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PORTUGUÊS AULA 01 PARTE 03

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Academic year: 2021

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Texto

(1)

C

URSO DE

C

ONHECIMENTOS

B

ÁSICOS P

/

EBSERH

NACIONAL

2015

24

AULAS

-

T

EORIA E QUESTÕES

C

OMENTADAS

P

ORTUGUÊS

A

ULA

01

PARTE

03

(2)

Olá, futura (o) concursada (o)!

Segue a terceira parte da nossa primeira aula do Curso de Português

para o Concurso Nacional da EBSERH. Estamos conhecendo a nossa banca por

meio das provas realizadas anteriormente. Apenas com as três provas

disponibilizadas. já podemos ter uma noção exata da metodologia adotada

pelo Instituto AOCP.

Estamos analisando profundamente as últimas provas da banca para

que as nossas aulas reflitam a exatidão do estilo adotado pelo Instituto.

Na próxima aula, abordaremos os conhecimentos relacionados à

interpretação de textos.

E não se esqueça: se você tem medo ou preguiça de ler, você está dando

o primeiro passo para a sua derrota.

A aprovação só chega para os

(3)

TEXTO: Pensando livremente sobre o livre arbítrio

Marcelo Gleiser

Todo mundo quer ser livre; ou, ao menos, ter alguma liberdade de escolha na vida. Não há dúvida de que todos temos nossos compromissos, nossos vínculos familiares, sociais e profissionais. Por outro lado, a maioria das pessoas imagina ter também a liberdade de escolher o que fazer, do mais simples ao mais complexo: tomo café com açúcar ou adoçante? Ponho dinheiro na poupança ou gasto tudo? Em quem vou votar na próxima eleição? Caso com a Maria ou não?

A questão do livre arbítrio, ligada na sua essência ao controle que temos sobre nossas vidas, é tradicionalmente debatida por filósofos e teólogos. Mas avanços nas neurociências estão mudando isso de forma radical, questionando a própria existência de nossa liberdade de escolha. Muitos neurocientistas consideram o livre arbítrio uma ilusão. Nos últimos anos, uma série de experimentos detectou algo surpreendente: nossos cérebros tomam decisões antes de termos consciência delas. Aparentemente, a atividade neuronal relacionada com alguma escolha (em geral, apertar um botão) ocorre antes de estarmos cientes dela. Em outras palavras, o cérebro escolhe antes de a mente se dar conta disso.

Se este for mesmo o caso, as escolhas que achamos fazer, expressões da nossa liberdade, são feitas inconscientemente, sem nosso controle explícito.

A situação é complicada por várias razões. Uma delas é que não existe uma definição universalmente aceita de livre arbítrio. Alguns filósofos definem livre arbítrio como sendo a habilidade de tomar decisões racionais na ausência de coerção. Outros consideram que o livre arbítrio não é exatamente livre, sendo condicionado por uma série de fatores, desde a genética do indivíduo até sua história pessoal, situação pessoal, afinidade política etc.

Existe uma óbvia barreira disciplinar, já que filósofos e neurocientistas tendem a pensar de forma bem diferente sobre a questão. O cerne do problema parece estar ligado com o que significa estar ciente ou ter consciência de um estado mental. Filósofos que criticam as conclusões que os neurocientistas estão tirando de seus resultados afirmam que a atividade neuronal medida por eletroencefalogramas, ressonância magnética funcional ou mesmo com o implante de eletrodos em neurônios não mede a complexidade do que é uma escolha, apenas o início do processo mental que leva a ela.

Por outro lado, é possível que algumas de nossas decisões sejam tomadas a um nível profundo de consciência que antecede o estado mental que associamos com estarmos cientes do que escolhemos. Por exemplo, se, num futuro distante, cientistas puderem mapear a atividade cerebral com tal precisão a ponto de prever o que uma pessoa decidirá antes de ela ter consciência da sua decisão, a questão do livre arbítrio terá que ser repensada pelos filósofos.

Prova de Português - Nível Superior - HU-UFGD - 2014

Cargos de nível superior - Área assistenciual

(4)

Mesmo assim, me parece que existem níveis diferentes de complexidade relacionados com decisões diferentes, e que, ao aumentar a complexidade da escolha, fica muito difícil atribuí-la a um processo totalmente inconsciente.

