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PROJETO DE RELATÓRIO

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Academic year: 2021

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PR\1095362PT.doc PE582.264v04-00

PT

Unida na diversidade

PT

Parlamento Europeu

2014-2019

Comissão dos Transportes e do Turismo

2016/2010(INI)

18.5.2016

PROJETO DE RELATÓRIO

sobre a aplicação da Diretiva Serviços Postais

(2016/2010(INI))

Comissão dos Transportes e do Turismo

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PE582.264v04-00 2/9 PR\1095362PT.doc

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PR_INI ÍNDICE Página EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS ... 8

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PROPOSTA DE RESOLUÇÃO DO PARLAMENTO EUROPEU

sobre a aplicação da Diretiva Serviços Postais (2016/2010(INI))

O Parlamento Europeu,

– Tendo em conta os artigos 49.º e 56.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia (TFUE) relativos à liberdade de estabelecimento e à livre prestação de serviços na União,

– Tendo em conta os artigos 101.º e 102.º do TFUE relativo à aplicação das regras de concorrência aplicáveis às empresas,

– Tendo em conta a Diretiva 97/67/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de dezembro do 1997, relativa às regras comuns para o desenvolvimento do mercado interno dos serviços postais comunitários e a melhoria da qualidade de serviço1, com a redação que lhe foi dada pelas Diretivas 2002/39/CE e 2008/6/CE (a seguir designada «Diretiva Serviços Postais»),

– Tendo em conta a Decisão da Comissão, de 10 de agosto de 2010, que institui o Grupo de Reguladores Europeus para os serviços postais2,

– Tendo em conta a Diretiva 2013/11/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 21 de maio de 2013, sobre a resolução alternativa de litígios de consumo e que altera o

Regulamento (CE) n.º 2006/2004 e a Diretiva 2009/22/CE3,

– Tendo em conta a Diretiva 2011/83/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de outubro de 2011, relativa aos direitos dos consumidores, que altera a Diretiva

93/13/CEE do Conselho e a Diretiva 1999/44/CE do Parlamento Europeu e do Conselho e que revoga a Diretiva 85/577/CEE do Conselho e a Diretiva 97/7/CE do Parlamento Europeu e do Conselho4,

– Tendo em conta a Diretiva 95/46/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 24 de outubro de 1995, relativa à proteção das pessoas singulares no que diz respeito ao tratamento de dados pessoais e à livre circulação desses dados5,

– Tendo em conta o relatório da Comissão, de 17 de novembro de 2015, sobre a aplicação da Diretiva Serviços Postais (COM(2015)0568), e o correspondente documento de trabalho (SWD(2015)0207),

– Tendo em conta a Comunicação da Comissão Europeia, de 6 de maio de 2015, intitulada «Estratégia para o Mercado Único Digital na Europa» (COM(2015)0192 1 JO L 15, de 21.1.1998, p. 14. 2 JO L 217, de 11.8.2010, p. 7. 3 OJ L 165, 18.6.2013, p. 63. 4 OJ L 304, 22.11.2011, p. 64. 5 JO L 281, de 23.11.1995, p. 31.

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final),

– Tendo em conta a Comunicação da Comissão, de 16 de dezembro de 2013, intitulada "Roteiro para a conclusão do mercado único da entrega de encomendas. Criar confiança nos serviços de entrega de encomendas e fomentar as vendas em linha"

(COM(2013)0886),

– Tendo em conta o Livro Verde da Comissão, de 29 de novembro de 2012, intitulado "Um mercado de entrega de encomendas integrado para o crescimento do comércio eletrónico na UE" (COM(2012)0698),

– Tendo em conta a Comunicação da Comissão, de 11 de janeiro de 2012, intitulada «Um enquadramento coerente para reforçar a confiança no mercado único digital do

comércio eletrónico e dos serviços em linha» (COM (2011)0942),

– Tendo em conta o Livro Branco da Comissão, de 28 de março de 2011, intitulado «Roteiro do espaço único europeu dos transportes – Rumo a um sistema de transportes competitivo e económico em recursos» (COM(2011)0144),

