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Conscientização cultural e social na escola

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE SECRETARIA DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

ESPECIALIZAÇÃO EM ENSINO DE SOCIOLOGIA PARA O ENSINO MÉDIO

MARIA WILLGDES ARAÚJO

CONSCIENTIZAÇÃO CULTURAL E SOCIAL NA ESCOLA

(EIXO TEMÁTICO CULTURA E SOCIEDADE – 2º ANO DO ENSINO MÉDIO)

NATAL/RN MARÇO/2017

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MARIA WILLGDES ARAÚJO

CONSCIENTIZAÇÃO CULTURAL E SOCIAL NA ESCOLA

(EIXO TEMÁTICO CULTURA E SOCIEDADE – 2º ANO DO ENSINO MÉDIO)

Plano de Ensino Anual para a disciplina Sociologia no Ensino Médio apresentado à Coordenação do Curso de Especialização em Ensino de Sociologia no Ensino Médio da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), como requisito parcial para obtenção do título de Especialista em Ensino de Sociologia no Ensino Médio.

Orientadora: Dra. Francisca Luciana de Aquino

NATAL/RN 2017

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ... 03

2 JUSTIFICATIVA PARA O ESTUDO DO EIXO TEMÁTICO CULTURA E SOCIEDADE ... 08

3 METODOLOGIA DA CONSTRUÇÃO DO PLANO DE ENSINO ANUAL PARA A DISCIPLINA SOCIOLOGIA NO 2º ANO DO ENSINO MÉDIO ... 12

4 OBJETIVOS GERAIS DO PLANO ANUAL DE ENSINO ... 15

5 DETALHAMENTO DO PLANO ANUAL DE ENSINO ... 17

5.1 Identificação ... 17

5.2 Detalhamento das Unidades Didáticas ... 17

5.2.1 Unidade I (1° Bimestre) ... 17

5.2.2 Unidade II (2° Bimestre) ... 27

5.2.3 Unidade III (3° Bimestre) ... 35

5.2.4 Unidade IV (4° Bimestre) ... 44

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 53

REFERÊNCIAS ... 54 ANEXOS

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1 INTRODUÇÃO

A história da implantação da Sociologia como disciplina obrigatória na grade de ensino curricular brasileiro, dada a sua intermitência, assim como as políticas educacionais vigentes naquela época da república brasileira e o seu contexto político, social, econômico e cultural, vem se arrastando por muito tempo, por meio de uma luta que parece interminável, causando grande insegurança quanto a sua permanência no âmbito da educação voltada para o nível médio.

Guimarães Neto, Guimarães e Assis (2012) em seu livro “Educar pela Sociologia: contribuições para a formação do cidadão” traz em sua leitura, para melhor compreensão sobre tal inconstância que, essa história começa desde o final do século XIX com a reinvindicação de sua inclusão como disciplina nos programas de ensino no Brasil, como alternativa ao Direito Natural pelo deputado Rui Barbosa, até acontecer pela primeira vez, no ano de 1891, como proposta de reforma educacional do Governo Provisório da República, pela coordenação de Benjamin Constant que pouco durou, perdendo sua obrigatoriedade em 1901, pela reforma de Epitácio Pessoa. Nesse interim, surge as Ciências Sociais no país e novamente é incrementada a ideia de introduzir a disciplina de Sociologia no ensino. Desde então tudo vem correndo de acordo com as conhecidas “idas e vindas” da disciplina de Sociologia no âmbito educacional.

Sendo assim, com a chegada da democracia ressurge mais uma definição da permanência da Sociologia como disciplina, segundo afirmam os autores abaixo:

A partir da abertura política e da retomada do caminho da democracia, começam as longas discussões que resultam na nova LDB, a Lei 9.394/96, ao mesmo tempo em que amadurece a proposta de obrigatoriedade da Sociologia como disciplina no Ensino Médio. [...] Contudo, somente 12 anos depois, período em que se deu um grande debate sobre a real necessidade de se introduzir a disciplina na matriz curricular do Ensino Médio, foi sancionado a Lei nº 11.684, de 2008, que alterou o artigo 36 da LDB vigente e trouxe definitivamente, a disciplina para as escolas (GUIMARÃES NETO, GUIMARÃES e ASSIS, 2012, p. 22-23).

Propositalmente inicio esse parágrafo questionando sobre a palavra “definitivamente” inserida no contexto da citação acima e a recoloco no cenário educacional do governo atual do corrente ano de 2016, trazendo a triste notícia, que confirma como nova medida para o Ensino Médio um currículo flexível e maior carga horária, informando que quatro disciplinas deixaram de ser obrigatórias na grade curricular de ensino: Artes, Educação Física, Filosofia e

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Sociologia. Caberá às escolas e redes de ensino definir quais delas serão oferecidas em sala de aula. Essa notícia deixou os profissionais da educação perplexos, provocando revolta no setor educacional e para além dele, e mais uma vez a disciplina de Sociologia perde a sua obrigatoriedade e anula a palavra que foi citada pelo autor no texto acima, perdendo seu reconhecimento enquanto disciplina obrigatória no cenário educacional brasileiro. Portanto, ao invés de afirmar que a disciplina de Sociologia passa “definitivamente” a ser obrigatória na grade curricular no ensino de nível médio, é mais coerente hoje dizer que a Sociologia passa “temporariamente” a ser optativa na grade curricular do ensino médio.

Com esse novo cenário educacional reflitamos sobre as consequências didático-pedagógicas decorrentes e dentre elas citamos a que de acordo com a Lei 9.394/96 que determina no artigo 36, §1º, inciso III que “ao fim do Ensino Médio o estudante deve apresentar domínio dos conhecimentos de Filosofia e Sociologia necessários ao exercício da cidadania” (BRASIL, 1996, apud GUIMARÃES NETO, GUIMARÃES e ASSIS, 2012, p. 22). Como vemos, a Sociologia deve contemplar essa concepção, daí surge à pergunta: E sem sua obrigatoriedade, se uma escola resolve não optar pela disciplina, como desenvolver no educando uma formação ética básica que sustente o princípio de cidadania? A resposta pode ser encontrada por meio de uma sutil reflexão, pois nesse mundo de globalização no qual vivemos, sem a participação formativa da Sociologia, fica complicado compreender o presente, para poder participar das mudanças sociais, sem desenvolver, no educando, por meio da disciplina de Sociologia uma conscientização política, social e cultural que todo indivíduo necessita para sua formação cidadã. E agora o que pode ser feito para tornar a disciplina de Sociologia definitivamente obrigatória? Fica aqui educadores essa indagação para ser refletida!

Dando continuidade à importância da Sociologia para formação geral dos estudantes, citamos a sala de aula como lugar adequado e favorável para essa formação. Porque sem esse espaço não será possível desenvolver no educando a construção dos conhecimentos, necessários para sua formação, já que cabe ao professor de Sociologia propor métodos e estratégias para desenvolver nos alunos habilidades por meio dos objetivos gerais delineados para o ensino médio brasileiro que conforme o art. 35 da LDB:

I. A consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos;

II. A preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;

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III. O aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico;

IV. A compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina (BRASIL, 2000, p. 33).

Todos esses objetivos ao se relacionarem com a especificidade da Sociologia, se integram e entram em contextualização, contribuindo para a formação ética do sujeito crítico, que é educado por instituições como a família, a escola, a igreja, o bairro, o ambiente de trabalho, as comunidades, a cidade e o Estado, e por meio delas adquirem como pessoa humana, hábitos e valores da cultura da qual fazem parte, caminhando para a continuação dos estudos propostos pela educação básica, permitindo aos educandos fazer mudanças no meio social, político e cultural no qual vivem.

Quanto ao planejamento escolar, eis uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das atividades em termos de organização e coordenação em face dos objetivos propostos, quanto a sua revisão e adequação no decorrer do processo de ensino, pois para a Sociologia, planejar é pensar, refletir e construir dentro do planejamento um alicerce entre/com teoria e prática, cada um fazendo a sua parte, sugerindo e participando.

