99 77 18 08 49 31 45 ISSN 1808-4931
Fruticultura
Brazilian Fruit YearBook 2015
ANUÁRIO BRASILEIRO
DA FRUTICULTURA 2015
brazilian fruit yearbook
Sílvio Ávila
EXPEDIENTE .
PubliSHerS anD eDitorS
EDITORA GAZETA SANTA CRUZ LTDA.
CnPJ 04.439.157/0001-79
rua ramiro barcelos, 1.224, CeP: 96.810-900, Santa Cruz do Sul, rS telefone: 0 55 (xx) 51 3715 7940
fax: 0 55 (xx) 51 3715 7944
e-mail: [email protected] [email protected] Site: www.editoragazeta.com.br
ANUÁRIO BRASILEIRO DA FRUTICULTURA 2015
Editor: romar rudolfo beling; editor assistente: igor Müller; textos: erna regina reetz, benno bernardo kist, Cleiton evandro dosSantos, Cleonice de Carvalho e Marluci Drum;
supervisão: romeu inacio neumann; tradução: Guido Jungblut; fotografia: Sílvio Ávila, inor assmann (agência assmann),
robispierre Giuliani e divulgação de empresas e entidades;
projeto gráfico e diagramação: Márcio oliveira Machado;
arte de capa: Márcio oliveira Machado, sobre fotografia de Sílvio Ávila; edição de fotografia e arte-final: Márcio oliveira Machado;
catalogação e tabelas: Sadraque lenz Veiga;
marketing: raul José Dreyer, Maira trojan bugs, Gabriela da Silva,
Giovani Souza e ana Paula knak; supervisão gráfica: Márcio oliveira Machado; distribuição: Simone de Moraes; impressão: Gráfica Coan, tubarão (SC).
iSSn 1808-4931
É permitida a reprodução de informações desta revista, desde que citada a fonte.
Reproduction of any part of this magazine is allowed, provided the source is cited.
ficha a636
anuário brasileiro da fruticultura 2014 / erna regina reetz ... [et al.]. – Santa Cruz do Sul : editora Gazeta Santa Cruz, 2015.
104 p. : il. iSSn 1808-4931
1. frutas – Cultivo – brasil. i. reetz, erna regina.
CDD : 634.0981
CDu : 634.1(81)
Catalogação: edi focking Crb-10/1197
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C M Y CM MY CY CMY K anúncio fruticultura.pdf 1 24/02/2015 15:21:0306 .
APRESENTAçãO
. introduction10 .
PRODUçãO
. Production28 .
MERCADO . Market
46 .
AS PRINCIPAIS . Main fruit
86 .
PESQUISA . research
96 .
PAINEL
. Panel100 .
EVENTOS
. eventsSUMÁRIO
.
SuMMary
Para
todos
os gostos
a fruticultura brasileira vive um de seus momentos mais dinâmicos. além da ampla variedade de espécies produzidas em to-das as regiões do País, e nos mais diversos tipos de clima, o incremento da produtivi-dade e as formas de apresentação e de in-dustrialização colocam as frutas em desta-que no agronegócio. a adoção de eficien-tes sistemas de cultivo e de rastreamento, em sintonia com a responsabilidade social e ambiental, impulsiona as cadeias produti-vas exportadoras e amplia a oferta de frutas para a população brasileira.
tendo o Sudeste como principal polo de produção em âmbito nacional, a intro-dução da fruticultura nos vários estados cria oportunidades de emprego e de renda e estimula a industrialização. além das fru-tas in natura oferecidos nos mercados re-gionais, a sua transformação em alimentos e bebidas com larga aceitação movimen-ta a economia nas cidades. É o caso, por exemplo, da cadeia dos vinhos, dos espu-mantes e dos sucos nas regiões de vitivini-cultura, dos sucos de laranja e de outras fru-tas tropicais, e dos industrializados que co-meçam a ser exportados.
Mantendo-se com volume de colheita de aproximadamente 40 milhões
de toneladas anuais, os
pomares só não crescem em ritmo ainda mais acentuado porque os índices de con-sumo per capita avançam de forma lenta no País. a melhoria no poder aquisitivo da população e a disseminação de hábitos cul-turais saudáveis, no entanto, tendem a esti-mular a presença cada vez mais acentuada das frutas no dia a dia do brasileiro.
Coloridas e nutritivas, as dezenas de es-pécies de frutíferas cultivadas em território nacional fazem do brasil um oásis em âmbi-to global. o mercado interno propicia frutas para todos os gostos, e quem ganha com o crescimento desse setor é cada pessoa, indi-vidualmente, e a sociedade como um todo. Que 2015 possa ser um ano com o pleno sa-bor vindo dos pomares.
Inor Ag. Assmann
For
all
tastes
Fruit farming in Brazil is going through one of its most dynamic moments. Besides the vast variety of species, produced in all regions throughout the Country and in different cli-mate conditions, soaring productivity, appearance and industrialization account for their prominent position in agribusiness. Efficient cultivation systems, traceability, in line with so-cial and environmental responsibility, drive the exporting supply chains and expand fruit supplies for the Brazilian people.
With the main production hub in the Southeast, the introduction of fruit farming in the states creates jobs, income and industrialization opportunities. Besides an array of fresh fruits supplied to regional markets, their transformation into largely accepted food and beverages drive the economy of the cities. For example, it is the case of the wine, sparkling and juice sup-ply chains in the viticulture regions, orange juices and other tropical fruit, along with indus-trialized fruit now being shipped abroad.
With an annual harvest volume of approximately 40 million tons, our orchards are not expanding faster because per capita consumption of fruit is still lagging behind other coun-tries. The soaring purchasing power of the population and the dissemination of healthy cul-tural habits, nonetheless, tend to stimulate the presence of fruit in people’s everyday lives.
Colored and nutritious, the tens of fruit species cultivated in our national territory turn Brazil into an oasis at global level. The domestic market supplies fruit for all tastes, and the beneficiaries of the growth of this sector are the people themselves and society as a whole. Let us hope that 2015 will be a year with abundant flavor coming from the orchards.
PRODUçãO
.
ProDuCtion
Para saciar a fome, principalmente no verão, nada melhor do que uma fruta. num lanchinho rápido, prático e saudá-vel, uma boa pedida pode ser uma bana-na. Se a vontade for por outras variedades, laranja e melancia caem muito bem. Para quem quer manter o corpo em forma, a recomendação sempre é por frutas nos in-tervalos das refeições. Motivos para consu-mi-las não faltam.
apesar disso, conforme levantamento do instituto brasileiro de Geografia e esta-tística (ibGe), a produção brasileira de fru-tas em 2013 (último ano com dados ofi-ciais disponíveis) somou 41,6 milhões de toneladas, o que representa 1,8% a me-nos do que em 2012. o que motiva esse re-cuo na colheita de frutas no País são as sé-rias dificuldades relacionadas ao clima em todas as regiões produtoras. “Seja pelo ex-cesso de chuva ou pela falta dela, tais pro-blemas limitam a produtividade e inibem investimentos”, explica o gerente de inte-ligência de Mercado do instituto brasileiro de frutas (ibraf), Cloves ribeiro neto.
entre as principais frutas produzidas, a laranja continua no topo do ranking, com safra que ultrapassa a 17 milhões de tone-ladas; porém, com redução de 2,5% ante a produção de 2012, devido à crise da citri-cultura vivida no estado de São Paulo e à erradicação de plantações. “Como a laran-ja é o carro-chefe da fruticultura brasileira, qualquer alteração tem impacto significa-tivo no volume total”, detalha o gerente.
a banana, fruta in natura mais con-sumida pelos brasileiros, rendeu produ-ção de 6,8 milhões de toneladas, volume estável quando comparado com a safra
anterior, que foi de 6,9 milhões de tone-ladas. a maçã, o abacaxi, a uva e o limão também tiveram reduções significativas no volume total. Problemas com o clima – principalmente por seca – contribuíram para a diminuição de produção e para o menor calibre das frutas.