Casar com alguém, cometer um crime e escolher uma profissão são ponderações longas, que envolvem muitas escolhas parciais no caminho que requerem um diálogo com nós mesmos. Talvez a confusão sobre o livre arbítrio seja, no fundo, uma confusão sobre o que é a consciência humana.

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcelogleiser/2014/01/ 1396284-pensando-livremente-sobre-o-livre-arbitrio.shtml.

LISTA DE QUESTÕES

1. (HU-UFGD-EBSERH-AOCP/2013) Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao que se afirma a seguir.

a) Em “...são ponderações longas...”, funciona como predicativo.

b) Em “...tomo café com açúcar...” funciona como complemento nominal. c) Em “Mesmo assim, me parece que existem...”, pode ficar após o verbo. d) Em “...imagina ter também a liberdade...”, indica acréscimo.

e) Em “...são feitas inconscientemente, sem nosso controle...”, expressa modo. 2. (HU-UFGD-EBSERH-AOCP/2013)A palavra que NÃO está separada corretamente é

a) bar – rei – ra. b) pes – so – as. c) ci – en – tes. d) ne – u – ro – nal. e) fi – ló – so – fos.

3. (HU-UFGD-EBSERH-AOCP/2013) Em “Muitos neurocientistas consideram o livre arbítrio uma ilusão.”, a expressão destacada funciona como

a) complemento nominal. b) predicativo do sujeito. c) predicativo do objeto. d) adjunto adnominal. e) objeto indireto.

(5)

4. (HU-UFGD-EBSERH-AOCP/2013) Apresenta a mesma regra de acentuação da palavra filósofos a expressão

a) alguém. b) magnética. c) decisões. d) açúcar. e) ilusão.

5. (HU-UFGD-EBSERH-AOCP/2013) “Existe uma óbvia barreira disciplinar, já que filósofos e neurocientistas tendem a pensar de forma bem diferente sobre a questão.” A expressão destacada pode ser substituída, sem prejuízo sintático-semântico, por a) apesar de. b) como. c) porquanto. d) embora. e) à medida que.

6. (HU-UFGD-EBSERH-AOCP/2013) Em “fica muito difícil atribuí-la...” o pronome destacado retoma a) decisões diferentes. b) ponderações longas. c) níveis diferentes. d) escolha. e) confusão.

(6)

7. (HU-UFGD-EBSERH-AOCP/2013) Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao que se afirma a seguir.

a) Em “...antes de a mente se dar conta disso.”, funciona como adjunto adnominal. b) Em “Alguns filósofos definem livre arbítrio...”, é pronome indefinido.

c) Em “...ocorre antes de estarmos cientes dela.”, expressa tempo.

d) Em “...definem livre arbítrio como sendo...”, pode ser retirada a expressão sendo.

e) Em “...a questão do livre arbítrio terá que ser...”, pode ser substituída por terá de.

8. (HU-UFGD-EBSERH-AOCP/2013) Em “Se este for mesmo o caso...”, a conjunção expressa a) tempo. b) consecução. c) conclusão. d) modo. e) condição.

9. (HU-UFGD-EBSERH-AOCP/2013) Assinale a alternativa cujo pronome NÃO foi classificado corretamente.

a) “...estão mudando isso de forma radical...” (demonstrativo) b) “...estão tirando de seus resultados...” (possessivo)

c) “Se este for mesmo o caso...” (demonstrativo)

d) “...todos temos nossos compromissos...” (possessivo) e) “...ocorre antes de estarmos cientes dela.” (possessivo)

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10. (HU-UFGD-EBSERH-AOCP/2013) Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao que se afirma a seguir.

a) Em “Em quem vou votar na próxima eleição?”, funciona como objeto indireto. b) Em “...ligada na sua essência ao controle...” funciona como objeto indireto. c) Em “Mesmo assim, me parece que existem...”, expressa contraste.

d) Em “Talvez a confusão sobre o livre arbítrio...”, expressa dúvida. e) Em “...estão mudando isso de forma radical...”, expressa modo.

COMENTÁRIOS

1. (HU-UFGD-EBSERH-AOCP/2013) Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao que se afirma a seguir.

f) Em “...são ponderações longas...”, funciona como predicativo.

g) Em “...tomo café com açúcar...” funciona como complemento nominal. h) Em “Mesmo assim, me parece que existem...”, pode ficar após o verbo. i) Em “...imagina ter também a liberdade...”, indica acréscimo.

j) Em “...são feitas inconscientemente, sem nosso controle...”, expressa modo.

