---Aos vinte e seis dias do mês de Abril do ano dois mil, nesta vila de Bombarral e sala de reuniões do edifício dos Paços do Município, realizou-se uma reunião ordinária da Câmara Municipal de Bombarral, com a presença do senhor presidente da Câmara António Carlos Albuquerque Álvaro e dos senhores vereadores João Carlos Barreiras Duarte, José Vítor Ribeiro Silva, Manuel Quintino Filipe Silva, Luis Alberto Camilo Duarte, Amilcar António Santos e Armando Salvador Maia da Fonseca.--- ---Secretariaram a reunião o Chefe da Divisão Administrativa e Financeira em regime de substituição Sérgio Manuel Silva Duarte e o Assistente Administrativo Especialista Nuno Fernando Carreira Taborda Ferreira.---
---Pelas 16.20 horas, o senhor presidente da Câmara declarou aberta a reunião.---
PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
0742. RESUMO DIÁRIO DE TESOURARIA: Do dia 2000.04.26:---
Caixa Geral de Depósitos... ...18.616.551$00 Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Bombarral... ...2.343.082$50 Banco Totta & Açores... ...3.473.608$00 Banco Português do Atlântico... ...5.633.445$50 Crédito Predial Português... ...825.901$00 Banco Comercial Português... ...922.333$50 Banco Pinto & Sottomayor... ...721.853$00 Banco Nacional de Crédito Imobiliário... ...30.633.138$00 Depositado em instituições de Crédito... ...66.998.629$50 Em cofre... ... ...Numerário... ... 67.928$00 ...Cheques... ...524.143$00 Total de disponibilidades... ...67.590.700$50 Documentos... ...4.234.279$50 Total... ...71.824.980$00 Operações Orçamentais... ...-25.499.848$00 Operações de Tesouraria... ...93.090.548$50
0743. PAGAMENTOS: Foi tomado conhecimento da relação dos pagamentos
efectuados durante o período de 2000.04.17 e 2000.04.20 no montante de 33.450.448$00.----
0744. ACTA N.º 21/2000: Depois de lida e introduzidas pequenas correcções, foi
deliberado por unanimidade aprovar a acta n.º 21/2000 da reunião ordinária de 2000.04.17.-
0745. ACTA N.º 22/2000: Depois de lida e introduzidas pequenas correcções, foi
deliberado por unanimidade aprovar a acta n.º 22/2000 da reunião ordinária de 2000.04.18.-
DO SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA:--- 0746. AEROPORTO INTERNACIONAL DA OTA: “Conforme comunicação que recebi
informo que o senhor Ministro Jorge Coelho no próximo dia 27, quinta-feira, pelas 15.00 horas, fará o anúncio da decisão tomada em Conselho de Ministros
relativamente ao novo aeroporto internacional de Lisboa. O anúncio será feito em acto público que decorrerá na Base Aérea da Ota – Alenquer, local onde será construído o novo aeroporto. Informo que estarei presente.”---
0747. TRIBUNAL JUDICIAL DE BOMBARRAL: “Foi-me entregue pelo G.A.T., o programa
de trabalhos, sendo os custos de adaptação das instalações no montante de 16.666.732$00, sendo 7.885.879$00 para construção civil e 8.780.853$00 para electricidade. Tendo sido informado que o G.A.T. aquando da reunião com responsáveis do Ministério da Justiça havia opinado que se deve procurar instalar um elevador no exterior do edifício, o que também irei sugerir em reunião com os responsáveis do Ministério da Justiça. Considerando que o montante da obra está dentro dos limites de um concurso limitado, irei providenciar a abertura do mesmo.”---
DO SENHOR VEREADOR MANUEL QUINTINO:--- 0748. PEDIDOS DE INFORMAÇÃO: “Deixo registado que continuo a aguardar
pacientemente um conjunto de informações pedidas algumas há mais de dois meses.”---
0749. CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA NA AUTARQUIA: “Tive hoje conhecimento de
uma carta da Associação Comercial do Concelho de Bombarral, datada de 27.03.2000, dirigida ao presidente da Câmara e vereação. Quero saber porque é que não foi dado conhecimento da mesma ao executivo. A mesma questão em relação a um ofício da firma Pombo & Ferreira, Lda.”---
0750. RUA JULIO TORNELLI: “Quero interpelar o senhor presidente da Câmara sobre
qual a situação deste processo, passados todos estes meses sobre a visita do executivo à rua em frente das instalações da SOVISTREMA e do compromisso assumido com o empresário.”---
