Capítulo 7
Misturas de Gás e Vapor
e Condicionamento de Ar
Objetivos
Estudar os fundamentos da
Psicrometria
, que é a Termodinâmica
das misturas de ar e vapor d’água.
Avaliar algumas aplicações da Psicrometria em processos de
7.1. Ar Seco e Ar Atmosférico
Composição e Propriedades Termodinâmicas
Oxigênio (O2) Nitrogênio (N2)
Argônio (Ar) Gás carbônico (CO2)
Vapor d’água (H2O) Poluentes (CO, SO2)
+
+
“Ar seco”
(fixa) (variável) (variável)
ATMOSFERA PADRÃO = AR SECO +VAPOR D’ÁGUA (Mistura de dois componentes: “a” e “s”)
7.1. Ar Seco e Ar Atmosférico
Composição e Propriedades Termodinâmicas
Frações molares (ar seco): 20,95% (O2), 78,09% (N2), 0,93% (Ar), 0,03% (CO2)
Massa molecular (aparente) do ar seco:
28
,
966
kg
kmol
4 1
=
=
∑
= i i i ay
M
M
kg.K
kJ
287
,
0
kmol
kg
28,966
kmol.K
kJ
314
,
8
=
=
=
a u aM
R
R
kg.K
kJ
005
,
1
≅
Pac
7.1. Ar Seco e Ar Atmosférico
Para uma mistura de dois gases ideais
s a
p
p
p
=
+
s aH
H
H
=
+
Em condições típicas de condicionamento de ar, as frações de vapor d’água na mistura são pequenas,
de modo que a pressão parcial do vapor é baixa Qual é a conseqüência disso?
7.1. Ar Seco e Ar Atmosférico
O vapor pode ser considerado gás ideal!
Condições típicas de A/C -10oC < T < 50oC
7.1. Ar Seco e Ar Atmosférico
O vapor pode ser considerado gás ideal!
kg.K
kJ
462
,
0
kmol
kg
18,015
kmol.K
kJ
314
,
8
=
=
=
s u sM
R
R
7.2. Linha de Saturação e Ponto de Orvalho
Temperatura de orvalho
Para o resfriamento a uma pressão constante, é a
temperatura em que o vapor d’água presente no ar começa a condensar (1ª gota de orvalho)
7.2. Linha de Saturação e Ponto de Orvalho
Temperatura de orvalho
Como o vapor d’água no ar atmosférico se comporta como um gás ideal, a interação entre as moléculas do ar seco e do vapor d’água é pequena.
Assim, a temperatura de orvalho pode ser calculada a partir de:
( )
s
sat
( )
s
dp
p
T
p
T
,
H
O
2
≅
7.2. Linha de Saturação e Ponto de Orvalho
7.2. Linha de Saturação e Ponto de Orvalho
O conceito de ar sub-saturado, saturado e seco
( )
T
p
p
s
sat
,
H
O
2<
O ar é dito sub-saturado se( )
T
p
p
s
sat
,
H
O
2=
O ar é dito saturado se7.3. Umidade Relativa
A umidade relativa do ar é razão entre a massa de vapor na mistura e aquela
necessária para produzir uma mistura saturada à mesma temperatura
[ ]
%
100
,×
⎟
⎟
⎠
⎞
⎜
⎜
⎝
⎛
=
T sat s sm
m
φ
Como o vapor é um gás ideal:
T
R
V
p
m
s s s=
T
R
V
p
m
s sat s sat s , ,=
Substituindo:
[ ]
%
100
, ,×
⎟
⎟
⎠
⎞
⎜
⎜
⎝
⎛
=
T p sat s sp
p
φ
7.3. Umidade Relativa
temperatura de orvalho umidade relativa
a b
b
a
=
φ
7.4. Umidade Absoluta
A umidade absoluta é razão entre a massa de vapor d’água e a massa de
ar seco na mistura
a sm
m
=
ω
Como os componentes são gases ideais:
T
R
V
p
m
s s s=
T
R
V
p
m
a a a=
Substituindo:
a s s ap
R
p
R
=
ω
(
s)
sp
p
p
−
= 622
0
,
ω
Introduzindo os valores numéricos das constantes dos gases:
7.4. Umidade Absoluta
Agora que se conhece uma relação entre ω e p
s, é possível substituir a
ordenada do gráfico da linha de saturação
cte.
=
φ
7.5. Exemplo
Condensação nas janelas de uma casa
Durante o inverno, com freqüência ocorre condensação nas superfícies internas das janelas devido às tempera- ras mais baixas junto às superfícies das mesmas.