E foi intencionando ampliar meus conhecimentos, como professora, consciente de que o ensino precisa ser continuado, para oportunizar ao professor e especialmente ao alunado, por meio da Sociologia, um ensino/aprendizagem eficiente, que resulte na formação do sujeito crítico e participativo que resolvi fazer esse curso de Especialização em Ensino de Sociologia para o Ensino Médio. Confesso que de início enfrentei sérias dificuldades, isso atribuo a falta de conhecimentos na área das novas tecnologias, que nós professores, em sua maioria, lidamos nos dias atuais, e esse curso de especialização me trouxe grandes benefícios: como me atualizar com a situação atual que se encontra o país no quesito qualidade e equidade do ensino no nível ensino médio, permitindo-me um olhar pragmático e reflexivo sobre como se encontra atualmente nosso aluno com relação ao que ensinamos, como será que estamos avaliando, sobre o que realmente eles necessitam para atingir uma formação ética e profissional de qualidade, será que as aulas estão sendo bem planejadas com adequadas metodologias, direcionadas para que se tornem sujeitos capazes de entrar na competitividade do acelerado mundo do mercado de trabalho, um cidadão consciente do seu papel na sociedade. Todos esses questionamentos foram sendo, por mim, aprendidos na medida em que o curso foi evoluindo.

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Na implantação de qualquer proposta pedagógica que tenha implicações em novas posturas frente ao conhecimento, conduzindo a uma renovação das práticas no processo ensino-aprendizagem, a formação continuada de professores assume um espaço de grande importância (PERRENOUD, 2000, p. 75).

Chego à compreensão de que para superar tais dificuldades se faz necessário conhecer e praticar na sala de aula competências que sejam básicas e necessárias, para que todo professor as conheça e venha a desenvolvê-las em sala de aula, por serem fundamentais para o exercício do ensino aprendizagem que, segundo são:

1. Organizar e animar situações de aprendizagem; 2. Gerir a progressão das aprendizagens;

3. Conceber e fazer evoluir dispositivos de diferenciação; 4. Implicar os alunos em sua aprendizagem e em seu trabalho; 5. Trabalhar em equipe;

6. Participar da gestão da escola; 7. Informar e implicar os pais; 8. Utilizar tecnologias novas;

9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão; 10. Gerir sua própria formação contínua.

Embora todas essas competências citadas tenham sido importantes durante todo o tempo desse estudo nesse curso, dentre todas, algumas merecem destaque como fonte de aprendizagem, e que ficarão comigo, e serão oportunamente colocadas na prática, sempre que for preciso na sala de aula, embora todas tenham tido sua importância durante o curso de Especialização de Sociologia para o Ensino Médio, cito como, por exemplo, a oitava que se direciona ao uso das novas tecnologias, priorizando esses conhecimentos como básicos para o professor de sociologia que decide fazer um curso a distância, pois na chamada “Era da Informação”, além desses saberes, o professor sabe que também não estão valorizando apenas a rapidez das informações e facilidade da comunicação, há também uma grande preocupação com a seleção e atualização do conhecimento por meio da pesquisa nesse mundo moderno e competitivo, onde a capacidade de criar e inovar se faz presente.

A outra é a nona que coloca o enfrentamento dos deveres e dilemas éticos que todo professor deve desenvolver no cotidiano do exercício da profissão, pois os deveres e os dilemas éticos, quando bem administrados passam a serem competências que ajudam a alicerçar e facilitar o exercício dessa profissão. As outras completam a boa formação que todo professor/educador precisa ter para realmente desenvolver a capacidade de aprender para ensinar e ensinar para aprender de forma dinâmica e contínua, pois conforme a “Pedagogia da Autonomia” de Freire (2000, p. 25), “quem ensina, aprende ao ensinar e quem aprende, ensina ao aprender”.

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Por último, cito agora a importância também que tem os recortes, para construção de um Plano de Ensino Anual, que são: as teorias, os temas e os conceitos. No caso deste Plano de Ensino Anual, se contemplou apenas os temas e conceitos que de acordo com as Orientações Curriculares Nacionais (OCN), utilizou-se das vantagens oferecidas, por exemplo, se tratando dos temas:

A vantagem de se iniciar o trabalho de ensino com temas é evitar que os alunos sintam a disciplina como algo estranho, sem entender por que têm mais uma disciplina no currículo e para que ela serve. Discutir temas sempre que possível do interesse imediato deles permite ao professor desencadear um processo que vai desenvolver uma abordagem sociológica mais sólida de questões significativas sem que isso represente um trabalho muito complexo, abstrato e, por vezes, árido. [...] Outros temas que podem ser incluídos em um programa: questão racial, etnocentrismo, preconceito, violência, sexualidade, gênero, meio ambiente, cidadania, direitos humanos, religião e religiosidade, movimentos sociais, meios de comunicação de massa, etc. (BRASIL, 2006, p. 121).

E se tratando dos conceitos, também foram consideradas as vantagens que esse recorte pode trazer por meio desse trabalho, que pudesse facilitar para o aluno o ensino-aprendizagem do Eixo Temático “Cultura e Sociedade”, contextualizado com a seguinte citação:

As vantagens de se trabalhar com conceitos é que já no ensino médio o aluno vai desenvolver uma capacidade de abstração muito necessária para o desenvolvimento de sua análise da sociedade, e para elevar o conhecimento a um patamar além do senso comum ou das aparências. Um conceito é um elemento do discurso científico que consegue sintetizar as ações sociais para poder explicá-las como uma totalidade. Além disso, a importância de se trabalhar com conceitos é que se pode desenvolver nos alunos o domínio de uma linguagem específica, a linguagem científica, no caso a sociológica, no tratamento das questões sociais (BRASIL, 2006, p. 118).

Portanto, os conceitos e os temas foram essenciais para elaboração desse Plano Anual de Ensino porque esses recortes são como pontes que dão passagem para a excelência da apropriação do conhecimento científico. É coerente também incluir como quarto recorte a pesquisa, ferramenta auxiliar indispensável para aquisição do conhecimento.

Sendo assim, o Plano de Ensino Anual está estruturado da seguinte forma: justificativa para o eixo temático Cultura e Sociedade, metodologia da Construção do Plano de Ensino Anual para a disciplina de Sociologia no segundo ano do Ensino Médio, objetivos gerais do Plano Anual de Ensino e o detalhamento das quatro unidades didáticas.

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2 JUSTIFICATIVA PARA O ESTUDO DO EIXO TEMÁTICO CULTURA E SOCIEDADE

O eixo temático “Cultura e Sociedade” tratam da relação que os homens mantêm entre si, se reconhecendo como construtores de sua realidade, podendo interferir e fazer transformações no meio em que vivem. Este eixo trata das sociedades, especificamente como elas se caracterizam e se diferenciam umas das outras por meio de suas culturas, distinguindo-se de acordo com suas manifestações culturais. Portanto, é disso que trata esdistinguindo-se eixo temático “cultura e sociedade” – da vida cultural do homem, que se adequa e evolui, adquirindo competências, aceitando as diferenças, sendo capaz de intervir na realidade, de transformá-la, para melhor viver coletivamente em sociedade.

Consideramos relevante o estudo desse eixo temático no segundo ano do ensino médio porque é importante que os alunos conheçam a maneira como a sociedade se organiza e desenvolvam uma compreensão de como acontece os fatos concernentes à própria vida na qual estamos inseridos.

E quanto às aprendizagens adquiridas na escola através da ciência, especialmente das Ciências Sociais, é importante ressaltar que elas não se produzem de forma independente do trabalho pedagógico, pois esses saberes só se concretizam na medida em que os estudos são organizados através do currículo e introduzidos na sala de aula pelo professor de Sociologia. Assim sendo, o professor responsável pelo planejamento e execução do Plano de Ensino Anual contemplou temas condizentes com o eixo temático em questão, em consonância com a realidade dos alunos e ao mesmo tempo valorizando o conhecimento prévio dos mesmos.