São Paulo, como principal polo citrí-cola do País, continua sendo o maior pro-dutor geral, com volume que supera a 16 milhões de toneladas, representando 39% da produção total de frutas brasilei-ras. além da laranja, principal fruta pro-duzida no estado, destaca-se a colheita de banana, com mais de um milhão de toneladas. Com extensão territorial de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, o brasil segue como o terceiro maior pro-dutor de fruta no mundo.
um fator importante que faz o País continuar nessa posição de liderança mundial é o oferecimento de espécies tropicais, subtropicais e de clima tempe-rado. “Conseguimos proporcionar, assim, grande variedade de frutas o ano inteiro”, afirma Cloves. Conforme ele, atualmente, a fruticultura ocupa 2 milhões de hecta-res e gera mais de 5 milhões de empregos no campo. a atividade tem Valor bruto de Produção superior a r$ 23 bilhões.
Laranja
é a cor
mais quente
A laranja é a fruta mais produzida nos pomares do Brasil, e a banana
é a mais consumida pelos brasileiros, que têm fartura à disposição
São Paulo é o pRinCipAL
ESTAdo pRoduToR, Com
CERCA dE 39% dA CoLhEiTA
To satisfy your hunger, especially in the summer months, there is nothing better than a fruit. For a quick, practical and healthy snack, a banana could be a good choice. if you crave other varieties, oranges and wa-termelons might fit well. For those who want to keep in good shape, the recommendation is for some fruit in-between meals. There are plenty of reasons to eat fruit.
nevertheless, according to a survey by the Brazilian institute of Geography and Sta-tistics (iBGE), the production of fruit in Bra-zil in 2013 (latest figures available) reached
41.6 million tons, down 1.8% from 2012. The reasons for this decline in fruit production throughout the Country are the serious diffi-culties related to climate conditions in all fruit producing regions. “Whether for excessive precipitation or the lack of rains, these prob-lems are limiting factors in terms of produc-tivity and equally inhibit new investments”, explains Cloves Ribeiro neto, market intelli-gence manager at the Brazilian Fruit insti-tute (ibraf).
orange is still the most cultivated fruit in Brazil, with an annual production in excess
of 17 million tons; however, this year pro-duction was down 2.5% from the volume achieved in 2012, due to the citrus fruit cri-sis across the State of São paulo, resulting into the eradication of countless orange or-chards. “The fact is, oranges are the flagship in Brazil’s fruit business, and any alteration exerts a significant impact upon the total vol-ume”, the manager explains.
Banana is the most eaten fruit in Bra-zil, and its total production amounted to 6.8 million tons, a stable volume if compared to the previous growing season, when it totaled
orange
is the
warmest color
orange is the most-cultivated fruit in brazilian orchards, while banana
is the most eaten fruit in the Country, where it is grown abundantly
6.9 million tons. other fruit with significant reductions in volume include apples, pine-apples, grapes and limes. Climate induced problems – especially drought conditions – are to blame for the smaller amounts and smaller caliber of the fruit.
São paulo, as major citrus fruit hub in Brazil, is still the leading producer, with a vol-ume in excess of 16 million tons, representing 39% of Brazil’s total fruit crop. Besides orang-es, main fruit produced in the State, bananas are also grown abundantly, with a total of 1 million tons. Covering an area of 8.5 million square kilometers, Brazil is still ranking as third biggest fruit producer in the world.
An important factor that accounts for Brazil’s global leading position on that score is its capacity to supply tropical, subtropical and temperate climate fruits.
“This is how we manage to supply a great variety of fruit year round”, Cloves says. in his view, currently, fruit farming occupies 2 mil-lion hectares and generates 5 milmil-lion jobs in the countryside. Furthermore, its Gross pro-duction Value exceeds R$ 23 billion.
SãO PAULO iS tHe
leaDinG ProDuCer, witH
about 39% of tHe total
Na ponta do lápis - On the tip of a pencil
CoMParatiVo De ProDução
Produto Volume (Ton) Safra 2012 Volume (Ton) Safra 2013 Volume (Ton)Safra 2014*
Abacaxi** 3.453.378 3.235.903 3.343.260 Banana 6.902.184 6.892.622 7.182.714 Coco-da-baía 1.954.354 1.926.857 1.938.230 Laranja 18.012.560 17.549.536 17.340 Maçã 1.339.771 1.231.472 1.377.393 Uva 1.514.768 1.439.535 1.418.691
* Para 2014 os valores são estimados.
** Conversão: 1 fruto = 2,5 kg (região Sul-Sudeste, exceto Pr (1,6kg) e SC (1,67kg) - 2,1kg (região Centro-oeste)e 1,8kg (para as demais regiões.
Tempo de colheita - Harvesting time
ProDutiViDaDe DaS frutaS no braSil
Fruta Safra 2013 Safra 2014 Variação (%) Abacaxi (frutos por hectare) 26.452 26.779 + 1,24
Banana (quilogramas por hectare) 14.309 14.631 + 2,25
Coco-da-baía (frutos por hectare) 7.312 7.644 + 4,54
Laranja (quilogramas por hectare) 23.012 22.842 - 0,74
Maçã (quilogramas por hectare) 32.290 37.104 + 14,91
Uva (quilogramas por hectare) 17.860 18.146 + 1,60
Fonte: levantamento Sistemático da Produção agrícola, ibGe, dezembro de 2014. Elaboração: ibraf.
Área plantada (hectares) - Planted area (hectares)
Produto Safra 2013 Safra 2014 Variação (%) Abacaxi 93.743 96.800 + 3,26 Banana 525.589 523.797 - 0,34% Coco-da-baía 274.344 257.168 - 6,26 Laranja 788.787 721.252 - 8,56 Maçã 38.420 37.562 - 2,23 Uva 81.438 80.576 - 1,06
Área Colhida (hectare) - Harvested area (hectares)
Produto Safra 2013 Safra 2014 Variação (%) Abacaxi 61.950 64.673 + 4,40 Banana 485.559 487.902 + 0,48 Coco-da-baía 257.157 242.174 - 5,83 Laranja 707.661 650.190 - 8,12 Maçã 37.986 37.122 - 2,27 Uva 79.379 79.142 - 0,30 13
Quando bate aquela fome, o que mais se quer é dar um jeito de saciá-la logo! en-tre as opções para resolver esse problema estão os lanches rápidos, que vão desde uma beliscadinha em um salgadinho no meio da tarde até a refeição do almoço, por exemplo, rica em frituras. a vida corri-da que muitos levam é a justificativa por tais escolhas, que são, por hora, mais rápi-das ou fáceis, mas que no fim rápi-das contas comprometem a saúde. tanto que dados do instituto brasileiro de Geografia e esta-tística (ibGe) indicam que 98 milhões de brasileiros, quase metade da população, estão acima do peso.
o indicado, para combater o proble-ma, é que essas pessoas consumam fru-tas e verduras, além de iniciarem ativida-des físicas. Conforme a organização Mun-dial de Saúde (oMS), a ingestão constan-te desses alimentos pode reduzir em até 19% a incidência de câncer no intestino. no brasil, as pessoas não têm o hábito de comer frutas como um alimento, e sim como sobremesa, afirma o gerente de in-teligência de Mercado do instituto brasi-leiro de frutas (ibraf), Cloves ribeiro neto. “este é um dos motivos para o baixo con-sumo. além dele, tem a questão do poder aquisitivo, que inibe parte da população a consumir regularmente frutas por te-rem valor médio anual alto e não fazete-rem parte da cesta básica”.
