1. CONTEXTO OPERACIONAL
O Banco Gerador S.A. (“Banco”), cujas atividades operacionais da carteira de empréstimos foram iniciadas em 23 de março de 2009, foi constituído sob a forma de sociedade anônima com sede na cidade do Recife-PE, em 6 de janeiro de 2009, através de Assembleia Geral de Constituição (AGC). Foi autorizado pelo Banco Central do Brasil - BACEN, em 20 de fevereiro de 2009, a operar as carteiras de investimento e de crédito, financiamento e investimento, como banco múltiplo. Em 6 de outubro de 2011, foi autorizado pelo Banco Central do Brasil - BACEN a operar a carteira comercial e em 4 de abril de 2012 iniciou as atividades com o funcionamento do SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro).
O contexto concorrencial dos produtos do Banco Gerador (consignado público e capital giro para pequenas e médias empresas) vem sofrendo uma acentuada redução de spreads nos últimos anos, especialmente pela forte atuação dos grandes bancos, além de prejuízos repetitivos em suas operações. Nesse novo ambiente o projeto de um banco regional como o Banco Gerador passou a ser economicamente desafiado, apesar da premissa estratégica positiva de atendimento a regiões menos bancarizadas. Nesse contexto e, analisando possibilidade de continuidade desse cenário concorrencial, a partir do segundo semestre de 2014 o Banco Gerador reduziu drasticamente a aprovação de novas operações de crédito e em dezembro vendeu as cotas subordinadas que detinha de um Fundo de Investimento de Direitos Creditórios. Essas ações tiveram como objetivo a quitação de passivos do banco e consequentemente sua desalavancagem. Continuando em 2015 com essa estratégia de cessão de crédito sem retenção de riscos e benefícios tem-se a cessão da carteira de consignado do INSS, que se encontra em transferência de titularidade na Dataprev, e a constituição de um FIDC para absorver as carteiras de consignado público e privado, além da carteira de pessoa jurídica. Assim, referida estratégia seguirá até a eliminação total da carteira dos produtos atuais, preparando o Banco Gerador para atuação em outro foco concorrencial com um novo plano de negócios e uma outra estrutura acionária. A associação com outro grupo econômico, cuja negociação se encontra em andamento, será submetida à aprovação do Banco Central do Brasil. Até a autorização do Banco Central, o Banco Gerador continuará com o suporte dos seus acionistas atuais, como mostra as evidências de exercícios passados, para manter a instituição dentro dos limites operacionais e regulatórios.
2. BASE PARA A PREPARAÇÃO E APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com as disposições da Lei das Sociedades por Ações (Lei no 6.404/76), com as alterações introduzidas pelas Leis nos 11.638/07 e 11.941/09, adaptadas às normas e instruções do Conselho Monetário Nacional - CMN e do Banco Central do Brasil - BACEN e apresentadas em conformidade com o Plano Contábil das Instituições do Sistema Financeiro Nacional - COSIF.
O Banco Central do Brasil não se manifestou a respeito de todas as alterações introduzidas pelas referidas Leis, tendo aprovado as seguintes mudanças, as quais estão observadas nas Demonstrações Financeiras do Banco:
• CPC-00 – Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis (Resolução No 4.144, de 27.09.2012, do CMN);
• CPC-01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos (Resolução No 3.566, de 29.05.2008, do CMN); • CPC-03 - Demonstração dos Fluxos de Caixa - DFC (Resolução No 3.604, de 29.08.2008, do CMN); • CPC-05 - Divulgação sobre Partes Relacionadas (Resolução No 3.750, de 30.06.2009, do CMN); • CPC-10 - Pagamento Baseado em Ações (Resolução No 3.989, de 30.06.2011, do CMN.
• CPC-23 - Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro (Resolução No 4.007, de 25.08.2011, do CMN);
• CPC-24 - Eventos Subsequentes (Resolução No 3.973, de 26.05.2011, do CMN);
• CPC-25 - Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes (Resolução No 3.823, de 16.12.2009, do CMN);
A Administração do Banco autorizou a conclusão das presentes demonstrações financeiras em 30 de março de 2015, nas quais consideram os eventos subsequentes ocorridos até esta data, que pudessem ter efeito sobre estas demonstrações financeiras, quando requerido.
3. SUMÁRIO DAS PRINCIPAIS PRÁTICAS CONTÁBEIS a) Apuração do resultado
O resultado das operações é apurado pelo regime de competência. b) Aplicações interfinanceiras de liquidez
As aplicações interfinanceiras de liquidez são registradas ao custo, mais rendimentos auferidos até a data do balanço.
c) Títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos
O Banco Central do Brasil, por meio das Circulares nos 3.068/01 e 3.082/02, estabelece critérios de avaliação e classificação contábil de títulos e valores mobiliários e instrumentos financeiros derivativos, introduzindo o conceito de marcação pelo valor de mercado e de classificação contábil, de acordo com a intenção da administração em operar com determinado título ou instrumento financeiro derivativo.
A Administração classificou os títulos e valores mobiliários na categoria títulos disponíveis para venda, conforme detalhado na Nota 6. Esses títulos são ajustados a valor de mercado, cujo efeito encontra-se registrado em conta do Patrimônio Líquido.
Os instrumentos financeiros derivativos compostos de operações de futuros, compras de moedas a termo e operações de “swap” são classificados como mantidos para negociação e contabilizados de acordo com os seguintes critérios:
• ••
• Operações de futuros - o valor dos ajustes diários é contabilizado em conta de ativo ou passivo, e apropriado diariamente como receita ou despesa;
• ••
• Operações de “swap” - o diferencial a receber ou a pagar é contabilizado em conta de ativo ou passivo, respectivamente, em contrapartida às adequadas contas de receita ou despesa.
• ••
• Operações de compras a termo - o valor final contratado deduzido da diferença entre esse valor e o preço à vista do bem é reconhecido como receitas ou despesas em razão do prazo de fluência dos contratos.
As operações com instrumentos financeiros derivativos compostos de operações de futuros, swap’s e termos são mensuradas na data do balanço a valor de mercado. A valorização ou desvalorização é contabilizada em conta de receita ou despesa, no resultado do período. As
d) Operações de crédito
As operações de crédito são classificadas de acordo com o julgamento da Administração quanto ao nível de risco, levando em consideração a conjuntura econômica, a experiência passada, a capacidade de pagamento e liquidez do tomador do crédito, e os riscos específicos em relação à operação, aos devedores e aos garantidores, observando os parâmetros estabelecidos pela Resolução no 2.682/99, do Conselho Monetário Nacional, que requer a análise periódica da carteira e sua classificação em nove níveis de risco, sendo AA o risco mínimo e H a perda total. As rendas de operações de crédito vencidas há mais de 60 dias, independentemente de seu nível de risco, somente são reconhecidas como receita, quando efetivamente recebidas.
As operações classificadas como nível H, permanecem nesse nível de risco até 180 dias, quando então são baixadas contra a provisão existente, passando a ser controladas em contas de compensação, não mais figurando em conta patrimonial.