COMENTÁRIOS:

A letra [a] encontra-se correta. Para entendê-la, vejamos o contexto:

“Casar com alguém, cometer um crime e escolher uma profissão são

ponderações longas”.

Analisando sintaticamente o período acima temos:

Casar com alguém,

cometer um crime e

escolher uma

profissão

• Sujeito

são

• Verbo de

ligação

ponderações

longas

• Predicativo

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Os verbos de ligação (ser, estar, parecer, continuar, permanecer etc) relacionam o sujeito a uma qualidade ou característica a ele atribuída, então o predicativo do sujeito.

Isso posto, a expressão “ponderações longas” corretamente é identificada como predicativo do sujeito, pois a ele encontra-se relacionada através de um verbo de ligação.

Na letra [b], para que o termo destacado fosse complemento nominal, teria que se referir a um nome, completando o seu sentido, o que não acontece na alternativa.

O trechinho em destaque é um adjunto adverbial, pois informa uma circunstância relacionada à ação de tomar café. A alternativa encontra-se incorreta e corresponde ao gabarito da questão.

A letra [c] aborda as regras de colocação pronominal, que impedem o posicionamento do pronome antes do verbo quando precedido por uma pausa, no caso a vírgula. A única opção possível seria a ênclise, ou seja, a colocação do pronome após o verbo.

Essa questão foi passível de recurso, posto que o pronome “DEVE”

obrigatoriamente estar após o verbo. O termo “PODE” passa a impressão de que ambas as possibilidades (ênclise ou próclise) seriam permitidas, o que não é o caso.

A letra [d] também se verifica correta, uma vez que é papel da palavra

“também” expressar a ideia de acréscimo, concatenando pensamentos.

Na letra [e], o termo inconscientemente equivale à expressão “de modo

inconsciente”. Portanto trata-se de mais uma alternativa correta, já que expressa o

valor semântico de modo, melhor dizendo, “inconscientemente” é o modo pelo qual algo foi realizado.

Gabarito: nos termos apresentados, a alternativa incorreta e gabarito da questão é a letra [b].

(9)

2. (HU-UFGD-EBSERH-AOCP/2013)A palavra que NÃO está separada corretamente é a) bar – rei – ra.

b) pes – so – as. c) ci – en – tes. d) ne – u – ro – nal. e) fi – ló – so – fos. COMENTÁRIOS:

Pasme, mas é isso mesmo que você está vendo. A banca abordou a separação de silabas em uma prova de nível superior.

A letra [d] contém o nosso gabarito, pois fez a separação incorretamente. No vocábulo em comento, temos um ditongo, que é o encontro de duas vogais (vogal + semivogal) na mesma sílaba. Estaria correto “neu-ro-nal”.

Na letra [a], foi feita corretamente a separação do dígrafo “rr”. Dígrafo é o encontro de duas letras com o mesmo som. São exemplos nh, lh, sc, ss, rr, sendo que os três últimos ao serem separados sempre ficarão em sílabas distintas.

As letras [b], [c] e [e] estão perfeitas e não trazem nenhuma dificuldade.

Gabarito: nos termos apresentados, a letra [d] encontra-se incorreta e representa o nosso gabarito.

3. (HU-UFGD-EBSERH-AOCP/2013) Em “Muitos neurocientistas consideram o livre arbítrio uma ilusão.”, a expressão destacada funciona como

a) complemento nominal. b) predicativo do sujeito. c) predicativo do objeto. d) adjunto adnominal. e) objeto indireto.

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COMENTÁRIOS:

A banca quis testar os nossos conhecimentos sobre o predicativo. Esse termo pode referir-se tanto ao sujeito, quando receberá o nome de predicativo do sujeito, quanto ao objeto, quando será chamado de predicativo do objeto. Em qualquer caso indicará uma característica, oferecendo alguma informação sobre eles.

A letra [c] é o gabarito, posto que o termo “uma ilusão” refere-se a uma característica atribuída ao objeto direto “o livre arbítrio”.

Para relembrarmos os demais conceitos, e vermos algumas particularidades quanto a eles, segue o quadro:

Objeto indireto É o termo da oração que completa o sentido do verbo transitivo indireto, sempre utilizando preposição.

Ex.: Gosto da brisa noturna.

Verbo TI + OI

Complemento nominal É o termo da oração que se liga a um nome (entenda por “nome” o substantivo, o adjetivo ou o advérbio) para completar-lhe o sentido, sempre se utilizando de uma preposição.