De acordo com o último levantamen-to do ibGe sobre aquisição domiciliar de frutas, o brasil consome 33 quilos por ha-bitante ao ano, quando o recomendado seria ingerir próximo de 100
quilos/ha-bitante/ano. a banana caiu no gosto dos brasileiros e é hoje a fruta mais consumi-da no País. além dela, laranja, uva e man-ga são requisitadas com frequência.
Cloves afirma que, aos poucos, os brasi-leiros estão pegando mais gosto pelas fru-tas. “temos aumentado o consumo ano a ano, ainda que de forma tímida”, frisa. “a melhoria de renda e da qualidade das frutas são fatores que estão contribuindo para firmar esse hábito”. Conforme o ge-rente, com o baixo consumo são necessá-rios investimentos para criar esse hábito na alimentação regular. no entanto, o bra-sil não possui políticas públicas e/ou pri-vadas que possibilitem esses projetos. “o ibraf mantém diversos projetos de incen-tivo, mas fica inviabilizado de modificar o cenário por conta da falta de apoio finan-ceiro”, argumenta.
Documento da associação brasileira dos Produtores exportadores de frutas e Derivados (abrafrutas) destaca que é fun-damental melhorar a interlocução junto à agência nacional de Vigilância Sanitá-ria (anvisa). a meta é mostrar que é sau-dável e seguro consumir frutas produzidas no brasil, e que não há qualquer risco de-corrente delas para a população.
Mudança
de hábito
Consumo de frutas no Brasil chega a 33 quilos por habitante ao ano,
quando o recomendado pela omS seria ingerir cerca de 100 quilos
braSileiroS mAniFESTAm
pREFERênCiA poR BAnAnA,
LARAnjA, uVA E mAnGA
When hunger strikes, one wants to find a way to quench it as soon as possible. Among the options to solve this problem there is fast food, a bite-sized cracker in mid afternoon, or even a full meal, for example, rich in fried food. The very busy life that many people lead seems to justify such choices, which are, for the moment, easier and faster, but in the end could cause serious health problems. So much so that data from the Brazilian stitute of Geography and Statistics (iBGE) in-dicate that 98 million Brazilians, almost half the entire population, are overweight.
The recommendation for fighting the problem is for these people to consume fruit and vegetables, besides doing physical ex-ercises. According to the World health or-ganization (Who), constant ingestion of fruit and salads could reduce the incidence of intestine cancer by 19%. in Brazil, people do not have the habit of consuming fruit as food, but as dessert, says the manager of the Brazilian Fruit institute’s intelligence divi-sion, Cloves Ribeiro neto. “This is one of the reasons that explain the problem of defi-cient fruit consumption. Furthermore, there is also the buying power question, which prevents part of the population from con-suming fruit on a regular basis. And what is more, fruit are not included in the so-called basic fruit basket “.
According to iBGE’s latest survey focused on the acquisition of fruits by the Brazilian families, per capita consumption reaches 33 kilograms a year, although the recommen-dation is for 100 kilograms. Bananas have become very popular in Brazil and are now the most consumed fruit in the Country. other largely consumed fruit are oranges, grapes and mangoes.
Ribeiro neto maintains that, little by lit-tle, Brazilians are acquiring the habit of
eat-ing fruit. “Consumption has been riseat-ing year after year, though very slowly”, he insists. “higher purchasing power and enhanced quality are contributing towards strength-ening this habit. According to the manag-er, as consumption is still low, there is need for investments in developing regular fruit consumption habits. however, Brazil has neither public nor private policies in place to lend support to these projects. “ibraf has figured out several incentive projects, but the lack of financial support has made any changes unviable”, he argues.
A document by the Brazilian Association of Fruit producers and Exporters (Abrafru-tas) maintains that it is of fundamental im-portance to keep constantly in contact with Anvisa so as to demonstrate that all fruit pro-duced in Brazil are healthy. And there is more, studies have attested that fruit consumers in Brazil are not exposed to any risk.
Change
of habit
Per capita consumption of fruit in brazil reaches 33 kilograms a year,
but wHo recommendations are for about 100 kilograms
BRAZILIANS Prefer bananaS,
followeD by oranGeS,
GraPe anD ManGoeS
Vai fora - Is lost
ÍnDiCeS De PerDaS DaS PrinCiPaiS frutaS no braSil
Fruta Valor (% por ano) Laranja 23% Abacaxi 26% Manga 28% Mamão 32% Abacate 34% Morango 40% Banana 42%
Fonte: luiz Carlos o. lima, ufla, 2010. Elaboração: ibraf.
No ToPo
apesar de todas as dificuldades amplamente conhecidas, no chamado “custo brasil”, a infraestrutura deficiente, a falta de acesso a crédito e o baixo investimento em pesquisa e desenvolvimento, o País consegue se adequar constantemente na melhoria da qualidade, no respeito às condições ambientais e no aumento da produtividade por área cultivada. isso é possível, de acordo com Cloves ribeiro neto, do ibraf, devido aos investimentos em tecnologias, como sistemas eficientes de irrigação. “estas são algumas características que colocam os brasileiros entre os maiores produtores de frutas no mundo”, conclui.
Planeta
fruta
Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas, num cenário de
colheita que não tende a se alterar de forma significativa a médio prazo
o mundo todo produz anualmen-te mais de 800 milhões de toneladas de frutas. o brasil é o terceiro colocado no
ranking das principais nações produtoras.
está atrás apenas da China e da Índia, res-pectivamente. Já quando se trata de laran-jas, os brasileiros são líderes. além disso, é o segundo País que mais colhe mamões e limões tahiti e, ainda, o terceiro na lista dos que mais colhem tangerinas.
além do brasil, impõem-se a China, tra-balhando, principalmente, com melancias e maçãs; a Índia, com produções expressi-vas de bananas e de cocos; e a indonésia, que ocupa o quarto lugar mundial na pro-dução de coco. uma vez que na fruticultu-ra, principalmente de espécies tropicais, o cultivo é perene, o cenário dos maiores produtores mundiais não tende a se alte-rar a médio prazo.
no entanto, de acordo com o geren-te de ingeren-teligência de Mercado do institu-to brasileiro de frutas (ibraf), Cloves ribei-ro neto, existem alguns países que vêm se destacando, caso do Peru, que já é concor-rente, não em volume, mas em exportação. “a Colômbia também chama atenção, ten-do em vista que vem se especializanten-do na fruticultura exótica”, afirma Cloves.
Por outro lado, o gerente adianta que não será surpresa se, no futuro, alguns pa-íses da África circularem na cadeia frutí-cola. apesar de, de modo constante, figu-rar no pódio da produção de frutas, o bra-sil tem potencial para crescer ainda mais
nessa cultura. De acordo com o presiden-te da associação brasileira dos Produtores exportadores de frutas e Derivados (abra-frutas), luiz roberto barcelos, o País tem condições de abastecer ainda mais o mer-cado externo. Para isso, precisa resolver al-gumas pendências. “ainda não estamos acessando esses mercados por conta do amadorismo, por ser produção ainda mui-to familiar ou por não termos grandes em-presas estruturadas dedicando-se à expor-tação”, explica.
barcelos ressalta que, resolvendo es-sas questões, o brasil terá maior importân-cia no fornecimento de frutas frescas para os países com mais condições de compra, caso dos europeus. a gama variada de fru-tas produzidas no País também é fator re-levante para aumentar, em breve, a quan-tidade exportada, que hoje é inferior a 3% da safra total.
nações desenvolvidas, a exemplo da união europeia e dos estados unidos, são os maiores consumidores, alguns com 100 quilos por habitante ao ano. Já no brasil, o patamar é considerado muito baixo: são cerca de 40 quilos por pessoa ao ano.