0751. RELATÓRIO DA I.G.A.T: “Ainda não me foi entregue cópia do relatório da I.G.A.T.
conforme requeri a semana passada.”---
0752. CAMINHO PÚBLICO NO SALGUEIRO: “Quero saber se chegou à Câmara Municipal
algum ofício do Supremo Tribunal Administrativo sobre o processo do caminho público no Salgueiro.”---
DO SENHOR VEREADOR AMILCAR SANTOS:--- 0753. RELATÓRIO DA I.G.A.T.: “Requeiro cópia integral do relatório da I.G.A.T..”--- 0754. ARQUITECTO ABOIM: “Gostaria de saber porque razão não foi agendado para a
presente reunião o meu pedido formulado na passada reunião e constante do ponto 697 e que respeita à contratação do arquitecto Aboim bem como cópia da informação prestada pelo senhor Chefe da Divisão Técnica de Obras e Urbanismo à I.G.A.T..”--- ---O senhor presidente da Câmara respondeu que os elementos não foram entregues porque o senhor Chefe da Divisão Técnica de Obras e Urbanismo se encontra de licença.”---
0755. RESERVATÓRIOS NO ALTO DOS BARAÇAIS: “Gostaria de saber o ponto da
situação da empreitada dos reservatórios no alto dos Baraçais, por estes serem vitais para o reforço do abastecimento à vila, ao Cintrão e ao Vale
Covo.”---
---O senhor presidente da Câmara respondeu que a empreitada já foi adjudicada. ---O senhor vereador Amilcar Santos perguntou se “os prazos de execução estão a ser cumpridos porque as circunstâncias que descrevi colocam em causa o referido abastecimento e oneram os cofres do município, já por si debilitados, sujeitando-os mais uma vez a novo dispêndio. Requeiro o empenho do senhor presidente da Câmara e a sua intervenção nesta matéria por sermos ambos defensores do enriquecimento do concelho e dos cofres da Câmara Municipal ainda que de formas diferentes.”---
DO SENHOR VEREADOR LUIS DUARTE:--- 0756. PROCOM: “Informo que estive reunido com o senhor presidente da Associação
Comercial do Concelho de Bombarral para finalizar o processo do PROCOM. Recomendo que este assunto seja agendado para a reunião de Câmara de 08.05.2000 e que seja elaborada uma proposta para apreciação nessa reunião.”---
DOS SENHORES VEREADORES JOSÉ VÍTOR SILVA E ARMANDO SALVADOR:--- 0757. PROPOSTA: “Requeremos o agendamento para a próxima reunião da seguinte
proposta: “Considerando:---
a) Os anúncios luminosos beneficiam a iluminação viária e a segurança de bens e pessoas;--- b) A exiguidade de receitas provenientes desta verba;--- c) A dificuldade conjuntural das pequenas empresas comerciais.--- ---Propomos que se isente de taxa os reclamos luminosos que concomitantemente preencham as seguintes condições:---
a) Que não sejam superiores a 10 m2;---
b) Que sejam pertencentes a empresas sediadas no Bombarral;--- c) Que não tenham um volume de facturação no ano anterior superior a 100.000 contos;---
---A isenção depende de requerimento apresentado pelo interessado com os respectivos comprovantes.”---
ORDEM DE TRABALHOS
0758. OBRAS PARTICULARES:--- 0758.01 DESTAQUE: Apreciado o processo n.º 70/2000/01 iniciado a requerimento
apresentado pelos herdeiros de Homero Xisto Várzea e de Romero S. Várzea, datado de 2000.04.10, foi deliberado por unanimidade aprovar que do seu prédio misto inscrito na matriz predial da freguesia de Carvalhal sob o n.º 2644 e artigo 40 da secção T, seja destacada uma parcela de terreno com a área de 1.455 m2 que fica a
confrontar do Norte com caminho público, do Sul com LIDENOR – Sociedade de Administração de Imóveis, Lda, do Nascente com caminho público e do Poente com o próprio, uma vez que reúne as condições estabelecidas nas alíneas a) e b) do n.º 1 do artigo 5.º do Decreto-lei n.º 448/91, de 28 de Dezembro, e dado que desse destaque