De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (PCNEM) (BRASIL, 2000, p. 33), os objetivos gerais delineados para o Ensino Médio brasileiro são, sem dúvida alguma, fonte de importantes reflexões quando se trata das relações que estes objetivos estabelecem com o eixo temático “Cultura e Sociedade”. Vejamos cada um e na sequência a análise/comentário de sua importância na construção desse Plano de Ensino, conforme o PCNEM (BRASIL, 2000)

I. A consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos.

É muito importante que o docente do Ensino Médio trabalhe os conteúdos de suas aulas com alunos que chegaram do Ensino Fundamental sabendo os conteúdos que já estudaram, assim fica mais fácil o acesso para evolução do estudo no ensino médio, e,

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particularmente, a respeito dos conteúdos do Eixo Temático Cultura e Sociedade, que sem dúvidas, os embasará por meio de saberes necessários para a vida escolar que continua.

II. A preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores.

Embora sabendo que a instituição escolar funciona de forma bem contraditória, pois a teoria é bem diferente da prática quando se trata do ensino brasileiro, surge nesse cenário a flexibilidade, fator básico que implica na seleção das informações dadas pelos devidos conteúdos, como também para formação cidadã, contribuindo para a vida profissional conforme o processo de ensino e aprendizagem desenvolvido por cada escola.

Sendo a disciplina de Sociologia e os conteúdos desse eixo temático pontuais e reflexivos para a preparação e formação intelectual/profissional e para o desenvolvimento da cidadania, o estudo sociológico a partir desse eixo temático proporciona ao estudante uma formação que visa torná-lo um sujeito consciente de suas ações, atuante na sociedade em que vive, participando e aprendendo valores e saberes que os ajudarão a compreender a necessidade de encontrar condições preparatórias no ensino médio brasileiro que sirvam para a sua futura ocupação profissional. Pois é pelo trabalho que todo ser humano se completa com dignidade como cidadão.

III. O aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico.

O eixo temático cultura e sociedade favorece esse aprimoramento do educando como pessoa humana, já que os conteúdos de ensino trazem para a sala de aula a realidade social em que o aluno está inserido. E para conhecer e debater sobre as questões sociais que permeia o cotidiano dos alunos, é preciso deixar fluir a imaginação e a sensibilidade, tendo em vista que esses sentidos podem abrir a “porta” para estimular a vontade de estudar os recortes temáticos relacionados ao saber da Sociologia. O ensino de Sociologia proporciona aprendizagens que contribuem na construção da ética, desenvolvendo consequentemente a autonomia intelectual e o pensamento crítico no educando; esta é, sem dúvida, a meta a ser buscada pelo professor quando percebe que a emoção associada à identificação, também é um caminho que facilita e estimula o desenvolvimento de um pensamento refletivo que resultará não apenas na intelectualidade do educando, mas numa postura crítica e consciente na sociedade em que vive.

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IV. A compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina.

O mundo contemporâneo é uma máquina que não para de produzir, e dentro desse processo a teoria com a prática devem caminhar juntas. E para ampliar essa visão global, as disciplinas quando ensinadas devem assumir um caráter transdisciplinar. Assim sendo, os alunos aprenderão sobre o conhecimento-tecnológico incorporado às outras disciplinas de modo significativo, tendo em vista que essa proposta pedagógica irá preparar o estudante para as outras áreas de conhecimento, consequentemente para o mercado de trabalho, questão atual ainda muito discutida no âmbito da educação para o Ensino Médio.

Ao escolher esse eixo temático foi analisada a importância que o mesmo pode trazer para formação dos estudantes do segundo ano do ensino médio. De início, foi pensado e questionado: que temáticas seriam mais interessantes, que despertasse nos alunos a imaginação e a motivação, que estimulasse a criatividade e os instigasse a pesquisar e estudar sobre questões culturais e sociais? Essas constatações, para o professor, foram surgindo de acordo com a seleção dos temas condizentes com o cotidiano do educando, com o objetivo de fazê-los apreender fazendo correlação com a realidade, pois se queremos formar sujeitos conscientes é necessário que os mesmos conheçam as questões sociais da qual todos nós fazemos parte, para que sejam articuladores dentro do processo de mudanças coletivas.

Por meio do estudo dos conteúdos concernentes ao eixo temático “Cultura e Sociedade” o professor intenciona desenvolver as seguintes competências e habilidades nos alunos: o educando deverá ser capaz de diferenciar ciência de senso comum; aprender que somos seres em constantes mudanças; desenvolver a conscientização cultural e social e a construção pela cidadania, tornando os alunos aptos a compreenderem que o mundo é composto de povos com culturas diferentes conforme enfatiza essa citação:

[...] cada sistema cultural está sempre em mudança. Entender esta dinâmica é importante para atenuar o choque entre as gerações e evitar comportamentos preconceituosos. Da mesma forma que é fundamental para a humanidade a compreensão das diferenças entre povos de culturas diferentes, é necessário saber entender as diferenças que ocorrem dentro do mesmo sistema. Este é o único procedimento que prepara o homem para enfrentar serenamente este constante e admirável mundo novo do porvir (LARAIA, 2009, p. 101). Por isso que esse plano anual de ensino não se fixou em definições, conceitos ou temas estruturais, separadamente, pelo contrário, conforme as Orientações Curriculares Nacionais do Ensino Médio para a área de Sociologia, dos autores Moraes; Tomazi; Guimarães (2006, p. 117), eles “podem ser tomados como mutuamente referentes”, oferecendo contribuições

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significativas na apreensão de interpretações a respeito da realidade social estudada por meio desse eixo temático, e contribuir ainda mais na formação de estudantes pensantes e ativos com relação à realidade circundante.

Foi dado, nesse plano de ensino anual, ênfase a respeito das possibilidades de integração de disciplinas que compõem a estrutura curricular do Ensino Médio, porque acreditamos que não se deve ignorar a importância que tem a interdisciplinaridade no contexto pedagógico e no aprendizado dos estudantes. Nesse sentido, ao trabalhar com a temática “preconceito linguístico”, foi dado prioridade a integração da disciplina de Sociologia com a disciplina de Língua Portuguesa, comprovando que o diálogo entre os saberes é importante para a formação dos alunos.

Por fim, com esse plano de ensino, o professor intenciona atingir com as aulas planejadas a partir desse eixo temático aprendizagens significativas e emancipatórias que alcancem saberes para além dos conteúdos escolares, e que por meio da interação com as manifestações culturais não hegemônicas possa promover, por meio do pensamento crítico, um combate ao preconceito, discriminação e consiga promover ainda o entendimento e o respeito às diferenças culturais.

Portanto, esse eixo temático “Cultura e Sociedade” tem como foco o olhar do professor voltado para a promoção de uma aprendizagem emancipatória a respeito da compreensão dos processos sociais e culturais, buscando formar estudantes críticos, autônomos, aptos a interferir no ambiente escolar e fora dele, sendo capazes de provocar mudanças na sociedade.

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3 METODOLOGIA DA CONSTRUÇÃO DO PLANO DE ENSINO ANUAL PARA A DISCIPLINA SOCIOLOGIA NO 2º ANO DO ENSINO MÉDIO

Para a construção do Plano Anual de Ensino foram utilizados os seguintes livros didáticos que muito auxiliaram na construção desse Plano de Ensino, pois sem dúvidas, foram eles que me levaram a uma aprendizagem científica importante e necessária. São eles: os livros didáticos “Sociologia em Movimento” do autor Afrânio Silva et al (2013) e “Tempos Modernos, Tempos de Sociologia” dos autores Helena Bomeny, Bianca Freire-Medeiros; Raquel B. Emerique e Julia O’Donnell (2013). Outros materiais bibliográficos também foram utilizados como podemos citar: “Educar pela Sociologia: contribuições para a formação do cidadão”, dos autores Euclides Guimarães Neto; José L.B. Guimarães e Marcos A. de Assis (2012), “Sociologia e Ensino em Debate: experiências e discussão de Sociologia” de Lejeune Mato Grosso de Carvalho (2004), “A sociologia em Sala de Aula: diálogos sobre o ensino e suas práticas”, organizado por Fagner Carniel e Samara Feitosa (2012), “Conhecimento e Imaginação: Sociologia para o Ensino Médio”, dos autores Maria L.O. Barbosa; Tânia Quintaneiro e Patrícia Rivero (2012), os Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Médio (BRASIL, 2000), as Orientações Curriculares para o Ensino Médio: Ciências Humanas e suas tecnologias (BRASIL, 2006), e por fim, os “PCN + Ensino Médio: Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais” (BRASIL, 2002), o livro do Curso de especialização em ensino de sociologia: nível médio – módulo 2 (SARANDY; MORAES; TOMAZI; LEMOS; ORGANISTA; RÊSES; SANTOS; RODRIGUES; AMIN, 2013), cuja leitura e atividades realizadas durante o curso de Especialização de Sociologia para o Ensino Médio, que me auxiliou durante a pesquisa para feitura desse trabalho.