LARAnjA, mAmão, Limão TAhiTi
E TAnGERinA São oS
deSTaqueS braSileiroS
ON TOP
in spite of all vastly known hurdles, related to the so-called “Brazil Cost”, deficient infrastructure, lack of credit lines and low investment in research and development, the Country nevertheless manages to adjust to quality improvement, compliance with environmental standards and soaring productivity rates in the cultivated areas. According to Cloves Ribeiro neto, of ibraf, this is viable due to investments in technology, like efficient irrigation systems. These are some characteristics that account for Brazil’s position as one of the biggest fruit producers in the world”, he concludes.
World production of fruit exceeds 800 million tons a year. Brazil ranks as third-big-gest producer, coming after China and india, respectively. When it comes to oranges, Bra-zil is the leading producer. Furthermore, the Country ranks as second-biggest producer of papaya and Tahiti lime, and third-biggest tangerine producer.
Besides Brazil, other countries renowned for their fruit businesses are China, where watermelons and apples are the most pop-ular fruits; india, with expressive production of bananas and coconuts; while indonesia ranks as fourth-biggest producer of coconuts in the world. Seeing that fruit farming, espe-cially tropical species, is a perennial activity, the scenario of the largest global producers is not likely to change in the medium run.
nonetheless, according to Cloves Ribeiro neto, market intelligence manager at the Brazilian Fruit institute (ibraf), there are some countries where fruit farming has been on a rising trend for some years now. peru is an ex-ample, and is now competing in exports, but not in volume. “Colombia also deserves at-tention, as this country is now specializing in the cultivation of exotic fruits”, said Cloves.
moreover, the manager anticipates that it will be no surprise if, in the future, some Af-rican countries begin to circulate in the fruit supply chain. in spite of its stable position in the fruit production podium, Brazil has the potential to develop this business even fur-ther. According to the president of the Bra-zilian Association of Fruit producers and Ex-porters (Abrafrutas), Luiz Roberto Barcelos, the Country is in a position to increase even further its sales abroad. To this end, some hurdles still have to be countered. “We are still accessing these markets as amateurs, be-cause fruit farming is still a family business for the most part, and we do not have
well-brazil ranks as third-biggest fruit producer in the world, a scenario
that is not likely to change significantly in the medium run
planet
fruit
oranGe, PaPaya, taHiti liMe anD
tanGerine are tHe MoSt
wIDELy-CULTIVATED FRUIT IN BRAZIL
structured companies devoted to exports”, he explains.
Barcelos maintains that, once these ques-tions have been solved, Brazil will be viewed as a relevant fresh fruit supplier to countries that can afford them, particularly European nations. The array of fruits produced in Brazil is also a relevant factor that might soon help
increase the amount of fruit shipped abroad, which is still less than 3% of the total crop.
developed countries, like the united States and European union members, are the biggest consumers, totaling 100 kg per person a year in some of them. in Brazil, fruit consumption is still lagging behind: some 40 kilos per person/year.
ToCaNdo eM FreNTe
as principais frutas produzidas em tocantins são abacaxi, banana e melancia. além destas, o estado oferece caju, melão, limão, coco e manga. em cada hectare plantado com abacaxi são colhidos 23 mil frutos, o que coloca o estado entre os grandes fornecedores no brasil. a estimativa é de que mais 90 mil toneladas de abacaxi tenham sido colhidas em 2014.
Conforme o instituto brasileiro de Geografia e estatística (ibGe), a cultura de banana ocupou área de 3.673 hectares em 2013, acumulando volume de 23.274 toneladas. Parte dessa produção abastece mercados vizinhos, como Goiás, Minas Gerais e Distrito federal. em junho de 2014 ocorreu o primeiro embarque experimental de banana nanica para a argentina, totalizando 30 toneladas exportadas.
no estado, a produção de melancia é favorecida na região de várzeas devido ao sistema de sub-irrigação, que dificulta o aparecimento de doenças. em 2013, foram colhidas mais de 200 mil toneladas da fruta.
Palmas
para eles
Estado do Tocantins ampliou em mais de 60% a produção de frutas em
quatro anos e planeja tornar-se grande fornecedor para o mundo todo
apesar dos já conhecidos estrelões da fruticultura (São Paulo, bahia, Minas Ge-rais, rio Grande do Sul e Pará), tem no-vas apostas de áreas produtoras surgindo – de mansinho, é verdade, mas com jeito de quem veio para ficar. a nova investida do setor é o estado do tocantins. localiza-do na região norte localiza-do brasil, já está agra-dando consumidores com suas frutas, que são muito adocicadas, por conta das con-dições favoráveis de clima e de solo.
em 2010, a produção de frutas dos to-cantinenses chegou a 170 mil toneladas, enquanto em 2013 este volume saltou para 278 mil toneladas. Conforme dados do instituto brasileiro de Geografia e es-tatística (ibGe), nos últimos quatro anos o estado teve aumento de 63,52% na co-lheita de frutas. além disso, tocantins é um dos principais produtores nacionais de abacaxi: em 2013, somou 74.705 qui-los dessa espécie.
apesar de ainda não existirem da-dos oficiais sobre a colheita do estado em 2014, a expectativa é de que a safra tenha superado os números de 2013. Para o en-genheiro agrônomo anderson Pereira, da Secretaria estadual de agricultura e Pecu-ária (Seagro), além da importância econô-mica, a fruticultura é considerável no âm-bito social. “a atividade tem a capacidade de empregar grande quantidade de mão de obra. enquanto a produção de grãos gera 0,2 emprego por hectare, a fruticul-tura pode gerar de dois a cinco empregos por hectare”, explica.
Com tantos pontos favoráveis, o gover-no de tocantins desenvolve projetos que fomentem ainda mais a fruticultura. De acordo com o secretário da Seagro, ruiter Padua, em 2014 foram realizadas mais de uma dezena de ações técnicas para
incen-tivar a cultura. “realizamos dias de campo com abordagem na produção integrada, dias de fruticultura e visitas técnicas, além de monitoramento de pragas e doenças, promovido todos os meses nas lavouras de abacaxi e banana das regiões envolvi-das”, destaca Padua.
abaCaxi é o GRAndE
dESTAquE nA FRuTiCuLTuRA dE
ToCAnTinS nA ATuALidAdE
Inor Ag. Assmann
They deserve
applause
State of tocantins has expanded its fruit growing business by upwards of
60% in four years and is planning to become a relevant global supplier
PINEAPPLES are tHe
HiGHliGHt in fruit Currently
ProDuCeD in toCantinS
in spite of the well-known fruit mag-nates (São paulo, Bahia, minas Gerais, Rio Grande do Sul and pará), there are several fruit producing areas in the making – they are developing slowly, it is true, but seem determined to stay. The new undertaking of the sector is the State of Tocantins. Locat-ed in north Brazil, the fruits producLocat-ed there are pleasing consumers because of their sweetness, a fact that reflects the favorable conditions of both soil and climate.
in 2010, fruit production in Tocantins reached 170 thousand tons, jumping to 278 thousand tons in 2013. According to data from the Brazilian institute of Geog-raphy and Statistics (iBGE), in the past four years fruit production soared 63.52%. Fur-thermore, Tocantins is a major pineapple producer: in 2013, it harvested 74,705 kilo-grams of this species.
