• Nenhum resultado encontrado

Águas Subterrâneas

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2022

Share "Águas Subterrâneas"

Copied!
27
0
0

Texto

(1)

Águas

Subterrâneas

Ministério do Meio Ambiente

Programa de Águas

Subterrâneas

(2)

Livros Grátis

http://www.livrosgratis.com.br

Milhares de livros grátis para download.

(3)

2

Presidente: Fernando Henrique Cardoso

Vice-Presidente: Marco Antônio de Oliveira Maciel Ministério do Meio Ambiente

Ministro: José Sarney Filho

Secretário-Executivo: José Carlos Carvalho

Secretário de Recursos Hídricos: Raymundo José Santos Garrido

Diretor-Presidente da Agência Nacional de Águas: Jerson Kelman

(4)

Ministério do Meio Ambiente

Programa de Águas Subterrâneas

Brasília - DF 2001

(5)

4

M INISTÉRIO DO M EIO A MBIENTE -MMA

Secretaria de Recursos Hídricos - Secretaria de Recursos Hídricos - Secretaria de Recursos Hídricos - Secretaria de Recursos Hídricos -

Secretaria de Recursos Hídricos - DiretoresDiretoresDiretoresDiretoresDiretores Júlio Thadeu Silva Kettelhut

Oscar Cabral de Melo

Agência Nacional de Águas - Agência Nacional de Águas - Agência Nacional de Águas - Agência Nacional de Águas -

Agência Nacional de Águas - DiretoresDiretoresDiretoresDiretoresDiretores Benedito Pinto Ferreira Braga Júnior Ivo Brasil

Lauro Sérgio de Figueiredo

Marcos Aurélio Vasconcelos de Freitas Concepção e Elaboração

Concepção e Elaboração Concepção e Elaboração Concepção e Elaboração Concepção e Elaboração Júlio Thadeu Silva Kettelhut Diretoria de Gestão Integrada Roberto Moreira Coimbra

Gerência de Políticas e Diretrizes/SRH Luiz Amore

Coordenação Águas Subterrâneas Equipe Técnica

Equipe Técnica Equipe Técnica Equipe Técnica Equipe Técnica

Daniel Batista de Oliveira Carvalho (Estagiário) Francis Priscilla Vargas Hager (Geóloga) Frederico Correia (Engenheiro Civil) José Ribamar da Costa Silva (Geógrafo) Luiz Amore (Engenheiro Geólogo)

Wilthon Oliveira Arruda (Apoio em Informática)

Colaboração Colaboração Colaboração Colaboração Colaboração

Aldo da Cunha Rebouças (Consultor SRH/MMA) João Carlos Simanke (CTAS/CNRH)

Maria Manuela Martins Alves Moreira (Gerente de Projeto de Cooperação Técnico-Científica)

www.mma.gov.br

Secretaria de Recursos Hídricos Secretaria de Recursos Hídricos Secretaria de Recursos Hídricos Secretaria de Recursos Hídricos Secretaria de Recursos Hídricos Endereço: SGAN, Quadra 601, Lote 1 Ed. sede da CODEVASF – 4º Andar 70830-901 – Brasília-DF

Tel: (61) 317-1292 Fax: (61) 225-6359 Agência Nacional de Águas - ANA Agência Nacional de Águas - ANA Agência Nacional de Águas - ANA Agência Nacional de Águas - ANA Agência Nacional de Águas - ANA

Setor Policial Sul, Área 5, Quadra 03, Bloco B 71610-200 – Brasília-DF

Tel: (61) 445-5400

556.3 Águas subterrâneas : Programa de Águas Subterrâ- neas / Ministério do Meio Ambiente. Brasília: MMA, 2001.

21p. ; il.

1 - Águas Subterrâneas 2 - Recursos Hídricos 3 - Política Setorial.

A282

Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Geraldo Rocha da Codevasf.

Ilustração da capa:

Bloco diagrama de paisagem ressaltando os fluxos de águas subterrâneas.

Fonte: Cortesia do “United States Geological Survey”, Circular 1139.