As operações renegociadas são mantidas, no mínimo, no mesmo nível em que estavam classificadas, exceto quando existem evidências de mudança nas premissas anteriores. As renegociações de operações de crédito que já haviam sido baixadas contra a provisão e que estavam em contas de compensação são classificadas como nível H e os eventuais ganhos provenientes da renegociação somente são reconhecidos como receita quando efetivamente recebidos.
e) Provisão para créditos de liquidação duvidosa
A provisão para créditos de liquidação duvidosa é constituída de acordo com as normas estabelecidas pelo Banco Central do Brasil e com base em estimativa da Administração para cobrir prováveis perdas na realização dos créditos.
f) Cessão de crédito
As práticas contábeis estabelecidas pelo Banco Central do Brasil até 31 de dezembro de 2011 determinavam que os créditos cedidos para outras instituições financeiras e fundos (com ou sem coobrigação) baixados contabilmente no momento da venda, tivessem registrados imediatamente no resultado os ganhos oriundos destas operações, sendo que as cessões com coobrigação eram baixadas da carteira e registradas em contas de compensação.
passivo referente à obrigação assumida. As receitas e despesas são apropriadas de forma segregada ao resultado do período pelo prazo remanescente da operação.
Para os saldos cedidos anteriores à 1º de janeiro de 2012, não houve mudança nos critérios para registro contábil das cessões de crédito.
Adicionalmente, entrou em vigor a Resolução nº 4.036/11 que facultou às instituições e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil a diferir o resultado líquido negativo decorrente da renegociação de operações de crédito anteriormente cedidas. O diferimento é valido apenas para operações cedidas até 30 de novembro de 2011, sendo que o prazo máximo para diferimento deve ser 31 de dezembro de 2015 ou o prazo de vencimento da operação renegociada, dos dois o menor, observando o método linear, vide Nota 8.
Caso o referido resultado líquido fosse apropriado em despesa no período em que ocorreu, como previsto pelas práticas contábeis adotadas no Brasil, o patrimônio líquido em 31 de dezembro de 2014 seria apresentado a menor no montante de R$ 135, R$ 81 líquidos dos efeitos tributários (em 31 de dezembro de 2013 seria apresentado a menor no montante de R$ 118, R$ 71 líquidos dos efeitos tributários).
g) Créditos tributários
Os créditos tributários foram constituídos às alíquotas vigentes na data do balanço sobre as diferenças temporárias e prejuízo fiscal no cálculo do imposto de renda e contribuição social descritas na Nota 15.
h) Imobilizado
Os bens do ativo imobilizado são registrados pelo valor de aquisição, menos depreciação acumulada. As depreciações são calculadas pelo método linear às seguintes taxas anuais: instalações, móveis e utensílios, sistema de comunicação - 10%; equipamentos de processamento de dados - 20%.
i) Intangível
O ativo intangível refere-se principalmente à aquisição da marca Banorte e Geracard. Está registrado pelo valor de aquisição e não possui vida útil definida. Dessa forma está contabilizado pelo seu valor recuperável.
k) Passivo circulante e não circulante
Os passivos circulante e não circulante representam os valores conhecidos na data do balanço, incluindo encargos e variações monetárias incorridos.
l) Imposto de renda e contribuição social
A provisão para imposto de renda é constituída pela alíquota de 15% sobre o lucro tributável, acrescida de 10% sobre a parcela excedente a R$ 240 no exercício. Foi também constituída provisão para contribuição social, computada pela alíquota de 15%, sobre o lucro ajustado para fins tributários.
m) Ativos e Passivos Contingentes
O reconhecimento, a mensuração e a divulgação dos ativos e passivos contingentes e obrigações legais (fiscais e previdenciárias) são efetuados de acordo com os critérios definidos na Resolução CMN no 3.823/09 que aprovou o pronunciamento técnico CPC no 25 e na Carta Circular BACEN no 3.429/10 da seguinte forma:
• Ativos contingentes - não são reconhecidos nas demonstrações financeiras, exceto quando da existência de evidências que propiciem a garantia de sua realização, sobre as quais não cabem mais recursos.
• Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas - são reconhecidas nas demonstrações financeiras quando, baseada na opinião de assessores jurídicos e da Administração, for considerado provável o risco de perda de uma ação judicial ou administrativa, e sempre que os montantes envolvidos forem mensuráveis com suficiente segurança.
• Os passivos contingentes classificados como perdas possíveis são divulgados em notas explicativas, quando relevantes em valor e/ou natureza, enquanto aqueles classificados como perda remota não são passíveis de provisão ou divulgação.
Os depósitos judiciais são mantidos em conta de ativo, sem a dedução das provisões para passivos contingentes, em atendimentos às normas do BACEN.
As seguintes indicações, entre outras, devem ser consideradas:
• O valor de mercado do ativo diminuiu sensivelmente, mais do que seria de se esperar como resultado da passagem do tempo ou do uso normal;
• Ocorreram, ou ocorrerão em futuro próximo, mudanças significativas no ambiente tecnológico, de mercado, econômico ou legal, no qual a entidade opera ou no mercado para o qual o ativo é utilizado;
• As taxas de juros de mercado, ou outras taxas de mercado de retorno sobre investimentos aumentaram, e esses acréscimos provavelmente afetarão a taxa de desconto utilizada no cálculo do valor de um ativo em uso e diminuirão significativamente o seu valor recuperável; • O valor contábil do patrimônio líquido da entidade se tornou maior do que o valor de suas
ações no mercado;
• Evidência disponível de obsolescência ou de dano físico;
• Ocorreram, ou ocorrerão em futuro próximo, mudanças significativas com efeito adverso sobre a entidade, na medida ou maneira em que um ativo é ou será utilizado. Essas mudanças, entre outras, incluem: o ativo que se torna inativo, o ativo que a administração planeja descontinuar, reestruturar ou baixar antecipadamente; ou, ainda, o ativo que passa a ter vida útil definida ao invés de indefinida; e
• Levantamentos ou relatórios internos que evidenciem, por exemplo, a existência de dispêndios extraordinários de construção, capitalização excessiva de encargos financeiros, etc. e indiquem que o desempenho econômico de um ativo é, ou será pior do que o esperado.
4. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA
31/12/2014 31/12/2013
Disponibilidades 583 537
Aplicações interfinanceiras de liquidez (1)
Letras do Tesouro Nacional – LTN (2) - 7.001
Notas do Tesouro Nacional – NTN (2) - 26.998
Aplicações em depósitos interfinanceiros - CDI - 1.008
Total - 35.007
Total de caixa e equivalentes de caixa 583 35.544
(1) Referem-se às operações cujo vencimento na data da efetiva aplicação foi igual ou inferior a 90 dias e apresentam risco insignificante de mudança de valor justo;
(2) Os títulos públicos federais estão lastreando operações compromissadas com liquidação para D+1 através do SELIC.
