -Termos de saída e de entrada de géneros Série A-A/9 -Termos de empréstimo livres de acréscimos Série A/A/10 - Termos de fianças

Série A-A/11 -Petições Série A-A/12 -Autos de contas Série A-A/13 – Mandado executivo Secção B - Contabilidade Série B/1 -Livro - caixa

Série B/2 -Mutuários em dinheiro Série B/3 -Mutuários em géneros

Série B/4 -Existência, entrada e saída de géneros Série B/5 -Conta de gerência

Série B/6 - Despesas ordinárias e extraordinárias Série B/7 - Relatórios do estado do Celeiro Série B/8 -Rol dos devedores

Secção C – Comissão liquidatária Série C/1 – Liquidação de dívidas

Condições de acesso Comunicável de acordo com o Regulamento do Arquivo Municipal de Grândola.

Condições de reprodução Constantes no regulamento do Arquivo Municipal de Grândola. As reproduções são consideradas atendendo às condições de conservação de cada espécie e aos fins a que se destinam as cópias, reservando-se o AMGDL o direito de não autorizar a reprodução.

Idioma e escrita Português

Características físicas e requisitos técnicos

Contém livros com encadernações e fólios fragilizados.

Instrumentos de pesquisa Inventário do Celeiro Comum de Grândola.

Unidades de descrição relacionadas Relação complementar: Portugal, Arquivo Municipal de Grândola: Fundo Câmara Municipal de Grândola (PT/AMGDL/CMGDL);

Relação complementar: Portugal, Arquivo Municipal de Grândola: Fundo Administração do Concelho de Grândola (PT/AMGDL/ACGDL).

PT/AMGDL/INESLA/C-A/004/4

Nível de descrição D

Código de referência PT/AMGDL/INESLA/C-A/004/4

Título Curriculum vitae de Mariana Mausinho Afonso Raposo Correia

Datas de produção 1999 - 1999

Entidade detentora Arquivo Municipal de Grândola

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PT/AMGDL/MM/1/03

Nível de descrição D

Código de referência PT/AMGDL/MM/1/03

Tipo de título Atribuído

Título Comissão Organizadora do Festival da Restauração da Comarca de Grândola

Datas de produção 1919 - 1919

Dimensão e suporte 13x18 cm - negativo de gelatina e prata em vidro

Entidade detentora Arquivo Municipal de Grândola

Âmbito e conteúdo Comissão organizadora do festival da restauração da comarca de Grândola, em 1919. Da esquerda para a direita, sentados:

Filipe J. Serra, secretário da Câmara; António Abílio Camacho, comerciante; Joaquim Coutinho de Oliveira Mota, farmacêutico e tesoureiro municipal; Eduardo Ramalho, sub-chefe fiscal.

Da esquerda para a direita, de pé:

José Rodrigues Pablo, farmacêutico; António Alves Fernandes, tesoureiro da Fazenda Pública; José B. Júnior, proprietário; João Rodrigues Pablo Júnior, comerciante.

Entre 1870 e o golpe militar que em 1926 pôs termo à Primeira República, Grândola foi dominada pelo pensamento liberal, republicano e municipalista veiculado pelo Dr. José Jacinto Nunes, que no referido período ocupou a Presidência da Câmara quase ininterruptamente.

No âmbito da defesa da descentralização administrativa e judicial, Jacinto Nunes defendeu o restauro da comarca de Grândola, para o que era necessário instalações adequadas. Não as existindo e sendo este o principal argumento usado pelo poder central para se opor à pretensão, a vereação de 1919 deliberou ceder os Paços do Concelho (na Praça D. Jorge) para a instalação do Tribunal de Comarca e serviços anexos.

António Abílio Camacho (1888-1960) revelou interesse pelos domínios da política e da cultura. Neste âmbito, ocupou o cargo de vereador e foi o derradeiro presidente da Comissão Executiva Municipal da Primeira República (antes do golpe militar de 28 de Maio de 1926). Assumidamente republicano, consta ter pertencido à Maçonaria. Paralelamente, desenvolveu a actividade de Solicitador e foi correspondente do periódico republicano Pedro Nunes, assinando os seus artigos sob o pseudónimo de Cacho.

António Alves Fernandes, José Rodrigues Pablo e João Rodrigues Pablo Júnior pertenceram ao triângulo maçónico que existiu em Grândola. Criado a 28 de Julho de 1910, o Triângulo n.º 13, composto pelos irmãos supra e infra indicados, deu origem à Loja Irradiação II, do rito francês, instalada em 15 de Dezembro de 1911, pelo decreto n.º 145, de 19 de Julho do mesmo ano, e de que também fizeram parte o professor Joaquim José Frota, Jacinto Maria Rodrigues Pablo e Francisco Nunes da Conceição. A Loja Irradiação II não possuiu carta patente, tendo sido suspensa por falta de pagamento e, posteriormente, dissolvida a seu pedido, pelo decreto n.º 3 de 15 de Janeiro de 1915.

Os cidadãos que em Grândola estiveram ligados à instituição maçónica integravam a fileira republicana grandolense que gravitava em torno da figura do Dr. José Jacinto Nunes. Contudo, não são conhecidos dados relativos ao relacionamento do Dr. Jacinto Nunes com a Maçonaria.