Também consultamos bibliografias específicas relacionadas ao eixo temático “Cultura e Sociedade”, a saber: “O que é ideologia” de Marilena Chauí (2008), “Pedagogia da Autonomia” de Paulo Freire (2000) e “Cultura: um conceito antropológico” de Roque de Barros Laraia (2009).

Os recursos tecnológicos utilizados foram inseridos nos planos de aula para serem utilizados durante o transcorrer das aulas anualmente, dentre eles é possível mencionar: data show, computador, aparelho de som, televisão, internet, vídeos e curta metragem. É importante frisar que os computadores usados pelos alunos, seguindo a orientação do professor para fazer pesquisas sobre temas trabalhados na sala de aula, foram os que pertencem ao laboratório da escola. Essa pesquisa ocorreu de forma organizada, com horários

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previamente marcados, evitando contratempos e contribuindo com a organização administrativa da escola. Quanto aos slides, vídeos e os curtas, a professora pesquisou e adequou às aulas, de acordo com a contextualização dos temas, e solicitou que os alunos ao escolherem alguns vídeos para serem trabalhados na apresentação dos seminários levasse em consideração o mesmo critério de seleção.

O processo de seleção de conteúdos de ensino ocorreu principalmente por meio de uma leitura reflexiva dos temas e subtemas referentes ao eixo temático “cultura e sociedade”. Esta leitura permitiu ao professor perceber que, antes de tudo, para ensinar Sociologia, é necessário sentir vontade de ensinar e fazer o aluno aprender, levando para sala de aula conteúdos relacionada aos temas gerais delineados no PCN+ de Sociologia (BRASIL, 2002) que foram minuciosamente selecionados nesse trabalho.

Tais conteúdos foram criteriosamente selecionados e didaticamente planejados para desenvolver na prática escolar o aprendizado do exercício da cidadania por meio da imaginação sociológica e de aulas que visam promover a conscientização e o respeito às diferenças. Enfim, esse plano anual de ensino parte do pressuposto de que o aluno deve relacionar os conceitos e teorias da Sociologia com a realidade em que está inserido.

As unidades de ensino para o eixo temático cultura e sociedade foram estruturadas da seguinte forma:

1. UNIDADE I: CULTURA E IDEOLOGIA – VALORES CULTURAIS BRASILEIROS

1.1. CULTURA E IDEOLOGIA Conceitos de Cultura

Conceitos de ideologia

1.2. DIVERSIDADE CULTURAL NO BRASIL, PRECONCEITO E ETNOCENTRISMO.

Preconceito Linguístico Etnocentrismo

1.3. ESTEREÓTIPO

“Mulher frágil, homem forte”.

A misoginia cultural nas letras de músicas. 1.4. VALORES CULTURAIS BRASILEIROS. Religiosidade plural

2. UNIDADE II: CULTURA ERUDITA E POPULAR E A INDÚSTRIA CULTURAL NO BRASIL

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2.1. CULTURA ERUDITA E CULTURA POPULAR Conceitos de cultura erudita e cultura popular

2.2. INDÚSTRIA CULTURAL NO BRASIL Conceito de indústria cultural

2.3. TECNOLOGIA DIGITAL NO MUNDO DOS JOVENS A juventude e a internet

2.4. CULTURA POPULAR E FOLCLORE Literatura de cordel

3. UNIDADE III: RELAÇÕES ENTRE EDUCAÇÃO E CULTURA – OS MOVIMENTOS DE CONTRACULTURA

3.1. IDENTIDADE CULTURAL Multiculturalismo

3.2. CULTURA, SOCIABILIDADE, ESCOLA. Homofobia no cotidiano escolar

3.3. CONTRACULTURA E JUVENTUDE BRASILEIRA Os jovens e a contracultura

3.4. PATRIMÔNIO CULTURAL Educação e patrimônio cultural

4. UNIDADE IV: RELAÇÃO ENTRE CONSUMO E ALIENAÇÃO – ÉTICA E CIDADANIA

4.1. CONSUMO E CONSUMISMO Conceitos de consumo

4.2. PODER E ALIENAÇÃO Alienação midiática pela TV

4.3. “SOCIEDADE DE CONSUMO” Jovens consumistas

4.3. ÉTICA E CIDADANIA NA ESCOLA Conceito de cidadania

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4 OBJETIVOS GERAIS DO PLANO ANUAL DE ENSINO

As intencionalidades gerais para cada uma das Unidades de Ensino desse eixo temático são:

UNIDADE I – CULTURA E IDEOLOGIA – VALORES CULTURAIS BRASILEIROS Desenvolver no alunado a reflexão sobre diversidade cultural;

Refletir sobre os conceitos relativos à cultura e ideologia com o intuito de contribuir para a formação de alunos críticos;

Enfatizar a importância de pertencimento e conscientização dos valores culturais brasileiros.

UNIDADE II – CULTURA ERUDITA E POPULAR E A INDÚSTRIA CULTURAL NO BRASIL

Estimular a imaginação sociológica do alunado quanto à compreensão dos conceitos de cultura erudita e cultura popular;

Compreender o conceito de indústria cultural; Refletir sobre a relação dos jovens com a internet;

Refletir sobre a relação entre literatura de cordel e cultura popular.

UNIDADE III – RELAÇÕES ENTRE EDUCAÇÃO E CULTURA – OS MOVIMENTOS DE CONTRACULTURA

Refletir sociologicamente sobre a cultura do outro através da compreensão sobre multiculturalismo;

Identificar e combater no espaço escolar práticas preconceituosas e de discriminação com relação às diferenças culturais e de gênero;

Proporcionar um estudo que provoque a reflexão sobre os movimentos de contracultura, mostrando por que aconteceram e pra que serviam tais movimentos; Desenvolver no aluno sentidos de preservação e pertencimento do patrimônio cultural.

UNIDADE IV – RELAÇÃO ENTRE CONSUMO E ALIENAÇÃO – CONSCIENTIZAÇÃO E CIDADANIA

Desenvolver uma compreensão sobre os conceitos de consumo e alienação;

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da cidadania, bem como fazer com que o aluno perceba a si mesmo enquanto sujeito ativo e atuante capaz de transformar a sociedade.

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5 DETALHAMENTO DO PLANO ANUAL DE ENSINO 5.1 Identificação

Escola Escola Estadual Conselheiro Brito Guerra Ano do Ensino Médio 2º ano

Carga horária total 32 horas Período letivo 2016

Professor (a) Maria Willgdes Araújo

5.2 Detalhamento das Unidades Didáticas

5.2.1 Unidade I (1° Bimestre) A) Descrição da Unidade

A proposta da unidade I intenciona fazer com que o aluno desenvolva um olhar crítico sobre os conceitos de cultura e ideologia, bem como intolerância, preconceito, etnocentrismo, diversidade religiosa aos estereótipos imputados a grupos e pessoas. A intencionalidade desta unidade consiste em fazer com que o aluno perceba que somos diferentes, cada um possui a sua história, e que trocamos conhecimentos culturais em vários contextos de sociabilidades. Dessa forma, os discentes devem aprender que atitudes preconceituosas e etnocêntricas nascem de nossos hábitos e costumes, pois olhamos o outro a partir da lente de nossa cultura e do que é comum a nós. Portanto, o estudante deve compreender que não existe uma cultura superior à outra, mas considerar importante o respeito aos direitos do outro e à diversidade cultural.