5. APLICAÇÕES INTERFINANCEIRAS DE LIQUIDEZ a) Composição de aplicações interfinanceiras de liquidez
31/12/2014 31/12/2013
Aplicações interfinanceiras de liquidez
Letras do Tesouro Nacional – LTN - 7.001
Notas do Tesouro Nacional – NTN - 26.998
Aplicações em depósitos interfinanceiros - CDI 7.913 8.365
Total 7.913 42.364
Parte da carteira de aplicações interfinanceiras de liquidez é considerada como equivalente de caixa conforme demonstrado na Nota 4.
b) Receitas de aplicações interfinanceiras de liquidez
Semestre findo Exercícios findos em
em 31/12/2014 31/12/2014 31/12/2013
Rendas de aplicações interfinanceiras de liquidez
- Posição bancada 367 1.788 1.604
Rendas de depósitos interfinanceiros - CDI 402 794 382
6. TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS
Os títulos e valores mobiliários e os instrumentos financeiros derivativos, estão assim distribuídos:
31/12/2014 31/12/2013
Carteira própria – livres
Letras Financeiras do Tesouro – LFT 26.319 30.968
Notas do Tesouro Nacional – NTN 12.852 12.186
Sub-total 39.171 43.154
Vinculados a operações compromissadas
Letras Financeiras do Tesouro – LFT 8.002 -
Vinculados à prestação de garantias
Letras Financeiras do Tesouro – LFT 196 177
Cotas de fundos de investimento
Fundo de investimento em direitos creditórios (1) - 7.439
Fundo de investimento em participações (2) 14.981 17.120
Sub-total 14.981 24.559
Instrumentos financeiros derivativos (nota 22)
Operações de Swap 3.981 4.974
Compras a termo a receber - 29.127
Sub-total 3.981 34.101 Total 66.331 101.991 Circulante 21.165 34.101 Não Circulante 45.166 67.890
(1) Em 23 de dezembro de 2014 o Banco alienou sua participação no Polo Crédito Consignado Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios II para o FGC - Fundo Garantidor de Créditos, que resultou em lucro de R$ 4.735 na venda.
(2) A aplicação temporária na Companhia Convida Fase 1 S.A., descrita na Nota 16 foi convertida em cotas do Gerador Convida Aratu Fundo de Investimento em Participações. O Banco Gerador subscreveu e integralizou as cotas do FIP com sua participação em Convida.
O custo atualizado (acrescido dos rendimentos auferidos) e o valor de mercado dos títulos e valores mobiliários estavam distribuídos da seguinte forma:
31/12/2014
Até 30 121 a 180 181 a 360 Acima de 360 Valor de mercado Valor de curva
Ganho (perda) não
realizado
Títulos disponíveis para venda
Carteira própria LFT - - 12.591 13.728 26.319 26.319 - NTN - - - 12.852 12.852 13.340 (488) Fundos - - - 14.981 14.981 14.981 - Total - - 12.591 41.561 54.152 54.655 (503)
Carteira vinculada a recompra
LFT - - 8.002 - 8.002 8.002 -
Total - - 8.002 - 8.002 8.002 -
Carteira vinculada a garantias
LFT - - 196 - 196 196 -
Total - - 196 - 196 196 -
Títulos mantidos para negociação
Instrumentos financeiros derivativos
Operações de Swap 124 63 190 3.604 3.981 3.858 123 Total 124 63 190 3.604 3.981 3.858 123 Total - TVM e derivativos 124 63 20.979 45.165 66.331 66.710 (379) Circulante 21.165 Não Circulante 45.166
31/12/2013
Até 30 121 a 180 181 a 360 Acima de 360 Valor de mercado Valor de curva
Ganho (perda) não
realizado
Títulos disponíveis para venda
Carteira própria LFT - - - 30.967 30.967 30.967 - NTN - - - 12.187 12.187 12.803 (616) Fundos - - - 24.559 24.559 24.559 - Total - - - 67.713 67.713 68.329 (616)
Carteira vinculada a garantias
LFT - - - 177 177 177 -
Total - - - 177 177 177 -
Títulos mantidos para negociação
Instrumentos financeiros derivativos
Operações de Swap - 208 4.766 - 4.974 4.470 504
Compras a termo a receber 29.127 - - - 29.127 28.814 313
Total 29.127 208 4.766 - 34.101 33.284 817 Total - TVM e derivativos 29.127 208 4.766 67.890 101.991 101.790 201 Circulante 34.101 Não Circulante 67.890
Resultados realizados com títulos e valores mobiliários:
31/12/2014 31/12/2013
Rendas com títulos de renda fixa 4.638 2.709
Rendas de aplicações de fundos de investimento 9.641 7.882
Rendas de aplicações interfinanceiras de liquidez 2.582 1.986
7. OPERAÇÕES DE CRÉDITO
O saldo de operações de crédito é composto, principalmente, por empréstimos garantidos substancialmente por avais, duplicatas e notas promissórias. Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, a carteira de operações de crédito estava composta da seguinte forma:
a) Composição da carteira por tipo de operação:
31/12/2014 31/12/2013
Valor bruto Provisão Valor bruto Provisão
Empréstimos consignados 117.990 (23.147) 110.173 (12.075)
Capital de giro 30.827 (19.036) 51.109 (31.552)
Conta garantida - - 2.453 (450)
Cartão de crédito 23.585 (2.671) 15.049 (1.215)
Carteira de crédito cedida - - 63.148 (2.375)
Total 172.402 (44.854) 241.932 (47.667)
Circulante 108.251 (32.273) 130.737 (25.940)
Não Circulante 64.151 (12.581) 111.195 (21.727)
b) Composição da carteira por prazo de vencimento:
Os saldos das operações de crédito apresentam o seguinte perfil por faixa de vencimento:
31/12/2014 31/12/2013 A Vencer: Até 30 dias 24.709 24.508 De 31 a 60 dias 6.073 10.032 De 61 a 90 dias 9.045 9.157 De 91 a 180 dias 15.916 26.632 De 181 a 360 dias 25.097 41.160 Acima de 360 dias 64.151 111.195 144.991 222.684 Vencidas 27.411 19.248 Total 172.402 241.932
Em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, o risco da carteira de crédito por setor de atividade e a provisão para créditos de liquidação duvidosa estavam assim distribuídos:
31/12/2014 A B C D E F G H Total Setor Privado Indústria 4.616 - 2.166 - - 96 2.664 1.422 10.964 Comércio - - 32 - - - 32 Serviços 566 - 2.555 687 - 1.118 - 14.905 19.831 Pessoas físicas 90.933 7.091 10.214 4.876 3.138 2.603 1.547 21.173 141.575 Total 96.115 7.091 14.967 5.563 3.138 3.817 4.211 37.500 172.402 Percentual de provisão (%) 0,5 1 3 10 30 50 70 100 Provisão constituída (481) (71) (449) (556) (941) (1.909) (2.947) (37.500) (44.854) 31/12/2013 A B C D E F G H Total Setor Privado Indústria 2.012 883 3.348 375 - 257 1.321 1.466 9.662 Comércio - - 75 - - - 75 Serviços - - 4.309 - 5.885 11.438 2.611 19.432 43.675 Pessoas físicas 133.465 14.376 12.912 5.862 7.502 3.663 1.639 9.101 188.520 Total 135.477 15.259 20.644 6.237 13.387 15.358 5.571 29.999 241.932 Percentual de provisão (%) 0,5 1 3 10 30 50 70 100 Provisão constituída (677) (153) (619) (624) (4.016) (7.679) (3.900) (29.999) (47.667)
c) A concentração por devedores apresenta a seguinte distribuição:
31/12/2014 31/12/2013 Valor % Valor % 10 maiores devedores 26.647 15,46 42.905 17,73 50 devedores seguintes 6.138 3,56 12.303 5,09 100 devedores seguintes 3.109 1,80 3.437 1,42 Demais 136.508 79,18 183.287 75,76 Total 172.402 100,00 241.932 100,00
d) A provisão para créditos de liquidação duvidosa apresentou a seguinte movimentação:
Semestre findo Exercícios findos em
em 31/12/2014 31/12/2014 31/12/2013
Saldo no início do semestre/exercício (50.726) (47.667) (16.726)
Provisões constituídas (15.606) (23.648) (46.700)
Valores baixados e compensados com créditos 21.478 26.461 15.759
Saldo no fim no semestre/exercício (44.854) (44.854) (47.667)
O saldo de operações de crédito baixadas e controladas em conta de compensação, em 31 de dezembro de 2014, correspondia a R$ 54.213 (R$ 29.818, em 31 de dezembro de 2013).