– Tendo em conta a sua Resolução, de 4 de fevereiro de 2014, sobre um mercado de entrega de encomendas integrado para o crescimento do comércio eletrónico na UE1, – Tendo em conta a sua resolução, de 19 de janeiro de 2016, intitulada "Rumo ao ato para

o mercado único digital"2,

– Tendo em conta o artigo 52.° do seu Regimento,

– Tendo em conta o relatório da Comissão dos Transportes e do Turismo e os pareceres da Comissão do Emprego e dos Assuntos Sociais e da Comissão do Mercado Interno e da Proteção dos Consumidores (A8-0000/2016),

A. Considerando que, entre 2012 e 2013, os serviços postais diminuíram, em média, 4.85% na UE;

B. Considerando que a concorrência nos mercados de distribuição do correio é limitada e que o seu desenvolvimento tem sido lento na maioria dos Estados-Membros,

continuando os mercados a ser dominados pelos prestadores de serviço universal; C. Considerando que o mercado da entrega de encomendas é um setor altamente

competitivo, inovador e de crescimento rápido, que atingiu um crescimento de 33 % entre 2008 e 2011 em termos de volume, e considerando que o comércio eletrónico é uma força motriz;

I. Serviço universal: reforçar a independência das autoridades reguladoras nacionais

1. Constata que, embora as normas mínimas relacionadas com a obrigação de serviço universal (envios postais até 2 kg, encomendas postais até 10-20 kg, envios por correio

1 Textos aprovados, P7_TA(2014)0067. 2 Textos aprovados, P7_TA(2016)0009.

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registado e envios com valor declarado, e outros serviços de interesse económico geral,

como jornais e periódicos) respondam às solicitações dos consumidores, os requisitos são estabelecidos pelas autoridades reguladoras nacionais (ARN) às quais foi confiada esta tarefa;

2. Insta os Estados-Membros a alargarem o papel e a independência das ARN com base em critérios de elevadas qualificações profissionais, mandatos fixos e proteção jurídica contra o despedimento sem justa causa, para que possam cumprir as suas obrigações decorrentes da diretiva relativa aos serviços postais;

3. Considera que as obrigações de independência só podem ser assumidas se as funções reguladoras das ARN forem separadas das atividades vinculadas à propriedade ou ao controlo de um operador postal; considera que os altos funcionários das ARN não devem ser autorizados a trabalhar para o operador postal público ou outras partes interessadas imediatamente após a sua saída do ARN, com vista a evitar conflitos de interesses;

4. Convida a Comissão a facilitar e a reforçar a cooperação entre as autoridades

reguladoras nacionais, na perspetiva de uma maior eficácia e a interoperabilidade numa base transfronteiras;

II. Manutenção do serviço universal e viabilização de uma concorrência justa: acesso, qualidade do serviço e necessidades dos utilizadores

5. Salienta a importância de prestar um serviço universal de alta qualidade em condições acessíveis, incluindo, pelo menos, distribuição e recolha cinco dias por semana para todos os cidadãos da UE; observa que, em alguns Estados-Membros, a regulamentação nacional ultrapassa a flexibilidade prevista na Diretiva Serviços Postais; insta a

Comissão a reafirmar que a baixa densidade populacional não constitui fundamento para reduzir a frequência da entrega no âmbito das obrigações do serviço universal; 6. Insta os Estados-Membros e a Comissão a controlarem a prestação de serviços postais

como um serviço público, com vista a assegurar condições de concorrência equitativas entre os fornecedores e evitar uma subvenção cruzada, e a analisarem se as

compensações do serviço público são aplicadas de uma forma proporcionada, transparente e equitativa;

7. Exorta os Estados-Membros a utilizarem instrumentos de auxílios estatais de uma forma transparente e não discriminatória e a garantirem que os clientes continuem a ter acesso aos serviços postais, através da manutenção de um número mínimo de serviços no mesmo ponto de acesso;