resultam apenas duas parcelas ambas confinantes com arruamentos públicos, devendo ser garantido o ónus do não fraccionamento nos termos do artigo 5.º do Decreto-lei n.º 448/91.-
0758.02 CONSTRUÇÃO DE MORADIA E MURO – LICENÇA DE CONSTRUÇÃO: Apreciado o
processo n.º 31/2000/01 iniciado a requerimento apresentado pela senhora D. Maria Adina Jacoby, datado de 2000.04.07, a solicitar licença para construção de moradia unifamiliar e muro sitos no lugar de São Mamede, freguesia de Roliça e verificando-se que apresentou os necessários projectos de especialidades foi deliberado por unanimidade deferir o licenciamento pelo prazo de 12 meses.---
0758.03 CONSTRUÇÃO DE MORADIA E GARAGEM – LICENÇA DE CONSTRUÇÃO:
Apreciado o processo n.º 202/99/01 iniciado a requerimento apresentado pela firma Viver & Lazer, Construções, Lda, datado de 2000.02.02, a solicitar licença para construção de moradia unifamiliar e garagem sitas na Urbanização Vale da Várzea, lote 73, vila e freguesia de Bombarral e verificando-se que apresentou os necessários projectos de especialidades foi deliberado por unanimidade deferir o licenciamento pelo prazo de 6 meses.---
0758.04 CONSTRUÇÃO DE MORADIA E MURO – LICENÇA DE CONSTRUÇÃO: Apreciado o
processo n.º 45/2000/01 iniciado a requerimento apresentado pelos senhores Maria da Conceição de Sousa Bruno Caldeira e marido, datado de 2000.04.03, a solicitar licença para construção de moradia unifamiliar e muro sitos na Urbanização Várzea da Pedra, lugar do Cintrão, freguesia de Bombarral, e verificando-se que apresentou os necessários projectos de especialidades foi deliberado por unanimidade deferir o licenciamento pelo prazo de 12 meses.---
0758.05 CONSTRUÇÃO DE MORADIA – LICENÇA DE CONSTRUÇÃO: Apreciado o processo
n.º 4/2000/01 iniciado a requerimento apresentado pelo senhor Horácio Viriato Fernandes, datado de 2000.04.05, a solicitar licença para construção de moradia unifamiliar sita no lugar de Barrocalvo, freguesia de Carvalhal, e verificando-se que apresentou os necessários projectos de especialidades foi deliberado por unanimidade deferir o licenciamento pelo prazo de 24 meses.---
0758.06 CONSTRUÇÃO DE MORADIA – LICENÇA DE CONSTRUÇÃO: Apreciado o
processo n.º 155/99/01 iniciado a requerimento apresentado pelo senhor Joaquim Faustino Ventura, datado de 2000.04.03, a solicitar licença para construção de moradia unifamiliar sita no lugar de Barrocalvo, freguesia de Carvalhal, e verificando-se que apreverificando-sentou os necessários projectos de especialidades foi deliberado por unanimidade deferir o licenciamento pelo prazo de 24 meses.---
0758.07 APROVAÇÂO EM MINUTA: As deliberações respeitantes a obras particulares foram
aprovadas em minuta para produzirem efeitos imediatos.---
0759. CONFRATERNIZAÇÃO DE TRABALHADORES: Presente o ofício n.º 21/00, de
2000.04.13, do Serviço Social dos Trabalhadores Autárquicos do Município de Bombarral, a convidar o executivo para a confraternização de trabalhadores que
decorrerá no próximo dia 01 de Maio e a solicitar a atribuição de um subsídio para fazer face às inerentes despesas de alimentação.---
---Foi deliberado por maioria com os votos contra dos senhores vereadores José Vítor Silva e Amilcar Santos e os votos favoráveis dos restantes membros do executivo atribuir ao Serviço Social dos Trabalhadores Autárquicos do Município de Bombarral um subsídio no montante de 100.000$00 (cem mil escudos) condicionado a que o valor de inscrição no supra mencionado almoço seja igual para sócios e não sócios.----