Considere uma casa contendo ar a 20oC e 75% de umi- dade relativa. Qual a temperatura das janelas na qual a umidade do ar começará a se condensar sobre as suas superfícies internas?
7.5. Exemplo
Solução:
O vapor vai começar a se condensar quando a tempera- tura da janela atingir a temperatura de orvalho cor- respondente à pressão parcial do vapor no interior da casa.
( )
s sat( )
s dpp
T
p
T
,H O 2=
onde:(
)
kPa
754
,
1
kPa
3392
,
2
75
,
0
C
20
o O H , 2=
⋅
=
=
sat sp
p
φ
Assim:( )
,H O( )
15
,
4
oC
2=
=
sat s s dpp
T
p
T
7.6. Entalpia Específica
( )
]
kg
kJ
[
[kJ]
a s a s a s a a a s s a a a s ah
h
h
h
m
m
h
m
m
h
h
m
h
m
h
m
H
H
H
ω
+
=
+
=
+
=
+
=
Para gases ideais, a entalpia absoluta da mistura é igual à soma das
entalpias dos componentes
entalpia específica da mistura (na base do ar seco)
7.6. Entalpia Específica
Em Psicrometria, as propriedades intensivas são calculadas por unidade
de massa de ar seco.
A razão para isto deve-se ao fato da massa de vapor d’água, e
conseqüentemente a massa da mistura, poder variar durante a realização
de um processo.
Ex.: processo de umidificação ou desumidificação.
A base do ar seco
7.6. Entalpia Específica
Escrevendo as entalpias específicas em função da temperatura
( )
]
kg
kJ
[
a
s
a
h
h
h
=
+
ω
Para o ar seco, a referência é a entalpia do ar a 0o C
(
ref
)
Pa
ref
a
h
c
T
T
h
−
=
−
T
h
a
=
1
,
005
Temperatura em oC! [kJ/kg(a)]7.6. Entalpia Específica
Para o vapor d’água, a referência é a entalpia do líquido saturado a 0o C
(
ref
)
Ps
lv
ref
s
h
h
c
T
T
h
−
=
,
0
oC
+
−
T
h
s
=
2500 +
,
9
1
,
82
Temperatura em oC! [kJ/kg(s)]Somando as duas entalpias: ar seco e vapor d’água
( )
]
kg
kJ
[
a
s
a
h
h
h
=
+
ω
7.6. Entalpia Específica
)
(
h
,
0
oC
c
T
T
c
h
=
Pa
+
ω
lv
+
Ps
)
82
,
1
9
,
2500
(
005
,
1
T
T
h
=
+
ω
+
Temperatura em oC!7.7. Volume Específico
( )
]
kg
m
[
seco
ar
de
massa
mistura
pela
ocupado
volume
3
a
v =
como
s
a
mist
V
V
V
=
=
temos
a
a
a
p
T
R
v
v
=
=
Assim
(
s
)
a
a
p
p
T
R
v
v
−
=
=
s7.8. Exemplo
Uma sala de 5 m x 5 m x 3 m contém ar a 25o C e 100 kPa e a uma umidade relativa de 75%. Determine (a) a pressão parcial do ar seco, (b) a umidade absoluta, (c) a entalpia específica e (d) as massas de ar seco e vapor d’água na sala.
Solução:
(a)p
a
=
p
−
p
s
onde(
25
oC
)
=
0
,
75
⋅
3
,
1698
=
2
,
38
kPa
=
sat sp
p
φ
kPa
62
,
97
38
,
2
100
−
=
=
−
=
s
a
p
p
p
7.8. Exemplo
(b)(
)
(
)
( ) ( )a vkg
kg
0152
,
0
38
,
2
100
38
,
2
622
,
0
622
,
0
=
−
⋅
=
−
=
s sp
p
p
ω
(c)(
)
C 0 , oc
T
h
T
c
h
=
Pa+
ω
lv+
Ps( )
akg
kJ
8
,
63
)
25
82
,
1
9
,
2500
(
0152
,
0
25
005
,
1
=
⋅
+
+
⋅
=
h
7.8. Exemplo
(d)=
=
=
5
⋅
5
⋅
3
=
75
m
3 s a salaV
V
V
kg
61
,
85
298
287
,
0
75
62
,
97
=
⋅
⋅
=
=
T
R
V
p
m
a a a akg
30
,
1
298
462
,
0
75
38
,
2
=
⋅
⋅
=
=
T
R
V
p
m
s s s s7.9. Saturação Adiabática e TBU
Para caracterizar o estado termodinâmico de uma mistura binária, é preciso determinar 3 propriedades intensivas
Em condicionamento de ar, a pressão total e a temperatura são de fácil medição (simples, barata e direta). Porém, o mesmo não pode ser dito para as
umidades absoluta e relativa e para a entalpia
O conceito de saturação adiabática fornece uma terceira propriedade, de uma forma simples e com baixo custo
7.9. Saturação Adiabática e TBU
Saturador adiabático:
Canal longo, termicamente isolado, onde há uma ampla área de
contato entre o ar e o reservatório de água
O ar entra a uma temperatura T1 conhecida, e ω1 não é conhecida.