No exercício de 2014 foram recuperados R$ 1.663 referente a créditos baixados como prejuízo (R$ 1.229, no exercício de 2013).
e) Cessões de créditos
Nos exercícios de 2014 e 2013, foram realizadas cessões de créditos sem coobrigação, porém, conforme demonstrado a seguir, algumas dessas cessões foram feitas com retenção substancial de riscos e benefícios. O resultado dessas cessões foi registrado na rubrica “Receitas da Intermediação Financeira - Operação de crédito”.
31/12/2014
Valor de Valor
Cessionário venda presente Resultado
Fundo de investimento em direitos creditórios 36.861 36.561 300
31/12/2013 Valor de Valor
Cessionário venda presente Resultado
Fundo de investimento em direitos creditórios 77.088 76.548 540
Instituição financeira não ligada 2.015 2.015 -
Pessoa física não ligada 844 844 -
Total de créditos cedidos 79.947 79.407 540
O valor presente do total dos contratos cedidos em 31 de dezembro de 2014 e 2013 estava assim distribuído:
31/12/2014
Com retenção
substancial
de riscos e Sem
Cessionário benefícios Coobrigação Total
Fundo de investimento em direitos creditórios - 67.378 67.378
Instituição financeira não ligada - 2.645 2.645
Pessoa física ligada - 2.674 2.674
Pessoa física não ligada - 744 744
Securitizadora ligada - 3.729 3.729
Total de créditos cedidos - 77.170 77.170
31/12/2013
Com retenção
substancial
de riscos e Sem
Cessionário benefícios Coobrigação Total
Fundo de investimento em direitos creditórios 63.148 - 63.148
Instituição financeira não ligada - 3.334 3.334
Pessoa física ligada - 2.675 2.675
Pessoa física não ligada - 847 847
Securitizadora ligada - 4.515 4.515
As operações de cessão de crédito envolvendo partes relacionadas não financeiras foram realizadas à taxas que levaram em consideração os níveis de riscos envolvidos.
As cessões de crédito realizadas no exercício de 2013, relativas a Cédulas de Crédito Bancário (CCB) representativas de operações de crédito do Banco, consideravam em sua precificação e resultado da operação, também a prestação de serviços para o cessionário, quando entidade não instituição financeira, relativos a:
(a) Agente custodiante das CCB;
(b) Agente de recebimento – O Banco atua única e exclusivamente como recebedor dos recursos vinculados aos créditos cedidos para imediato repasse ao cessionário;
(c) Mandatário de cobrança – Refere-se à prestação de serviços de cobrança ordinária sem a autorização de eventual auxílio no processo de renegociação de créditos, e/ou alteração no risco de crédito cedido;
(d) Agente administrador de garantia – Refere-se à prestação de serviços de transferência de valores recebidos.
Os serviços acima mencionados, como prerrogativa do cessionário, poderão, a qualquer momento, ser transferidos a qualquer outro agente.
Embora exista, nos contratos de cessão, previsão de prestação de alguns serviços por parte do cedente, a Administração entende que os riscos mais significativos são os riscos de crédito e de taxa de juros, e que os riscos e benefícios foram essencialmente transferidos ao cessionário.
As cessões efetuadas para FIDC foram consideradas “com retenção substancial de riscos e benefícios” conforme Resolução CMN nº 3.533/08 e permanecem registradas na carteira de crédito do Banco em 2013.
Em 23 de dezembro de 2014 o Banco alienou sua participação no Polo Crédito Consignado Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios II para o FGC - Fundo Garantidor de Créditos e baixou a referida carteira de seu ativo, passando a cessão a ser tratada como “sem coobrigação”.
Esta carteira possuía as características abaixo no momento de sua cessão:
• Montante: R$ 50 milhões;
• Taxa média da carteira cedida: 29,8% a.a.; • Prazo médio da carteira cedida: 19,4 meses.
• Cotas Subordinadas: R$ 2,5 milhões sem remuneração definida.
No terceiro trimestre de 2013, o regulamento do FIDC II foi alterado para as características abaixo:
• Patrimônio Líquido: Até R$ 150 milhões;
• Cotas Sênior: 80% com remuneração ao investidor de CDI + 3,25% a.a.;
• Cotas Subordinadas: Mínimo de 20% (Subordinada Ordinária + Subordinada Preferencial), com remuneração ao investidor de CDI + 7% a.a.
8. OUTROS CRÉDITOS
31/12/2014 31/12/2013
Circulante
Devedores diversos país - cartão de crédito consignado 5.876 5.621
Devedores diversos país - créditos financeiros 80 484
Adiantamentos salariais 22 3
Adiantamentos diversos 233 2.649
Devedores por compra de valores e bens 400 -
Impostos e contribuições a compensar 4.181 3.727
Resultado líquido de renegociação de operações cedidas (1) 20 135
Títulos e créditos a receber 3.331 3.202
Valores a receber de ligadas - 4.208
(-) Provisão para outros créditos de liquidação duvidosa (2.232) (698)
Total 11.911 19.331
Não Circulante
Créditos tributários (Nota 15) 41.293 22.401
Devedores por depósitos em garantia 946 833
Resultado líquido de renegociação de operações cedidas (1) - 21
Total 42.239 23.255
(1) Corresponde ao resultado líquido negativo decorrente de renegociação de operação de crédito anteriormente cedida, cujo diferimento foi facultado pela Resolução CMN no 4.036, de 30 de novembro de 2011.