Irmãos do Triângulo n.º 13 – Data de iniciação de todos os elementos: 28.06.1910:

- António Alves Fernandes – Recebedor da Tesouraria da Fazenda Pública e proprietário. Nasceu em 1875 em Grândola. Era filho de António Alves Fernandes, lojista, natural de Moncorvo e de Maria Adelaide Chainho, natural de Grândola. Casou em 1907 com Maria das Dores Rodrigues, oriunda de outra família de proprietários locais. Esteve igualmente ligado a negócios de cortiça. Iniciou aos 34 anos e adoptou o nome simbólico “Júlio Dinis”;

- José Rodrigues Pablo (1878-1951) - farmacêutico, activo e empenhado vereador, usou o nome simbólico de Viriato;

- João Rodrigues Pablo Júnior (1884 – 1956) - comerciante, iniciou aos 26 anos e adoptou o nome simbólico “Luís de Camões”;

(Estes dois maçons oriundos do clã Pablo também integraram a Loja Irradiação II. A Farmácia Pablo, fundada em 1901 por José Rodrigues Pablo, assumiu particular relevância no contexto do republicanismo local, dado que foi utilizada como espaço de reunião, convívio e reflexão dos propagandistas do ideário republicano. Refira-se que José R. Pablo herdou de sua tia, D. Emília José Guerreiro Barradas, a extensa e rendosa herdade de Água Derramada, o que contribuiu para o desafogo económico deste ramo da família. Tratava-se, naturalmente, de outra família da elite grandolense. A família Pablo é originária de Sines. Gente ilustrada, ligada ao comércio, destacou-se na sociedade grandolense da época quer no plano cultural, quer no plano político, visto que diversos dos seus membros ocuparam cargos nas instituições do poder local, defendendo com afinco os valores da causa republicana. O patriarca, João Rodrigues Pablo, casou em Grândola com uma senhora da nobreza local, D. Maria da Luz Guerreiro Barradas; ocupou durante longos anos o cargo de vereador e foi, sem dúvida, dos mais enérgicos e intervenientes em prol dos interesses e desenvolvimento locais.)

- Dr. António Silva – Médico em Grândola, casado e natural de Tavira. Iniciou aos 41 anos e adoptou o nome simbólico “Ferrer”. Poderá ter partido de Grândola para exercer a sua actividade noutro destino;

(8)

-Pedro Baptista Limpo – Proprietário/lavrador de profissão, era natural do Sobral da Adiça, concelho de Moura, e irmão de José Silvestre Baptista Limpo. Casou em Grândola com D. Lucília Matos Saraiva. Ocupou, por diversas vezes, o cargo de vereador. Pertencia, tal como o irmão, à elite local que gravitava em torno da figura central da sociedade local que era o Dr. José Jacinto Nunes (Pedrogão Grande-1839/Grândola-1931). Iniciou aos 31 anos e adoptou o nome simbólico “Domingos Afonso”;

- Jorge de Vasconcelos Nunes (1878 – 1936), filho do Dr. José Jacinto Nunes e de D. Maria da Natividade Paes e Vasconcelos, natural de Grândola, fez os primeiros estudos em Lisboa, ingressando em 1895 na Escola Central da Agricultura Morais Soares, em Coimbra, onde se manteve até 1900, ano em que se formou em Agronomia.

Enveredando pela carreira política, a exemplo de seu pai, tornou-se um acérrimo defensor dos ideais republicanos, ainda durante a Monarquia.

Jorge Nunes foi, provavelmente, o grandolense que mais destacadas funções governamentais desempenhou, ainda que por curtos períodos.

Foi deputado às Constituintes, tomou assento parlamentar por Setúbal (1911, 1919) e por Timor (1915). Regressou à Câmara dos Deputados, por Setúbal, em 1921,1922 e 1925, ascendeu a seu vice-presidente (1920) e a presidente (1921).

Integrou o governo nos anos de 1919-1920, exercendo as pastas da Agricultura, dos Abastecimentos, das Colónias, do Trabalho e, finalmente, do Comércio.

Foi procurador à Junta Geral do Distrito de Lisboa e vereador das Câmaras Municipais de Grândola e de Cascais.

Desempenhou, ainda, as funções de administrador de empresas, nomeadamente da Companhia de Caminhos-de-ferro Portugueses e contribuiu para que a linha de caminho-de-ferro do Vale do Sado passasse por Grândola.

Colaborou em vários jornais, designadamente em O País, A Lanterna, O Mundo, A Democracia do Sul e Pedro Nunes.

Iniciou aos 32 anos e adoptou o nome simbólico “Gomes Freire”;

- José Pedro dos Santos – Proprietário, natural de Azinheira dos Barros. Foi figura grada do seu tempo. Ilustrado e detentor de diversos bens, em que se salientava a herdade da Várzea Redonda, dedicou grande parte da sua vida à causa pública, tendo ocupado diversos cargos, nomeadamente: vereador, presidente da Câmara entre 1916 e 1919 e entre 1923 e 1924 e provedor da Santa Casa da Misericórdia. Iniciou aos 58 anos e adoptou o nome simbólico “Rodrigues de Freitas”;