Parte da água se evapora, de modo a saturar a mistura (ω aumenta).
A temperatura do sistema diminui, pois calor é necessário para vaporizar a água. Se a área de contato ar-água for grande, o ar sai saturado (φ2 = 100%).
A temperatura de equilíbrio do sistema (T2) é a chamada Temperatura de Saturação Adiabática. A água de reposição é inserida à mesma taxa de evaporação e à T2.
7.9. Saturação Adiabática e TBU
7.9. Saturação Adiabática e TBU
Balanços de massa e energia no saturador adiabático
Balanço de massa:
2
1
a
a
m
m
=
2 1 2 1ω
ω
rep a a w rep wm
m
m
m
m
m
=
+
=
+
(ar seco)(
ω
2−
ω
1)
=
a repm
m
(vapor d’água)7.9. Saturação Adiabática e TBU
Balanço de energia: 2 , 1m
h
2m
h
h
m
a+
rep l T=
a(
ω
2−
ω
1)
=
a repm
m
Como 1 , 1 1 1c
PaT
h
sh
=
+
ω
2 , 2 2 2c
PaT
h
sh
=
+
ω
Substituindo e manipulando algebricamente chega-se a (sem prova matemática):
(
1 2)
2 , 1 2T
T
h
c
lv Pm−
=
−
ω
ω
Obs.: Esta expressão é mais conveniente que a do livro!
7.9. Saturação Adiabática e TBU
(
1 2)
2 , 1 2T
T
h
c
lv Pm−
=
−
ω
ω
onde: 2 , lvh
= entalpia de vaporização da água a T2Ps Pa Pm
c
c
c
=
+
ω
1 (da mistura) comoω
1<< 1
∴
c ≈
Pmc
Pa(
1
2
)
2
,
1
2
T
T
h
c
lv
Pa
−
=
−
ω
ω
7.9. Saturação Adiabática e TBU
como o ar sai saturado na saída do saturador:
Assim, a umidade absoluta na saída pode ser calculada por:
( )
2 , 2=
100
%
∴
p
s=
p
s satT
φ
(
1
2
)
2
,
1
2
T
T
h
c
lv
Pa
−
=
−
ω
ω
( )
( )
2 , 2 , 20
,
622
T
p
p
T
p
sat s sat s−
=
ω
7.9. Saturação Adiabática e TBU
Uma maneira prática de se estimar a temperatura
de saturação adiabática é através do
termômetro de bulbo úmido
Quando o ar sub-saturado escoa sobre a mecha úmida, a água se evapora e a temperatura cai.
A perda de calor latente pela evaporação da água é igual ao ganho de calor sensível do ar.
A temperatura resultante deste processo de
transferência de calor e de massa é a
7.9. Saturação Adiabática e TBU
Para uma dada
pressão total
, as duas propriedades restantes
para se caracterizar um estado termodinâmico podem ser
obtidas através de um
psicrômetro.
O
psicrômetro
fornece uma leitura da temperatura, aqui
chamada de
temperatura de bulbo seco (TBS)
e da
temperatura de bulbo úmido (TBU)
7.10. Exemplo
As temperaturas de bulbo seco e de bulbo úmido do ar atmosférico à pressão de 1 atm (101,325 kPa) são medidas por um psicrômetro giratório. Seus valores são iguais a 25oC e 15oC, respectivamente. Determine (a) a umidade absoluta, (b) a umidade relativa e
(c) a entalpia específica do ar.