9. OUTROS VALORES E BENS 31/12/2014 31/12/2013 Circulante Despesas antecipadas Comissões de correspondentes (2) 3.856 5.799
Comissões sobre captação de recursos no mercado externo (3) 736 995
Outras despesas antecipadas (4) 623 1.193
Total 5.215 7.987
Não Circulante
Bens não de uso próprio - Imóveis (1) 8.796 9.092
Despesas antecipadas
Comissões de correspondentes (2) 7.497 12.286
Comissões sobre captação de recursos no mercado externo (3) 1.116 400
Outras despesas antecipadas (4) 176 1.369
Total 17.585 23.147
(1) Referem-se a imóveis recebidos em dação de pagamento de operações de capital de giro com pessoa jurídica.
(2) Referem-se às despesas com comissão na intermediação de operações de crédito que são amortizadas em função da realização dos juros das respectivas operações.
(3) Referem-se às comissões pagas antecipadamente a corretoras no processo de captação de recursos no exterior (Nota 12). Estão sendo reconhecidas no resultado em função da vigência destas operações.
(4) Referem-se basicamente às comissões pagas antecipadamente pelo lançamento do FIDC (Nota 7e) e pela captação de operações em CDB. Estão sendo reconhecidas no resultado em função da vigência destas operações.
10. PERMANENTE a) Imobilizado Instalações, móveis e equipamentos Total Saldo em 1° de janeiro de 2013 522 522 Aquisições 42 42 Depreciação (130) (130) Saldo em 31 de dezembro de 2013 434 434 Custo 885 885 Depreciação acumulada (451) (451)
Saldo contábil, líquido 434 434
Saldo em 1° de janeiro de 2014 434 434 Aquisições 12 12 Depreciação (102) (102) Saldo em 31 de dezembro de 2014 344 344 Custo 897 897 Depreciação acumulada (553) (553)
b) Intangível Outros ativos intangíveis Total Saldo em 1° de janeiro de 2013 1.554 1.554 Aquisições - - Saldo em 31 de dezembro de 2013 1.554 1.554 Custo 1.554 1.554 Amortização acumulada - -
Saldo contábil, líquido 1.554 1.554
Saldo em 1° de janeiro de 2014 1.554 1.554 Aquisições (1) 4.224 4.224 Saldo em 31 de dezembro de 2014 5.778 5.778 Custo 5.778 5.778 Amortização acumulada - -
Saldo contábil, líquido 5.778 5.778
(1) Em 05 de dezembro de 2014 o Banco contabilizou o valor correspondente ao saldo da marca Banorte, no valor de R$ 3.000, atualizada pela variação do IGPM-FGV( R$ 4.046 em 31/12/14). O direito de uso da marca estava sendo discutido no INPI com uma instituição estrangeira, tendo ocorrido uma decisão favorável ao Banco e a liberação pelo INPI no segundo semestre de 2014. Pelo ativo foram pagos à vista R$ 48 e há valores a pagar no montante de R$ 3.998 (Nota 13).
11. DEPÓSITOS
31/12/2014
Acima
Vencimento em dias Até 30 31 a 60 61 a 90 91 a 120 121 a 180 181 a 360 de 360 Total
Interfinanceiro 16 66 2.542 31 22 - - 2.677 A prazo 8.080 5.555 7.828 27.949 11.848 31.129 92.751 185.140 Total 8.096 5.621 10.370 27.980 11.870 31.129 92.751 187.817 Circulante 95.066 Não Circulante 92.751 31/12/2013 Acima
Vencimento em dias Até 30 31 a 60 61 a 90 91 a 120 121 a 180 181 a 360 de 360 Total
Interfinanceiro 141 365 339 323 7.101 95 2.377 10.741 A prazo 3.139 2.251 2.066 3.164 43.042 41.191 80.153 175.006 Total 3.280 2.616 2.405 3.487 50.143 41.286 82.530 185.747 Circulante 103.217 Não Circulante 82.530
Resultados realizados com depósitos interfinanceiros e a prazo:
Semestre findo Exercícios findos em
em 31/12/2014 31/12/2014 31/12/2013
Depósitos interfinanceiros (190) (804) (2.362)
Depósitos a prazo (12.322) (23.903) (15.960)
Captações no mercado aberto (723) (723) (614)
Outras despesas de captação (1.686) (3.526) (1.576)
12. OBRIGAÇÕES POR REPASSES DO EXTERIOR
31/12/2014
Euronotes Empréstimo BID Total
Circulante 940 2.691 3.631 Não Circulante 30.334 5.381 35.715 Total 31.274 8.072 39.346 31/12/2013
Euronotes Empréstimo BID Total
Circulante 49.960 2.691 52.651
Não Circulante 4.685 8.072 12.757
Total 54.645 10.763 65.408
Em 14 de novembro de 2011, o Banco captou US$ 12.900 mil em repasse de recursos do exterior com vencimento para 14 de novembro de 2014. Os papéis são remunerados pela variação cambial mais juros de 8% ao ano, pagos semestralmente e são garantidos por nota promissória com aval dos diretores do Banco. Foram pagos US$ 3.176 mil referentes a juros e US$ 12.900 mil pela liquidação antecipada do contrato em 24 de julho de 2014.
Em 16 de fevereiro de 2012, o Banco captou US$ 3.215 mil em repasse de recursos do exterior com vencimento para 14 de novembro de 2014. Os papéis são remunerados pela variação cambial mais juros de 8% ao ano, pagos semestralmente e são garantidos por nota promissória com aval dos diretores do Banco. Foram pagos US$ 716 mil referentes a juros e US$ 3.215 mil pela liquidação antecipada do contrato em 24 de julho de 2014.
Em 23 de maio de 2012, o Banco captou US$ 5.000 mil através de contrato de empréstimo junto ao BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento com vencimento para 15 de novembro de 2017. A dívida é remunerada a juros pactuados na liberação dos recursos, conforme discriminado abaixo. Em 20 de julho de 2012, o Banco recebeu a primeira parcela de US$ 2.500 mil do contrato acima. A dívida, convertida em reais, será liquidada em 11 parcelas semestrais. O primeiro vencimento ocorreu em 15 de novembro de 2012. A dívida é remunerada a taxa de juros de 9,60% ao ano e garantida por nota promissória com aval dos acionistas do Banco. Foram pagos R$ 3.269, restando saldo devedor de R$ 2.837.
juros de 8% ao ano, pagos semestralmente e são garantidos por nota promissória com aval dos diretores do Banco. Foram pagos US$ 941 mil referentes a juros e US$ 5.000 mil pela liquidação do contrato.
Em 29 de abril de 2013, o Banco captou US$ 2.000 mil através de contrato de empréstimo junto ao BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento com vencimento para 15 de novembro de 2017. A dívida, convertida em reais, será liquidada em 10 parcelas semestrais. O primeiro vencimento ocorreu em 15 de maio de 2013. A dívida é remunerada a taxa de juros de 10% ao ano e garantida por nota promissória com aval dos acionistas do Banco. Foram pagos R$ 2.106, restando saldo devedor de R$ 2.431.