B) Cronograma Geral dos Conteúdos e seus respectivos objetivos de aprendizagem

Aulas Conteúdos Objetivos de Aprendizagem

01

Conceitos de cultura

Conceituar cultura;

Perceber a cultura como um elemento que faz parte da vida humana; Valorizar as manifestações culturais e respeitar a diversidade cultural. 02 Conceitos de

Ideologia

Conhecer diferentes formas de perceber a ideologia;

Transmitir conhecimento reflexivo para o aluno a respeito da definição marxista de ideologia.

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Aulas Conteúdos Objetivos de Aprendizagem 03 Preconceito linguístico

Informar o alunado da existência do preconceito linguístico;

Desenvolver o respeito pela cultura do outro no uso das diferentes linguagens.

04 Etnocentrismo

Promover aprendizagens sobre o conceito de etnocentrismo;

Desenvolver atitudes de combate à intolerância com relação às diferenças.

05

Estereótipo: mulher frágil, homem forte.

Capacitar o educando a respeito do conceito de estereótipo; Perceber atitudes preconceituosas que rotulam os indivíduos;

Estimular a percepção sobre apologias como: mulher “sexo frágil”, homem “sexo forte”.

06

A misoginia cultural nas

letras de músicas

Incentivar o conhecimento reflexivo relacionado ao conceito de misoginia;

Estimular a reflexão sobre ações preconceituosas impostas por uma sociedade historicamente machista;

Perceber a prática da superioridade de gênero instituída pelo patriarcado.

07 e 08

Religiosidade plural brasileira

Conscientizar o aluno de que no Brasil existem diferentes manifestações de religiosidades, respeitando o direito de escolha. Aprender o significado do conceito sociológico “pluralismo religioso”.

C) Procedimentos Metodológicos/Detalhamento das Sequências Didáticas Aula nº 1: Conceitos de cultura

Duração: 50 minutos

Foco: O foco dessa aula é levar para o educando conhecimentos conceituais sobre cultura, fazendo o aluno entender a cultura em todas suas multiplicidades, e maneiras de existência humana, percebendo que os seres humanos, em diferentes épocas e lugares, atribuem significados diferentes à sua própria cultura. E para maior compreensão sobre esse conceito de cultura cito: “É praticamente impossível imaginar a existência de um sistema cultural que seja afetado apenas pela mudança interna. Isto somente seria possível no caso, quase absurdo, de um povo totalmente isolado dos demais” (LARAIA, 2009, p. 96).

Tipo de aula: Interativa a partir de vídeo

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 1. Introdução:

Essa aula traz para o aluno um estudo reflexivo sobre conceitos, a respeito do que é cultura. Aprenderá que ela, dentre tantos significados, é sinônimo de um sistema de valores e costumes que confere identidade a um grupo. Além disso, a visão sociológica permitirá ao aluno compreender que a cultura é própria a um grupo social, mas que para partilhá-la depende da socialização, das mudanças externas, cujas instâncias vêm da família, escola, comunidade, trabalho, etc.

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Desenvolvimento:

Primeira etapa: A aula será explicada através de um vídeo (Cultura todo mundo tem uma?) da Tele Aula Novo Telecurso – Sociologia – Aula 02, com duração de 06min e 21seg que trata do assunto sobre cultura. Durante a exibição, os alunos serão orientados a fazer anotações e, irão pesquisar em livros didáticos na biblioteca da escola, horário alternado, e em casa na internet sobre o assunto, em seguida produzirão um texto dissertativo a respeito do que aprendeu sobre “conceitos de cultura”.

Segunda etapa: Quando terminar de assistir o vídeo, se a maioria preferir pode exibi-lo novamente para tirar dúvidas e depois, conforme anotações feitas, sobre o que mais chamou atenção. Os alunos participarão de uma roda de conversa a respeito do que cada um compreendeu.

Terceira etapa: Lembrar que o texto dissertativo será de no mínimo uma lauda e no máximo três. Ficará a critério do aluno, usar ou não ilustrações. O texto deverá ser entregue na próxima aula e será atribuída uma nota, para ser somada a outras, no final do bimestre. Conclusão:

Depois de todo procedimento metodológico aplicado na aula a respeito de conceitos sobre cultura, o professor espera que o aluno compreenda as diferentes manifestações culturais e segmentos sociais, e assimile a diversidade enquanto princípio político e ético, na construção da identidade cultural.

Aula nº 2: Conceitos de Ideologia Duração: 50 minutos.

Foco: O desenvolvimento dessa aula diz respeito ao estudo do conceito de ideologia, contemplado em Silva et al. (2013, p. 67-71) e fundamentado nas ideias de Marx e Gramsci bem como na letra da música Ideologia1, que traz compreensão sobre a necessidade que o homem, enquanto ser político e social tem em possuir uma ideologia para viver. Enfim, deixando também bem claro que: “A ideologia é um dos meios usados pelos dominantes para exercer a dominação, fazendo com que esta não seja percebida como tal pelos dominados” (CHAUÍ, 2008, p. 86).

Tipo de aula: Interativa a partir de música.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 2. Introdução:

A aula intenciona levar para os alunos conhecimentos sobre ideologia por meio da leitura do texto (solicitada em aula anterior e indicada pra ser realizada em casa) “Cultura,

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ideologia e indústria cultural” do livro didático “Sociologia em Movimento (SILVA et al, 2013,p. 67 a 70) e da música “Ideologia” cantada por Cazuza (ver anexo).

Desenvolvimento:

Primeira etapa: O professor inicia a aula solicitando dos alunos a leitura do texto do livro para saber o que eles aprenderam sobre ideologia, estabelecendo uma conversa (duração aproximada de 20 min), para tirar dúvidas, constatar quem fez a leitura e o que aprenderam a partir dela.

Segunda etapa: Serão distribuídas cópias da letra da música de cazuza, em seguida todos assistirão ao vídeo da música “Ideologia” com duração de 4 min. Após assistirem o vídeo, o/a professor/a fará algumas perguntas sobre o tema: Por exemplo, o que vocês entenderam sobre ideologia? O que anotaram de mais importante? O que chamou mais atenção na letra da música? A partir daí será estabelecido um diálogo sobre a temática. O professor será o mediador da conversa e incentivará os alunos a fazer perguntas.

Terceira etapa: Será entregue aos alunos uma atividade individual que deverá ser respondida, começando na sala de aula, caso o tempo esgote, (respeitar o ritmo de cada aluno), será concluída em casa e entregue na aula seguinte com as perguntas:

Descrição da atividade:

a) Qual compreensão você formou sobre Ideologia?

b) O que o cantor quer dizer quando usa a expressão “em cima do muro”.

c) O que significa esse apelo feito na voz do jovem cantor Cazuza, quando canta o refrão da música “eu quero uma pra viver”? O que ele mais lamenta?

Conclusão:

Através do debate sobre o texto acima citado, apresentação do vídeo da música, conversação, intervenção do professor quando necessário e das respostas dos alunos respondidas na atividade, espera-se que o alunado atinja a aprendizagem proposta que é compreender o que é ideologia e como a mesma funciona na nossa vida. Será atribuída uma nota na atividade, para ser somada no final do bimestre, valorizando como se deu a aprendizagem e a responsabilidade do aluno com o dever de casa.

Aula nº 3: Preconceito Linguístico Duração: 50 minutos.

Foco: Proporcionar ao aluno um ambiente interdisciplinar, em sala de aula, que estimule a valorização e o respeito às diferenças de linguagens culturais faladas através da Língua Portuguesa nas regiões brasileiras.

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Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 3. Introdução:

Essa aula traz para sala de aula o tema “Preconceito Linguístico” e visa mostrar aos alunos como ocorre essa forma de preconceito que separa, inferioriza e estigmatiza pessoas e grupos sociais, por terem uma forma diferenciada de falar. Tal tema, Preconceito Linguístico, leva o professor de Sociologia, a sugerir ao professor de Português trabalhar com Variação Linguística, assim, as disciplinas trabalhadas simultaneamente, cumprem sua meta ao promoverem a interdisciplinaridade no ensino médio.