8. Exorta a Comissão a apresentar uma definição harmonizada de serviço universal que estabeleça um nível mínimo de serviços para os consumidores; convida os Estados-Membros a continuarem a harmonizar os processos de licenciamento, a fim de diminuírem obstáculos injustificados dentro do mercado interno;

9. Recorda que a isenção de IVA para os serviços postais tem de ser aplicada de modo a minimizar distorções da concorrência entre os antigos monopólios e os novos

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liberdade de prestar serviços postais em toda a Europa;

10. Insta a Comissão a estabelecer normas mínimas para serviços de valor acrescentado, como o sistema de acompanhamento e localização, locais de recolha/entrega, a

faculdade de escolher uma hora de entrega, e procedimentos de devolução adequados; 11. Considera que a qualidade do serviço deve ser avaliada com base em normas mínimas à

escala europeia, com vista a criar um setor postal europeu plenamente integrado;

III. A dimensão transfronteiras e o comércio eletrónico

12. Solicita aos Estados-Membros que garantam a interoperabilidade das redes postais regionais e, sempre que existam vários prestadores de serviço universal, que evitem entraves ao transporte dos envios postais;

13. Considera que a entrega de encomendas é um setor altamente competitivo, inovador e de crescimento rápido, e que qualquer novo regulamento no mercado de entrega de encomendas deve, por conseguinte, ser proporcionado e apoiar-se em dados económicos sólidos;

14. Exorta a Comissão a reforçar a supervisão do mercado de entrega de encomendas, nomeadamente melhorando a capacidade de os reguladores nacionais avaliarem a concorrência e identificarem práticas anticoncorrenciais;

15. Salienta a importância de aumentar a confiança dos consumidores e a confiança nas entregas transfronteiras; considera que uma maior transparência no que diz respeito às opções de entrega, às modalidades e à qualidade/desempenho (velocidade, cobertura geográfica, atrasos e tratamento de objetos perdidos ou danificados), bem como os rótulos de confiança, poderiam resolver o problema da falta de confiança;

16. Convida os Estados-Membros e a Comissão a melhorarem a transparência no que diz respeito às condições de fixação de preços e ao desempenho do serviço (opções de entrega, última entrega, fiabilidade), especialmente no que respeita ao comércio eletrónico; salienta a importância de dispor de preços de entrega transfronteiras acessíveis, de modo a colmatar o fosso entre preços nacionais e preços transfronteiras; exorta a Comissão a analisar por que razão os preços em alguns itinerários

transfronteiriços são mais elevados numa direção do que noutra;

17. Insta a Comissão a promover a estratégia sobre o comércio eletrónico e a entrega de encomendas transfronteiras e a elaborar indicadores conjuntos de qualidade do serviço de entrega, para que os consumidores possam comparar as ofertas de diferentes

prestadores de serviços; propõe que seja melhorada a interoperabilidade ao longo da cadeia de entrega e desenvolvidas melhores práticas para os retalhistas em linha; 18. Incentiva os Estados-Membros a apoiarem reduções de custos, melhorando a

interoperabilidade dos processos de recolha e de transporte de encomendas, e a elaborarem normas europeias para os sistemas integrados de localização; recorda a necessidade de promover a qualidade, a fiabilidade e a sustentabilidade dos serviços integrados de logística; anima à criação de plataformas de cooperação e de intercâmbio de informações entre os operadores de serviços de entrega;

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19. Insta a Comissão e os Estados-Membros a investigarem o funcionamento da entrega de

encomendas transfronteiras, em conformidade com as várias regras, resultantes tanto de acordos comerciais internacionais (por exemplo, as regras da União Postal Universal - UPU -, Organização da Aviação Civil Internacional - OACI) como da legislação da UE (p. ex. o Código Aduaneiro da União), especialmente a obrigação de serviço universal, que podem ser utilizados de forma abusiva e gerar distorções de mercado;

IV. Dimensão social: melhoria do emprego

20. Insta os Estados-Membros a assegurarem condições de trabalho decentes a todos os trabalhadores do setor dos serviços postais; recomenda um estreito acompanhamento da evolução atinente ao mercado de trabalho no setor dos serviços postais, em

conformidade com a legislação nacional;