Solução:
(a) a umidade absoluta é obtida da equação do processo de saturação adiabática
(
1 2)
2 , 1 2T
T
h
c
lv Pa−
=
−
ω
ω
7.10. Exemplo
(
1 2)
2 , 1 2T
T
h
c
lv Pa−
=
−
ω
ω
onde: T1 = TBS = 25oC T2 = TBU = 15oC cPa = 1,005 kJ/kg.K hlv,2 = hlv(15oC) = 2465,4 kJ/kg e( )
( )
(
)
( ) ( )a s 2 , 2 , 2kg
kg
01065
,
0
kPa
7057
,
1
325
,
101
kPa
7057
,
1
622
,
0
622
,
0
=
−
=
−
=
T
p
p
T
p
sat s sat sω
Substituindo: ( ) ( )a s 1kg
kg
00653
,
0
=
ω
7.10. Exemplo
onde: T1 = TBS = 25oC ps,sat(T1) = 3,1698 kPa 1 1 10
,
622
s sp
p
p
−
=
ω
Substituindo os valores e calculando ps1 e φ1, temos:
0
,
332
1
=
φ
(b) a umidade relativa é dada por:
( )
1 , 1 , 1T
p
p
sat s s=
φ
Mas (da definição de umidade absoluta):
(
1)
1 1622
,
0
ω
ω
+
=
p
p
s Temos que:(c) a entalpia específica é dada por:
(
)
1 C 0 , 1 1 1
c
T
h
oc
T
h
=
Pa+
ω
lv+
Ps ( )a 1kg
kJ
8
,
41
)
25
82
,
1
9
,
2500
(
00653
,
0
25
005
,
1
=
⋅
+
+
⋅
=
h
7.11. Carta Psicrométrica
A carta psicrométrica é um diagrama que relaciona
as propriedades termodinâmicas do ar úmido
7.11. Carta Psicrométrica
Para o ar saturado, as temperaturas de bulbo seco,
bulbo úmido e de ponto de orvalho são iguais.
7.12. Exemplo
Considere uma sala com ar a 1 atm, 35oC (TBS) e umidade relativa de 40%. Usando a carta psicrométrica, determine: (a) a umidade absoluta
(b) a entalpia
(c) a temperatura de bulbo úmido
(d) a temperatura do ponto de orvalho (e) o volume específico
Solução: (a) 0,0142 kg(s)/kg(a) (b) 71,5 kJ/kg(a) (c) 24oC (d) 19,4oC (e) 0,893 m3/kg (a)
7.13. Noções de Conforto Térmico
São 3 os principais fatores que controlam o conforto
Temperatura de bulbo seco (entre 22 e 27oC) Umidade relativa (entre 40 e 60%)
Movimentação do ar (Var ~ 15 m/min)
Outros fatores
Pureza (limpeza) do ar Odores Ruídos Radiação solar7.14. Processos de Condicionamento de Ar
A maioria dos processos de condicionamento de ar pode ser modelada como processos em regime permanente.
Os principais processos podem ser descritos na carta psicrométrica conforme mostra a figura ao lado.
T ω
∑
∑
∑
∑
∑
∑
=
+
+
+
=
+
=
out a in a w w in in out a in a w out a in ah
m
h
m
h
m
W
Q
m
m
m
m
m
ω
ω
7.14.1. Aquecimento
No processo de aquecimento, a umidade absoluta permanece constante.
Como a TBS aumenta, a umidade relativa diminui.
cte.
=
ω
(balanço de massa de água)(
h
2h
1)
m
Q
in=
a−
(balanço de energia)Como a umidade absoluta é constante, o balanço de energia se simplifica para:
(
T
2T
1)
c
m
7.14.2. Resfriamento
Cooling
>
(Tcoil > Tdp) No processo de resfriamento puro, a umidade absoluta
permanece constante.
Como a TBS diminui, a umidade relativa aumenta.
cte.
=
ω
(balanço de massa de água)(balanço de energia)
(
T
2T
1)
c
m
7.14.3. Aquecimento e umidificação
Neste processo, o objetivo e aumentar a temperatura e a umidade absoluta do ar
Entre 1 e 2, só TBS aumenta e
ω
permanece fixo. Entre 2 e 3, ocorre um aumento deω
. Porém TBS podeaumentar, diminuir ou permanecer constante, dependendo do estado físico da
água de injeção.
Se a injeção for de vapor superaquecido: TBS aumenta. Se a injeção for de água líquida: TBS diminui.
ω
T
1 2
3v 3l
7.14.4. Exemplo
Um sistema toma ar externo a 10oC e 30% de umidade relativa a uma vazão constante de 45 m3/min e o con- diciona até 25oC e 60% de umidade relativa.