Desenvolvimento:

Primeira etapa: A aula inicia com a apresentação do vídeo “Preconceito Linguístico - Marcos Bagno” acerca do livro “Preconceito Linguístico: o que é como se faz”, escrito pelo professor Marcos Bagno doutor em Filologia e Língua Portuguesa. Nessa obra o autor ressalta oito mitos do Preconceito Linguístico, que são apresentados resumidamente, nesse vídeo que é orientado pela professora Nilzanil Soares Pinheiro, e tem duração de 5min49seg. Os alunos assistirão ao vídeo e anotará o que achar mais relevante, o professor fará pausas quando necessário, tirando dúvidas que venham a ocorrer.

Segunda etapa: Após apresentação do vídeo, os alunos levarão suas anotações feitas, e em duplas se deslocarão para o laboratório de informática, anteriormente reservado para essa aula, e lá eles irão ampliar o conhecimento pesquisando sobre o tema, elaborando um texto dissertativo sobre o seguinte tema: O que é Preconceito Linguístico? Relate algum caso que você viu de fato, ou através de filme, internet etc. sobre a prática do preconceito linguístico.

Terceira etapa: Os alunos ao retornarem da pesquisa, entregarão o texto escrito e o professor fará a avaliação em casa e devolverá na próxima aula, para que as duplas façam comentários sobre o que pesquisaram, com orientação do professor.

Conclusão:

Espera-se que o aluno tenha um olhar interdisciplinar e compreenda sociologicamente, que dada à diversidade regional brasileira, somos uma população composta por pessoas que falam de formas bem variadas. E a situação socioeconômica, escolaridade, faixa etária, o lugar onde se vive, e outros fatores, são indicadores que influenciam na maneira de falar de um indivíduo. E que a única forma de coibir o preconceito é não discriminar esse “jeito” peculiar que cada um tem ao falar.

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Aula nº 4: Etnocentrismo Duração: 50 minutos.

Foco: Desenvolver o pensamento crítico a respeito do tema etnocentrismo. Para tanto, os alunos deverão compreender, que a partir da visão etnocêntrica, um grupo pode sentir-se superior a outro, e que, portanto, o etnocentrismo consiste nessa dificuldade de pensar as diferenças, já que se olha a cultura do outro, a partir de seus próprios referenciais culturais. E dando ênfase a esse conceito segundo citação: “O etnocentrismo, de fato, é um fenômeno universal. É comum a crença de que a própria sociedade é o centro da humanidade, ou mesmo a sua única expressão” (LARAIA, 2009, p. 73).

Tipo de aula: Interativa a partir de vídeo.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 4. Introdução:

Essa aula direciona esse relevante tema ao estudante, que precisa ter o entendimento do olhar etnocêntrico como sinônimo de estranheza e de falta de tolerância com relação a diferentes povos. Faz-se necessário destacar durante o decorrer da aprendizagem, que o mais importante é estimular o convívio com o outro estabelecendo o respeito às diferenças.

Desenvolvimento:

Primeira etapa: Será exibido um filme curta metragem “Etnocentrismo – Pense você” de Daniel Landim Sagioneti, vídeo criado para o curso de ADM-Homem e Sociedade, com duração de 2min16seg, a respeito do conceito antropológico sobre etnocentrismo. Os alunos devem fazer anotações que servirão de orientação para responder a atividade. Caso os alunos achem necessário exibiremos mais uma vez o curta.

Segunda etapa: Serão distribuídas atividades, que depois de respondidas, cada um irá dizer o que respondeu conforme perguntas elaboradas pelo professor. Caso a resposta não esteja coerente com a pergunta, o professor instigará o aluno a dar uma resposta completa. Descrição da atividade:

a) O que é etnocentrismo?

b) Todos têm uma cultura? Justifique sua resposta. c) Por qual lente devemos ver a cultura do outro? e) Há uma cultura superior a outra? Explique. Conclusão:

Após a aula ministrada sobre “visão etnocêntrica”, espera-se que o alunado torne-se reflexivo sobre as diferenças culturais e compreenda também que o ser humano vê o mundo através da lente da sua cultura, tendo como consequência a pretensão em considerar o seu modo de vida como o mais correto e superior ao outro.

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Aula nº 5: Estereótipo: “Mulher frágil, homem forte”. Duração: 50 minutos.

Foco: Incentivar o alunado a entender primeiramente o conceito de “estereótipo”, em seguida trazer para a sala de aula representações de gênero estabelecidas e/ou presentes no campo musical, levando-os a debates acerca de comportamentos atribuídos a homens e mulheres, a fim de refletir sobre as desigualdades de gênero.

Tipo de aula: Interativa a partir de música

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 5. Introdução:

Essa aula traz uma reflexão sobre estereótipos atribuídos ao homem como “sexo forte” e a mulher como “sexo frágil” que ao longo do tempo, prevaleceu como padrão de dominação, contribuindo para a reprodução desses estereótipos do papel secundário e marginal da mulher na sociedade.

Desenvolvimento:

Primeira etapa: Será apresentado um slide intitulado: Estereótipos, preconceitos e discriminação (DOCSLIDE, 2015), cuja sinopse apresenta:

Os estereótipos são crenças a propósito de características, atributos e comportamentos dos membros de determinados grupos, são formas rígidas e esquemáticas de pensar que resultam de processos de simplificação e que se generalizam a todos os elementos do grupo a que se referem. Daí que possamos definir estereótipo como o conjunto de crenças que dá uma imagem simplificada das características de um grupo ou dos membros de um grupo (DOCSLIDE, 2015).

Em seguida distribuir cópia da letra da música, Mulher “sexo frágil2” (ver anexo), escutada através de um aparelho de som com o CD. Depois de acompanhar o slide e ouvir a música junto com a leitura da mesma, o aluno estará preparado para realizar o próximo passo.

Terceira etapa: Os alunos receberão uma atividade com as seguintes perguntas:

a) Em sua opinião, de acordo com a letra da música, o que significam as expressões “mulher, sexo frágil” e “homem, sexo forte”?

b) Na sua visão sociológica, em que momento, a música apresenta situação estereotipada em relação à mulher?

c) O que significa, pra você, a expressão citada na música: “Quando eu chego em casa eu quero uma mulher só minha”? E depois da reflexão crítica feita, o que ela traz nas entrelinhas?

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d) Analise a música, citando fragmentos e comentando sobre eles, no contexto geral, elaborando um texto dissertativo sobre o que você aprendeu a respeito da temática: Estereótipo: “Mulher frágil, Homem forte”.

O aluno que não conseguir responder toda a atividade poderá levar pra casa e trazer na próxima aula respondida. Será observado e respeitado o ritmo de aprendizagem de cada um na feitura da atividade.

Conclusão:

Com o desenvolvimento desta aula, espera-se que o aluno desenvolva o pensamento crítico a respeito da leitura, gerando ideias e atitudes que descontruam estereótipos de gênero.

Aula nº 6: A misoginia cultural nas letras de músicas. Duração: 50 minutos

Foco: Desenvolver uma reflexão sociológica sobre misoginia, que se refere ao ódio e desprezo contra a mulher e a atitude cristalizada do nosso cotidiano que ainda é patriarcal. Tipo de aula: Interativa a partir de música

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 6. Introdução:

Essa aula intenciona desenvolver o senso crítico no alunado sobre o tema “A misoginia cultural nas letras das músicas”, por meio da letra da música “Lôraburra3” (ver anexo) que revela a violência verbal (simbólica) contra a mulher, uma das formas de agressão e desrespeito que ainda, lamentavelmente, continua em “moda”, sendo pouco percebida. Desenvolvimento:

Primeira etapa: Serão distribuídas cópias da letra da música “Lôraburra”, em seguida os alunos ouvirão a música e deverão grifar frases que trazem a ideia da prática de misoginia, ou seja, qualquer forma de intolerância ou violência contra a mulher.