Versão eletrônica atualizada

(6)

S UMÁRIO

APRESENTAÇÃO... 7

COMENTÁRIOSSOBREO PROGRAMA... 9

OCORRÊNCIADAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS... 10

IMPORTÂNCIADAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS... 11

O PROGRAMADE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS: JUSTIFICATIVA ... 12

PROGRAMADE ÁGUAS SUBTERRÂNEAS: SUBPROGRAMAS... 13

CONHECIMENTO BÁSICO: APRESENTAÇÃO... 14

CONHECIMENTO BÁSICO: PRIORIDADES... 15

ASPECTOS INSTITUCIONAISE LEGAIS: APRESENTAÇÃO... 16

ASPECTOS INSTITUCIONAISE LEGAIS: PRIORIDADES... 17

PROJETOS DEMONSTRATIVOSEM ESCALA PILOTO: APRESENTAÇÃO... 18

PROJETOS DEMONSTRATIVOSEM ESCALA PILOTO: PRIORIDADES... 19

MOBILIZAÇÃO SOCIALPARA GESTÃO: APRESENTAÇÃO... 20

MOBILIZAÇÃO SOCIALPARA GESTÃO: PRIORIDADES... 21

(7)

6

(8)

A PRESENTAÇÃO

Entre os avanços da Política Nacional de Recursos Hídricos que procurei concretizar desde o primeiro dia de minha gestão frente ao Ministério do Meio Ambiente, está a criação da Agência Nacional de Águas – ANA, instalada em dezembro próximo passado.

Com o início de operação da ANA, a Secretaria de Recursos Hídricos passou a ocupar- se da relevante tarefa da formulação da política, transferindo à mencionada agência o conjun- to de trabalhos de implementação dessa mesma política.

Neste momento, torna-se necessária, no campo da elaboração da política, uma maior integração entre União e estados bem como entre águas superficiais e águas subterrâneas, daí porque o MMA está lançando o Programa de Política Setorial para Águas Subterrâneas, em articulação com o Departamento Nacional da Produção Mineral e as unidades federadas.

A maioria dos estados brasileiros ainda carecem de uma legislação e ação específica para essa importante fração dos recursos hídricos que são, constitucionalmente, de domínio dos estados. Por outro lado, a Constituição Federal estabeleceu que os recursos do subsolo são bens da União e, particularmente, com respeito às águas subterrâneas é o DNPM o órgão gestor que através dos Códigos de Mineração e de Águas Minerais (Decretos Leis nºs 227/67 e 7.841/45) e legislação complementar pertinente, administra as autorizações de pesquisa e lavra de água mineral, termal, gasosa, potável de mesa e destinada a fins balneáreos.

Assim, o Ministério do Meio Ambiente busca interagir com os Poderes Executivos Estaduais, com o objetivo de cooperar na elaboração da legislação estadual, oferecendo subsídios e apoio técnico, dando, com esta iniciativa, mais um importante passo para o avanço da Política Nacional de Recursos Hídricos.

Brasília, 22 de Março de 2001.

José Sarney Filho Ministro do Meio Ambiente

(9)

8

(10)

C OMENTÁRIOS SOBRE O P ROGRAMA

Não se discute a importância das águas subterrâneas no contexto da gestão dos recursos hídricos. Com um volume armazenado estimado em 112.000 km3 em seu subsolo, o Brasil é também um país rico nesse recurso natural.

Embora a gestão dos recursos hídricos em nosso País tenha dado maior ênfase às águas superficiais, não se pode desconsiderar o binômio águas superficiais e águas subterrâneas, dado que ambas as frações se intercomunicam, fazendo parte, em conjunto com a porção atmosférica, do ciclo hidrológico. Diversos aqüíferos se estendem por área subjacente a vários estados, chegando a alcançar países vizinhos, o que impõe uma articulação dos entes federados para a gestão deste recurso natural.