Although no official data on productiv-ity throughout the State are available, the expectation for 2014 is a bigger crop than in 2013. Anderson pereira, agronomic en-gineer at the State Secretariat of Agricul-ture and Livestock (Seagro), has it that be-sides its economic importance, fruit farm-ing exerts a considerable social role. “Fruit farming has the capacity to employ a great deal of workforce. While grain crops gener-ate 0.2 jobs per hectare, fruit growing could generate from 2 to 5 jobs per hectare”, ex-plains the agronomic engineer.
With so many positive aspects, the gov-ernment of Tocantins is now in the process of developing projects that foster fruit farm-ing even further. Accordfarm-ing to Ruiter pad-ua, Seagro secretary, in 2014 tens of techni-cal initiatives were taken with the aim to en-courage the farmers to produce fruit. “We conducted field days addressing integrated production projects, fruit days and technical
MOVING AHEAD
major fruits produced in Tocantins are pineapples, bananas and watermelons. other fruits that are equally produced include cashew nuts, melons, coconuts and mangoes. pineapple productivity translates into 23 thousand fruits per hectare, turning the State into a huge supplier in Brazil. it is estimated that 90 thousand tons of pineapples were harvested in 2014.
According to the Brazilian institute of Geography and Statistics (iBGE), 3,673 hectares were devoted to bananas in 2013, resulting into a volume of 23,274 tons. part of this production supplies the neighboring states of Goiás, minas Gerais and the Federal district. in june 2014, the first trial shipments of dwarf bananas were sent to Argentina, totaling 30 tons.
Throughout the State, watermelon plantations take advantage of sub-irrigation systems in meadowlands, rarely affected by diseases. in 2013, the banana crop amounted to upwards of 200 hundred thousand tons.
visits, besides pest and disease monitoring, on a monthly basis, in banana and pineap-ple plantations”, padua comments.
www.brasilexport.gov.br
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C M Y CM MY CY CMY K 1Propaganda_BrasilExport_P.pdf 1 24/02/2015 11:01:15
o setor frutícola brasileiro não tem perspectivas muito animadoras para 2015. as condições hídricas preocupan-tes nos principais ambienpreocupan-tes de cultivo, o aumento de impostos sobre os produtos da cadeia e a redução do poder aquisitivo da população são alguns dos motivos que podem levar os produtores a diminuir in-vestimentos. “Com isso, a meta é manter volume de produção estável ou até mes-mo providenciar redução da produção e da área cultivada”, projeta o engenheiro agrônomo Cloves ribeiro neto, gerente de inteligência de Mercado do instituto brasileiro de frutas (ibraf).
Para ele, o desenvolvimento da cadeia produtiva de frutas, como um todo, de-pende da sustentabilidade contínua do comércio interno, da retomada dos vo-lumes e dos incentivos governamentais
para que a competitividade seja mantida. “a atenção maior dos fruticultores deverá ser para gestão dos custos de produção, controle fitossanitário e tendências dos consumidores”, destaca.
o valor da safra anual das principais frutas acompanhadas pelo instituto bra-sileiro de Geografia e estatística (ibGe) foi de r$ 23 bilhões em 2013, ante r$ 20,9 bi-lhões no ano anterior. Conforme o geren-te do ibraf, o alto custo de produção da fru-ticultura foi o principal reflexo deste au-mento da receita. “o fruticultor continua descapitalizado, pois não consegue repas-sar ao valor final do produto a totalidade das despesas para produzir”, explica. em 2014, nos negócios com o exterior, o se-tor frutícula obteve uS$ 3,2 bilhões, o que representa 3,2% da balança comercial do agronegócio, que foi de uS$ 96,7 bilhões.
QUALIDADES a tendência na cadeia
é de que, de maniera gradativa, as frutas e os derivados produzidos no brasil passem a se orientar pelo conceito de 5 “S”, termo utilizado na gestão do agronegócio que vai ao encontro dos anseios dos consu-midores e que os grandes empresários já costumam adotar em outros segmentos. embora tenha como referência o progra-ma de qualidade conhecido por 5 S, neste caso, os 5 “S” se referem às características que as frutas devem apresentar e às prá-ticas gerais utilizadas para produzi-las. os “S” vêm de: saudabilidade (alimento nu-tritivo e funcional), simplicidade (produ-tos práticos ao consumo), segurança (pro-dutos seguros à alimentação), sabor (mais aroma e sabor) e sustentabilidade (produ-ção e industrializa(produ-ção de frutas de forma sustentável).
Cenário
nebuloso
Economia nacional sinaliza para ajustes na cadeia, que podem levar os
produtores a reduzirem o volume e a área de cultivo ao longo de 2015
perspectives are not encouraging for the Brazilian fruit sector in 2015. The alarming water conditions in all ma-jor fruit producing hubs, higher taxes on products of the supply chain and the de-clining purchasing power of the popula-tion are some of the reasons that could in-duce the proin-ducers to rein-duce their invest-ments. “Therefore, the target is to keep the production volume stable or even reduce the size of the crop and the area devoted to it”, projects agronomic engineer Cloves Ribeiro neto, market intelligence manager at the Brazilian Fruit institute (ibraf).
he maintains that the development of the fruit supply chain as a whole, de-pends on such factors as the continuous sustainability of the domestic market, re-sumption of the volumes and on govern-ment incentive, so as not to lose
compet-itiveness. “Fruit farmers are supposed to pay great heed to the management of production costs, phytosanitary controls and consumer trends”, he stresses.
The annual value of the main fruits under the supervision of the Brazilian in-stitute of Geography and Statistics (iBGE) reached R$ 23 billion in 2013, compared to R$ 20.9 billion in the previous year. Ac-cording to the ibraf manager, the high production cost of fruit farming was the main reflection of the increase in total revenue. “Fruit growers continue cash-strapped, as they are unable to pass the totality of the expenses on to the final price of the product”, he explains. in 2014, in its businesses abroad, the fruit sec-tor raked in uS$ 3.2 billion, representing 3.2% of the agribusiness trade of balance, which reached uS$ 96.7 billion.
qualiTieS The trend in the sup-ply chain is for the fruits and deriva-tives obtained in Brazil to, gradual-ly, be guided by the 5 “S”, word used in the management of the fruit busi-ness in line with consumer needs, vast-ly adopted by commercial fruit grow-ers, although its reference is the qual-ity program known as 5 S, in this case, the 5 “S” refer to the characteristics the fruits should have and the practices utilized for their production. The five “S” come from the portuguese word for healthiness (nutritive and function-al food), simplicity (practicfunction-al to con-sume), safety (safe food), the portu-guese word for taste (more aroma and flavor), and sustainability (fruit pro-duction and industrialization in a sus-tainable manner).
Cloudy
scenario
national economy calls for adjustments to the supply chain, which may lead
the farmers to reduce both volume and planted area throughout 2015
MERCADO
.