Em 27 de junho de 2013, o Banco captou US$ 2.000 mil em repasse de recursos do exterior com vencimento para 27 de junho de 2016. Os papéis são remunerados pela variação cambial mais juros de 8% ao ano, pagos semestralmente e são garantidos por nota promissória com aval dos acionistas do Banco. Foram pagos US$ 282 mil referentes a juros, restando US$ 2.000 mil para pagamento no vencimento do contrato.
Em 30 de maio de 2014, o Banco captou US$ 1.920 mil em repasse de recursos do exterior com vencimento para 30 de maio de 2017. Os papéis são remunerados pela variação cambial mais juros de 9% ao ano, pagos semestralmente e são garantidos por nota promissória com aval dos diretores do Banco. Foram pagos US$ 102 mil referentes a juros, restando US$ 1.920 mil para pagamento no vencimento do contrato.
Em 31 de julho de 2014, o Banco captou US$ 7.500 mil em repasse de recursos do exterior com vencimento para 31 de julho de 2017. Os papéis são remunerados pela variação cambial mais juros de 9% ao ano, pagos semestralmente e são garantidos por nota promissória com aval dos diretores do Banco. Não ocorreram pagamentos referentes a esse contrato.
13. OUTRAS OBRIGAÇÕES
31/12/2014 31/12/2013
Circulante
Cobrança e arrecadação de tributos e assemelhados 92 284
Imposto de renda e contribuição social sobre o lucro 1.081 1.359
Outras obrigações fiscais a pagar 331 827
Obrigações por operações vinculadas a cessão (Nota 7) 12 25.746
Provisões de salários a pagar 631 800
Valor a pagar - marca Banorte (nota 10b) 1.110 -
Credores diversos - país:
Fornecedores 762 1.557
Cartão de crédito consignado 4.490 4.053
Repasse de comissão a correspondentes 15 15
Créditos recebidos para baixa de consignado 528 980
Créditos em conta corrente a regularizar 972 4.610
Total 10.024 40.231
Não Circulante
Obrigações por operações vinculadas a cessão (Nota 7) - 37.402
Provisões para riscos tributários, cíveis e trabalhistas 328 356
Instrumentos de dívida elegíveis a capital (*) - 17.449
Valor a pagar - marca Banorte (nota 10b) 2.888 -
Total 3.216 55.207
(*) Em 21 de agosto de 2013, foi aprovada a emissão de R$ 17.100 em Letras Financeiras Subordinadas, conforme parâmetros que conferem a elegibilidade à composição de capital de Nível II, com subscrição firme. O processo foi homologado pelo Banco Central do Brasil em 26 de dezembro de 2013.
Em 26 de dezembro de 2014, o Banco Central do Brasil autorizou aumento de capital com a incorporação dessas Letras Financeiras Subordinadas, no montante de R$ 17.469.
14. PATRIMÔNIO LÍQUIDO a) Capital Social
O capital social, subscrito e integralizado, em 31 de dezembro de 2014, está dividido em 93.469.320 (62.000.000, em 31 de dezembro de 2013) de ações ordinárias de valor nominal de R$ 1,00 cada uma.
b) Dividendos
Aos acionistas é assegurado o dividendo mínimo obrigatório correspondente a 25% do lucro líquido apurado no encerramento de cada exercício, calculado nos termos do artigo 202 da Lei das Sociedades por Ações.
c) Acordo de Basileia
As instituições financeiras devem manter um patrimônio líquido compatível com o grau de risco da estrutura de seus ativos ponderados por fatores que variam de zero a 100%, conforme Resolução no 4192/13 do CMN e legislação complementar. O índice de solvabilidade do Banco, cujo mínimo requerido é de 11%, atingiu 12,07% em 31 de dezembro de 2014 (17,87%, em 31 de dezembro de 2013).
15. IMPOSTOS E CONTRIBUIÇÕES SOBRE O LUCRO a) Imposto de Renda e Contribuição Social
O Banco está sujeito ao regime de tributação do Lucro Real e procede ao pagamento mensal do Imposto de Renda e Contribuição Social por Estimativa. A constituição de crédito tributário de Imposto de Renda e Contribuição Social registrada no ano foi de R$ 18.891 (R$ 11.499, em 31 de dezembro de 2013), estando sua conciliação a seguir demonstrada:
31/12/2014
Imposto de Contribuição
Renda Social
Resultado contábil antes do imposto de renda (IRPJ) e
contribuição social (CSLL) menos participação nos lucros (47.893) (47.893)
Alíquotas vigentes 25% 15%
Expectativa de crédito de IRPJ e CSLL, de acordo com as
alíquotas vigentes 11.973 7.184
Efeito do IRPJ e CSLL sobre diferenças permanentes:
Brindes (34) (21)
Donativos (18) (11)
Multas indedutíveis (1) -
Efeito do IRPJ e CSLL sobre diferenças temporárias:
Provisão para créditos em liquidação (143) (86)
Ações cíveis 30 18
Crédito tributário de IRPJ e CSLL no resultado 11.807 7.084
31/12/2013
Imposto de Contribuição
Renda Social
Resultado contábil antes do imposto de renda (IRPJ) e
contribuição social (CSLL) menos participação nos lucros (27.464) (27.464)
Alíquotas vigentes 25% 15%
Expectativa de crédito de IRPJ e CSLL, de acordo com as
alíquotas vigentes 6.866 4.119
Efeito do IRPJ e CSLL sobre diferenças permanentes:
Incentivos fiscais 24 -
b) Créditos Tributários sobre Diferenças Temporárias
A Lei no 9.430, em seu artigo 9o, determina as regras de dedutibilidade da despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa na base de cálculo do Imposto de Renda e Contribuição Social. As provisões para perdas com operações de crédito são registradas de acordo com as disposições da Resolução do Conselho Monetário Nacional no 2.682, de 21 de dezembro de 1999. Desta forma, a parcela de provisão constituída pelas regras societárias que ultrapassa o limite apurado de acordo com a legislação fiscal é adicionada ao cálculo dos tributos citados. O provisionamento indedutível será abatido dos resultados tributários de períodos seguintes, quando passar a se enquadrar nos conceitos de perda para fins fiscais ou quando de sua reversão.
Diante da temporariedade da adição das provisões para créditos de liquidação duvidosa e passivos contingentes, e conforme disposição da Circular BACEN no 3.171, de 30 de dezembro de 2002 e artigo 8o da Medida Provisória no 2.158-35, de 24 de agosto de 2001, o Banco registra Crédito Tributário correspondente ao Imposto de Renda e Contribuição Social sobre referidas diferenças temporárias.