Primeiro, o ar externo é aquecido até 22oC e, em segui- da, umidificado pela injeção de vapor d’água na seção de umidificação.
Considerando que o processo ocorra a 100 kPa, determine: (a) A taxa de calor fornecida ao ar na seção de aquecimento (b) A vazão mássica de vapor necessária na seção de
7.14.4. Exemplo
Solução:
(a) Balanço de energia na seção de aquecimento.
(
T
2T
1)
c
m
Q
in=
a Pm−
onde: 1 1v
V
m
=
a
c
Pm=
c
Pa+
ω
1c
PsCalculando pelas relações psicrométricas:
(
)
( ) ( )(
)
( )a 3 1 1 1 a s 1 1 1 o . 1 1kg
m
815
,
0
kg
kg
0023
,
0
622
,
0
kPa
368
,
0
kPa
2281
,
1
3
,
0
C
10
=
−
=
=
−
=
=
⋅
=
=
s a s s sat s sp
p
T
R
v
p
p
p
p
p
ω
φ
7.14.4. Exemplo
Substituindo (calculando a vazão e o cpm):
min
kJ
673
=
inQ
(b) o balanço de massa na seção de umidificação fornece:
onde
(
)
( ) ( )a s 3 3 3 o . 3 3kg
kg
01206
,
0
622
,
0
C
25
=
−
=
=
s s sat s sp
p
p
p
p
ω
φ
(
3 2)
,in=
aω
−
ω
wm
m
2 1ω
ω
=
min
kg
539
,
0
=
wm
Assim:7.14.5. Resfriamento Evaporativo
Jarra porosa
O resfriamento evaporativo é um processo
que se baseia no calor latente de vaporização
da água.
A força motriz é a diferença de umidade
absoluta entre a superfície úmida e a corrente
de ar.
Quanto maior a diferença entre as umidades
absolutas, maior a taxa de evaporação e maior
7.14.5. Resfriamento Evaporativo
O resfriamento evaporativo é utilizado para
o condicionamento de ar em climas secos.
O processo é quase idêntico ao de
saturação adiabática. Por isso, na
carta psicrométrica, ele é descrito por
7.14.6. Refriamento e desumidificação
Quando a mistura é resfriada abaixo
da temperatura de orvalho, há a
formação de condensado.
Durante a condensação, supõe-se que o o ar
7.14.7. Exemplo
Ar entra em um condicionador de ar de janela a 1 atm, 30oC (TBS), 80% de umidade relativa e com uma vazão de 10 m3/min. A temperatura de saída do ar é
14oC, e parte do vapor contido no ar se condensa e é removida a 14oC. Determine as taxas de remoção de
calor e de umidade do ar.
Solução (balanços de massa e energia):
(
1 2)
,out=
aω
−
ω
wm
m
(
1 2)
w,out l,14oC a outm
h
h
m
h
Q
=
−
−
7.14.7. Exemplo
(
1 2)
,out=
aω
−
ω
wm
m
(
1 2)
w,out l,14oC a outm
h
h
m
h
Q
=
−
−
ondekg
kJ
8
,
58
,
,14 C 1 1 o=
=
l ah
v
V
m
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )a 3 1 a s 2 a s 1 a 2 a 1kg
m
889
,
0
kg
kg
0100
,
0
kg
kg
0216
,
0
kg
kJ
3
,
39
kg
kJ
4
,
85
=
=
=
=
=
v
h
h
ω
ω
Da carta:7.14.7. Exemplo
Substituindo:min
kJ
511
=
outQ
min
kg
131
,
0
,out=
wm
(
1 2)
,out=
aω
−
ω
wm
m
(
1 2)
w,out l,14oC a outm
h
h
m
h
Q
=
−
−
7.14.8. Mistura adiabática de duas correntes
Em muitas instalações de condicionamento de ar de médio e grande porte, é necessário misturar correntes de ar a diferentes condições (processos de renovação e reciclagem do ar).
Supondo não haver transferência de calor com o meio externo, realização de trabalho e que o processo de mistura é em regime permanente, temos:
3 , 3 2 , 2 1 , 1 3 , 3 2 , 2 1 , 1 3 , 2 , 1 , a a a a a a a a a
m
h
m
h
m
h
m
m
m
m
m
m
=
+
=
+
=
+
ω
ω
ω
7.14.8. Mistura adiabática de duas correntes
Eliminando das relações acima, temos:
m
a,31 3 3 2 1 3 3 2 2 , 1 ,
h
h
h
h
m
m
a a−
−
=
−
−
=
ω
ω
ω
ω
Na mistura adiabática de duas corrente 1 e 2, o estado da corrente resultante 3 encontra-se sobre a linha reta que une os estados 1 e 2 na
carta psicrométrica
A relação entre as vazões é igual à relação entre as distâncias entre os pontos.