- José Silvestre Baptista Limpo (1881 – 1966) – Natural de Safara (concelho de Moura), casou em 1911, em Grândola, com D. Mariana Gonçalves Champalimaud (filha do último Morgado dos Canais). Iniciou aos 29 anos e adoptou o nome simbólico “Espártaco”. Na Farmácia Baptista Limpo (actual Farmácia Costa), localizada em edifício construído em 1908, em espaço onde anteriormente existira a Farmácia Mota, trabalhou o eminente fotógrafo local Manuel Dominguez Martins que fundou, com José Máximo da Costa, a sociedade de fotografia Martins & Máximo. Foi no quintal do edifício da farmácia e da residência da família Baptista Limpo, que Manuel Martins realizou grande parte da sua obra fotográfica na área do retrato;

- Domingos Tavares de Almeida - Iniciou aos 38 anos e adoptou o nome simbólico “Marquês de Pombal”. Sobre Francisco Nunes da Conceição não possuímos elementos e relativamente a Joaquim José Frota sabe-se que foi professor primário em Grândola, que aqui casou em 1902, e que era natural da freguesia de Santiago, Alcácer do Sal.

Cota descritiva 3, ui1

Cota antiga 3, ui1, cx289, prat.52, est.2

Idioma e escrita Português

Tipo u.i. Caixa

PT/AMGDL/MM/10/02

Nível de descrição D

Código de referência PT/AMGDL/MM/10/02

Tipo de título Atribuído

Título Retrato de casamento de Maria Vitória Saraiva Limpo e de Manuel Cabrita Ribeiro da Cruz

Datas de produção 1941-07-30 - 1941-07-30

Dimensão e suporte 13x18 cm - negativo de gelatina e prata em vidro

(9)

Âmbito e conteúdo Retrato de casamento de Maria Vitória Saraiva Limpo, a "menina Tóia", e Manuel Cabrita Ribeiro da Cruz. Da esquerda para a direita:

José Silvestre Baptista Limpo (1881-1966), natural de Safara, tio da noiva, farmacêutico e proprietário da Farmácia Baptista Limpo, actual Farmácia Costa;

Maria Vitória Saraiva Limpo (03.10.1918-31.10.1989) nasceu em Grândola na R. Afonso de Albuquerque, filha de Pedro Baptista Limpo e de Lucília Matos Saraiva;

Manuel Cabrita Ribeiro da Cruz, veterinário, sobrinho do Dr. Cabrita, faleceu a 17.03.1980;

Mariana Domingas Gonçalves Champalimaud, tia da noiva, nasceu na Herdade do Canal, a 19.01.1891, filha de José Joaquim de Sande Salema Guerreiro Barradas Champalimaud e de Mariana Gonçalves, contraiu matrimónio em Grândola, a 09.10.19111, com José Silvestre Baptista Limpo, proprietário da Farmácia Baptista Limpo, actual Farmácia Costa. Não tiveram filhos.

Informações recolhidas pelo Sector de Museu e Património Cultural, com a colaboração de Ilda Maria Mendes Tojinha (nasc. 17.01.1931), em Julho de 2004.

Cota descritiva 10, ui4

Cota antiga 2, ui9, cx290, prat.53, est.2

Idioma e escrita Português

Tipo u.i. Caixa

PT/AMGDL/MM/10/05

Nível de descrição D

Código de referência PT/AMGDL/MM/10/05

Tipo de título Atribuído

Título Retrato de casamento de Maria Vitória Saraiva Limpo e de Manuel Cabrita Ribeiro da Cuz

Datas de produção 1941-07-30 - 1941-07-30

Dimensão e suporte 13x18 cm - negativo de gelatina e prata em vidro

Entidade detentora Arquivo Municipal de Grândola

Âmbito e conteúdo Retrato de casamento de Maria Vitória Saraiva Limpo, a "menina Tóia", e Manuel Cabrita Ribeiro da Cruz. Da esquerda para a direita:

Pedro Baptista Limpo, pai da noiva, nascido em 1879, natural de Safara; Lucília Matos Saraiva, mãe da noiva;

Maria Vitória Saraiva Limpo (03.10.1918-31.10.1989), nascida em Grândola na R. Afonso de Albuquerque; Manuel Cabrita Ribeiro da Cruz, veterinário, sobrinho do Dr. Cabrita, faleceu a 17.03.1980;

Mãe do noivo;

Pai do noivo, irmão do Dr. Cabrita.

Informações recolhidas pelo Sector de Museu e Património Cultural, com a colaboração de Ilda Maria Mendes Tojinha (nasc. 17.01.1931), em Julho de 2004.

Cota descritiva 13, ui4

Cota antiga 5, ui9, cx290, prat.53, est.2

Idioma e escrita Português

Tipo u.i. Outro

PT/AMGDL/MM/123/05

Nível de descrição D

Código de referência PT/AMGDL/MM/123/05

Tipo de título Atribuído

Título Libânio Saraiva Limpo

Dimensão e suporte 6,5 x 9 cm - negativo de gelatina e prata em vidro

Entidade detentora Arquivo Municipal de Grândola

Âmbito e conteúdo Retrato com cenário, representando um menino vestido à marinheiro; está de pé, encostado a uma cadeira, e segura um chicote de equitação.

Trata-se de Libânio Saraiva Limpo, nascido em Grândola, na R. Afonso de Albuquerque, a 28.09.1904. Filho de Pedro Baptista Limpo e de Lucília Matos Saraiva, casou, a 30.07.1942, com Clementina Tité Alves, natural de Santiago de Sesimbra, na Igreja Paroquial de Sesimbra. Faleceu a 31.07.1973, na freguesia de Loures.