Por orientação do Ministro Sarney Filho, a Secretaria de Recursos Hídricos e a Agên- cia Nacional de Águas-ANA elaboraram o Programa de Águas Subterrâneas, em lançamento, objetivando interagir com os estados federados, entidades e órgãos federais relacionados com os recursos hídricos, para o aperfeiçoamento do conhecimento técnico do problema e avanço da legislação pertinente.

Contatos mantidos com os poderes executivos estaduais já indicam uma significativa adesão ao programa.

Raymundo José Santos Garrido Secretário de Recursos Hídricos

Jerson Kelman

Diretor-Presidente da Agência Nacional de Águas

(11)

10

TTTTTotal de água da Total de água da Total de água da Total de água da Total de água da Terraerraerraerraerra

9 7 , 5 % 9 7 , 5 % 9 7 , 5 % 9 7 , 5 % 9 7 , 5 % Água salgada Água salgada Água salgada Água salgada Água salgada 68,9% Calotas 68,9% Calotas 68,9% Calotas 68,9% Calotas 68,9% Calotas polares e geleiras polares e geleiras polares e geleiras polares e geleiras polares e geleiras 29,9% Água 29,9% Água 29,9% Água 29,9% Água 29,9% Água subterrânea doce subterrânea docesubterrânea doce subterrânea doce subterrânea doce

0,9% outros 0,9% outros 0,9% outros 0,9% outros 0,9% outros r e s e r v a t ó r i o s r e s e r v a t ó r i o s r e s e r v a t ó r i o s r e s e r v a t ó r i o s r e s e r v a t ó r i o s

O CORRÊNCIA DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS

• A água subterrânea corresponde à par- cela mais lenta do ciclo hidrológico e constitui nossa principal reserva de água, ocorrendo em volumes muito su- periores ao disponíveis na superfície;

• As águas subterrâneas ocorrem preen- chendo espaços formados entre os grâ- nulos minerais e nas fissuras das ro- chas, que se denominam aqüíferos;

• As águas subterrâneas representam a parcela da chuva que se infiltra no sub- solo e migra continuamente em direção

às nascentes, leitos de rios, lagos e oce- anos;

• Os aqüíferos, ao reterem as águas das chuvas, desempenham papel fundamen- tal no controle das cheias;

• Nos aqüíferos, as águas encontram pro- teção natural contra agentes poluidores ou perdas por evaporação;

• A contaminação, quando ocorre, é mui- to mais lenta e os custos para recupera- ção podem ser proibitivos.

Ilustrações 1 e 2:

Volumes de água em circulação na Terra. Os fluxos estão em km³ por ano (1 km³ = 1 bilhão de m³).

A ilustração ao lado apresenta a distribuição de água na Terra num dado instante.

Fonte: Shiklomanov em IPH/Unesco, 1998, adaptado de Rebouças e outros em Águas Doces no Brasil, 1999.

Área das calotas e Área das calotas e Área das calotas e Área das calotas e Área das calotas e g e l e i r a s g e l e i r a s g e l e i r a s g e l e i r a s g e l e i r a s 16 milhões de km² 16 milhões de km² 16 milhões de km² 16 milhões de km² 16 milhões de km²

Área dos Área dosÁrea dos Área dos Área dos c o n t i n e n t e s c o n t i n e n t e sc o n t i n e n t e s c o n t i n e n t e s c o n t i n e n t e s 149 milhões de km² 149 milhões de km²149 milhões de km² 149 milhões de km² 149 milhões de km²

Área dos oceanos Área dos oceanos Área dos oceanos Área dos oceanos Área dos oceanos 361 milhões de km² 361 milhões de km² 361 milhões de km² 361 milhões de km² 361 milhões de km² Precipitação sobre

os continentes

119.000 Evapotranspiração dos continentes

74.200

Fluxo dos rios para os oceanos

43.000

Precipitação sobre os oceanos

458.000 Evaporação dos oceanos 503.000

Fluxo subterrâneo Fluxo subterrâneo Fluxo subterrâneo Fluxo subterrâneo Fluxo subterrâneo

para os rios para os riospara os rios para os rios para os rios 1 3 . 0 0 0 1 3 . 0 0 0 1 3 . 0 0 0 1 3 . 0 0 0 1 3 . 0 0 0