Market
o embarque total de frutas frescas e secas do brasil foi abreviado em gran-de parte pela queda significativa na ex-portação de maçã em 2014. o envio to-tal somou 672,995 mil toneladas de fru-tas, volume 5,46% abaixo do negocia-do no ano anterior. em receita, as ven-das externas somaram uS$ 636,402 mi-lhões, 3,21% a menos do que em 2013. os números são do instituto brasileiro de frutas (ibraf), com base nos dados da Secretaria de Comércio e exterior (Se-cex), órgão do Ministério do Desenvol-vimento, indústria e Comércio e exte-rior (MDiC). a presença das frutas nacio-nais no mercado internacional é consi-derada baixa por representantes do se-tor, uma vez que o brasil é o terceiro maior produtor mundial.
em 2014, a maçã foi a quinta fruta mais negociada de uma lista de 22 es-pécies. Mas registrou quedas de 48,15% em volume e de 49,31% em receita. “as exportações recuaram devido ao baixo desempenho da maçã, que caiu quase 50% na comparação com 2013, em de-corrência das condições climáticas des-favoráveis ocorridas na safra de 2014, quando o fruto não atingiu a qualidade necessária para cumprir as exigências internacionais”, explica o engenheiro agrônomo Cloves ribeiro neto, geren-te de ingeren-teligência de Mercado do ibraf.
outras frutas representativas que registraram quedas foram a banana (-14,81% em volume e -10,21% em re-ceita) e a uva (-34,35% em quantida-de e -35,15% em valor). Já as mais ex-portadas – melão (196,850 mil tonela-das) e manga (133,033 mil tonelatonela-das) – ampliaram os embarques em 2,84% e 9,04%, respectivamente. a manga,
ape-Porção
equilibrada
Exportação de frutas frescas recuou 5,46% em volume e 3,21% em receita
em 2014, influenciada pela queda significativa dos envios de maçã
CoNGeladoS
Sobre os preços internacionais, o gerente de inteligência de Mercado do ibraf, Cloves ribeiro, comenta que os valores estão estáveis, para não dizer congelados. Porém, para espécies como limão, abacate e caqui, a boa qualidade dos frutos, aliada à menor oferta de países concorrentes, contribuiu para melhorar a negociação de valores.
igualmente chama atenção o aumento nas exportações de abacate e de coco, embora o volume do segundo não seja tão representativo no todo. “essas frutas são recentes na pauta da exportação brasileira e possuem qualidade satisfatória para atender às exigências dos clientes estrangeiros”, refere. “nos próximos anos, devem continuar com bons resultados”. no entanto, acrescenta que não é possível esperar o mesmo para frutas tradicionais, como a maçã e a uva.
as expectativas também não são boas para 2015. “o setor está pessimista com as dificuldades que o País vem enfrentando, principalmente com as condições hídricas”, avalia ribeiro. as principais frutas exportadas pelo brasil utilizam sistemas de irrigação. inclusive, os três principais estados exportadores – Ceará (148,944 mil toneladas), rio Grande do norte (131,2 mil toneladas) e bahia (115,331 mil) – estão situados na região nordeste, de clima Semiárido. outro fator, lembra ele, é o aumento no custo para produzir, o que tem relação direta com o valor final do produto.
Melão e MaNGa
ConTinuAm Com A mAioR
pARTiCipAção noS EmBARquES
sar de contribuir com o segundo maiorvolume, obteve receita de uS$ 163,727 milhões, superando o valor do melão, de uS$ 151,815 milhões. também o li-mão registrou altas de 17,43% no peso e de 30% na receita.
Conforme Cloves, os problemas com o clima, a exemplo do que ocorreu com a maçã, não foram os únicos fatores que afetaram os negócios internacio-nais das frutas frescas made in Brazil. “o principal mercado para as frutas nacio-nais continua sendo a união europeia,
que mantém a demanda estável des-de 2009 e não des-demonstra tendência des-de aumento no consumo”, explica. ainda destaca que o alto custo de produção tem tornado a fruta nacional menos competitiva. além disso, o produto do brasil vem perdendo benefícios tarifá-rios. um sinal foi o fim do Sistema Geral de Preferências (SGP), da ue, em 2014. “o mercado interno continua aquecido e, em algumas situações, tem sido mais viável a comercialização no mercado doméstico”, observa.
Total exports of fresh and dry fruit suffered a reduction due to a significant drop in the shipment of Brazilian apples abroad, in 2014. Exports totaled 672.995 thousand tons of fruit, down 5.46% from the previous year. in reve-nue, foreign sales brought in uS$ 636.402 mil-lion, down 3.21% from 2013. The numbers come from the Brazilian Fruit institute (ibraf), based on data released by the Brazilian Sec-retariat of Foreign Trade (Secex), an organ of the ministry of development, industry and For-eign Trade (mdiC). The presence of our nation-al fruit in the internationnation-al marketplace is con-sidered small by representatives of the fruit sec-tor, as Brazil is the third largest global producer. in 2014, apples ranked as fifth most ne-gotiated fruit from a list of 22 species. howev-er, exports of this fruit dropped 48.15% in vol-ume and 49.31% in revenue. “Exports receded because of the bad performance of the apple crop, which fell almost 50% compared to 2013, as a result of adverse climate conditions dur-ing the 2014 growdur-ing season, when the fruit did not achieve the quality standards in com-pliance with international requirements”, says agronomic engineer Cloves Ribeiro neto, man-ager of market intelligence at ibraf.
other representative fruit that also reg-istered drops in shipments abroad were as follows: bananas (-14.81% in volume and -10.21% in revenue) and grapes (-34.35% in quantity and -35.15% in value). The most exported ones were the following: mel-ons (196.850 thousand tmel-ons) and mangoes (133.033 thousand tons) – expanded their shipments by 2.84% and 9.04%, respectively. Although contributing with the second biggest volume, apple exports brought in uS$ 163.727 million, outstripping the revenue from melons, uS$ 151.815 million. Lime exports also soared
balanced
portion
fresh fruit exports dropped 5.46% in volume
and 3.21% in revenue, influenced by a
significant reduction in apple shipments
FROZEN
With regard to international prices, Cloves Ribeiro, market intelligence manager at ibraf, comments that prices are stable if not frozen. however, for species like lime, avocado and persimmon, the good quality of these fruit, along with smaller offer from competitor countries, contributed towards fetching better prices.
What is also worth mentioning is the increase in exports of avocado and coconut, although the volume of the latter is not very representative. “Exports of these fruit have only started recently and their quality complies with the discerning standards of foreign clients”, he says. “over the next years, they are supposed to continue performing satisfactorily”. nonetheless, ha has it that it is not possible to expect the same from traditional fruit like apples and grapes.
There are equally no promising expectations for 2015. “The sector is pessimistic at the difficulties the Country is going through, especially as far as water deficiencies go”, says Ribeiro. most fruit exported by Brazil rely on irrigation systems. That is no surprise because three biggest fruit exporter states are located in the northeast, where semiarid climates prevail. They are as follows: Ceará (148.944 thousand tons), Rio Grande do norte (131.200 thousand tons) and Bahia (115.331 thousand. Another factor, he recalls, is the soaring production cost, which is directly related to the final price of the product.
by 17.43% in weight and 30% in revenue. According to Ribeiro, adverse climate prob-lems, which affected the performance of the apples, were not the only factors that adverse-ly affected the international businesses of Bra-zil’s fresh fruit. “The European union is still the leading market for Brazil’s fruit, and this mar-ket has remained stable since 2009, and is show-ing no signs of risshow-ing consumption”, he explains. he equally maintains that high production costs are to blame for the decreasing competi-tive edge. Furthermore, Brazilian fruit have been losing tariff benefits. A sign of this was the end of the Eu’s General System of preferences (GSp)
pro-gram, in 2014. “The domestic market continues heated up and, in some circumstances, sales at home are more profitable”, he observes.