Ex.: Fumar é prejudicialà saúde.

Nome+ Compl. Nom.

Adjunto adnominal É um termo acessório, pois sua presença não é indispensável. É o termo da oração que faz referência a um substantivo, para determiná-lo ou caracterizá-lo, já que possui função adjetiva.

Ex.: “Para mim, esteslivrossão ótimos”.

AA + Subst. Concreto

Chamo sua atenção para o fato de que o substantivo ao qual o adjunto adnominal se refere será concreto ou

abstrato. Por outro lado, o complemento nominal pode

se referir apernas a substantivos abstratos. Veja: Adjunto Adnominal:

Ospolíticoscorruptos foram presos.”

(11)

Veja agora o Complemento Nominal: “O povo tinha necessidadede alimentos.”

Subst. Abstrato + Compl. Nom.

Aposto Tem por função explicar, esclarecer ou identificar um substantivo ou palavra de valor substantivo. Sinais de pontuação (“:” ou “,”) normalmente vêm separando tal substantivo do aposto.

Ex.: Pedro, concurseiro dedicado, foi bem na avaliação.

Substantivo + Aposto

Ex.: A mim, só resta desejar-lhe uma coisa: Sucesso.

Substantivo + Aposto

Predicativo do sujeito Tem por objetivo dar informação sobre o sujeito, o que faz com o auxílio do verbo, de ligação ou não.

Ex.: Júliaestáfeliz.

Sujeito + VL + Pred. do Suj.

Ex.: O guerreiromarchaconfiante.

Sujeito+ Verbo de ação + Pred. do Suj.

Predicativo do objeto Traz alguma informação sobre o objeto.

Ex.: “Muitos neurocientistas consideramo livre

arbítriouma ilusão.”

Sujeito+ Verbo + OD + Predicativo do Objeto. Gabarito: a alternativa correta é a letra [c].

4. (HU-UFGD-EBSERH-AOCP/2013) Apresenta a mesma regra de acentuação da palavra filósofos a expressão

a) alguém. b) magnética. c) decisões. d) açúcar. e) ilusão.

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COMENTÁRIOS:

Primeiro temos que saber por que o vocábulo “filósofos” recebeu acento. Trata-se de uma palavra proparoxítona e todas elas devem ser acentuadas. Agora ficou fácil, não! Basta achar, dentre as alternativas, outra palavra proparoxítona. Vejamos:

Letra [a]: oxítona.

Letra [b]: proparoxítona. Letra [c]: oxítona.

Letra [d]: paroxítona. Letra [e]: oxítona.

Gabarito: nesses termos, a palavra “magnética”, letra [b], foi acentuada pela mesma regra que o vocábulo em questão também o foi.

5. (HU-UFGD-EBSERH-AOCP/2013) “Existe uma óbvia barreira disciplinar, já que filósofos e neurocientistas tendem a pensar de forma bem diferente sobre a questão.” A expressão destacada pode ser substituída, sem prejuízo sintático-semântico, por a) apesar de. b) como. c) porquanto. d) embora. e) à medida que. COMENTÁRIOS:

Note que a questão não perguntou a classificação das conjunções. A banca quis saber apenas a relação que ela estabelece entre a oração principal e a subordinada. Sabendo disso, você há de substituí-la corretamente. Ela é uma conjunção subordinativa causal, pois expressa ideia de causa no tocante à principal. Vejamos os valores semânticos que cada conjunção apresenta nas alternativas abaixo.

(13)

Letra [a]: conjunção concessiva e expressa uma ideia oposta, contrária à principal.

Letra [b]: conjunção causal ou conformativa e exprime a ideia de causa ou conformidade.

Letra [c]: a conjunção “porquanto” indica ideia de causa e, portanto constitui o nosso gabarito.

Letra [d]: a conjunção é concessiva e indica uma ideia oposta, contrária à principal.

Letra [e]: temos uma conjunção proporcional, que traz, por óbvio uma ideia de proporção.

Gabarito: nesses termos, a letra [c] representa o nosso gabarito.

6. (HU-UFGD-EBSERH-AOCP/2013) Em “fica muito difícil atribuí-la...” o pronome destacado retoma a) decisões diferentes. b) ponderações longas. c) níveis diferentes. d) escolha. e) confusão. COMENTÁRIOS:

Precisamos do contexto para resolver a questão, observe:

“Mesmo assim, me parece que existem níveis diferentes de complexidade

relacionados com decisões diferentes, e que, ao aumentar a complexidade

da escolha, fica muito difícil atribuí-

la

a um processo totalmente

inconsciente.”.