Volume de vapor Volume de vaporVolume de vapor Volume de vapor Volume de vapor na atmosfera na atmosfera na atmosfera na atmosfera na atmosfera

1 3 . 0 0 0 1 3 . 0 0 0 1 3 . 0 0 0 1 3 . 0 0 0 1 3 . 0 0 0

0,3% Água 0,3% Água 0,3% Água 0,3% Água 0,3% Água doce nos doce nosdoce nos doce nosdoce nos rios e lagos rios e lagos rios e lagos rios e lagos rios e lagos

1.386 milhões km³ 1.386 milhões km³1.386 milhões km³ 1.386 milhões km³ 1.386 milhões km³

(12)

I MPORTÂNCIA DAS ÁGUAS SUBTERRÂNEAS

• No Brasil, em geral, as águas subterrâ- neas abastecem rios e lagos. Por isso, mesmo na época seca, a maioria dos nossos rios é perene;

• Os aqüíferos têm importância estraté- gica e suas funções são ainda pouco ex- ploradas, tais como: produção, armaze- namento, transporte, regularização, fil- tragem e auto-depuração, além da fun- ção energética, quando as águas saem naturalmente quentes do subsolo;

• Os usos múltiplos das águas subterrâ- neas são crescentes: abastecimento, irrigação, calefação, balneoterapia,

engarrafamento de águas minerais e po- táveis de mesa e outros;

• De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE (Recursos Naturais e Meio Ambiente, 1998) esti- ma-se que 51% do suprimento de água potável seja originado do recurso hídri- co subterrâneo;

• As águas subterrâneas têm grande al- cance social pois os poços, quando bem construídos e protegidos, garantem a saúde da população.

Ilustração 3:

Os padrões de fluxo das águas subterrâneas variam

enormemente em distância, profundidade e tempo de viagem entre os pontos de recarga e descarga do sistema subterrâneo.

O conhecimento do regime de fluxo é a base da gestão integrada subterrânea e superficial considerando a bacia hidrográfica e unidade de planejamento.

Fonte: Cortesia do “United States Geological Survey”, Circular 1139.

ÁREA DE RECARGA ÁREA DE RECARGA ÁREA DE RECARGA ÁREA DE RECARGA ÁREA DE RECARGA

ÁREAS DE DESCARGA ÁREAS DE DESCARGA ÁREAS DE DESCARGA ÁREAS DE DESCARGA ÁREAS DE DESCARGA

Nível Freático Nível Freático Nível Freático Nível Freático Nível Freático A q ü í f e r o A q ü í f e r o A q ü í f e r o A q ü í f e r o A q ü í f e r o não confinado não confinado não confinado não confinado não confinado

A q ü í f e r o A q ü í f e r o A q ü í f e r o A q ü í f e r o A q ü í f e r o C o n f i n a d o C o n f i n a d o C o n f i n a d o C o n f i n a d o C o n f i n a d o

A q ü í f e r o A q ü í f e r oA q ü í f e r o A q ü í f e r oA q ü í f e r o C o n f i n a d o C o n f i n a d oC o n f i n a d o C o n f i n a d o

C o n f i n a d o M i l ê n i o sM i l ê n i o sM i l ê n i o sM i l ê n i o sM i l ê n i o s S é c u l o s S é c u l o s S é c u l o s S é c u l o s S é c u l o s

Camada de confinamento Camada de confinamento Camada de confinamento Camada de confinamento Camada de confinamento

Camada de Camada deCamada de Camada deCamada de confinamento confinamentoconfinamento confinamentoconfinamento Di as Di as Di as Di as Di as

AnosAnos Anos Anos

Anos D

i as Di as Di as Di as Di as Anos Anos Anos Anos Anos

(13)

12

O P ROGRAMA DE Á GUAS S UBTERRÂNEAS : JUSTIFICATIVA

• A necessidade da gestão integrada da água surge do exercício dos instru- mentos da Política Nacional dos Re- cursos Hídricos;