Segunda etapa: Os alunos se reunirão em grupo para discutir a letra da música a partir das frases grifadas. O professor mediará à conversa e estabelecerá a ordem de cada um se posicionar sobre o tema. De vez em quando, o professor fará algumas perguntas para estimular o debate sobre o assunto. O professor deixará fluir o tema, estimulando os alunos a contar experiências vividas, ou de alguém que foi vítima, ou que presenciou práticas relativas à intolerância e à violência contra a mulher.

Conclusão:

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Com essa aula espera-se que o aluno desenvolva uma leitura crítica sobre a linguagem presente nas letras de músicas e desenvolva um olhar reflexivo sobre a misoginia, desconstruindo essa concepção preconceituosa, que é ainda aceita e naturalizada na sociedade atual.

Aula nº 7: Religiosidade plural brasileira. Duração: 50 minutos

Foco: Promover um espaço para refletir sobre a religiosidade no Brasil, considerando suas manifestações, que são muitas, pois embora sendo a católica a que mais tem adeptos brasileiros, não podemos ignorar os cultos africanos, os segmentos do espiritismo e outros, que os alunos aprenderão que realmente vivemos em um país de diversidade religiosa, que requer muito mais que a prática da tolerância, precisa da conscientização ao respeito da escolha religiosa do outro.

Tipo de aula: Interativa a partir de texto.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 7. Introdução:

Essa aula traz o estudo sobre o tema “Religiosidade plural brasileira” por meio do texto “A polêmica sobre a pluralidade religiosa brasileira” de Bomeny; Freire-Medeiros; Emerique e O’Donnell (2013, p. 258 e 259), para que o alunado tome conhecimento da “diversidade religiosa que acabou sendo aceita como marca cultural do Brasil”.

Desenvolvimento:

Primeira etapa: Será feita a leitura silenciosa do texto, acima citado, pelo livro didático intitulado “Tempos modernos, tempos de sociologia”. O aluno irá grifar o que achar mais importante, fazendo um fichamento do texto. Caso o tempo tenha esgotado, os alunos concluirão o fichamento em casa.

Segunda etapa: Em seguida o professor pedirá aos alunos que se juntem em duplas para na próxima aula, cada dupla apresentar um só fichamento, explicando por meio de data show o conteúdo do texto. Será sorteado no momento da apresentação, entre a dupla, aquele que explicará o assunto.

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Concluída essa aula, espera-se que os alunos tenham desenvolvido uma sensibilidade com relação à religião do outro, como também aprendido sobre o conceito de pluralismo religioso, e que tenham noção da diversidade religiosa que possui nosso Brasil.

Aula nº 8: Religiosidade plural brasileira. Duração: 50 minutos

Foco: Promover um espaço para refletir sobre a religiosidade no Brasil, considerando suas manifestações, que são muitas, pois embora sendo a católica a que mais tem adeptos brasileiros, não podemos ignorar os cultos africanos, os segmentos do espiritismo e outros, que os alunos aprenderão que realmente vivemos em um país de diversidade religiosa, que requer sermos mais que tolerantes, necessita da conscientização ao respeito pela escolha religiosa do outro.

Tipo de aula: Apresentação de seminários.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 8. Desenvolvimento:

Essa aula será para apresentação dos seminários, onde as duplas se organizarão pra fazer as apresentações sobre o fichamento do conteúdo do texto “A polêmica sobre a pluralidade religiosa brasileira”. Será sorteado o aluno que iniciará a explanação sobre o assunto.

Primeira etapa: As duplas já anteriormente escolhidas se apresentarão nessa aula, em seminário, e será estipulado um tempo de cinco minutos para cada dupla.

Segunda etapa: O professor observará as explanações através dos fichamentos, como também a parte escrita do texto, e atribuirá uma nota para ser somada a outras no final do bimestre.

Conclusão:

Esse tema será concluído com essa aula, e espera que o alunado tenha aprendido sobre a relevância da pluralidade religiosa que existe no Brasil, desenvolvendo o conhecimento sobre dados que comprovam essa diversidade.

Sistemática de Avaliação para a Unidade I

A avaliação processual transcorreu durante as aulas do primeiro bimestre. Assim sendo, o professor teve oportunidade de avaliar que ao final de cada aula, os alunos entenderam os conteúdos repassados e as atividades propostas, por meio de seminários, explicações orais, debates em roda de conversa, textos escritos dissertativos e fichamento, foram satisfatórios para confirmar se houve realmente a aprendizagem esperada.

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Considerando também a participação, o senso de responsabilidade e especialmente se os alunos adquiriram habilidades como a capacidade de argumentação e o aguçamento do pensamento crítico. O professor utilizou a avaliação somativa atribuindo notas, que resultaram na nota geral do bimestre.

5.2.2 Unidade II (2° Bimestre) A) Descrição da Unidade II

Esse bimestre traz o estudo dos conceitos cultura erudita, cultura popular e indústria cultural. Inicialmente o aluno estudará o conceito de cultura, que segundo Gramsci “não existe uma cultura mais autêntica ou mais acadêmica do que outra” (SILVA et al, 2013, p. 70), no livro “Sociologia em Movimento”. Partindo desse princípio, o aluno desenvolverá um pensamento sociológico que facilitará a compreensão do que é cultura e do que significa indústria cultural associado ao conceito de cultura de massa que pode ser entendido segundo Adorno e Horkheimer (2006, p. 71) como “o processo de massificação e mercantilização da cultura por meio dos veículos de comunicação”. Além de proporcionar essa compreensão conceitual, a intencionalidade desta unidade também é desenvolver um pensamento crítico sobre as seguintes temáticas trabalhadas em sala de aula: a internet e a juventude e a discussão da cultura popular a partir da literatura de cordel.

B) Cronograma Geral dos Conteúdos e seus respectivos objetivos

Aula Conteúdos Objetivos de Aprendizagem

01 e

02 Conceitos de cultura erudita e cultura popular

Instigar aprendizagem sobre os conceitos de cultura erudita e de cultura popular.

Desenvolver a reflexão crítica de que não existe uma cultura superior a outra.

03 e 04

Conceito de indústria cultural

Desenvolver o pensamento crítico sobre indústria cultural.

05 e

06 A juventude e a internet

Desenvolver a autocrítica de como a juventude moderna brasileira faz uso das Tecnologias da Informação;

Conscientizar o aluno das consequências sobre uso excessivo do celular.

07 e

08 Literatura de cordel.

Perceber a literatura de cordel como forma de leitura de mundo;

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C) Procedimentos Metodológicos/Detalhamento das Sequências Didáticas Aula nº 1: Conceitos de cultura erudita e cultura popular

Duração: 50 minutos

Foco: A intencionalidade desta aula é instigar o alunado a aprender os conceitos de cultura erudita e cultura popular, desenvolvendo uma reflexão sociológica que levará o aluno a pensar sobre a importância que ambas possuem.

Tipo de aula: Expositivo-dialogada

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 1. Introdução:

Essas aulas direcionam para o estudante uma compreensão crítica e sociológica sobre os conceitos de cultura erudita e cultura popular, priorizando o desenvolvimento do pensamento reflexivo de que não existem culturas nem mais, nem menos autênticas, o que existem são “saberes, valores e normas dos diferentes agrupamentos humanos”.

Desenvolvimento:

Primeira etapa: Essa aula iniciará com explicações do professor sobre o texto “As diferentes faces da cultura" do livro didático “Sociologia em Movimento”, de Silva et al. (2013, p. 70). Todos receberão uma cópia do texto e farão uma leitura silenciosa, em seguida o professor exibirá o texto no data show. Após explicação, os alunos vão escrever um resumo sobre o texto, atentando para as definições de cultura erudita e cultura popular.

Segunda etapa: Os alunos se dividirão em grupos e o professor explicará que cada grupo apresentará na aula seguinte um trabalho dissertativo a respeito do tema “cultura erudita e cultura popular”. Os alunos poderão utilizar os mais variados recursos para enriquecer a apresentação como: música, curta metragem, cartazes, vídeos, charges, etc.