Perceba que o pronome “la” retoma a palavra “escolha”. Simples assim, porém requer atenção no estabelecimento dos referenciais.

(14)

7. (HU-UFGD-EBSERH-AOCP/2013) Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao que se afirma a seguir.

a) Em “...antes de a mente se dar conta disso.”, funciona como adjunto adnominal.

b) Em “Alguns filósofos definem livre arbítrio...”, é pronome indefinido. c) Em “...ocorre antes de estarmos cientes dela.”, expressa tempo.

d) Em “...definem livre arbítrio como sendo...”, pode ser retirada a expressão sendo.

e) Em “...a questão do livre arbítrio terá que ser...”, pode ser substituída por terá de.

COMENTÁRIOS:

Mais uma questão envolvendo os conhecimentos sobre a análise sintática, sobre os pronomes e sobre o valor semântico dos termos oracionais. Esses assuntos, de longe, são os queridinhos da banca AOCP. Mas vamos ao que interessa.

Na letra [a], o pronome “Disso” está se referindo ao sintagma verbal “dar

conta”, portanto, não pode ser adjunto adnominal, visto que este se refere a

substantivos. A alternativa encontra-se incorreta.

A letra [b] verifica-se correta, visto que o vocábulo “alguns”, ao referir-se de forma vaga a certos filósofos, classifica-se como pronome indefinido. .

Na letra [c], a palavra “Antes” é advérbio de tempo, assim como as palavras depois, agora, amanhã, também o são. O termo referiu-se ao momento em que algo havia ocorrido.

Para entendermos a letra [d], devemos voltar ao contexto. Observe que o vocábulo “sendo” pode ser suprimido sem nenhuma alteração semântica. Vejamos:

De igual modo, a substituição proposta na letra [e] é semanticamente possível.

Gabarito: nos termos apresentados, a única alternativa incorreta é a letra [a].

(...) definem livre arbítrio como

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8. (HU-UFGD-EBSERH-AOCP/2013) Em “Se este for mesmo o caso...”, a conjunção expressa a) tempo. b) consecução. c) conclusão. d) modo. e) condição. COMENTÁRIOS:

Muito simples, o vocábulo “Se” é uma conjunção subordinativa condicional, pois expressa uma condição para que a ação da oração principal se realize.

Gabarito: a alternativa [e] encontra-se correta.

9. (HU-UFGD-EBSERH-AOCP/2013) Assinale a alternativa cujo pronome NÃO foi classificado corretamente.

a) “...estão mudando isso de forma radical...” (demonstrativo) b) “...estão tirando de seus resultados...” (possessivo)

c) “Se este for mesmo o caso...” (demonstrativo)

d) “...todos temos nossos compromissos...” (possessivo) e) “...ocorre antes de estarmos cientes dela.” (possessivo) COMENTÁRIOS:

A letra [a] encontra-se correta. O pronome demonstrativo “isso” retoma uma palavra ou pensamento referido anteriormente no texto.

Os pronomes demonstrativos exercem um importante papel como elementos de coesão textual, evitando assim a repetição desnecessária de termos e expressões no texto.

Quando retoma um elemento, ou seja, quando se refere a termos já mencionados no texto exercem a função anafórica. Nesse caso empregam-se os pronomes esse, essa e isso.

(16)

Ao contrário, se antecipam um elemento que ainda será mencionado, exercem a função catafórica. Aqui, vemos os pronomes este, esta e isto.

Observe como os demonstrativos foram empregados adequadamente nos exemplos abaixo:

O sapato escolhido para ir à festa foi

este

: o azul.

Agora, se fôssemos fazer referência ao sapato usado para a mesma festa ano passado, teríamos:

O azul, foi

esse

o sapato escolhido para ir à festa ano passado.

Nas aulas de interpretação de textos, quando falamos da coesão e coerência textual, trabalhamos detalhadamente a função referencial dos pronomes demonstrativos.

As letras [b], [c] e [d] estão todas corretas e não guardam maiores dificuldades.

Já na letra [e], percebe-se uma da banca examinadora. Temos aqui uma contração da preposição “de” com o pronome “ela”. Não se trata de um pronome possessivo, logo o item encontra-se incorreto.