• O controle dos usos e da qualidade das águas subterrâneas é ainda insa- tisfatório, dada a dispersão e a falta de articulação legal e institucional;

• São vários os organismos que têm atribuições intervenientes na gestão das águas subterrâneas. É necessário que esses órgãos estejam devidamen- te articulados para viabilizar a ges- tão integrada;

• As legislações existentes apresentam lacunas, e até mesmo conflitos, neces- sitando ser ajustadas para promover a gestão integrada dos recursos hídri- cos;

• Existe reconhecida carência de co- nhecimentos básicos em águas subter- râneas, que necessitam ser rapidamen- te desenvolvidos;

• A mobilização social é que garante a vigilância da sociedade para o uso e controle racionais das águas subter- râneas.

Ilustração 4:

A figura apresenta a principal característica da maioria dos rios brasileiros que é a de receberem água dos aqüíferos para a

formação de seu regime perene, isto é, rios que nunca secam.

Esta característica reforça a necessidade do gerenciamento integrado, pois cuidar do componente subterrâneo é a garantia de que não haverá falta de água nos rios.

Fonte: Cortesia do “United States Geological Survey”, Circular 1139.

RIO EFLUENTE RIO EFLUENTERIO EFLUENTE RIO EFLUENTERIO EFLUENTE

Sentido do escoamento Sentido do escoamento Sentido do escoamento Sentido do escoamento Sentido do escoamento

Aqüífero Livre Aqüífero LivreAqüífero Livre Aqüífero LivreAqüífero Livre

Zona não saturada Zona não saturada Zona não saturada Zona não saturada Zona não saturada

(14)

CONHECIMENTO BÁSICO

ASPECTOS INSTITUCIONAIS E LEGAIS

PROJETOS DEMONSTRATIVOS EM ESCALA PILOTO MOBILIZAÇÃO SOCIAL PARA A GESTÃO

Ilustração 5: Utilização da água subterrânea para balneoterapia. Poço Piratuba - SC, altura do jato: 35 m, profundidade do poço: 718 m, temperatura da água: 38ºC.

Fonte: Cortesia da Unidade Estadual de Preparação do Projeto Aqüífero Guarani do Estado de Santa Catarina. Foto de Mário Alano.

P ROGRAMA DE Á GUAS S UBTERRÂNEAS : S UBPROGRAMAS

P ROGRAMA DE Á GUAS S UBTERRÂNEAS :

S UBPROGRAMAS

(15)

14

C ONHECIMENTO BÁSICO : APRESENTAÇÃO

As grandes províncias hidrogeológicas brasileiras estão definidas, porém os aqüífe- ros não estão ainda completamente caracte- rizados. Os estudos existentes concentram- se nas regiões Nordeste e Sudeste.

Em geral, o conhecimento hidrogeoló- gico dá ênfase à obra de perfuração ou em pequenas porções dos aqüíferos.

A falta de regulamentação do setor con- tribuiu para uma enorme dispersão de dados em empresas ou organismos contratantes.

O conhecimento hidrogeológico não tem considerado o sistema aqüífero como um todo e suas inter-relações com as águas superfici- ais. Em conseqüência, os volumes explotados, ou extraídos dos aqüíferos, em certas regiões, têm sido maiores que as recargas naturais.

#

De forma a desenvolver os co- nhecimentos básicos necessári- os à promoção da gestão integrada das águas, foram se- lecionadas as pri- oridades cons- tantes da página seguinte.

Ilustração 6:

As águas subterrâneas interagem com todas as paisagens desde as montanhas

até os oceanos. Essa situação é intensificada no Brasil pelo regime tropical de chuvas.

Fonte: Cortesia do “United States Geological Survey”, Circular 1139.