Informações recolhidas pelo Sector de Museu e Património Cultural, com a colaboração de llda Maria Mendes Tojinha (nasc. 17.01.1931), em Julho de 2004.

Cota descritiva 36, ui27

(10)

Idioma e escrita Português

PT/AMGDL/MM/20/01

Nível de descrição D

Código de referência PT/AMGDL/MM/20/01

Tipo de título Atribuído

Título Casamento de Maria Vitória Saraiva Limpo e Manuel Cabrita Ribeiro da Cruz

Datas de produção 1941-07-30 - 1941-07-30

Dimensão e suporte 10x15 cm - negativo de gelatina e prata em vidro

Entidade detentora Arquivo Municipal de Grândola

Âmbito e conteúdo Retrato de casamento representando os noivos. Trata-se de Maria Vitória Saraiva Limpo (03.10.1918-31.10.1989), conhecida como "menina Tóia", nascida em Grândola na R. Afonso de Albuquerque, filha de Pedro Batista Limpo e de Lucília Matos Saraiva, e de Manuel Cabrita Ribeiro da Cruz, veterinário e sobrinho do Dr. Cabrita, falecido a 17.02.1980. O casamento celebrou-se a 30 de Julho de 1941. Negativo bastante degradado do lado da emulsão.

Cota descritiva 30, ui6

Cota antiga 1, ui20, cx291, prat.53, est.2

Idioma e escrita Português

Tipo u.i. Caixa

Unidades de descrição relacionadas PT/AMGDL/MM/20/02

PT/AMGDL/MM/20/02

Nível de descrição D

Código de referência PT/AMGDL/MM/20/02

Tipo de título Atribuído

Título Casamento de Maria Vitória Saraiva Limpo e Manuel Cabrita Ribeiro da Cruz

Datas de produção 1941-07-30 - 1941-07-30

Dimensão e suporte 10x15 cm - negativo de gelatina e prata em vidro

Entidade detentora Arquivo Municipal de Grândola

Âmbito e conteúdo Retrato de casamento representando os noivos. Trata-se de Maria Vitória Saraiva Limpo (03.10.1918-31.10.1989), conhecida como "menina Tóia", nascida em Grândola na R. Afonso de Albuquerque, filha de Pedro Batista Limpo e de Lucília Matos Saraiva, e de Manuel Cabrita Ribeiro da Cruz, veterinário e sobrinho do Dr. Cabrita, falecido a 17.02.1980. O casamento celebrou-se e a 30 de Julho de 1941.

Cota descritiva 31, ui6

Cota antiga 2, ui20, cx291, prat.53, est.2

Idioma e escrita Português

Tipo u.i. Envelope

Unidades de descrição relacionadas PT/AMGDL/MM/20/01

PT/AMGDL/MM/25/08

Nível de descrição D

Código de referência PT/AMGDL/MM/25/08

Tipo de título Atribuído

Título Família Milharadas

Dimensão e suporte 9x12 cm - negativo de gelatina e prata em vidro

(11)

Âmbito e conteúdo Retrato de grupo com cenário, representando vários elementos da família Milharadas. Da esquerda para a direita, em terceiro plano:

Natividade Milharadas Chanoca, Ana Milharadas de Almeida; Em segundo plano:

Maria/Madalena Milharadas, Virgínia Rita Milharadas, Afonso Milharadas (ao colo), José Milharadas; Em primeiro plano, sentadas no chão:

Lucília Milharadas, Maria/Madalena Milharadas.

Virgínia Milharadas (nasc. 1866, fal. 21.03.1960, aos 74 anos) casou com José Joaquim Milharadas (nasc. 1864, fal. 16.04.1942, aos 78 anos); Ana José Milharadas de Almeida faleceu a 1.08.1992, aos 86 anos; José Paixanita Milharadas, pai de José Carlos Milharadas, faleceu a 24.06.1975, aos 66 anos; Afonso Paixanita Milharadas faleceu a 24.09.1990, aos 73 anos.

Cota descritiva 12, ui9

Cota antiga 8, ui25, cx292, prat.53, est.2

Idioma e escrita Português

Tipo u.i. Caixa

PT/AMGDL/MM/32/06

Nível de descrição D

Código de referência PT/AMGDL/MM/32/06

Tipo de título Atribuído

Título Família Saraiva Limpo

Dimensão e suporte 9x12 cm - negativo de gelatina e prata em vidro

Entidade detentora Arquivo Municipal de Grândola

Âmbito e conteúdo Retrato de grupo representando uma mulher, sentada, segurando uma menina; por trás, de pé, um rapaz. Da esquerda para a direita:

Maria Vitória Saraiva Limpo, "menina Toia", nascida em Grândola, na rua Afonso de Albuquerque, a 3 de Outubro de 1918, filha de Pedro Batista Limpo e de Lucília Matos Saraiva;

Lucília Matos Saraiva, nascida em 1879, casou com Pedro Batista Limpo, de cuja união nasceram Libânio Saraiva Limpo e Maria Vitória Saraiva Limpo; sepultada a 28 de Abril de 1972;

Libânio Saraiva Limpo, nascido em Grândola, na rua Afonso de Albuquerque, a 28 de Setembro de 1904, casou a 30 de Julho de 1942 com Clementina Tité Alves (natural de Santiago de Sesimbra) na Igreja Paroquial de Sesimbra; faleceu a 31de Julho de 1973 na freguesia de Loures.