Gabarito: Nos termos apresentados, a letra [e] é a única alternativa incorreta e, portanto, o gabarito da questão.

10. (HU-UFGD-EBSERH-AOCP/2013) Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao que se afirma a seguir.

a) Em “Em quem vou votar na próxima eleição?”, funciona como objeto indireto. b) Em “...ligada na sua essência ao controle...” funciona como objeto indireto. c) Em “Mesmo assim, me parece que existem...”, expressa contraste.

d) Em “Talvez a confusão sobre o livre arbítrio...”, expressa dúvida. e) Em “...estão mudando isso de forma radical...”, expressa modo.

(17)

COMENTÁRIOS:

A letra [a] encontra-se correta, posto que o termo destacado é o complemento verbal preposicionado do sintagma verbal “vou votar”.

Amiga (o), quem vota, vota em alguém. Entre o verbo e seu complemento há preposição, portanto o objeto é indireto.

A letra [b] está incorreta, pois, observando o contexto, o termo “ao controle”

completa o sentido de um adjetivo, não podendo, assim, ser objeto indireto, já que estes só completam sentido de verbos. Veja:

"A questão do livre arbítrio, ligada na sua essência ao controle que temos

sobre nossas vidas, é tradicionalmente debatida por filósofos e teólogos."

Muitos candidatos erraram essa questão por confundir o termo em pauta como objetivo indireto, tudo por causa da bendita preposição. Acontece que o objeto indireto e o complemento nominal sempre se ligam ao termo regente por uma preposição. Mas você deve sempre se lembrar de que o complemento nominal se refere a substantivos, a advérbios e a adjetivos, enquanto que o objeto indireto é exclusivamente complemento verbal.

O termo “ao controle” relaciona-se com o adjetivo "Ligada", logo se trata de complemento nominal. O termo em destaque nunca, no texto em comento, seria objeto direto. Ele é complemento nominal.

Dando seguimento, para compreendermos o que pede a letra [c], devemos voltar ao contexto. Observe:

Por outro lado, é possível que algumas de nossas decisões sejam tomadas

a um nível profundo de consciência que antecede o estado mental que

associamos com estarmos cientes do que escolhemos. (....)

Mesmo assim, me parece que existem níveis diferentes de complexidade

relacionados com decisões diferentes, e que, ao aumentar a complexidade

da escolha, fica muito difícil atribuí-la a um processo totalmente

inconsciente.”

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O autor do texto tece o parágrafo seguinte contrastando, opondo-se ao pensamento dos cientistas do parágrafo anterior. Sendo assim, o item encontra-se correto, uma vez que o conectivo destacado na alternativa [c] exerce o valor semântico de contraste, ou melhor, de oposição de ideias presentes no texto.

A letra [d] verifica-se correta e dispensa maiores comentários.

Finalmente a letra [e], onde a expressão destacada informa o modo como algo vem sendo mudado. A alternativa também se verifica correta. Observe:

Gabarito: nos termos apresentados a alternativa incorreta é a letra [b]. ANÁLISE DA PROVA:

A prova de português aplicada para os cargos de nível superior da área assistencial seguiu exatamente o padrão do Instituto AOCP. O destaque foi reservado, mais uma vez, aos conhecimentos de análise sintática, especialmente a diferenciação entre o objeto indireto, o complemento nominal e o adjunto adnominal.

Os pronomes, advérbios e conjunções também marcaram forte presença, como é de costume em provas da AOCP.

Mais uma vez sentimos a falta dos temas relacionados à concordância verbo-nominal e à regência. Não verificamos também uma abordagem mais efetiva dos temas relativos à interpretação de textos, à semântica e à estilística.

Resumo da ópera: muito embora a banca AOCP, naquilo que cobra na prova, siga o mesmo padrão, não podemos negligenciar nenhum assunto. Melhor dizendo, mesmo não podendo prever quais questões serão cobradas, podemos definir a metodologia como cada assunto será explorado. Essa, inclusive, é a regra de ouro para a realização de uma boa prova.

Chegamos ao final de mais uma aula e esperamos que você tenha obtido um bom desempenho. Caso tenha apresentado muitas dificuldades, não desanime, retorne às aulas anteriores e dispense um pouco mais de tempo para os conteúdos de português.

#NãoDesanime #EstudeMais #AcrediteSempre

Professores Francisco Júnior, Rômulo Passos e equipe.

(...) “...estão mudando isso de

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