21. Considera que uma maior concorrência não deve gerar práticas sociais ilegais ou conduzir à degradação das condições de trabalho;

22. Encarrega o seu Presidente de transmitir a presente resolução ao Conselho e à Comissão.

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EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS

A revisão dos serviços postais em 2008 alcançou objetivos fundamentais da liberalização dos serviços postais europeus. No entanto, os serviços postais sofreram enormes alterações desde a abertura total do mercado dos serviços postais em 2008. Por um lado, as comunicações em papel registaram uma quebra em muitos Estados-Membros. O número de cartas diminuiu em toda a UE e, entre 2012 e 2013, a taxa média de declínio na UE-28 foi de 4,85 %. Por outro lado, as novas tecnologias tornam mais convenientes as compras em linha e, por isso, fazem aumentar o número de embalagens e de encomendas processadas pelos operadores postais. Por conseguinte, as receitas das encomendas postais e do correio expresso representam agora mais de metade do total das receitas do setor postal. Nos últimos cinco anos, e devido ao crescimento do comércio eletrónico, o segmento «empresas a consumidores» cresceu rapidamente nos mercados de encomendas, ao passo que a concorrência no mercado de cartas tem progredido lentamente, apesar da abertura total do mercado em toda a UE.

Bons serviços postais são uma parte essencial da comunicação no mercado interno da UE. Da recolha ao transporte, da triagem à distribuição de cartas e de encomendas ao domicílio e serviços, os prestadores de serviços postais oferecem uma vasta gama de serviços a um preço acessível. O setor postal da UE continua a ser o principal fator de coesão social, económica e territorial e para o desenvolvimento do mercado único digital. A distribuição postal e de encomendas postais fiável e a preços comportáveis continua a ser de importância crucial para o mercado único. Os serviços postais abrangem uma grande variedade de serviços, desde as cartas e encomendas aos serviços de valor acrescentado. Outros setores, como o comércio eletrónico, a edição, as vendas por correspondência, os seguros, a atividade bancária e a publicidade, dependem em grande medida da infraestrutura postal.

Em 2009, à escala europeia, os serviços postais representaram um volume de negócios anual de 72 mil milhões de euros, o que corresponde a 0,62 % do PIB da UE na UE. No que diz respeito aos serviços universais, foram expedidos por prestadores de serviços universais na UE em 2013 mais de 85 mil milhões de envios postais e quase 2 mil milhões de encomendas. O setor postal europeu representava um volume de negócios anual de 91 mil milhões de EUR em 2011, equivalente a 0,72 % do PIB da UE. Os operadores postais oferecem uma vasta gama de serviços e representam uma parte importante da economia. No entanto, a principal tendência incide nos serviços de entrega de encomendas, devido ao desenvolvimento do comércio eletrónico, ao passo que a procura de distribuição de cartas, jornais, revistas, publicidade e outros documentos tem vindo a baixar, devido ao aumento dos serviços avançados de comunicação eletrónica. Entretanto, a entrega de encomendas é um setor competitivo, inovador e em rápido crescimento. Na UE-27, apenas 9 % dos consumidores e 18 % dos retalhistas utilizam o comércio eletrónico transfronteiras. A União Europeia continuará o roteiro para a conclusão do mercado único da entrega de encomendas.

Cerca de 1,2 milhões de pessoas trabalham para prestadores do serviço postal universal, a que se juntam as pessoas que trabalham para outros operadores de distribuição de cartas e encomendas. Estima-se que o setor dos serviços de entrega expresso empregava 272.000 trabalhadores em 2010, e prevê-se que esse número aumente para 300.000 até 2020.

Uma das principais tarefas da Comissão é promover e salvaguardar a concorrência efetiva no setor dos serviços postais. A promoção de uma maior concorrência neste setor é também

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importante para atingir os objetivos da Estratégia Europa 2020 para um crescimento

Referências

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