Informações recolhidas pelo Sector de Museu e Património Cultural com a colaboração da D. Ivone Douwens (nasc. 31.10.1913) em Julho de 2004.

Cota descritiva 40, ui10

Cota antiga 6, ui32, cx293, prat.53, est.2

Idioma e escrita Português

Tipo u.i. Caixa

PT/AMGDL/MM/32/09

Nível de descrição D

Código de referência PT/AMGDL/MM/32/09

Tipo de título Atribuído

Título Maria Vitória Saraiva Limpo e António Champalimaud d'Aboim Barahona

Datas descritivas Início da década de 1920

Dimensão e suporte 9x12 cm - negativo de gelatina e prata em vidro

Entidade detentora Arquivo Municipal de Grândola

Âmbito e conteúdo Retrato representando um menino e uma menina, abraçados, sobre uma cadeira. Trata-se de António Champalimaud d'Aboim Barahona e de Maria Vitória Saraiva Limpo, a "menina Toia".

António Champalimaud d' Aboim Barahona nasceu em Grândola a 14 de Abril de 1917, filho de Maria José Gonçalves Champalimaud e de António Joaquim d' Aboim Barahona.

Maria Vitória Saraiva Limpo nasceu em Grândola, na rua Afonso de Albuquerque, a 3 de Outubro de 1918, filha de Pedro Batista Limpo e de Lucília Matos Saraiva.

Informações recolhidas pelo Sector de Museu e Património Cultural com a colaboração de Ilda Maria Mendes Tojinha (nasc. 117.01.1931) em Julho de 2004.

Cota descritiva 43, ui10

(12)

Idioma e escrita Português

Tipo u.i. Caixa

PT/AMGDL/MM/32/13

Nível de descrição D

Código de referência PT/AMGDL/MM/32/13

Tipo de título Atribuído

Título Libânio Saraiva Limpo

Dimensão e suporte 9x12 cm - negativo de gelatina e prata em vidro

Entidade detentora Arquivo Municipal de Grândola

Âmbito e conteúdo Retrato masculino, representando um homem jovem, sentado, de fato, gravata e capa de estudante, empunhando uma guitarra portuguesa. Trata-se de Libânio Saraiva Limpo, nascido em Grândola, na R. Afonso de Albuquerque, a 28.09.1904. Filho de Pedro Baptista Limpo e de Lucília Matos Saraiva, casou, a 30.07.1942, com Clementina Tité Alves, natural de Santiago de Sesimbra, na Igreja Paroquial de Sesimbra. Faleceu a 31.07.1973, na freguesia de Loures.

Informações recolhidas pelo Sector de Museu e Património Cultural, com a colaboração de llda Maria Mendes Tojinha (nasc. 17.01.1931), em Julho de 2004.

Cota descritiva 47, ui10

Cota antiga 13, ui32, cx293, prat.53, est.2

Idioma e escrita Português

Tipo u.i. Caixa

PT/AMGDL/MM/41/15

Nível de descrição D

Código de referência PT/AMGDL/MM/41/15

Tipo de título Atribuído

Título Casa do Dr. Otílio Simões Cabrita

Dimensão e suporte 9x12 cm - negativo de gelatina e prata em vidro

Entidade detentora Arquivo Municipal de Grândola

Âmbito e conteúdo Perspectiva das traseiras da casa do Dr. Otílio Simões Cabrita, situada na Rua Afonso de Albuquerque, em cuja varanda se pode ver um homem e quatro crianças. Fotografia tirada do quintal de uma casa de família de Manuel Dominguez Martins, na Rua Mouzinho da Silveira.

Cota descritiva 15, ui13

Cota antiga 15, ui41, cx262, prat.53, est.2

Idioma e escrita Português

Tipo u.i. Caixa

PT/AMGDL/MM/43/01

Nível de descrição D

Código de referência PT/AMGDL/MM/43/01

Tipo de título Atribuído

Título Libânio Saraiva Limpo

Dimensão e suporte 9x12 cm - negativo de gelatina e prata em vidro

Entidade detentora Arquivo Municipal de Grândola

Âmbito e conteúdo Retrato masculino, representando um homem jovem, de pé, usando fato e gravata.

Trata-se de Libânio Saraiva Limpo, nascido em Grândola, na R. Afonso de Albuquerque, a 28.09.1904. Filho de Pedro Baptista Limpo e de Lucília Matos Saraiva, casou, a 30.07.1942, com Clementina Tité Alves, natural de Santiago de Sesimbra, na Igreja Paroquial de Sesimbra. Faleceu a 31.07.1973, na freguesia de Loures.

Informações recolhidas pelo Sector de Museu e Património Cultural.

(13)

Idioma e escrita Português

Tipo u.i. Caixa

PT/AMGDL/MM/55/11

Nível de descrição D

Código de referência PT/AMGDL/MM/55/11

Tipo de título Atribuído

Título Casa de José Jacinto Nunes - Actuais Paços do Concelho

Dimensão e suporte 9x12 cm - negativo de gelatina e prata em vidro

Entidade detentora Arquivo Municipal de Grândola

Âmbito e conteúdo Perspectiva da casa de habitação de José Jacinto Nunes, que foi adquirida pela Câmara Municipal em 1937 para aí instalar os Paços do Concelho, função que ainda hoje desempenha.