(16)

C ONHECIMENTO BÁSICO : PRIORIDADES

• Desenvolver base cartográfica dos aqüíferos mais promissores em escala de 1:250.000 e do Brasil ao milionési- mo;

• Promover a caracterização básica dos sistemas aqüíferos, incluindo: parâme- tros hidrogeológicos, definição das re- servas, modelos de fluxo e áreas de re- carga e descarga;

• Caracterizar os fluxos de água entre os subsistemas subterrâneo, superficial e atmosférico;

• Fomentar a pesquisa básica e tecnoló- gica para a gestão integrada das águas;

• Promover o zoneamento hidroquímico de aqüíferos;

• Definir critérios para cumprimento das funções e conservação dos aqüíferos, em especial as condições de construção, operação e abandono das obras de cap- tação;

• Desenvolver estudos de economia dos recursos hídricos e valoração de aqüí- feros;

• Promover o desenvolvimento metodo- lógico para estabelecimento de períme- tros de proteção e controle.

Fonte: Mapa Hidrogeológico do Brasil - DNPM/CPRM, 1983

Ilustração 7:

Províncias hidrogeológicas do Brasil.

(17)

16

A SPECTOS LEGAIS E INSTITUCIONAIS :

APRESENTAÇÃO

Do ponto de vista institucional ocorre uma enorme dispersão no tratamento das águas subterrâneas. As águas subterrâne- as, de acordo com a Constituição Federal, são de domínio dos estados. Entretanto, os aqüíferos transcendem os limites estaduais e até nacionais, tornando imprescindível a presença da União. Por outro lado, as águas subterrâneas classificadas como minerais ou potáveis de mesa para engarrafamento, ven- da, balneoterapia e uso geotermal são de res- ponsabilidade da União, sendo outorgadas pelo Departamento Nacional da Produção Mineral-DNPM.

Estados como São Paulo e Pernambuco contam com lei específica de águas subter- râneas. Outros estados têm procurado inte- grar as águas subterrâneas à Política Esta- dual de Recursos Hídricos, com destaque os estados do Paraná e do Piauí. Apesar de po- sitivos, esses esforços ainda não promovem a gestão integrada das águas.

Do ponto de vista dos aqüíferos, se o tratamento dessas águas e do meio ambiente

não for articulado, não haverá integração da gestão. É necessária a promoção de ajustes em todas as legislações de forma a orientar a gestão integrada.

O primeiro marco para a integração das águas subterrâneas e águas superficiais, no âmbito da Política Nacional de Recursos Hí- dricos, foi a elaboração, pela Câmara Técnica de Águas Subterrâneas-CTAS e aprovação pelo Conselho Nacional de Recursos Hídri- cos-CNRH, da Resolução n.°15, publicada em 12 de janeiro de 2001, que estabelece dire- trizes para gestão integrada das águas ( w w w. c n r h - s r h . g o v. b r / r e s o l u c o e s / R015.htm).

#

Para desenvolver o marco legal da ges- tão e a capacidade institucional aos níveis fe- deral e estaduais, foram selecionadas as pri- oridades da página seguinte.

(18)

A SPECTOS INSTITUCIONAIS E LEGAIS :

PRIORIDADES

• Desenvolver articulação entre os diver- sos órgãos e entidades de governo para a gestão integrada das águas ;

• Desenvolver diretrizes para a gestão in- tegrada das águas, a serem aprovadas pelo CNRH;

• Promover análise integrada das normas existentes para projeto, construção e operação de poços;

• Apoiar os estados para o desenvolvi- mento das normas legais necessárias à administração e operacionalização da gestão integrada das águas;

• Estabelecer mecanismos de cooperação para a gestão integrada entre os diver- sos agentes públicos e privados envol- vidos;

• Integrar os sistemas de informação de águas subterrâneas, superficiais e at- mosféricas;

• Desenvolver e integrar cadastros de po- ços dos aqüíferos, com indicação das vazões efetivamente extraídas e os res- pectivos regimes de operação;

• Desenvolver modelos de suporte à de- cisão;

• Desenvolver modelos de gerenciamen- to e tratamento de informações com vis- tas à gestão integrada.

Ilustração 8:

A construção de poços de acordo com as normas da ABNT, registro no CREA e o controle pelos orgãos outorgantes são alguns dos requisitos para se obter uma água de boa qualidade. Criar as condições para integração, adaptação e cumprimento da legislação existente é o primeiro passo necessário para a gestão dos aqüíferos.