---DECLARAÇÃO DE VOTO:: O senhor vereador Amilcar Santos declarou que: “votei contra por considerar que o pedido formulado pelo Serviço Social dos Trabalhadores Autárquicos do Município de Bombarral, ao terem solicitado 150.000$00 para o evento, o senhor presidente da Câmara tenha contraposto 100.000$00, não compreendo as razões que o tenham motivado na diminuição da respectiva verba.”---
0760. SOCIEDADE RECREATIVA SOBRALENSE: Apreciado o ofício da Sociedade
Recreativa Sobralense, datado de 2000.04.17, foi deliberado por unanimidade atribuir um subsídio no montante de 100.000$00 (cem mil escudos) para comparticipar as despesas com o jantar da Orquestra Ligeira do Exército que estará presente nas comemorações do 65.º aniversário da colectividade.---
---DECLARAÇÃO DE IMPEDIMENTO: Antes da discussão e votação deste assunto o senhor vereador Armando Salvador comunicou ao senhor presidente da Câmara, nos termos do artigo 45.º do Código do Procedimento Administrativo, encontrar-se impedido de intervir na discussão e votação deste assunto, em virtude de integrar a direcção desta colectividade, pelo que o senhor presidente da Câmara declarou impedida a sua intervenção neste acto.---
---Nos termos do n.º 3 do artigo 24.º do Código do Procedimento Administrativo, o senhor vereador Armando Salvador retirou-se da reunião, regressando após a discussão e votação deste ponto.---
0761. CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS: Atendendo o solicitado por ofício do
senhor eng. Virgílio Paulo Silva, foi deliberado por unanimidade autorizar a actualização dos seus honorários no âmbito de contrato de prestação de serviços existente com esta autarquia, na mesma percentagem do aumento atribuído pelo governo aos funcionários e agentes da administração local.---
0762. LOTEAMENTO DO DR. SENA MARTINS NA COLUMBEIRA: Foi deliberado por
unanimidade aprovar o projecto de loteamento do Dr. Sena Martins, sito no lugar de Columbeira, freguesia de Roliça e respectiva infra-estrutura.---
0763. ZONA INDUSTRIAL – LOTES 7, 8 E 10: Presentes as informações n.ºs
8.2/D.A.F.-2000 e 9.2/D.A.F.-8.2/D.A.F.-2000, relativas à situação dos lotes n.ºs 7, 8 e 10 da zona industrial vendidos às firmas CERANFIPE – Louça Decorativa, Lda e HOSPIARTE –
Equipamentos Hospitalares, Lda.---
---O senhor presidente da Câmara propôs que seja accionada a cláusula de reversão no caso da firma CERANFIPE – Louça Decorativa, Lda, e que seja estabelecido um prazo de 30 a 60 dias para que a firma HOSPIARTE – Equipamentos Hospitalares, Lda, inicie as obras, perdendo, contudo, desde já o direito aos incentivos pela criação de postos de trabalho.---
---O senhor vereador Manuel Quintino propôs o adiamento deste assunto para a próxima reunião a fim de ser apreciado o ofício da firma Pombo & Ferreira, Lda.--- ---Votaram a favor da proposta do senhor presidente da Câmara, o proponente e os senhores vereadores João Carlos Duarte e Luis Duarte. Votaram a favor da proposta do senhor vereador Manuel Quintino, o proponente e os senhores vereadores José Vítor Silva, Amilcar Santos e Armando Salvador. Foi adiada a apreciação deste assunto para a próxima reunião.---
DOCUMENTOS PARA CONHECIMENTO
0764. SOCIEDADE RECREATIVA SOBRALENSE: Foi tomado conhecimento do ofício de
2000.04.17 da Sociedade Recreativa Sobralense a convidar o executivo para as comemorações do seu 65.º aniversário que decorrerão no dia 05 de Maio (21.30 horas) e 21 de Maio (13.30 horas).---