A movimentação dos créditos está a seguir demonstrada:
31/12/2014 Imposto de Contribuição
renda social Total
Saldo em 31/12/2013 14.001 8.400 22.401 (–) Realização (3.641) (2.184) (5.825) (+) Constituição 15.448 9.269 24.717 Saldo em 31/12/2014 25.808 15.485 41.293 31/12/2013 Imposto de Contribuição
renda social Total
Saldo em 31/12/2012 4.942 2.965 7.907 (–) Realização (1.594) (957) (2.551) (+) Constituição 10.653 6.392 17.045 Saldo em 31/12/2013 14.001 8.400 22.401
O saldo do ativo de Imposto de Renda e Contribuição Social diferido, registrado em “Outros créditos-Diversos”, apresenta a seguinte composição:
31/12/2014
Base de Imposto de Contribuição
cálculo Renda social Total
Adições temporárias:
Provisão para créditos em liquidação duvidosa 57.306 14.327 8.596 22.923
Ações cíveis 328 82 49 131
Prejuízo fiscal e base negativa 45.597 11.399 6.840 18.239
Total de Créditos Tributários ativados 103.231 25.808 15.485 41.293
31/12/2013
Base de Imposto de Contribuição
cálculo Renda social Total
Adições temporárias:
Provisão para créditos em liquidação duvidosa 55.648 13.912 8.347 22.259
Ações cíveis 356 89 53 142
Total de Créditos Tributários ativados 56.004 14.001 8.400 22.401
Os Créditos Tributários provenientes de Imposto de Renda e da Contribuição Social diferidos são realizados à medida que as diferenças temporárias sobre as quais são calculadas sejam revertidas ou se enquadrem nos parâmetros de dedutibilidade fiscal, cujo cronograma de realização se apresenta a seguir, devidamente fundamentado em estudo técnico no qual há expectativa de geração de resultados positivos futuros, com a consequente geração de obrigações com impostos e contribuições, já considerando o disposto no art. 6o, parágrafo único, da Lei no 9.249/95.
O quadro abaixo demonstra os valores previstos de realização em 31 de dezembro de 2014, comparativamente com o valor presente do crédito, calculado com base na taxa do CDI (11,57% a.a.) conforme curva de juros, base 31 de dezembro de 2014 (9,77% a.a., em 31 de dezembro de 2013), para o período correspondente.
31/12/2014 Realização do crédito Realização do crédito
de imposto de renda de contribuição social Total
Valor Valor Valor Valor Valor Valor
Exercício previsto presente previsto presente previsto presente
2015 (715) (637) (429) (382) (1.144) (1.019) 2016 2.846 2.260 1.708 1.356 4.554 3.616 2017 7.414 5.249 4.449 3.149 11.863 8.398 2018 9.979 6.296 5.987 3.778 15.966 10.074 2019 6.284 3.533 3.770 2.120 10.054 5.653 Total 25.808 16.701 15.485 10.021 41.293 26.722 31/12/2013
Realização do crédito Realização do crédito
de imposto de renda de contribuição social Total
Valor Valor Valor Valor Valor Valor
Exercício previsto presente previsto presente previsto presente
2014 631 572 378 343 1.009 # 915 2015 2.197 1.808 1.318 1.085 3.515 # 2.893 2016 3.335 2.491 2.001 1.494 5.336 # 3.985 2017 4.748 3.217 2.849 1.931 7.597 # 5.148 2018 3.090 1.900 1.854 1.140 4.944 # 3.040 Total 14.001 9.988 8.400 5.993 22.401 15.981
16. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS
Os depósitos a prazo, as despesas decorrentes de sua remuneração e demais transações entre partes relacionadas são efetuados em condições e taxas contratadas entre as partes.
As empresas FIM-Ferrari Invest. Exterior Crédito Privado, FIM-Lisboa Invest. Exterior Crédito Privado, Inteligência XXI Ltda, Nordeste Segurança de Valores Ltda, Rede Banorte Matriz Multisserviços Ltda e Gerador Companhia Securitizadora possuem como sócio, pelo menos, um dos atuais sócio do Banco Gerador. Os saldos e transações são demonstrados como segue:
31/12/2014 31/12/2013
Ativos Receitas Ativos Receitas
(Passivos) (Despesas) (Passivos) (Despesas)
Depósitos a prazo (*)
FIM-Ferrari Invest. Exterior Crédito Privado (2.117) (244) (1.873) (165)
FIM-Lisboa Invest. Exterior Crédito Privado - (158) (1.447) (126)
Inteligência XXI Ltda. - (395) (5.992) (1.224)
Nordeste Segurança de Valores Ltda. (90) (166) (3.582) (543)
Outros controladores (1.132) (216) (1.387) (301)
(3.339) (1.179) (14.281) (2.359)
Títulos e valores mobiliários
Gerador Convida Aratu FIP 14.981 1.426 17.120 3.108
Relações interfinanceiras (**)
Rede Banorte Matriz Multisserviços Ltda. 2.891 - 3.707 -
Outros créditos
Gerador Companhia Securitizadora - - 4.208 -
Outros valores e bens-Investimento temporário
Convida Fase 1A S.A. - nota 8 (1) - - - 2.337
Cessão de carteira de crédito
Gerador Companhia Securitizadora 3.729 4.515 -
Outros controladores - nota 7e 2.674 2.675 -
6.403 - 7.190 -
Instrumentos de dívida elegíveis a capital
Inteligência XXI Ltda. - (723) (4.898) (98)
Nordeste Segurança de Valores Ltda. - (1.039) (7.041) (141)
Outros controladores - (814) (5.510) (110)
corrente, o Banco adianta recursos para a empresa que são normalmente ressarcidos em D+1. Esses recursos não são remunerados.
Remuneração paga aos administradores
Durante os exercícios findos em 31 de dezembro de 2014 e de 2013, e semestre findo em 31 de dezembro de 2014, os honorários e benefícios dos Administradores do Banco foram apropriados como despesa ao resultado, conforme tabela a seguir:
Semestre findo Exercícios findos em
em 31/12/2014 31/12/2014 31/12/2013
Honorários da Diretoria Executiva 373 754 908
Honorários da Gerência 811 2.040 3.006
17. PROVISÕES PARA RISCOS TRIBUTÁRIOS, CÍVEIS E TRABALHISTAS
Em 31 de dezembro de 2014, existem ações cíveis contra o Banco com probabilidade de perda provável, devidamente provisionadas, no valor de R$ 328 (R$ 356, em 31 de dezembro de 2013). A movimentação da provisão para riscos tributários, cíveis e trabalhistas é a seguinte:
Semestre findo Exercícios findos em
em 31/12/2014 31/12/2014 31/12/2013
Saldo no início do semestre/exercício 236 356 150
(-) Realização (306) (539) (72)
(+) Constituição 398 511 278
Saldo no fim do semestre/exercício 328 328 356
Adicionalmente, o Banco tem ações de naturezas tributária, cível e trabalhista, envolvendo riscos de perda classificados pela Administração como possíveis, com base na avaliação de seus consultores jurídicos, para as quais não há provisão constituída, no montante de R$ 3.309 (R$ 1.608, em 31 de dezembro de 2013).
18. RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
Semestre findo Exercícios findos em
em 31/12/2014 31/12/2014 31/12/2013
Rendas de tarifas bancárias - PJ 115 205 564
Rendas de prestação de consultoria financeira 1.657 3.062 1.365
Rendas de tarifas de compensação interbancária 1.858 5.042 6.900
Rendas de tarifas de abertura de crédito 76 493 1.349
Rendas de tarifas de cartão de crédito - - 668
Outras rendas 580 1.136 547
19. OUTRAS DESPESAS ADMINISTRATIVAS
Semestre findo Exercícios findos em
em 31/12/2014 31/12/2014 31/12/2013
Processamento de dados 1.060 1.937 950
Propaganda e publicidade 205 369 678
Serviços de terceiros 18.270 28.254 14.886
Aluguéis, material, água, energia e gás 235 505 755
Viagens 269 743 914
Comunicações 838 1.596 1.271
Manutenção e conservação de bens 76 160 153
Vigilância, segurança e transporte 634 1.755 2.459
Promoções, relações públicas e publicações 131 340 379
Serviços do sistema financeiro 932 1.653 2.264
Serviços técnicos especializados 4.905 11.108 11.401
Emolumento judicial, cartorário e honorários advocatícios 1.319 2.196 1.656
Contribuição sindical patronal e de entidades associativas 80 267 260
Copa, cozinha e alimentação 80 160 125
Depreciação 50 102 130
Outros valores 12 36 22
20. OUTRAS RECEITAS E DESPESAS OPERACIONAIS
Semestre findo Exercícios findos em
em 31/12/2014 31/12/2014 31/12/2013
Resultado de outros valores e bens - - 2.337
Variação monetária positiva de moeda estrangeira 179 3.569 1.385
Reversão de provisão de impostos 2 3 861
Outras rendas 245 289 130
Total 426 3.861 4.713
Descontos concedidos (683) (686) (267)
Variação monetária negativa de moeda estrangeira (26) (56) (38)
Despesas com processamento de cartão de crédito - - (287)
Baixa de operações por fraude (1) (33) (70)
Outras despesas (186) (559) (316)
21. PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA
Semestre findo Exercícios findos em
em 31/12/2014 31/12/2014 31/12/2013 Operações de crédito Reversão de provisão - - - Despesa de provisão (15.606) (23.648) (46.700) Total (Nota 7d) (15.606) (23.648) (46.700) Outros créditos Reversão de provisão 35 57 3.867 Despesa de provisão (953) (1.599) (995) Total (918) (1.542) 2.872
22. INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVATIVOS Riscos e administração de riscos
Os principais riscos relacionados aos instrumentos financeiros decorrentes dos negócios do Banco são: o risco de crédito, o risco de mercado, o risco de liquidez, e o risco de capital. A administração desses riscos é um processo que abrange diversas políticas e estratégias. As políticas de administração desses riscos são, em geral, conservadoras, procurando limitar o prejuízo absoluto ao mínimo.
Risco de crédito
Risco de crédito é a exposição a perdas no caso de inadimplência de uma contraparte no cumprimento da sua parte na operação. Os contratos de "swaps" proporcionam risco de crédito no caso da contraparte não ter a capacidade ou disposição para cumprir suas obrigações contratuais.
Risco de mercado
Risco de mercado está associado a perdas potenciais advindas de variações em preços de ativos financeiros, taxas de juros, moedas e índices. A avaliação e controle deste risco são feitos diariamente, sendo um dos pilares das decisões estratégicas da organização.
As principais ferramentas de controle de riscos de mercado sobre as quais são aplicados limites operacionais são a análise de sensibilidade, valor em risco e testes de estresse através de cenários. Em adição faz-se simulações e projeções de fluxos futuros para a avaliação da mudança relativa da exposição ao risco. A metodologia adotada para o cálculo do valor em risco utiliza coeficiente de confiança de 95%.
O cálculo de valor de mercado segue critérios estritos de independência da área de riscos com relação à coleta de preços referenciais de mercado e construção da estrutura a termo das diversas taxas de juros. De modo genérico o valor presente do fluxo futuro de caixa é a melhor estimativa do valor de mercado; uma vez possuindo os fluxos de caixa de toda a Instituição e os vários preços/estruturas de taxa de juros efetua-se o cálculo de valor de mercado.
Risco de liquidez
Risco de liquidez é relacionado ao descasamento da estrutura de ativos e passivos com relação aos fluxos efetivos de pagamento destes. O controle de risco de liquidez é efetuado diariamente através da análise estática da estrutura de descasamentos do Banco, especialmente no curto prazo.
Risco de capital
O gerenciamento de risco de capital no Banco busca otimizar a relação risco/retorno de forma a minimizar perdas, através de estratégias de negócios, buscando maior eficiência na composição dos fatores que impactam no Índice de Solvabilidade (Basileia). Vide Nota 14c.
Derivativos
Os principais instrumentos derivativos utilizados são Swaps, Termos e Futuros, até então, utilizados prioritariamente para compensar variações de posições comerciais assumidas.
Derivativos por indexador em 31 de dezembro de 2014 e 2013:
31/12/2014
Valor de Curva Valor Valor
Operação Indexador Custódia referência Ativo Passivo a receber a pagar
Swap US$xCDI BM&FBOVESPA 27.104 36.822 32.841 3.981 -
27.104 36.822 32.841 3.981 -
31/12/2013
Valor de Curva Valor Valor
Operação Indexador Custódia referência Ativo Passivo a receber a pagar
Swap US$xCDI BM&FBOVESPA 19.482 29.489 24.515 4.974 -
Termo NDF US$ CETIP 28.905 29.127 28.905 29.127 (28.905)
48.387 58.616 53.420 34.101 (28.905)
Estas operações referem-se à trava de captação de recursos externos. Resultados realizados com instrumentos financeiros derivativos:
Semestre findo Exercícios findos em
Operação em 31/12/2014 31/12/2014 31/12/2013
Futuro 162 (830) 180
Swap 5.772 3.244 12.133
Resultados não realizados com instrumentos financeiros derivativos (nota 6):
Semestre findo Exercícios findos em
Operação em 31/12/2014 31/12/2014 31/12/2013 Swap DI 123 123 - Swap DOL 504 Termo NDF - - 313 123 123 817
23. RESULTADO NÃO OPERACIONAL
Os resultados realizados pelo Banco com a venda de bens não de uso próprio apresentam a seguinte composição:
Semestre findo Exercicio findo Em 31/12/2014 em 31/12/2014
Venda de bens não de uso próprio (130) (1.556)
__________ ___________ Total
24. OUTRAS INFORMAÇÕES a) Garantias Prestadas
As coobrigações e riscos em garantias prestadas pelo Banco apresentam a seguinte composição:
31/12/2014 31/12/2013
Beneficiários de garantias prestadas 70 1.370
Total 70 1.370
b) Seguros
Os bens móveis e imóveis do Banco e de terceiros sob sua responsabilidade estão suficientemente segurados através da Allianz Seguros S.A., no montante de R$ 2.650, com vigência até 15 de agosto de 2015.