7.14.9. Exemplo
O ar saturado que sai da seção de resfriamento de um sistema de condicionamento de ar a 14oC e com vazão de 50 m3/min é misturado adiabaticamente com ar externo a 32oC e umidade
relativa de 60%, cuja corrente possui vazão de 20m3/min. Assumindo uma pressão de 1 atm, determine a umidade absoluta, a umidade relativa, a temperatura de bulbo seco e
a vazão volumétrica da mistura.
Solução:
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )a 3 2 a 3 1 a s 2 a s 1 a 2 a 1kg
m
889
,
0
kg
m
826
,
0
kg
kg
0182
,
0
kg
kg
010
,
0
kg
kJ
0
,
79
kg
kJ
4
,
39
=
=
=
=
=
=
v
v
h
h
ω
ω
Da carta:7.14.9. Exemplo
As vazões mássicas de ar seco são:
Assim:
min
kg
5
,
22
min
kg
5
,
60
2 2 2 1 1 1=
=
=
=
v
V
m
v
V
m
a
a
kg/min
83
2 1 3=
a+
a=
am
m
m
1 3 3 2 1 3 3 2 2 , 1 ,h
h
h
h
m
m
a a−
−
=
−
−
=
ω
ω
ω
ω
4
,
39
0
,
79
010
,
0
0182
,
0
5
,
22
5
,
60
3 3 3 3−
−
=
−
−
=
h
h
ω
ω
( ) ( ) ( )a s 3 a 3kg
kg
0122
,
0
kg
kJ
1
,
50
=
=
ω
h
7.14.9. Exemplo
( )a 3 3 3 o 3kg
m
844
,
0
89
,
0
C
19
=
=
=
v
T
φ
Da carta (com a entalpia e a umidade):
A vazão volumétrica é dada por:
/min
m
1
,
70
3 3 3 3=
m
v
=
V
a7.15. Torres de arrefecimento
corrente induzida corrente natural
7.16. Exemplo
Água de resfriamento sai do condensador de uma usina e entra em uma torre de arrefecimento a 35oC com uma vazão de 100 kg/s. A água é resfriada até 22oC na torre pelo ar que entra a 1 atm, 20oC e 60% de umidade
relativa. O ar deixa a torre saturado a 30oC. Desprezando a potência do ventilador, determine:
(a) a vazão volumétrica de ar entrando na torre (b) a vazão mássica da água de reposição
Solução:
Considerando a torre como o sistema:
(
)
2 4 4 1 3 3 2 4 1 3 2 1h
m
h
m
h
m
h
m
m
m
m
m
m
m
m
a w a w a w a w a a a
+
=
+
+
=
+
=
=
ω
ω
(ar seco) (umidade) (energia)7.16. Exemplo
Avaliando a conservação da água:
(
2 1)
4 3−
w=
rep=
aω
−
ω
wm
m
m
m
(1) E a conservação da energia:(
3 4)
(
2 1)
4 3h
h
m
h
h
m
h
m
w−
=
a−
−
rep (2) Substituindo (1) em (2):(
)
(
2 1) (
2 1)
4 4 3 3h
h
h
h
h
m
m
w aω
ω
−
−
−
−
=
4 3 w w repm
m
m
=
−
kg
kJ
28
,
92
kg
kJ
64
,
146
C 22 , 4 C 35 , 3 o o=
=
=
=
l lh
h
h
h
Sabe-se que: Tab. Sat.7.16. Exemplo
4 3 w w repm
m
m
=
−
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )a 3 1 a s 2 a s 1 a 2 a 1kg
m
842
,
0
kg
kg
0273
,
0
kg
kg
087
,
0
kg
kJ
0
,
100
kg
kJ
2
,
42
=
=
=
=
=
v
h
h
ω
ω
Da carta: Substituindo:kg/s
9
,
96
=
a
m
7.16. Exemplo
4 3 w w repm
m
m
=
−
A vazão volumétrica é dada por:
/s
m
6
,
81
3 1 1=
m
v
=
V
aA vazão da água de reposição é:
(
2−
1)
=
1,80
kg/s
=
aω
ω
rep