MELON AND MANGO
HaVe tHe biGGeSt
SHare in SHiPMentS
Preferência externa - Foreign preference
exPortaçõeS braSileiraS De frutaS freSCaS
2014 2013 Variação 2014/2013 Fruta
Receita (US$ Fob) Volume (kg) Receita (US$ Fob) Volume (kg) Receita (%) Volume (%) Melão 151.817.079 196.850.024 147.579.929 191.412.600 2,87 2,84
Manga 163.727.732 133.033.240 147.481.604 122.009.290 11,02 9,04
Banana (exceto da terra) 31.600.737 83.461.504 35.192.167 97.976.479 -10,21 -14,81
Limão e lima 96.099.286 92.301.008 73.923.553 78.602.709 30,00 17,43 Maçã 31.902.813 44.294.111 62.941.935 85.429.045 -49,31 -48,15 Mamão papaia 47.058.855 33.688.192 41.803.057 28.561.452 12,57 17,95 Melancia 16.490.896 30.682.363 16.523.934 32.049.686 -0,20 -4,27 Uva 66.790.828 28.347.952 102.994.687 43.180.556 -35,15 -34,35 Laranja 9.014.409 20.111.176 9.966.726 23.208.179 -9,55 -13,34 Abacate 9.537.147 5.806.712 6.933.265 4.313.307 37,56 34,62 Abacaxi 1.067.073 1.355.504 949.048 1.163.864 12,44 16,47 Figo 8.737.682 1.346.981 8.207.616 1.367.684 6,46 -1,51 Banana-da-terra 149.500 483.000 383.674 1.239.172 -61,03 -61,02 Coco 259.329 428.727 11.637 19.321 2128,49 2118,97 Outras frutas 843.268 293.854 918.251 318.978 -8,17 -7,88 Caqui 769.719 257.044 483.334 206.741 59,25 24,33 Goiaba 443.961 170.776 393.685 143.945 12,77 18,64
Tangerina, mandarina, satsuma etc. 19.644 43.350 707.363 638.330 -97,22 -93,21
Brugnon e nectarina 19.968 22.464 - - -
-Mangostão 39.338 15.130 117.398 24.829 -66,49 -39,06
Ameixa e abrunho 12.798 1.930 10.488 1.730 22,03 11,56
Outros cítricos 590 7 1.012 502 -41,70 -98,61
TOTAL 636.402.643 672.995.049 657.528.719 711.869.719 -3,21 -5,46
* as estatísticas de limão e de lima estão agrupadas.
Fonte: Secex. Elaboração: ibraf.
Origem dos embarques - Origin of the shipments
exPortaçõeS braSileiraS De frutaS freSCaS ou SeCaS Por eStaDo
ESTADOS VALOR (US$) VOLUME (KG) Ceará 112.228.395 148.944.275
Rio Grande do Norte 90.540.973 131.200.916
Bahia 137.335.818 115.331.757
São Paulo 100.324.635 83.220.493
Pernambuco 114.475.867 74.340.965
Rio Grande do Sul 30.336.549 51.828.569
Santa Catarina 18.282.820 42.682.876 Espírito Santo 22.175.826 14.005.520 Minas Gerais 3.847.367 4.426.896 Paraíba 59.107.41 4.383.079 Paraná 722.256 2.212.060 Goiás 10.068 146.000 Reexportação 70.511 97.412 Consumo de bordo 26.000 94.000 Pará 51.623 32.046 Sergipe 28.252 23.760 Tocantins 26.138 21.269 Alagoas 8.744 3.151 Rio de Janeiro 60 5 TOTAL 636.402.643 672.995.049
Fonte: Secex/Mdic. Elaboração: ibraf.
o brasil exportou frutas frescas para 58 nações em 2014, mas os principais clien-tes foram países da união europeia. além disso, os envios mantiveram-se estáveis, e alguns países da ue compraram volumes menores do que em 2013. “esse desempe-nho ainda é reflexo da dificuldade econô-mica instalada em 2008 e deve continu-ar em 2015 e, provavelmente, 2016”, ava-lia o engenheiro agrônomo Cloves ribeiro neto, gerente de inteligência de Mercado do instituto brasileiro de frutas (ibraf).
Conforme ribeiro, a busca de novos mercados, que vem acontecendo há alguns anos, está contribuindo para melhorar o de-sempenho de algumas frutas. Como exem-plo, menciona o aumento das vendas para mercados como emirados Árabes unidos, Canadá, Dinamarca e rússia. em 2014, a maior importação de frutas frescas nacio-nais foi feita pelos Países baixos (Holanda), que adquiriram 261,345 mil toneladas de um total de 672,995 mil toneladas. os resul-tados são aponresul-tados pelo ibraf, a partir dos números apurados pela Secretaria de Co-mércio e exterior (Secex), órgão do
Ministé-rio do Desenvolvimento, indústria e Comér-cio e exterior (MDiC).
igualmente importaram quantias signi-ficativas reino unido (121,163 mil tonela-das), espanha (87,275 mil toneladas) e uru-guai (32,981 mil toneladas). Desses países, apenas o último registrou receita 24,32% superior ao valor obtido em 2013. o mer-cado alemão foi um dos integrantes da ue que reduziu a importação de frutas brasilei-ras em 49,49%, passando de 28,1 mil tonela-das para 14,192 mil tonelatonela-das em 2014.
as exportações de frutas frescas do bra-sil foram prejudicadas pelo fim do Siste-ma Geral de Preferências (SGP). De acor-do com a Confederação nacional da agri-cultura (Cna), o SGP previa vantagens tari-fárias na entrada do produtos na comuni-dade europeia. o brasil era o quinto maior beneficiário do SGP europeu, mas, a par-tir de 2014, foi excluído da lista pelo crité-rio de renda per capita utilizado pelo ban-co Mundial.
Sem o SGP, avalia a Cna, a fruticultu-ra nacional enfrentará cenário adverso em 2015. a entidade aponta que países
con-novas
rotas
Exportação brasileira de frutas frescas continua
muito restrita à união Europeia, que manteve
as aquisições estáveis ou até menores em 2014
correntes estarão fortalecidos no mercado internacional. as nações sul-americanas que não integram o Mercosul, como Chile e Peru, têm acordos bilaterais e exportam para os países da ue com tarifa zero ou alí-quota muito reduzida em determinadas épocas do ano.
Para a Cna, o impacto do fim do siste-ma geral da ue pode ser minimizado com a abertura de mercados e com a promoção das frutas brasileiras. a entidade observa que, mesmo o brasil ocupando o terceiro lugar no ranking mundial de produção de frutas, ainda tem inserção sem qualquer expressividade no comércio global.
Clientes VIPs - Special clients
exPortação De frutaS freSCaS Por PaÍS De DeStino
2014 2013 Variação 2014/2013 País Valor (US$) Volume (kg) Valor (US$) Volume (kg) Valor (US$)% Volume (kg)% Países Baixos (holanda) 258.458.735 261.345.097 273.439.888 274.203.147 -5,48 -4,69
Reino Unido 129.917.298 121.163.084 131.361.800 126.866.139 -1,10 -4,50 Espanha 72.714.224 87.275.535 71.324.094 92.554.745 1,95 -5,70 Uruguai 12.023.618 32.981.942 9.671.863 32.803.777 24,32 0,54 Estados Unidos 30.062.105 27.141.461 31.967.693 30.482.688 -5,96 -10,96 Argentina 10.191.744 24.034.534 7.104.355 20.218.090 43,46 18,88 Portugal 22.746.947 18.389.033 20.098.356 14.907.502 13,18 23,35 Alemanha 18.424.313 14.192.722 28.279.579 28.100.187 -34,85 -49,49 Outros 58 países – – – – – – TOTAL 636.402.643 672.995.049 657.528.719 711.869.719 -3,21 -5,46
Fonte: Secex. Elaboração: ibraf.