EXTRA ORDEM DE TRABALHOS
DELIBERAÇÕES: Nos termos do disposto no artigo 83.º da Lei n.º 169/99, de 18 de
Setembro, foi reconhecida por unanimidade a urgência de deliberação imediata do seguinte assunto:---
0765. SUBSÍDIO: Foi deliberado por unanimidade que o subsídio de 1.000.000$00
oportunamente aprovado para apoio ao povo de Moçambique seja entregue à A.M.I. – Associação de Médicos Internacionais.---
0766. OBRAS PARTICULARES – LICENCIAMENTO DE ESTABELECIMENTOS NO ÂMBI- TO DO DECRETO-LEI N.º 370/99: Nos termos da alínea a) do n.º 2 do artigo 13.º do
Decreto-lei n.º 370/99, de 18 de Setembro, foi deliberado por unanimidade nomear para integrar a comissão de vistorias o senhor eng. Luis Fernando Pereira Mil-Homens e o senhor arquitecto Nuno Veiga Borges de Morais. Mais foi deliberado que uma vez que o funcionamento dos estabelecimentos abrangidos por este Decreto-lei carece apenas de licença de utilização, que os processos que actualmente se encontrem em curso sejam transferidos para a secção de obras particulares, devendo esta secção desenvolver as diligências necessárias com vista a que a Delegação de Saúde, o Serviço Nacional de Bombeiros e a Direcção Regional da Agricultura indiquem os seus representantes nesta comissão de vistorias.---
0767. JOGOS DO FUTURO: Apreciada a informação da assistente administrativa
responsável pelo Pavilhão Desportivo Municipal, foi deliberado por unanimidade autorizar a despesa de 38.000$00 (trinta e oito mil escudos) para a aquisição de
t-shirts alusivas aos Jogos do Futuro, uma por cada atleta, treinador e dirigente.---
PERÍODO APÓS A ORDEM DO DIA
DO SENHOR VEREADOR AMILCAR SANTOS:--- 0768. ESTRATÉGIA PARA DESENVOLVIMENTO DO CONCELHO DO BOMBARRAL: “Foi
à algum tempo apresentado na F.I.L., onde estiveram presentes o senhor presidente e membros do executivo, o Plano Estratégico para a Região de Lisboa e Vale do Tejo, plano que tem um horizonte de excelência, definido por um princípio e fim, ou seja, calendarizado, que impõe métodos de execução e metas e objectivos a atingir entro de determinados prazos, a cumprir pelas sub-regiões, neste caso a do Oeste da qual faz parte o nosso concelho e por inerência a Câmara Municipal. Nestas circunstâncias tem-se verificado a inexistência de motivação e empenho na definição de metodologia que vise recolher opiniões e sugestões no âmbito institucional através de colóquios participados pelas autarquias e instituições públicas e privadas do nosso concelho por virtude do futuro do nosso concelho depender de todos nós, como é óbvio uns com maior e outros com menor responsabilidade nestas circunstâncias, sendo que se estivermos atentos e solidários funcionará como um alerta pedagógico, para que os vários interesses políticos não comecem a falar mais alto, para que passados alguns anos nãos e venha a considerar uma oportunidade perdida a meu ver para sempre atendendo à valorização dos recursos naturais, ambientais e patrimoniais do nosso concelho, paralelamente ao desenvolvimento económico que se projecta para a região Oeste da qual fazemos parte. Não podemos nem devemos ficar dependentes de mentes cuja perturbação demagógica se reflecte em comportamentos de permanente esforço no exercício imediático da desresponsabilização por serem hábeis conhecedores da inexistência de mecanismos que tornem a lei eficaz (último exemplo: relatórios da I.G.A.T.) porventura os referidos conhecedores esquecem-se que o principal inimigo da corrupção é provavelmente a transparência. Esta foi a forma por mim desejada, a fim de comemorar mais um aniversário do 25 de Abril.”---