Edifício da primeira metade do séc. XVII, mandado edificar pelo Prior Barnabé Afonso Barradas, foi habitação dos Barradas de Macedo, conhecidos por Morgados do Rossio. Jorge de Vasconcelos herdou o imóvel de sua esposa, D. Ana Antónia Rita Barradas, transmitindo-o a sua filha, D. Maria da Natividade Paes e Vasconcelos, com quem o Dr. Jacinto Nunes se casou em 1869, transformando esta casa na sua residência.

Cota descritiva 40, ui16

Cota antiga 11, ui55, cx294, prat.44, est.2

Idioma e escrita Português

PT/AMGDL/MM/55/13

Nível de descrição D

Código de referência PT/AMGDL/MM/55/13

Tipo de título Atribuído

Título Descerramento da lápide de homenagem ao Dr. Jacinto Nunes

Datas de produção 1936-05-24 - 1936-05-24

Dimensão e suporte 9x12 cm - negativo de gelatina e prata em vidro

Entidade detentora Arquivo Municipal de Grândola

Âmbito e conteúdo Em 24 de Maio de 1936, após o óbito do Dr. Jacinto Nunes, procedeu-se, em sua homenagem, ao descerramento de uma lápide na frontaria da sua casa de habitação, que foi adquirida pela Câmara Municipal em 1937 para aí instalar os Paços do Concelho, função que ainda hoje desempenha. Edifício da primeira metade do séc. XVII, mandado edificar pelo Prior Barnabé Afonso Barradas, foi habitação dos Barradas de Macedo, conhecidos por Morgados do Rossio. Jorge de Vasconcelos herdou o imóvel de sua esposa, D. Ana Antónia Rita Barradas, transmitindo-o a sua filha, D. Maria da Natividade Paes e Vasconcelos, com quem o Dr. Jacinto Nunes se casou em 1869, transformando esta casa na sua residência.

Cota descritiva 42, ui16

Cota antiga 13, ui55, cx294, prat.44, est.2

Idioma e escrita Português

PT/AMGDL/MM/76/12

Nível de descrição D

Código de referência PT/AMGDL/MM/76/12

Tipo de título Atribuído

Título Maria Vitória Saraiva Limpo

Datas descritivas Década de 1940

Dimensão e suporte 6,5 x 9 cm - negativo de gelatina e prata em vidro

(14)

Âmbito e conteúdo Retrato com tela, representando uma mulher de vestido branco com padrão. Trata-se de Maria Vitória Saraiva Limpo, conhecida por "menina Toia", nascida em Grândola, na rua Afonso de Albuquerque, a 3 de Outubro de 1918. Filha de Pedro Batista Limpo (irmão de Silvestre Batista Limpo) e de Lucília Matos Saraiva, casou a 30 de Julho de 1940 com Manuel Cabrita Ribeiro da Cruz, veterinário, sobrinho do Dr. Cabrita, falecido a 17 de Fevereiro de 1980. Maria Vitória Saraiva Limpo faleceu a 16 de Abril de 1989.

Cota descritiva 86, ui20

Cota antiga 12, ui76, cx295, prat.44, est.2

Idioma e escrita Português

PT/AMGDL/MM/9/02

Nível de descrição D

Código de referência PT/AMGDL/MM/9/02

Tipo de título Atribuído

Título Família Douradinha

Dimensão e suporte 13x18cm - negativo de gelatina e prata em vidro

Entidade detentora Arquivo Municipal de Grândola

Âmbito e conteúdo Retrato de grupo com cenário representando três casais, estando as senhoras sentadas em 1.º plano; à direita, José Douradinha Lopes e Maria Douradinha, sua esposa.

A família Douradinha, natural do Algarve, estabeleceu-se em Grândola e dedicou-se à indústria corticeira, tendo criado a firma "Afonso Lopes e Douradinha", situada atrás do edifício do tribunal.

José Douradinha Lopes faleceu a 11.02.1951, aos 57 anos.

Informações recolhidas pelo Sector de Museu e Património, com a colaboração do Dr. António Candeias dos Santos, em Julho de 2004.

Cota descritiva 31, ui3

Cota antiga 2, ui9, cx290, prat.53, est.2

Idioma e escrita Português

Tipo u.i. Outro

PT/AMGDL/MM/9/04

Nível de descrição D

Código de referência PT/AMGDL/MM/9/04

Tipo de título Atribuído

Título Maria Vitória Saraiva Limpo, Lucília Matos Saraiva e Libânio Saraiva Limpo

Datas descritivas c. 1920

Dimensão e suporte 13x18cm - negativo de gelatina e prata em vidro

Entidade detentora Arquivo Municipal de Grândola

Âmbito e conteúdo Retrato de grupo representando uma mulher, sentada, segurando uma menina; por trás, de pé, um rapaz. Da esquerda para a direita:

Maria Vitória Saraiva Limpo, "menina Toia", nascida em Grândola, na rua Afonso de Albuquerque, a 3 de Outubro de 1918, filha de Pedro Batista Limpo e de Lucília Matos Saraiva;

Lucília Matos Saraiva, nascida em 1879, casou com Pedro Batista Limpo, de cuja união nasceram Libânio Saraiva Limpo e Maria Vitória Saraiva Limpo; sepultada a 28 de Abril de 1972;

Libânio Saraiva Limpo, nascido em Grândola, na rua Afonso de Albuquerque, a 28 de Setembro de 1904, casou a 30 de Julho de 1942 com Clementina Tité Alves (natural de Santiago de Sesimbra) na Igreja Paroquial de Sesimbra; faleceu a 31 de Julho de 1973 na freguesia de Loures.