Fonte: Cortesia André L. Bonacin Silva

(19)

18

P ROJETOS DEMONSTRATIVOS EM ESCALA PILOTO : APRESENTAÇÃO

Dada a diversidade hídrica e a imensidão do território nacional, é necessária a escolha de projetos pilotos em áreas específicas, de forma a minimizar os erros e potencializar os recursos aplicados.

O primeiro projeto de gestão integrada sustentável das águas subterrâneas é o Pro- jeto Aqüífero Guarani, em fase de prepara- ção pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uru- guai, com recursos do Global Environmen- tal Facility-GEF e participação do Banco Mundial, como organismo implementador, e da Organização dos Estados Americanos- OEA, como agência executora do processo de integração das nações envolvidas. O sur- gimento de novas parcerias e projetos é tam- bém objetivo do Programa de Águas Subter- râneas.

A ação do Ministério do Meio Ambiente na preparação do Projeto Aqüífero Guarani, o credencia para a proposição do presente Programa.

#

Novos projetos demonstrativos, em es- cala piloto e em áreas específicas, deverão embasar o surgimento de projetos de geren- ciamento nos temas prioritários adiante exem- plificados.

(20)

P ROJETOS DEMONSTRATIVOS EM ESCALA PILOTO : PRIORIDADES

• Preparar, elaborar e implementar o Pro- jeto Aqüífero Guarani;

• Elaborar mapas de risco dos aqüíferos (vulnerabilidade natural x carga contami- nante);

• Implantar rede de monitoramento de aqüíferos em tempo compatível com os processos de recarga naturais e artificiais;

• Realizar estudos para a promoção de re- carga artificial com água de enchentes dos rios, excedentes periódicos das estações de tratamento de águas, águas pluviais co- letadas por coberturas de edificações, pistas de pouso, auto-estradas, pátios e outros implúvios para aumentar as dispo- nibilidades de água e atenuação de even- tos críticos;

• Realizar estudos de armazenamento e re- cuperação de água injetada em aqüíferos para abastecimento de água não potável no meio urbano, indústrias e agricultura, principalmente;

• Realizar estudos para poços radiais;

• Definir taxas de infiltração natural, a partir das descargas de base dos rios, como subsídio à gestão do uso e ocupação do solo no mu- nicípio;

• Conter cunhas salinas;

• Controlar processos de salinização de poços e aqüíferos;

• Realizar estudos de barragens subterrâ- neas;

• Promover dessalinização e uso de sal- mouras;

• Promover reúso de águas e infiltração nos aqüíferos;

• Promover práticas agrícolas para aumen- to das disponibilidades e melhoria da qualidade das águas;

• Promover práticas de saneamento para proteção de águas subterrâneas.

Fonte: Unidade Nacional de Preparação do Projeto Aqüífero Guarani - UNPP/Brasil, 2000

Ilustração 9:

Localização aproximada do Aqüífero Guarani na América do Sul.

(21)

20

M OBILIZAÇÃO SOCIAL PARA A GESTÃO :

APRESENTAÇÃO

O desenvolvimento da gestão integrada das águas subterrâneas e superficiais exige a participação da sociedade. A sociedade como um todo deve estar preparada para defender as águas e a qualidade de vida dentro de uma compreensão sistêmica e integrada.

A interação das águas superficiais e sub- terrâneas é dinâmica e tem dupla via. Se as ligações entre os sistemas forem rompidas, pelo uso inadequado do solo e do ambiente, correr-se-á o risco de não se ter os rios pere- nizados nas secas ou as catástrofes aumenta- das nas cheias.

É importante informar a sociedade so- bre o alcance econômico do uso da água sub- terrânea para o consumo humano, principal- mente, e suas implicações sobre a saúde do ambiente e da população.

#

Para que a participação e a vigilância da sociedade sejam efetivas ela deverá estar informada e mobilizada. Para tanto, serão realizadas as ações prioritárias adiante discri- minadas.