Brazil shipped fresh fruit to 58 coun-tries in 2014, but all major clients were Eu-ropean union countries. Furthermore, shipments remained stable, but some Eu countries did not purchase as much as in 2013. “This performance is still a reflection from the economic downturn that started in 2008 and is likely to continue until late 2015, or even through to 2016”, says agro-nomic engineer Cloves Ribeiro neto, market intelligence manager at the Brazilian Fruit institute (ibraf).
According to Ribeiro, the search for new markets, which started some years ago, has contributed towards improving the perfor-mance of some types of fruit. As an exam-ple, he cites the bigger sales to such markets as the united Arab Emirates, Canada, den-mark and Russia. in 2014, holland was the country that imported the biggest amount of fresh fruit from Brazil, 261.345 thousand tons from a total of 672.995 thousand tons.
These figures were released by ibraf, based on the numbers ascertained by the Brazil-ian Secretariat of Foreign Trade (Secex), an organ of the ministry of development, in-dustry and Foreign Trade (mdiC).
other countries that imported signif-icant amounts of fresh fruit are as fol-lows: the united Kingdom (121.163 thou-sand tons), Spain (87.275 thouthou-sand tons) and uruguay (32.981 thousand tons). of these countries, only uruguay’s purchas-es were up 24.32% from 2013. The German market was one of the members of the Eu that reduced its fruit imports from Brazil by 49.49%, from 28.100 thousand tons to 14.192 thousand tons 2014.
Brazil’s fresh fruit exports were adverse-ly affected by the termination of the Gener-al System of preferences (GSp). According to the Brazilian Agriculture and Livestock Confederation (CnA), the GSp provided tar-iff advantages on products destined for the
European Community. Brazil was the fifth-largest beneficiary of the European GSp, but, as of 2014, was excluded from the list by the World Bank on the grounds of the per capita income criterion.
Without the GSp, CnA officials maintain that our national fruit business will face an adverse scenario in 2015. The entity has it that competitor countries will strengthen their position in the international market. South American nations that do not belong to mercosur, like Chile and peru, have bilat-eral agreements and export to Eu coun-tries, exempted from any tariff or pay very low tariffs in certain periods over the year.
CnA officials understand that the impact of the end of the GSp could be minimized with the conquest of new markets and through the promotion of Brazilian fruit. The entity notes that, although Brazil ranks as third big-gest global fruit producer, its insertion into the global market is still at a fledgling stage.
new
routes
brazilian fruit exports, almost in their entirety, go to the european union, which
has kept acquisitions stable and, in 2014 has even imported smaller amounts
a competitividade na vitivinicultura não é problema só nos vinhos finos na-cionais. o ano de 2014 foi marcado pelo retrocesso nas exportações de uvas de mesa do Vale do São francisco, maior polo produtor brasileiro, que reúne mu-nicípios de bahia e Pernambuco. o pes-quisador João ricardo lima, da embra-pa Semiárido, de Petrolina (Pe), enfatiza que há muito a competitividade do se-tor dá sinais de enfraquecimento, em es-pecial pelos elevados custos de produção, a começar pela mão de obra. “outros fa-tores afetam a competitividade nacional, como logística, política cambial e ausên-cia de acordos de comércio”, acrescenta.
ao mesmo tempo, a concorrência vem se tornando mais eficiente, casos do Peru e da África do Sul, que operam com custos de produção e de transporte mais baixos. assim, conseguiram aumentar o
market share e assumiram o espaço que
tradicionalmente era do brasil, em espe-cial nos estados unidos. É o caso do Peru, que conseguiu ocupar a janela brasileira de exportações. “os produtores brasilei-ros não têm como concorrer com os pe-ruanos”, reconhece lima. ao mesmo tem-po, a África do Sul está adiantando cada vez mais sua época de colheita e passou a concorrer também por este espaço.
analisando o histórico das exporta-ções de uvas finas de mesa do Vale do São francisco para os estados unidos, perce-be-se claramente esta queda. em 2011, o brasil embarcou 16 mil toneladas para o mercado dos eua; em 2012, o volume caiu para 8,8 mil toneladas. Já na tempo-rada de 2013, a queda seguiu ocorren-do, para 2,7 mil toneladas. “e em 2014 ex-portamos apenas 61 toneladas”, revela o analista da embrapa.
Como resultado deste
comportamen-um
baque
Vale do São Francisco perdeu o mercado de uvas de mesa dos EuA em
2014 e lida com alto custo de produção e concorrência para recuperá-lo
to no comércio exterior, ocorreu aumen-to na oferta interna de uvas de mesa. o preço obtido no mercado doméstico está compensando, e os produtores acaba-ram redirecionando a produção. Confor-me João ricardo lima, o comportaConfor-men- comportamen-to comercial do segmencomportamen-to no Vale do São francisco em 2015 é uma incógnita.
Se a produção, que registrou queda em 2014, por questões climáticas, voltar a
au-mentar e o dólar estiver em patamares aci-ma de r$ 2,70, aumentando a competiti-vidade, é possível que haja estímulo para a retomada das vendas externas. Porém, o brasil precisa ficar atento ao desempenho dos seus concorrentes. De agora em dian-te, as chances no mercado norte-america-no dependerão muito do comportamen-to do clima e da economia nestes países, e ainda da política cambial brasileira.
MerCado iNTerNo ABSoRVEu
A oFERTA, diAnTE dA quEdA
pRoduTiVA dE 2014
Competitiveness is not only a prob-lem with the national fine wines. 2014 was also market by setbacks to exports of table grapes produced in Vale do São Francis-co, biggest Brazilian producing hub that comprises municipalities of Bahia and per-nambuco. Researcher joão Ricardo Lima, of Embrapa Semiarid, based in petrolina (pE), emphasizes that the competitiveness of the sector has been weakening since a long time ago, especially because of the high production costs, starting with labor. “There are other factors that affect our na-tional competitiveness, like logistics, ex-change rate policies and the absence of trade agreements”, he adds.
in the meantime, competitors have been getting more efficient, like peru and
A terrible
setback
Vale do São francisco lost its north american table grapes market in 2014, and
is grappling with high production costs and tight competition to recover it
DOMESTIC MARKET abSorbeD
tHe CroP, in View of tHe
SMaller ProDuCtion in 2014
South Africa, where production and trans-port costs are very low. This is how they managed to increase their market share and took over markets that traditional-ly belonged to Brazil, especialtraditional-ly the united States. it is the case of peru, a country that occupies Brazil’s export window. “There is no way for Brazilian producers to compete with their counterparts in peru”, Lima ac-knowledges. At the same time, South
Afri-ca has been advancing its harvesting pe-riod and is now equally competing for this share.
Analyzing the history of the exports of fine table grapes produced in Vale do São Francisco to the united States, the drop is clearly perceived. in 2011, Brazil shipped 16 thousand tons to the north American market; in 2012, the volume dropped to 8.8 thousand tons. in 2013, exports only amounted to 2.7 thousand tons. “And in 2014, we exported only 61 tons”, the Embra-pa analyst reveals.
As a result of this behavior of our for-eign trade, the supply of table grapes to the domestic market rose considerably. prices fetched in the domestic market are remu-nerating, and the farmers ended up redi-recting their production. According to joão Ricardo Lima, the behavior of the commer-cial segment in Vale do São Francisco, in 2015, is still unknown.
if the crop, that in 2014 suffered a reduc-tion because of adverse weather condireduc-tions, starts soaring again and the exchange rate remains at R$ 2.70, or more, to the dollar, thus increasing the competitive edge, may-be there is enough stimulus to resume for-eign sales again. however, Brazil should pay heed to the performance of the competitor countries. From now onward, the chances in the north American market will depend a lot on the behavior of the climate and the economy of these countries, and equally on Brazil’s exchange rate policy.