Informações recolhidas pelo Sector de Museu e Património Cultural com a colaboração da D. Ivone Douwens (nasc. 31.10.1913) em Julho de 2004.

Cota descritiva 33, ui3

Cota antiga 4, ui9, cx290, prat.53, est.2

Idioma e escrita Português

Tipo u.i. Outro

(15)

Código de referência PT/PGDL02/ISSGDL

Título Irmandade do Santíssimo Sacramento da Igreja Matriz de Grândola

Datas de produção 1609 - 1985

Entidade detentora Paróquia de Grândola

(16)

História

administrativa/biográfica/familiar

A Irmandade do Santíssimo Sacramento da Igreja Matriz de Grândola foi erecta pelos moradores de Grândola, sob o patrocínio do Prior Barnabé Afonso Barradas e dos beneficiados, em 28 de Junho de 1609, tendo o alvará de confirmação sido outorgado por D. Filipe II de Portugal, através da Mesa da Consciência e Ordens, em 4 de Julho de 1609. A Irmandade encontrava-se sob jurisdição da Ordem de Santiago. Deste modo, o alvará determinou que a Irmandade permanecesse obrigada a dar contas das esmolas e “mais coisas” aos visitadores da Ordem, não existindo, contudo, qualquer obrigatoriedade das contas serem prestadas aos eclesiásticos. As alterações ao compromisso teriam de ser previamente examinadas pela Mesa da Consciência e Ordens.

O texto que antecede o traslado do compromisso revela a ideia de que a Irmandade não havia sido erecta pela Ordem mas somente confirmada pelo Rei, enquanto Mestre da mesma, defendendo-se que esta já se encontraria anteriormente erecta, sendo assim de jurisdição real. Neste sentido, se os juízes eclesiásticos pretendessem tomar contas à Irmandade tal seria considerado usurpação da jurisdição secular não devendo, contudo, ser colocado impedimento à visita no âmbito do que pertencesse ao culto divino, visto ser esta de mercê eclesiástica. Todavia o alvará de confirmação, emanado por D. Filipe II, enquanto governador e perpétuo administrador da Ordem, demonstra que a Irmandade se encontrava sob jurisdição da Ordem e da Mesa da Consciência e Ordens e não sob jurisdição régia.

O compromisso primitivo foi assinado por 30 irmãos, entre os quais 2 mulheres.

De acordo com o documento fundador, seria composta por 100 irmãos, “entre nobres e macanicos”. A administração era assegurada por 13 irmãos, eleitos anualmente, composta por um tesoureiro e por um procurador e os cargos de juiz e de escrivão eram ocupados por nobres.

A festa anual realizava-se no primeiro Domingo, após a festa de Corpus Christi, no dia em que os irmãos da Mesa o ordenassem.

O compromisso determinou a existência de um livro para assento de missas, capítulos, acórdãos e determinações; um livro da receita e da despesa para que se dessem contas aos 13 irmãos eleitos no ano seguinte.

A entrega dos bens à Mesa era realizada por inventário, lavrado no livro da Mesa.

Os irmãos do cento deveriam ser pessoas “de boa vida e costumes” e cada um daria de entrada 300 réis, acrescidos de 40 réis anuais, para as despesas da Irmandade. Os irmãos “de posses” poderiam comprar as suas vestes e opas devocionais, assim com sírios, para acompanharem o Santíssimo nas procissões das principais festas.

Da Irmandade também faziam parte confrades, sendo que os candidatos a confrade, homens e mulheres, deviam dar de esmola 20 réis.

Os irmãos e o juiz da administração deveriam usar de toda a diligência e solicitude no desempenho das suas tarefas, nomeadamente acompanhando a administração aos enfermos e na celebração das missas de capela.

As reuniões em capítulo eram compostas por 13 irmãos, pelo juiz e os restantes irmãos eram obrigados, no ano em que serviam, a juntar-se em capítulo na Matriz, no dia do Espírito Santo, no dia de Nossa Senhora da Assunção, na festa de Natal e na Páscoa. Em capítulo, os irmãos poderiam reformular o compromisso, assim como proceder à expulsão dos irmãos que não cumprissem as obrigações estabelecidas, elegendo outros em seu lugar.

Os 13 irmãos, da administração anual, eram obrigados a confessar-se pelo Natal, Páscoa, Espírito Santo e por Nossa Senhora da Assunção, assim como em seus oitavários. Caso contrário, sem apresentação de justificação, teriam de pagar de multa um arratel de cera.

Falecendo ou ausentando-se algum dos 13 irmãos, elegeriam outro irmão do cento, em sua substituição. Tratando-se de um nobre, elegeriam outro nobre em seu lugar e tratando-se de um mecânico, elegeriam outro mecânico.

Os irmãos tinham a obrigação de visitar os irmãos doentes ou presos, sendo o juiz o responsável pela nomeação dos irmãos que realizavam a visita. Por outro lado, o juiz e os mordomos deviam avisar e admoestar os irmãos que se desviassem do modo de vida preconizado pela Irmandade. Em caso de se revelarem contumazes, depois de serem admoestados duas vezes em Mesa, perderiam o estatuto de irmãos.