(22)

M OBILIZAÇÃO SOCIAL PARA A GESTÃO :

PRIORIDADES

• Estimular os estados para a gestão inte- grada das águas;

• Capacitar tecnicamente a sociedade ci- vil, usuários, educadores, gestores pri- vados e públicos (municipais, estadu- ais e federais);

• Desenvolver campanhas de informação e educação hidroambiental para mobi- lizar os diversos segmentos da popula- ção;

• Desenvolver campanhas de envolvimen- to e mobilizar a sociedade civil e seto- res usuários das águas subterrâneas.

Ilustração 10:

Mobilizar a sociedade para cuidar das águas é a garantia de usufruto pelas atuais e futuras gerações.

Fonte: Cortesia “Programa Curso D´Água”, Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul - CEIVAP, Muriaé - MG.

Foto: Andréa Carestiato.

(23)

22

(24)
(25)

24

(26)

Livros Grátis

( http://www.livrosgratis.com.br ) Milhares de Livros para Download:

Baixar livros de Administração Baixar livros de Agronomia Baixar livros de Arquitetura Baixar livros de Artes

Baixar livros de Astronomia Baixar livros de Biologia Geral

Baixar livros de Ciência da Computação Baixar livros de Ciência da Informação Baixar livros de Ciência Política

Baixar livros de Ciências da Saúde Baixar livros de Comunicação

Baixar livros do Conselho Nacional de Educação - CNE Baixar livros de Defesa civil

Baixar livros de Direito

Baixar livros de Direitos humanos Baixar livros de Economia

Baixar livros de Economia Doméstica Baixar livros de Educação

Baixar livros de Educação - Trânsito Baixar livros de Educação Física

Baixar livros de Engenharia Aeroespacial Baixar livros de Farmácia

Baixar livros de Filosofia Baixar livros de Física

Baixar livros de Geociências

Baixar livros de Geografia

Baixar livros de História

Baixar livros de Línguas

(27)

Baixar livros de Literatura

Baixar livros de Literatura de Cordel Baixar livros de Literatura Infantil Baixar livros de Matemática Baixar livros de Medicina

Baixar livros de Medicina Veterinária Baixar livros de Meio Ambiente

Baixar livros de Meteorologia Baixar Monografias e TCC Baixar livros Multidisciplinar Baixar livros de Música Baixar livros de Psicologia Baixar livros de Química

Baixar livros de Saúde Coletiva

Baixar livros de Serviço Social

Baixar livros de Sociologia

Baixar livros de Teologia

Baixar livros de Trabalho

Baixar livros de Turismo

Referências

Documentos relacionados

Segundo Schumpeter, ser um empreendedor não era simplesmente sinônimo de ser o proprietário, administrador ou investidor de um negócio: o que distinguia os empreendedores de

Embora seja conhecido mais pela sua inserção em telenovelas, o merchandising autorreferencial pode ser utilizado pelas emissoras em outros formatos de suas programações,

Nessas horas, somos temporariamente levados para um mundo que ainda não é o nosso.. Preencha seu pedido de oração

Este trabalho teve por objetivos avaliar a cinética de decomposição do gás ozônio, o efeito do gás como agente fungicida e detoxificante sobre aflatoxinas e

internacional de Arte contemporânea sesc –Videobrasil – Panora- mas do sul (coletiva/sesc Pompeia, Novembro, 2013 – Fevereiro, 2014), Gil70 (coletiva), O que pensei até agora e o

Draw-a-Person, Projection, Empirical analysis, Validity... melhor forma de analisá-lo. Na busca de critérios de avaliação adequados, diver- sos sistemas de interpretação foram

Inscrição do projeto de TCC 1 É a inscrição do projeto pretendido pelos alunos de TCC e acontece por meio do envio de ficha de inscrição no TCC ao coordenador de TCC 1

Assim como o grupo de pacientes que perderam a marcha, o grupo dos cadeirantes também apresentou manutenção do quadro motor com relação a D3, sem