0769. ZONA INDUSTRIAL: “Em relação aos lotes da zona industrial atribuídos às empresas
HOSPIARTE e CERANFIPE, verificou-se mais uma vez pela leitura do regulamento que nas circunstâncias contratuais as referidas empresas encontram-se em incumprimento. Pior ainda, os incentivos dados à cabeça são ilegais nos termos do próprio regulamento para aquela zona industrial, documento suporte do contrato entre as partes. Inexplicavelmente verifica-se conforme relembrou o vereador Manuel Quintino, ponto da acta n.º 52 de 1998, respeitante a aprovação do projecto da HOSPIARTE somente aprovado com o voto do senhor presidente, hoje mesmo por proposta sua, senhor presidente, pretendeu que se efectuasse a votação para homologar o actual estado de estagnação com contornos nada transparentes. Bem haja o facto do senhor vereador Quintino ter apresentado uma proposta alternativa que foi votada por maioria (4 – 3) que adia este assunto, para melhor esclarecimento após se saber da existência de uma carta que inicialmente ou seja antes da votação o senhor presidente não sabia da mesma, tendo após a votação que perdeu ficado relembrado, dirigindo-se ao seu gabinete e encontrado a referida, cuja leitura está a decorrer, indiciando porventura que o processo de atribuição dos lotes não decorreu
de forma isenta e provavelmente transparente.”---
DO SENHOR VEREADOR MANUEL QUINTINO:--- 0770. ZONA INDUSTRIAL: “Começo por ler alguns pontos do regulamento em vigor na
altura: na alínea o) do artigo 4.º diz: «deverá ser também presente, à data da candidatura, declaração de conhecimento e aceitação do regulamento»; no ponto 3 do artigo 5.º diz: «caso a declaração das intenções seja aprovada, dever-se-á, no prazo de 15 dias, lavrar contrato de promessa de compra e venda entre a Câmara Municipal e o adquirente, satisfeito que seja o articulado no n.º 3 do artigo 6.º (à data de assinatura do contrato de promessa de compra e venda deverá o adquirente proceder ao pagamento do valor correspondente a 30% do custo total do lote); no ponto 4 do artigo 5.º diz: «no prazo máximo de 60 dias a contar da data de assinatura do contrato de promessa de compra e venda dever-se-á lavrar escritura, de acordo com o n.º 4 do artigo 6.º (os restantes 70% que emergem do número anterior deverão ser liquidados até ao dia da assinatura da escritura pública de compra e venda); no ponto 3 do artigo 9.º diz «o valor atribuído à criação de postos de trabalho será até ao montante de 75.000$00, por cada e na fase de instalação da empresa, de acordo com o n.º 6 do artigo 5.º (doze meses após a data do alvará – licença de construção deverá a unidade estar em plena laboração dentro dos moldes apresentados pelo projecto, aprovado e licenciado). Vê-se portanto que o regulamento não foi cumprido, quer nos prazos, quer na concessão de incentivos à cabeça, quando o regulamento diz expressamente que só são concedidos no acto de inicio da laboração. Segue-se um curto historial do que, neste mandato, foi abordado em termos de zona industrial:---
- POMBO & FERREIRA – Em 1998.01.20 envia ofício a reafirmar interesse em adquirir lotes conjuntos (página 9 da acta 04/98 de 02 de Fevereiro);---