Falecendo um irmão do cento, a Irmandade era obrigada a prestar acompanhamento ao defunto, com a sua cruz e a cera costumada. Tratando-se de um irmão dos 13, mandavam-lhe dizer no próprio dia, ou no dia seguinte, um ofício nocturno, de oferta, com sua missa cantada. Sendo confrade, mandariam dizer uma missa rezada. Falecendo algum irmão, ou irmã, todos eram obrigados a rezar por sua alma cinco pais-nosso e cinco ave-marias, participando o falecimento ao prior para que chegasse ao conhecimento dos restantes irmãos. Era obrigatória a presença dos irmãos nos enterros dos irmãos defuntos.

A cera que se gastava nas procissões da Ressurreição, no Corpus Christi e nas visitas aos enfermos, assim como a que se gastasse nas Endoenças, era paga pela Irmandade. Os irmãos dos 13 e os do cento achar-se-iam presentes no ofício da 5.º feira de Endoenças até à 6.ª feira ao meio dia.

No oitavário dos santos dizia-se um meio ofício, com suas vésperas e laudas e com missa cantada, ofertada com um alqueire de trigo e meio almude de vinho, pelas almas dos irmãos defuntos, confrades e benfeitores, à custa da Irmandade.

Na Matriz, nas Igrejas anexas e nas Freguesias deveria existir uma caixa para as esmolas, possuindo o escrivão e o tesoureiro as chaves das mesmas. Estas eram abertas anualmente, um mês antes de terminar a gestão da Mesa. As esmolas carregavam-se na receita do tesoureiro, juntamente com a demais receita.

Localidade União das freguesias de Grândola e Santa Margarida da Serra

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História custodial e arquivística A documentação foi incorporada pela Paróquia de Grândola, encontrando-se instalada em dependências do Cartório Paroquial. Detectam-se perdas documentais significativas, possivelmente relacionadas com a dispersão dos documentos, a transferência de espaços físicos ou a depredação de algumas espécies. Em 1990, com vista à salvaguarda, organização e estudo das espécies documentais existentes na Igreja Matriz de Grândola, Germesindo Silva, investigador no âmbito da História Local, obteve autorização do Sr. Padre José Guerreiro para proceder ao seu tratamento. O investigador organizou os documentos

atribuindo códigos alfanuméricos a grande parte das espécies. Para fins de controlo e segurança efectuou, também, a aposição do carimbo da entidade detentora na documentação. O documento onde registou a metodologia de trabalho adoptada e a organização final encontra-se disponível para consulta na Paróquia de Grândola e no Arquivo Municipal de Grândola.

No âmbito da colaboração entre o Município e a Paróquia de Grândola, e na sequência de solicitação do Sr. Padre Manuel António do Rosário, os Técnicos do Arquivo Municipal de Grândola efectuaram o tratamento arquivístico do fundo em questão e elaboraram o presente instrumento de descrição documental.

Fonte imediata de aquisição ou transferência

Documentação incorporada em data desconhecida.

Âmbito e conteúdo Documentação referente à actividade da Mesa da Irmandade, à aceitação de irmãos, às eleições da Mesa, ao património móvel e imóvel, ao capital mutuado, à instituição de capelas, às relações com entidades exteriores e aos orçamentos e contabilidade da Irmandade.

Avaliação e seleção Em virtude do seu valor secundário não se efectuarão quaisquer eliminações, pelo que todos os documentos serão conservados permanentemente.

Ingressos adicionais Trata-se de um fundo aberto. Poderão existir novos ingressos.

Sistema de organização Classificação funcional.

Condições de acesso No exercício dos seus direitos patrimoniais, cabe à Paróquia de Grândola autorizar a consulta e a divulgação.

Condições de reprodução No exercício dos seus direitos patrimoniais, cabe à Paróquia de Grândola autorizar a reprodução. A mesma encontra-se sujeita a restrições relacionadas com o seu estado de conservação dos documentos e com o fim a que se destina. A utilização, para efeitos de publicação, encontra-se também sujeita a autorização da Paróquia.

Idioma e escrita Português

Instrumentos de pesquisa Inventário

Existência e localização de originais Cartório Paroquial da Igreja Matriz de Grândola (1 livro instalado no armário).

Unidades de descrição relacionadas Relação complementar: Portugal, Arquivo Paroquial Grândola: Fundo Irmandade das Almas do Purgatório da Igreja Matriz de Grândola (PT/PGDL02/IAPGDL);

Relação genérica: Portugal, Arquivo Paroquial Grândola: Fundo Irmandade de Nossa Senhora do Rosário da Igreja Matriz de Grândola (PT/PGDL02/INSRGDL);

Relação genérica: Portugal, Arquivo Paroquial Grândola: Fundo Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos da Igreja Matriz de Grândola (PT/PGDL02/INSRPGDL);

Relação genérica: Portugal, Arquivo Paroquial de Grândola: Fundo Junta de Paróquia de Grândola (PT/PGDL02/JPGDL).

Relação genérica: Portugal, Arquivo Municipal de Grândola: Fundo Câmara Municipal de Grândola (PT/AMGDL/CMGDL);

Relação genérica: Portugal, Arquivo Municipal de Grândola: Fundo Administração do Concelho de Grândola (PT/AMGDL/ACGDL).

Referências

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