Conclusão:

Com essa aula, o professor espera que os alunos adquiram conhecimentos sociológicos, os tornem sujeitos reflexivos, a respeito dos conceitos de culturas erudita e popular, compreendendo que além das duas serem importantes em si, ambas são produções humanas.

Aula nº 2: Conceitos de cultura erudita e cultura popular. Duração: 50 minutos

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Foco: A intencionalidade desta aula é instigar o alunado a aprender os conceitos de cultura erudita e cultura popular, desenvolvendo uma reflexão sociológica que levará o aluno a pensar sobre a importância que ambas possuem.

Tipo de aula: Apresentação de seminários.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 2. Introdução:

Serão organizados os grupos de seis alunos no total de cinco grupos, cada grupo apresentará um trabalho a respeito da temática “Conceitos de cultura erudita e popular”. Os alunos poderão utilizar os mais variados recursos, como: música, curta metragem, cartazes, vídeos, charges etc. Após a primeira aula e das pesquisas realizadas para a feitura dos trabalhos, os alunos estarão aptos a contextualizar o conteúdo com os recursos escolhidos. Cada grupo tem 8min para fazer sua apresentação.

Conclusão:

Espera-se que o educando desenvolva habilidades, que assegurem competências, para perceber que tanto a cultura erudita quanto a cultura popular é igualmente significante, cada uma dentro do seu contexto cultural, com conceitos e saberes diferentes.

Aula nº 3: Conceito de indústria cultural Duração: 50 minutos.

Foco: Essas aulas priorizam levar para o aluno o conhecimento sociológico do resumo conceitual sobre indústria cultural, despertando a princípio uma reflexão crítica, de acordo com Adorno e Horkheimer (2006, p. 71), que mencionam que indústria cultural “é o conjunto dos veículos de comunicação (como o rádio, a TV e a internet), controlados pela classe dominante”.

Tipo de aula: Interativa a partir de vídeo.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 3. Introdução:

Essa aula desenvolve uma compreensão crítica a respeito do que é indústria cultural, reproduzida por veículos de comunicação como a TV, por meio de mensagens emitidas por especialistas elitizados a serviço da classe dominante. Segundo Adorno e Horkheimer (2006, p. 71), “a técnica e a tecnologia sempre estiveram atreladas aos meios de dominação”.

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Primeira etapa: O professor fará uma explanação da temática indústria cultural com a exposição do vídeo de Henry Bugalho intitulado “O que é a indústria cultural?” com duração de 16 minutos, apresentando em sua sinopse que: “Na década de 40, os filósofos Theodor Adorno e Max Horkheimer se reuniram para escrever a obra Dialética do Esclarecimento”. Com a apresentação do vídeo, o professor pedirá que façam anotações, comentários e se por acaso houver dúvidas reapresentará o vídeo.

Segunda etapa: Após as apresentações do vídeo, o professor solicitará que cada aluno escreva o que entendeu a respeito de indústria cultural. A proposta é que eles façam anotações do vídeo exposto, resumindo o que entenderam sobre indústria cultural.

Terceira etapa: O professor solicitará que os alunos formem grupos, pesquisem em casa, produzam um texto informativo, para apresentarem na próxima aula em forma de seminário com os seguintes temas. Os alunos poderão usar vídeos contextualizados com os temas sugeridos.

a) Conceito de Indústria cultural e cultura de massa b) Música e indústria cultural

c) Adorno e a indústria cultural

d) Aspectos teóricos da indústria cultural e a televisão no Brasil e) A indústria cultural e o cinema.

Conclusão:

Espera-se com essa aula que os alunos aprendam através de uma reflexão, o significado político e social de indústria cultural, e que consigam entender que as tecnologias da informação, inseridas na sociedade de consumo, atendem tanto a classe dominante quanto favorece a emancipação dos sujeitos.

Aula nº 4: Conceito de indústria cultural Duração: 50 minutos.

Foco: Essas aulas priorizam levar para o aluno o conhecimento sociológico do resumo conceitual sobre indústria cultural, despertando a princípio uma reflexão crítica, de acordo com Adorno e Horkheimer (2006, p. 71) que mencionam que a indústria cultural “é o conjunto dos veículos de comunicação (como o rádio, a TV e a internet), controlados pela classe dominante”.

Tipo de aula: Apresentação de seminários.

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Introdução:

Os grupos apresentarão (seminários) os textos informativos pesquisados contemplando os temas conforme abaixo:

a) Conceito de Indústria cultural e cultura de massa b) Música e indústria cultural.

c) Adorno e a indústria cultural.

d) Aspectos teóricos da indústria cultural e a televisão no Brasil. e) A indústria cultural e o cinema.

A cada apresentação o professor fará comentários avaliativos construtivos com notas. Conclusão:

Espera-se com essa aula que os alunos aprendam através de uma autorreflexão, o significado político e social de indústria cultural, e que consigam entender que as tecnologias da informação, inseridas na sociedade de consumo, atendem tanto a classe dominante, quanto favorece a emancipação dos sujeitos.

Aula nº 5: A juventude e a internet Duração: 50 minutos

Foco: Refletir sobre o uso excessivo da internet pelo celular e como esses jovens também faz uso das tecnologias da informação e da comunicação. A intenção da aula é gerar um espaço em que os alunos reflitam sobre como a internet e outras formas de tecnologia da comunicação geram novos comportamentos.

Tipo de aula: Expositivo-dialogada.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 5. Introdução:

Essa aula será ministrada expondo o quanto é essencial para os alunos conhecer uma abordagem que mostre as formas de interação por meio da internet. Para esclarecimento será utilizado o texto “As relações sociais no chamado mundo virtual” de Barbosa, Quintaneiro e Rivero (2012 p. 91-92).

Desenvolvimento:

Primeira etapa: Essa aula expõe o quanto é essencial para os alunos conhecer uma abordagem que mostre as formas de interação por meio da internet. Para esclarecimento do assunto será utilizado o texto acima citado, em data show, para que os alunos acompanhem a explicação do professor.

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Segunda etapa: Na sequência, o professor explicará a atividade da próxima aula. Os alunos se organizarão em grupos de cinco, cada grupo com seis componentes, trará de casa um texto informativo escrito, desenvolvido através de pesquisas, a respeito dos seguintes questionamentos:

a) Qual a importância da internet na vida do jovem contemporâneo?

b) Se você fosse um professor como agiria com o aluno que usa celular durante a aula? c) Conte algum caso de criminalidade que chamou sua atenção, que você tomou conhecimento pela mídia, ocorrido por contato na internet.

d) Em sua opinião, que cuidados devem tomar os jovens quanto ao uso exagerado do celular, internet e computador? Quando e como é que a internet pode se tornar um vício?

Para a próxima aula, a critério, os grupos também irão pesquisar em casa um vídeo sobre o tema, que por meio de sorteio um aluno de cada grupo, fará explicação para os demais.

Conclusão:

Essa aula encerra intencionando deixar para o alunado, um conhecimento reflexivo e consciente sobre o uso adequado da internet, especialmente, para que o estudante aprenda a conduzir o bom uso do celular, sendo vigilante ao uso excessivo do mesmo. Enfim, ele deve saber que uso da internet é pertinente ao mundo atual, porém merece atenção sobre sua ambivalência.

Aula nº 6: A juventude e a internet. Duração: 50 minutos

Foco: Refletir sobre o uso excessivo da internet pelo celular e como esses jovens faz uso das tecnologias da informação e da comunicação. A intenção da aula é gerar um espaço em que os alunos reflitam sobre como a internet e outras formas de tecnologia da comunicação geram novos comportamentos.

Tipo de aula: Apresentação de seminários.

Detalhamento dos procedimentos metodológicos para a Aula nº 6. Introdução:

Conforme foi explicado na aula anterior, os grupos apresentarão um texto escrito informativo escrito através de pesquisa a respeito da relação dos jovens com a internet e com o uso do celular. Nesse sentido, os grupos irão fazer a leitura do texto, listando as perguntas e as respectivas respostas. Após a leitura, o professor tecerá considerações sobre o texto lido, estimulando o debate sobre o assunto. A aula será encerrada com a apresentação de cinco

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