- BODYFILER (venda de lote) – página 5 da acta 09/98 de 09 de Março;--- - HOSPIARTE – Informação da escritura celebrada (página 10 da acta 11/98 de 23 de Março);--- - Incentivos à BODYFILER – Custo zero (página 4 da acta 15/98 de 20 de Abril);--- - CERANFIPE – Informação da escritura celebrada (página 15 da acta 17/98 de 27
de Abril);--- - HOSPIARTE – Autorizada localização de estabelecimento industrial nos lotes 8 e 10 apenas com o voto do senhor presidente (página 6 da acta 52/98 de 03 de Dezembro; página 10 – declaração do senhor vereador Amilcar);---
- BODYFILER – Em 11.06.1999 lembrei que em 09 de Março foi vendido, em 20 de Abril feita a escritura e ainda nenhum projecto foi apresentado (página 6 da acta 02/99 de 11 de Janeiro);--- - PANAVIT – Ofício a manifestar interesse, alegando ter conhecimento de que a
BODYFILER iria desistir (página 12 da acta 14/99 de 24 de Março);--- - PANAVIT – Vinda de representantes à reunião pública (página 2 da acta 16/99 de
08 de Abril);--- - BODYFILER desiste – Câmara acciona cláusula de reversão (página 4 da acta
17/99 de 12 de Abril);--- - PANAVIT fica com o lote. --- ---Verifica-se portanto um imenso rol de incumprimentos, quer no tocante a prazos, quer no tocante a incentivos, mas com um denominador comum: sempre o prejuízo do município.”---
---Seguidamente o senhor vereador Manuel Quintino questionou o senhor Chefe da Divisão Administrativa e Financeira sobre se podem ou não ser concedidos incentivos à cabeça.---
---O senhor Chefe da Divisão Administrativa e Financeira respondeu que de acordo com o Regulamento da Zona Industrial os incentivos para os novos postos de trabalho haviam de ser concedidos após a instalação da empresa. Quanto às transferências pareciam que podiam ser beneficiados em princípio. Ao tempo a Câmara deliberou conceder os benefícios antes da instalação terá sido com base nisso que o Notário Privativo elaborou a respectiva escritura.---
---O senhor vereador Manuel Quintino contra-argumentou com o ponto 4 do artigo 9.º que diz que os incentivos para as transferências se referem a cada posto de trabalho existente durante o último ano nas antigas instalações. Logo só podia ser concedido após a instalação.---
DO SENHOR PRESIDENTE DA CÂMARA:--- 0771. ZONA INDUSTRIAL – PÓLO I: “Na apreciação do assunto relativo aos lotes alienados
quer à empresa HOSPIARTE, com sede no concelho, quer à CERANFIPE, com sede em Pataias, têm sido proferidas afirmações completamente desinseridas da realidade do Estado de Direito em que vivemos. Quanto à HOSPIARTE e conforme parecer jurídico pedido à C:C.R.L.V.T. verifica-se que houve decisões da Câmara que foram constitutivas de direitos para além de que a empresa sempre laborou, permitindo a estabilidade de emprego dos seus trabalhadores e é o sustento económico de dezenas de famílias, sendo inclusivé uma empresa emblemática do concelho na produção de mobiliário dos hospitais. Neste caso não deve ser exercido a acção de reversão do terreno, pois sabemos inclusivé que têm um prazo de conclusão até Outubro / 2000 para aproveitar os incentivos que lhe foram atribuídos. Quanto à CERANFIPE e porque não labora, apesar de todos os contornos do processo, mas porque inclusivé nem sequer justificar o atraso no arranque da obra, sou favorável a que se exerça a acção de reversão.”---
---Nada mais havendo a tratar pelas 21.45 horas foi a reunião encerrada e lavrada a presente acta, que vai ser devidamente assinada nos termos do n.º 2 do artigo 92.º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, pelo presidente do orgão e pelo funcionário municipal que lavrou a acta, depois de lida e achada conforme.---